REINO UNIDO Carne de chimpanzé é servida em casamentos como iguaria e vendida em mercados

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Classificada pela IUCN como espécie criticamente ameaçada de extinção, os chimpanzés estão sendo caçados e mortos por sua carne. Considerada uma iguaria, a carne está sendo servida em casamentos e vendida em bancas de mercado no Reino Unido, segundo relatos de entidades de proteção aos animais.

Mês passado, uma tonelada de carne do animal – conhecida como “carne do mato ou de floresta” – foi confiscada na alfândega quando chegou ao Reino Unido, vindo da África Ocidental, disse o cientista especialista e autoridade em primatas, Ben Garrod.

A o consumo da carne de chimpanzé pode causar doenças graves, uma vez que os chimpanzés são geneticamente semelhantes aos humanos e muitas vezes a carne é embalados em ambientes insalubres.

Os chimpanzés ocidentais estão na lista de espécies criticamente ameaçadas de extinção devido a ameaças ao meio ambiente e porque sua carne é considerada uma iguaria.

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“É comum encontrar esse tipo de carne em todas as grandes cidades da Europa e dos EUA”, disse o professor da Universidade de East Anglia ao The Sunday Telegraph.

“Vimos muita carne de chimpanzé confiscada no Reino Unido em postos de controle nas fronteiras e nos mercados.

“Muitas vezes ela é trazida para cá como iguaria para ser servida em celebrações específicas como um casamento ou um batizado”.

Jane Goodall, especialista mundialmente reconhecida em primatas com foco em chimpanzés, pediu ao governo que tome medidas e introduza testes de DNA na fronteira.

Ela sugeriu que a Interpol aumentasse seus esforços para impedir que a carne fosse levada para além das fronteiras do bloco de países e sugeriu que novas tecnologias fossem utilizadas para detectar o produto.

A “carne do mato” é mais fácil do que outros produtos contrabandeados pelo mercado paralelo, porque é defumada e enegrecida, dificultando sua identificação.

Pode alcançar até cinco vezes mais que o preço da carne bovina ou suína.

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A questão da importação de carne de chimpanzé para países europeus não é novidade.

Durante um período de 17 dias em 2010, 134 passageiros de 29 vôos foram revistados no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris.

Descobriu-se que quase metade estava carregando peixe ou carne de vaca ou animais selvagens, incluindo crocodilos, primatas e porcos-espinhos.

Em 2011, a carne de chimpanzé foi encontrada em West Midlands durante uma invasão de checagem de padrões comerciais.

Um porta-voz do governo disse: “Além de trabalhar com parceiros de fiscalização e inteligência no Reino Unido e internacionais, a Border Force continua a investir em treinamento e equipamentos para garantir que façamos tudo o que pudermos para interceptar alimentos ilegais e combater contrabandistas”.

Fonte: ANDA

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REINO UNIDO Aves são aprisionadas em gaiolas para serem mortas por caçadores

Organização ativista colocaram câmeras escondidas em fazenda de caça e denunciaram maus-tratos com aves

Câmeras secretas filmaram uma fazenda de caça em Somerset, na Inglaterra, e mostrou pássaros selvagens aterrorizados ao ficarem presos em armadilhas.

De responsabilidade da principal organização vegana Animal Aid, foram colocadas duas câmeras na Bonson Wood Game Farm em Somerset, que cobriram um período de 47 horas e 12 minutos.

As filmagens mostraram pássaros trancados em pequenas gaiolas, em um dia quente, sem nenhuma supervisão. Os animais demonstram estar desesperados para se libertarem do local. O destino delas, no final é a morte por caçadores.


Câmeras mostram aves presas em gaiolas, que posteriormente serão mortas

“As armadilhas geralmente contêm um pássaro em um compartimento, cujos gritos angustiados atraem outros pássaros para o outro compartimento da armadilha”, disse a Animal Aid.

“As aves presas são então mortas. Nesse caso, havia duas armadilhas colocadas lado a lado. Uma armadilha tinha um único pássaro dissimulado em um compartimento. A outra armadilha tinha três pássaros amontoados no compartimento do chamariz”.

“O filme usa um temporizador acelerado para demonstrar a quantidade de tempo que os corvos ficam na armadilha. Não se sabe há quanto tempo eles já estiveram na armadilha, nem quanto tempo eles ficaram confinados. O que está claro, no entanto, é que os pássaros estavam estressados ​​e desesperados para serem libertados”, completa a organização.

