CONTEÚDO ANDA Ursa tem reação emocionante ao ser liberta após 30 anos de cativeiro

Ursa é resgatada e levada a santuário após ser explorada em zoológico durante 30 anos.

A ursa Fifi foi mantida em cativeiro e explorada como entretenimento durante 30 anos em um zoológico de beira de estrada na Pensilvânia, Estados Unidos. Ela foi obrigada a realizar truques contra a sua vontade para gerar lucro aos seus exploradores. A ursa não recebeu cuidados médicos, tampouco foi alimentada adequadamente no cativeiro.

Depois de 20 anos, o zoológico fechou. Ao invés de libertarem a ursa, trancaram-na dentro de uma jaula, local no qual ela permaneceu durante os 10 anos seguintes, segundo o We Love Animals.

Veja o vídeo do resgate de Fifi:

Ativistas souberam da situação de maus-tratos em que a ursa vivia e organizaram seu resgate. Quando a PETA encontrou Fifi, ela estava desnutrida e com a saúde debilitada. A ursa estava severamente abaixo do peso e quase não se parecia com um ser vivo. Além disso, Fifi tinha artrite e nunca recebeu tratamento para a doença.

A ursa ficou emocionada e agitada ao ser liberta da jaula onde vivia, e foi levada imediatamente, pela PETA, ao The Wild Animal Sanctuary no Colorado (EUA), onde recebeu todo o tratamento necessário. Atualmente, Fifi recuperou sua saúde e vive em liberdade.

Fonte:

CONTEÚDO ANDA Galgos explorados em corridas são forçados a usar cocaína

Um adestrador de galgos foi suspenso após testes revelarem que 12 cães explorados por ele tinham cocaína em seus corpos

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De acordo com os registros, os cães, explorados no Bestbet Orange Park, testaram positivo para Benzoylecgonine (BZE) – um metabolito da cocaína.

“Este é o maior caso de drogas em galgos na história americana. É assustador”, declarou Carey Theil, diretor-executivo da GREY2K USA em Arlington, Mass., uma organização sem fins lucrativos que luta contra corridas de galgos e monitora pistas de cães em todo o país.

O First Coast News obteve registros do Departamento de Negócios e Regulação Profissional do Estado. Eles mostram que pelo menos 12 cães abusados pelo treinador Charles McClellan testaram positivo para a cocaína, de um total de 18 casos em quatro meses.

O estado exige que o vencedor de cada corrida, assim como outro cão escolhido aleatoriamente, seja testado por drogas após as corridas. Testes de urina realizados pela University of Florida College on Medicine Racing Laboratory mostraram a presença da substância. McClellan foi acusado por uma violação de drogas Classe 1 para cada teste positivo.

Carey Theil ressalta: “A pista diz ao público que os cachorros são ‘bem atendidos em nossas instalações: estamos assegurando que tudo fique bem’. Eles não podem ter 18 violações de cocaína em galgos e afirmar: ‘oh, desculpem, não é nossa responsabilidade”.

Mark Baughman, analista criminal do First Coast News, acredita que o treinador estava tentando melhorar os resultados dos cães: “Eu chamaria isso de caso de doping. É definitivamente um caso de doping. Estão tentando dar a esse cachorro uma vantagem competitiva”.

De acordo com a investigação do estado, uma cadela venceu uma corrida quando tinha cocaína em seu sistema. Flicka, ficou em primeiro lugar e testou positivo para a droga no mesmo dia. Foram descobertas evidências de cocaína em outro cão, Castle Rock, no dia seguinte. Depois, em Flicka e outros cães.

Baughman diz que a repetida presença de cocaína sugere intencionalidade. “Isso comprova que houve alguma cocaína administrada a esse animal, neste caso, o cachorro”, ressalta.

McClellan não é o único treinador citado pela presença de cocaína em cães explorados em corridas no Bestbet Orange Park. Outros cinco treinadores fizeram o mesmo entre 2010 e 2016.

De acordo com Robert Aguiar, veterinário da First Coast No More Homeless Pets, a cocaína pode ser fatal para um cachorro forçado a participar de corridas.

“Esses animais podem ter insolação após a corrida e entrar em colapso porque suas temperaturas podem atingir 40,5 graus”, diz ele.

Scott Stanley, toxicologista da UC Davis School of Veterinary Medicine, diz que, embora a cocaína seja um estimulante, não há evidências de que ela ajude um galgo a vencer uma corrida. “Não há estudos feitos por pesquisadores confiáveis”, disse ele.

