Paz Número de golfinhos cresce em Hong Kong após crise do coronavírus interromper circulação de barcos

Um grande número de golfinhos retornou às águas de Hong Kong semanas após a crise da Covid-19 impedir a circulação de barcos de alta velocidade. Agora, pesquisadores estão pedindo proteção para os golfinhos antes que as atividades marinhas sejam retomadas.

Os golfinhos do Indo-Pacífico, também conhecidos como golfinhos brancos chineses e golfinhos cor de rosa, são nativos do estuário do Rio das Pérolas, mas normalmente evitam as águas entre Hong Kong e Macau devido à grande quantidade de barcos de alta velocidade.

A Dra. Lindsay Porter, cientista pesquisadora sênior da Universidade de St Andrews, disse ao The Guardian que estava conduzindo pesquisas regulares logo após Hong Kong e Macau fecharem suas fronteiras, quando ela notou muitos golfinhos.

“Foi na última semana de fevereiro, literalmente a semana após as balsas pararem de viajar entre Hong Kong e Macau”, disse ela. “Tenho estudado esses golfinhos desde 1993 e nunca vi nada parecido com essa mudança dramática antes, e a única coisa que mudou foi que 200 balsas pararam de viajar antes.”

Os moradores de Hong Kong emprestaram à sua equipe um iate e um barco para que pudessem embarcar nas rotas vazias das balsas e realizar um estudo da população.
“Por observações visuais, os golfinhos estão gastando muito mais tempo socializando, espirrando água na superfície, um pouco de preliminares, um pouco de sexo”, disse ela.

“Os golfinhos de Hong Kong normalmente vivem nas margens, estão estressados, passam o tempo comendo e descansando. Então, vê-los jogando … vê-los se divertindo, foi muito agradável”

A equipe instalou estações de gravação subaquáticas nas rotas das balsas, e Porter disse que o próximo estágio de sua pesquisa seria comparar as vocalizações emitidas antes da Covid, com o alto tráfego, e agora.

A equipe é parceira do WWF Hong Kong, e Porter disse que a ONG incentivou o desvio das balsas para longe da área, uma vez que o transporte pode ser reiniciado com “alguns dólares a mais” por passageiro.

“O ideal seria que menos balsas funcionassem e que a indústria de cassinos de Macau fizesse melhor uso de ponte entre os dois territórios, inaugurada em 2018”, disse Porter.

WWF Hong Kong acredita que havia cerca de 2.500 golfinhos no estuário. Porter disse que é historicamente difícil registrar populações com precisão, porque o habitat atravessou o território chinês continental. Contudo, em Hong Kong e nas águas adjacentes a espécie está em declínio.

Fonte: ANDA

TERRORISMO ESMAGADO POR MILHÕES DE VOZES EM TODO O MUNDO

«Não há machado que corte, a raiz ao pensamento, não há morte para o vento… não há morte» (Carlos de Oliveira)

Ontem, dia 11 de Janeiro de 2015, todo o mundo civilizado (e não só os que se juntaram na Praça da República em Paris), disse um rotundo não ao terrorismo e demonstrou que é possível a união dos povos ao redor da liberdade de culto, de ideias, de expressão, de culturas e da civilização que ainda não chegou a quem em nome de um deus assassina seres humanos.

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Foto: Peter Dejon/AP

Um uníssono grito em Paris contra os que querem impor ao mundo a desordem da mente

O mundo não mais será o mesmo depois desta demonstração de força contra os fracos de espírito.

Ontem, o terrorismo foi reduzido à sua insignificância.

Podem calar umas tantas vozes, mas milhares de outras se farão ouvir e gritarão que um deus, porque é um ser superior, não se ofende com meros desenhos satíricos, alguns de muito mau gosto (deve dizer-se), uma vez que não passam de riscos e dizem apenas da personalidade de quem os cria.

E nenhum terráqueo, por muito que se julgue representante do divino, tem o direito de fazer a justiça que cabe unicamente aos deuses colocados em causa por esses desenhos.

Ontem, juntaram-se líderes políticos de todo o mundo.

Ontem, gente de todas as crenças religiosas e políticas uniram-se para mostrar que a liberdade é possível.

Notou-se a estranha ausência de Barack Obama (ou de um seu representante mais directo) e também a ausência de líderes religiosos muçulmanos (estiveram lá líderes políticos muçulmanos, o que não é a mesma coisa), para dizerem, com a sua presença, o que com as palavras não dizem.

Repudiar actos terroristas de extremistas, perpetrados em nome de uma religião, seja qual for, qualquer cidadão comum, com um mínimo de lucidez o faz.

O que é preciso é que sejam os próprios líderes religiosos a orientarem esses extremistas, perdidos no tempo, no sentido do caminho de uma prática religiosa pacífica e livre do estigma da vingança.

No entanto, desde o ano 632, os muçulmanos não se entendem numa questão primordial: quem é o elemento congregador do Islamismo, ou seja, o correspondente ao Papa cristão, que aglutina as questões da fé?

Existem muitos títulos para designar os líderes religiosos e políticos muçulmanos: Aiatolá, Califa, Emir, Imã, Marajá, Rajá, Mulá, Ulemá, Paxá, Sultão, Vizir, Xá, Xeque, contudo, as entidades islâmicas de topo ainda não chegaram a um consenso (e existem várias facções que os dividem) daí que não seja fácil uma liderança que possa manter a unidade da fé islâmica e desmistificar a questão do “mártir”, que conduz a actos condenáveis à luz da razão ou de qualquer desígnio divino.

No entanto, e apesar destas ausências notadas, milhões de pessoas, por todo o mundo, deixaram uma mensagem bem clara aos terroristas: nenhuma arma de fogo jamais calará as vozes da consciência dos povos livres e civilizados.

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/terrorismo-esmagado-por-milhoes-de-501667