MUDANÇAS CLIMÁTICAS Jovens acusam governo brasileiro de violar o Acordo de Paris

“O Brasil consegue, assim, a proeza de ter uma meta menos ambiciosa do que a anterior”, afirma Txai Bandeira Suruí, do Engajamundo.

Seis integrantes do Engajamundo e do Fridays For Future Brasil, solicitaram na terça-feira (13) que a meta brasileira, anunciada no final de 2020, para o Acordo de Paris seja anulada. De acordo com o grupo, a meta viola o tratado internacional do clima, proposto em 2015.

O Acordo de Paris é um compromisso firmado entre 195 países com a meta de reduzir a emissão de gases do efeito estufa e manter o aumento da temperatura do planeta bem abaixo dos 2ºC, e entrou em vigor no dia 4 de novembro de 2016.

Os jovens Txai Bandeira Suruí, Paloma Costa, Paulo Ricardo Santos, Thalita Silva e Silva, Marcelo Rocha e Daniel Holanda acusam o Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, o ex-Ministro Ernesto Araujo e a União de terem cometido uma “pedalada” climática ao elevar os níveis de emissões líquidas atestadas pela NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada).

A “pedalada” climática

Em 2015, foi apresentada a primeira NDC do governo brasileiro, que prometia diminuir suas emissões em 37% em 2025 em comparação aos níveis de 2005. Para 2030, o Brasil estabeleceu a meta de 43% de redução.

Contudo, a nova NDC mudou os cálculos dos níveis de emissão de gás carbônico cometido pelo país, de 1,3 bilhão de toneladas de gás carbônico em 2015, em relação a 2025, para 1,76 bilhão de toneladas e 1,2 bilhão de toneladas em relação a 2030 para 1,2 bilhão de toneladas.

O novo cálculo, ao aumentar os níveis de emissão produzidos pelo país, consegue então aumentar a margem de emissões que o Brasil produzirá em 2030, para 400 milhões de toneladas em relação ao que havia sido estimado anteriormente.

“O Brasil consegue, assim, a proeza de ter uma meta menos ambiciosa do que a anterior. Isso é uma flagrante violação do Acordo de Paris, que só admite aumento no nível de ambição das NDCs, nunca uma redução”, afirma Txai Bandeira Suruí, do Engajamundo.

“Não tem outra forma de intervir sobre essas políticas públicas que põem em risco nosso futuro e nos deixam mais longe de cumprir as metas do Acordo de Paris, que já são pequenas”, complementou Marcelo Rocha. “A pedalada climática feita por este governo é uma ameaça não apenas para os jovens brasileiros, mas para todo o planeta.”

Repúdio internacional

O consórcio internacional Climate Action Tracker rebaixou a meta brasileira de “insuficiente” para “altamente insuficiente”, e motivou uma carta igualmente inédita de uma rede internacional de 1,3 mil ONGs para a Convenção do Clima da ONU, pedindo que ela não fosse acolhida, afirma o site Vegazeta.

O documento compromete ainda mais a imagem internacional do Brasil, como um país não interessado em se engajar na frenagem do aquecimento global e impedindo o ingresso do país na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Apoio político

Oito ex-ministros do Meio Ambiente, sendo eles Carlos Minc, Edson Duarte, Gustavo Krause, Izabella Teixeira, José Carlos Carvalho, Marina Silva, Rubens Ricupero e Sarney Filho, assinaram uma carta, apoiando o pleito dos jovens.

“Contrariando o texto do Acordo de Paris, a nossa Constituição Federal e nossa legislação, o governo brasileiro, por meio de um artifício contábil, concretizou um retrocesso em sua ambição climática apresentada junto ao secretariado da Convenção do Clima. Essa coligação com as determinações do Acordo trará sérias consequências negativas para o Brasil, nesse quadro, manifestamos nosso total apoio à acção popular apresentada pelos seis jovens ativistas climáticos”. Afirmam os ex-ministros.

