Desde Janeiro, mais de mil golfinhos já morreram na costa francesa

A pesca industrial intensiva é a principal causa das mortes em massa destes mamíferos marinhos. O ministro francês da Transição Ecológica, François de Rugy, já reagiu.

Desde o início de 2019, 1100 golfinhos mortos deram à costa em França, vítimas da pesca industrial. Os mamíferos encontravam-se visivelmente mutilados, com as barbatanas cortadas. Esta situação está a chocar os investigadores de vida marinha não só pela brutalidade das mortes, mas também por se tratar de um número recorde. “Em três meses batemos o recorde de 2018, que já tinha sido superior aos números de 2017 — e mesmo esse foi o maior em 40 anos”, disse Willy Daubin, membro do Centro Nacional de Pesquisa Científica da Universidade de La Rochelle, à Associated Press (AP).

A pesca industrial intensiva é a principal causa das mortes em massa destes mamíferos marinhos. O ministro francês da Transição Ecológica, François de Rugy, já reagiu.

Segundo Daubin, 90% das mortes resultaram da captura acidental em redes industriais. Porém, os motivos do aumento são ainda desconhecidos. O ministro francês da Transição Ecológica, François de Rugy, deslocou-se esta sexta-feira, 29 de Março, a La Rochelle para discutir a melhor forma de reduzir o número de mortes como resultado da acção humana.

De acordo com a AP, o ministro apresentou algumas soluções, como o reforço da investigação dos dispositivos de repulsão sonora que, quando activados durante a pesca, emitem sinais desagradáveis aos golfinhos nas proximidades, obrigando-os a nadar para longe.

A Sea Shepherd, uma organização não-governamental focada na preservação de seres marinhos, considerou as medidas de Rugy “inúteis”. Lamya Essemlali, presidente da Sea Shepherd França, disse à AP que muitos dos arrastões não activam os dispositivos com medo que estes afectem também os peixes mais valiosos. Essemlali explicou também que esta não é uma solução a longo prazo para os mamíferos marinhos por causa da poluição sonora.

A presidente da Sea Shepherd França acrescentou, também, que os cientistas prevêem que as taxas actuais de pesca conduzam à extinção dos golfinhos e aponta a crise ecológica como consequência da demanda sem precedentes por pescado de baixo custo.

Fonte: Publico

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Os que “amam” muito os touros e os torturam e matam

Resultado de imagem para José Pacheco Pereira

Simplesmente o mais fantástico texto contra as touradas que li até hoje. Foi escrito pelo José Pacheco Pereira.
Quem fala assim não é gago!
É isto mesmo!

Mário  Amorim


Acabar com as touradas, com a tortura dos touros para satisfação sádica das massas, é um passo no bom sentido.

A ideia de que ser a favor ou contra as touradas é uma questão de liberdade de expressão é um absurdo. Ser a favor ou contra as touradas é uma questão de civilização e, por muito que a palavra esteja gasta, nós sabemos muito bem o que é. É o mundo frágil que nos faz viver melhor, mais tempo, com menos violência do que no passado. É completamente frágil e contraditório, muitas vezes anda para trás e poucas vezes anda para a frente, mas representa o melhor da vida possível, feito por um olhar

É o mundo em que há direitos humanos, em que os homens e as mulheres são iguais, é o mundo em que as mulheres e as crianças são protegidas da violência doméstica, é o mundo em que o direito de viver de forma livre o sexo é garantido, é o mundo em que a tortura, a pena de morte, o genocídio são condenados, é o mundo em que há liberdade religiosa, de opinião, política, etc., etc. Sim, é verdade que é também o mundo em que tudo isto não existe, mas escolham. Pode não ser o mundo que temos, mas é o mundo que desejamos.

