Grupo de turistas receberá em casa lixo abandonado em parque natural

Um grupo de turistas do Parque Nacional Khao Yai, no leste da Tailândia, receberá em casa os resíduos plásticos e as embalagens que deixou durante a sua recente visita, uma ação que visa ensinar uma lição a todos.

“Quero que esta ação sirva como uma mensagem forte e clara para todos os visitantes do parque, tailandeses e estrangeiros, de que não vamos tolerar esse tipo de comportamento egoísta e imprudente”, disse hoje à agência de notícias EFE o ministro do Meio Ambiente da Tailândia, Warawut Silpa-Archa.

Warawut publicou na terça-feira, na sua conta na rede social Facebook, uma série de fotos a mostrar lixo e caixas de um serviço de entregas em que os resíduos foram enviados para os visitantes descuidados.

Garrafas plásticas, latas, recipientes de vidro e sacos de aperitivos fazem parte dos resíduos acumulados e deixados no parque natural, cerca de 125 quilómetros a nordeste de Banguecoque.

As autoridades sabiam o endereço e o nome dos visitantes porque estes têm de registar os seus dados pessoais para poderem alugar uma das tendas disponíveis ou áreas onde possam pernoitar.

“Não só o lixo será devolvido ao visitante, mas o facto foi notificado à polícia e será aplicada multa de acordo com a lei”, acrescentou o ministro à EFE.

Warawut alertou que deitar lixo num parque nacional é um crime e as consequências mais graves para tal ato acarretam penas de até cinco anos de prisão e multas de até 500.000 bat (13.400 euros), de acordo com a legislação local.

As autoridades da Tailândia, um dos países do mundo com maior índice de resíduos plásticos, têm planos para eliminar progressivamente o uso de sacos e recipientes de plástico e poliestireno, resíduos que muitas vezes acabam no mar ou em áreas naturais e causam a morte de animais.

Fonte: Greensavers

ESCRAVIDÃO E MAUS-TRATOS Como realmente é a vida dos elefantes da Tailândia?

Como é a vida dos elefantes da Tailândia? Quanta interação você deve ter? E os passeios de elefante? Eles são cruéis?

Se você esteve na Tailândia — ou está planeando uma viagem para lá quando o mundo se recuperar do coronavírus — você já deve saber que elefantes são uma atracção muito importante. Eles são o animal nacional do país, muito significativo em termos de história, cultura e identidade.

O nome da cerveja popular da Tailândia, Chang, significa elefante. E o país tem até seu próprio dia para celebrar o reverenciado animal. Em 1998, o governo tailandês declarou 13 de Março como o Dia Nacional Tailandês do Elefante.

Mas enquanto a Tailândia é conhecida por sua admiração por elefantes, paradoxalmente, o país também está sendo cobrado por maus-tratos aos animais.

Campos de elefantes na Tailândia

A Tailândia tem cerca de 250 campos de elefantes, lar de mais de 3.000 elefantes semi-domesticados. Muitos desses campos têm sido objecto de intenso escrutínio da imprensa e de organizações e, defesa dos direitos animais.

Alguns desses campos oferecem aos turistas oportunidades de dar banho, alimentar ou montar os elefantes. Alguns oferecem os três. Apenas um pequeno número de campos oferece zero contacto directo com os animais.

Este contato direto que a Tailândia permite que os turistas tenham com seus elefantes foi o que causou grande parte da controvérsia.

Algumas organizações, incluindo as mundiais World Animal Protection (Proteção Animal Mundial) e a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals – Pessoas pelo o Tratamento Ético dos Animais), afirmam que um elefante não pode ser treinado para contacto directo sem ser torturado. Eles dizem que os passeios são inerentemente cruéis e a interacção turística deve ser proibida.

Muitas pessoas que trabalham com os animais afirmam que os elefantes precisam ser treinados para sua própria segurança em um mundo moderno. Eles afirmam que isso pode ser feito sem prejudicá-los e que há níveis de interacção que são aceitáveis. Há muitas outras opiniões diferentes em relação à interacção.

Em dezembro, antes do mundo ser tomado pela Covid-19, visitei um punhado de campos de elefantes e santuários da Tailândia em todas as partes do país. Durante minha viagem (e desde que voltei), falei com voluntários, activistas, proprietários de campos, cientistas e veterinários para entender melhor a situação. Também falei com cornacas (tratadores de elefantes). Cuidadores de elefantes por essência, cornacas são muito importantes na cultura tailandesa. Desde o dia em que um elefante nasce, eles recebem seu próprio cornaca. Para muitos, tornar-se um cornacas — tradição que muitas vezes é passada de geração em geração — é um compromisso sério de amar, valorizar e cuidar do animal até o dia em que eles morrem.

A relação entre o povo tailandês e seus elefantes é profunda e complexa. Assim como as questões em torno da crueldade animal na indústria turística tailandesa. É importante entender ambos.

A Tailândia precisa do turismo de elefantes?

Era uma vez elefantes que tinham terra mais do que suficiente para dar a volta na Tailândia. Cem anos atrás, havia cerca de 100.000 elefantes vagando livremente no país. Agora, há apenas cerca de 3.000 elefantes selvagens. E graças a problemas causados pelo homem, como o desmatamento, a caça furtiva e a (agora proibida) indústria madeireira, esses números continuam estão caindo.

Com uma população humana em expansão, que actualmente é de cerca de 70 milhões de pessoas, é improvável que se disponibilize mais terra para elefantes na Tailândia. Em um mundo ideal, haveria reflorestamento em massa, e elefantes em cativeiro seriam reabilitados de volta para seus ambientes naturais, vivendo em rebanhos selvagens. Mas a industrialização, o desmatamento e o agravamento da crise climática são apenas algumas das muitas razões pelas quais os elefantes estão lutando para manter o território que ainda têm.

Elefantes têm sido uma espécie semi-domesticada na Tailândia por milhares de anos. Eles costumavam levar soldados para a guerra, depois eles passaram a ser utilizados na indústria madeireira e agora a maioria está na indústria turística.

