Destaques Golfinhos encurralados por caçadores se unem antes de serem mortos no Japão

Perseguidos e levados até uma enseada de onde não têm como escapar, os golfinhos se aproximam uns dos outros até se tocarem, como forma de se confortarem perante o destino iminente

Foto: The Dolphin Project

Um vídeo feito pela ONG americana de protecção aos cetáceos, The Dolphin Project, em Taiji, no Japão, mostra um grupo de golfinhos (espécie também conhecida como baleias-piloto ou golfinhos-piloto) muito próximos uns dos outros, reunidos, assustados e encurralados em uma enseada por caçadores japoneses.

As imagens comoventes mostram a família se aglomerando como forma de se proteger pouco antes de ser cruelmente morta.

A filmagem, descrita pela ONG, como uma das cenas mais difíceis de assistir já presenciada por eles, se desenrolou nas águas da enseada. Na quarta-feira última (11) o grupo de golfinhos foi cruelmente perseguido por horas e depois conduzido por barcos de caça até águas rasas. Exausta e traumatizada, a família veio à tona para espiar ao redor e recuperar o fôlego.

Após as redes terem sido jogadas, seu destino foi selado, e eles nadavam em um círculo apertado, sempre se tocando. A matriarca do grupo também podia ser vista nadando ao redor dos demais, sempre se esfregando contra os demais membros de sua família. Sem comida ou abrigo, os caçadores deixaram a família sozinha da noite para o dia.

Os golfinhos foram levados pelos barcos de caça para uma enseada (um beco sem saída no mar) perto de Taiji, no Japão, enquanto esperavam seu destino cruel.

No dia seguinte, logo após o nascer do sol, os caçadores chegaram à enseada para começar o dia de trabalho. Os golfinhos ainda estavam nadando juntas, tentando entender o que estava acontecendo. Os barcos começaram a separar a família, a fim de iniciar a selecção dos animais em cativeiro.

Os golfinhos estavam desesperados para fugir dos caçadores, mas também para ficarem juntos. Os observadores da ONG contam que o som da luta dos cetáceos no mar ecoou na direcção deles, que estavam na colina assistindo às tentativas desesperadas dos animais que lutavam pela liberdade e pela vida. Alguns golfinhos desta família foram levados para passar o resto da vida em cativeiro. Eles provavelmente nunca mais conhecerão a liberdade do oceano aberto e agora terão que implorar e ganhar suas refeições, fazendo truques anti-naturais para uma plateia.

Observadores dizem que oito dos animais foram capturados para serem levados para cativeiros, enquanto o restante foi morto.

Foto: The Dolphin Project

Relatos da ONG contam que último grupo de golfinhos ficou esperando na margem da enseada até que um barco veio para levá-los embora. Enquanto os cetáceos estavam presos e esperando, os caçadores começaram a matá-los. Aqueles que tinham sido capturados ficaram ali mesmo presos, assistindo e ouvindo enquanto sua família era morta bem ao lado deles.

“Foi comovente testemunhar isso e saber como essa família estava emocionalmente ligada”, diz o The Dolphin Project em um post no Facebook.

Foto: The Dolphin Project

Os animais cativos que foram levados para as baias marítimas no porto também tiveram que assistir a família morta sendo arrastada por eles no caminho para o porto. Os barcos eram carregados com mais cadáveres antes de seguir em direção ao porto. Outros golfinhos e baleias que estão em cativeiro nas baias do porto ouvem e observam massacres semelhantes todos os dias.

“Eu imagino que eles possam reviver esse trauma e nunca esquecer o que aconteceu com eles”, escreve a ONG.

O processo de morte dos animais foi longo, sangrento e barulhento. Os golfinhos se debatiam muito contra a água enquanto estavam morrendo. A ONG transmitiu ao vivo todo o horror do massacre. A entidade conta que os caçadores mataram essa família em fases, provavelmente por causa de seu tamanho.

Foto: The Dolphin Project

“Eles pareciam matar três a quatro indivíduos de cada vez; portanto, aqueles que esperavam sua vez na morte precisavam nadar em águas ensanguentadas e testemunhar sua família morrendo lentamente. A matriarca foi morta sozinha, ela foi levada para o açougue. Pudemos ver o corpo dela flutuando na superfície enquanto o barco se preparava para levá-la embora”.

Os observadores responsáveis pelas imagens contam que ver seu corpo flutuando na água foi uma das imagens mais comoventes que eles presenciaram. Apenas 24 horas antes, ela estava guiando sua família através do oceano, enquanto o grupo cuidava dos filhotes e uns dos outros.

