SE O PRESIDENTE DA CÂMARA DE VIANA DO CASTELO NÃO QUISER, A TOURADA PREVISTA PARA O PRÓXIMO DIA 20 DE AGOSTO NÃO SE REALIZARÁ

É tudo uma questão de coerência.

Quem manda em Viana do Castelo?

Vejamos:

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O actual primeiro-ministro de Portugal, no início do seu mandato, questionado no Parlamento sobre a existência das touradas, como costuma fazer a maioria dos políticos, deu uma no cravo e outra na ferradura, dizendo que nos municípios onde é “tradição” a realização de selvajaria tauromáquica, podem decidir pela sua continuidade ou não, assim como, naqueles que não há “tradição”, e aqui referiu-se mesmo a Viana do Castelo, que se declarou Cidade Anti-Tourada, em 2009, pode optar-se pela sua proibição.

Então de que está à espera o senhor Presidente da Câmara de Viana do Castelo?

Se a cidade se declarou Anti-Tourada, há que respeitar esta vontade dos vianenses. Há que respeitar as decisões camarárias. Ou elas existem apenas para inglês ver?

Dizer uma coisa e fazer outra não é honesto.

O primeiro-ministro disse, está dito.

Viana do Castelo não tem de vergar-se a vontades alheias, só porque existe quem permite touradas ilegais pelo país.

Quem manda em Viana são os Vianenses, e estes não querem o lixo tauromáquico na sua cidade anti-tourada.

Ponto final.

E isto devia bastar para que as outras “autoridades” respeitassem a lei.

A realizar-se, esta tourada será ILEGAL.

BASTA de tanta ilegalidade! De tanta impunidade!

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, mostre quem manda em Viana.

Não permita que desautorizem a vontade expressa dos Vianenses, nem as decisões municipais.

O que querem fazer em Viana é uma afronta à soberania do município e à vontade do povo de Viana do Castelo.

Este é o momento certo para acabar com esta vergonhosa subserviência a um lobby decadente e corrupto.

Portugal está com Viana e com o seu Presidente.

E eu também estou.

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

NA SENHORA D’AGONIA QUEREMOS TOUROS SEM AGONIA

Chegou-nos a notícia de que deu entrada na Câmara Municipal de Viana do Castelo, um pedido da associação “vianenses pela liberdade” de instalação de uma praça de touros amovível para realização de uma tourada a 20 de Agosto, último dia da Romaria da Senhora d’Agonia.

O que esses falsos vianenses não sabem é que os verdadeiros Vianenses querem Touros sem agonia, na Senhora d’Agonia.

E é o que teremos.

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 TODOS A VIANA DO CASTELO PARA VARRER O LIXO TAUROMÁQUICO

Fonte da imagem.

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O requerimento já se encontra na autarquia para “apreciação”.

José Maria Costa, o seu presidente, dirá de sua justiça.

Bem, já se sabe que Viana do Castelo declarou-se Cidade Anti-Tourada, em 2009, a partir de uma proposta do então presidente da Câmara Municipal, Defensor Moura, dando um passo gigantesco para a modernidade, catapultando Viana para o rol dos municípios civilizacionalmente evoluídos, e que rejeitam esta barbárie, ainda mais para celebrar Senhoras d’Agonia ou outras.

No ano passado, os bárbaros fizeram uma tentativa de invadir Viana com a sua “tropa” medievalesca, mas foram corridos pelo bom senso da autarquia e pela vontade dos Vianenses, e não por terem desistido da tortura, como pretendem, alegando que «não encontraram enquadramento no programa das festas». Como poderiam encontrar tal enquadramento, se a tortura não se enquadra em nada que diga respeito a festas, muito menos de Santas, e ainda menos numa cidade luminosa e iluminada pela luz da civilização?

Pois este ano, irão ser corridos novamente, até porque a Senhora d’Agonia merece ser celebrada com alegria e sem agonia de Touros, e não se conspurca um município anti-tourada, apenas para uns poucos e sempre os mesmos sádicos forasteiros, provenientes de municípios civilizacionalmente atrasados, ali transportados em camionetas pagas com dinheiros públicos, irem dar aso à sua mórbida sede de sangue.

Haja racionalidade.