O estado da Flórida pediu uma suspensão de emergência da licença de McClellan, dizendo que sua conduta é uma ameaça à segurança e ao bem-estar de qualquer animal.

McClellan relatou ter ficado sem trabalho algumas semanas antes, após o primeiro teste de drogas ter sido positivo, em janeiro.

Porém, os registros estatais mostram que sua licença não foi revogada, mas suspensa. Na realidade, uma audiência sobre sua licença está prevista para 23 de Agosto.

Quando questionado se iria notificar a Best Bet sobre os 18 testes positivos de cocaína desde janeiro, o DBPR se recusou a responder.

Apenas foi informado que Flicka está “viva e bem”. Sua última corrida registrada ocorreu no dia 1 de Junho. Existem 19 pistas de corridas de cães nos Estados Unidos, sendo que 12 estão na Flórida.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Milhares de galgos explorados em corridas são submetidos a uma vida de abusos

O galgo preto Atascocita é repetidamente explorado em corridas e não foi surpreendente vê-lo chegar em primeiro lugar durante a terceira corrida de 545 jardas em Palm Beach Kennel Club

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É inacreditável que as corridas de galgos ainda existam. Quarenta estados norte-americanos acabaram com a prática horrível ou manifestaram suas preocupações com a crueldade e a morte de cães. Ainda assim, 19 pistas de corridas de cães permanecem ativas nos EUA.

Somente na Flórida,  existem 12 pistas. O estado promove as corridas mesmo quando o público e os lucros diminuem. O Palm Beach Kennel Club e seus colegas coletivamente perdem cerca de US $ 30 milhões por ano com as corrida de cães, de acordo com as demonstrações financeiras.

Segundo a reportagem do Washington Post, esta situação preocupante é o resultado de uma determinação na lei da Flórida que exige a continuidade das corridas de cães para operar suas salas de jogos altamente lucrativos.

A legislação, que procurava limitar o número de salas em todo o estado, aprovou um estatuto em 1997 que estipulou que as licenças iriam apenas para as instalações de apostas, como corridas de cães.

Como resultado, sete mil galgos são explorados em corridas que ocorrem apenas para manter as mesas de poker cheias. Atualmente, o Palm Beach Kennel Club promove 15 corridas de cães diariamente, com mais 15 adicionais durante as sextas-feiras e os sábados.

A corrida de galgos é “uma relíquia da época da Depressão que ainda existe hoje. Estamos observando cães sofrerem e morrem agora nas pistas da Flórida em corridas”, destaca Carey Theil, diretora executiva da Grey2K USA Worldwide, uma organização que luta para proteger os animais.

O montante total apostado nas corridas de cães dos EUA teve queda de US $ 3,5 bilhões em 1991 para aproximadamente US$ 500 milhões em 2014, de acordo com um relatório estatístico da Association of Racing Commissioners International.

Tendo em vista o retorno imediato de grande parte desse montante aos apostadores, além de custos indiretos, as corridas de galgos tornaram-se uma receita à prova de falhas para que as pistas perdessem dinheiro.

Os especialistas apontam vários fatores responsáveis pelo declínio da indústria, incluindo a concorrência de jogos de apostas ou entretenimento, a falta de interesse entre os jovens e a crescente conscientização sobre o bem-estar dos cães.

Os números do estado sinalizam que quase 400 cães morreram nas pistas da Flórida desde 2013. A Grey2K EUA e inúmeros outros grupos de proteção animal citam uma série de preocupações sobre o tratamento dos cães.

Os galgos são confinados em recintos estreitos por mais de 20 horas por dia; lidam com ferimentos regulares, incluindo traumatismo craniano e pernas quebradas.

Além disso, às vezes recebem drogas como esteroides anabolizantes, o que pode evitar que as fêmeas entrem no cio. Um treinador veterano da Flórida teve a licença revogada em abril, depois que cinco dos cães que explorava testaram positivo para cocaína.

Apesar da tendência nacional contra as corridas, há poucas indicações de que o fim da prática esteja próximo na Flórida. Nos últimos anos, vários projetos de lei foram introduzidos para separar, ou “desacoplar” as corridas de galgos de cassinos, mas nenhum conseguiu obter apoio suficiente, inclusive na sessão de 2017, que acaba de ser concluída.