Leis estabelecem que as armadilhas devem ser verificadas “pelo menos uma vez por dia, em intervalos de não mais de 24 horas”. Entretanto, a Animal Aid alega também que a armadilha não foi inspecionada por quase 35 horas.

Um dos pássaros, frustrado, acabou chutando um prato de água inadequado para a sua hidratação e acabou ficando sem água por 24 horas.

Fonte: ANDA

Sociedade violenta Casos de crueldade animal são relatados a cada 19 segundos no Reino Unido

Pessoas entrevistadas para uma pesquisa sobre o assunto sugeriram que a crueldade com os animais era um estágio normal do crescimento.

A RSPCA, entidade de proteção animal, atualmente recebe um chamado de resgate para animais vítimas de crueldade a cada 19 segundos no Reino Unido. Nos últimos 20 anos, o número de telefonemas anuais para a RSPCA aumentou de 20 mil para quase 1,6 milhão.

Milhões de animais são vítimas de crueldade todos os anos, mas apenas alguns casos são denunciados

Os processos por danos a animais aumentaram 9% no ano passado. Entre eles, um marido ciumento preso por três meses após espancar o gato da esposa até a morte durante um acesso de raiva.

No total, 1.175 cães, 256 gatos, 213 ovelhas e 69 porcos foram vítimas, relatadas, de crueldade no ano passado.

O número total de condenações caiu ligeiramente em comparação com 1999, mas a instituição disse que isso se deve a um aumento em múltiplas condenações.

Os resultados coincidiram com um estudo da Manchester Metropolitan University, que sugere que a crueldade contra animais é profundamente enraizada na sociedade e normalmente formada na juventude.

A vingança e a diversão foram as principais razões dadas para o abuso de animais, segundo o relatório dos pesquisadores. A pressão dos colegas também foi identificada como um fator significativo.

Mais da metade dos jovens entrevistados para o estudo já havia ferido animais. As agressões incluíam atirar em gatos, estrangular patos, jogar uma placa de concreto na cabeça de um gato, fazer malabarismo com ratos, amarrar fogos de artifício a caudas de gatos e explodir rãs e sapos com canudos.

Algumas das 1.000 crianças e dos 100 adultos entrevistados sugeriram que a crueldade com os animais era um estágio normal do crescimento.

Tony Crittenden, diretor-chefe da RSPCA disse que, como resultado do estudo, a instituição de caridade estava lançando um novo programa educacional que incentiva os jovens a se identificarem com os animais.

“Infelizmente, muitas pessoas hoje têm uma atitude ‘descartável’ em relação aos animais e mostram um desrespeito insensível por seu bem-estar”, disse ele. “A responsabilidade recai sobre todos nós para tentar evitar a crueldade contra os animais”, finalizou.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Quase 20 mil texugos são mortos por programa de extermínio do Reino Unido

Um total de 19.274 animais foi morto neste outono, apontam as estatísticas do governo

Um total de 19.274 animais foi morto neste outono, apontam as estatísticas do governo. Isto representa um grande aumento em relação ao número de mortes do ano anterior quando 10.886 texugos foram assassinados.

O maior número de mortes ocorreu em Dorset, que teve 4004 animais assassinados na natureza ou confinados em gaiolas e baleados em até seis semanas.

Os animais faleceram em 21 zonas em Dorset, Cornwall, Devon, Gloucs, Herefordshire, Cheshire, Somerset e Wilts, em uma tentativa de combater a tuberculose em bois e vacas.

Os especialistas culpam os texugos por propagar a doença nas áreas rurais. Porém, nenhuma das vítimas foi testada por meio de um exame pós-mortem para saber se estavam infectadas.

De acordo com o Mirror, os dados anuais estão em um relatório de quatro páginas do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais.

“Os níveis de precisão de tiro controlado alcançados nas operações deste ano foram similares aos dos quatro anos anteriores”, disse equivocadamente o documento.

As licenças para matar os animais foram fornecidas em Setembro deste ano. Os atiradores reportaram a morte de pelo menos 21797 texugos em sete condados ingleses. Eles foram autorizados a matar até 33437 animais.

Porém, o relatório diz que os números mínimos foram revisados posteriormente e que 15.812 deve ser os “menores números necessários de mortes para que o programa seja efetivo”.