Fonte: ANDA

MUDANÇAS CLIMÁTICAS ‘Atlantificação’ do oceano Ártico preocupa cientistas e ameaça vida marinha

Com as mudanças registradas no oceano Ártico, o clima global e os níveis do mar podem ser alterados

A “atlantificação” do oceano Ártico é um fenômeno que tem preocupado cientistas. Nos últimos 50 anos, a temperatura na região mais do que dobrou em relação ao restante do planeta – isso porque o Ártico está esquentando mais do que qualquer outra parte do planeta.

O problema, no entanto, não é apenas a alteração da temperatura causada pelas mudanças climáticas, mas também a atlatificação causada em uma parte do Ártico denominada mar de Barents, onde a estrutura do oceano está se transformando.

“Foi uma mudança enorme e rápida”, disse Igor Polyakov, cientista do Centro Internacional de Pesquisa do Ártico da Universidade do Alasca, nos Estados Unidos, à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.

“Quando iniciamos nosso programa NABOS (para monitorar as mudanças climáticas no Oceano Ártico) em 2002, usamos um navio quebra-gelo russo. Diante de nossos olhos, o sistema mudou e agora não precisamos operá-lo nas mesmas áreas”, acrescentou.

Um fenômeno exclusivo da região garante que as águas mais quentes, com temperaturas acima de zero grau, e salgadas do Atlântico se mantenham separadas do gelo na superfície por uma camada intermediária. No entanto, essa estratificação que mantém separado o gelo das águas quentes está diminuindo em partes do mar de Barents.

“O explorador norueguês Fridtjof Nansen foi o primeiro a documentar (na década de 1890!) que houve um influxo de água quente e salgada do Atlântico ao oceano Ártico através do estreito de Fram e do mar de Barents”, explicou Polyakov.

Segundo a cientista espanhola Carolina Gabarró, pesquisadora do Instituto de Ciências Marinhas (CSIC) de Barcelona e especialista em sensoriamento remoto de oceanos e pólos, “o oceano Ártico é altamente estratificado” e essa estratificação acontece por conta das diferenças de salinidade. “Na camada superior, há água doce e mais fria (menos densa), e na camada inferior, águas mais quentes e salgadas (mais densa)”, comentou Gabarro.

A parte superior, onde o gelo se forma, é a que contem salinidade mais baixa. “Quando o gelo marinho se forma, ocorre um processo chamado rejeição da salmoura ou expulsão da salmoura, pelo qual os sais que estão na água começam a sair”, disse o cientista mexicano Sinhué Torres Valdés, do Instituto de Pesquisas Polares e Alfred Wegener, na Alemanha.

“Ou seja, no processo de congelamento a água se livra dos sais. E aí quando esse gelo derrete a quantidade de sal que há é muito menor e forma uma camada de água doce”, completou.

A camada intermediária que separa as águas quentes e salgadas do Atlântico do gelo é denominada haloclina. “A haloclina é uma camada da coluna de água na qual a salinidade da água muda rapidamente com a profundidade”, explicou Gabarro.

Essa camada, entretanto, está cada vez menor em regiões do mar de Barents. “Observamos um aumento na temperatura da água na zona, o que produz um aumento do ritmo do degelo. Isso faz com que a coluna de água mude e uma maior quantidade de água do Atlântico penetre no Ártico. Chamamos isso de atlantificação do Ártico”, afirmou Gabarró.

O pesquisador Polyakov lembrou ainda que o Atlântico tem despejado nas bacias polares águas mais quentes e com menor índice de salinidade nos últimos anos. Além disso, mudanças na estrutura do oceano estão sendo registradas por boias ancoradas com instrumentos que medem a temperatura.

“Temos evidências de que a haloclina está diminuindo no oeste do oceano Ártico”, disse Polyakov. “E os registros das âncoras mostram um enfraquecimento da estratificação no oceano oriental, na bacia eurasiana, com fluxos mais fortes de águas do Atlântico que impactam o gelo marinho”, completou.

Segundo o cientista, “a diminuição da quantidade de gelo marinho na zona do mar de Barents, e no oceano Ártico em geral, aumenta o afluxo de água do Atlântico”.

