EXPLORADOS PARA ENTRETENIMENTO Fome e exaustão definem a realidade dos golfinhos em cativeiro

Esta realidade também existe em Portugal, como todos sabem.

Ontem criei esta petição; AQUI, que também é contra o aprisionamento e sofrimento destes belíssimos animais não-humanos, em Portugal. É preciso que estes antros de sofrimento, sejam encerrados, em Portugal e no resto do mundo. O lugar dos golfinhos são os oceanos, livres, e em paz!


Estamos vivendo em uma sociedade de espectadores, os golfinhos que definham em estádios por todo o mundo, são ao mesmo tempo o sintoma e o resultado nessa necessidade de consumir o espetáculo.

Qual é a realidade dos golfinhos que vivem em cativeiro e são explorados em shows como marionetes de um espetáculo cruel, realizado por eles apenas em troca de comida e com o único objetivo de distrair humanos viciados no consumo de entretenimento?

Famintos, os golfinhos se prestam aos truques que seus treinadores lhes ordenam, apenas com o objetivo de matar sua fome e sobreviver. Seus saltos, acrobacias em arcos, gracinhas e giros são motivados pela esperança da recompensa ao final do show, apresentada na forma de peixes.

Um treinador de golfinhos coloca um anel de borracha azul no bico de um deles. Um pedaço de corda une o anel a um barco de borracha azul. Uma garotinha, vestindo um colete salva-vidas laranja, senta-se nele, rindo com prazer.

Os espectadores também caem na gargalhada. Seus aplausos e gritinhos de alegria crescem até se tornarem um rugido crescente quando o golfinho corre ao redor do tanque, puxando o barco. Assim que o golfinho completa a tarefa, ele corre de volta ao seu treinador para receber sua recompensa: um peixe morto.

Esta é a circunstância perturbadora que os espectadores que aplaudem o “espetáculo” não sabem: o golfinho não puxa o barco porque acha divertido ou importante. Ele faz isso porque está com fome e ansioso para agradar seu treinador.

Ele sabe que se obedecer aos comandos de seu treinador ganhará a recompensa de comida desejada. O show é projetado deliberadamente para parecer uma interação divertida entre um golfinho e uma criança.

Para o golfinho, no entanto,  essa cena toda não tem outro significado além de ser o meio pelo qual ele consegue um peixe. Eles estão bem conscientes de que os seres humanos são sua única fonte de alimento. E essa fome é precisamente o que impulsiona os shows com golfinhos por todo o mundo.

Sem isso, e na situação impotente em que os golfinhos se encontram, criada pela privação da capacidade de buscar seu próprio alimento como na natureza, não seria possível treiná-los para cantar, dançar e pular a um simples comando. O treinador que segura o balde com os peixes tem um tremendo poder sobre os golfinhos.

O golfinário no Duisburg Zoo na Alemanha funciona desde 1965. Segundo o site Cetabase, que reúne e publica informações sobre a situação dos golfinhos em cativeiro em todo o mundo, mais de 60 golfinhos pereceram ali.

Muitos deles foram capturados na natureza. Golfinhos que uma vez nadaram nas águas da Flórida, Argentina, Colômbia, México, Chile, Venezuela e da Baía de Hudson, no Canadá, deram seu último suspiro no zoológico de Duisburg, longe de seus lares de origem.

Entre os mamíferos marinhos mortos estão os belugas, os golfinhos Commerson, os golfinhos do rio Amazonas, os golfinhos tucuxi e, é claro, os golfinhos-nariz-de-garrafa.

Hoje, sete golfinhos-nariz-de-garrafa e um único golfinho-do-rio vivem no zoológico. Enquanto o golfinho solitário passa seu tempo nadando em círculos sem fim em seu confinamento minúsculo, os golfinhos-nariz-de-garrafa estão contidos em um tanque de concreto dentro de um estádio de teto coberto.

Com seus corpos elegantes e aerodinâmicos por natureza, eles foram criados para nadar por muitos quilômetros todos os dias em um vasto mundo oceânico sem fronteiras. No zoológico de Duisburg, eles podem nadar apenas alguns metros antes que uma parede de concreto os impeça de seguir adiante.

Dois dos golfinhos foram capturados na natureza. Cinco são resultado do programa de criação de golfinhos em cativeiro do zoológico, que fornece um “suprimento contínuo” de golfinhos para serem usados ​​em shows. Esses golfinhos nunca viram o oceano e o único mundo que eles conhecerão é ambiente artificial feito de vidro, metal e concreto.