Mahatma Gandhi encorajava: «Quando uma lei é injusta, o correcto é desobedecer“. E não há lei mais injusta e estúpida do que aquela que permite a tortura de um ser vivo, para diversão de sádicos.

Os verdadeiros Vianenses e todos os seus apoiantes estão mobilizados, e em Viana, touradas, nunca mais.

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Fonte da imagem

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Fonte: Arco de Almedina

 

«ROMARIA D’AGONIA SEM TAUROMAQUIA»

Esta é a palavra de ordem gritada em Viana do Castelo.

Hoje e para sempre.

«A “calendarização” usada como desculpa (pelos “Vianenses pela Liberdade”) para a não tentativa este ano, é absurda e ridícula, uma vez que até durante a Procissão já tentaram realizar touradas em Viana

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«Mesmo entre os que se assumem como anti tourada é visível uma enorme falta de informação sobre Viana do Castelo. Viana é a única cidade assumidamente anti touradas (desde 2009). A lei nacional é privilegiada em relação à local e os tauricidas aproveitam esse facto para se imporem na cidade, usando meios corruptos e sujos e cuspindo em todas as regras e leis que permitem à camara defender Viana. Fazem-no, perante a passividade daqueles que tem por missão fazer cumprir a lei.

Mas Viana e as suas gentes NÃO aceitam touradas e NÃO ficam impassíveis. Não paramos de lutar, gritar, esbracejar, fazer das fraquezas forças… E temos ganho algumas batalhas. E vamos ganhar a guerra! A “calendarização” usada como desculpa para a não tentativa este ano, é absurda e ridícula uma vez que até durante a Procissão já tentaram realizar touradas em Viana.

O facto é que as touradas perdem força a cada minuto que passa e cabe a cada um de nós analisar o local onde vive e adaptar à sua terra a forma de combater esta chaga que envergonha Portugal.

Não façam como Viana do Castelo… façam “como a Póvoa“, “como Lisboa“, como a terra A ou B. Usem o que sabem sobre a vossa terra e as vossas gentes, transformem as vossas formas de lutar. E aí sim… serão como Viana do Castelo onde a “Romaria É sem tauromaquia“!» (Ana Macedo)

***

«Pela minha perspectiva, uma das provas de que a gente da tauromaquia é realmente mal-intencionada é a insistência em querer realizar touradas em Viana do Castelo. Até poderiam ser “apenas” muito ignorantes, limitados, lunáticos e pensar que os touros e cavalos não sofrem nas touradas (é difícil eu sei, eu não acredito mas vamos supor que é possível carregar um cérebro tão atrofiado), agora, fazer questão de levar touradas a uma cidade que as repudia, onde não há praça de touros, nem público, onde a câmara municipal não as licencia, onde não são bem-vindos e têm de recorrer ao tribunal para impor a sua presença, não há desculpa, revela mau carácter.» (Cláudia Vantacich)

Fonte: Arco de Almedina

ESTE ANO NÃO HAVERÁ TOURADA EM VIANA DO CASTELO

O Grupo Anti-tourada de Viana do Castelo diz que “imperou o bom senso”, e eu acrescento que para tal contribuiu também a decadência em que se encontra esta actividade degradante, que já não interessa nem à mais estúpida das criaturas.

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Origem da foto:

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Na passada quinta-feira, os “Vianenses pela Liberdade” (que nem sequer são de Viana) anunciaram que este ano não vão avançar com a tentativa de realizar uma tourada durante a Romaria em Honra de Nossa Senhora da Agonia, devendo-se esta impossibilidade (pasmemo-nos!!!) ao facto de na tarde de 21 de Agosto se realizar o tradicional cortejo histórico etnográfico, como se já não tentassem realizar uma tourada à hora da procissão!!!!!

Chamem-lhe “impossibilidade de enquadrar a selvajaria no programa das festas!!!”. Enganem-se a si próprios.

O que importa é que Viana do Castelo, este ano, não será conspurcada pelo lixo tauromáquico que uma minoria inculta e encruada queria, porque sim, impor a uma cidade que se declarou Anti-Tourada.

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As reacções a esta notícia borbulharam por toda a parte.

Ana Macedo, líder e porta-voz do Grupo Anti-tourada de Viana do Castelo salientou a este propósito que “ganhou o bom senso” e manifestou-se “muito contente” com esta decisão.

