DIZIMAÇÃO Namíbia condena elefantes à morte para “proteger plantações”

Dez elefantes foram mortos por autoridades da vida selvagem da Namíbia após o governo decretar que os animais representam uma ameaça para plantações. A denúncia foi feita pelo jornal The Independent e cita ainda que um porta-voz do Ministério do Meio Ambiente, Florestas e Turismo do país confirmou que os elefantes foram assassinados após pisotear plantações.

O órgão afirmou ainda que os animais mortos tiveram seus corpos fatiados e a carne foi distribuída entre agricultores “prejudicados” pela manada. O país proibiu a morte de elefantes em 1995, mas reintroduziu a permissão em 2008, depois que as populações de elefantes aumentaram de 8 mil para quase 20 mil em pouco mais de uma década, o que deveria ser considerado uma excelente notícia.

Em diversos países da África o choque entre elefantes e seres humanos sempre termina com a morte dos animais. A visão antropocêntrica com qual o governo media a situação mostra completo desrespeito à vida e ignora que os locais utilizados como áreas de plantios são na verdade habitat das espécies selvagens. Esses animais são expulsos de seus lares e condenados à morte.

Após a repercussão negativa, o governo tentou argumentar que a práticas de extermínio só são utilizadas como última alternativa, mas não esclarece que medida foram tentadas antes para evitar o assassinato dos elefantes. Além de sobreviver à perda de seus habitats e a caçadores, a espécie também precisa sobreviver à insensibilidade e jogos políticos de líderes governamentais.

Fonte: ANDA

BOTSUANA Mortes em massa de elefantes ameaçam maior manada do mundo

Autoridades de proteção da vida selvagem e do meio ambiente de Botsuana, lar da maior população de elefantes do mundo, iniciaram uma investigação para descobrir a causa da morte de 56 animais na região Noroeste do país africano. Em março foram encontrados 44 elefantes mortos e esta semana mais 12 animais.

O Ministério do Meio Ambiente anunciou em um comunicado que todos os elefantes foram encontrados com as presas, o que diminui a suspeita de que as mortes foram causadas por caçadores. Os cadáveres foram encontrados nas regiões de Seronga e Eretsh. Testes foram realizados e os resultados devem ficar prontos em breve.

A principal suspeita é que os elefantes tenham sido infectados com antraz. Caso os resultados sejam inconclusivos, as amostras serão encaminhadas para a África do Sul. A sobrevivência dos elefantes se tornou uma questão política no país, após o presidente Mokgweetsi Masisi permitir a caça dos animais afirmando que a espécie é responsável pela destruição de plantações.

Especialistas afirmam que apesar do choque histórico entre elegantes e agricultores, não há motivos para que os animais tenham sido envenenados, porque, felizmente, esse ano houve um volume pluviométrico que garantiu tanto a safra dos fazendeiros quando os alimentos naturais para os mais de 135 mil elefantes que vivem no país.

Fonte: ANDA

VÍTIMAS INDIRECTAS Elefantes cativos da Tailândia enfrentam a fome em meio à pandemia de Covid-19

Um elefante adulto consome cerca de 400 kg de alimentos, como erva, folhas, legumes e frutas.

No fim de Março, a Tailândia fechou suas fronteiras para estrangeiros e passou a sofrer uma crise económica visceral com a redução do turismo. Além do aumento do desemprego e a pobreza generalizada da população, a crise trazida pela pandemia também faz vítimas indirectas: elefantes escravizado e aprisionadas por empresas que promovem passeios turísticos.

Impedidas de funcionar, essas empresas estão deixando os elefantes à própria sorte e afirmam faltar recursos para alimentá-los. Segundo o activista Lek Chailert, fundador do Elephant Nature Park (ENP), um santuário para elefantes do país, é uma situação de contrastes que precisa ser combatida. “Estamos muito felizes por que os elefantes não precisam trabalhar, mas o problema é que eles não estão sendo alimentados”, diz.