Foto: The Dolphin Project

“No final, parecia que os membros do grupo que foram mortos por último também para de lutar e resistir. Os sons de suas batidas não eram tão altos quanto os membros da família mortos antes deles e isso nos fez pensar se eles tinham acabado de ceder ao seu destino. Eles haviam visto toda a família e sua líder corajosa e bela morta diante de seus olhos e os membros da família que não foram mortos foram levados à força para nunca mais serem vistos”, dizia o texto da ONG em seu site.

Os eventos que acontecem em Taiji são massacres de crueldade indescritível contra a vida de seres indefesos, inteligentes e capazes de sentir, amar e sofrer.

Foto: The Dolphin Project

As caças realizadas em Taiji são legalizadas no Japão, os golfinhos e baleias são perseguidos e mortos por pescadores que recebem uma permissão (licença) do governo japonês.

Postes de metal, que criam uma parede de som, confundem os animais e os direccionam para a enseada (cove), onde são presas fáceis.

Quase 16 mil golfinhos e baleias são mortos em todo o Japão durante as caçadas, que ocorrem de Setembro a Fevereiro.

Foto: The Dolphin Project

Fonte: ANDA

Abriu a caça aos golfinhos no Japão

Resultado de imagem para Japan stop killing dolphins

Resultado de imagem para Japan stop killing dolphins

Resultado de imagem para Japan stop killing dolphins

Resultado de imagem para Japan stop killing dolphins


Este domingo, partiram para o mar os primeiros barcos de pesca de golfinhos. Uma prática que acontece todos os anos por esta altura e que provoca críticas de ambientalistas de todo o mundo

Na cidade costeira de Taiji, no sul do Japão, a caça de animais marinhos como golfinhos e baleias é uma actividade tradicional. E este domingo, 1, começou a época de caça aos golfinhos.

No primeiro dia, as doze embarcações que iniciaram a actividade regressaram a terra com o barco vazio. Hoje, segunda-feira, no entanto, já há registo de cinco golfinhos apanhados. As quotas para a época de caça, que dura pelo menos seis meses, permitem que mais de 1 700 animais sejam mortos ou capturados. Alguns são vendidos a aquários.

Não são apenas os números que deixam os ambientalistas indignados, mas também a forma como é feita a caça dos golfinhos. Os animais são dirigidos para dentro de uma baía, onde depois são cercados por uma rede e mortos com facas. Ambientalistas dizem que este é um ato cruel, até porque os golfinhos podem levar 30 minutos para morrer por asfixia ou afogamento, que é o que muitas vezes acontece.

Os pescadores de golfinhos, bem como alguns habitantes locais, acreditam que a prática deve ser aceite, uma vez que a comunidade sobrevive há vários anos da pesca e da comercialização destes mamíferos marinhos.

A procura por carne de golfinho e de baleia tem vindo a diminuir nos últimos anos. Mas os animais apanhados com vida e vendidos a parques aquáticos fazem também parte do negócio e revelam-se até mais rentáveis para os pescadores.

Em 2009, a discussão sobre actividade dos pescadores de Taiji ganhou uma dimensão global graças ao documentário The Cove. O filme relatava a forma como os golfinhos são caçados, massacrados e explorados nos parques aquáticos e chegou a ganhar um Óscar de melhor documentário no ano seguinte.

No inicio de Julho, a pesca de baleias no Japão foi notícia devido às alterações na legislação que abriram mais espaço à captura destes animais.

Fonte: VISÃO

Exploração desumana Fotos expõem sofrimento de animais marinhos no Museu da Baleia de Taiji

Em Taiji, no Japão, golfinhos são vistos desnutridos, em estado de depressão e em gaiolas minúsculas no Museu da Baleia

Fotos da organização de conservação da vida marinha Sea Shepherd mostraram as condições em que animais se encontram no Museu da Baleia de Taiji, localizado em Taiji, no Japão.

Como muitos outros estabelecimentos que abrigam animais marinhos em minúsculos tanques, e ainda os forçam a realizar interminavelmente truques se quiserem ser alimentados, o Taiji Whale Museum se descreve como uma “experiência educacional para toda a família”.


Golfinho desnutrido com costelas aparentes é escravizado em uma das canetas externas do museu

Além da crueldade da caça comercial de golfinhos, tradicional em Taiji, já ter sido exposta, em uma tentativa de fazer com que suas exibições de animais vivos pareçam inócuas o museu chega até a manter alguns de seus golfinhos e baleias expostos em recintos ao ar livre.


Golfinho Risso é visto deprimido enquanto nadava nos limites de seu pequeno recinto

Como os “Guardiões da Enseada” da Sea Shepherd testemunharam, os golfinhos no museu não são alimentados mais do que duas vezes por dia e somente após completar os comandos dados a eles pelos treinadores.