Se todos esses elefantes em cativeiro na Tailândia fossem libertados, do jeito que as coisas estão, sem terra suficiente, eles acabariam em aldeias, terras agrícolas e cidades. Com a vida moderna vem estradas perigosas, fios telefónicos que podem ser confundidos com galhos, e pesticidas venenosos. Não é um mundo seguro para elefantes e também há riscos para os humanos. Mais de 3.000 animais de três toneladas não podem ser libertados sem danos colaterais tremendos (e extremamente caros).

Eles também não saberiam como sobreviver. Borpit Chailert, gerente geral do Maetaeng Elephant Park, disse ao New York Times: “Eles não conseguem procurar comida na floresta, porque estão acostumados a serem alimentados. Imagine se libertássemos cerca de 3.000 elefantes domesticados na floresta ao mesmo tempo. Não haveria comida para alimentar todos os elefantes”.

É aqui que entram santuários e campos. Inicialmente estabelecidas como espaços seguros onde os elefantes poderiam ser cuidados de forma ética e responsável, essas instalações essenciais são, em grande parte, pagas pelo turismo.

As pessoas devem montar elefantes?

Antes de visitar a Tailândia, pensei que uma política de não permitir que se montasse elefantes era o sinal de um santuário mais humanizado. Mas a Dra. Janine Brown — fisiologista reprodutiva do Instituto Smithsonian de Biologia da Conservação — diz o contrário. Elefantes que não oferecem passeios podem ser suscetíveis a problemas de saúde associados à falta de exercício. Para elefantes com acesso limitado a grandes espaços ou a capacidade de vagar livremente, dar passeios (com ou sem uma sela de cadeira chamada howdah) pode ser sua única forma de exercício.

“O que descobrimos em nossa pesquisa é que os elefantes que dão passeios tendem a ter melhores condições corporais e estão em uma categoria de risco reduzido para a obesidade”, explicou Brown ao site Livekindly. Em lugares onde elefantes não dão passeios, mas eles também não têm espaço suficiente para andar por aí, sua saúde metabólica tende a ser pior, diz ela.

Dieta também é algo importante. Guloseimas como banana e cana-de-açúcar são frequentemente oferecidos aos elefantes pelos turistas. Sem exercícios regulares, essas guloseimas, com alto teor de açúcar, podem ser ruins para sua saúde.

“O que sugerimos é que, caso os campos não oferecem passeios ou outras formas de exercício, eles devem encontrar outras maneiras de incentivar os elefantes a se locomoverem, e eles devem limitar ou mesmo eliminar a alimentação de “guloseimas” de alta caloria, como banana e cana-de-açúcar, por turistas”, diz Brown.

“Há outras maneiras e meios de gerar renda”

O Burm and Emily’s Elephant Sanctuary (BEES – Santuário de Elefantes de Burm e Emily) perto de Chiang Mai é um exemplo de um santuário que visa dar aos elefantes uma experiência que se assemelha a como eles viveriam na natureza. À noite, seus três elefantes vivem em recintos espaçosos e, durante o dia, eles vagam pela área florestal local, conseguido este exercício tão importante.

A co-fundadora da BEES, Emily McWilliam, acredita que montar elefantes é desnecessário, e os turistas ganham o mesmo tanto, do ponto de vista experiência, apenas observando os elefantes fazerem suas coisas, sem interacção. “O fato é que há outras maneiras e meios de gerar renda”, disse McWilliam ao Livekindly. “Não precisamos mais montar elefantes para ajudar a alimentá-los e fornecer uma renda para aqueles que vivem e trabalham com eles. Podemos fornecer alternativas melhores.”

O campo de elefantes Into The Wild, no norte da Tailândia, também não oferece passeios. Mas permite contato, na forma de banho. Também permite que os turistas entrem na selva com os elefantes, onde vagam livremente entre as árvores. Siwawut Munesane, do campo Into the Wild, disse ao Livekindly que o campo tem como objectivo permitir que as pessoas “aprendam, vejam e compreendam a vida real de um elefante na natureza”.
No campo de elefantes Maesa, em Chiang Mai, a crise do coronavírus apresentou uma oportunidade única para libertar elefantes. Bem, libertar dentro dos limites do campo, pelo menos.

O campo costumava oferecer passeios com um howdah, mas depois de fechar suas portas durante o confinamento, decidiu remover as cadeiras de madeira. Em vez disso, os visitantes poderão observar os animais em seu habitat.

A diretora do campo, Anchalee Kalampichit, disse ao jornal britânico The Independent em Março: “Não estamos planeando colocar os apoios de assentos de volta nos elefantes… Queremos mudar o estilo do lugar e encontrar formas mais naturais de o público aproveitar a companhia dos elefantes. Vamos receber os turistas para desfrutar de aprender sobre o modo de vida dos elefantes naturalmente, em vez de usar o animais para entreter os turistas.”

Elefantes são torturados enquanto são treinados na Tailândia?

Campanhas e cobertura da mídia em torno do turismo de elefantes da Tailândia muitas vezes se concentram em supostos abusos na indústria. O cruel processo de “quebra de espírito” está muitas vezes no centro de tudo.

Prender um bebê elefante em uma gaiola, amarrando-o, e batendo nele até que se submeta é inegavelmente cruel. De acordo com a World Animal Protection e vários outros meios de comunicação e organizações de direitos dos animais, esse processo conhecido como “quebra de espírito” ou “esmagamento”, ainda é aplicado amplamente em muitos santuários de elefantes.

Mas, de acordo com muitos campos de elefantes em toda a Tailândia, não é tão comum como alguns podem ser levados a acreditar e perpetuar essa narrativa é demonizar aqueles que estão fazendo o seu melhor para cuidar de seus animais em uma situação económica e ambiental desafiadora.

De acordo com McWilliam, há muita desinformação na mídia sobre como os elefantes são domados e treinados na Tailândia. “Há alguns vídeos brutais de treinamento de elefantes que continuam a ser reciclados e circulados nas redes sociais hoje que ocorreram na Tailândia há mais de 20 anos”, diz ela.