Na Tailândia, cerca de 2,5 mil elefantes são mantidos em cativeiros e forçados a levar turistas em passeios, além de estarem aprisionados em zoos e circos para performarem truques e entreter o público. A pandemia forçou o fechamento de 85 locais no Norte do país onde elefantes são explorados e a maior preocupação dos activistas é o futuro destes animais.

Segundo dados da World Animal Protection (WAP), cerca de 5 mil funcionários foram demitidos e, agora, além de uma vida de abusos, estes elefantes enfrentam a fome e a negligência. Muitos destes animais foram sequestrados de suas famílias quando eram apenas bebes e submetidos a torturas e treinamentos para serem domesticados a interagirem com os seres humanos. Como consequência indirecta destes maus-tratos, eles são extremamente dependentes de cuidadores e não conseguem sobreviver sozinhos.

Um elefante adulto consome cerca de 400 kg de alimentos, como grama, folhas, legumes e frutas. No entanto, estes recursos naturais estão escassos devido à época do ano, onde há o de um clima seco e a é vegetação escassa, o que, inclusive, tem colaborado para alimentar as chamas de um grande incêndio florestal que atinge a região Norte da Tailândia. Como alternativa, criadores de elefantes estão pedindo ajuda a ONGs e santuários para alimentar os animais.

Chailert e sua equipe recebem pedidos constantes de ajuda. Eles estão alimentando cerca de 20 elefantes aprisionados em acampamentos turísticos e a Save Elephant Foundation está entregando alimentos e suprimentos para pelo menos 668 elefantes em 59 campos em toda a Tailândia. “É difícil para nós. Temos que transportar comida. Nossa equipe precisa cuidar dos animais, e tudo é bastante difícil, porque temos um toque de recolher. Se você sair após o toque de recolher, poderá ser preso”, disse o activista.

Santuários também pedem socorro

Não são apenas os elefantes aprisionados em acampamentos, circos e zoos que correm ricos. ONGs e santuários também sofrem com a falta de recursos. A Wildlife Friends Foundation Thailand (WFFT), que resgata elefantes e outros animais da indústria do turismo e do comércio de animais selvagens na Tailândia, também conta com o pagamento de visitantes para financiar seu trabalho. Sem essa renda, a WFFT está lutando pela sobrevivência dos animais.

O diretor da WFFT, Tom Taylor, disse em entrevista ao portal Mongabay que a organização está sofrendo com a pandemia. “Como em todas as instalações para elefantes (acampamentos e refúgios), perdemos nossa renda ao pagar hóspedes e voluntários. A maioria dos nossos custos de funcionamento diários, incluindo alimentos para animais, geralmente é coberta por nossos hóspedes e voluntários pagantes”, disse o activista.

Taylor acrescenta ainda que além da falta de recursos, houve redução da mão da obra. “Não temos convidados e alguns voluntários no momento. Com 25 elefantes e mais de 700 outros animais para cuidar, estamos lutando para sobreviver. Além disso, nossa força de trabalho no terreno diminuiu drasticamente, de modo que todos nos apressamos. Sim, estamos com algumas dificuldades com os fundos no momento”, apontou.

Fim da escravidão

Embora este seja um momento de união para salvar os elefantes, o ativista em defesa dos direitos animais Schmidt-Burbach, acredita que essa é a ocasião ideal para dialogar sobre a importância do fim da exploração dos animais. “Os elefantes são animais selvagens – não são domesticados – e são animais incrivelmente poderosos e inteligentes. É impossível mantê-los adequadamente em cativeiro. Como resultado, é frequentemente a trágica necessidade de que os elefantes sejam acorrentados, espancados e impedidos de se comportar naturalmente para usá-los no turismo”, aponta.

E completa: “Nossa pesquisa mostrou que as condições de bem-estar para a grande maioria dos elefantes nos campos de turismo são muito ruins. A maior ameaça é a criação desenfreada contínua de elefantes em cativeiro para aumentar ainda mais o número de elefantes turísticos. Mais elefantes significará mais problemas e pior bem-estar”, disse em entrevista ao portal Mongabay.