O estádio de shows com golfinhos do zoológico acomoda 1.400 pessoas e, durante a alta temporada, os golfinhos se apresentam quatro vezes ao dia. Assim que o treinador entra no palco com os baldes de peixe, os golfinhos começam a pular. Imediatamente, centenas de espectadores aplaudem, pensando que os golfinhos estão pulando porque estão prontos e dispostos a brincar. Mas eles pulam porque estão com fome. Eles sabem que o tempo do show é igual ao tempo de alimentação.

Um dos golfinhos é chamado de Ivo. Ivo foi capturado em 1981 enquanto nadava ao lado de sua mãe no Golfo do México. Caçadores de golfinhos procuravam golfinhos de qualidade para vender a uma crescente indústria de golfinhos na Europa, sua mãe também foi capturada junto com ele. Ivo e sua mãe passaram vários anos se apresentando no Zoológico de Antuérpia, na Bélgica. O estádio dos golfinhos em Antuérpia foi finalmente fechado e, em 1999, os dois golfinhos foram enviados para o zoológico de Duisburg. A mãe de Ivo morreu em 2003.

Ivo continua a se apresentar para espectadores que nunca souberam de onde ele veio, ou como ele acabou em um pequeno tanque em um zoológico alemão. Tudo o que vêem são sete golfinhos sempre sorridentes que se envolvem no que eles entendem como uma sessão inofensiva de diversão e jogos.

Durante todo o show, o treinador ostenta um sorriso fixo, e sua conversa alegre junto com os anúncios animados são calculados para tranquilizar o público pagante de que o relacionamento de um treinador com os golfinhos é baseado no respeito e compreensão mútuos.

Seu desempenho de “somos nós todos, uma grande família feliz” cria uma falsa superfície de felicidade, que os espectadores aceitam de bom grado, como honesta e real. Eles são facilmente enganados a medida que não questionam sobre o bem-estar animal ou se esforçam para enxergar por baixo da superfície do espetáculo.

Eles vieram até ali para assistir 30 minutos de diversão casual e quando o show acaba, rapidamente passam para a próxima atração ou atividade. “Para onde vamos agora, qual é o próximo passeio mamãe?”, uma criança puxa impacientemente a mão da mãe enquanto pergunta.

Os golfinhos, claro, não têm um destino “próximo”. Sua jornada termina ali: em um tanque de concreto estéril dentro de um estádio, onde os gritos ensurdecedores e os aplausos dos espectadores preenchem o ar várias vezes ao dia, dia após dia, ano após ano. Afastados de tudo que é natural e de seu propósito de vida, eles passarão o resto de seus dias entre shows e quando não estiverem fazendo isso, estarão famintos, nadando em círculos sem sentido, indo a lugar nenhum.

De acordo com os golfinários, o cativeiro dos golfinhos serve ao nobre propósito de promover uma melhor compreensão desses mamíferos, ajudando a conservá-los na natureza. Duisburg Zoo faz uma tentativa frustrada de fazer o show de golfinhos parecer educacional.

Alguns cartazes sobre a poluição dos oceanos podem ser vistos na parede, e em algum momento durante o show, um golfinho é ordenado a encalhar a si mesmo na plataforma de concreto. O treinador, em seguida, aponta para o público onde fica localizado o seu orifício de respiração.

Destruir a qualidade da vida de um golfinho, encarcerando-o em um tanque de concreto para dizer às pessoas onde está localizado seu orifício de respiração, é um absurdo. E o mais longe que este absurdo chega, é permitir que o zoológico de Duisburg diga: “Olha, o que estamos fazendo é educacional!”. Mas o espetáculo de golfinhos em cativeiro não ensina aos espectadores sobre a verdadeira natureza dos golfinhos. O que ele ensina é que os seres humanos podem fazer o que bem entender desses outros seres, mesmo que isso signifique transformar belos e inteligentes ases dos oceanos em palhaços de circo mendigando comida em nome do entretenimento. Estamos vivendo em uma sociedade de espectadores, os golfinhos que definham em estádios por todo o mundo, são ao mesmo tempo o sintoma e o resultado nessa necessidade de consumir o espetáculo. Centenas de golfinhos já morreram nesses estádios e centenas de outros foram capturados para substituí-los.

Isso nos leva de volta a história de Ivo uma última vez. É doloroso pensar que ele já esteve vagando pelo oceano, selvagem e livre. Ele esteve cercado por membros de sua comunidade e com sua mãe ao seu lado. Neste exato momento, Ivo poderia estar explorando, navegando e socializando com os membros do seu grupo. Ivo não fará mais nenhuma dessas atividades.

