ANIMAIS Cavaleiro tauromáquico João Moura constituído arguido por suspeita de maltratar cães

Neste acontecimento está espelhada a maneira de ser dos Psicopatas Tauromáquicos. Eles são mesmo assim.
Fica provado com o João Moura, que o tão apregoado amor, pelos animais não-humanos, nada tem nada de verdadeiro.
Este acontecimento mostra de forma clara, o quão monstro é, quem vive do maltrato a outros seres sensíveis, nas praças de touros. Para o Touro, para o Cavalo, para os outros animais não-humanos, para além do Touro e do Cavalo!

Mário Amorim


 

GNR recebeu denúncia e abriu investigação. Figura da tauromaquia foi ouvida esta quarta-feira no Tribunal de Portalegre.

Cachorro

Aumento do IVA nas touradas? Obviamente!

Paulo Pimenta

Aumento do IVA nas touradas? Obviamente!

Sendo uma actividade violenta que coloca em causa o cumprimento da Convenção dos Direitos da Criança, que se baseia em maus tratos a animais e que já beneficia de várias excepções, é da mais elementar justiça que as touradas deixem de gozar de benefícios fiscais do Estado Português e, enquanto existirem, para nossa vergonha, sejam taxadas a 23%.

Sérgio Caetano

As touradas são excepção para tudo em Portugal. São excepção à lei da protecção dos animais, não precisam de cumprir nem o próprio Regulamento do Espectáculo Tauromáquico (RET) e gozam das inúmeras regalias que beneficiam esta actividade, que ainda por cima se alimenta, em larga medida, dos fundos públicos provenientes das câmaras municipais e da União Europeia.

É verdade que no preâmbulo do RET surge a polémica frase, segundo a qual a tauromaquia é “parte integrante do património da cultura popular portuguesa”, mas convém lembrar que o mesmo documento, mais à frente, reconhece que a salvaguarda do interesse público passa também pela “defesa do bem-estar animal” e que as touradas “podem ferir a susceptibilidade dos espectadores”, chamando à atenção para os problemas dos maus tratos e da violência contra os animais e a própria violência inerente ao espectáculo, que, não raras vezes, resulta em feridos graves e até mortes.

O Governo propõe no Orçamento do Estado para 2020 um aumento do IVA dos espectáculos tauromáquicos. Como sempre, várias vozes se levantam na “defesa da tradição” das touradas, invocando a “liberdade” e a “justiça”, alegando que o Governo, por não gostar de touradas, não as pode perseguir em detrimento de outros espectáculos culturais. Pergunto: que outros espectáculos culturais em Portugal têm por finalidade agredir e humilhar um animal, cravando-o de todo o tipo de lâminas? Que outros espectáculos em Portugal produzem um número tão elevado de feridos e mortos? Que outros espectáculos culturais em Portugal foram incluídos no relatório de avaliação do Comité dos Direitos da Criança da ONU, com pronunciamento explícito sobre o seu carácter nefasto para o desenvolvimento saudável dos jovens?

As touradas podem ser parte integrante do património cultural de algumas localidades, que no seu todo representam apenas cerca de 10% do nosso território, mas não são um espectáculo qualquer, nem são um espectáculo para quaisquer pessoas, como o próprio Estado reconhece na legislação. O lobby das touradas, pequeno mas muito influente, conseguiu contornar todas as leis que proibiram as touradas e lhes colocaram fortes restrições ao longo dos tempos. Estranho é ver membros do Partido Socialista e pessoas de esquerda a apoiar com vigor as touradas, sendo elas um legado dos períodos mais retrógrados da nossa História, como os regimes absolutista e o Estado Novo, que eliminou todas as restrições impostas a este espectáculo e criou a chamada “tourada à portuguesa” com a publicação dos regulamentos de 1953 e 1971.