Chailert, que ajuda os criadores de elefantes a fazer a transição de seus acampamentos para santuários e a encontrar novas fontes de renda, diz que espera que a pandemia forneça uma oportunidade de mudança. “A maioria dos criadores não gosta de mim ou do meu trabalho porque eu falo e luto contra a crueldade. Eles acham que sou eu quem tentou mudar sua tradição. Finalmente, neste momento, eles me contactam e dizem: ‘Por favor, ajude’. Não hesito em ir e trazer nossa amizade a eles. E espero que possamos derrubar paredes e abrir janelas para trabalhar com elas”, conclui o activista.

Fonte: ANDA

DENÚNCIA Zimbábue é suspeito de enviar secretamente bebes elefantes para zoológicos chineses

O grupo de animais mostrado nas imagens da denúncia é formando por 35 elefantes, todos com menos de seis anos e dois deles ainda são alimentados com mamadeira

Os activistas estão preocupados com o fato de os animais estarem sendo exportados em massa antes que a proibição entre em prática, imagens divulgadas mostram um rebanho de 30 filhotes mantido em cativeiro.

Activistas pelos direitos animais denunciam que Zimbábue possa estar secretamente enviando filhotes de elefantes em massa para zoológicos chineses, antes que uma proibição seja introduzida no próximo mês no país.

As preocupações foram levantadas depois que imagens divulgadas mostraram o rebanho filhotes mantido em cativeiro no Parque Nacional de Hwange, quase um ano depois de terem sido retirados de seu habitat natural.

Um acordo para proibir as exportações de elefantes do Zimbábue e de Botsuana foi decidido na reunião de Agosto da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Flora e Fauna (CITES).

No entanto, a proibição não entra em vigor até 26 de Novembro, levando os ativistas a temer que o Zimbábue exporte os elefantes antes do prazo para evitar a proibição.

Segundo a CITES, o Zimbábue já havia enviado 108 jovens elefantes para zoológicos na China desde 2012.

O temor pelo bem-estar dos últimos elefantes aumentou em Fevereiro deste ano, quando a Humane Society International/África (HSI/África) revelou imagens dos animais espremidos nas pequenos cercados no Nacional de Hwange.

Todos estavam com os olhos arregalados, com as orelhas abertas em uma postura defensiva e com manchas escuras na lateral do rosto, o que é um indicador de que estão stressados.

Foto: Metro UK/Reprodução

Todos têm menos de seis anos e, de acordo com o HSI/África, dois estão sendo alimentados com mamadeira, o que significa que não foram desmamados adequadamente de suas mães ausentes.

Uma fonte disse aos activistas que os Parques do Zimbábue e o Departamento de Gerenciamento de Incêndios Florestais solicitaram vistos para os elefantes, enquanto autoridades chinesas chegaram ao Parque Nacional de Hwange para fazer os preparativos para o envio.

Suspeita-se que uma empresária chinesa supostamente responsável por intermediar todas os envios e compras de elefantes anteriores esteve presente no parque.

Os activistas dizem que os elefantes foram mantidos em cativeiro por muito tempo para serem devolvidos à natureza, mas poderiam ter sido realojados em um santuário onde se misturariam com elefantas mais velhas para desenvolver suas habilidades de socialização e seu bem-estar.

Foto: Metro UK/Reprodução

Especialistas em elefantes e grupos de protecção da vida selvagem em toda a África pediram que os planos de envio dos animais fossem interrompidos e que todas as capturas futuras fossem proibidas imediatamente.

Audrey Delsink, bióloga de elefantes e directora do departamento de vida selvagem do HSI/África, disse: “Estamos extremamente preocupados com o destino desses elefantes. Na natureza, os filhotes permanecem estreitamente ligados aos seus grupos familiares de nascimento, com as fêmeas nunca deixando suas famílias e os machos saindo apenas entre 12 e 15 anos de idade”.