Essas alterações no oceano Ártico podem gerar consequências para todo o planeta, além de impactar a vida marinha local. “As plantas terrestres precisam de minerais e dióxido de carbono para crescer. O que acontece no mar não é muito diferente. Mas, em vez do solo, temos água do mar onde se dissolvem o CO₂ e os sais que contêm elementos essenciais para a vida, por exemplo nitratos, que são um tipo de sais que contêm nitrogênio, ou fosfatos que contêm fósforo”, explicou Torres Valdés.

“O gelo derretido pode fortalecer a estratificação da coluna d’água, evitando que os nutrientes (que são mais abundantes nas camadas profundas) se misturem com as águas superficiais (nas quais o fitoplâncton os usa para crescer)”, acrescentou.

O fitoplâncton é o alimento do zooplâncton (organismos animais), do qual os peixes se alimentam. Peixes esses que, depois, são consumidos pelas focas, que são presas de ursos polares e orcas. Dessa forma, o impacto nos nutrientes no oceano Ártico pode prejudicar o ecossistema como um todo.

“Muitos organismos se adaptaram ao longo de muitos anos às condições do Ártico e seus ciclos estão intimamente ligados à formação e derretimento do gelo”, lembrou Torres Valdés. “Se esses ciclos forem interrompidos, pode haver consequências para todo o ecossistema”, completou.

Os pesquisadores também acreditam que algumas espécies, como peixes, podem estar migrando para o norte por conta da atlantificação, o que pode prejudicar animais que as consomem. Além disso, outras espécies mais comuns no Atlântico podem estar migrando para o Ártico.

Os estudos agora tentam descobrir se a atlantificação é irreversível. “A atlantificação é um mecanismo muito eficaz para derreter mais gelo do que se pensava. Acho que é possível que a atlantificação possa determinar algum ponto sem retorno na transição sazonal do gelo marinho nesta região”, explicou Polyakov.

Com essas mudanças, o clima global e os níveis do mar podem ser alterados. “O desaparecimento do gelo do mar pode afetar não apenas as regiões polares, mas em áreas remotas. Por esta razão, a atlantificação pode ser um dos principais mecanismos que está afetando indiretamente as mudanças climáticas nas regiões de latitudes mais baixas”, concluiu Polyakov.

Fonte: ANDA

MUDANÇAS CLIMÁTICAS Temperaturas das partes mais profundas do oceano estão subindo rapidamente

O aquecimento do oceano contribui para o aumento do nível do mar e para eventos climáticos mais extremos, como furacões.

Mesmo as águas completamente escuras e quase congelantes no fundo do oceano – longe de onde os humanos vivem e queimam combustíveis fósseis – estão se aquecendo lentamente, de acordo com dados de um estudo de uma década com medições a cada hora.

As temperaturas estão subindo mais rápido do que se pensava, conforme registrado em estações localizadas em quatro profundidades diferentes no Oceano Atlântico ao largo da costa do Uruguai. Entre 2009 e 2019, a água da região em pontos entre 1.360 metros e 4.757metros de profundidade aqueceu de 0,02 a 0,04 °C.

A mudança pode parecer minúscula, mas é significativa.

“Se você pensar na dimensão do mar profundo, percebe que é uma enorme quantidade de calor”, disse Christopher Meinen, oceanógrafo da US National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA – Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) e principal autor do estudo, publicado na revista Geophysical Research Letters.

Embora seja um consenso que o mar profundo está se aquecendo, os cientistas tinham que confiar em dados de momento, coletados a cada 10 anos em navios de pesquisa. Modelos climáticos descobriram que até o final do século altos níveis de poluição climática penetrarão mais fundo no oceano, ameaçando criaturas marinhas que vivem nas profundezas.

Cerca de 90% do calor absorvido pela Terra vai para os oceanos. Embora eles se aqueçam lentamente, o calor faz com que as moléculas de água se expandam, contribuindo para o aumento do nível do mar. Isso também intensifica furacões.