«Estamos muitos satisfeitos e desejamos que os aficionados das touradas vivam as festas de Nossa Senhora da Agonia como devem ser vividas, com alegria e amor. A Romaria d’Agonia deve ser vivida sem sobressaltos e sem guerras mas com amor, tal como Viana é conhecida», e acrescentou: “Desejo a esses senhores, que têm feito essa tentativa todos os anos, umas óptimas festas, uma óptima Romaria. Viana é isso mesmo, é alegria, é amor, é a Romaria, não tem nada a ver com tortura nem com maus tratos a animais. Não vale sequer a pena tentarem em Viana”, e deixou um aviso à organização de actividades tauromáquicas: «Se no próximo ano insistirem, cá estaremos».

O porta-voz dos “vianenses”, José Carlos Durães, por sua vez, e numa tentativa de tapar o sol com uma peneira, tentou justificar, deste modo, o recuo deste ano: “Não iríamos conseguir facturar para pagar as despesas. Não vamos dar tiros nos pés“. No entanto assegurou que em 2017 a tourada está prevista realizar-se no dia 20 de Agosto.

Pois sim!

Mas a verdade é outra. Nem este ano, nem em qualquer outro ano, conseguiriam empurrar o lixo tauromáquico com os pés, para dentro de Viana, porque estava tudo a postos para o impedir e, com um grande trunfo na manga, que guardaremos para o ano, se tentarem invadir a cidade.

Acabaram-se os privilégios!

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Fonte: Arco de Almedina

***

A actividade tauromáquica só interessa a quem quer ser conivente com Mafiosos, com Bárbaros, com Assassinos, com Criminosos, com Psicopatas, com Sociopatas, nada mais. 

A tauromaquia não interessa a pessoas com valores. Não interessa a pessoas de bem. Não interessa a pessoas de bom coração. Para este tipo de pessoas, só há um caminho; a Abolição da tauromaquia!

Mário Amorim

Boas notícias! Festas da Agonia Este ano não há tourada nas festas de Viana

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O movimento “Vianenses pela Liberdade” anunciou que este ano não vai realizar uma tourada “por não conseguir enquadrar” o espetáculo no programa da romaria d’ Agonia, que vai decorrer entre 19 e 21 de agosto.

“Este ano não vamos realizar a tourada porque não a conseguirmos enquadrar no programa das festas d’ Agonia. No dia 20 de agosto, sábado, realiza-se durante a tarde a procissão ao mar e no domingo à tarde há o cortejo etnográfico. Como a corrida de touros se realizaria às 17 horas ia colidir com esses números”, afirmou à Lusa o porta-voz do movimento, José Carlos Durães.

O responsável adiantou que a decisão de não realizar o espetáculo tauromáquico este ano foi tomada em reunião do movimento, na quarta-feira à noite.

“Não iríamos conseguir faturar para pagar as despesas. Não vamos dar tiros no pé”, sublinhou o porta-voz do movimento cívico criado em 2009, depois de a Câmara de então liderada por Defensor Moura ter aprovado, por proposta da maioria socialista, uma declaração afirmando Viana como cidade “antitouradas”, a primeira do país.

José Carlos Durães revelou que o movimento chegou a equacionar a possibilidade de fazer a tourada num daqueles dias, mas à noite.

José Carlos Durães assegurou que em 2017 a tourada já tem data marcada para o dia 20 de agosto, dia da padroeira dos pescadores, Nossa Senhora d’Agona e da procissão ao mar.

Em 2012, para contrariar aquela a decisão camarária, a Federação Portuguesa das Associações Taurinas “Prótoiro” realizou em agosto uma tourada no concelho, a primeira depois da aprovação daquela declaração municipal, corrida que se repetiu em 2013.

Em 2014, já com organização do movimento “Vianenses pela Liberdade”, a corrida inicialmente prevista para 24 de agosto foi adiada para 07 de setembro “devido a problemas administrativos criados pela Câmara de Viana do Castelo”.

Desde 2012 que as touradas têm decorrido em Viana do Castelo porque o Tribuna Administrativo e Fiscal de Braga aceita as providências cautelares apresentadas pelos movimentos de aficionados, para suspender os indeferimentos municipais.

