EXPLORAÇÃO ANIMAL Empresas de turismo são acusadas de maus-tratos a golfinhos

Os destinos dos animais são o entretenimento para turistas e o comércio de carne


Câmaras de activistas registaram momentos em que pescadores capturaram golfinhos e os carregaram em barcos pela enseada de Taiji, no Japão. Lutando para escapar da rede que os prendia, os animais se machucaram e deixaram um rastro de sangue pela água. Os destinos destes golfinhos podem ser os parques de entretenimento ou a morte para a venda da carne.

De acordo com Tim Burns, gerente de campanha do The Dolphin Project, ao qual pertencem os activistas que registaram as imagens, “a estimativa é de que, para cada mil mamíferos marinhos capturados, cerca de 200 entram em cativeiro e o restante tem sua carne comercializada”. A venda dos animais pode render aos pescadores até 190 mil libras.

Acredita-se que a empresa de viagens TUI seja o único grande empreendimento britânico a oferecer um pacote de férias para ‘experiências com golfinhos’. Ela possui parceria com o resort Atlantis Sanya, na China, que dispõe de um parque aquático para os hóspedes ‘conhecerem e interagirem’ com os golfinhos, enquanto os fotógrafos capturam o momento. A experiência custa 130 libras por dia.

O grupo britânico Dolphin Freedom UK pediu à agência de viagens que corte os laços com o zoológico SeaWorld e locais semelhantes. Apesar das acusações, o porta-voz da TUI afirmou que a empresa está “comprometida em trabalhar apenas com locais que concordem em apoiar a Orientação Global de Bem-Estar para Animais no Turismo, conforme formulada pela Associação de Agentes de Viagens Britânicos”.

Para Tim Burns, os turistas têm em suas mentes a imagem de que os golfinhos são ‘gentilmente recolhidos’ da costa e “desconhecem quantas criaturas morreram para que eles pudessem nadar com aquele golfinho que encontraram”, disse em entrevista ao Daily Mirror. Os animais são levados para a costa por caçadores que abaixam postes de aço na água e os atingem com martelos. Isso faz com que os mamíferos nadem para escapar do barulho e acabam presos pelas redes.

Aqueles que não vão para o comércio de entretenimento e sim para o comércio de carne são mortos com uma espiga de metal no pescoço. Vale ressaltar que o comércio é legal no Japão sob suas leis de pesca e está em vigor desde 1960.

Além dos pacotes de viagens para o oriente, a TUI também promove o Dolphin Discovery, que oferece programas de mergulho com golfinhos na América Central e nos Estados Unidos da América, além do SeaWorld. No entanto, ambas as empresas negam a compra de golfinhos nas caçadas de Taiji. A TUI informou que está em contacto com suas parceiras para melhorar o bem-estar dos animais e resolver os possíveis problemas.

Já o SeaWord, por meio de seu diretor, Chris Dold, negou relação com maus-tratos e afirmou que “o SeaWorld é reconhecido como líder na definição de padrões para o melhor tratamento de mamíferos marinhos”.

Fonte: ANDA

EXPLORAÇÃO ANIMAL Corridas de cavalo matam cerca de 130 mil cavalos sadios por ano só nos EUA

A única forma dos animais garantirem vidas relativamente mais longas é vencendo as competições

O contraste entre o luxo e glamour observados nas arquibancadas dos famigerados circuitos de derby de Kentucky (EUA) e a realidade vivida pelos cavalos que participam da competição fica ainda mais nítido quando dados estatísticos são trazidos à luz.

Todo ano, 130 mil cavalos são transportados em caminhões superlotados para matadouros no México ou no Canadá. As viagens duram cerca de 24 horas e, nesse período, eles sequer recebem água ou comida. Passam por todo esse sacrifício para, chegando lá, serem brutalmente executados.

Cavalos de corrida costumam ter suas vidas encurtadas. São treinados desde o nascimento e começam a competir ao atingir entre dois ou três anos de idade – geralmente dois. Nesse período, os ossos dos animais ainda estão em processo de formação e, por isso, as chances do esforço levar a lesões mais graves aumenta significativamente.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, 92,3% desses animais levados aos matadouros estão saudáveis e poderiam viver o resto de suas vidas normalmente, em outro lugar. São levados à execução pura e simplesmente por não serem considerados bons o suficiente no que fazem, ou por sofrerem lesões que os impeçam de correr (mesmo que sejam ferimentos facilmente tratáveis).

Enquanto as disputas são um mero entretenimento para o público, que entra em êxtase ao apostar em um cavalo vencedor, e uma questão de lucro para os “donos” dos cavalos, do ponto de vista dos animais, ganhar as partidas é a única maneira de garantir mais algum tempo de vida. Anos? Meses? Tudo irá depender de sua performance nos próximos campeonatos.