As touradas, depois de promovidas em ambiente de aparatosos festejos reais, foram proibidas por D. João VI “pelos seus notórios inconvenientes” em 7 de Julho de 1809. Abolidas em 1836 por decreto de Passos Manuel, foram novamente autorizadas meses mais tarde, por forte pressão da Real Casa Pia de Lisboa e por um grupo de notáveis condes, varões e viscondes, e não por revolta do povo como por vezes se diz. Durante quase 100 anos (entre 1836 e 1933) as touradas só eram permitidas mediante uma autorização especial e desde que a sua receita revertesse para instituições de caridade, nomeadamente para a Casa Pia (em Lisboa) e para as Misericórdias (no resto do país).

Foi durante os 41 anos de Estado Novo que se eliminaram estas regras, se inaugurou a maioria das praças de touros actuais, os grupos de forcados amadores e as tertúlias tauromáquicas. Salazar trouxe de volta a velha escola marialva de cavaleiros e instituiu a “tourada à portuguesa” perante os protestos dos aficionados na altura, para quem a lide só fazia sentido com a morte do touro no final do espectáculo.

A revolução de Abril foi nefasta para a tauromaquia, principalmente para os cavaleiros tauromáquicos e para os abastados ganadeiros da lezíria do Tejo, que se viram obrigados a enviar os touros para Espanha e sul de França, tendo a exportação destes animais duplicado em 1975, por falta de mercado no nosso país. Só com a entrada de Portugal na CEE (1986) a actividade recuperou do abalo sentido com a revolução, e a partir de finais da década de 80 os criadores de touros de lide começaram a beneficiar dos subsídios da Europa para a criação de bovinos, desenvolvendo programas de “conservação e melhoramento genético da raça brava e dos cavalos de toureio”, com milhões de euros da União Europeia destinados à agricultura.

Se a isto juntarmos os milhões que alguns municípios investem para garantir a continuidade da actividade tauromáquica em Portugal, com apoios que vão desde a compra de milhares de bilhetes para touradas, aos subsídios para os grupos de forcados, apoio logístico, manutenção e reabilitação de praças de touros, etc., temos a fórmula para explicar o porquê desta actividade persistir em Portugal.

Sendo uma actividade violenta que coloca em causa o cumprimento da Convenção dos Direitos da Criança, conforme ficou demonstrado no último relatório da avaliação do Comité, que se baseia em maus tratos a animais, e que já beneficia de várias excepções, é da mais elementar justiça que as touradas deixem de gozar de benefícios fiscais do Estado Português e, enquanto existirem, para nossa vergonha, sejam taxadas a 23%.

Fonte: Publico

Desde Janeiro, mais de mil golfinhos já morreram na costa francesa

A pesca industrial intensiva é a principal causa das mortes em massa destes mamíferos marinhos. O ministro francês da Transição Ecológica, François de Rugy, já reagiu.

Desde o início de 2019, 1100 golfinhos mortos deram à costa em França, vítimas da pesca industrial. Os mamíferos encontravam-se visivelmente mutilados, com as barbatanas cortadas. Esta situação está a chocar os investigadores de vida marinha não só pela brutalidade das mortes, mas também por se tratar de um número recorde. “Em três meses batemos o recorde de 2018, que já tinha sido superior aos números de 2017 — e mesmo esse foi o maior em 40 anos”, disse Willy Daubin, membro do Centro Nacional de Pesquisa Científica da Universidade de La Rochelle, à Associated Press (AP).

A pesca industrial intensiva é a principal causa das mortes em massa destes mamíferos marinhos. O ministro francês da Transição Ecológica, François de Rugy, já reagiu.

Segundo Daubin, 90% das mortes resultaram da captura acidental em redes industriais. Porém, os motivos do aumento são ainda desconhecidos. O ministro francês da Transição Ecológica, François de Rugy, deslocou-se esta sexta-feira, 29 de Março, a La Rochelle para discutir a melhor forma de reduzir o número de mortes como resultado da acção humana.