A título de comparação, as temperaturas globais, tanto da superfície terrestre quanto do oceano, estão aquecendo muito mais rápido. Em 2009, a temperatura aumentou 0,56°C em relação à média de longo prazo. Em 2019, foram 0,95°C a mais, segundo dados da NOAA.

Meinen, que falou por si próprio e não em nome da agência governamental, disse que as novas descobertas são consistentes com as mudanças climáticas causadas pelo homem. No entanto, mais pesquisas são necessárias para tirar conclusões definitivas porque não há dados históricos suficientes sobre o mar profundo, que não foi tão estudado quanto a atmosfera terrestre.

“Não esperávamos que você visse variações tão profundas de hora a hora e dia a dia “, disse Meinen. “Há processos ocorrendo no mar profundo que estão fazendo as coisas mudarem rapidamente e nós realmente não sabemos quais são esses processos ainda.”
Os dados da pesquisa vieram de um pacote de instrumentos que os cientistas vinham usando há anos para estudar as correntes oceânicas. Depois de ler um estudo da Universidade de Rhode Island (EUA), a equipe percebeu que o instrumento que usavam, uma espessa esfera de vidro “pesada” por barras e placas para se afundar, também incluía um sensor de temperatura que havia sido incorporado ao seu sensor de pressão.

Os cientistas também concluíram que as temperaturas das profundezas dos oceanos devem ser medidas pelo menos anualmente para conseguirmos entender as tendências de longo prazo. Eles esperam que o estudo possa instruir outros que utilizem instrumentos semelhantes a examinarem seus próprios dados de temperatura.

Um sistema melhor para observar o oceano – incluindo o mar profundo – poderia ajudar
os cientistas a prever o clima sazonal para que os agricultores possam escolher melhor quais culturas plantar, disse Meinen.

Fonte: ANDA

MUDANÇAS CLIMÁTICAS Aquecimento no Polo Sul está acontecendo três vezes mais rápido do que no resto do mundo, mostra pesquisa

Mudança dramática no interior da Antárctica nas últimas três décadas é resultado dos efeitos da variabilidade tropical e do aumento dos gases do efeito estufa

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Há muito tempo, os cientistas climáticos pensavam que o interior da Antárctida poderia não ser tão sensível ao aquecimento. Porém, uma pesquisa publicada recentemente mostra uma mudança dramática.

Ao longo dos últimos 30 anos, o Polo Sul tem sido um dos lugares que mudou de forma mais rápida no planeta, ocorrendo um aquecimento três vezes mais rápido do que no restante do mundo.

“Os meus colegas e eu debatemos que estas tendências de aquecimento são improváveis apenas como resultado da variabilidade natural do clima. Os efeitos das alterações climáticas provocadas pelo homem parecem ter trabalhado conjuntamente com a influência significativa que a variabilidade natural nos trópicos tem sobre o clima da Antártida. Juntos, fazem com que o aquecimento do Polo Sul seja uma das tendências de aquecimento mais fortes do planeta”, disse o autor.

O Polo Sul não está imune ao aquecimento

O Polo Sul está localizado na região mais fria da Terra: o platô antárctico. As temperaturas médias variam de -60ºC durante o inverno para apenas -20ºC durante o verão.

O clima da Antártica geralmente sofre uma grande variação de temperatura ao longo do ano, com fortes contrastes regionais. A maior parte do oeste da Antárctica e da Península Antártica estavam aquecendo durante o final do século 20. Porém, no interior continental do Polo Sul, remoto e de grande altitude _esfriou até a década de 1980.

Os cientistas têm monitorado a temperatura na estação Amundsen-Scott no Polo Sul, o observatório meteorológico mais austral do planeta, desde 1957. É um dos mais longos registros completos de temperatura no continente antárctico.

A análise dos dados das estações meteorológicas do Polo Sul mostra que ocorreu aquecimento de 1,8ºC entre 1989 e 2018, mudando mais rapidamente desde o início dos anos 2000. Durante o mesmo período, o aquecimento no oeste da Antártida parou de repente e a Península Antárctica começou a esfriar.