Público muito bem vestido e animado para acompanhar a competição

A principal razão para que esses animais tenham o terrível fim que foi apresentado é a procriação excessiva. Nascem 20.000 cavalos por ano. Por mais que a adoção de cavalos tenha se popularizado, ela ainda não é uma opção tão realista assim, já que cuidar de um cavalo é algo muito mais complexo do que criar um cachorro ou gato, por exemplo.

Além disso, no mundo ocidental não é socialmente aceita a carne de cavalo como uma alternativa para alimentação, mas países como a China são um ótimo mercado consumidor do produto. Para os matadouros, portanto, é um negócio muito rentável assassinar essa quantidade exorbitante de cavalos ao ano.

Enquanto os animais sofrem, a indústria das corridas – que envolve os criadores, treinadores, tutores e também os matadouros – continua a prosperar.

Para Katherine “Kate” Denton, treinadora de cavalos nos circuitos da cidade de Camden, na Carolina do Norte (EUA) – que é sede de grandes campeonatos, como a Copa da Carolina – a solução mais viável para o problema seria executar os animais nos Estados Unidos. De acordo com ela, existem locais que possuem práticas relativamente humanitárias que já são usadas em vacas e outros animais.


Justify, um dos cavalos mais bem avaliados nos circuitos atuais

Impossível imaginar que um assassinato esteja livre de sofrimento, e a Human Society insiste que a biologia dos cavalos, com uma técnica de reflexo de “corra-ou-lute”, torna essa possibilidade ainda mais inviável. Infelizmente, essa é a menos pior das possibilidades.

Em um cenário em que uma “morte humanizada” é a opção mais razoável entre as existentes, é preciso repensar toda a estrutura por trás dele. Qual a relevância dessas competições, a não ser a pura tradição e o entretenimento de pessoas ricas apostando seus dinheiros às custas do sofrimento animal? É realmente necessário que esses cavalos sejam procriados em grande escala, e submetidos a maus-tratos desde o nascimento até a morte? Os circuitos de derby, assim como circos e aquários, não são negócios sustentáveis e nem deveriam ser legais.

Fonte: ANDA (o artigo na ANDA tem um erro. Postei-o tal como está na ANDA)

EXPLORAÇÃO ANIMAL Cobras são exploradas durante reality show ‘Power Couple Brasil’

Submetidas a um ambiente estressante, as cobras foram mantidas dentro de um tanque durante uma prova do programa.

Cobras foram exploradas durante uma prova realizada com os participantes do programa de TV “Power Couple Brasil”, transmitido pela Record e apresentado por Gugu Liberato.

O reality show, composto por casais que disputam um prêmio de até R$ 1 milhão, incentivou a exploração animal ao utilizar cobras para promover entretenimento aos telespectadores.

Durante a prova, os participantes ficaram pendurados em cima de um tanque repleto de cobras enquanto respondiam perguntas de conhecimentos gerais. As informações são do portal R7.

A presença das cobras no programa, entretanto, é prejudicial para elas. Isso porque o ambiente, as pessoas e o barulho, com os quais esses animais não estão acostumados, são fatores geradores de estresse. Além disso, para levar cobras até o reality, a emissora de televisão incentiva o aprisionamento de animais silvestres e a retirada deles da natureza, já que animais como os levados ao “Power Couple Brasil” são mantidos em cativeiro.

Fonte: ANDA

Exploração animal Zimbábue reacende polêmica sobre exportação de elefantes à China

Divulgação

Zimbábue, país da África Austral, tem nova estratégia de levantar dinheiro: vender elefantes para a China. No passado, a política de exportação de animais selvagens para a China caiu por conta dos ambientalistas, que perceberam uma alta demanda por marfim, que poderia ser tirado das presas dos elefantes. Em junho, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES, na sigla em inglês) estabeleceu que um negócio de venda de 24 animais para a China era ilegal, mas ele aconteceu mesmo assim.

Quando os animais chegam na China, eles vão para o Chimelong Safari Park, em Guangdong. Enquanto alguns dizem que os animais são explorados em apresentações típicas de circo, a ministra do Meio Ambiente do Zimbábue, Oppah Muchinguri-Kashiri, disse que visitou o parque e que “não é tão ruim assim”.

Os países têm uma relação próxima, principalmente, depois que o país africano anunciou recentemente a adoção do yuan como sua moeda oficial – parte de um acordo em que Pequim vai cancelar US$ 40 milhões de débito. A ministra admitiu que o novo plano é, em parte, por causa do dinheiro (ambientalistas estimam que cada elefante deva custar aproximadamente US$ 50 mil, e o Zimbábue já vendeu cerca de cem a Pequim). “Nós estamos aqui na China também para olhar tecnologia anti-caça e de vigilância como aviões-robô e helicópteros, porque os caçadores estão ficando cada vez mais sofisticados”, disse a ministra.“Todas essas coisas precisam de dinheiro e nós devemos levantá-lo”. Segundo Muchinguri-Kashiri, o país também deve vender babuínos, hienas e leões à China, caso necessário.

Fonte: ANDA