DESCASO Governo Trump enfrenta processo por negligenciar espécie ameaçada

Grupos e instituições ambientais se juntam para processar o governo Trump por ter falhado em proteger a espécie recentemente declarada em perigo de extinção

O governo Trump foi acusado de negligenciar a proteção da população de girafas africanas sob a Lei das Espécies Ameaçadas. Esse processo veio logo após a União Internacional de Conservação da Natureza ter declarado as girafas em perigo de extinção. Duas subespécies foram classificadas como “criticamente ameaçadas”.

Donald Trump usando um terno preto, camisa branca e gravata azul com listras. Na sua lapela direita, um broche da bandeira dos Estados Unidos

De acordo com uma investigação feita pela Humane Society dos Estados Unidos, foi determinado que mais de uma girafa era importada diariamente ao território americano, devido aos caçadores. Os próprios filhos de Trump postaram fotos de si mesmos com suas “conquistas”.

Em 2017, inúmeras organizações fizeram uma petição ao Departamento de Preservação da Vida Selvagem e Marítima para pedir proteção às girafas com base na Lei das Espécies Ameaçadas. O tempo máximo de espera é de 90 dias, e já faz 19 meses que não obtiveram nenhuma resposta do Departamento.

As organizações envolvidas no processo são a Natural Resources Defense Council, a Humane Society International, o Centro de Diversidade Biológica e a Humane Society dos Estados Unidos.

“O governo Trump prefere permitir que seus ricos apoiadores acumulem cadáveres de girafas em suas paredes do que protegê-las,” disse Elly Pepper, vice-diretora da Wildlife Trade Initiative, da NRDC. “As girafas estão no caminho da extinção, e isso se deve em parte à caça e à importação de partes de girafa pelo nosso país.”

“É vergonhoso – embora não surpreendente – que a administração do Departamento tenha se recusado a proteger as girafas sob a Lei das Espécies Ameaçadas, e eu espero que a justiça concordará comigo.”, declarou.

A população de girafas diminuiu cerca de 40% desde a década de 1980. Permanecem somente 97.560 indivíduos na natureza, e com a caça, o desmatamento e as mudanças climáticas, esse número pode cair ainda mais.

Donald Trump criou o próprio Conselho Internacional de Conservação da Vida Selvagem para ajudar na preservação de animais como as girafas. Porém, o conselho foi criticado por advogados especialistas por impor a caça como um método de conservação, e tentar disseminar a prática como um esporte em outros países.

Fonte: ANDA

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RETROCESSO Governo Trump pode retirar a proteção de quase 300 espécies ameaçadas

O Governo Trump está analisando proposta que pode reverter regulamentos que protegem cerca de 300 espécies ameaçadas pela Lei de Espécies em Perigo

A Casa Branca está revendo uma proposta que os especialistas temem que retire as proteções de centenas de espécies ameaçadas. O Departamento do Interior dos EUA silenciosamente solicitou uma proposta de regra no último dia 2 que anularia várias formas protetivas que asseguram a vida de cerca de 300 espécies classificadas como ameaçadas pela Lei de Espécies em Perigo.

A proposta é considerada parte da agenda maior de Donald Trump, e busca inclusive reverter regulamentações da administração de Barack Obama que visavam proteger o meio ambiente e combater as mudanças climáticas.

Uma listagem em um banco de dados do governo dos EUA mostra que o Serviço de Pesca e Vida Selvagem (FWS) enviou a proposta nomeada como “Remoção da Regra da Manta” para o escritório da Casa Branca, que está revisando as regras propostas, conforme informação da CNN.

A regra tem como alvo cerca de 70 espécies na Califórnia, 20 no Havaí e dezenas de peixes, aves, mamíferos e plantas em todo o país. A mudança sugerida anularia uma regra crucial de 40 anos, aprovada em 1975, quando o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA concedeu às espécies em perigo o mesmo nível de proteção que as espécies ameaçadas de extinção. Tais formas de proteção poderiam ser diminuídas somente se o Serviço determinasse que as proteções das espécies seriam garantidas.

Lontra-do-mar-do-sul, uma das espécies ameaçadas que pode se prejudicar com a retirada de sua proteção. (Foto: Wikipedia)Lontra-do-mar-do-sul, uma das espécies ameaçadas que pode se prejudicar com a retirada de sua proteção.

Um porta-voz da FWS disse, em entrevista ao The Independent, que a proposta acaba de entrar em revisão entre agências e ainda está sujeita a mudanças. É “prematuro discutir a regra em qualquer detalhe”, disse o porta-voz Gavin Shire.

“O governo Trump acabou de emitir uma sentença de morte para cerca de 300 espécies ameaçadas”, disse Noah Greenwald, diretor de espécies ameaçadas do Centro de Diversidade Biológica, em um comunicado.

Shire disse à CNN que seria impreciso sugerir que a proposta derrubaria as proteções às espécies ameaçadas. Em um comunicado, a FWS disse que está trabalhando “para desenvolver regulamentos que melhorem nossa implementação da Lei das Espécies Ameaçadas para que seja clara, inequívoca, consistente e flexível na medida do possível”.

Fonte: ANDA