Era uma vez, muitos filhotes de elefantes que estavam sujeitos à “quebra de espírito”, mas a indústria está mudando. McWilliam acrescenta: “é muito raro encontrar um treinamento tão horrível hoje em dia.”.

Brown concorda. “Mensagens que generalizam o tratamento de elefantes em todos os campos como ruins, ou que usam imagens de décadas atrás ou imagens encenadas podem impactar negativamente aqueles campos que empregam as melhores práticas.”

O que é o phajaan?

Se você pesquisar no Google “phajaan” no Reino Unido, a primeira coisa que aparece é “esmagamento de elefantes”. Mas para muitos tailandeses, a palavra tem um significado muito diferente.

“O phajaan é na verdade o termo usado na língua local do norte da Tailândia, que representa uma cerimonia de bênção muito específica”, explica McWilliam, que fundou a BEES com seu parceiro tailandês nativo Burm Pornchai Rinkaew em 2011. “A cerimônia e seus rituais podem ser usados para humanos e animais, dependendo da situação.”

Ela acrescentou que esses rituais de bênção de 30 minutos de duração — que envolvem canto e oferendas — são realizados para o filhote e para a mamãe elefante, antes que o cornaca comece a treinar o bebê.

“Os encantamentos são para invocar os espíritos ancestrais para tornar seguro que o cornaca e elefante trabalharem juntos”, continuou ela.

‘Hoje em dia a maioria dos elefantes nasce em cativeiro’

Quando elefantes são capturados da natureza e domesticados (uma prática ilegal na Tailândia), técnicas brutais podem ser usadas. Mas muitos dos filhotes de elefantes que se vê hoje em dia em santuários e campos em toda a Tailândia, já nasceram lá e eles são treinados de forma muito mais humanizada.

“Os métodos de treinamento variam de campo para campo”, diz McWilliam. “Na maioria das vezes, hoje em dia, os elefantes nascem em cativeiro e são criados por humanos, [por isso são] muito mais fáceis de domar.”

Uma técnica que testemunhei envolvia uma combinação de aplicação de pressão em certos pontos na pele do elefante, toques repetitivos, comandos e reforço positivo, como uma guloseima, geralmente uma banana.

No Into The Wild, Munesane diz que a rotina e a consistência são uma parte importante do treinamento. Eles fazem as mesmas actividades todos os dias no campo, e cornaca sempre usam o mesmo uniforme em torno dos elefantes. Isso significa que eles reconhecem facilmente os humanos que cuidam deles, fazendo com que eles se sintam “seguros do mal”, diz Munesane. Para deixar os elefantes à vontade, os visitantes turistas sempre usam o mesmo uniforme, fornecido pelo campo.

Brown diz: “Bons campos que cuidam do bem-estar dos elefantes, alguns dos quais oferecem a possibilidade de montá-los, são aqueles que usam métodos positivos de treinamento e controle. Focar apenas em montá-los é perder o ponto. Não é montar, por si só, que é o problema. Todos os aspectos do cuidado e manejo dos elefantes devem ser considerados de forma holística para garantir a qualidade do bem-estar em geral.”

Os elefantes devem ser treinados?

Por que precisamos treinar um elefante? Eles não deveriam ser livres para fazer o que quisessem?

Olhando para a situação de forma realista e não idealista, milhares de elefantes semi-domesticados interagem com humanos frequentemente na Tailândia, seja com apenas seu cornaca, ou seja, com turistas. Por causa disso, precisa haver confiança, e a confiança vem com treinamento. Se não há treinamento, não é bom para o elefante.

Mesmo nos campos em que quase não há contacto directo com turistas, os elefantes ainda precisam de um nível básico de treinamento.

“Sem nenhum treinamento, elefantes se tornam incontroláveis”, diz McWilliam. “Em muitos casos, [eles] viveriam seus dias em confinamento solitário e não receberiam manejo e cuidados adequados.”

Como sabe se um elefante está sendo abusado?

Relatos de técnicas de disciplina violenta em campos de elefantes muitas vezes se centram em torno do “gancho de touro”. Um gancho de touro é uma ferramenta antiga usada para controlar elefantes e impedi-los de se machucarem, ou machucarem aos cornacas e turistas. Pode ser usado indevidamente como arma por cornacas inexperientes. Mas quando usado corretamente, é para aplicar pressão a certos pontos em um elefante para ajudar a acalmá-los.

Visitei campos onde eles orgulhosamente afirmam que não há ganchos em uso. Um dono de campo me disse que se visse algum cornaca utilizar um gancho para disciplinar seu elefante, eles seriam demitidos imediatamente.

Em um campo em Phang Nga cornacas carregavam ganchos em sacos. Eles não tentavam escondê-los e explicaram o uso correto da ferramenta.

McWilliam diz: “Muitos cornacas carregam um gancho em sua bolsa por segurança, caso o elefante não esteja ouvindo o comando verbal, eles usam o gancho em diferentes pontos de pressão para guiar o elefante e redireccioná-los para evitar situações de risco.”

Como saber se o gancho está sendo mal utilizado? Observar. “Está sendo usado para simplesmente redireccionar um elefante que está no limite?”, ela pergunta. “O gancho fica guardado na bolsa de um cornaca e é usado apenas em emergências, ou é o cornaca o utiliza agressivamente nos elefantes?”

Ainda há crueldade no turismo de elefantes?

Técnicas de treinamento podem estar melhorando para elefantes em toda a Tailândia, mas isso não significa que a crueldade na indústria esteja erradicada.

Muitos campos já não fazem seus elefantes se apresentarem para turistas, mas as instalações de entretenimento ainda existem, e é aí que técnicas de disciplina cruéis são frequentemente usadas. Se você vê um elefante andando de bicicleta, ou ficando de pé ou se equilibrando sobre sua cabeça, ou realizando qualquer forma de truque, este é um alerta vermelho.

Perguntas precisam ser feitas sobre como esses elefantes estão sendo treinados e tratados.

“Elefantes nunca devem ser obrigados a realizar truques nocivos, como andar de bicicleta ou ficar em posições não naturais, como se sentar em um banquinho ou ‘plantar bananeira’”, diz Brown. “Procuramos campos que ofereçam aos elefantes um ambiente mais descontraído, com um número limitado de turistas ao redor de cada elefante.”