Os esforços foram bloqueados por agendas conflitantes entre as pistas e outras entidades, assim como influências poderosas como a da Disney, que receia que qualquer mudança legislativa possa aumentar os jogos que prejudiquem negócios turísticos e convencionais. Os legisladores  também querem uma lei de jogos mais ampla que vá muito além da separação das corridas das salas de jogos.

De acordo com os especialistas, mesmo que uma lei de dissociação fosse aprovada amanhã, ela não iria acabar com as corridas de galgos na região.

Em vez disso, provavelmente forneceria a opção de encerrar a crueldade, mas existe a previsão de que pelo menos algumas continuariam, em parte, absorvendo as receitas das apostas nas pistas fechadas.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Isolamento, doenças e morte: ativistas expõem os horrores suportados por animais em zoo

Entre os meses de Março e Maio deste ano, um ativista pelos direitos animais trabalhou meio período em uma instalação chamada Summer Wind Farms Sanctuary em Brown City, Michigan, nos…

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Entre os meses de Março e Maio deste ano, um ativista pelos direitos animais trabalhou meio período em uma instalação chamada Summer Wind Farms Sanctuary em Brown City, Michigan, nos Estados Unidos.

Apesar do nome, o Summer Wind Farms não é um santuário, mas um zoológico de beira de estrada. A instalação foi citada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em mais de 200 violações de proteção animal em apenas três anos.

O inspetor afirmou repetidamente que o proprietário possui uma atitude indiferente em relação ao bem-estar animal, que tem promovido uma “cultura de indiferença” no local e que sua crueldade coloca todos os animais em perigo.

Tigres sofrem com ausência de cuidados veterinários adequados

Uma tigresa de dois anos chamada Daisy passou quase toda a sua vida no Summer Wind Farms. De acordo com relatórios de inspeção do USDA, ela foi repetidamente privada de abrigo adequado e cuidados veterinários.

Em setembro de 2016, ela começou a sofrer de uma condição que a fazia tropeçar e cair. Segundo os funcionários, ela também tinha problemas de visão e convulsões.

Quando Daisy tinha apenas seis meses, os inspetores do USDA a encontraram em um porão, em uma pequena jaula que a impedia de fazer exercícios suficientes para ter ossos, articulações e músculos saudáveis. Seus pelos eram opacos, o que os inspetores acreditam ser resultado da má alimentação ou de parasitas.

Três meses depois, descobriu-se que ela havia sido transferida para um canil que tinha um cheiro tão forte de urina de cachorro que os olhos dos profissionais do USDA ficaram encharcados. Os cães que viviam ali latiam incessantemente, causando desconforto na tigresa.

Quatro meses depois, os inspetores notaram que seus pés estavam instáveis. Durante as seis semanas seguintes, sua condição se deteriorou. Ela perdeu peso, seus pelos ficaram mais opacos e ela quase caiu várias vezes. A deterioração contínua poderia lhe causar mais sofrimento e possivelmente a morte.

Os funcionários atribuíam a causa de seus sintomas a várias condições, desde cinomose e infecção de ouvido a endogamia ou danos cerebrais. Alguns afirmaram que o problema começou pouco depois de ela ter sofrido um abscesso após por morder um osso que se quebrou e cujo fragmento acabou em seu cérebro.

Os proprietários do zoo reconheceram que não tinham recursos para o diagnóstico e o tratamento de que Daisy precisa.

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Apesar das repetidas ofertas da PETA para ajudar a transferir os animais para santuários respeitáveis, o Wind Summer considerou enviá-la a outra instalação ruim no que se refere aos cuidados de animais: o Exotic Feline Rescue Center (EFRC) em Indiana, para onde já havia enviado três tigres.

O EFRC foi acusado pelo USDA por violações tão flagrantes de bem-estar animal que teve a licença suspensa no início deste ano. O zoo também pensou em mover Daisy para um compartimento maior com um lago, acreditando que isso ajudaria suas debilitadas pernas traseiras.

De acordo com um veterinário da PETA, fazer isso poderia colocá-la em risco de afogamento.

“Existirá um sério risco de afogamento se ela for movida para uma área com um lago. Esta tigresa parece ter ataxia (perda de coordenação) e ataxia não é igual à fraqueza. Se a tigresa também pode ter problemas de fraqueza, a ataxia é a questão mais preocupante porque significa que ela não tem controle completo de sua coordenação. Ela certamente poderia se afogar e corre um risco ainda maior se tiver uma convulsão. Durante uma convulsão, ela pode rolar ou cair na água e os animais ficam inconscientes”, disse o profissional.