Os animais não podem ter “direitos” equiparados aos direitos humanos, mas faz parte de uma sociedade humana que valorize a ética e combata todas as formas de violência olhar para os animais com um sentimento de especial proximidade que está para além da domesticidade. Os movimentos a favor dos animais, ou melhor, os movimentos contra a crueldade com os animais, fazem parte da tradição humanista dos séculos XIX e XX. A ideia central era que o modo como tratamos os animais era um sinal de como tratávamos os homens, a crueldade contra os animais era um sinal de uma violência institucionalizada que não se limitava aos animais, mas se estendia aos homens, mulheres e crianças.

Não me estou a referir a nenhuma das variantes radicais modernas dos direitos dos animais que fazem parte da moda dos nossos dias. Não é isso, não tem que ver com aviários, nem com matadouros, nem com as mil e uma formas de industrialização da produção de alimentos, algumas das quais ganhavam em ser menos cruéis. Nem com a caça. A caça tem um valor económico, e tem um papel no controlo das espécies, e é cada vez mais moldada pela lei de modo a que o seu carácter lúdico seja subordinado a estas necessidades.

Tem que ver com as touradas. Podem dar as voltas que quiserem, mas as touradas são a exibição pública da tortura de um animal, que é esfaqueado para enfraquecer e depois, no caso das touradas de morte — que todos os defensores das touradas desejavam poder ter sem limitações —, ser morto. As touradas vivem do sangue, da dilaceração da carne, do cansaço até ao limite e da morte. Podem ter todos os rituais possíveis, ter toda a “arte” de saracotear à volta de um bicho, mas as touradas não são uma arte, são a exibição circense de um combate desigual entre homens e animais, cuja essência é a sua tortura para gáudio colectivo.

Não é um combate de iguais. Na verdade, os combates de cães e de galos — proibidos não se sabe porquê à luz da permissão das touradas — são muito mais um combate entre iguais do que o homem de faca e o touro sem armas a não ser os chifres, que muitas vezes são embolados. Mas é o sangue e a morte que fazem o espectáculo e, ao serem um espectáculo, são um sinal de barbárie.

O argumento da tradição também não é argumento. Se há coisas que a tradição encobre é um vasto conjunto de práticas que felizmente hoje são consideradas inaceitáveis, desde a violência doméstica à discriminação dos homossexuais, à excisão feminina, à pena de morte, à legitimação da tortura. Se aceitamos que a “tradição” por si só legitima a violência e crueldade, então podemos voltar ao “cá em casa manda ela e quem manda nela sou eu” e toca de lhe bater.

Os argumentos dos defensores das touradas são a versão portuguesa dos argumentos da National Rifle Association nos EUA, que também se identifica como uma “associação de direitos civis” e usa o argumento da tradição para justificar uma sociedade banhada de armas e em que a violência dos massacres é sempre culpa de outra coisa que não sejam as armas.

As histórias ridículas de como os defensores das touradas “amam os touros” (sic), de como prezam a valentia dos animais, de como o “touro bravo” enobrece os campos do Ribatejo, para depois ser trazido à arena de tortura e morte como se esse fosse o seu destino teleológico, a cultura machista da “coragem” perante os mais fracos (o touro é o mais fraco dentro da praça), devem pouco a pouco envelhecer no passado. É isso mesmo que chamamos civilização. O mundo em que vivemos é duro, desigual, injusto, violento. Quem saiba história sabe que não há maneira de o tornar limpinho, higiénico, pacífico, nem em séculos, quanto mais numa geração. Mas acabar com as touradas, com a tortura dos touros para satisfação sádica das massas, é um passo no bom sentido. Porque senão vivemos na pior das hipocrisias em que matar ou tratar mal um cão e um gato pode levar à prisão — e bem —, mas em que no meio de cidades e vilas de uma parte do país podemos aplaudir a tortura, o sangue e a morte.

Fonte: Publico

Ambiente Associações dizem que obras no porto de Setúbal ameaçam golfinhos do Sado

O projecto para o porto de Setúbal prevê a remoção de quase 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do rio. Ministra diz que golfinhos terão psicólogo.