Também deve-se observar se há cortes recentes e arranhões em elefantes em cativeiro e fazer perguntas aos proprietários de campos e aos voluntários sobre como os elefantes são cuidados quando os turistas não estão por perto. Essas atitudes fazem que essas instalações saibam que os turistas estão prestando atenção no que estão fazendo nos bastidores.

Recursos como o Asian Captive Elephant Standards (ACES – Padrões Asiáticos para Elefante em Cativeiro), que audita campos em toda a Tailândia, Laos e Indonésia, publicam relatórios para ajudar os turistas a tomar decisões informadas.

“A ACES não tolera e nunca vai tolerar crueldade animal ou práticas desumanas em relação aos elefantes em cativeiro”, disse o conselheiro de auditoria e acreditação da organização, Nicolas Dubrocard, ao Livekindly.

Ele também reconheceu que há uma grande falta de confiança em relação a esta indústria no momento, vinda da mídia, de activistas e de turistas. Ele disse que eles vão trabalhar para mudar isso.

Há apenas um tipo de informação disponível”, continuou. “Os animais são torturados e o bem-estar é ruim. Não negamos que isso ainda aconteça, mas também estamos trabalhando com muitos campos onde os padrões de bem-estar são respeitados e os cornacas cuidam muito bem de seus elefantes.”

O futuro do turismo de elefantes na Tailândia

A Autoridade Turística da Tailândia, juntamente com organizações como a ACES e o BEES, estão trabalhando juntas para fornecer as melhores condições para os elefantes em cativeiro da Tailândia e também para os trabalhadores nativos cujos meios de subsistência dependem deles.

“Eu gostaria de ver melhores condições de trabalho para os cornacas e para os elefantes”, diz Dubrocard. “Isso vai acontecer se os turistas, as autoridades e os diferentes interessados receberem a educação certa sobre o tema. Esse é o nosso trabalho.”

McWilliam espera que mais campos e santuários evoluam em direção a um modelo como o aplicado na BEES. O contacto directo com os turistas é mantido no nível mínimo.

“Gostaria de ver a indústria do turismo de elefantes avançar em direcção a práticas verdadeiramente éticas e responsáveis do turismo”, diz ela. ”

[Aqueles] que são mais baseados apenas na observação dos animais e priorizam o bem-estar do elefante através de habitats de reflorestamento, fornecendo terras adequadas às necessidades dos elefantes, ou seja, com espaço para que eles possam, de fato, ser elefantes, o mais próximo possível, em um ambiente natural… Alternativas e soluções podem ser encontradas para eventualmente montar os animais ou fornecer outro entretenimento.”

Mas o futuro dos elefantes não está apenas nas mãos desses campos. Os turistas também têm um importante papel nisso tudo.

A consultora de viagens de luxo Julia Reti-Nagy diz que cerca de 33 milhões de visitantes viajam para a Tailândia todos os anos. Esses turistas desempenham um papel incrivelmente importante na indústria de elefantes.

Mas com esse grande poder, é claro, vem grande responsabilidade. “Os turistas precisam garantir que escolham um campo ético”, disse ela ao Livekindly. “Eles devem se educar sobre elefantes (estilo de vida, comportamento, história, etc) antes de fazer qualquer julgamento.”

“Elefantes precisam de nós”, continuou ela. “Eles precisam de pessoas como você e eu para garantir que geração após geração, ainda haverá um lugar apropriado para eles na Terra.

Fonte: Anda

FINAL FELIZ Macaco mantido aprisionado por sete anos tem reacção surpreendente ao chegar em santuário

O doce macaquinho George passou sete anos morando em uma pequena caixa de madeira como um animal doméstico na Tailândia antes da Wildlife Friends Foundation Thailand (WFFT) receber denúncias sobre a situação do animal e iniciar uma campanha para resgatá-lo. Para salvar George, o fundador da WFFT, Edwin Wiek, decidiu ele mesmo participar da operação.

Para encontrar o macaquinho, Wiek percorreu várias comunidades carentes de Minburi, em Bangkok. Felizmente, o resgate foi rápido e assim que George conheceu o seu novo lar, ele não conseguiu esconder o quanto estava emocionado por ver árvores, água fresca e muito espaço natural para pular e brincar.

A Wildlife Friends Foundation Thailand foi fundada em 2001 e faz a diferença na vida dos animais silvestres resgatados no país. A organização trabalha para conscientizar a população sobre a consequências do tráfico e aprisionamento de animais silvestres para entretenimento. Agora, George finalmente terá um lar de verdade.

Fonte: ANDA

TAILÂNDIA Mais de 100 elefantes são devolvidos à natureza após fechamento de atracções turísticas

A pandemia trouxe um grande impacto ao sector de turismo. Em todo o mundo, milhares de atracções que dependem da circulação de pessoas estão fechando definitivamente suas actividades, entre elas, locais que lucram com a exposições e exploração de animais, como empresas de passeios de elefantes na Tailândia.

Empresários afirmam que sem a renda obtida através dos passeios não há recursos para alimentar os animais. Há mais de 2 mil elefantes mantidos em cativeiro para a actividade. É possível que muitos deles não sobrevivam ou sofram com a fome e é exactamente isso que Fundação Save Elephant quer evitar.

O santuário, que fica localizado na cidade tailandesa de Chiang Mai, está construindo uma relação com empresas de passeios de elefantes para garantir a libertação e soltura dos animais em seu habitat, a região de Mae Chaem, no Norte da Tailândia. Até agora, 100 elefantes já foram transportados de volta para casa.

Comerciantes que lucravam com a exploração de elefantes e tiveram a oportunidade de acompanhar os animais durante a viagem ficam surpresos com o quanto os elefantes ficaram felizes a rever seu lar e estarem finalmente livres. Muitos desses animais viveram aprisionados por mais de 20 anos.

A Fundação Save Elephant registrou toda a viagem e postou em seu perfil no Instagram. Confira aqui.