Um grupo antitouradas de Viana do Castelo congratulou-se já com o anúncio de que este ano não haverá corrida de touros durante as festas d’Agonia e afirmou que a decisão vem demonstrar que “imperou o bom senso”. “Estes senhores fizeram o que é correto. Não vale a pena insistirem porque em Viana só vão ter prejuízo”, afirmou a porta-voz do grupo local de ativistas antitouradas, Ana Macedo.

Fonte: JN
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Fico muito feliz, pelos touros e pelos cavalos com esta notícia!
Esta é uma notícia que mostra com clareza, que a maioria dos portugueses, não gostam e não querem mais touradas.
É incrível, as justificações dos pró-touradas no artigo.
Um dia, alguém lhes disse; vão justificar as touradas da seguinte maneira. E pimba; eles memorizaram essas justificações. E por mais estúpidas que sejam. eles repetem-nas até ao exaustão, qual cd riscado!
Mário Amorim

MINI CONFERÊNCIA EM VIANA DO CASTELO SOBRE DIREITOS DOS ANIMAIS

Carta da activista Ana Macedo enviada a várias entidades, a propósito da mini conferência realizada em Viana do Castelo, sobre os Direitos dos Animais

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Exmos. Srs.

Na sequência da realização a conferência “Direitos dos Animais”, no passado dia 10 de Abril de 2016, que teve lugar no Auditório do Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo, os presentes acordaram nos seguintes pontos:

1.º Um agradecimento à Câmara Municipal de Viana do Castelo pela cedência do espaço para este exercício de cidadania activa, bem como às senhoras funcionárias do Museu de Artes Decorativas pela cooperação e gentileza.

2.º Os presentes, enquanto cidadãos e munícipes empenhados nas temáticas relacionadas com Direitos dos Animais e bem-estar animal, manifestaram a sua viva preocupação com o facto do fim das políticas de abate nos canis municipais se configurar como muito próximo sem que se esteja a preparar caminho para que essa realidade se torne possível sem sobressaltos.

É certo que são sacrificados anualmente (números conhecidos, que poderão enfermar de cifras negras) 100.000 animais de companhia nos canis municipais. Tal opção legislativa obrigará as autarquias a encontrar opções válidas e adequadas para animais errantes ou abandonados. Em conformidade, faz todo o sentido criar / reforçar parcerias com as instituições que estão há anos no terreno, abnegadamente e com puro espírito de missão.

As associações presentes manifestaram a sua preocupação e pretendem reforçar desde já a sua recusa de que a crueza do abate seja substituída pela incerteza do que virá a ser feito, nomeadamente, possíveis futuros depósitos / abandonos dos animais em locais insalubres, sem quaisquer apoios ou fiscalizações.

3.º As associações de protecção animal presentes e representadas na conferência (Associação Vila Animal, Associação Gatos de Ninguém e Associação Selva dos Animais Domésticos) promovem as melhores práticas de protecção dos animais, intervindo nas políticas urbanas e ambientais que se centrem no bem-estar dos animais e na qualidade da sua convivência com os seres humanos, prestam cuidados e apoio a animais de colónia, assegurando-lhes a qualificação de “animal comunitário”, dão guarida a animais idosos ou inadoptáveis, promovem activamente a adopção de animais abandonados ou errantes e estão profundamente empenhadas em campanhas CED – Capturar, Esterilizar, Devolver – em animais de rua, para reduzir a população de animais abandonados, negligenciados e carenciados. Pretendem ser reconhecidas como interlocutores privilegiados na gestão destas problemáticas.

4.º Em conformidade, foi também reconhecida a necessidade de reforçar o pedido de disponibilização, pelo Município de Viana do Castelo, de instalações dignas às Associações Vila Animal e Gatos de Ninguém.

5.º Das autoridades convidadas a comparecer, para promoção dos necessários esclarecimentos das competências de cada uma delas, apenas o SEPNA se fez representar, na pessoa do Senhor Sargento Chefe Martins (em representação também do Senhor Comandante da GNR de Viana do Castelo). O Senhor Sargento Chefe foi incansável no esclarecimento de todas as dúvidas suscitadas quanto a leis de protecção animal, procedimentos a adoptar em queixas, legitimidade, cadeias de comando e responsabilidades. Foram também esclarecidas dúvidas relativas a protecção da natureza e ambiental.

O nosso muito obrigada à GNR/SEPNA.