Os representantes do USDA visitaram recentemente o zoo e o acusaram mais uma vez por falhar em fornecer os cuidados veterinários de que Daisy precisa.

O sofrimento prolongado de Mohan 

Um tigre idoso chamado Mohan sofre do que os exploradores alegam ser artrite e tem dificuldades para caminhar.

Os proprietários do zoo não conseguiram aliviar o sofrimento de Mohan. Um deles afirmou: “Não há muito o que você possa fazer sobre a artrite” e que as medicações para a artrite podem ou não funcionar.

Embora acreditassem que Mohan tinha artrite, eles afirmaram recentemente que o tigre realmente estava sofrendo com uma torção nos ligamentos – uma condição tratável da qual ele aparentemente sofreu desnecessariamente devido à negligência crônica do Summer Wind’s.

Apenas dois anos antes, o USDA alertou duas vezes o zoo em apenas dois dias por não fornecer suficiente roupa de cama a Mohan, mesmo que as temperaturas estivessem negativas.

A instalação também foi advertida por não ter sequer notado que Mohan tinha um ferimento na lateral do corpo, que os inspetores disseram que poderia ficar infectado e provocar muita dor sem tratamento veterinário.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Tigresa é chicoteada 31 vezes por desobedecer adestrador em circo

Uma tigresa chamada Tora e explorada em um circo foi vista encolhendo-se apavorada enquanto seu adestrador a chicoteava repetidamente, de acordo com imagens de uma investigação secreta. Outro clipe mostra…

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Uma tigresa chamada Tora e explorada em um circo foi vista encolhendo-se apavorada enquanto seu adestrador a chicoteava repetidamente, de acordo com imagens de uma investigação secreta.

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Outro clipe mostra os tigres durante uma sessão de treinamento. Um deles olha para o treinador e, vendo o chicote em sua mão, apressa-se de tão aterrorizado.

Essas cenas terríveis parecem ser frequentes no Tigers ShowMe, uma performance itinerante que abusa de tigres e é dirigida por Ryan Easley que atua no Carden Circus e no Shrine Circuses de acordo com a Humane Society dos Estados Unidos (HSUS), que realizou a investigação.

“Ryan Easley utiliza métodos de treinamento arcaicos que envolvem o medo, a força e a punição”, declarou Jay Pratte, especialista em comportamento animal, em comunicado divulgado pela HSUS.

De acordo com os investigadores, Easley chicoteou Tora repetidamente depois que ela o desobedeceu.
“Em minha opinião profissional, os tigres do ShowMe Tigers sofrem de negligência psicológica e trauma diariamente”, disse Pratte.

A investigação foi divulgada quando o circo Ringling Bros. e Barnum & Bailey Circus realizou seu último show. Isso mostra que, embora tenha havido progresso no fim de shows cruéis com animais, ainda há muito trabalho a ser feito.

“Qualquer pessoa que viva com um gato doméstico reconhecerá os sinais de estresse e trauma exibidos pelos tigres de Easley”, disse Lisa Wathne, gerente de vida selvagem em cativeiro da HSUS ao The Dodo.

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“Dói imaginar que tipo de coerção dolorosa seria necessária para fazer um felino – e muito menos um tigre que pesa centenas de quilos – a pular sobre as patas traseiras”, acrescentou.

Quando não participam de shows, os oito tigres explorados pelo ShowMe são mantidos em confinamento quase constante em suas jaulas de metal, que medem somente quatro pés de largura, quatro de altura e pouco de seis de comprimento. Os dois tigres machos, cada um pesa mais de 500 quilos, compartilham uma jaula de transporte.

“Exceto pelos poucos minutos de cada dia, quando os tigres faziam performances, eles eram mantidos exclusivamente em jaulas de transporte onde se alimentavam, dormiam, andavam, urinavam e defecavam nos aproximadamente 13 metros quadrados de espaço disponível para cada um”, diz o relatório da HSUS.

“Em nenhuma vez, eles tiveram a chance de se exercitar fora das jaulas. Na verdade, a jaula de exercícios dos tigres nunca foi descarregada do trailer”, completou.

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A investigação secreta ocorreu de 28 de dezembro de 2016 a 18 de janeiro de 2017 e acompanhou Easley na sua sede em Hugo, Oklahoma. Em seguida, o mostrou na estrada por nove dias conforme ele e os tigres viajavam com o Carden Circus para cidades em Oklahoma e no Texas.