“Tirar à força esses filhotes de elefantes da natureza é um ato totalmente bárbaro, tanto para eles quanto para as famílias enlutadas que deixam para trás, pior ainda é condená-los ao cativeiro na China o que será uma sentença para a vida toda”, disse a bióloga.

“Se o Zimbábue avançar com a operação e enviar esses animais para cativeiro, apesar da decisão da CITES, isso mostrará uma terrível falta de respeito pela lei internacional de conservação e protecção da vida selvagem”.

Foto: Metro UK/Reprodução

Delsink considera que “O governo do Zimbábue tem uma pequena janela de oportunidade para colocar a moral antes do dinheiro e permitir que esses jovens elefantes vivam novamente entre sua própria espécie em um santuário, e para impedir qualquer captura futura”.

Lenin Chisaira, advogado ambiental da Advocates4Earth, acrescentou: “O segredo em torno da captura e comércio em curso da vida selvagem do Zimbábue expõe falta de responsabilidade, transparência e uma pitada de arrogância pelas autoridades zimbabuanas”.

“Eles parecem preparados para seguir em frente, apesar dos protestos e conselhos globais. Também parecem ir contra a pressão local e os processos legais locais”, concluiu o advogado”.

Fonte: ANDA


Nota: Seria bom que a ANDA não desse tantos erros, tais como bebês; agosto; fevereiro; novembro; ativistas e diretora. Quando é bebes; Agosto; Fevereiro; Novembro; activistas; directora. E não tenho outra opção, que não corrigir todos esses erros, para o poder postar aqui no meu blog!

Notícias Botsuana se prepara para retomar a caça aos elefantes

O governo vai leiloar licenças para permissão de atirar em 158 elefantes, disse Kitso Mokaila, ministro do Meio Ambiente do país

Uma elefanta africana e seu filhote | Foto: REUTERS/Baz Ratner
Uma elefanta africana e seu filhote

Após a suspensão da proibição da caça de elefantes por cinco anos, a nação sul-africana de Botsuana reintroduz a prática no país precificando a morte dos animais com o claro objectivo de lucrar com sua fauna endémica.

O governo leiloará licenças para operadores de caça pelo direito de atirar em 158 elefantes, mas ainda não decidiu o preço mínimo que fixará nas vendas, disse Kitso Mokaila, ministro do Meio Ambiente do país.

Serão vendidas também licenças de caça designadas a estrangeiros pelo valor de 20 mil pula (1.830 dólares) por cada autorização, de acordo com documentos do governo vistos pela Bloomberg. No país vizinho Zimbábue cobra-se 21 mil dólares pelo direito de matar um elefante.

Botsuana tem a maior população de elefantes do mundo, com cerca de 130 mil dos animais circulando livremente em todo o país.

Sob a óptica distorcida de que as vidas dos animais estão à venda e podem ser comercializadas, Dries van Coller, presidente da Associação Profissional de Caçadores da África do Sul disse à Bloomberg: “É um preço muito razoável, as autoridades preferem agir com cautela e ver como as coisas acontecem”.

O presidente Mokgweetsi Masisi colocou os paquidermes no centro da política do país antes das eleições de Outubro, mudando os compromissos assumidos por seu antecessor, Ian Khama, e irritando conservacionistas, dizendo que os elefantes são muito numerosos e ameaçam os moradores. Embora sua posição tenha conquistado amplo apoio rural, activistas dos EUA se manifestaram alertando de que turistas podem ir a outro lugar.

Infelizmente, ao suspender a proibição de caça, Botsuana se alinhou com seus vizinhos. O número de licenças de caça está abaixo do limite de 400 estabelecido e se compara a 500 licenças no Zimbábue e 90 na Namíbia. No SA, caçadores estrangeiros geraram R1.95bn em 2017. Menos de 50 elefantes são mortos no SA anualmente e a Zâmbia colocou à disposição 37 licenças para este ano.

O custo total de uma caça ao elefante normalmente envolve várias centenas de dólares por dia para os caçadores profissionais que acompanham os turistas, bem como taxas de acomodação e taxidermia. As caçadas podem durar de 10 a 18 dias em média. A maioria dos caçadores de troféus no sul na África vem dos EUA.