De acordo com a AP, o ministro apresentou algumas soluções, como o reforço da investigação dos dispositivos de repulsão sonora que, quando activados durante a pesca, emitem sinais desagradáveis aos golfinhos nas proximidades, obrigando-os a nadar para longe.

A Sea Shepherd, uma organização não-governamental focada na preservação de seres marinhos, considerou as medidas de Rugy “inúteis”. Lamya Essemlali, presidente da Sea Shepherd França, disse à AP que muitos dos arrastões não activam os dispositivos com medo que estes afectem também os peixes mais valiosos. Essemlali explicou também que esta não é uma solução a longo prazo para os mamíferos marinhos por causa da poluição sonora.

A presidente da Sea Shepherd França acrescentou, também, que os cientistas prevêem que as taxas actuais de pesca conduzam à extinção dos golfinhos e aponta a crise ecológica como consequência da demanda sem precedentes por pescado de baixo custo.

Fonte: Publico

Os que “amam” muito os touros e os torturam e matam

Resultado de imagem para José Pacheco Pereira

Simplesmente o mais fantástico texto contra as touradas que li até hoje. Foi escrito pelo José Pacheco Pereira.
Quem fala assim não é gago!
É isto mesmo!

Mário  Amorim


Acabar com as touradas, com a tortura dos touros para satisfação sádica das massas, é um passo no bom sentido.

A ideia de que ser a favor ou contra as touradas é uma questão de liberdade de expressão é um absurdo. Ser a favor ou contra as touradas é uma questão de civilização e, por muito que a palavra esteja gasta, nós sabemos muito bem o que é. É o mundo frágil que nos faz viver melhor, mais tempo, com menos violência do que no passado. É completamente frágil e contraditório, muitas vezes anda para trás e poucas vezes anda para a frente, mas representa o melhor da vida possível, feito por um olhar

É o mundo em que há direitos humanos, em que os homens e as mulheres são iguais, é o mundo em que as mulheres e as crianças são protegidas da violência doméstica, é o mundo em que o direito de viver de forma livre o sexo é garantido, é o mundo em que a tortura, a pena de morte, o genocídio são condenados, é o mundo em que há liberdade religiosa, de opinião, política, etc., etc. Sim, é verdade que é também o mundo em que tudo isto não existe, mas escolham. Pode não ser o mundo que temos, mas é o mundo que desejamos.

Os animais não podem ter “direitos” equiparados aos direitos humanos, mas faz parte de uma sociedade humana que valorize a ética e combata todas as formas de violência olhar para os animais com um sentimento de especial proximidade que está para além da domesticidade. Os movimentos a favor dos animais, ou melhor, os movimentos contra a crueldade com os animais, fazem parte da tradição humanista dos séculos XIX e XX. A ideia central era que o modo como tratamos os animais era um sinal de como tratávamos os homens, a crueldade contra os animais era um sinal de uma violência institucionalizada que não se limitava aos animais, mas se estendia aos homens, mulheres e crianças.

Não me estou a referir a nenhuma das variantes radicais modernas dos direitos dos animais que fazem parte da moda dos nossos dias. Não é isso, não tem que ver com aviários, nem com matadouros, nem com as mil e uma formas de industrialização da produção de alimentos, algumas das quais ganhavam em ser menos cruéis. Nem com a caça. A caça tem um valor económico, e tem um papel no controlo das espécies, e é cada vez mais moldada pela lei de modo a que o seu carácter lúdico seja subordinado a estas necessidades.

Tem que ver com as touradas. Podem dar as voltas que quiserem, mas as touradas são a exibição pública da tortura de um animal, que é esfaqueado para enfraquecer e depois, no caso das touradas de morte — que todos os defensores das touradas desejavam poder ter sem limitações —, ser morto. As touradas vivem do sangue, da dilaceração da carne, do cansaço até ao limite e da morte. Podem ter todos os rituais possíveis, ter toda a “arte” de saracotear à volta de um bicho, mas as touradas não são uma arte, são a exibição circense de um combate desigual entre homens e animais, cuja essência é a sua tortura para gáudio colectivo.