Fonte: ANDA

VÍTIMAS INDIRECTAS Elefantes cativos da Tailândia enfrentam a fome em meio à pandemia de Covid-19

Um elefante adulto consome cerca de 400 kg de alimentos, como erva, folhas, legumes e frutas.

No fim de Março, a Tailândia fechou suas fronteiras para estrangeiros e passou a sofrer uma crise económica visceral com a redução do turismo. Além do aumento do desemprego e a pobreza generalizada da população, a crise trazida pela pandemia também faz vítimas indirectas: elefantes escravizado e aprisionadas por empresas que promovem passeios turísticos.

Impedidas de funcionar, essas empresas estão deixando os elefantes à própria sorte e afirmam faltar recursos para alimentá-los. Segundo o activista Lek Chailert, fundador do Elephant Nature Park (ENP), um santuário para elefantes do país, é uma situação de contrastes que precisa ser combatida. “Estamos muito felizes por que os elefantes não precisam trabalhar, mas o problema é que eles não estão sendo alimentados”, diz.

Na Tailândia, cerca de 2,5 mil elefantes são mantidos em cativeiros e forçados a levar turistas em passeios, além de estarem aprisionados em zoos e circos para performarem truques e entreter o público. A pandemia forçou o fechamento de 85 locais no Norte do país onde elefantes são explorados e a maior preocupação dos activistas é o futuro destes animais.

Segundo dados da World Animal Protection (WAP), cerca de 5 mil funcionários foram demitidos e, agora, além de uma vida de abusos, estes elefantes enfrentam a fome e a negligência. Muitos destes animais foram sequestrados de suas famílias quando eram apenas bebes e submetidos a torturas e treinamentos para serem domesticados a interagirem com os seres humanos. Como consequência indirecta destes maus-tratos, eles são extremamente dependentes de cuidadores e não conseguem sobreviver sozinhos.

Um elefante adulto consome cerca de 400 kg de alimentos, como grama, folhas, legumes e frutas. No entanto, estes recursos naturais estão escassos devido à época do ano, onde há o de um clima seco e a é vegetação escassa, o que, inclusive, tem colaborado para alimentar as chamas de um grande incêndio florestal que atinge a região Norte da Tailândia. Como alternativa, criadores de elefantes estão pedindo ajuda a ONGs e santuários para alimentar os animais.

Chailert e sua equipe recebem pedidos constantes de ajuda. Eles estão alimentando cerca de 20 elefantes aprisionados em acampamentos turísticos e a Save Elephant Foundation está entregando alimentos e suprimentos para pelo menos 668 elefantes em 59 campos em toda a Tailândia. “É difícil para nós. Temos que transportar comida. Nossa equipe precisa cuidar dos animais, e tudo é bastante difícil, porque temos um toque de recolher. Se você sair após o toque de recolher, poderá ser preso”, disse o activista.

Santuários também pedem socorro

Não são apenas os elefantes aprisionados em acampamentos, circos e zoos que correm ricos. ONGs e santuários também sofrem com a falta de recursos. A Wildlife Friends Foundation Thailand (WFFT), que resgata elefantes e outros animais da indústria do turismo e do comércio de animais selvagens na Tailândia, também conta com o pagamento de visitantes para financiar seu trabalho. Sem essa renda, a WFFT está lutando pela sobrevivência dos animais.

O diretor da WFFT, Tom Taylor, disse em entrevista ao portal Mongabay que a organização está sofrendo com a pandemia. “Como em todas as instalações para elefantes (acampamentos e refúgios), perdemos nossa renda ao pagar hóspedes e voluntários. A maioria dos nossos custos de funcionamento diários, incluindo alimentos para animais, geralmente é coberta por nossos hóspedes e voluntários pagantes”, disse o activista.

Taylor acrescenta ainda que além da falta de recursos, houve redução da mão da obra. “Não temos convidados e alguns voluntários no momento. Com 25 elefantes e mais de 700 outros animais para cuidar, estamos lutando para sobreviver. Além disso, nossa força de trabalho no terreno diminuiu drasticamente, de modo que todos nos apressamos. Sim, estamos com algumas dificuldades com os fundos no momento”, apontou.

Fim da escravidão

Embora este seja um momento de união para salvar os elefantes, o ativista em defesa dos direitos animais Schmidt-Burbach, acredita que essa é a ocasião ideal para dialogar sobre a importância do fim da exploração dos animais. “Os elefantes são animais selvagens – não são domesticados – e são animais incrivelmente poderosos e inteligentes. É impossível mantê-los adequadamente em cativeiro. Como resultado, é frequentemente a trágica necessidade de que os elefantes sejam acorrentados, espancados e impedidos de se comportar naturalmente para usá-los no turismo”, aponta.

E completa: “Nossa pesquisa mostrou que as condições de bem-estar para a grande maioria dos elefantes nos campos de turismo são muito ruins. A maior ameaça é a criação desenfreada contínua de elefantes em cativeiro para aumentar ainda mais o número de elefantes turísticos. Mais elefantes significará mais problemas e pior bem-estar”, disse em entrevista ao portal Mongabay.

Chailert, que ajuda os criadores de elefantes a fazer a transição de seus acampamentos para santuários e a encontrar novas fontes de renda, diz que espera que a pandemia forneça uma oportunidade de mudança. “A maioria dos criadores não gosta de mim ou do meu trabalho porque eu falo e luto contra a crueldade. Eles acham que sou eu quem tentou mudar sua tradição. Finalmente, neste momento, eles me contactam e dizem: ‘Por favor, ajude’. Não hesito em ir e trazer nossa amizade a eles. E espero que possamos derrubar paredes e abrir janelas para trabalhar com elas”, conclui o activista.

Fonte: ANDA

ENTRETENIMENTO HUMANO Elefantes explorados são libertos de cadeiras de ferro usadas para transportar turistas

Foi a primeira vez em 44 anos que os animais não tiveram que carregar em suas costas as pesadas cadeiras de ferro.

Dezenas de elefantes explorados foram libertos na manhã da última quarta-feira, 25, em Chiang Mai, no norte da Tailândia, das pesadas cadeiras de ferro que ficavam amarradas suas costas para transportar turistas. A decisão foi tomada devido à pandemia do coronavírus (Covid-19), que dizimou o turismo local.