O presidente descreve a estratégia do pais para os animais como um “começo cauteloso e firme” da liberação da caça e que esteja “alinhado com os interesses económicos no país”.

“As vendas começarão em breve”, acrescentou Masisi .

O turismo, principalmente na forma de safáris fotográficos nas regiões Okavango e Chobe do país, representa um quinto da economia do Botsuana.

Fonte: ANDA

Destaques Elefantes agredidos com ganchos de metal são forçados a carregar turistas com as trombas

Foto: ViralPress

A indústria do turismo explora animais indefesos submetendo-os a todo tipo de tortura e obrigando-os a realizar truques anti-naturais mediante ameaça de serem feridos com cortes e espancamentos.

Tudo isso acontece com o objectivo de entreter uma plateia pagante de turistas que, muitas vezes alienada, bate palmas e se diverte mediante o sofrimentos desses seres sencientes e indefesos.

O último flagrante desses maus-tratos está registado em imagens divulgadas recentemente que mostram elefantes sendo obrigados a carregar turistas em suas trombas, enquanto mahouts (treinadores de elefante) segurando bastões com ganchos afiados na ponta (bullhook) os obrigam se apresentarem no Elephant World.

Os animais foram filmados no início deste mês durante um de seus exaustivos shows diários para multidões de turistas na remota região de Surin, no nordeste da Tailândia.

Os mahouts (manipuladores de elefantes) podem ser vistos empunhando bullhocks ao lado dos animais – essa ferramenta de tortura foi especialmente criada para controlar e dominar os elefantes.

Durante a apresentação, os elefantes giram bambolês em suas trombas e se apoiam em duas patas antes de serem forçados a chutar uma bola de futebol em uma rede.

Alguns são instruídos a recuar e, em outro momento do show, voluntários da plateia se deitam e deixam os elefantes passarem por cima deles – chegando a centímetros de serem esmagados.

Os elefantes ainda são obrigados a transportar espectadores içando-os em suas trombas e desfilando pelo local do show.

Foto: ViralPress

Durante todo o show, os mahouts seguram os bullhooks o tempo todo, uma mulher pode ser vista nas imagens erguendo a ferramenta em direcção ao elefante depois que ela puxa violentamente a orelha do animal.

O grupo que actua em defesa dos direitos animais, PETA criticou severamente o show, que em parte devido à sua localização remota até agora escapou das denúncias e críticas recebidas por outros locais de exploração na Tailândia.

Jason Baker, vice-presidente de campanhas internacionais da PETA, disse que os elefantes no vídeo estavam se apresentando apenas por causa da ameaça de violência e pediu aos turistas que não comparecessem a esse tipo de show.

Ele disse ao Daily Mail: “Esses elefantes não estão se apresentando porque é divertido. É porque eles têm medo do abuso que receberão se não o fizerem”.

Foto: ViralPress

“Isso fica evidente com a presença constante do bullhook, uma arma com um gancho afiado em uma extremidade, sendo mantida bem ao lado deles, como ameaça”.

“Se as pessoas soubessem que seus ingressos estavam promovendo o abuso e o sequestro de elefantes da natureza, certamente nunca entrariam nesses locais.”

Um visitante do Elephant World, na província de Surin, disse que os shows acontecem todos os dias das 10h às 14h, com cada elefante tendo que se apresentar várias vezes.

Eles disseram: “O show é muito popular, nos fins de semana e feriados está cheio, e as pessoas que visitam são principalmente turistas tailandeses, mas às vezes existem estrangeiros”.

Foto: ViralPress

No mês passado, a maior operadora de turismo da China cortou laços com um show semelhante perto da capital Bangkok, após uma pressão constante do grupo de direitos animais PETA.

No entanto, o show em Surin fica a cerca de 300 milhas de distância e na pobre região de Isan, no nordeste da Tailândia.