Não é um combate de iguais. Na verdade, os combates de cães e de galos — proibidos não se sabe porquê à luz da permissão das touradas — são muito mais um combate entre iguais do que o homem de faca e o touro sem armas a não ser os chifres, que muitas vezes são embolados. Mas é o sangue e a morte que fazem o espectáculo e, ao serem um espectáculo, são um sinal de barbárie.

O argumento da tradição também não é argumento. Se há coisas que a tradição encobre é um vasto conjunto de práticas que felizmente hoje são consideradas inaceitáveis, desde a violência doméstica à discriminação dos homossexuais, à excisão feminina, à pena de morte, à legitimação da tortura. Se aceitamos que a “tradição” por si só legitima a violência e crueldade, então podemos voltar ao “cá em casa manda ela e quem manda nela sou eu” e toca de lhe bater.

Os argumentos dos defensores das touradas são a versão portuguesa dos argumentos da National Rifle Association nos EUA, que também se identifica como uma “associação de direitos civis” e usa o argumento da tradição para justificar uma sociedade banhada de armas e em que a violência dos massacres é sempre culpa de outra coisa que não sejam as armas.

As histórias ridículas de como os defensores das touradas “amam os touros” (sic), de como prezam a valentia dos animais, de como o “touro bravo” enobrece os campos do Ribatejo, para depois ser trazido à arena de tortura e morte como se esse fosse o seu destino teleológico, a cultura machista da “coragem” perante os mais fracos (o touro é o mais fraco dentro da praça), devem pouco a pouco envelhecer no passado. É isso mesmo que chamamos civilização. O mundo em que vivemos é duro, desigual, injusto, violento. Quem saiba história sabe que não há maneira de o tornar limpinho, higiénico, pacífico, nem em séculos, quanto mais numa geração. Mas acabar com as touradas, com a tortura dos touros para satisfação sádica das massas, é um passo no bom sentido. Porque senão vivemos na pior das hipocrisias em que matar ou tratar mal um cão e um gato pode levar à prisão — e bem —, mas em que no meio de cidades e vilas de uma parte do país podemos aplaudir a tortura, o sangue e a morte.

Fonte: Publico

Ambiente Associações dizem que obras no porto de Setúbal ameaçam golfinhos do Sado

O projecto para o porto de Setúbal prevê a remoção de quase 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do rio. Ministra diz que golfinhos terão psicólogo.


Obras querem retirar 6,5 milhões de metros cúbicos de areia

As obras de alargamento e aprofundamento do canal marítimo de acesso ao porto de Setúbal estão a gerar polémica junto de cidadãos e associações ambientalistas. Em causa está a dragagem das areias do rio Sado, a cargo da APSS (Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra) para permitir a passagem de navios de maior calado. São várias as vozes que apontam a obra como sendo “o maior atentado ambiental alguma vez cometido no rio Sado”. O projecto prevê a remoção de quase 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do rio.

A empreitada, que conta com o apoio do Ministério do Mar e já foi aprovada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), coloca em risco a sobrevivência da pequena colónia de golfinhos que habita o rio, dizem. Mas os riscos não ficam só por aí: a destruição das chamadas pradarias marítimas, um “verdadeiro berçário para centenas de espécies de peixes” como refere o comunicado do Clube Arrábida, uma associação de defesa do ambiente, poderá pôr em causa o modo de vida dos pescadores artesanais do estuário do Sado. Outra possível consequência é a progressiva diminuição das praias da Arrábida, podendo contribuir para o enfraquecimento do turismo de natureza, “um pilar fundamental para o desenvolvimento da cidade”, considera a associação.

A APA aprovou a obra, apesar de elencar várias consequências negativas, por considerar que o projecto tem grandes benefícios económicos.