A lamentar a não comparência de um representante da PSP, DGAV e CMVC uma vez que cada uma destas entidades tem funções a desempenhar nesta matéria.

6.º Foi manifestado pelos presentes a convicção e expectativa de que a Veterinária Municipal deveria disponibilizar algum tempo do seu horário para prestar serviços de esterilização de animais de companhia a munícipes com necessidades económicas especiais, ou reforçando o apoio a esses encargos das associações.

7.º Foi ainda manifestado total empenhamento e apoio à luta anti tourada em Viana do Castelo, que se gostaria de ver reforçada em regulamentos camarários que permitissem o afastamento definitivo do anátema que anualmente se abate sobre o município, por alturas da festa maior da cidade.

8.º Mais apreciaram os presentes que a cidade se declarasse como não permitindo ou tolerando espectáculos que recorram a animais. Falamos concretamente dos circos que demandam as nossas cidades e que mantêm animais em cativeiro em – geralmente – péssimas condições e unicamente com fins de exploração económica. É essa uma diversão que não é digna, nem sequer pedagógica, pois nenhum comportamento exibido pelos animais nos espectáculos de circo é um comportamento natural, construindo, sobretudo nas crianças, uma imagem dos animais que não corresponde à realidade da sua natureza.

9º Alguns dos presentes manifestaram a sua preocupação relativamente às condições do Canil de Ponte de Lima (Canil Intermunicipal) uma vez que 80 lugares para um Canil que serve 14 municípios é, manifestamente, insuficiente. Para além deste facto, e após visita ao local, constataram que os animais estão num estado de extrema magreza pelo que se constata que a ração que lhes é atribuída é insuficiente. Sendo a CMVC uma das câmaras que contribuí para este canil intermunicipal gostaríamos de apelar a que sejam verificadas as condições em que são mantidos os animais.

10.º E por último, em reforço da imagem de Viana do Castelo como Cidade saudável, a implementação e continuação de políticas de protecção animal que continuem a conotar a cidade como exemplo de boas práticas a seguir no âmbito nacional e internacional.

Sem outro assunto de momento, enviamos os melhores cumprimentos.

Atentamente

Ana Macedo

***

Resposta da Veterinária do Canil de Ponte de Lima, à referência feita na carta anterior:

«Boa tarde

Relativamente ao que manifestamente se refere ao Canil Intermunicipal tenho a informar o seguinte:

– O Canil Intermunicipal tem vindo a manter desde sempre uma boa relação com as Associações, nomeadamente e neste caso em concreto, com a D. Maria José da Associação Vila Animal e a D. Idalina da Selva;

– Já foram e continuam a ser agilizados, processos de adopções dos nossos animais com ambas as Associações, nomeadamente e ultimamente, com a Associação Vila Animal;

– É nossa pretensão que essa colaboração se mantenha, desde que continue a constituir uma mais-valia, no que respeita ao objectivo primordial: conseguir o máximo de adopções responsáveis no mais curto espaço de tempo, colaborando para que o Canil, seja cada vez mais, um local de breve passagem de animais e que culmine num final feliz para todos eles;

– O Canil Intermunicipal pode não ser o ideal, até porque o ideal, seria não ter a necessidade de existir, no entanto, o nosso Canil continua a ser referenciada como um dos melhores. Não sou eu que o digo, e sim quem nos visita, nomeadamente particulares, Associações de Protecção Animal, Entidades Policiais, PSP, GNR, GNR-SEPNA, FAP, GOC, PAN, etc….. . Como tal, não falem mal sem saber do que falam, ou do que se passa na realidade, até porque, nós não merecemos essa desconsideração!

– Temos frequentemente alguns animais magros, não porque a ração não seja equilibrada ou suficiente e sim porque nos chegam constantemente animais debilitados e como é do conhecimento de todos, não recuperam de um dia para o outro! Outros, por estarem à demasiado tempo confinados à espera de um dono, que nunca chega, ou de uma decisão judicial, que se prolonga, relativamente ao seu destino. Daí a grande necessidade de parques de lazer para todos eles e que por diversas vezes foram, e continuam a ser, solicitados à CIM Alto Minho, quer pela minha parte, quer pelo Executivo do Município de Ponte de Lima.