Um dos motivos do aquecimento do Polo Sul foram os sistemas mais fortes  de baixa pressão e o clima mais tempestuoso ao leste da Península Antártica no Mar de Weddell. Com fluxo no sentido horário em torno dos sistemas de baixa pressão, tem transportado ar quente e húmido ao platô antárctico.

Aquecimento do Polo Sul está ligado aos trópicos

O estudo também mostra que o oceano no oeste do Pacífico tropical começou a aquecer rapidamente no mesmo tempo que o Polo Sul.

Descobriram que quase 20% das variações de temperatura ao ano no Polo Sul estavam ligadas às temperaturas do oceano no Pacífico tropical, e vários dos anos mais quentes no Polo Sul nas últimas duas décadas aconteceram quando o oeste do Oceano Pacífico tropical também estava incomumente aquecido.

Para investigar esse possível mecanismo, foi realizado um experimento de modelo climático e foi descoberto que esse aquecimento oceânico produz um padrão de onda atmosférica que se estende através do Pacífico Sul até a Antárctida. Isso resulta em um sistema mais forte de baixa pressão no Mar de Weddell.

Sabe-se de estudos anteriores que as fortes variações regionais nas tendências de temperatura são em parte devido ao formato da Antárctida.

O manto de gelo do leste da Antárctica, limitado pelos oceanos Atlântico Sul e Índico, se estende mais ao norte do que o manto de gelo do oeste da Antártica, no Pacífico Sul. Isso causa dois padrões climáticos distintos com diferentes impactos climáticos. Ventos mais constantes do oeste em volta do Leste da Antárctica mantêm o clima local relativamente estável, enquanto tempestades intensas frequentes no Pacífico Sul transportam ar quente e úmido para partes do oeste da Antártica.

Os cientistas sugeriram que estes dois padrões meteorológicos diferentes, e os mecanismos que conduzem a sua variabilidade, são a razão provável para uma forte variabilidade regional nas tendências de temperatura da Antárctida.

O que isso significa para o Polo Sul

A análise revela que variações extremas nas temperaturas do Polo Sul podem ser explicadas em parte pela variabilidade tropical natural.

Para estimar a influência das mudanças climáticas induzidas pelo ser humano, foram analisadas mais de 200 simulações de modelos climáticos com concentrações de gases de efeito estufa observadas no período entre 1989 e 2018. Estes modelos climáticos mostram que aumentos recentes de gases de efeito estufa possivelmente contribuíram com cerca de 1ºC do total de 1,8 ºC do aquecimento no Polo Sul.

Também foram usados modelos para comparar a recente taxa de aquecimento com todas as possíveis tendências de temperatura do Polo Sul de 30 anos que ocorreriam naturalmente sem a influência humana. O aquecimento observado excede 99,9% de todas as tendências possíveis sem influência humana – e isso significa que o aquecimento recente é extremamente improvável em condições naturais, embora não seja impossível.

Parece que os efeitos da variabilidade tropical funcionaram em conjunto com o aumento dos gases de efeito estufa, e o resultado final é uma das tendências de aquecimento mais fortes do planeta.

Estas simulações de modelos climáticos revelam a natureza notável das variações de temperatura do Polo Sul. A temperatura observada no Polo Sul, com medições que datam desde 1957, mostra as variações de temperatura de 30 anos que variam entre mais de 1ºC de resfriamento durante o século 20 para mais de 1,8 ºC de aquecimento nos últimos 30
anos. Isso significa que as oscilações multidecadais de temperatura são três vezes mais fortes do que o aquecimento estimado da mudança climática causada pelo homem, que é de aproximadamente 1ºC.

A variabilidade de temperatura no Polo Sul é tão extrema que atualmente mascara os efeitos causados pelo homem. O interior da Antárctida é um dos poucos lugares da Terra onde o aquecimento causado pelo homem não pode ser determinado com precisão, o que significa que é um desafio dizer se, ou por quanto tempo, o aquecimento continuará.

O estudo revela que mudanças climáticas extremas e abruptas fazem parte do clima do interior da Antárctida. Estas provavelmente continuarão no futuro, trabalhando para esconder o aquecimento provocado pelo homem ou para intensificá-lo quando os processos de aquecimento natural e o efeito estufa trabalhem em conjunto.