Pedro Vieira, presidente do Clube da Arrábida, afirma que a APSS tem tentado desmentir “os gravíssimos riscos ambientais apontados pela APA na declaração de impacto ambiental” e reitera que existem contradições e falta de fundamentação em matéria ambiental e económica. O responsável considera ainda que as declarações da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, ao jornal Expresso, no passado fim-de-semana, são “inqualificáveis”. A ministra afirmou que “só se está a aprofundar o canal” e que “foram implementadas todas as medidas exigidas, inclusive a contratação de um psicólogo de golfinhos”.

A Quercus e a Zero, duas associações ambientalistas, também consideram que o projecto põe em risco a sustentabilidade de um dos mais importantes estuários do país e que os impactes ambientais da obra serão muito relevantes, sobretudo ao nível da biodiversidade. Apontam igualmente os riscos que o projecto comporta para as praias da região.

Fonte: Publico

Violência Acção antitouradas acaba com agressões em Albufeira

Depois não gostam de ser apelidados como são.
Há muito que deixei de os apelidar de aficionados, de defensores da tauromaquia, de anti-taurinos, de pró-touradas. Pois, apelida-los destas maneiras, é não ser cientificamente rigoroso. Ser cientificamente rigoroso é apelida-los de Psicopatas Tauromáquicos. Por tanto; não é julga-los. Não é dizer mal. Não é insulta-los. É tão somente apelida-los, como o FBI, a Psiquiatria, e a Psiquiatria Forense, os apelida. E convém relembrar que a violência contra animais não-humanos, é apelidada pelo FBI, pela Psiquiatria, e pela Psiquiatria Forense, de PSICOPATA!

E em Albufeira, eles deram total razão ao FBI, à Psiquiatria e à Psiquiatria Forense. Ficou claro, em Albufeira, a  mente violenta que têm. Aliás; como o FBI, a Psiquiatria, e a Psiquiatria Forense dizem: «quem é violento para com um animal não-humano, é violento para o animal-humano!»

Mário Amorim


Uma mulher que não participou no protesto acabou por ser agredida no exterior da praça de touros e apresentou queixa à GNR.

Imagem do momento em que um dos activistas foi parado na arena, retirada da página de Facebook de Peter Janssen, activista do Vegan Strike

Mónica Gaspar, que gere um restaurante vegano em Albufeira, apresentou na quinta-feira passada uma queixa na GNR contra desconhecidos por agressões sofridas junto à praça de touros de Albufeira. “Dois homens. Pareciam animais”, descreve ao PÚBLICO. Aconteceu no momento em que a GNR retirava da praça três activistas antitouradas que tinham invadido a arena, segundo conta o Diário de Notícias nesta quarta-feira.

Um vídeo partilhado no Facebook por Peter Janssen, activista do Vegan Strike Group (que se descreve como “uma organização internacional que luta contra o abuso de animais”), mostra os activistas a serem retirados pela GNR da praça de touros, algemados.

Detidos e guardas são perseguidos por outras pessoas que, segundo se vê nas imagens, os agridem. Alguém grita: “Têm alguma coisa que vir para aqui? Se não gostas, ficas em casa.”

Mónica Gaspar, que também é activista antitouradas, conta que não participou no protesto nem foi à tourada. Estava a passar junto às traseiras da praça e apercebeu-se, diz, que algo estaria a acontecer. “Encostei-me num muro e fiquei a observar. Vi três activistas algemados, acompanhados pelos polícias, a saírem, e uma multidão atrás deles que estava a agredi-los e eu gritei ‘parem’. Dois homens vieram ter comigo.” E agrediram-na.

E prossegue: “Ainda quis ir lá dentro com um guarda para identificar um deles, mas ele [o guarda] disse-me que era perigoso.” De quinta-feira até hoje, refere, não recebeu mais nenhum contacto das autoridades.