Encarcerado no zoológico de Duisburg, onde é usado em shows repetitivos, ele nunca mais experimentará a emoção de surfar as ondas do oceano, sentir o movimento das correntes, nadar pelo tempo que seu coração desejar ou caçar presas vivas.

Cercado por paredes estéreis, Ivo passará o resto de sua vida pulando a um comando, lançando bolas de plástico no ar e puxando um barco de borracha ao redor do tanque dentro de um estádio sombrio e de teto coberto. E isso, de acordo com a indústria do golfinho em cativeiro, ensina ao público o respeito pela natureza.

Fonte: ANDA

 

Anúncios

AVANÇO Cidade do México proíbe aprisionamento de golfinhos em aquários

Depois de banir shows com os animais em 2017, a capital obriga os golfinhários a realocarem em até 6 meses os golfinhos mantidos em cativeiro

Uma ótima notícia foi divulgada na semana passada. A Cidade do México proibiu oficialmente a existência de “golfinhários” (aquários para golfinhos) na capital do país.

Os passos iniciais em rumo a essa decisão foram dados em 2014, quando a capital – e logo em seguida todo o país – aboliu a exploração de animais em apresentações circenses. No ano passado, a proibição do turismo envolvendo performances artísticas e programas para nadar com golfinhos foi outra medida crucial para isso.

De acordo com a ONG PETA, a lei aprovada determina que os “golfinhários” serão obrigados a realocar todos os golfinhos que foram mantidos em cativeiro até então.

Os impactos do enclausuramento em golfinhos

Golfinhos são animais sociáveis. No mar, eles vivem em harmonia uns com os outros, em grupos sociais grandes e complexos. Precisam de amplos espaços para nadar e entrar em contato com outros golfinhos.

Manter animais selvagens em cativeiro, de uma forma geral, traz uma série de consequências, que vão desde problemas psicológicos e podem resultar até mesmo em morte.

Com animais marinhos, não é diferente. Golfinhos explorados em performances aquáticas são mantidos presos nos tanques, longe da família, sendo obrigados a executar movimentos repetitivos, que não possuem qualquer sentido para eles, e a nadar sempre em círculos, sem chegar a lugar algum.

Por essa razão, a maioria deles morre muito antes do que o esperado.


Parece até uma “selfie” entre amigos

Novo caminho sendo traçado

Além do México, outros países têm seguido no mesmo sentido: também na semana passada, Barcelona proibiu a exploração de golfinhos em aquários e exibições, e a República Dominicana aprovou uma lei que torna ilegal o comércio dos animais no país.

A ONG PETA comemora as decisões, e enxerga nelas um caminho sendo traçado nesses países, em que os animais aquáticos deixarão de ser vistos como meros ornamentos. É também uma oportunidade para que os governos ao redor do mundo percebam que o lugar deles, definitivamente, não é presos em tanques e, sim, soltos no oceano.

Fonte: ANDA

NOTÍCIA MARAVILHOSA VINDA DE BARCELONA! VITÓRIA Barcelona aprova proibição de golfinhos em aquários e exibições

Outro avanço para os direitos animais: a proibição de golfinhos em aquários e exibições foi aprovada na Barcelona, e animais não devem ser mais explorados

Mais uma vitória para a vida marinha acabou de ser anunciada na cidade de Barcelona. Uma proibição oficial foi aprovada e bane a manutenção de golfinhos e cetáceos em geral em cativeiros, evitando que exposições como aquários e grandes instalações continuem atuando.

Conforme informações do El Periodico, o movimento foi apoiado pelo Conselho da Cidade de Barcelona. E, recentemente, a cidade anunciou que “não permitirá [mais] a exposição ou a criação de golfinhos, cuja propriedade cai direta ou indiretamente na Câmara Municipal”.

Nova legislação em Barcelona proíbe aquários e exibições com golfinhos (Foto: Pixabay)
Nova legislação em Barcelona proíbe aquários e exibições com golfinhos

Em 2016, após anos de campanha em favor dos golfinhos em cativeiro, a FAADA (Fundação para a Adoção, Patrocínio e Defesa dos Animais), uma agência de proteção animal sediada em Barcelona, lançou a campanha #AdeuDolphine, que pedia ao zoológico de Barcelona para fechar seu aquário com golfinhos, e exigia que nenhum animal marinho fosse criado ou forçado a fazer shows dentro dos limites da cidade. A campanha pedia também que seis golfinhos do zoológico de Barcelona fossem enviados a um santuário.