Um dos animais famintos implora por comida enquanto uma multidão de pessoas olha para ele

Nos últimos anos, documentários como “The Cove” e “Blackfish” ajudaram a expor o tratamento absolutamente horrível que golfinhos, baleias e outros cetáceos experimentam quando são roubados e mantidos em cativeiro em parques marinhos como o SeaWorld.


Outro golfinho do Taiji Whale Museum é visto pedindo desesperadamente para ser alimentado

Como resultado, a percepção pública de manter animais marinhos em cativeiro mudou em grande medida, e mais cidadãos do que nunca estão agora boicotando estabelecimentos que exploram os cetáceos em busca de lucro.

Entretanto, o encarceramento desses animais ainda não cessou completamente e coloca milhares de animais em sofrimento à todo minuto.

Como resposta, muitos ativistas pedem para que seja compartilhadas essas fotos e informações na seção de revisão do Museu da Baleia de Taiji no TripAdvisor. Além disso, incentivam aos leitores e seus conhecidos que nunca comprem ingresso ou deem público para estabelecimentos que escravizam animais.

Organizações como Save Japan Dolphins e Sea Shepherd estão trabalhando para acabar com a caça aos golfinhos de Taiji e financiando outros esforços para proteger os cetáceos no Japão e em todo o mundo, e estão recebendo doações.

Fonte: ANDA

QUE BOA NOTÍCIA VINDA DA COREIA DO SUL! VITÓRIA Coreia do Sul proíbe importação de golfinhos capturados em Taiji

O documentário “The Cove” ajudou a conscientizar pessoas em todo o mundo sobre a brutalidade da caça de golfinhos em Taiji, no Japão

Estes belos animais são capturados para serem exportados para aquários e parques marinhos em todo o mundo e frequentemente são mortos por suas carnes. Em um esforço para neutralizar essa crueldade, a Coreia do Sul proibiu a importação de golfinhos capturados em Taiji.

A proibição se estende além de Taiji e inclui qualquer lugar que seja conhecido pela extrema crueldade da caça de animais. A nova legislação também proibirá a importação de animais de locais com espécies selvagens desconhecidas ou pouco claras, reportou o One Green Planet.

A nova lei, que foi sancionada em 20 de março, entrará em vigor no dia 27 deste mês. A medida será aplicada a espécies listadas pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas (CITES).

Há a expectativa de que a proibição inspire mais países a proibirem a importação de golfinhos e outros animais capturados.

Fonte: ANDA


Esta notícia deixou-me muito, muito feliz.
Espero que esta MARAVILHOSA atitude da Coreia do Sul, inspire outros países a seguirem-lhe as pisadas!

Mário Amorim

CONTEÚDO ANDA Vídeo mostra pescadores de Taiji tratando golfinhos como se fossem lixo

https://i0.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2016/12/finho.jpg

Quando as pessoas frequentam parques marinhos como o SeaWorld, elas veem animais marinhos de perto  e realizando truques impressionantes. Isso parece um sonho para quem nutre um fascínio profundo por golfinhos ou baleias orcas. Porém, infelizmente, para os animais é um verdadeiro pesadelo.

A indústria do cativeiro de espécies marinhas cresceu muito nos últimos 50 anos e inúmeros animais foram sequestrados de suas casas no oceano e colocados em minúsculos tanques.

A demanda por animais vivos em parques marinhos e aquários em todo o mundo tem levado à perpetuação de cruéis passeios com golfinhos sequestrados em Taiji, no Japão. Todos os anos ocorre a terrível caça anual dos animais na região e um grupo de pescadores vai até a infame “enseada” para encurralar os golfinhos em suas redes.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Conheça o horror e os abusos sofridos pelos golfinhos confinados no Museu da Baleia de Taij

Foto: Dolphin Project

Há dois anos, enquanto documentava a atividade dos golfinhos-de-risso, notei um golfinho com uma coloração distinta. Ele era quase todo branco com áreas acinzentadas — um malhado. Por causa do cinza, o golfinho não era realmente albino, mas de qualquer forma era raro.

Eu assisti horrorizada enquanto o golfinho malhado, junto com outros de coloração normal, foram retirados da infame baía para serem despejados em um cativeiro no porto de Taiji, no Japão. Suas vidas mudaram para sempre e eles estavam destinados a viver aprisionados. O resto do pobre grupo foi morto.

Após alguns dias, fui checar o golfinho malhado e seu companheiro o máximo de vezes que consegui. Vi os treinadores jogarem lulas mortas nos cercados, e os pobres animais tinham que fazer o possível para sobreviver.