Na sua edição desta quarta-feira, o Diário de Notícias diz que Peter Janssen, 33 anos, é um activista veterano do Vegan Strike Group que tem interrompido touradas em vários países. E que na quinta-feira, com mais dois activistas portugueses, fê-lo de novo, em Albufeira: invadiu a arena após a lide do primeiro touro.

O jornal acrescenta que foram depois perseguidos por dois militares da GNR e vários outros homens. Uma vez apanhados, foram levados para fora da praça.

Mais duas pessoas citadas no Diário de Notícias relatam ter sofrido agressões no exterior — uma delas, um homem que terá tentado ajudar Mónica quando ela foi atacada; a outra, uma mulher que diz ter sido agredida por agentes da GNR, além de acusar um agente de lhe ter apagado conteúdos do telemóvel (terá feito filmagens com o mesmo).

O Comando Nacional da GNR fez saber ao DN que “no decorrer do evento de tauromaquia verificou a existência de confrontos físicos entre aficionados e activistas, o que obrigou à intervenção da GNR, no sentido de garantir a integridade física dos manifestantes”. Mais: “O Comando Territorial de Faro mobilizou os meios necessários para repor a ordem pública.”

Confirma ainda que recebeu uma queixa — a de Mónica. No momento “em que se garantia a protecção de um dos invasores, um militar sofreu ferimentos numa das mãos”, acrescenta ainda a GNR que, segundo o DN, não respondeu às perguntas sobre a alegada agressão à mulher que terá feito as filmagens.

O PÚBLICO contactou o Comando Nacional da GNR. O oficial de dia fez saber que só nesta quinta-feira seria possível prestar informações, através do gabinete de Relações Públicas.

Fonte: Publico

Tourada Arruda dos Vinhos candidata tertúlias móveis a património nacional

O dia 14 de Agosto passa, a partir deste ano, a ser conhecido como “O Dia das Tertúlias Móveis” nas festas anuais da vila em Honra de Nossa Senhora da Salvação

ARRUDA DOS VINHOS - PUBLICO

Arruda dos Vinhos tem muitas tradições no campo da tauromaquia, tal como dezenas de outros concelhos espalhados sobretudo pelo centro e sul do país. Mas neste concelho do Oeste, vizinho da aficcionada Vila Franca de Xira, há uma tradição completamente distinta de todos os outros: existem onze tertúlias tauromáquicas móveis, que somam já cerca de 1500 associados. E são tertúlias móveis porque funcionam, todas elas, em antigos autocarros recuperados e adaptados para o efeito. Começou tudo em 1979 e, desde então, esta vertente muito própria da vida de Arruda não tem parado de crescer, ao ponto da câmara local se preparar para inaugurar um monumento alusivo e ir candidatar as tertúlias móveis e os festejos taurinos locais a património nacional.

No dia 14 de Agosto, uma delegação de autarcas e de dirigentes de tertúlias vai estar na Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) para entregar o dossier de candidatura das tertúlias móveis e dos festejos taurinos arrudenses a integrarem o Inventário do Património Imaterial Português. Este dia passa, a partir deste ano, a ser conhecido como O Dia das Tertúlias Móveis nas festas anuais da vila em Honra de Nossa Senhora da Salvação. E, para além de um almoço convívio e da habitual largada de touros nas ruas da vila, há também a inauguração de um monumento na rotunda que liga a Estrada Nacional 248-3 à auto-estrada 10.

“As tertúlias móveis é um fenómeno que se vê sobretudo em Arruda dos Vinhos. Há várias tertúlias tauromáquicas noutros locais e noutros eventos semelhantes a este, mas não são móveis”, sublinha Mário Anágua de Carvalho, vereador da câmara, frisando que o dossier de candidatura foi preparado ao longo de mais de um ano, com a recolha de muita informação sobre o historial e o funcionamento destas tertúlias móveis.