Animais marinhos em cativeiros são uma questão tem sido reprimida por ativistas em defesa dos direitos animais há anos, mas só tem apresentado avanços nos últimos anos. Grandes documentários como The Cove e Blackfish geraram denúncias e causaram quedas drásticas de público em instalações que vivem de exploração de animais como os golfinhos, o que simbolizou época de mudanças.

Uma revolta generalizada em nível global gerou desaprovação aos aquários e parques como o SeaWorld. Antes da proibição de Barcelona, a República Dominicana proibiu o comércio de golfinhos e um santuário desses animais foi anunciado nos Estados Unidos.

Embora os tanques ainda não estejam completamente vazios, essa nova proibição é definitivamente um grande passo na direção certa.

Fonte: ANDA

QUE BOA NOTÍCIA VINDA DA COREIA DO SUL! VITÓRIA Coreia do Sul proíbe importação de golfinhos capturados em Taiji

O documentário “The Cove” ajudou a conscientizar pessoas em todo o mundo sobre a brutalidade da caça de golfinhos em Taiji, no Japão

Estes belos animais são capturados para serem exportados para aquários e parques marinhos em todo o mundo e frequentemente são mortos por suas carnes. Em um esforço para neutralizar essa crueldade, a Coreia do Sul proibiu a importação de golfinhos capturados em Taiji.

A proibição se estende além de Taiji e inclui qualquer lugar que seja conhecido pela extrema crueldade da caça de animais. A nova legislação também proibirá a importação de animais de locais com espécies selvagens desconhecidas ou pouco claras, reportou o One Green Planet.

A nova lei, que foi sancionada em 20 de março, entrará em vigor no dia 27 deste mês. A medida será aplicada a espécies listadas pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas (CITES).

Há a expectativa de que a proibição inspire mais países a proibirem a importação de golfinhos e outros animais capturados.

Fonte: ANDA


Esta notícia deixou-me muito, muito feliz.
Espero que esta MARAVILHOSA atitude da Coreia do Sul, inspire outros países a seguirem-lhe as pisadas!

Mário Amorim

LUTO Golfinhos se revezam para velar corpo de bebê

Membros da Sea Turtle Protection Force, da Foundation Tree, avistaram um grupo de golfinhos do Indo-Pacífico na costa próxima a Neelankarai Kuppam, na Índia

T.A. Pugalarasan e Jayaseelan, moradores de Periya Neelankarai Kuppam, estavam com Supraja Dharini, presidente da Tree Foundation, quando viram os golfinhos segurando algo acima da superfície da água.

Segundo Dharini, os golfinhos se revezavam para apoiar o corpo de um bebê, mantendo-o fora da água. “Animais como golfinhos e chimpanzés são conhecidos por lamentar os mortos, como os humanos. Como cada golfinho se revezou para apoiar o corpo do filhote, os outros continuaram fazendo círculos ao redor deles”, disse ela.

Ela disse que os golfinhos do Indo-Pacífico são constantemente encontrados na costa de Neelankarai entre janeiro e abril e entre junho e julho e que o grupo ainda não conseguiu estudar o seu alcance, informa o The Hindu.

“Um estudo exigiria pesquisas de barco por pelo menos seis anos, pois todos os golfinhos necessitam ser fotografados. Cada golfinho tem uma aleta dorsal única e é assim que eles são identificados e registrados”, explicou.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Aprisionados e doentes: o sofrimento dos golfinhos usados em tratamentos terapêuticos

Uma organização britânica tem lutado para resgatar golfinhos mantidos em uma pequena piscina de um hotel na Armênia

Especialistas em animais marinhos dizem que os mamíferos – explorados em uma terapia duvidosa desenvolvida para supostamente curar crianças doentes – estão sofrendo.

Golfinhos em piscina de hotel

Os responsáveis pelo hotel, localizado na cidade de Dilijan, também insistem que a instalação fica em um prédio separado que é uma propriedade administrada por terceiros.

A organização Marine Connection está chocada com a situação dos dois golfinhos abusados. A diretora Margaux Dodds declarou: “Uma piscina construída para humanos não é um lugar para eles. Não existe benefício para crianças ou outros em nadar com eles. Os golfinhos em cativeiro têm vidas mais curtas e mais tristes. Faremos tudo ao nosso alcance para liberá-los”.