*Kyle Clem é pesquisador da ciência climática da Universidade Victoria de Wellington.

Fonte: ANDA

ACTIVISMO Meghan Markle pede aos fãs que se juntem à Greta Thunberg no combate às mudanças climáticas

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Meghan Markle e o príncipe Harry pediram aos seus seguidores nas mídias sociais que apóiem a activista vegana sueca de 16 anos, indicada ao Prémio Nobel da Paz, Greta Thunberg.

A organização da juventude activista contra a mudança climática, This is Zero Hour, a primatologista e ambientalista Dra. Jane Goodall, a organização focada na mudança climática da Fundação Leonardo DiCaprio, e a organização de conservação da vida selvagem Elefantes Sem Fronteiras estavam entre outras contas do Instagram que Markle e o príncipe Harry estimularam os fãs a seguir e acessar para aprender mais sobre a situação do planeta.

“Há um relógio correndo e o tempo esta acabando para protegermos nosso planeta”, escreveram em sua página no Instagram, Sussex Royal.

“Com a mudança climática, a deterioração de nossos recursos naturais, a ameaça à vida selvagem, o impacto dos plásticos e microplásticos e as emissões de combustíveis fósseis, estamos colocando em risco esse belo planeta que chamamos de lar – para nós mesmos e para as gerações futuras. Vamos salvá-lo. Vamos fazer a nossa parte”.

A influência de Greta Thunberg

Nos últimos meses, Thunberg tornou-se a voz e o rosto dos jovens ambientalistas em todo o mundo. Ela liderou greves e protestos nas escolas, fez discursos poderosos e chamou os líderes mundiais à responsabilidade.

“Esse comportamento irresponsável contínuo será, sem dúvida, lembrado na história como um dos maiores fracassos da humanidade”, disse ela aos parlamentares do Reino Unido em Westminster no início deste ano, informa o jornal The Guardian. Ela estava se referindo ao fracasso das autoridades em tomar uma acção significativa e efectiva em relação à actual crise climática.

“O actual apoio do Reino Unido à nova exploração de combustíveis fósseis, como por exemplo a indústria de extracção de gás de xisto do Reino Unido, a expansão dos campos de petróleo e gás do Mar do Norte, a expansão dos aeroportos e a permissão de planejamento para uma nova mina de carvão, é absurdo ”, disse ela.

O príncipe Harry parece concordar com o sentimento da jovem activista. Ele disse em uma declaração no Instagram, “danos ambientais têm sido tratados como um subproduto necessário do crescimento económico. Esse pensamento esta tão profundamente arraigado que foi considerado parte da ordem natural que o desenvolvimento da humanidade venha às custas do nosso planeta”.

Ele continuou: “Só agora estamos começando a perceber e entender o dano que estamos causando. Com quase 7,7 bilhões de pessoas habitando a Terra, cada escolha, cada pegada e cada ação faz a diferença”.

Fonte: ANDA

MUDANÇAS CLIMÁTICAS Quais animais sobreviverão em uma Antártica cada vez mais quente?

Com as mudanças climáticas, alguns organismos sairão perdedores, enquanto outros triunfarão no novo ambiente antártico


O pinguim-imperador é um exemplo de animal que, de acordo com os pesquisadores, enfrentará grandes dificuldades para sobreviver em uma Antártica mais quente.

O aquecimento global tem produzido efeitos em todo o mundo, e a Antártica não é exceção. No entanto, possuidor de um ecossistema único, o continente pode sofrer de forma ímpar com as recentes mudanças climáticas.

Um estudo publicado no periódico científico Frontiers in Marine Science buscou compreender como as alterações na temperatura do mundo podem afetar a vida animal na Antártica. Os cientistas tomaram como base os possíveis impactos de um clima mais quente, da redução do nível do mar e das mudanças na disponibilidade de comida, para entender quem seriam os vencedores e perdedores da transformação climática no território.

