O OLHAR DE UM MÉDICO VETERINÁRIO SOBRE A TOURADA À CORDA

«Na Tourada à Corda o sofrimento psicológico do animal é forte», salienta o Dr. Vasco Reis, Médico Veterinário, que dá a cara pela Causa Animal.

O que hoje publico é um texto escrito por quem sabe.

Porém, poderia ser também um texto escrito por quem sente, porque existem coisas que, basta um olhar, para nos ferir o coração e a alma, o que é um indicador da existência de empatia, o sentimento maior que faz do homem um ser humano, e que na questão animal (como em tudo na vida) faz toda a diferença entre os seres humanos, e os seres desumanos desprovidos de alma e de empatia, o que os leva a divertirem-se com o sofrimento de um ser vivo.

Bem-haja, Dr. Vasco Reis!

O OLHAR DE VASCO REIS.jpg

NOBLESSE OBLIGE

 

Texto do Dr. Vasco Reis (Médico Veterinário)

«Tenho muito gosto em estar aqui na defesa de animais não humanos e humanos (pessoas) deste país, Portugal.

Sou Vasco Reis, médico veterinário aposentado, conhecedor da tourada à portuguesa e da tourada à corda. Fui médico veterinário municipal no Concelho da Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, de 1986 a 1989, terra onde existem bastantes aficionados e se organizam muitas touradas à corda. Fui, então, incumbido pelo município da PV de examinar, avaliar e fazer acompanhamento e intervenção (nomeadamente, a retirada de bandarilhas/arpões) nos touros que eram ali toureados à portuguesa. É inegável que os touros lidados à portuguesa sofrem imenso psicológica e fisicamente antes, durante e após a Tourada. O sofrimento só termina quando são sofridamente abatidos.

E, acompanhei, também, algumas touradas à corda.

Na Tourada à Corda o sofrimento psicológico do animal é forte:

1º – Desde que é retirado do campo onde se encontrava acompanhado;

2º- Acrescido da corda que lhe é imposta ao pescoço e que os pastores seguram para o travar e dirigir;

3º- Pela provocação e alarido da multidão.

O Sofrimento físico é constante:

1º – Pelo esforço/esgotamento das correrias por percursos muito variados e até acidentados;

2º- Pelo elevado risco de lesões que pode sofrer no percurso por onde corre, salta, tomba, embate, pelo forte e agressivo esticão da corda – Tudo pode acontecer e muito tem acontecido – queda, entorse, fractura, acidente cardiovascular, desmaio, afogamento, quando levado para a praia e mar, etc.

Os riscos de segurança e de vida são muitos para as pessoas que teimam em assistir a este tipo de “entretenimento” uma vez que podem ser atingidas pelo animal, ou pela corda, ou pela multidão em fuga, ou por derrube das estruturas, etc.

As crianças estão expostas à violência e ao perigo eminente.

Tudo pode acontecer ali e atingir gravemente alguém tornando-o inválido ou até provocar a morte, por temeridade, por excesso de álcool, por azar, por esforço exagerado, por pânico, etc.

Além dos terceirenses, também muitos turistas arriscam a vida ao assistir a estas “festividades”.

Os touros depois da corrida podem voltar para o campo e ali permanecerem e podem constituir um perigo para pessoas que por lá passem, inclusive turistas incautos em passeio.

A propósito da uma tourada à corda mostrada em vídeo: Uma fotografia retirada do vídeo – “Tourada no Cabo da Praia com toiros da Ganadaria de (MJR) 31 de Agosto de 2019. Ilha Terceira, Açores”, mostra um touro ainda preso na caixa de contenção e muito próximo vê-se uma mão que segura uma seringa carregada com cerca de 7ml de um líquido de cor leitosa. Isto deu azo a suspeita de doping e a denúncia de suspeita de que se tratou de contenção do bovino e de material para injecção do bovino!

O caso foi revelado no Facebook e provocou reacções lastimáveis de pessoas com conhecimentos limitados e errados e afirmações irresponsáveis. Tais “Aprendizes de feiticeiro” afirmam que se trataria de medicação (antibiótico) para devolver o “bem-estar” ao animal. Já aqui está implícito o reconhecimento de que a corrida provoca tais danos na saúde psicológica e física do animal, que justificam ou exigem medicação. E esta pode ter efeitos secundários.

Nota – Constata-se a progressiva resistência de agentes patogénicos a antibióticos.