Segundo Anchalee Kalampichit, directora do acampamento que explora os animais, esta foi a primeira vez em 44 anos que os elefantes não usaram os assentos durante o dia. Ela ainda afirma que a empresa mudará sua forma de atuar e todos os 78 animais do local não voltarão a utilizar os pesados assentos de ferro.

“Desde que entramos no negócio em 1976, andar nos elefantes sempre foi a actividade favorita dos turistas. Mas como o coronavírus se espalhou, os turistas diminuíram e, eventualmente, o governo ordenou que fechássemos, e removêssemos as cadeiras para libertar os elefantes. Não estamos planeando colocar os apoios nas costas dos elefantes novamente, mesmo que possamos voltar a operar. Queremos mudar o estilo do local”, declarou Anchalee.

O governo da Tailândia impôs o fechamento do acampamento dos elefantes, juntamente com outros 28 tipos de negócios que não são essenciais. Dos 93 acampamentos de elefantes que existem em Chiang Mai, 85 deles haviam sido fechados pelas autoridades devido à falta de turistas.

Fonte: ANDA

INDIGNAÇÃO MUNDIAL Dezenas de elefantes forçados a se apresentar para turistas na Tailândia são libertados

Após as denúncias feitas pelo grupo de defesa dos animais britânico Moving Animals que expôs a situação dos elefantes no ano passado o campo de elefantes Maesa Elephant Camp resolveu deixar os animais livres
Foto: ViralPress

Dezenas de elefantes acorrentados que sofreram anos de angústia psicológica ao serem forçados a fazer truques para turistas foram libertados de seus grilhões na Tailândia após um clamor internacional.

Imagens comoventes divulgadas hoje mostram os animais pastando livre e divertidamente interagindo entre si no acampamento de elefantes, Maesa Elephant Camp, em Chiang Mai.

As condições “cruéis” que existiam no local foram expostas em novembro passado por ativistas que revelaram que os bebês elefantes eram “arrancados de suas mães” e depois forçados a aprender atividades antinaturais como pintar quadros, chutar bolas de futebol e jogar dardos.

Mas os responsáveis pelo local começaram a remover as algemas e estão permitindo que alguns de seus 77 elefantes vaguem livremente pelo local.

A executiva Anchalee Kalamaphichit que trabalha no acampamento disse que planeava remover as correntes de todos os elefantes nas próximas semanas.

Ela disse: “O centro é criticado há muito tempo sobre como prendemos os animais aqui, então decidimos libertá-los”.

Foto: ViralPress

“No entanto, viver livremente é uma coisa nova para esses elefantes. Eles precisam de tempo para se adaptarem à sua nova maneira de viver, então escolhemos começar com o mais velho e amigável dos elefantes”.

“Estamos satisfeitos por eles parecerem mais felizes vivendo sem correntes ou mahouts (manipuladores/treinadores de elefantes) e estamos preparando os demais para que possamos libertar o resto deles em breve”.

O grupo de defesa dos animais britânico Moving Animals – que expôs a situação dos elefantes no ano passado – disse estar encantado com as mudanças.

Foto: ViralPress

A fundadora Amy Jones disse: “É incrível ver esses elefantes vivendo livremente sem suas correntes”.

“Com mais de 70 elefantes em cativeiro, o Maesa Elephant Camp é o maior campo de elefantes do norte da Tailândia”.

Sua decisão compassiva envia uma mensagem poderosa para a indústria do turismo de elefantes e estabelece um claro precedente para a mudança.

Foto: ViralPress

“Com a ABTA – a maior associação de viagens do Reino Unido – actualizando suas directrizes para condenar interacções anti-éticas de elefantes, esperamos que mais e mais atracções turísticas façam mudanças positivas, para que nenhum animal sofra com o entretenimento turístico”.

No ano passado, os activistas da Moving Animals viram elefantes balançando os corpos compulsivamente, em um “sinal claro da angústia psicológica que enfrentam”.

Eles filmaram elefantes sendo arrastados pelas orelhas e atingidos por ganchos afiados (bullhocks) pelos guardiões.

Jones disse que os filhotes foram forçados a passar “pelo processo tradicional e brutal, de dias ou semanas, de quebrar o espírito de um jovem elefante”.

Ela acrescentou: “É de partir o coração pensar que esses bebes inocentes do viveiro de elefantes Maesa estão no início de uma vida de cativeiro que contará com ganchos agudos, performances cruéis e stress psicológico grave”.

Foto: ViralPress

A Moving Animals, no ano passado, pediu a proibição total da publicidade e venda de passeios de elefante “anti-éticos” a “lugares cruéis como o Maesa Elephant Nursery”.

“Os elefantes continuam a enfrentar brutalidade física implacável e sofrimento psicológico para participar de passeios, procissões e apresentações”, disseram eles.

As viagens “também são altamente perigosas para os turistas que são frequentemente atacados e às vezes mortos por elefantes stressados”, acrescentaram. As informações são do Daily Mail.

Fonte: ANDA

ABUSO E CRUELDADE Filhotes de elefantes são criados e treinados para abastecer a indústria do turismo na Tailândia

O berçário de elefantes Maesa Elephant Nursery mantém mais de 80 animais em suas instalações, todos explorados em shows para turistas. As elefantas vivem grávidas e os filhotes seguem o mesmo destino dos pais
Foto: Amy Jones/Moving Animals

Dezenas de elefantes estão sendo cruelmente abusados e mantidos em cativeiro em um acampamento no norte da Tailândia, onde são criados com o objectivo de se tornarem “artistas” lucrativos.

Os filhotes são retirados de suas mães quando têm apenas dois anos de idade e forçados a aprender truques para apresentações no berçário de elefantes Maesa Elephant.

Filmagens feitas no interior da instalação pela ONG Moving Animals – para um projecto de foto-jornalismo e filmagem que trabalha na exposição das indústrias de animais em todo o mundo – mostra os jovens elefantes sendo atingidos e furados por ganchos agudos de metal (bullhooks), puxados pelos ouvidos e acorrentados, balançando em perigo.