Obras querem retirar 6,5 milhões de metros cúbicos de areia

As obras de alargamento e aprofundamento do canal marítimo de acesso ao porto de Setúbal estão a gerar polémica junto de cidadãos e associações ambientalistas. Em causa está a dragagem das areias do rio Sado, a cargo da APSS (Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra) para permitir a passagem de navios de maior calado. São várias as vozes que apontam a obra como sendo “o maior atentado ambiental alguma vez cometido no rio Sado”. O projecto prevê a remoção de quase 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do rio.

A empreitada, que conta com o apoio do Ministério do Mar e já foi aprovada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), coloca em risco a sobrevivência da pequena colónia de golfinhos que habita o rio, dizem. Mas os riscos não ficam só por aí: a destruição das chamadas pradarias marítimas, um “verdadeiro berçário para centenas de espécies de peixes” como refere o comunicado do Clube Arrábida, uma associação de defesa do ambiente, poderá pôr em causa o modo de vida dos pescadores artesanais do estuário do Sado. Outra possível consequência é a progressiva diminuição das praias da Arrábida, podendo contribuir para o enfraquecimento do turismo de natureza, “um pilar fundamental para o desenvolvimento da cidade”, considera a associação.

A APA aprovou a obra, apesar de elencar várias consequências negativas, por considerar que o projecto tem grandes benefícios económicos.

Pedro Vieira, presidente do Clube da Arrábida, afirma que a APSS tem tentado desmentir “os gravíssimos riscos ambientais apontados pela APA na declaração de impacto ambiental” e reitera que existem contradições e falta de fundamentação em matéria ambiental e económica. O responsável considera ainda que as declarações da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, ao jornal Expresso, no passado fim-de-semana, são “inqualificáveis”. A ministra afirmou que “só se está a aprofundar o canal” e que “foram implementadas todas as medidas exigidas, inclusive a contratação de um psicólogo de golfinhos”.

A Quercus e a Zero, duas associações ambientalistas, também consideram que o projecto põe em risco a sustentabilidade de um dos mais importantes estuários do país e que os impactes ambientais da obra serão muito relevantes, sobretudo ao nível da biodiversidade. Apontam igualmente os riscos que o projecto comporta para as praias da região.

Fonte: Publico

Violência Acção antitouradas acaba com agressões em Albufeira

Depois não gostam de ser apelidados como são.
Há muito que deixei de os apelidar de aficionados, de defensores da tauromaquia, de anti-taurinos, de pró-touradas. Pois, apelida-los destas maneiras, é não ser cientificamente rigoroso. Ser cientificamente rigoroso é apelida-los de Psicopatas Tauromáquicos. Por tanto; não é julga-los. Não é dizer mal. Não é insulta-los. É tão somente apelida-los, como o FBI, a Psiquiatria, e a Psiquiatria Forense, os apelida. E convém relembrar que a violência contra animais não-humanos, é apelidada pelo FBI, pela Psiquiatria, e pela Psiquiatria Forense, de PSICOPATA!

E em Albufeira, eles deram total razão ao FBI, à Psiquiatria e à Psiquiatria Forense. Ficou claro, em Albufeira, a  mente violenta que têm. Aliás; como o FBI, a Psiquiatria, e a Psiquiatria Forense dizem: «quem é violento para com um animal não-humano, é violento para o animal-humano!»

Mário Amorim


Uma mulher que não participou no protesto acabou por ser agredida no exterior da praça de touros e apresentou queixa à GNR.

Imagem do momento em que um dos activistas foi parado na arena, retirada da página de Facebook de Peter Janssen, activista do Vegan Strike

Mónica Gaspar, que gere um restaurante vegano em Albufeira, apresentou na quinta-feira passada uma queixa na GNR contra desconhecidos por agressões sofridas junto à praça de touros de Albufeira. “Dois homens. Pareciam animais”, descreve ao PÚBLICO. Aconteceu no momento em que a GNR retirava da praça três activistas antitouradas que tinham invadido a arena, segundo conta o Diário de Notícias nesta quarta-feira.