O parque de elefantes parece ter escapado ao escrutínio que passaram os grandes shows de elefantes localizados em destinos turísticos populares, como Bangkok e Phuket.

O porta-voz da PETA, Jason Baker, acrescentou: “Todos os elefantes forçados a entrar no show business na Tailândia foram ‘domados’ da maneira mais doentia, horripilante e muitas vezes mortal imaginável”.

Foto: ViralPress

“A indústria de elefantes tailandesa ganhou fama por tirar os filhotes ainda mamando de suas mães, imobilizados, espancados sem piedade e tendo suas unhas uma a uma arrancadas por dias seguidos. Este tratamento quebra seu espírito, e alguns não sobrevivem”.

“Eles são forçados a passar o resto de suas vidas em cativeiro e se apresentar em shows como este onde são espancados, açoitados e feridos com ganchos para forçá-los a realizar truques difíceis e sem sentido apenas para o entretenimento humano”.

“Quando não são forçados a realizar truques anti-naturais ou levar turistas sem suas costas, esses elefantes geralmente passam a maior parte de sua vida acorrentados, incapazes de dar mais do que alguns passos”.

“A PETA pede que todos fiquem longe de qualquer lugar que force os elefantes a fazer truques ou oferecer passeios.”

Foto: ViralPress

O gerente do Elephant World, Prakit Raumpattan, disse que os ganchos são usados apenas como um “aviso” e “nunca usados durante o treinamento ou nos shows”.

Ele acrescentou: “O gancho é apenas para garantir que os elefantes não se comportem mal. Os elefantes ainda são animais selvagens, não importa o quanto os treinemos e tentemos fazê-los domesticados”.

“Eles ainda podem ser imprevisíveis, pois o bullhook é usado como uma ameaça para impedi-los de fazer algo perigoso ou atacar pessoas”.

“Nós treinamos os elefantes desde que eram bebes, da mesma forma que as pessoas treinam um cachorro e elas recebem recompensas como bananas, mas nunca são abusadas.”

Foto: ViralPress

Elefantes

A comparação dos elefantes aos cães, feita por um dos responsáveis do “show” só torna mais evidente a falta de empatia e conhecimento dos explores desses animais. Ao contrário dos cachorros, elefantes não são domesticados, são animais selvagens, inteligentes e com capacidades sociais e de formação de vínculo altamente desenvolvidas. Eles vivem em grupos, tem sociedades hierárquicas com formação de família, prosperam na natureza, acostumados a liberdade, o cativeiro é uma sentença de morte para esses majestosos animais.

Foto: ViralPress

Fome, dor, sofrimento, privação, medo, abuso e exploração, esse é o cotidiano de desses animais que vivem acorrentados e submissos, saindo apenas para entreter plateias de turistas alienados, levar outros nas costas ou servir de enfeite para selfies com muitos outros.

Submeter o maior mamífero da Terra a esse tipo de desrespeito é um atentado a dignidade dessas criaturas belíssimas e únicas e reduzi-los a uma existência miserável, onde a única escapatória é a morte.

Fonte: ANDA

Fotos chocantes mostram como elefantes são torturados e alertam turistas na Tailândia

As fotos horríveis servem como um alerta para turistas que montam elefantes na Tailândia. A Autoridade de Turismo da Tailânida já reagiu e deixou um aviso aos turistas: “Por favor, não montem nos elefantes e não apoiem esse negócio”.

Fotos chocantes mostram como elefantes são torturados e alertam turistas na Tailândia

Os turistas que planeiam montar elefantes na Tailândia estão a ser encorajados a não o fazer, depois de várias fotos do suposto abuso contra os animais se terem tornado virais no Twitter esta semana. As fotos foram publicadas pela primeira vez em Abril, mas só agora ganharam a atenção de um elevado número de pessoas. As imagens mostram os elefantes com ferimentos na cabeça e corpo, supostamente infligidos por tratadores, que os controlam com um metal afiado.

