Organizações de Portugal, Espanha e França assinam protocolo para defender touradas

Defender as touradas, é exactamente o mesmo que defender a estrema-direita; o crime; o crime organizado; os assassinatos em serie; os serial killers; as violações; a violência doméstica; o genocídio humano; o terrorismo;  as organizações mafiosas; as guerras; as duas grandes guerras mundiais; os conflitos armados de hoje e o genocídio que provocam. Em suma; defender as touradas é defender o que há de pior no homem. É defender o mal. É defender BESTAS HUMANAS. É defender os BANDIDOS; os MONSTROS; os ASSASSINOS; os CRIMINOSOS; os MAFIOSOS, que a promovem, que a realizam, e que a praticam!!!!

Mário Amorim


Organizações do setor da tauromaquia de Portugal, Espanha e França assinaram hoje em Madrid um protocolo de cooperação em defesa dos valores culturais da tauromaquia e delinear estratégias contra os movimentos opositores de corridas de touros.

Organizações de Portugal, Espanha e França assinam protocolo para defender touradas

O acordo entre a ProToiro (Portugal), a Fundação do Touro de Lide (Espanha) e o Observatório Nacional das Culturas Taurinas (França) criou o Conselho Internacional de Tauromaquia (CIT), que a partir de agora estabelece a cooperação relativa a todos os temas relacionados com a prática, o desenvolvimento, a defesa e a promoção taurina.

O CIT vai dar apoio ao reconhecimento das tradições taurinas como património cultural imaterial e sensibilizar os atores institucionais e associativos envolvidos e informar as formações políticas e os meios de comunicação social sobre aquilo que as três associações nacionais consideram ser “a realidade de uma cultura identitária e da maior importância”.

A organização também vai exercer pressão na defesa destes valores junto de várias instâncias internacionais, como as Nações Unidas e o Parlamento Europeu.

Fonte: SAPO24

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O QUE É A TAUROMAQUIA II?

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Vou começar este segundo texto com umas adivinhas!

1- Qual é coisa qual é ela, que se julgam sete homens valentes, mas que na verdade, não passam de sete grandes cobardes?
– Acertarammmmm; são ossssss forcadosssss.
2- Qual é coisa qual é ela, que são homens que se dizem homens, mas que enfrentam o touro, fazendo movimentos, e tregeitos afiminados, também reveladores da frustração sexual que sentem?
– Mais uma vezzzzz, acertarammmm; são ossssss toureiros a pé.
Aqui fica demonstrado, que além de ser uma prática selvagem, a tauromaquia, é cobarde, e é uma prática, onde se colocam frustrações. E o touro leva com a culpa. Eles são “homens” frustrados(sexuais), e o touro é que paga.
E os outros; os grandes cobardes dos forcados. Esses; enfim. Se fossem os valentes que dizem ser, enfrentariam o touro, sem os chifres embolados, e sem bandarilhas cravadas no dorço do touro. Uma coisa é enfrentarem o touro com as suas faculdades físicas e psicologicas intactas. E outra, é enfrentarem o touro estando mais morto do que vivo e que tem os chifres embolados. Por isso; não caio, quando ouço, ou leio: não gosto de touradas. Só gosto da valentia dos forcados. Forcados, valentia; hahahahaha? – Cobardiaaaa, isso sim!
E aqui vai a última adivinha!
3- Qual é coisa qual é ela, que são uns grandes mentirosos, que falam, falam, falam, mas não provam nada do que dizem? – Acertarammmm zzzz; são osssss zzzz, prooooooo-touuuuuuuuuuraaaaaadassssss zzzz!
Por tudo isto, e por muitas outras coisas que todos nós, que lutamos contra a tauromaquia, sabemos, a tauromaquia, só tem um caminho; a ABOLIÇÃO!

Mário Amorim

O QUE É A TAUROMAQUIA?

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O que é tauromaquia?

Em poucas palavras digo o seguinte:
A tauromaquia, é uma aberração de Portugal e de mais sete países.
É uma pratica selvagem.
É uma prática, onde se vê, dos piores instintos dos seres-humanos que a praticam e dos seres humanos que a vêm e a defendem.
Na tauromaquia, nos toureiros a pé, vê-se a frustração sexual. Como digo sempre; os toureiros a pé, como se vê na imagem de cima, são as mastronsas das praças de touros. A diferença é que em Torres Vedras, os homens vestem-se de mulheres na brincadeira, no Carnaval. E os toureiros a pé, usam aqueles fatos absolutamente ridículos, justinhos ao corpo, com uns sapatinhos afiminados, a condizer com o fato afiminado e com umas meias cor de rosa, não porque tem de ser assim, mas porque são sexualmente frustrados, são homens afiminados. Pode-se, tambem dizer, de que eles são os Zes Castelos Brancos das praças de touros.
A tauromaquia, não é cultura, pois cultura é outra coisa. Como também digo sempre; a cultura transmite compaixão; bondade; humaninade e respeito pelo bem-estar do outro, seja o outro, um animal-humano, ou um animal não-humano. E essa, não é a realidade da tauromaquia!
A tauromaquia, é uma prática, que mais não serve para denegrir a imagem de cada um dos oito países, pelos quatro cantos do mundo!

Mário Amorim

«PSICOLOGIA DA “AFICIÓN” TAURINA: SADISMO, NARCISISMO E EROTISMO»

Eis um texto que traduzi do original, em que se demonstra, à luz da psicanálise, tudo o que está referido no título.

A autoria do texto é de Cecilio Paniagua, e foi publicado na Ars Médica, Revista de Humanidades, 2008.

O autor é doutor em Medicina e Membro Titular da Asociación Psicoanalítica Internacional.

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Resumo:

Estuda-se a evolução sócio-histórica a partir de uma perspectiva psicanalítica da tauromaquia. Comenta-se a orientação psicológica do sadismo, do narcisismo, do erotismo e das  orientações da afición, concluindo-se que a tauromaquia constitui uma complexa permuta cultural entre impulsos inconscientes e a volúvel sensibilidade social à crueldade expressa por meios estéticos, tradicionalmente validados.

***

«Existem muito poucos trabalhos publicados sobre a tauromaquia na Literatura Psicanalítica. Num deles, da autoria de Winslow Hunt (1955), pode ler-se: «É surpreendente que uma actividade tão dramática e anacrónica não tenha despertado mais, o interesse dos psicanalistas». A pouca atenção prestada pela psicanálise a esta espectacular manifestação cultural foi atribuída à influência do preconceito.

O psicanalista Martin Grotjahn (1959) sustentava: “Os aspectos horríveis da tauromaquia anulam o interesse que o simbolismo inerente ao seu ritual possui. Talvez isso explique a falta de tentativas analíticas para interpretarla fiesta”».

A história da tauromaquia proporciona um bom campo para o estudo dos ajustes psicológicos relativos à tolerância e à crueldade. A evolução da regulamentação do nosso feriado nacional reflecte a tentativa de alcançar diferentes compromissos entre as inclinações sádicas da afición e a mudança de sensibilidade da sociedade em relação aos espectáculos sangrentos.

Estima-se que cerca de sessenta milhões de pessoas em todo o mundo são espectadores de touradas. A afición tauromáquica baseia-se no facto de proporcionar um momento único para o alívio e a projecção de impulsos instintivos reprimidos. Claramente, o seu atractivo principal é o da recompensa inconsciente dos impulsos sádicos. A dor e a morte do touro são dadas como certas. Na mente de todos os aficionados está o facto de que os cavalos e, é claro, os toureiros podem sofrer o mesmo destino.

Com efeito, todas as vezes que um touro é ferido, o aficionado experimenta dois desejos conflituantes: que o toureiro seja colhido e que o feito não tenha consequências sangrentas. Somente o último é geralmente consciente.

Esses desejos opostos provocam no espectador duas instâncias psíquicas diferentes: o Id dos instintos e o Superego da consciência. Com efeito, o toureiro é o objecto da projecção de instintos e desejos conflituantes. Os condicionamentos históricos dessa ambivalência ditam as preferências em relação às práticas taurinas. O público que assiste a uma tourada pede ao toureiro que se aproxime das hastes mortais do animal, mas, simultaneamente – não em vez de, como muitas vezes se pensa – ele não quer testemunhar uma desgraça.

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Legenda: Mas como é que o maltrato animal pode ser um bem cultural? De que cultura? E que cultura seria essa? A “Rompesuelas”, Touro de la Vega 2015, em Tordesilhas

A maioria dos espectadores de uma tourada rejeitaria a ideia de que vai aos touros por motivos sanguinários. Tão-pouco aceitaria que o seu propósito é assistir ao sofrimento e à morte dos animais.

Mais ainda repugnaria aos espectadores a ideia de que tinham ido assistir a uma colhida e que estariam parcialmente certos, porque, desde já, não é esta a única motivação deles. Eles defenderiam argumentos conscientes e mais apresentáveis para o Superego, como a Estética. A maioria dos aficionados simplesmente argumentaria que a tourada é uma festa inigualável no mundo, um espectáculo emocionante e bonito em que se demonstra a bravura, a arte e a inteligência de um homem diante de um touro bravo.

Embora compreensível, toda essa argumentação é adicional e não substituta do sadismo inerente às touradas.

Quando os espectadores de uma tourada dizem que sofrem com o sofrimento e ficam alarmados se o toureiro é ferido pelo touro, não estão cientes de que esses sentimentos são reactivos aos seus mais ocultos desejos sádicos.

Existem engenhosas racionalizações para justificar o espectáculo cruel das touradas. Tomemos por exemplo, que o touro pretende matar o toureiro, como se o animal tivesse escolhido ir para a arena com essa intenção.

As touradas encorajam o sadismo da afición, ou melhor, enquadra-o dentro de um marco estético?

A questão a ser esclarecida seria a de se a aceitação social do espectáculo dos touros promove a expressão sádica de instintos agressivos que poderiam ter sido sublimados por trajectórias socialmente mais úteis; ou se, pelo contrário, neutraliza o seu potencial destrutivo por meio da descarga parcial dos ditos instintos. Afinal, hoje em dia, o aficionado limita-se a ter fantasias assassinas, gritar e, na melhor das hipóteses, atirar lenços. A resposta a esta questão é, com toda a certeza, que la fiesta dos touros cria efeitos psicologicamente contraditórios no espectador.

Para a afición, é importante saber que o touro tem a uma oportunidade de matar o toureiro, e que não se trata de uma caçada. A equiparação de forças possibilitada pelo toureio a pé que, a seu tempo, tornaram a lide uma actividade popular, ao facilitar a identificação da maioria dos espectadores com o toureiro, acrescentou um atractivo decisivo à tauromaquia. Se o toureiro arrisca pouco, o resultado é frustrante. Quando o picador ataca o animal ou quando a espada mata desajeitadamente, os aficionados ficam enraivecidos. O que é entendido como abuso do animal desperta sentimentos de culpa, associados a fantasias sádicas reprimidas.

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Legenda: «Saberá esta ralé que existe o teatro, o cinema, a música, os livros, a Natureza e um montão de coisas mais para se divertirem? «Nada mais belo do que a vida, nada mais cruel que maltratá-la»

Existe também a identificação com a atitude exibicionista do toureiro. Com efeito, uma das dinâmicas mais importantes na organização mental do toureiro é a da gratificação narcisista.

A colorido das touradas, o traje dos toureiros, os diversos imprevistos, a própria praça, proporcionam um cenário especialmente apropriado para o desprendimento e gratificação da exibição e da auto-recompensa. Os sonhos de esplendor e imortalidade servem, por sua vez, para neutralizar anteriores sentimentos de inferioridade.

Quando o toureiro se sente forçado a gozar de uma sensação de grandiosidade na arena, ou quando necessita da aclamação dos aficionados a qualquer preço, ver-se-á impelido a pôr a sua vida num perigo maior do que o seu senso comum o aconselharia.

Quando a praça vibra com o matador, o toureiro participa por alguns momentos dessa exaltação egocêntrica que, na realidade, constitui o regresso ao sentimento feliz da supremacia exibicionista da infância. Mas essa reacção emocional tem pouco a ver com uma verdadeira afeição pelo toureiro. Este sabe, ou a experiência lho diz imediatamente, que o fervor dos aficionados, numa tarde, pode transformar-se em animosidade na tarde seguinte, ou, pior ainda, em indiferença. Muitas figuras do toureio temem mais o declínio da sua popularidade do que as próprias cornadas.

A posição privilegiada do toureiro nos cartazes – dinheiro e fama na juventude – inspira admiração, mas também inveja, lado inevitável da mesma moeda. É comum que o espectador tente compensar esse sentimento doloroso, que denota inferioridade e é também condenável para a consciência, através do sentimento de superioridade. Assim, constitui-se juiz do que acontece na arena, faz exigências ao toureiro e arroga-se a prerrogativa da aprovação ou insulto.

Tão-pouco é estranho ao toureio o fenómeno que os psicanalistas conhecem como a erotização do perigo, no qual se fundem as respostas psicofisiológicas perante o medo, com a excitação sexual.

Além das óbvias implicações heterossexuais destas provas, há que ter em conta, a um nível mais profundo, que a tauromaquia pode ter significados homossexuais inconscientes. Ao fim e ao cabo, os protagonistas na arena são declaradamente machos, excepto nos poucos casos de mulheres toureiras.

Há uma passagem arrepiante do romance desse grande aficionado que foi Ernest Hemingway (1960), The Dangerous Summer, em que se narra a colhida de Ordóñez. O relato do acidente evoca um coito sádico homossexual: «Ao receber o touro por trás […] o corno direito cravou-se na nádega esquerda de Antonio. Não há um lugar menos romântico, nem mais perigoso para ser colhido […]. Vi como o corno foi introduzido no Antonio, levantando-o […], a ferida na nádega tinha seis polegadas. O corno penetrou-o junto ao recto, rasgando-lhe os músculos

Em tom menos dramático, podemos reconsiderar o facto de que o robusto touro pode ser visto como representativo da virilidade, enquanto a fragilidade do homem pode ser interpretada como feminina (Frank, 1926). Na realidade, o bonito e apertado traje de luces, a melena, o andar em recuos e a atitude exibicionista são, na nossa cultura, mais próprios das mulheres. Vem-nos à memória a letra de uma zarzuela cómica, La corría de toros de Antonio Paso, em que se fala de um toureiro:

Olha que feitos. / Olha que posturas. / Olha que aspecto de perfil. / Um toureiro mais bonito e mais adornado / Não o encontro, nem procuro / Com uma lanterna. / Olha que proeminências, / Olha que melena, / Olha que nádega tão marcada… “.

O psiquiatra Fernando Claramunt (1989) escreveu sobre a psicogénese e a psicopatologia das colhidas. Em algumas ocasiões os toureiros exprimem abertamente, no seu comportamento e até verbalmente, as suas tendências autodestrutivas. A lide de Belmonte foi considerada suicida pela maioria dos aficionados. Muitas pessoas foram vê-lo, acreditando que testemunhariam a sua última corrida. Durante anos, Belmonte pensou obsessivamente no suicídio e, já velho, tirou a própria vida na arena.

Em algumas colhidas auto-induzidas ou semiprovocadas pode também distinguir-se a dinâmica da vingança contra uma afición – parentalsádica. O sacrifício masoquista do toureiro teria como finalidade punitiva causar ou fomentar na vingança a culpabilidade. A este respeito, num artigo com o título O prazer de ser colhido, D. Harlap (1990) explicou eloquentemente a existência desta motivação no caso de Manolete.

Concluímos dizendo que as touradas representam uma complexa projecção psicológica, resultado de combinações entre os gostos sádicos da afición e a sua versátil sensibilidade à crueldade e à morte. Na actualidade, se se contemplar muito sangue, se se faz sofrer o animal “excessivamente” ou se o toureiro correr grande perigo, ferir-se-á a sensibilidade de uma maioria. Se, pelo contrário, esses aliciantes são escassos, desaparece o atractivo da festa. Esta constitui um marco único para a projecção de impulsos instintivos e para a representação de simbolismos inconscientes, transmitidos por meios altamente estéticos e tradicionalmente aprovados.

Consulta do artigo completo no original AQUI

Fonte: Arco de Alemedina

A TOURADA É UMA PRÁTICA TROGLODITA QUE NADA TEM A VER COM DEMOCRACIA

A Guerra.
As violações.
A violência doméstica.
E a tauromaquia.
Só para citar estes quatro exemplos.
São violência.

Não se pode NÃO gostar da violência da Guerra.
Da violência das violações.
Da violência da violência doméstica.
E gostar-se de tauromaquia, pois a tauromaquia, É TÃO VIOLENTA quanto a guerra, a violação, e a violência doméstica.
Por tanto; quem não gosta da guerra, da violação, da violência doméstica, não gosta da violência da tauromaquia!

Mário Amorim


Tauromaquia rima com monarquia, e foi o passatempo dos alienados desse tempo e do tempo da ditadura fascista.

Contudo, tourada não rima com Democracia.

Mas nós viveremos em Democracia?

A esmagadora maioria do povo português não se revê nesta prática medievalesca, e ainda assim, “democraticamente”, a esmagadora maioria dos deputados da Nação não ouve o povo, mas dá ouvidos à minoria troglodita.

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Um “festival” tauromáquico, realizado em 2018, para uma multidão… de assentos vazios…

Li, num lugar onde se divulga esta prática medievalesca, o seguinte título numa crónica: «Legislação portuguesa encerra debate e protege touradas».

Li, num lugar onde se divulga esta prática medievalesca, o seguinte título numa crónica: «Legislação portuguesa encerra debate e protege touradas».

Isto é algo que jamais leríamos num país civilizado e evoluído. Lemos isto em Portugal, que ainda é um país muito atrasado civilizacionalmente.

E a crónica diz o seguinte:

«Está encerrado o debate. A tauromaquia está protegida pela legislação portuguesa e o Estado tem de garantir o acesso de todos à tourada, enquanto actividade cultural integrante do património português.

 A crónica não vem assinada. Desconheço quem a escreveu, mas por esta aragem, vê-se quem vai na carruagem: alguém que vive mergulhado nos tempos medievais, envolto na mais tenebrosa ignorância e alienação.

Que, embora inacreditavelmente, nos tempos que correm, século XXI D.C., a legislação portuguesa proteja tauromaquia, é verdade. Agora que o Estado tem de garantir o acesso de todos (quem serão esses todos? os que se vêem na imagem acima?) à tourada, é a alucinação de um alienado. O Estado tem de garantir o acesso à educação, à saúde, ao bem-estar, à segurança, enfim, a algo mais premente do que o acesso à selvajaria tauromáquica. E se lhe juntarmos a pretensão de que a tourada é uma actividade cultural, passamos da alucinação para a insanidade, e ao chamar à tortura de um ser vivo património português, então entra-se num estádio de profunda demência.

E a crónica prossegue:

«A ideia levantada pelo jornal Público, de que as touradas podem ser proibidas, em função das recentes alterações ao Código Civil, cai por terra pela força da própria Lei, bastando para isso a leitura do nº 2, do artigo 3º da Lei 92/95: “As touradas são autorizadas nos termos regulamentados“. O Decreto-Lei nº 89/2014, que aprova o Regulamento do Espectáculo Tauromáquico, define que a “tauromaquia é, nas suas diversas manifestações, parte integrante do património da cultura popular portuguesa”.

E alguma vez, uma lei obtusa, como é a lei que autoriza a tortura de seres vivos para divertir sádicos, pode sobrepor-se às leis que protegem a Vida e os Seres Vivos? E alguma vez uma prática cruel e violenta contra seres vivos é “espectáculo”? E alguma vez a bem da verdade, tal selvajaria é património da cultura popular portuguesa? Isto até pode estar nesta lei abjecta que suja o nome dos legisladores portugueses, mas tal não significa que seja algo racional ou digno da humanidade.

E os absurdos continuam:

«Também o Decreto-Lei nº 23/2014, que aprova o regime de funcionamento dos espectáculos de natureza artística, protege a realização de touradas: “Integram o conceito de espectáculos de natureza artística, nomeadamente, as representações ou actuações nas áreas do teatro, da música, da dança, do circo, da tauromaquia e de cruzamento artístico”.

 Repare-se como a tauromaquia, ou melhor, a selvajaria tauromáquica é aqui metida à força, por quem não tem a mínima noção do que é a natureza artística. Comparar o teatro, a música, a dança, o circo (os que não usam animais, porque os outros são tão selvagens como a tauromaquia) todas estas artes elevadas, com a tortura de seres vivos indefesos, é de uma incomensurável ignorância. E enchem a boca com isto, e acham que falam bem e que têm razão. Se soubessem o que esta comparação realmente significa, teriam vergonha de a alardear, porque fazem figura de parvos.

E então o cronista conclui:

«Só isto seria suficiente para impedir que formadores de Justiça incitassem os seus formandos à ‘desobediência legislativa’ com base em interpretações pessoais. A intenção do legislador, que promoveu as alterações ao Código Civil, não visa nem abre caminho à proibição da actividade tauromáquica pois isso seria inconstitucional.»

Como se engana o cronista. Entre uma lei baseada na crueldade e ignorância, e outra lei baseada em valores humanos e de protecção à vida animal, o legislador, se tiver um pingo de racionalidade, optará pela segunda. Por outro lado, os legisladores, ardilosos, como são, deixam sempre uma nesguinha, para que possam levar a água suja para o moinho dos trogloditas.

 Mas um bom interpretador de leis, competente e inteligente, saberá como dar a volta ao texto, e privilegiar a Vida, a Evolução, a Civilização, e não a crueldade e a violência medievalescas.

E o cronista, ignorantemente, vai à CRP, apelar para artigos, que nada têm a ver com apoio à crueldade, à violência e à brutalidade contra seres vivos indefesos, para divertir sádicos:

«A Constituição da República Portuguesa é clara. Refere o nº 2 do artigo 43º da CRP: “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”. O nº 1 do artigo 73: “Todos têm direito à educação e à cultura”. E os nºs 1 e 2 do artigo 78: “Todos têm direito à fruição e criação cultural, bem como o dever de preservar, defender e valorizar o património cultural” e “Incube ao Estado (…) Promover a salvaguarda e a valorização do património cultural, tornando-o elemento vivificador da identidade cultural comum”.»

Senhor cronista, realmente a CRP é muito clara, e nestes artigos que citou nada abona a favor da selvajaria tauromáquica.

Para que a selvajaria tauromáquica estivesse abrangida nestes artigos seria necessário que a crueldade e a violência intrínsecas à prática tauromáquica fossem do domínio da Educação e da Cultura; fossem património cultural e fizessem parte da identidade cultural comum. Mas não fazem.

Acontece que os aficionados de touradas até podem achar que a tauromaquia é isso tudo. Estão no seu direito. Mas o senso comum diz o contrário. E o senso comum tem mais força do que a vontade de uma minoria alienada.

E o cronista termina deste modo hilariante:

«Significa isto, preto no branco, que, por Lei e nos termos da Constituição da República Portuguesa, as touradas devem ser protegidas e o Estado deve garantir o acesso de todos os cidadãos – se estes assim o quiserem – às touradas

Pois engana-se redondamente. Significa isto, preto no branco, que jamais a crueldade, a violência e a tortura de seres vivos farão jurisprudência num tribunal, se para as rebater existir uma outra legislação, mais condizente com a dignidade e valores humanos e com a defesa da Vida.

A selvajaria tauromáquica está condenada à extinção.

Isabel A. Ferreira

Fonte da crónica:

http://www.touradas.pt/noticia/legislacao-portuguesa-encerra-debate-e-protege-touradas

Fonte: Arco de Almedina

 

«EXISTE UM FUTURO MELHOR PARA NÓS E PARA OS OUTROS ANIMAIS»

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Texto de :

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Queima das Farpas

Com a ratificação do resultado do referendo pelo Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra, acabou oficialmente a garraiada no programa da Queima das Fitas de Coimbra.

A constatação de que a maioria dos estudantes não se revê neste tipo de práticas constitui uma vitória inequívoca para os animais e para o progresso da Academia.

Começámos este movimento há 3 anos com consciência da missão que tínhamos em mãos e da responsabilidade e compromisso que provavelmente exigiria de nós. Poucas pessoas deram a cara mas foram muitas as que se uniram em torno deste propósito. Foi graças à certeza das nossas convicções e à vontade de mudar a realidade de muitos animais que conseguimos estabelecer esta rede que não deixou cair a Queima das Farpas, apesar de todos os obstáculos que fomos encontrando.

O nosso propósito era a abolição da garraiada do programa da Queima das Fitas. Conseguimos!

Com o apoio incondicional do Grupo Ecológico da Associação Académica de Coimbra (que travava esta luta desde 1989), criámos um movimento forte, coeso e que, acreditamos, ainda está em crescimento. Com o trabalho que fomos desenvolvendo e a sensibilidade (e coragem!) quer da actual Comissão Central da Queima das Fitas, quer da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, ficaram reunidas as condições necessárias.

É um momento de festejos, mas queremos relembrar a todas as pessoas que ficaram sensíveis para o maltrato animal nas garraiadas, que Portugal é um dos últimos 8 países no mundo onde a tauromaquia ainda existe e que as atrocidades que muitos de nós preferem ignorar são infligidas aos animais em arenas por todo o país.

À semelhança do que aconteceu até 2017 na cidade de Coimbra, em que a festa de toda a gente pagava o “divertimento” que alguns sentem no tormento de outrem, no nosso país a tauromaquia subsiste graças ao dinheiro que é de todos os contribuintes.

Se achas que isto não faz sentido e compreendes, por todos os motivos, a necessidade urgente de abolir estas práticas ou, simplesmente, percebes que é revoltante que toda a gente pague por algo que vai contra os valores da maioria, pedimos-te que faças algo! Está a decorrer uma Iniciativa Legislativa de Cidadã/os para eliminar de vez os subsídios públicos a esta actividade – assina e partilha-a!

http://peticaopublica.com/?pi=PT86673

Mexe-te, como nós fizemos há 3 anos! A abolição é possível e está próxima! Existe um futuro melhor para nós e para os outros animais, em que podemos, no mínimo, concordar que não é correcto fazer uma festa da sua tortura e sofrimento…nós caminhamos para lá. Vens connosco?

Fonte: Arco de Almedina