Um vídeo partilhado no Facebook por Peter Janssen, activista do Vegan Strike Group (que se descreve como “uma organização internacional que luta contra o abuso de animais”), mostra os activistas a serem retirados pela GNR da praça de touros, algemados.

Detidos e guardas são perseguidos por outras pessoas que, segundo se vê nas imagens, os agridem. Alguém grita: “Têm alguma coisa que vir para aqui? Se não gostas, ficas em casa.”

Mónica Gaspar, que também é activista antitouradas, conta que não participou no protesto nem foi à tourada. Estava a passar junto às traseiras da praça e apercebeu-se, diz, que algo estaria a acontecer. “Encostei-me num muro e fiquei a observar. Vi três activistas algemados, acompanhados pelos polícias, a saírem, e uma multidão atrás deles que estava a agredi-los e eu gritei ‘parem’. Dois homens vieram ter comigo.” E agrediram-na.

E prossegue: “Ainda quis ir lá dentro com um guarda para identificar um deles, mas ele [o guarda] disse-me que era perigoso.” De quinta-feira até hoje, refere, não recebeu mais nenhum contacto das autoridades.

Na sua edição desta quarta-feira, o Diário de Notícias diz que Peter Janssen, 33 anos, é um activista veterano do Vegan Strike Group que tem interrompido touradas em vários países. E que na quinta-feira, com mais dois activistas portugueses, fê-lo de novo, em Albufeira: invadiu a arena após a lide do primeiro touro.

O jornal acrescenta que foram depois perseguidos por dois militares da GNR e vários outros homens. Uma vez apanhados, foram levados para fora da praça.

Mais duas pessoas citadas no Diário de Notícias relatam ter sofrido agressões no exterior — uma delas, um homem que terá tentado ajudar Mónica quando ela foi atacada; a outra, uma mulher que diz ter sido agredida por agentes da GNR, além de acusar um agente de lhe ter apagado conteúdos do telemóvel (terá feito filmagens com o mesmo).

O Comando Nacional da GNR fez saber ao DN que “no decorrer do evento de tauromaquia verificou a existência de confrontos físicos entre aficionados e activistas, o que obrigou à intervenção da GNR, no sentido de garantir a integridade física dos manifestantes”. Mais: “O Comando Territorial de Faro mobilizou os meios necessários para repor a ordem pública.”

Confirma ainda que recebeu uma queixa — a de Mónica. No momento “em que se garantia a protecção de um dos invasores, um militar sofreu ferimentos numa das mãos”, acrescenta ainda a GNR que, segundo o DN, não respondeu às perguntas sobre a alegada agressão à mulher que terá feito as filmagens.

O PÚBLICO contactou o Comando Nacional da GNR. O oficial de dia fez saber que só nesta quinta-feira seria possível prestar informações, através do gabinete de Relações Públicas.

Fonte: Publico

Tourada Arruda dos Vinhos candidata tertúlias móveis a património nacional

O dia 14 de Agosto passa, a partir deste ano, a ser conhecido como “O Dia das Tertúlias Móveis” nas festas anuais da vila em Honra de Nossa Senhora da Salvação

ARRUDA DOS VINHOS - PUBLICO

Arruda dos Vinhos tem muitas tradições no campo da tauromaquia, tal como dezenas de outros concelhos espalhados sobretudo pelo centro e sul do país. Mas neste concelho do Oeste, vizinho da aficcionada Vila Franca de Xira, há uma tradição completamente distinta de todos os outros: existem onze tertúlias tauromáquicas móveis, que somam já cerca de 1500 associados. E são tertúlias móveis porque funcionam, todas elas, em antigos autocarros recuperados e adaptados para o efeito. Começou tudo em 1979 e, desde então, esta vertente muito própria da vida de Arruda não tem parado de crescer, ao ponto da câmara local se preparar para inaugurar um monumento alusivo e ir candidatar as tertúlias móveis e os festejos taurinos locais a património nacional.