O resultado encontrado foi de que predadores do assoalho marinho, como estrelas-do-mar, e animais como a água-viva se beneficiarão com a transformação do seu habitat. Também serão positivamente influenciados os seres que se alimentam de restos orgânicos, a exemplo do ouriço-do-mar.

Por outro lado, o pequenino crustáceo chamado krill será muito prejudicado pelo aquecimento global. Uma das principais consequências do aumento da temperatura na Antártica é a quebra e o desaparecimento de geleiras e blocos de gelo. Embaixo desse gelo, no entanto, vivem muitas algas, das quais esses organismos se alimentam quando jovens. Assim, essa alteração causará uma redução do número de krill. Em consequência, pinguins-de-barbicha e baleias-jubarte, os quais costumam se alimentar desse crustáceo, sofrerão com a mudança.

Já o icônico pinguim-imperador será negativamente afetado porque usa esses blocos de gelo como local para se reproduzir. Quando essas estruturas forem destruídas, o animal encontrará muitas dificuldades nesse sentido.

De acordo com os cientistas responsáveis pela pesquisa, os próximos passos incluem coletar mais dados e pesquisar outros fatores que podem impactar a vida dos organismos que vivem na Antártica.

Fonte: ANDA

 

Conservador Ambiental Príncipe Harry pede ação imediata contra as mudanças climáticas

O duque de Sussex e sexto na linha do trono britânico, alerta para as consequências do aquecimento global

O príncipe Harry e a sua esposa, Meghan Markle,  participaram do Australian Geographic Society Awards, em Sydney, Austrália. O príncipe aceitou um prêmio por uma excelente contribuição para a conservação global em nome da rainha, sua avó. O prêmio celebrou a iniciativa Queen’s Commonwealth Canopy , que foi lançada em 2015 para destacar a difícil situação das florestas do mundo.

Príncipe Harry e Meghan Markle.

Ao aceitar o prêmio, o príncipe do Reino Unido aproveitou a oportunidade para defender as ações que devem ser tomadas para o meio ambiente.

“Não podemos continuar a poluir os oceanos com plásticos, não podemos continuar a respirar ar poluído enquanto cortamos nossas florestas, não podemos deixar nossa fauna desaparecer da terra ou pescar nos mares”, enfatizou o membro da família real.

Apelando aos governos, corporações e indivíduos, o Príncipe Harry encorajou: “Cada um de nós vai parar e impedir a destruição do nosso planeta e, perceber o privilégio que é vivermos ao lado da natureza.”

O duque também fez referência a discursos feitos por seu pai em 1970, o príncipe Charles. Ele citou: “houve uma época em que achamos que o mundo pertencia a nós. Agora, estamos começando a perceber que não, nós não fomos colocados neste planeta para destruí-lo.” Apesar de quase cinquenta anos desde então, o duque apontou como esses sentimentos ainda ressoam nos dias de hoje.

“A ideia de que estes são problemas da próxima geração não é uma visão que podemos aceitar”, alertou.

No entanto, o príncipe compartilhou uma mensagem de esperança.  “Os jovens agora compreendem muito melhor do que as gerações anteriores, que simplesmente não podemos continuar a destruir o nosso planeta sem enfrentar consequências irreversíveis.” Portanto, ele disse: “Estou confiante de que mudanças positivas e permanentes estão no horizonte.”

casal real também premiou o Jovem Aventureiro e o Jovem Conservacionista do Ano, celebrando ações positivas para proteger a Terra.

Fonte: ANDA

Mudanças climáticas Aumento do nível do mar e derretimento de geleiras ameaçam sobrevivência de ursos polares

Fotos do habitat dos ursos polares no Canadá denunciam mudanças climáticas que ameaçam a espécie

O fotógrafo Florian Ledoux, de 28 anos,  registrou imagens de um urso polar no seu habitat. O território de Nunavut é o mais setentrional do Canadá e inclui a maioria das ilhas árticas do país.

Nas fotos, o urso polar mostra suas habilidades de camuflagem enquanto ele anda entre os lençóis de gelo. Entretanto, o processo cada vez maior de encolhimento do gelo e aumento do nível do oceano está dificultando a existência desses animais nesses locais.