Foto: Amy Jones/Moving Animals
Esse tipo de abuso faz parte do “phajaan” – um processo tradicional de quebrar o espírito (por meio de sofrimento, humilhações, dores e privações) de um jovem elefante.

Os elefantes são amarrados com cordas, confinados em cercados de madeira apertados, passam fome e são espancados repetidamente com ganchos, pregos e martelos até que sua vontade seja esmagada e destruída.

A activista Amy Jones disse que as investigações do grupo em toda a Ásia mostraram repetidamente elefantes enfrentando um sofrimento físico e emocional “implacável”.

Foto: Amy Jones/Moving Animals

“É de partir o coração pensar que esses bebes inocentes do Maesa Elephant Nursery estão no início de uma vida inteira de cativeiro que vai incluir serem espetados com ganchos agudos, performances cruéis e estresse psicológico severo”, disse ela.

“As empresas de viagens enganam os turistas e os fazem apoiar o abuso de animais ao pagar por esse shows onde imperam o abuso e a crueldade”.

“Para salvar outra geração de filhotes de elefantes de uma vida de miséria, as agências devem ser proibidas de vender ingressos para as ‘atracções com elefantes’.”

Foto: Amy Jones/Moving Animals

Mais de 80 elefantes vivem em cativeiro no local, que funciona há mais de 40 anos.

O objectivo é que os elefantes entretenham os turistas que vem ver os filhotes no berçário e assistam aos animais mais velhos fazendo os “shows”.

Eles são ensinados a pintar quadros com suas trombas, jogar dardos afiados em balões de gás e chutar bolas de futebol em golos.

Foto: Amy Jones/Moving Animals

Eles também são forçados a puxar e empilhar troncos pesados.

Mais de 20 animais participam das apresentações que são executadas três vezes ao dia.

O acampamento é um dos muitos em que os filhotes são maltratados e explorados por dinheiro.

Este ano, o elefante bebê baptizado de Dumbo, do zoológico de Phuket (Tailândia), ganhou as manchetes quando foi forçado a se apresentar até que suas pernas se quebrassem. Ele morreu.

Foto: Amy Jones/Moving Animals

Preocupações sobre os sistemas de criação existentes em muitos viveiros de elefantes vieram à tona com a divulgação das imagens.

Uma elefanta adulta que vive no local já havia dado à luz seis bebes.

Como os elefantes passam de 18 a 22 meses na gravidez, a mãe geralmente passa a maior parte de sua vida grávida.

Foto: Amy Jones/Moving Animals

Eles são frequentemente forçados a continuar trabalhando e se apresentando durante a gravidez.

A Moving Animals e a Save the Asian Elephants – uma associação sem fins lucrativos – estão pedindo que sejam implementadas leis que tornem ilegal para as empresas anunciar ou lucrar com a venda de ingressos para lugares como o berçário de elefantes Maesa.

Para expressar seu apoio, assine a petição aqui.

Fonte: ANDA

Destaques Mais de 80 tigres resgatados de templo tailandês morrem de doença causada pela vida em cativeiro

Fruto de relações endogâmicas, os animais tinham o sistema imunológico fraco demais e somado ao stress da vida em cativeiro não resistiram as doenças adquiridas


Mais da metade dos tigres que foram resgatados de uma famosa atração turística do Templo do Tigre, fechada em 2016 após acusações de tráfico de animais, morreu.

As autoridades tailandesas resgataram cerca de 150 tigres do templo budista que fica a oeste de Bangkok em resposta à pressão global sobre as acusações de tráfico de animais selvagens.

Durante a batida policial, eles teriam encontrado filhotes mortos preservados no freezer do templo e outros enfiados dentro de frascos de vidros.

Os visitantes do templo tiravam selfies com tigres e amamentavam filhotes com mamadeira, mas o destino turístico se tornou o centro de controvérsia quando surgiu a acusação de que os proprietários estavam vendendo partes de tigres no mercado negro.

Anos depois, 86 dos 147 tigres confiscados morreram lentamente de paralisia da língua na laringe.

Os animais ficaram extremamente fracos devido ao stresse de viver em cativeiro, e sua condição deteriorou-se constantemente desde o diagnóstico inicial até a morte, informou o jornal Thaiger.

Especialistas afirmaram ao jornal que os tigres não morreram repentinamente ou morreram em grande número ao mesmo tempo, mas ficaram fracos devido ao estresse de viver em cativeiro e suas condições deterioraram-se constantemente até que sucumbiram à morte.

Como os tigres haviam sido fruto de ligações endogâmicas e viviam apenas em cativeiro, seu sistema imunológico estava enfraquecido, deixando-os incapazes de combater a doença viral.

O templo havia se promovido por anos como um santuário da vida selvagem, mas acabou sendo investigado por suspeitas de ligações com o tráfico de animais silvestres e abuso de animais.

Foto: Reuters

Ativistas pelos direitos animais acusaram os monges do templo de criar tigres ilegalmente, enquanto alguns visitantes disseram que os animais pareciam drogados. O templo negou as acusações.

Quando o Thailand Wildlife Conservation Office (Departamento de Conservação da Vida Selvagem da Tailândia) começou a resgatar e realocar os tigres, as autoridades teriam descoberto os corpos congelados de 40 filhotes, informou a BBC.

Alguns estavam mortos há mais de cinco anos.

Foto: Reuters

No mesmo congelador, as autoridades teriam encontrado 20 jarros contendo tigres e órgãos de tigres.

Um monge supostamente tentou escapar do templo durante a batida policial, dirigindo um caminhão com centenas de frascos de pele de tigre e dentes, que estavam escondidos em uma mala.

Fonte: ANDA

Destaques Elefantes agredidos com ganchos de metal são forçados a carregar turistas com as trombas

Foto: ViralPress

A indústria do turismo explora animais indefesos submetendo-os a todo tipo de tortura e obrigando-os a realizar truques anti-naturais mediante ameaça de serem feridos com cortes e espancamentos.