No dia 14 de Agosto, uma delegação de autarcas e de dirigentes de tertúlias vai estar na Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) para entregar o dossier de candidatura das tertúlias móveis e dos festejos taurinos arrudenses a integrarem o Inventário do Património Imaterial Português. Este dia passa, a partir deste ano, a ser conhecido como O Dia das Tertúlias Móveis nas festas anuais da vila em Honra de Nossa Senhora da Salvação. E, para além de um almoço convívio e da habitual largada de touros nas ruas da vila, há também a inauguração de um monumento na rotunda que liga a Estrada Nacional 248-3 à auto-estrada 10.

“As tertúlias móveis é um fenómeno que se vê sobretudo em Arruda dos Vinhos. Há várias tertúlias tauromáquicas noutros locais e noutros eventos semelhantes a este, mas não são móveis”, sublinha Mário Anágua de Carvalho, vereador da câmara, frisando que o dossier de candidatura foi preparado ao longo de mais de um ano, com a recolha de muita informação sobre o historial e o funcionamento destas tertúlias móveis.

“Entendemos que pela singularidade das tertúlias móveis e dos festejos taurinos populares que se realizam em Arruda, pelo seu significado e pela sua originalidade a nível nacional, faz todo o sentido apresentarmos esta candidatura a Património Cultural Imaterial. As largadas de touros têm pelo menos 500 anos em Arruda. Há registos da sua realização quando o Rei D. Manuel I aqui esteve (refugiado da peste que assolava Lisboa). As tertúlias móveis são uma tradição mais recente, mas as largadas ganharam outra dimensão com o desfile e com o colorido das tertúlias móveis”, sustenta, por seu turno, André Rijo, presidente da câmara de Arruda, considerando que esta será uma forma de preservar e de valorizar mais estas tradições do concelho.
Origens em 1979

A primeira tertúlia móvel surgiu em Arruda em 1979, quando um grupo de amigos resolveu recuperar e pintar um velho autocarro e colocá-lo dentro do recinto das largadas de touros, no centro da vila. Nasceu, assim, a “Tertúlia Ambulante”. A ideia pegou e, nestes 39 anos, já foram criadas mais dez tertúlias ambulantes em Arruda, todas fruto da recuperação e adaptação de antigos autocarros, que são decorados e preparados para receber dezenas de convivas e de amigos convidados. Muitas delas estão dotadas também de fogareiros gigantes onde se assam a carne e o peixe, de frigoríficos para as bebidas, de televisores, de mesas e dos mais variados apetrechos característicos de uma tertúlia. Todos os anos, as onze tertúlias desfilam pelas ruas da vila e estacionam na Rua Cândido dos Reis, dentro do recinto das largadas de touros, que são, assim, vividas de maneira diferente numa relação directa com estas tertúlias ambulantes.

Nos últimos anos, o entusiasmo em torno das tertúlias móveis tem crescido bastante, assim como o número de associados. António José Narciso, presidente da tertúlia “Amigos da Galera” é, este ano, o porta-voz das tertúlias móveis arrudenses. “Penso que todas estas iniciativas valorizam as tertúlias de Arruda, que continuam a atrair muita gente. Em certos momentos não conseguimos mesmo deixar entrar mais ninguém, porque não temos espaço para mais”, constata, sublinhando que há também muitos jovens a envolverem-se e a renovarem o funcionamento destas tertúlias. “Há cada vez mais jovens dentro das tertúlias, o que é muito bom e permite manter esta dinâmica. Começou tudo em volta das largadas de touros, mas acho que já vai muito para além dos touros. Não faria sentido que houvesse tertúlias se não houvesse touros, mas creio que as tertúlias são cada vez mais espaços de amizade e de convívio entre as pessoas”, conclui.