“Entendemos que pela singularidade das tertúlias móveis e dos festejos taurinos populares que se realizam em Arruda, pelo seu significado e pela sua originalidade a nível nacional, faz todo o sentido apresentarmos esta candidatura a Património Cultural Imaterial. As largadas de touros têm pelo menos 500 anos em Arruda. Há registos da sua realização quando o Rei D. Manuel I aqui esteve (refugiado da peste que assolava Lisboa). As tertúlias móveis são uma tradição mais recente, mas as largadas ganharam outra dimensão com o desfile e com o colorido das tertúlias móveis”, sustenta, por seu turno, André Rijo, presidente da câmara de Arruda, considerando que esta será uma forma de preservar e de valorizar mais estas tradições do concelho.
Origens em 1979

A primeira tertúlia móvel surgiu em Arruda em 1979, quando um grupo de amigos resolveu recuperar e pintar um velho autocarro e colocá-lo dentro do recinto das largadas de touros, no centro da vila. Nasceu, assim, a “Tertúlia Ambulante”. A ideia pegou e, nestes 39 anos, já foram criadas mais dez tertúlias ambulantes em Arruda, todas fruto da recuperação e adaptação de antigos autocarros, que são decorados e preparados para receber dezenas de convivas e de amigos convidados. Muitas delas estão dotadas também de fogareiros gigantes onde se assam a carne e o peixe, de frigoríficos para as bebidas, de televisores, de mesas e dos mais variados apetrechos característicos de uma tertúlia. Todos os anos, as onze tertúlias desfilam pelas ruas da vila e estacionam na Rua Cândido dos Reis, dentro do recinto das largadas de touros, que são, assim, vividas de maneira diferente numa relação directa com estas tertúlias ambulantes.

Nos últimos anos, o entusiasmo em torno das tertúlias móveis tem crescido bastante, assim como o número de associados. António José Narciso, presidente da tertúlia “Amigos da Galera” é, este ano, o porta-voz das tertúlias móveis arrudenses. “Penso que todas estas iniciativas valorizam as tertúlias de Arruda, que continuam a atrair muita gente. Em certos momentos não conseguimos mesmo deixar entrar mais ninguém, porque não temos espaço para mais”, constata, sublinhando que há também muitos jovens a envolverem-se e a renovarem o funcionamento destas tertúlias. “Há cada vez mais jovens dentro das tertúlias, o que é muito bom e permite manter esta dinâmica. Começou tudo em volta das largadas de touros, mas acho que já vai muito para além dos touros. Não faria sentido que houvesse tertúlias se não houvesse touros, mas creio que as tertúlias são cada vez mais espaços de amizade e de convívio entre as pessoas”, conclui.

Certo é que, para além das largadas de touros e do almoço convívio, o programa das Festas de Agosto ligado às tertúlias já é muito mais vasto. Este ano integra, ainda, a apresentação das t-shirts de cada uma das onze tertúlias para 2018, jogo de futebol, missa e vários momentos de animação musical. Nalguns casos, as actividades assumem o objectivo de angariar fundos para os Bombeiros locais.

Monumento na rotunda da A10

Durante esta edição 2018 das Festas de Arruda será inaugurada, na rotunda de acesso à 10, junto à localidade de À-do-Barriga, a cerca de 1,5 quilómetros de Arruda, um monumento alusivo às tertúlias móveis. Trata-se de um antigo autocarro de onze metros cedido pela empresa Barraqueiro, que tem sido decorado de acordo com o espírito das tertúlias móveis, que será colocado no interior da rotunda, juntamente com algumas figuras alusivas às largadas. “Será uma réplica de uma tertúlia móvel, um autocarro transformado que ali irá ficar”, simbolizando tudo o que se passa aqui nestes dias no recinto das largadas. É um autocarro decorado. Temos dois artistas a transformar o autocarro e a adaptá-lo ao que é uma tertúlia. E vamos ter figuras que simbolizam o movimento das próprias largadas, também com uma réplica de um toiro”, explica Mário Anágua de Carvalho

Fonte: PUBLICO