Dolphin Project

Observei-os sendo relocados para o Museu da Baleia de Taiji, escondido em um cercado atrás, onde eu não poderia enxergar muito bem. Infelizmente, tive que deixar Taiji, mas quando estava em um trem indo para o aeroporto, soube que mais um golfinho-de-risso distinto havia sido capturado. Dessa vez, um albino de verdade. Eu sabia qual seria o seu destino. Como vocês podem imaginar, eu deixei o Japão com um peso no coração.

No ano seguinte eu retornei a Taiji (2015), e fui direto para o Museu da Baleia de Taiji, para checar os golfinhos em cativeiro. Precisava ver com meus próprios olhos o que aconteceu com os golfinhos malhado e albino. Eu finalmente encontrei o malhado em um cercado junto com golfinhos nariz de garrafa. Não pude vê-lo muito bem, mas ele parecia agitado, não parava de se mover. Eu não sabia como ele estava e fiquei imaginando o porquê de ter sido separado dos outros golfinhos-de-risso.

Há alguns dias atrás, eu mais uma vez retornei a Taiji, como monitora da Dolphin Project Cove. Naturalmente eu estava ansiosa para ver como estava o malhado pelo qual eu senti uma conexão muito forte. Passei pelas piscinas na parte da frente, e na parte frontal da lagoa para ver o cercado dos golfinhos-de-risso.

Foto: Dolphin Project

Nada poderia me preparar para o que eu vi. Fiquei sem ar quando o encontrei. Aquele lindo animal estava cheio de cicatrizes de ancinho, grandes e pequenas, por quase todo o seu corpo. Algumas pareciam feridas abertas. Ele também possuía diversas lesões em volta da sua boca e aparentava ter sido espancado e estava ensanguentado.

Ele não foi apenas agredido sem dó, como também possuía uma espécie de problema de pele que fazia crescer calombos em diversas áreas do seu corpo. Enquanto eu tentava avaliar a sua situação, lágrimas caíam dos meus olhos. Entretanto, a coisa mais assombrosa foi a forma como ele olhava para mim. O pobre animal se ergueu na minha frente e olhou diretamente nos meus olhos. Não pude deixar de imaginar se ele sabia que eu estava com ele quando foi capturado e quis tão desesperadamente ajudá-lo. Seu olhar parecia um pedido de ajuda e partiu meu coração.

Foto: Dolphin Project

Eu me desculpei por não poder ajudá-lo e por tudo que minha espécie fez contra ele. Eu nunca vou entender como alguém pode achar que não há problemas em manter um golfinho em cativeiro, preso em um pequeno cercado com outros golfinhos frustrados. Não há como fugir quando um deles está sendo abusado, e não há escapatória dos ataques — um comportamento normal de um ser que está sendo preso contra a sua vontade. Como eu desejei que minha família nunca tivesse tentado migrar de Taiji, e que ele e sua família ainda estivessem nadando livremente no oceano. Enfrentei muito sofrimento aqui em Taiji, mas saber da profundidade de sua dor e se sentir impotente para ajudá-lo foi devastador.

(Vídeo do facebook, que não posso meter aqui, por não ter facebook)

Minha colega de monitoração, Alexandra Johnston, me mostrou outro animal que estava sofrendo — um golfinho nariz de garrafa, com cortes profundos em suas costas. Novamente, fiquei horrorizada. As lesões eram horríveis, e quando o golfinho se aproximou de nós no pier, implorando para que nós o déssemos algo, tive que me esforçar muito para eu não me abaixar e o confortar. Outros golfinhos nariz de garrafa apresentavam vários problemas de pele, e todos os golfinhos que documentamos passavam a maior parte do seu tempo nadando apáticos na superfície. Muitos atolavam seus rostos nas redes, o que os deixavam presos. O albino passava a maior parte do seu tempo no canto do cercado, pressionado contra a rede enquanto emitia diversos sons. Novamente, interpretei isso como um pedido de ajuda.

Antes que eu terminasse meu turno, retornei ao cercado onde estava o malhado. Seus calombos agora estavam roxos, cobertos de um tipo de remédio. Ele se ergueu perto de mim, e novamente, nos fitamos. Eu nunca vou esquecer o seu olhar e a culpa que senti por não poder ajudá-lo. Eu pedi para que ele tivesse força, e para que reagisse, para que os outros não abusassem tanto dele. Mesmo assim, enquanto eu dizia essas palavras, imaginava se a morte não seria a coisa mais humana para ele. Talvez assim, ele pudesse se juntar à sua família em um oceano livre de humanos e ser livre e selvagem por toda a eternidade.

Fonte: ANDA