As imagens chocaram turistas e autoridades de viagens tailandesas, que agora pedem que os turistas boicotem este tipo de passeios e não montem em elefantes. “Nós nunca incentivamos os turistas a montarem os elefantes”, disse um porta-voz da Autoridade de Turismo da Tailândia (TAT) ao Yahoo News Austrália. O porta-voz deixou um pedido aos turistas: “Por favor, não montem nos elefantes e não apoiem esse negócio”.

As agências governamentais do país têm tentado combater o problema através de várias iniciativas, como a formulação de políticas, o apoio à pesquisa sobre a vida selvagem, a reabilitação de animais feridos e a erradicação do comércio ilegal de animais selvagens.

Reconhecendo o elefante como o símbolo nacional do país, o responsável do TAT, Yuthasak Supasorn, disse que os animais também apresentam um “significado espiritual especial” com suas profundas associações com o budismo e o hinduísmo. “Então, devem ser sempre respeitados e bem cuidados”, escreveu numa publicação recente no site do conselho de turismo.

De acordo com a World Animal Protection (WAP), existem mais de 3 mil elefantes em cativeiro em atracções turísticas em toda a Ásia e a maioria deles é forçada a viver em condições cruéis e inaceitáveis. O relatório do WAP inclui uma lista de locais que não oferecem atracções cruéis aos elefantes.

Fonte: SAPO VIAGENS

Bebé elefante tenta desesperadamente acordar a sua mãe morta

Foto: Newslions Media

As imagens flagram o momento comovente em que um bebé elefante é visto tentando acordar a sua mãe, que desmaiou e morreu depois de vagar por uma aldeia na Índia.

filhote acariciou com sua tromba a cabeça da sua mãe enquanto ela se deitava imóvel no chão na aldeia de Hiran, no estado de Odisha (Índia).

A mãe doente, com o bebê ao seu lado, entrou na comunidade que fica perto da selva de Khalasuni, no distrito de Deogarh.

Inicialmente, os aldeões cuidaram do elefante e do filhote, fornecendo-lhes comida, água e aplicando ervas medicinais nas feridas de sua perna direita e da testa.

Eles informaram os guardas florestais sobre a presença da mãe e do seu filho na sua aldeia.

Segundo os aldeões, a elefanta aparentemente quebrou a perna direita, provavelmente por cair em um buraco. Ela também tinha uma ferida na testa.

Nos primeiros dias, a elefanta mesmo mancando era capaz de se movimentar por conta própria.

Foto: Newslions Media

Mas quando a ferida piorou, ela desabou no chão e não conseguiu ficar em pé novamente.

Nas últimas seis semanas, o animal foi submetido a tratamento na aldeia por veterinários e especialistas designados por guardas florestais.

Mas, embora tenham tentado ao máximo curar o elefante, não conseguiram salvar a vida da mãe.

bebé elefante, inconsciente do facto da sua mãe ter morrido, podia ser visto inocentemente tentando acordá-la numa cena comovente e triste.

Ameaçados de extinção

Uma avaliação actualizada de um tratado administrado pela ONU Meio Ambiente confirmou que a caça continua ameaçando a sobrevivência de elefantes africanos, cuja população caiu de estimados 12 milhões há um século para 400 mil, de acordo com o Relatório sobre a Situação de Elefantes Africanos 2016.

Com base em dados da Proporção de Elefantes Mortos Ilegalmente (PIKE, na sigla em inglês), a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora (CITES) avaliou os níveis de mortes ilegais por meio do programa de monitoramento de elefantes mortos. O monitoramento calculou que a caça ilegal é a principal causa de mortes de elefantes.

De acordo com evidências, níveis da PIKE alcançaram um pico em 2011, quando alarmantes 10% dos elefantes africanos foram caçados, antes de caírem até 2017. O nível permaneceu relativamente sem mudanças ao longo de 2018.

Níveis altos da proporção são preocupantes porque até mesmo populações estabelecidas e protegidas de elefantes sofrem perdas anuais para caças ilegais e outra formas de mortalidade, que não são compensadas por taxas de natalidade.

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas, fragmentadas e não são protegidas, o que as tornam mais vulneráveis à caça.