Isto é consequência do abuso da aplicação de antibióticos sem indicação correcta e por parte de muita gente sem autorização e sem preparação para isso. Provavelmente, nunca ficará esclarecido se, neste caso, se pode falar de responsabilidade de um profissional médico-veterinário. É muito improvável, pois estes técnicos da saúde animal não ousam meter-se nestas andanças.

Apesar da violência e crueldade exercida sobre animais nas diversas actividades tauromáquicas, há ainda quem considere que, pelo menos algumas, merecem ser reconhecidas património cultural de países e, até, da humanidade, por exemplo, a Tourada à Corda!

É claro que esta meta é civilizacionalmente inatingível. No entanto, abundam neste país pessoas de mentalidade retrógrada e praticam-se hábitos e tradições onde impera a violência exercida sobre animais. Há, pois, muito que educar, legislar e fiscalizar contra a liberdade de se abusar dos seres sencientes e conscientes, que são os animais.

Antes sim se apreciasse mais e se devesse o mesmo empenho em apresentar e divulgar a deliciosa música dos Açores, essa sim riqueza cultural superior e prestigiante!

Muitos são os aficionados em organismos detentores de poder económico, político e legislativo que ainda permitem a sobrevivência destas actividades. Assim, praticamente, se podem “preparar” touros e cavalos para as “festividades”, sem qualquer controle de doping.

Hipocritamente, as poucas leis/regulamentos existentes, “pretendem promover o BEM-ESTAR animal nos eventos”. Como se isso pudesse ser possível sob tanta violência!!!

Apesar, de muita “medicação” ser feita às escondidas, sempre se vão encontrando pistas do uso de Rompum, antibióticos, vários tranquilizantes, analgésicos, etc., nos locais onde as “festividades” tiveram lugar.

Insisto no facto e lastimo que a tourada à corda signifique sofrimento psicológico e físico para os bovinos envolvidos e que seja um evento de violência psicológica e física para quem assista, com risco de ferimentos graves, incapacitantes e até mortais e a par e passo sendo ainda causador de despesas públicas e privadas, que são perfeitamente evitáveis!

Que nódoa perigosa e desprestigiante para a Ilha Terceira.

Esta ilha e região são dotadas de paisagens maravilhosas, natureza luxuriante, clima algo instável, mas sempre temperado, de tanta beleza musical e de dança tradicional. Quanta riqueza e que atractivos para serem oferecidos a um turismo pacífico, sem a lastimável tourada à corda. Pessoalmente e por tudo isto, que é tão positivo, e ainda por muitas pessoas que conheci, guardo sempre saudades da Ilha Terceira e dos Açores! Queiram apreciar esta bela música tradicional “Olhos Pretos”, muito popular no arquipélago, cantada e gravada num serão que teve lugar na Praia da Vitória, Ilha Terceira. Isto sim, é uma verdadeira festa de alegria e comunhão entre as pessoas!

Basta reproduzir o link: https://youtu.be/l8my33yKwyY

Vasco Reis

19.09.2019

***

Menção: agradecemos ao Dr. Médico Veterinário Vasco Reis que cedeu este texto ao Movimento Não À Vaca das Cordas, o qual muito louvamos.

Pedimos que este texto seja partilhado por todos nós e que chegue a muitas pessoas que desconhecem esta realidade da Tourada à Corda em Portugal.

O teu apoio é muito importante, se és contra, assina a petição:

https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT89816

Fonte: Arco de Almedina

 

Fonte:

https://www.facebook.com/eu.digo.nao.a.vaca.das.cordas/photos/rpp.1247201205382503/1896498330452784/?type=3&theater

 

O ATRASO CIVILIZACIONAL CONTINUA NA ILHA TERCEIRA, ONDE O DESESPERO LEVA À REALIZAÇÃO DA “TRADICIONAL” TOURADA INFANTIL

QUEM PROTEGE ESTAS CRIANÇAS DOS ADULTOS PREDADORES?

O que faz o Estado Português para as proteger?

Continuamos na cauda da Europa na defesa das nossas crianças.

Texto Via PAN Açores

sanjoaninas.jpg

“O desespero da actividade tauromáquica nos Açores, mais propriamente na ilha Terceira.

Estás a perder espectadores e queres doutrinar a população desde tenra idade para não extinguir o espectáculo?

Basta então dar o nome de “A tradicional Tourada Infantil!

Sanjoaninas 2019″, encher com crianças de um ATL e dizer que é totalmente Inclusivo.