Certo é que, para além das largadas de touros e do almoço convívio, o programa das Festas de Agosto ligado às tertúlias já é muito mais vasto. Este ano integra, ainda, a apresentação das t-shirts de cada uma das onze tertúlias para 2018, jogo de futebol, missa e vários momentos de animação musical. Nalguns casos, as actividades assumem o objectivo de angariar fundos para os Bombeiros locais.

Monumento na rotunda da A10

Durante esta edição 2018 das Festas de Arruda será inaugurada, na rotunda de acesso à 10, junto à localidade de À-do-Barriga, a cerca de 1,5 quilómetros de Arruda, um monumento alusivo às tertúlias móveis. Trata-se de um antigo autocarro de onze metros cedido pela empresa Barraqueiro, que tem sido decorado de acordo com o espírito das tertúlias móveis, que será colocado no interior da rotunda, juntamente com algumas figuras alusivas às largadas. “Será uma réplica de uma tertúlia móvel, um autocarro transformado que ali irá ficar”, simbolizando tudo o que se passa aqui nestes dias no recinto das largadas. É um autocarro decorado. Temos dois artistas a transformar o autocarro e a adaptá-lo ao que é uma tertúlia. E vamos ter figuras que simbolizam o movimento das próprias largadas, também com uma réplica de um toiro”, explica Mário Anágua de Carvalho

Fonte: PUBLICO

Tourada Azambuja prepara candidatura para tauromaquia passar a património imaterial

Este texto contem uma pérola de hipocrisia..
Este senhor quer fazer das pessoas da Azambuja que não gostam de tauromaquia, estúpidas!


O vereador, António José Matos, espera concluir o processo até ao final do ano. O autarca reconheceu que a sua materialização “não será fácil, mas não impossível”.

Capturar-publico
O município de Azambuja justifica esta candidatura, reivindicando particularidades e uma “ancestralidade taurina”

A Câmara de Azambuja, no distrito de Lisboa, reivindica uma “ancestralidade taurina” e pretende ver a tauromaquia reconhecida como património imaterial, estando a preparar uma candidatura, disse esta sexta-feira fonte da autarquia à agência Lusa.

Em declarações à Lusa, o vereador com o pelouro da Cultura na Câmara Municipal de Azambuja, António José Matos (PS), explicou que a autarquia ribatejana espera concluir até ao final do ano o processo de candidatura da tauromaquia a património imaterial. “Foi feito um levantamento intenso e percebeu-se que já vem de há muito a nossa génese no que diz respeito à tauromaquia, no que diz respeito ao adorar o touro, à diversão com o touro, à divindade do touro. Há uma trilogia touro, cavalo e campino que representam muito daquilo que somos”, justificou.

Nesse sentido, o autarca sublinhou que uma das particularidades do município, relativamente a outros com ligações taurinas, é que os seus habitantes “mesmo que não sejam dos mais aficionados às corridas de touros são em relação à figura do touro”. “Não somos fundamentalistas, embora haja um grande sentimento de pertença ao touro”, apontou. António José Matos destacou ainda o facto de “ninguém no actual executivo municipal ser anti-touradas, o que também facilita a elaboração do processo de candidatura”.

Relativamente ao processo de candidatura, que será submetido à Direcção-Geral do Património Cultural, o autarca reconheceu que a sua materialização “não será fácil, mas não impossível”. O município de Azambuja vai avançar sozinho nesta candidatura, reivindicando particularidades e uma “ancestralidade taurina”. “Não somos um concelho taurino de agora, mas de há muito tempo. Está na nossa génese”, atestou.

Fonte: Publico

Nota: O negrito e sublinhado é da minha responsabilidade!

