«Urge que os nossos políticos se consciencializem de que qualquer incentivo à crueldade contra animais é também um incentivo à criminalidade contra pessoas»

Tradição, Cultura e Arte são o que o Homem cria para tornar a Humanidade mais sensível, mais inteligente, mais civilizada, mais evoluída, mais bela…

Tradição, Cultura e Arte nada têm a ver com as grosseiras e cruéis actividades tauromáquicas, que apenas os toscos praticam, apoiam e aplaudem.

Vejamos o que nos diz a Associação Amigos dos Animais da Ilha Graciosa.

Isabel A. Ferreira

Touros no campo.jpeg

«Nenhuma tradição que se alicerce na crueldade e sofrimento de seres sencientes, como o são todos os animais, porque sentem e sofrem como nós, é aceitável, quer do ponto de vista cultural, quer do ponto de vista ético e moral. Urge que os nossos políticos se consciencializem de que qualquer incentivo à crueldade contra animais é também um incentivo à criminalidade contra pessoas.

Os Touros são animais muito pacíficos que passam a maior parte da sua vida nos pastos; são sujeitos a uma situação de extrema brutalidade que não só lhes inflige muito sofrimento, mas também os obriga a comportarem-se de uma forma muito diferente da habitual (pois têm todo o direito de se defenderem dos seus algozes), o que lhes dá a falsa reputação de “bravos”.

É inegável que os Touros sofrem antes, durante e após as touradas (sejam de que modalidade forem). Desde a deslocação do animal do seu habitat, a sua introdução num caixote minúsculo no qual não se consegue mover e onde fica 24 horas ou mais, o corte dos chifres (a sangue frio) e as agressões de que é vítima para o enfurecer, a perfuração do corpo, tudo isto representa sem quaisquer dúvidas (e não é necessário ser-se muito culto, qualquer analfabeto sensível sabe disto) um sofrimento intenso e insuportável para um animal tão sensível.»

Associação Amigos dos Animais da Ilha Graciosa

Fonte: Arco de Almedina


Porque será que nunca permitiram que fosse filmado tudo, antes de uma tourada? -Porque antes de uma tourada, o touro é violentamente agredido, física e psicologicamente, com o objectivo de o enfurecer. Vai muito além do corte dos chifres. O touro sofre inenarravelmente antes de uma tourada.
O touro, chega à praça de touros, com cerca de 80% do seu peso. Depois, com as sevícias de que é vítima, antes de uma tourada, ainda perde mais peso. E depois, entra na arena, sem a visão periférica, pois o corte dos chifres, corta-lhe o nervo, que lhe permite a visão periférica. Ou seja; o touro é selvaticamente agredido, antes, durante a tourada e depois da tourada, com a retirada das farpas e dos ferros, com uma faca, e sem anestesia. E apelidam isto de cultura. A cultura nada tem a ver com violência, com dor, com sofrimento, com sangue!

Mário Amorim