Relembramos que em 2014, o Comité dos Direitos das Crianças da Organização das Nações Unidas recomendou ao Estado Português que adoptasse algumas medidas, legislativas e administrativas com vista a limitar e a proibir a participação de crianças em touradas e a limitar e a proibir a visualização, por parte destas, desses espectáculos.

O PAN, por sua vez, fez uma proposta que visava o afastamento dos menores de idade dos espectáculos tauromáquicos em Portugal. Foi chumbado pelo PCP / PSD / CDS/ PS.

Continuamos na cauda da Europa na defesa das nossas crianças.”

ACM Terceira

Fonte:

https://www.facebook.com/VergonhaNacional/photos/a.1218268481549138/2935926816449954/?type=3&theater&ifg=1

Fonte: Arco de Almedina

AÇORES ILHA TERCEIRA TOURADAS À CORDA MORTOS E FERIDOS DINHEIRO ESBANJADO MUITA CARÊNCIA SOCIAL E MORAL E VIVA O VÍRUS DA ESTUPIDEZ!

Na ilha Terceira (Açores) todos os anos morre em média uma pessoa e 300 ficam feridas nas touradas à corda

A “cultura” bronca no seu melhor…

TOURADA À CORDA.jpg Imagem enviada via e-mail (Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)

Fonte: Arco de Almedina

NA ILHA TERCEIRA (AÇORES) A VIOLÊNCIA TEM O AVAL DO ESTADO PORTUGUÊS

Dizem que isto é cultura, e na realidade é a cultura da estupidez no seu estado mais puro.

Dizem que a imagem é violenta. Até pode ser, mas esta é uma violência autenticada por governantes cegos mentais, que não têm a mínima noção do que fazem.

As imagens deste vídeo dizem da extrema pobreza moral, cultural e social e do descomunal atraso civilizacional em que vivem as gentes da ilha Terceira.

O Touro apenas se defendeu legitimamente.

O bronco colheu o que semeou.

Se não morreu, na próxima, desafiará novamente a morte, com o aval da igreja católica e do governo de Portugal.

E dizem que isto “identifica” o nosso tão pobrezinho país…

Quem se revê nestas imagens? Apenas os broncos.

VEJA-SE O VÍDEO NESTE LINK:

Fonte: Arco de Almedina

TOURO ENTRA EM VARANDA CHEIA DE GENTE E FAZ VÁRIOS FERIDOS NA ILHA TERCEIRA (AÇORES)

Isto só podia acontecer na ilha Terceira.

Esta é sem dúvida a “festa” dos BRONCOS no seu melhor… Gritam histericamente. Por gozo? Por medo?

E depois não querem que se diga que estes indivíduos sofrem de uma grande panca

Foram vários os feridos, e nós todos a pagar o “conserto” desta gentinha.

No YouTube, os vídeos a mostrar esta pobreza moral, social e cultural da ilha Terceira são mais que muitos, e todos passam uma péssima imagem dos Açores.

Os estrangeiros gozam, criticam, e os terceirenses broncos, porque são broncos, não se apercebem de que são alvo do mais monumental escárnio do mundo inteiro.

Isto tem de acabar. É muita estupidez junta.

E o governo regional dos Açores, aliado à igreja católica portuguesa, os principais culpados desta miséria cultural, não tendo um pingo de dignidade, também não têm vergonha na cara, e permitem que os Açores sejam enxovalhados deste modo tão achincalhadinho.

Shame on Azores!

Fonte da notícia:

http://www.azorestoday.com/2016/03/20/toiro-entra-em-varanda-cheia-de-gente-video/

Fonte: Arco de Almedina

MORRE A TURISTA QUE FOI COLHIDA NUMA TOURADA À CORDA NA ILHA TERCEIRA

Como este artigo contem um vídeo do facebook, o qual, por não ter fecebook, não posso ver, e por isso, não posso coloca-lo aqui, vou só colocar o link: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/morre-a-turista-que-foi-colhida-numa-672194

Uma turista foi gravemente colhida, numa tourada à corda na freguesia da Agualva na ilha Terceira, Açores

Quanta estupidez.

Tiram o touro do seu habitat natural, para o porem a correr amarrado a uma corda, a traz de pessoas estúpidas e com nada na cabeça.

Sinceramente. É a Ilha das Flores no seu melhor, a mostrar ao mundo, o quanto é incivilizada.

Infelizmente esta turista estava no local errado, e no momento errado.

O touro, não tem culpa alguma do ocorrido. Ele estava lá porque foi obrigado a estar.

O vídeo fala por si!