Panfleto promove terapia com golfinhos

Os operadores do centro dos golfinhos alegam que crianças que sofrem de uma série de doenças são beneficiadas ao nadar com os animais na prisão subterrânea, que mede em torno de 65 pés por 30 pés.

Porém, esse método terapêutico tem sido amplamente desacreditado. “Golfinhos não são curandeiros, mas predadores sociáveis, inteligentes e não devem ser utilizados para ‘curar os doentes”, ressaltou Lori Marino, neurocientista da Emory University, de Atlanta, no estado da Geórgia (EUA).

Hóspedes indignados com o abuso pressionaram o hotel para libertar os golfinhos. O Best Western argumentou que o centro dos golfinhos “tem um propósito altruísta” e acrescentou ter encerrado a relação com o centro terapêutico.

Fonte: ANDA

 

CONTEÚDO ANDA Golfinhos explorados pela Marinha dos EUA são torturados em pesquisas médicas

Muitas pessoas estão cientes de que a Marinha dos EUA explora golfinhos-roazes na Baía de San Diego para fins militares

No entanto, nem todas sabem que estes golfinhos são constantemente abusados em pesquisas médicas invasivas.

Golfinho mantido em cativeiro

A veterinária Stephanie Venn-Watson trabalha para a National Marine Mammal Foundation (NMMF). A organização sem fins lucrativos de Shelter Island alega que há mais de mil estudos envolvendo golfinhos cativos e selvagens.

Registros mostram que a NMMF recebeu US$ 11 milhões em bolsas de governo em 2016, assim como US $ 700 mil em taxas de serviço do Marine Marine Mammal Program.

Os golfinhos-roazes são treinados para detectar minas subaquáticas como parte de uma missão militar. Já a pesquisa médica é realizada sob o pretexto de curar doenças humanas como a diabetes tipo dois.

Mantidos aprisionados na baía de San Diego há décadas, os golfinhos explorados pela Marinha desenvolveram uma série de doenças crônicas semelhantes às dos humanos, como cálculos renais, doenças hepáticas, sobrecarga de ferro e sintomas de pré-diabetes.

“A prevalência dessas condições no programa de golfinhos da Marinha é muito maior do que na natureza”, explicou Naomi Rose, cientista de mamíferos marinhos do Animal Welfare Institute, em Washington, DC.

Ela acredita que a pesquisa deveria focar na proteção dos animais ao invés da cura de doenças humanas.

Em um estudo de 2016, os golfinhos receberam cortisona – um esteroide hormonal – para determinar quais níveis podiam ser medidos na gordura dos mamíferos. O estudo exigiu até nove biópsias de gordura, retiradas das costas dos golfinhos durante cinco dias.

“Foram necessárias de duas a três espetadas de agulha por amostra para obter gordura suficiente”, revelou a pesquisa.

Os cientistas também coletaram amostras fecais diárias com um tubo de cateter de 15 polegadas colocado nos ânus dos golfinhos.

Em pesquisas feitas em 2008 e em 2011, os animais foram mantidos dentro da água quase congelada, em parte, para descobrir se eles conseguiriam viver nas águas oceânicas de uma sub-base da Marinha em Washington.

Durante 10 dias, eles foram monitorados para que os pesquisadores analisassem qualquer sinal de estresse por causa do frio, como o aumento da frequência respiratória e tremores.

“Eles basicamente forçaram esses animais a condições de temperatura que estavam completamente fora de sua norma fisiológica. Tudo para justificar a transferência deles para essa base submarina”, criticou Rose, referindo-se ao estudo de 2008.

Em 2010, os cientistas da NMMF utilizaram um tubo de alimentação para despejar um galão de água do mar nos estômagos dos golfinhos abusados pela Marinha. O objetivo era monitorar a osmorregulação (níveis de água e sal) no corpo dos animais. Um cateter foi inserido na bexiga de um animal para a coleta de amostras de urina por um período de 25 horas.

De acordo com o artigo publicado, alguns dos golfinhos resistiram ao procedimento e o estudo foi interrompido.

“O animal realmente não quer fazer parte disso, está expressando esse desconforto. Isso mostra a relutância em participar. Você tem um problema ali”, disse Rose.

A National Marine Mammal Foundation recusou o pedido de entrevista da reportagem da CBS8. Atualmente, Venn-Watson está de licença da fundação. Ela quer ter seu próprio empreendimento com fins lucrativos – uma empresa chamada Epitracker – sob uma licença de pesquisa exclusiva da Marinha.

Fonte: ANDA