EXTERMÍNIO Cemitério de rinocerontes revela os horrores da caça no Quênia

Uma lápide que marca o lugar de repouso de uma fêmea de rinoceronte que estava grávida de 12 meses e que foi morta por caçadores está entre outras 15 lápides, debaixo de uma árvore na reserva Ol Pejeta Conservancy, no centro de Laikipia, no Quênia

Ishrini tinha 20 anos e estava prestes a dar à luz quando foi morta em 22 de fevereiro de 2016. Ela foi enterrada em um cemitério reservado para rinocerontes mortos por caçadores nos últimos 13 anos.

O declínio contínuo de rinocerontes devido à caça provocou a abertura do cemitério em 2004, em uma medida para aumentar a conscientização.

“As lápides são uma bela lembrança de como a caça está rapidamente exterminando os rinocerontes e da devastação do comércio de animais selvagens. Elas também são uma inspiração para todos os que visitam continuarem apoiando a proteção dos rinocerontes “, disse Samuel Mutisya, chefe de animais selvagens da Ol Pejeta Conservancy.

Embora os chifres de rinoceronte sejam compostos majoritariamente por queratina, uma proteína encontrada no cabelo, unhas e cascos de animais, o equívoco sobre a substância acelera as mortes dos animais.

Morani foi o primeiro rinoceronte enterrado no cemitério e foi um embaixador na conservação, um ícone usado para educar as pessoas sobre as espécies ameaçadas de extinção.

“Morani era um embaixador. Estava entre os primeiros 20 grupos de rinocerontes trazidos para Ol Pejeta. E, quando morreu em 2004 de doenças relacionadas à idade, foi enterrado no cemitério. Porém, acreditamos que era certo Morani continuar a conscientização sobre os perigos da caça”, explicou Mutisya.

Ol Pejeta abriga os últimos três rinocerontes brancos do norte do mundo e 113 rinocerontes pretos ameaçados.

Morani tornou-se um ícone na conscientização sobre os riscos enfrentados pelos rinocerontes pretos e por outras espécies vulneráveis na natureza. Foi estabelecido também centro de informações com seu nome.

Segundo Mutisya, alguns rinocerontes não são necessariamente enterrados no cemitério em decorrência da distância e a dificuldade de transportar seus corpos, mas as lápides com seus nomes, a causa da morte e as idades são colocadas no local. Os epitáfios nas lápides retratam um cenário sombrio devido à caça e indica que alguns animais foram mortos com flechas envenenadas, enquanto fêmeas foram assassinadas pouco tempo antes de darem à luz.

“A conscientização é um pilar crucial contra a caça. Nós educamos as comunidades que vivem no entorno, que também nos ajudará mesmo com a inteligência em casos de movimentos suspeitos. Estamos usando a tecnologia na proteção desses animais”, disse Mutisya.

Ishrini, de acordo com a sua lápide, foi encontrada se retorcendo dor após ser atacada com flechas envenenadas. De acordo com o Independent, seus chifres também foram arrancados.

O túmulo de Max também está entre os que estão no cemitério. Apesar dos esforços para tirar seus chifres para afastar caçadores, ele foi morto em 2011 e teve os pequenos chifres regenerados arrancados. Ele morreu com apenas seis anos. “É emocional. Isso mostra uma imagem crítica de como a caça é uma ameaça à existência desses animais selvagens ameaçados de extinção. Ao invés de apenas colocar as estatísticas, é melhor para o mundo observar o quão devastadora é a caça”, disse Mutisya.

Antes do enterro dos animais, os chifres que não foram arrancados por caçadores são removidos e encaminhados ao Serviço de Animais Selvagens do Quênia.

“Porém, com operações contra a caça, a população de rinocerontes de Ol Pejeta cresceu para nossa capacidade máxima. Em 2016, atingimos 111 rinocerontes pretos e 23 rinocerontes brancos e estamos a caminho de alcançar nossa meta de 120 rinocerontes pretos antes de 2020”, concluiu Mutisya.

Fonte: ANDA

 

Anúncios

Estou sem palavras. Leiam este artigo e vejam a imagem e julguem por vocês! Extermínio Mais de 3.100 animais foram mortos por caçadores de troféus no último ano

Foto: Divulgação

A morte do leão Cecil causou indignação ao redor do globo, mas Walter Palmer é só mais um dos caçadores que perseguem animais selvagens.

De acordo com a Human Society, mais de 3.100 animais foram mortos e importados para os Estados Unidos por caçadores de troféus, só em 2014.

O relatório Trophy Madness (Troféu Loucura, em português) revela a matança do Safari Club International (SCI), um grupo de caça com sede em Arizona (EUA) que incentiva a destruição da vida selvagem.

A pesquisa utilizou os próprios registros do SCI, em que os membros documentam suas caças, muitas vezes com fotografias sorridentes sobre os animais cujas vidas eles tiraram.

O grupo oferece aos seus membros a oportunidade de competir uns com os outros para ganhar cerca de 50 premiações, tais como o “Grand Slam Cats of the World” (em que um caçador deve matar quatro felinos entre leões, leopardos, chitas, onças-pintada, pumas e linces). Há categorias como essa para ursos, antílopes africanos, ovelhas selvagens, ibexes, alces e outros animais. As competições incluem desde matar um certo número de animais em um determinado continente até usar “métodos alternativos”, como uma arma ou um arco e flecha.

Para garantir um lugar na lista de pessoas que já atingiram o African Big Five Grand Slam, os caçadores devem matar um elefante, um rinoceronte, um leão, um leopardo e um búfalo-do-cabo. Entre os mais de 3.100 animais mortos e importados para os EUA em 2014, estavam 741 leões, 311 leopardos, 1,412 búfalos-do-cabo, 671 elefantes e 32 rinocerontes.

Se multiplicarmos esses números ao longo de um período de 10 anos ou mais, percebemos o massacre que os caçadores têm provocado.

A maior premiação do SCI é o World Hunting Award. Para alcançá-la, o caçador deve ter conseguido condecorações em 30 categorias de premiação mais baixas – o que exige um enfoque na matança de animais de espécies específicas em diferentes locais do mundo.

O relatório da Human Society analisa alguns dos caçadores mais obcecados e dedicados do SCI, o “um por cento” de seus membros que ganharam o prêmio mais visado – o World Hunting Award, cuja a recompensa é um anel feito de ouro, diamante e ônix.

Estes assassinos gastam décadas e muitos milhões de dólares adquirindo suas “coleções” de cadáveres. Um deles entrou com um processo contra o guia de um safari africano por ele não ter filmado “adequadamente” sua matança. Outro matou sozinho pelo menos 18 leões.

Para ganhar as premiações, os caçadores chegam a atrair animais para fora dos limites de parques protegidos, como Walter Palmer fez com Cecil, e matam até mesmo leões em cativeiro.

O documentário Blood Lions revela empresas na África do Sul que reproduzem leões em cativeiro só para oferecê-los como troféus por milhares de dólares. Esta indústria cruel cresce com a ajuda de caçadores americanos: dos 5.647 leões importados para os EUA como troféus ao longo dos últimos dez anos, 1.558 eram leões de cativeiros.

Os caçadores deixam um rastro de destruição e sangue por onde passam. É preciso parar com esse massacre.

Fonte: ANDA

O GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES AUTORIZOU O EXTERMÍNIO DE ESPÉCIES PROTEGIDAS A PROPÓSITO DE QUÊ?

Como se já não bastasse a prática da selvajaria tauromáquica que coloca os Açores na proto-história!

VINHOS DOS AÇORES.jpg