Tudo isso acontece com o objectivo de entreter uma plateia pagante de turistas que, muitas vezes alienada, bate palmas e se diverte mediante o sofrimentos desses seres sencientes e indefesos.

O último flagrante desses maus-tratos está registado em imagens divulgadas recentemente que mostram elefantes sendo obrigados a carregar turistas em suas trombas, enquanto mahouts (treinadores de elefante) segurando bastões com ganchos afiados na ponta (bullhook) os obrigam se apresentarem no Elephant World.

Os animais foram filmados no início deste mês durante um de seus exaustivos shows diários para multidões de turistas na remota região de Surin, no nordeste da Tailândia.

Os mahouts (manipuladores de elefantes) podem ser vistos empunhando bullhocks ao lado dos animais – essa ferramenta de tortura foi especialmente criada para controlar e dominar os elefantes.

Durante a apresentação, os elefantes giram bambolês em suas trombas e se apoiam em duas patas antes de serem forçados a chutar uma bola de futebol em uma rede.

Alguns são instruídos a recuar e, em outro momento do show, voluntários da plateia se deitam e deixam os elefantes passarem por cima deles – chegando a centímetros de serem esmagados.

Os elefantes ainda são obrigados a transportar espectadores içando-os em suas trombas e desfilando pelo local do show.

Foto: ViralPress

Durante todo o show, os mahouts seguram os bullhooks o tempo todo, uma mulher pode ser vista nas imagens erguendo a ferramenta em direcção ao elefante depois que ela puxa violentamente a orelha do animal.

O grupo que actua em defesa dos direitos animais, PETA criticou severamente o show, que em parte devido à sua localização remota até agora escapou das denúncias e críticas recebidas por outros locais de exploração na Tailândia.

Jason Baker, vice-presidente de campanhas internacionais da PETA, disse que os elefantes no vídeo estavam se apresentando apenas por causa da ameaça de violência e pediu aos turistas que não comparecessem a esse tipo de show.

Ele disse ao Daily Mail: “Esses elefantes não estão se apresentando porque é divertido. É porque eles têm medo do abuso que receberão se não o fizerem”.

Foto: ViralPress

“Isso fica evidente com a presença constante do bullhook, uma arma com um gancho afiado em uma extremidade, sendo mantida bem ao lado deles, como ameaça”.

“Se as pessoas soubessem que seus ingressos estavam promovendo o abuso e o sequestro de elefantes da natureza, certamente nunca entrariam nesses locais.”

Um visitante do Elephant World, na província de Surin, disse que os shows acontecem todos os dias das 10h às 14h, com cada elefante tendo que se apresentar várias vezes.

Eles disseram: “O show é muito popular, nos fins de semana e feriados está cheio, e as pessoas que visitam são principalmente turistas tailandeses, mas às vezes existem estrangeiros”.

Foto: ViralPress

No mês passado, a maior operadora de turismo da China cortou laços com um show semelhante perto da capital Bangkok, após uma pressão constante do grupo de direitos animais PETA.

No entanto, o show em Surin fica a cerca de 300 milhas de distância e na pobre região de Isan, no nordeste da Tailândia.

O parque de elefantes parece ter escapado ao escrutínio que passaram os grandes shows de elefantes localizados em destinos turísticos populares, como Bangkok e Phuket.

O porta-voz da PETA, Jason Baker, acrescentou: “Todos os elefantes forçados a entrar no show business na Tailândia foram ‘domados’ da maneira mais doentia, horripilante e muitas vezes mortal imaginável”.

Foto: ViralPress

“A indústria de elefantes tailandesa ganhou fama por tirar os filhotes ainda mamando de suas mães, imobilizados, espancados sem piedade e tendo suas unhas uma a uma arrancadas por dias seguidos. Este tratamento quebra seu espírito, e alguns não sobrevivem”.

“Eles são forçados a passar o resto de suas vidas em cativeiro e se apresentar em shows como este onde são espancados, açoitados e feridos com ganchos para forçá-los a realizar truques difíceis e sem sentido apenas para o entretenimento humano”.

“Quando não são forçados a realizar truques anti-naturais ou levar turistas sem suas costas, esses elefantes geralmente passam a maior parte de sua vida acorrentados, incapazes de dar mais do que alguns passos”.

“A PETA pede que todos fiquem longe de qualquer lugar que force os elefantes a fazer truques ou oferecer passeios.”

Foto: ViralPress

O gerente do Elephant World, Prakit Raumpattan, disse que os ganchos são usados apenas como um “aviso” e “nunca usados durante o treinamento ou nos shows”.

Ele acrescentou: “O gancho é apenas para garantir que os elefantes não se comportem mal. Os elefantes ainda são animais selvagens, não importa o quanto os treinemos e tentemos fazê-los domesticados”.

“Eles ainda podem ser imprevisíveis, pois o bullhook é usado como uma ameaça para impedi-los de fazer algo perigoso ou atacar pessoas”.

“Nós treinamos os elefantes desde que eram bebes, da mesma forma que as pessoas treinam um cachorro e elas recebem recompensas como bananas, mas nunca são abusadas.”

Foto: ViralPress

Elefantes

A comparação dos elefantes aos cães, feita por um dos responsáveis do “show” só torna mais evidente a falta de empatia e conhecimento dos explores desses animais. Ao contrário dos cachorros, elefantes não são domesticados, são animais selvagens, inteligentes e com capacidades sociais e de formação de vínculo altamente desenvolvidas. Eles vivem em grupos, tem sociedades hierárquicas com formação de família, prosperam na natureza, acostumados a liberdade, o cativeiro é uma sentença de morte para esses majestosos animais.

Foto: ViralPress

Fome, dor, sofrimento, privação, medo, abuso e exploração, esse é o cotidiano de desses animais que vivem acorrentados e submissos, saindo apenas para entreter plateias de turistas alienados, levar outros nas costas ou servir de enfeite para selfies com muitos outros.

Submeter o maior mamífero da Terra a esse tipo de desrespeito é um atentado a dignidade dessas criaturas belíssimas e únicas e reduzi-los a uma existência miserável, onde a única escapatória é a morte.

Fonte: ANDA