Parlamento Tendência interna do CDS quer partido a defender touradas

Corrente de opinião quer pressionar Cristas antes da votação sobre o fim das corridas no Parlamento.

Há quem goste de ver touradas e se retraia por causa do sofrimento dos animais. O pensamento até já foi admitido publicamente pela líder do CDS, Assunção Cristas, e é para contrariar essa atitude que a Tendência Esperança em Movimento (TEM), corrente interna do partido, organiza no dia 28 uma conferência sobre o tema. Objectivo: pressionar o CDS a assumir uma posição clara a favor das corridas de touros, a uma semana de uma votação no Parlamento para acabar com as touradas ou com o seu financiamento público.

Crítica de algumas posições assumidas por Assunção Cristas, a TEM elogia o empenho da líder do CDS contra a eutanásia. E era essa a posição clara que a TEM, a única corrente oficializada no CDS, gostaria de ver assumida pelo partido sobre as corridas de touros.

A poucos dias da votação dos projectos do PAN e do BE – marcada para dia 6 de Julho – , a TEM promove uma conferência, na sede do partido, para tentar “desfazer mitos” sobre o espectáculo tauromáquico. Só foram convidadas figuras pró-touradas. “É aberta a todos. Não queremos que todos pensem como nós. Queremos que as pessoas fiquem esclarecidas, que decidam em consciência e assente na realidade”, afirmou ao PÚBLICO o porta-voz da tendência Abel Matos Santos. O democrata-cristão acrescenta um outro argumento: “Do outro lado os argumentos são falaciosos e manipuladores da verdade”.

Entre os convidados está Elísio Summavielle, ex-secretário de Estado socialista e actual presidente do Centro Cultural de Belém, que participa como aficionado. Já estão confirmados Hélder Milheiro, representante da Prótoiro, os cavaleiros Victor Mendes e Paulo Caetano, o veterinário e criador de touro bravo Joaquim Grave e o forcado José Fernando Potier.

Abel Matos Santos defende as touradas em Portugal como um legado histórico que o CDS tem de preservar e põe em causa a ideia do sofrimento do animal. “Quem for à conferência vai perceber que o bem-estar do animal é garantido na tourada. O touro e o cavalo realizam-se no espectáculo tauromáquico”, afirmou.

Em Março deste ano, Assunção Cristas disse ao Expresso ver as touradas “como um bailado” mas admitiu que, “se pensar muito muito, muito” no sofrimento do animal, terá pena. Mas há outros dirigentes que são aficionados e que defendem as corridas de touros.

As touradas associadas ao partido já foram uma tradição nos aniversários do CDS, mas deixaram de se realizar nos anos 90. Foi a Juventude Popular que quis retomar a tradição, em 2016, e organizou uma corrida de touros, embora tivesse o apoio “apagado” da direcção de Assunção Cristas, como na altura se queixaram os “jotas”.

O CDS vai ter de assumir uma posição no dia 6 quando forem votados os projectos de lei já entregues. A iniciativa do PAN determina a “abolição das corridas de touros em Portugal”, depois de 25 páginas de argumentação. O texto começa com um apontamento histórico, alegando que “a realização de touradas nunca foi consensual na sociedade portuguesa” e que, “ao longo dos últimos séculos, verificaram-se vários períodos em que praticamente deixaram de existir em Portugal”. No projecto, o PAN defende ainda que há um “declínio da indústria tauromáquica” e que é um sector inviável economicamente, referindo-se ainda ao impacto nas crianças e jovens, bem como ao sofrimento dos animais.

No caso do BE, os projectos de lei apresentados na Assembleia da República visam acabar com quaisquer apoios públicos às corridas de touros, não só em termos de financiamento, como também institucionais por parte da Presidência da República, Governo e autarquias. Os bloquistas defendem ainda que a transmissão televisiva das corridas só seja permitida entre as 22h30 e as 6h.

Fonte: Publico