Aproveito, desde já, para convidar todos, a participar na VI CÃOminhada do Canil Intermunicipal, a realizar dia 28 de Maio e cuja informação segue em anexo. Agradeço a divulgação e conto com a V. participação, para que, mais um ano, nos ajudem a deixar o Canil deserto de animais e conseguir boas adopções Piscar de olho.

Com os melhores Cumprimentos

A Médica Veterinária Responsável pelo Canil Intermunicipal

Natália do Campo

(AVISO: uma vez que a aplicação do AO/90 é ilegal, não estando efectivamente em vigor em Portugal, este texto foi reproduzido para Língua Portuguesa, via corrector automático)

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Fonte: Arco de Almedina

 

… PORQUE NINGUÉM É OBRIGADO A TER UM CÃO…

CARTA ABERTA ÀS AUTORIDADES COMPETENTES

ct.vct@gnr.pt, co.dsepna@gnr.pt, veterinaria@cm-viana-castelo.pt, dirgeral@dgav.pt,

cmviana@cm-viana-castelo.pt

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Exmos Senhores,

Chegou-me ao conhecimento, através de mensagem electrónica, a situação deplorável e inconcebível, em que se encontra uma cadela, de cor preta, ao que parece de raça labrador, na zona do antigo Bairro do Fomento, na Praça do Vale do Lima, na Meadela, Viana do Castelo.

Em visita a uma casa próxima e de onde se podem ver as traseiras dos prédios desse bairro, avista-se o animal acorrentado quase sem poder movimentar-se, sujo, a viver sobre os seus próprios dejectos, com uma casota mais pequena do que ele, e sem as mínimas condições para uma vida digna e sem sofrimento, tal como prevê a Lei de Protecção dos Animais, n.º 69/2014, de 29 de Agosto.

Para uma melhor averiguação, usou-se o acesso pedonal das traseiras do prédio para uma aproximação mais concreta, e confirmou-se o deplorável estado em que o animal vive. Aliás, a casota encontra-se nesse espaço. Soube-se também que o animal só não passa fome porque é uma senhora que, voluntariamente e com pena dele o alimenta.

Questionados os moradores da zona, eles confirmaram que já foram tomadas providências no sentido de que o dono do animal o trate com a dignidade a que tem direito, que o vacine e o registe, até porque também neste âmbito o seu bem-estar se encontra totalmente descurado e ilegal.

Contactada a Associação Vila Animal, esta informou já ter solicitado a intervenção da Veterinária Municipal, para este caso de negligência e maus-tratos e que, podendo o animal ser retirado ao dono que, ao que tudo indica, não o deveria ter, até porque NÃO É OBRIGATÓRIO TER ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO, para serem desestimados, a queixosa se prontifica a acolher a cadela, tratá-la e proporcionar-lhe a vida que merece.

Informaram-me também que à residência do proprietário da cadela já se teria deslocado uma patrulha da PSP, com o intuito de sensibilizar o dono para a necessidade de a tratar, de a vacinar e de lhe aplicar o microchip, tal como a lei prevê.

O dono, como é habitual neste tipo de dono, fez de conta que ia fazer tudo o que a PSP recomendou, mas não fez, e a cadela continua na mesma situação deplorável, e em breve poderá ter a companhia de um outro cão, este de raça Yorkshire, uma vez que o dono apregoa que irá fazê-lo, porque a cadela faz muito barulho em casa.

Manifestamente este dono, seja ele quem for, até á presente data já incorreu em diversas infracções à legislação em vigor, a saber: Decreto-lei 313/2003 de 17 de Dezembro; Decreto-lei 276/2001 de 17 de Outubro com as alterações introduzidas pelos Decretos-lei 315/2003 de 17 de Dezembro e 260/2012 de 12 de Dezembro, e ainda não foi criminalizado.

Deste modo, e na expectativa de que o Comando da PSP de Viana do Castelo, agirá em conformidade, não só com a Lei, mas também com a mesma sensibilidade que outras delegações congéneres da PSP têm já (felizmente) demonstrado por esse país fora, venho juntar a minha voz à voz da queixosa e de outras mais vozes que estão a gritar por justiça para este ser vivo, com direitos consignados numa Lei que, se existe, tem de SER CUMPRIDA.

Esperando que a lei se cumpra, apresento os meus melhores cumprimentos,

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina