INDIGNAÇÃO MUNDIAL Dezenas de elefantes forçados a se apresentar para turistas na Tailândia são libertados

Após as denúncias feitas pelo grupo de defesa dos animais britânico Moving Animals que expôs a situação dos elefantes no ano passado o campo de elefantes Maesa Elephant Camp resolveu deixar os animais livres
Foto: ViralPress

Dezenas de elefantes acorrentados que sofreram anos de angústia psicológica ao serem forçados a fazer truques para turistas foram libertados de seus grilhões na Tailândia após um clamor internacional.

Imagens comoventes divulgadas hoje mostram os animais pastando livre e divertidamente interagindo entre si no acampamento de elefantes, Maesa Elephant Camp, em Chiang Mai.

As condições “cruéis” que existiam no local foram expostas em novembro passado por ativistas que revelaram que os bebês elefantes eram “arrancados de suas mães” e depois forçados a aprender atividades antinaturais como pintar quadros, chutar bolas de futebol e jogar dardos.

Mas os responsáveis pelo local começaram a remover as algemas e estão permitindo que alguns de seus 77 elefantes vaguem livremente pelo local.

A executiva Anchalee Kalamaphichit que trabalha no acampamento disse que planeava remover as correntes de todos os elefantes nas próximas semanas.

Ela disse: “O centro é criticado há muito tempo sobre como prendemos os animais aqui, então decidimos libertá-los”.

Foto: ViralPress

“No entanto, viver livremente é uma coisa nova para esses elefantes. Eles precisam de tempo para se adaptarem à sua nova maneira de viver, então escolhemos começar com o mais velho e amigável dos elefantes”.

“Estamos satisfeitos por eles parecerem mais felizes vivendo sem correntes ou mahouts (manipuladores/treinadores de elefantes) e estamos preparando os demais para que possamos libertar o resto deles em breve”.

O grupo de defesa dos animais britânico Moving Animals – que expôs a situação dos elefantes no ano passado – disse estar encantado com as mudanças.

Foto: ViralPress

A fundadora Amy Jones disse: “É incrível ver esses elefantes vivendo livremente sem suas correntes”.

“Com mais de 70 elefantes em cativeiro, o Maesa Elephant Camp é o maior campo de elefantes do norte da Tailândia”.

Sua decisão compassiva envia uma mensagem poderosa para a indústria do turismo de elefantes e estabelece um claro precedente para a mudança.

Foto: ViralPress

“Com a ABTA – a maior associação de viagens do Reino Unido – actualizando suas directrizes para condenar interacções anti-éticas de elefantes, esperamos que mais e mais atracções turísticas façam mudanças positivas, para que nenhum animal sofra com o entretenimento turístico”.

No ano passado, os activistas da Moving Animals viram elefantes balançando os corpos compulsivamente, em um “sinal claro da angústia psicológica que enfrentam”.

Eles filmaram elefantes sendo arrastados pelas orelhas e atingidos por ganchos afiados (bullhocks) pelos guardiões.

Jones disse que os filhotes foram forçados a passar “pelo processo tradicional e brutal, de dias ou semanas, de quebrar o espírito de um jovem elefante”.

Ela acrescentou: “É de partir o coração pensar que esses bebes inocentes do viveiro de elefantes Maesa estão no início de uma vida de cativeiro que contará com ganchos agudos, performances cruéis e stress psicológico grave”.

Foto: ViralPress

A Moving Animals, no ano passado, pediu a proibição total da publicidade e venda de passeios de elefante “anti-éticos” a “lugares cruéis como o Maesa Elephant Nursery”.

“Os elefantes continuam a enfrentar brutalidade física implacável e sofrimento psicológico para participar de passeios, procissões e apresentações”, disseram eles.

As viagens “também são altamente perigosas para os turistas que são frequentemente atacados e às vezes mortos por elefantes stressados”, acrescentaram. As informações são do Daily Mail.

Fonte: ANDA

ABUSO E CRUELDADE Filhotes de elefantes são criados e treinados para abastecer a indústria do turismo na Tailândia

O berçário de elefantes Maesa Elephant Nursery mantém mais de 80 animais em suas instalações, todos explorados em shows para turistas. As elefantas vivem grávidas e os filhotes seguem o mesmo destino dos pais
Foto: Amy Jones/Moving Animals

Dezenas de elefantes estão sendo cruelmente abusados e mantidos em cativeiro em um acampamento no norte da Tailândia, onde são criados com o objectivo de se tornarem “artistas” lucrativos.

Os filhotes são retirados de suas mães quando têm apenas dois anos de idade e forçados a aprender truques para apresentações no berçário de elefantes Maesa Elephant.

Filmagens feitas no interior da instalação pela ONG Moving Animals – para um projecto de foto-jornalismo e filmagem que trabalha na exposição das indústrias de animais em todo o mundo – mostra os jovens elefantes sendo atingidos e furados por ganchos agudos de metal (bullhooks), puxados pelos ouvidos e acorrentados, balançando em perigo.

Foto: Amy Jones/Moving Animals
Esse tipo de abuso faz parte do “phajaan” – um processo tradicional de quebrar o espírito (por meio de sofrimento, humilhações, dores e privações) de um jovem elefante.

Os elefantes são amarrados com cordas, confinados em cercados de madeira apertados, passam fome e são espancados repetidamente com ganchos, pregos e martelos até que sua vontade seja esmagada e destruída.

A activista Amy Jones disse que as investigações do grupo em toda a Ásia mostraram repetidamente elefantes enfrentando um sofrimento físico e emocional “implacável”.

Foto: Amy Jones/Moving Animals

“É de partir o coração pensar que esses bebes inocentes do Maesa Elephant Nursery estão no início de uma vida inteira de cativeiro que vai incluir serem espetados com ganchos agudos, performances cruéis e estresse psicológico severo”, disse ela.

“As empresas de viagens enganam os turistas e os fazem apoiar o abuso de animais ao pagar por esse shows onde imperam o abuso e a crueldade”.

“Para salvar outra geração de filhotes de elefantes de uma vida de miséria, as agências devem ser proibidas de vender ingressos para as ‘atracções com elefantes’.”

Foto: Amy Jones/Moving Animals

Mais de 80 elefantes vivem em cativeiro no local, que funciona há mais de 40 anos.

O objectivo é que os elefantes entretenham os turistas que vem ver os filhotes no berçário e assistam aos animais mais velhos fazendo os “shows”.

Eles são ensinados a pintar quadros com suas trombas, jogar dardos afiados em balões de gás e chutar bolas de futebol em golos.

Foto: Amy Jones/Moving Animals

Eles também são forçados a puxar e empilhar troncos pesados.

Mais de 20 animais participam das apresentações que são executadas três vezes ao dia.

O acampamento é um dos muitos em que os filhotes são maltratados e explorados por dinheiro.

Este ano, o elefante bebê baptizado de Dumbo, do zoológico de Phuket (Tailândia), ganhou as manchetes quando foi forçado a se apresentar até que suas pernas se quebrassem. Ele morreu.

Foto: Amy Jones/Moving Animals

Preocupações sobre os sistemas de criação existentes em muitos viveiros de elefantes vieram à tona com a divulgação das imagens.

Uma elefanta adulta que vive no local já havia dado à luz seis bebes.

Como os elefantes passam de 18 a 22 meses na gravidez, a mãe geralmente passa a maior parte de sua vida grávida.

Foto: Amy Jones/Moving Animals

Eles são frequentemente forçados a continuar trabalhando e se apresentando durante a gravidez.

A Moving Animals e a Save the Asian Elephants – uma associação sem fins lucrativos – estão pedindo que sejam implementadas leis que tornem ilegal para as empresas anunciar ou lucrar com a venda de ingressos para lugares como o berçário de elefantes Maesa.

Para expressar seu apoio, assine a petição aqui.

Fonte: ANDA

Destaques Mais de 80 tigres resgatados de templo tailandês morrem de doença causada pela vida em cativeiro

Fruto de relações endogâmicas, os animais tinham o sistema imunológico fraco demais e somado ao stress da vida em cativeiro não resistiram as doenças adquiridas


Mais da metade dos tigres que foram resgatados de uma famosa atração turística do Templo do Tigre, fechada em 2016 após acusações de tráfico de animais, morreu.

As autoridades tailandesas resgataram cerca de 150 tigres do templo budista que fica a oeste de Bangkok em resposta à pressão global sobre as acusações de tráfico de animais selvagens.

Durante a batida policial, eles teriam encontrado filhotes mortos preservados no freezer do templo e outros enfiados dentro de frascos de vidros.

Os visitantes do templo tiravam selfies com tigres e amamentavam filhotes com mamadeira, mas o destino turístico se tornou o centro de controvérsia quando surgiu a acusação de que os proprietários estavam vendendo partes de tigres no mercado negro.

Anos depois, 86 dos 147 tigres confiscados morreram lentamente de paralisia da língua na laringe.

Os animais ficaram extremamente fracos devido ao stresse de viver em cativeiro, e sua condição deteriorou-se constantemente desde o diagnóstico inicial até a morte, informou o jornal Thaiger.

Especialistas afirmaram ao jornal que os tigres não morreram repentinamente ou morreram em grande número ao mesmo tempo, mas ficaram fracos devido ao estresse de viver em cativeiro e suas condições deterioraram-se constantemente até que sucumbiram à morte.

Como os tigres haviam sido fruto de ligações endogâmicas e viviam apenas em cativeiro, seu sistema imunológico estava enfraquecido, deixando-os incapazes de combater a doença viral.

O templo havia se promovido por anos como um santuário da vida selvagem, mas acabou sendo investigado por suspeitas de ligações com o tráfico de animais silvestres e abuso de animais.

Foto: Reuters

Ativistas pelos direitos animais acusaram os monges do templo de criar tigres ilegalmente, enquanto alguns visitantes disseram que os animais pareciam drogados. O templo negou as acusações.

Quando o Thailand Wildlife Conservation Office (Departamento de Conservação da Vida Selvagem da Tailândia) começou a resgatar e realocar os tigres, as autoridades teriam descoberto os corpos congelados de 40 filhotes, informou a BBC.

Alguns estavam mortos há mais de cinco anos.

Foto: Reuters

No mesmo congelador, as autoridades teriam encontrado 20 jarros contendo tigres e órgãos de tigres.

Um monge supostamente tentou escapar do templo durante a batida policial, dirigindo um caminhão com centenas de frascos de pele de tigre e dentes, que estavam escondidos em uma mala.

Fonte: ANDA

Destaques Elefantes agredidos com ganchos de metal são forçados a carregar turistas com as trombas

Foto: ViralPress

A indústria do turismo explora animais indefesos submetendo-os a todo tipo de tortura e obrigando-os a realizar truques anti-naturais mediante ameaça de serem feridos com cortes e espancamentos.

Tudo isso acontece com o objectivo de entreter uma plateia pagante de turistas que, muitas vezes alienada, bate palmas e se diverte mediante o sofrimentos desses seres sencientes e indefesos.

O último flagrante desses maus-tratos está registado em imagens divulgadas recentemente que mostram elefantes sendo obrigados a carregar turistas em suas trombas, enquanto mahouts (treinadores de elefante) segurando bastões com ganchos afiados na ponta (bullhook) os obrigam se apresentarem no Elephant World.

Os animais foram filmados no início deste mês durante um de seus exaustivos shows diários para multidões de turistas na remota região de Surin, no nordeste da Tailândia.

Os mahouts (manipuladores de elefantes) podem ser vistos empunhando bullhocks ao lado dos animais – essa ferramenta de tortura foi especialmente criada para controlar e dominar os elefantes.

Durante a apresentação, os elefantes giram bambolês em suas trombas e se apoiam em duas patas antes de serem forçados a chutar uma bola de futebol em uma rede.

Alguns são instruídos a recuar e, em outro momento do show, voluntários da plateia se deitam e deixam os elefantes passarem por cima deles – chegando a centímetros de serem esmagados.

Os elefantes ainda são obrigados a transportar espectadores içando-os em suas trombas e desfilando pelo local do show.

Foto: ViralPress

Durante todo o show, os mahouts seguram os bullhooks o tempo todo, uma mulher pode ser vista nas imagens erguendo a ferramenta em direcção ao elefante depois que ela puxa violentamente a orelha do animal.

O grupo que actua em defesa dos direitos animais, PETA criticou severamente o show, que em parte devido à sua localização remota até agora escapou das denúncias e críticas recebidas por outros locais de exploração na Tailândia.

Jason Baker, vice-presidente de campanhas internacionais da PETA, disse que os elefantes no vídeo estavam se apresentando apenas por causa da ameaça de violência e pediu aos turistas que não comparecessem a esse tipo de show.

Ele disse ao Daily Mail: “Esses elefantes não estão se apresentando porque é divertido. É porque eles têm medo do abuso que receberão se não o fizerem”.

Foto: ViralPress

“Isso fica evidente com a presença constante do bullhook, uma arma com um gancho afiado em uma extremidade, sendo mantida bem ao lado deles, como ameaça”.

“Se as pessoas soubessem que seus ingressos estavam promovendo o abuso e o sequestro de elefantes da natureza, certamente nunca entrariam nesses locais.”

Um visitante do Elephant World, na província de Surin, disse que os shows acontecem todos os dias das 10h às 14h, com cada elefante tendo que se apresentar várias vezes.

Eles disseram: “O show é muito popular, nos fins de semana e feriados está cheio, e as pessoas que visitam são principalmente turistas tailandeses, mas às vezes existem estrangeiros”.

Foto: ViralPress

No mês passado, a maior operadora de turismo da China cortou laços com um show semelhante perto da capital Bangkok, após uma pressão constante do grupo de direitos animais PETA.

No entanto, o show em Surin fica a cerca de 300 milhas de distância e na pobre região de Isan, no nordeste da Tailândia.

O parque de elefantes parece ter escapado ao escrutínio que passaram os grandes shows de elefantes localizados em destinos turísticos populares, como Bangkok e Phuket.

O porta-voz da PETA, Jason Baker, acrescentou: “Todos os elefantes forçados a entrar no show business na Tailândia foram ‘domados’ da maneira mais doentia, horripilante e muitas vezes mortal imaginável”.

Foto: ViralPress

“A indústria de elefantes tailandesa ganhou fama por tirar os filhotes ainda mamando de suas mães, imobilizados, espancados sem piedade e tendo suas unhas uma a uma arrancadas por dias seguidos. Este tratamento quebra seu espírito, e alguns não sobrevivem”.

“Eles são forçados a passar o resto de suas vidas em cativeiro e se apresentar em shows como este onde são espancados, açoitados e feridos com ganchos para forçá-los a realizar truques difíceis e sem sentido apenas para o entretenimento humano”.

“Quando não são forçados a realizar truques anti-naturais ou levar turistas sem suas costas, esses elefantes geralmente passam a maior parte de sua vida acorrentados, incapazes de dar mais do que alguns passos”.

“A PETA pede que todos fiquem longe de qualquer lugar que force os elefantes a fazer truques ou oferecer passeios.”

Foto: ViralPress

O gerente do Elephant World, Prakit Raumpattan, disse que os ganchos são usados apenas como um “aviso” e “nunca usados durante o treinamento ou nos shows”.

Ele acrescentou: “O gancho é apenas para garantir que os elefantes não se comportem mal. Os elefantes ainda são animais selvagens, não importa o quanto os treinemos e tentemos fazê-los domesticados”.

“Eles ainda podem ser imprevisíveis, pois o bullhook é usado como uma ameaça para impedi-los de fazer algo perigoso ou atacar pessoas”.

“Nós treinamos os elefantes desde que eram bebes, da mesma forma que as pessoas treinam um cachorro e elas recebem recompensas como bananas, mas nunca são abusadas.”

Foto: ViralPress

Elefantes

A comparação dos elefantes aos cães, feita por um dos responsáveis do “show” só torna mais evidente a falta de empatia e conhecimento dos explores desses animais. Ao contrário dos cachorros, elefantes não são domesticados, são animais selvagens, inteligentes e com capacidades sociais e de formação de vínculo altamente desenvolvidas. Eles vivem em grupos, tem sociedades hierárquicas com formação de família, prosperam na natureza, acostumados a liberdade, o cativeiro é uma sentença de morte para esses majestosos animais.

Foto: ViralPress

Fome, dor, sofrimento, privação, medo, abuso e exploração, esse é o cotidiano de desses animais que vivem acorrentados e submissos, saindo apenas para entreter plateias de turistas alienados, levar outros nas costas ou servir de enfeite para selfies com muitos outros.

Submeter o maior mamífero da Terra a esse tipo de desrespeito é um atentado a dignidade dessas criaturas belíssimas e únicas e reduzi-los a uma existência miserável, onde a única escapatória é a morte.

Fonte: ANDA

Fotos chocantes mostram como elefantes são torturados e alertam turistas na Tailândia

As fotos horríveis servem como um alerta para turistas que montam elefantes na Tailândia. A Autoridade de Turismo da Tailânida já reagiu e deixou um aviso aos turistas: “Por favor, não montem nos elefantes e não apoiem esse negócio”.

Fotos chocantes mostram como elefantes são torturados e alertam turistas na Tailândia

Os turistas que planeiam montar elefantes na Tailândia estão a ser encorajados a não o fazer, depois de várias fotos do suposto abuso contra os animais se terem tornado virais no Twitter esta semana. As fotos foram publicadas pela primeira vez em Abril, mas só agora ganharam a atenção de um elevado número de pessoas. As imagens mostram os elefantes com ferimentos na cabeça e corpo, supostamente infligidos por tratadores, que os controlam com um metal afiado.

As imagens chocaram turistas e autoridades de viagens tailandesas, que agora pedem que os turistas boicotem este tipo de passeios e não montem em elefantes. “Nós nunca incentivamos os turistas a montarem os elefantes”, disse um porta-voz da Autoridade de Turismo da Tailândia (TAT) ao Yahoo News Austrália. O porta-voz deixou um pedido aos turistas: “Por favor, não montem nos elefantes e não apoiem esse negócio”.

As agências governamentais do país têm tentado combater o problema através de várias iniciativas, como a formulação de políticas, o apoio à pesquisa sobre a vida selvagem, a reabilitação de animais feridos e a erradicação do comércio ilegal de animais selvagens.

Reconhecendo o elefante como o símbolo nacional do país, o responsável do TAT, Yuthasak Supasorn, disse que os animais também apresentam um “significado espiritual especial” com suas profundas associações com o budismo e o hinduísmo. “Então, devem ser sempre respeitados e bem cuidados”, escreveu numa publicação recente no site do conselho de turismo.

De acordo com a World Animal Protection (WAP), existem mais de 3 mil elefantes em cativeiro em atracções turísticas em toda a Ásia e a maioria deles é forçada a viver em condições cruéis e inaceitáveis. O relatório do WAP inclui uma lista de locais que não oferecem atracções cruéis aos elefantes.

Fonte: SAPO VIAGENS

Elefante bebé desmaia de exaustão ao acompanhar a mãe que levava turistas nas costas

Foto: Daily Mail/Reprodução

O filhote de elefante que perdeu os sentidos estava preso por uma corda ao corpo de sua mãe que levava turistas nos famosos e cruéis “passeios de elefantes” nas costas, relatos afirmam que o animal estava há horas andando no calor sufocante e teria caído de exaustão.

Os elefantes são explorados indiscriminadamente pela indústria do turismo na região, o incidente ocorreu no leste da Tailândia, na semana passada.

Acredita-se que o animal tenha cerca de um ano de idade e foi amarrado à sua mãe pelo pescoço com um pedaço de corda, os dois estavam na cidade de Pattaya, na Tailândia.

No vídeo, filmado por uma turista que ficou comovida pela situação, pessoas podem ser ouvidas dizendo “que horror, ele está cansado” quando o bebê desmorona no chão com o sol a pino e as temperaturas já se aproximando dos 40C.

Ele então se levanta e corre para acompanhar o elefante adulto pelo Nong Nooch Tropical Gardens.

De acordo com a turista, que não quis ser identificada, o bebê elefante parecia estar exausto de tanto andar pela área em busca de turistas que pagam para passear nas costas de sua mãe.

Ela disse: “Há muitos filhotes de elefantes amarrados às mães que são exploradas carregando turistas às costas, essas pessoas alienadas estão apenas curtindo sob o calor do sol, enquanto esses pobres animais estão sofrendo”.

“Esse filhote de elefante estava tão exausto que você pode ver nas imagens a mãe consolando-a e encorajando-a a ficar de pé”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

A turista é uma trabalhadora e migrante filipina no país vizinho da Tailândia: Myanmar, onde é professora.

Ela estava com amigos passando férias na área quando o incidente aconteceu.

A responsável pela filmagem acrescentou: “Estou apenas preocupada com os elefantes e quero garantir que seu bem-estar seja garantido”.

Um porta-voz do Nong Nooch Tropical Gardens negou hoje que o elefante estivesse cansado ou sendo maltratado.

Eles disseram: “Todos os elefantes são saudáveis e muito bem tratados. Se houver um problema, eles são examinados por veterinários. Todos os bebes aqui são saudáveis”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

No começo do mês, um bebê elefante apelidado de Dumbo morreu em um show em Phuket, no sul da Tailândia, o animal ficou tão esquelético que suas pernas quebraram durante a apresentação.

O animal de três anos de idade, que era forçado a realizar até três apresentações por dia, foi fotografado com aspecto doentio e sofria de uma infecção antes de desmaiar.

Seus detentores o levaram para uma clínica veterinária em 17 de Abril, onde um exame mostrou que ele havia quebrado as duas patas traseiras e morreu três dias depois.

Sofrimento e morte

Não são raros os casos de elefantes obrigados a pintar, saltar, dirigir quadriciclos, se equilibrar sobre duas patas, fazer poses anti-naturais, jogar água em turistas e ostentar tintas e enfeites religiosos em seus corpos na Ásia.

Toda e qualquer imposição sobre a vontade desses animais sencientes é uma violência e um atentado à sua dignidade e liberdade.

Elefantes nasceram livres, são animais altamente sociais, capazes de vínculos profundos, que vivem em estruturas familiares e tem uma das maiores capacidades de cognição do reino animal.

Com uma inteligência incomparável e sensibilidade profunda esses animais padecem sob o jugo de uma humanidade ambiciosa e bárbara que os explora até as últimas consequências, rouba e ocupa seus habitats, os caça por suas presas de marfim, vende seus filhos, os escraviza, e da qual na maioria das vezes, só conseguem se ver lives com a morte.

Fonte: ANDA

Ping pong, o herói canino: Cão salva recém-nascido enterrado vivo na Tailândia

Chama-se Ping Pong e é aclamado como um herói na sua aldeia, na Tailândia. O cão salvou a vida de um bebé enterrado pela mãe, uma adolescente, no nordeste da país, segundo informou a polícia local este sábado.

O recém-nascido foi enterrado vivo sob uma camada de lixo, na província de Nakhon Ratchasima, no nordeste da Tailândia, mas foi encontrado por Ping Pong no mesmo dia, quarta-feira, 15 de maio.

De acordo com o dono do cão, Ping Pong escavou a terra até terem ficado expostas as pernas da criança, levando os moradores a salvarem o bebé.

“Acho que o cão encontrou o bebé logo depois de a mãe o ter enterrado”, declarou à AFP o representante da polícia Panuvat Udkam, acrescentando que o recém-nascido, entretanto internado no hospital, está em bom estado de saúde.

A mãe, de 15 anos, confessou ter enterrado o seu filho e está a ser processada por tentativa de homicídio, de acordo com o The Guardian. A adolescente disse que estava com medo da reacção do pai pelo facto de ter engravidado, explica o jornal britânico.

A polícia, citada pelo The Guardian, disse que a rapariga “se arrepende do que fez e que agiu por impulso e sem pensar”.

Ping Pong, que é o novo herói da comunidade, tem seis anos, coxeia e apoia-se apenas em três patas, depois de ter tido um acidente, contou o seu dono à BBC, um dos jornais internacionais que partilharam a história.

Fonte: SAPO24