Tora, que foi chicoteada 31 vezes em menos de dois minutos, sofria de uma ferida não tratada em seu rosto.

Infelizmente, esta não é a primeira vez em que ela enfrenta problemas de saúde: há cinco anos, o USDA, a agência governamental que implementa a Lei de Bem-Estar Animal, acusou Easley por não tratar uma ferida aberta na caixa torácica de Tora.

“Os tigres se encolheram, gemeram de angústia e achataram as orelhas em uma resposta amedrontada por serem chicoteados e atingidos com uma vara, um comportamento típico de tigres traumatizados e abusados. A mera presença dessas ferramentas durante as apresentações evocou sinais clássicos de medo e estresse comportamental”, escreveu a HSUS em seu relatório.

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Quando não são forçados a suportar as árduas sessões de adestramento, os tigres andam gemendo pelas minúsculas jaulas. Na sede, em Hugo, os tigres tentaram se manter aquecidos, com apenas uma polegada de roupa de cama, durante temperaturas congelantes.

Durante cinco dos 22 dias da investigação, não receberam nada para comer. A HSUS relatou as descobertas para o USDA, exigindo que a agência investigue o caso.

“Embora seja verdade que Ringling está saindo do negócio, outros circos ainda operam e usam métodos desumanos para lidar com animais selvagens”, disse Wayne Pacelle, presidente e CEO da HSUS, em um comunicado.

“Não há nenhuma razão para espancar tigres ou outros animais selvagens para essas performances sem sentido. Todos os circos devem acabar com shows de animais”, concluiu.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Mulher dedica vida ao cuidado de chimpanzés e orangotangos salvos de laboratórios e da indústria de entretenimento

Patti Ragan habilmente manobra um carrinho de golfe ao longo de um centro arborizado que abriga grandes primatas na Flórida, nos Estados Unidos.

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Patti Ragan habilmente manobra um carrinho de golfe ao longo de um centro arborizado que abriga grandes primatas na Flórida, nos Estados Unidos.

Ela cumprimenta Christopher, um orangotango de aproximadamente 130 quilos, e lhe oferece erva-doce fresca, uma de suas guloseimas favoritas.

À medida que anda pelo centro – que cuida de oito orangotangos e oito chimpanzés – fica claro que Ragan rapidamente reconhece cada residente. Quando para em um dos recintos dos chimpanzés, ela compartilha a triste história de um deles.

“Chipper é um caso especial. Ele tem em torno de 44 anos agora. Era um bebê selvagem que trabalhou no circo até atingir aproximadamente 10 anos”, diz.

Quando ele se tornou muito grande e foi considerado perigoso para controlar, o chimpanzé foi enviado para uma instalação de pesquisa biomédica. Posteriormente “ele acabou em diversos zoológicos de beira da estrada. Há 16 anos, foi resgatado com o seu amigo, Butch”, afirma.

A missão de vida de Ragan é cuidar desses grandes primatas resgatados de laboratórios, daqueles que os criaram como animais domésticos e da indústria do entretenimento nos Estados Unidos.
O centro que ela fundou há quase 25 anos tornou-se em parte um local de reabilitação e também um lar para os animais, que podem viver 60 anos ou mais.

Ragan cuida dos animais inteligentes porque se sente comovida com o que eles enfrentam. O santuário atua ajudando os animais, ao invés de explorá-los. Por isso, não há criação de primatas, muito menos compra ou venda de animais. Nenhuma pesquisa é permitida, exceto o que é aprendido com a observação não intrusiva dos comportamentos dos primatas. Também não são autorizados visitantes, com exceção de alguns casos de grupos escolares.

Em vez de serem forçados a fazer truques para os seres humanos, os moradores do santuário finalmente podem viver de acordo com seu comportamento natural.

A equipe do local possui 26 funcionários e mais de 50 voluntários. Os trabalhadores não entram em um recinto quando um animal está presente. Para muitos desses orangotangos e chimpanzés, esta é a primeira vez em que seus principais contatos sociais ocorrem com suas próprias espécies.

Como eles não viveram sozinhos e não foram criados por suas mães durante os seis ou sete primeiros anos de vida, não podem retornar à natureza. Eles não saberiam como sobreviver ou não seriam aceitos por macacos selvagens. Além disso, muitos são idosos e quase todos possuem problemas causados por passados abusivos.