A matança foi iniciada em 2013 e ocorreu de noite porque os animais são noturnos.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Universidade mata mais de 50 mil animais depois de submetê-los a experimentos dolorosos

Os animais assassinados em testes na University of Birmingham (UOB) em 2016 totalizaram 54.728, quase um aumento de 40% em relação a 10 anos atrás, quando pouco menos de 40 mil animais foram mortos

Desde 2015, a UoB era a nona universidade do Reino Unido no que se refere à tortura de animais em testes. O grupo de 10 instituições representou um terço dos experimentos em animais feitos no país. A criação de animais geneticamente modificados foi quase tão alta como esses procedimentos.

Os camundongos foram as maiores vítimas na grande maioria dos casos, embora um número significativo de ratos, peixes e, em menor grau, anfíbios também tenham sido abusados.

Os porquinhos-da-índia e os coelhos não são utilizados em testes desde 2008, enquanto as aves foram abusadas pela última vez em 2011, revelou o Redbrick.

Katy Taylor da Cruelty Free International, um grupo que protesta contra os testes cruéis, declarou que “as principais universidades devem liderar o caminho na substituição e diminuição dos testes em animais, mas elas continuam sendo algumas das maiores usuárias de animais na Grã-Bretanha”.

Ela argumentou que o público se opõe à prática e ficaria horrorizado ao saber da extensão dos testes em animais na UoB.

“Urgimos que a Universidade [de Birmingham] lidere pelo exemplo e realize um esforço claro e planejado para eliminar essa prática horrível, retrógrada e desnecessária”, destacou.

Fonte: ANDA

 

CONTEÚDO ANDA Ministério da Defesa do Reino Unido testa armas biológicas em macacos

A tortura de macacos em Porton Down – uma  instalação fechada para o desenvolvimento de tecnologias de defesa do Reino Unido – em experimentos mais do que duplicou em um ano

O Ministério da Defesa do país admitiu ter envenenado dezenas de macacos com armas biológicas e baleado porcos em uma série de experimentos mórbidos. Ao todo, 27 porcos foram baleados e tiveram 30% de seu sangue drenado – para simular ferimentos que poderiam socorrer no campo de batalha.

Os cientistas do laboratório militar do governo em Wiltshire mataram 116 macacos em experimentos em 2016 em comparação com 45 em 2015. Os testes incluíram o envenenamento de alguns dos animais com agentes biológicos mortais, revelou o Metro.

Devido às semelhanças entre macacos e seres humanos, os exploradores alegam que os animais são “críticos” para testar e erradicar doenças como a tuberculose e o Ebola.

Os macacos marmoset são as espécies escolhidas para os testes cruéis e descritos por ativistas pelos direitos dos animais como animais inteligentes, sociais e cooperativos. A PETA já condenou as práticas bárbaras de Porton Down em seu site.

“Estudos de doenças naturais em seres humanos, testes sofisticados que utilizam células e tecidos humanos e técnicas avançadas de modelagem de computador são menos dispendiosos, mais efetivos e muito mais humanos. Não existe desculpa para continuar fazendo com que os animais sofram em experiências cruéis e arcaicas”, disse a organização.

De acordo com o Forces Network, os testes em animais em Porton Down já despertaram indignação devido ao tratamento dos seres vivos abusados.

O Laboratório de Ciência e Tecnologia da Defesa (DTSL) argumentou que começou a diminuir o número de animais utilizados e a adotar procedimentos de refinação e métodos alternativos e livres de crueldade.

Embora o número de macacos mortos tenha aumentado, o número total de animais utilizados em testes diminuiu. Em 2015, 3.237 animais foram assassinados enquanto 2745 foram mortos em 2016. Isso ocorreu devido a um declínio na exploração de camundongos.

O DTSL divulga dados anuais que distinguem os animais envolvidos, assim como a finalidade dos experimentos. No relatório de 2016, eles declaram testes em animais como porcos, ovelhas, cavalos, cães, camundongos e gatos.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Milhares de cães são drogados para facilitar a venda no Reino Unido

Cãezinhos com apenas quatro semanas de vida têm sido traficados para o Reino Unido com os cordões umbilicais presos em seus corpos, revelou uma investigação da Dog Trust

Milhares de filhotes de cães têm sido criados, muitas vezes em condições horríveis na Europa Central e Oriental para atender a demanda por raças consideradas “desejáveis” no Reino Unido.