Os ursos polares têm uma capacidade enorme de se camuflarem em seu habitat


Sombra de urso polar mostra como os dias quentes estão contribuindo para o derretimento do gelo

Tendo a área cada vez mais inundada pela água, os ursos observados achavam jeitos de pular entre um pedaço fino de gelo para o outro.

O fotógrafo disse que observou as criaturas nos santuários de gelo e viu fiordes livres de gelo, com as últimas geleiras praticamente desaparecidas.

Os ursos polares contam com esses pedaços de gelo para caçar, mas a União Internacional para a Conservação da Natureza alertou que sua população vai cair se a perda de gelo marinho continuar devido à mudança climática.


Os ursos têm de pular de uma camada fina de gelo para outra


As geleiras tendem a derreter cada vez mais, o que pode ameaçar os ursos polares
Florian disse: “A ideia de ver ursos polares em estado selvagem estava na minha cabeça desde o dia em que fui ao Ártico, quando eu tinha 11 anos de idade. Eu não sabia que iria capturar essas imagens únicas, mas queria fotografá-las de cima”.

“Para mim, não há melhor sensação do que estar perto desses magníficos mamíferos, compartilhando um espaço com eles”.

“Sempre me lembrarei daquele momento em que vi meu primeiro urso polar, chorei durante as três horas que ficamos perto deles”.

“Mas agora, é hora de agir para proteger esses animais e quero que minhas fotos ajudem a criar mais Áreas de Conservação Marinha”.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Mortes de ursos polares mostram efeitos devastadores causados pelas mudanças climáticas

Reprodução / Instagram

Enquanto incidentes meteorológicos são frequentemente divulgados pela mídia, o impacto que as mudanças climáticas causam à fauna planetária é pouco discutido. Cientistas acreditam que estamos no meio do sexto período maciço de extinção na Terra. Nós perdemos cerca de 52% da vida animal no planeta nos últimos 40 anos. Ao contrário de todos os outros períodos de extinção em massa no planeta, este é causado por nós.

É importante que a humanidade perceba o impacto que suas ações causam no meio ambiente. Com isso em mente, o fotógrafo da natureza e conservador Paul Nicklen postou uma mensagem e as seguintes fotos  no Instagram:

“Em 30 anos vivendo no Ártico, quatro deles como biólogo trabalhando em projetos sobre o urso polar e os últimos 20 como fotógrafo da vida selvagem, eu só vi um urso polar morto. No ano passado, em um período de 2 semanas, achamos dois que haviam morrido de fome. ”

Reprodução / Instagram

O urso polar é apenas uma das espécies que se tornou vítima da mudança climática. Esses animais dependem do gelo no mar para morar e caçar. Enquanto as temperaturas no Ártico sobem, o gelo quebra e se separa, criando distâncias muito vastas para que esses ursos atravessem. É desolador saber que nós podemos ter causado o declínio de um símbolo tão poderoso do grande território gelado do Norte. É algo que precisamos resolver se quisermos ajudar esses animais.

Enquanto a queima de combustíveis é um dos fatores que mais agrava o efeito estufa, há uma indústria responsável por mais emissões do que o setor de transportes: a agricultura animal.

De acordo com o One Green Planet, nosso sistema alimentar mundial dominado pela indústria de carne é o centro da nossa crise ambiental.

Essa indústria destrutiva ocupa mais da metade das terras aráveis, usa a maioria da água potável e emite gases poluentes. Em adição a isso, esse sistema causa poluição excessiva da terra e da água, desmatando e deixando várias espécies à beira da extinção.
A boa notícia é que, se agirmos, podemos pôr um fim nessa destruição. Simplesmente escolhendo parar de consumir carne e produtos derivados de animais você pode reduzir pela metade sua emissão de carbono, preservar a água e diversas espécies de animais. Com a variedade de produtos naturais disponível, nunca foi tão fácil se alimentar tendo o bem-estar do planeta em mente.

Fonte: ANDA