O local tornou-se um modelo para santuários de primatas nos EUA, oito dos quais são membros da North American Primate Sanctuary Alliance (NAPSA), que Ragan ajudou a fundar. É o único santuário na América do Norte que oferece um lar para orangotangos, segundo o The Christian Science Monitor.

Elogios de Jane Goodall

A mundialmente renomada primatóloga Jane Goodall, que visitou o Centro de Grandes Primatas, elogia o “profundo empenho e paixão de Ragan pelos primatas” e atua como diretora honorária.

Gloria Grow, cofundadora e diretora da Fauna Foundation, um santuário para chimpanzés e outros animais perto de Montreal, no Canadá, conhece Ragan há 20 anos.

“Se alguém quer iniciar um santuário, o único lugar para enviar essa pessoa é para Patti Ragan porque esse é o local para onde se deve ir para aprender a como fazer isso”, diz.

Quando decidiu que seu propósito era cuidar de grandes primatas que passaram as vidas em cativeiro, Ragan procurou por vários anos antes de encontrar a propriedade perto de Wauchula.

Um dos residentes acolhidos pelo santuário

Após vender a agência que possuía, ela comprou alguns acres, planejando abrigar cinco moradores. Hoje, existem quase 50 grandes primatas (e mais estão a caminho) , que vivem nos cerca de 120 hectares da propriedade. Recentemente, cinco orangotangos chegaram à área.

Uma característica singular do santuário é o seu cercado, com passarelas elevadas que permitem que os animais andem livremente em torno da propriedade. Outros santuários têm copiado a ideia, embora em menor escala.

Ragan espera fazer parte de uma mudança de atitudes  das pessoas em relação aos primatas. “Eles são animais inteligentes, [mas] não são pseudo-humanos”, destaca. Um equívoco sobre os chimpanzés é que eles são pequenos e semelhantes a crianças. Normalmente os bebês são vistos na TV, em cartões ou em filmes.

Bubbles

Talvez o residente mais famoso do santuário seja o chimpanzé Bubbles, antigamente criado pelo cantor de pop Michael Jackson.

“Ele é um menino muito doce e muito grande. Estava com Michael até ter em torno de seis ou sete anos e então Michael percebeu, como a maioria das pessoas, que não teria condições de ficar com ele”, conta Ragan.

As pessoas frequentemente interpretam mal as emoções dos chimpanzés. “Quando os chimpanzés mostram todos os seus dentes, parece um sorriso humano, mas é realmente uma expressão de medo”, explica Cathy Willis Spraetz, presidente e diretora-executiva do Chimp Haven em Keithville, um santuário que acolhe chimpanzés anteriormente utilizado em pesquisas financiadas pelo governo federal.

Outro chimpanzé no Centro de Grandes Primatas é Knuckles, que foi diagnosticado com paralisia cerebral. Uma terapeuta o ajuda em seu próprio recinto especial e seleciona cuidadosamente um dos animais mais velhos e dóceis para lhe fazer companhia.

“Patti tem essa devoção por Knuckles. A maioria aconselha que Knuckles tenha a morte induzida porque ele não pode se defender dentro de um grupo social. Para mim, isso só fala muito sobre o tipo de pessoa que ela é e seu cuidado e devoção aos animais”, destaca Ragan.

Fonte: ANDA

EUA. Reserva animal abate todos os animais antes de encerrar

Um Santuário de animais norte-americano está a ser criticado por ter morto todos os seus animais antes de fechar portas.

Em causa está a decisão tomada pelo responsável Santuário Lion’s Gate – situado no Colorado – que optou por matar três leões, três tigres e cinco ursos.

O caso está a gerar polémica e até mesmo revolta, uma vez que este tipo de santuários são locais que acolhem animais selvagens que foram maltratados ou que estão em perigo de vida.

A diretoa do Lion´s Gate, Joan Laub, após dez anos a cuidar de animais garantiu que já não tem condições para os acolher, após os estragos causados pelas sucessivas inundações que ocorreram, afirmando ainda que as autoridades locais não autorizaram a mudança das instalações para outro local.

No entanto, a administração local do condado de Elbert achou estranho a decisão final de Joan, alegando que os outros santuários se ofereceram para acolher animais, ofertas essas que foram recusadas.

O diretor de uma outra reserva animal, Pat Craig, afirmou estar surpreendido com o desfecho do Lion’s Gate, uma vez que se voluntariou para receber os animais.

Fonte: SOL