Buldogues ingleses

A maior instituição de proteção de cães do Reino Unido informou que eles eram sedados e traficados pela fronteira sem qualquer documentação. Alguns tiveram que enfrentar uma viagem de 30 horas pela Europa, percorrendo 1600 quilômetros.

A filmagem secreta mostra um veterinário da Lituânia vendendo sedativos para que os filhotes minúsculos sejam transportados até o Reino Unido.

Em outro caso chocante, os cãezinhos foram observados vomitando e outro foi flagrado comendo suas próprias fezes durante uma viagem em uma mini van originária da Lituânia.

Os animais foram presos em transportadores de animais empilhados na parte traseira do veículo, sem ar condicionado em temperaturas quentes, disse a organização. Os cãezinhos receberam água apenas duas vezes e não foram sequer alimentados.

De acordo com a Dogs Trust, 82% dos cachorros encontrados na fronteira eram de raças populares como pugs, dachshunds e buldogues ingleses e franceses.

A última pesquisa do grupo ocorre depois que a RSPCA revelou que os buldogues franceses são a raça mais procurada para venda online, sendo que mais de 66 mil pesquisas sobre a raça ocorreram em Gumtree em Fevereiro.

Condições horríveis de cãezinhos

Os ativistas têm pressionado o governo a adotar medidas imediatas para combater a importação dos cães.

“Esses casos chocantes mostram claramente que é necessária uma ação urgente para acabar com o escândalo do tráfico dos filhotes. Continua sendo um problema tão grave para o bem-estar dos animais e a saúde pública em 2017 como ocorreu em 2014, quando nossa primeira investigação mostrou os efeitos devastadores das mudanças de 2012 no Pet Travel Scheme, que efetivamente convidou os traficantes corruptos a traficar cães menores para a Grã-Bretanha”, declarou Paula Boyden, diretora de veterinária da Dog Trust.

“O número de processos é muito baixo e a falta de verificações visuais em portos de ferry e nas fronteiras é inaceitável. Queremos medidas de mais severas, incluindo sentenças de prisão para as pessoas flagradas traficando cãezinhos. Para destacar as falhas do sistema,  levamos o cão falso ‘Charly’ duas vezes pela fronteira – uma vez no Eurotunnel e uma vez em Dover – depois que nenhum controle visual foi feito”, acrescentou.

De acordo com a reportagem do Huffington Post, Boyden frisou ainda que é preciso que o governo revise a legislação referente ao transporte de animais domésticos.

Veterinários da Polônia e da Lituânia também foram filmados falsificando passaportes para animais domésticos e fazendo falsos registros de vacinação contra a raiva.

A Dogs Trust disse que apenas em 2016, 275.876 cães viajaram para a Grã-Bretanha sob o Pet Travel Scheme. Isso permite que os animais viajem facilmente entre os Estados-membros da União Europeia sem serem submetidos à quarentena.

Três cãezinhos dentro de cesta

O maior número de cachorros interceptados pela Dog Trust Puppy Pilot eram originários da Hungria, Polônia e Lituânia, Latvia, Eslováquia e Romênia.

Mais de 95% dos cachorros resgatados pela organização foram considerados muito jovens para viajar e 6% morreram por problemas de saúde, além de desnutrição e desidratação.

“Após duas investigações anteriores em 2014 e 2015, lançamos nosso esquema Puppy Pilot”, acrescentou Boyden.

“Por meio disso, e com a ajuda da APHA, da Border Force e da Kent Trading Standards, financiamos os custos de quarentena de mais de 500 cães importados ilegalmente e encontramos novos lares para eles por meio dos nossos centros de realocação. Até a interferência da Dogs Trust, os cães resgatados corriam o risco de ter a morte induzida ou serem rejeitados nas fronteiras”, concluiu.

A RSPCA observou um grande movimento no comércio ilegal de cães em 2016. O grupo recebeu 6% mais chamadas do que em 2015 e 132% mais do que cinco anos antes.

Um total de 87% das chamadas foi feito por pessoas que compraram os cães online. Estes casos mostram como é fundamental não financiar a crueldade do comércio de animais e priorizar a adoção que oferece uma chance a inúmeros cães e gatos abandonados e que vivem em abrigos em todo o mundo.

Fonte: ANDA