“Mortes ilegais de elefantes africanos por conta do marfim continuam uma ameaça significativa às populações de elefantes na maioria dos Estados”, disse a secretária-geral da Convenção, Ivonne Higuero. “Ao mesmo tempo, a população humana da África cresceu dez vezes, de 125 milhões para 1,225 bilião, criando competição com elefantes por terra”.

Embora o comércio internacional de marfim de elefantes esteja banido pela Convenção desde 1990, opiniões são divergentes entre países sobre a continuação, ou não, da proibição.

O elefante africano e o debate sobre comércio de marfim será um item da agenda da próxima Conferência das Partes da CITES, realizada a cada três anos. A Conferência estava marcada originalmente para maio deste ano em Colombo, no Sri Lanka, mas será remarcada para uma data posterior.

“Precisamos continuar reduzindo caça e comércio ilegal de marfim e encontrar soluções para garantir a coexistência de elefantes com populações locais”, destacou Higuero. “A comunidade internacional deve expandir ainda mais seu trabalho com Estados africanos para encontrar soluções que funcionem tanto para os elefantes quanto para comunidades locais”.

Fonte: ANDA

O Governo de Botsuana voltou a permitir a caça de elefantes no país, levantando a suspensão anteriormente imposta, anunciou hoje o Ministério do Meio Ambiente.

Botsuana volta a permitir caça de elefantes no país

A proibição de caça que vigorava até agora foi introduzida no país em 2014, pelo anterior Presidente, Ian Khama, um grande defensor da conservação dos elefantes.

O actual Presidente, Mokgweetsi Masisi, foi eleito em Abril do ano passado e começou a rever a lei que proibia a caça de elefantes cinco meses depois, o que causou atritos com o seu antecessor Khama.

Um comunicado do Ministério do Meio Ambiente, Conservação de Recursos Naturais e Turismo do Botsuana, justifica que com a suspensão da caça “o número e os altos níveis de conflitos entre humanos e elefantes e o consequente impacto sobre os meios de subsistência estava a aumentar”.

O documento acrescenta que a caça passará a ser permitida de acordo com as leis e regulamentos que regem a conservação da vida selvagem, a caça e o licenciamento.

O ministro do Meio Ambiente do Botsuana, Onkokame Kitso Mokaila, anunciou para comprometeu-se a dar mais informações sobre os novos desenvolvimentos na quinta-feira.

O Governo do Botsuana – que apresentou hoje, oficialmente, o levantamento da suspensão – defende que a população rural é a favor desta medida, por se confrontarem regularmente com a destruição de campos agrícolas por manadas de elefantes.

O Botsuana tem a maior população de elefantes da África, estimada em 160.000. O número de elefantes no país quase triplicou nos últimos 30 anos, segundo especialistas.

Fonte: Sapo24

RETROCESSO Tailândia vai permitir o comércio de elefantes para países estrangeiros

Foto: WWF-Malaysia

O governo tailandês acaba de anunciar que permitirá o comércio de elefantes para outros países, segundo Lek Chailert, fundador da Save Elephant Foundation.

De acordo com Chailert, a decisão também incluirá o envio de partes de corpos de elefantes, como marfim, com permissão concedida a partir de 23 de junho deste ano.

Ela descreveu o movimento como uma “tragédia muito grave”, dizendo que essa medida coloca em risco o “bem-estar dos elefantes selvagens e cativos”.

Regulamento estrito

De acordo com reportagens locais, o Departamento Nacional de Parques Naturais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas da Tailândia (DNP) acredita que a nova regulamentação será rigorosa o suficiente para evitar o abuso potencial de traficantes de animais selvagens.

“Elefantes e produtos relacionados a elefantes só podem ser exportados para pesquisa, fins diplomáticos ou para intercâmbio entre institutos acadêmicos e museus”, disse Adul Chotinisakorn, diretor-geral do Departamento de Comércio Exterior.

“Elaboramos cuidadosamente este regulamento em estreita consulta com agências relacionadas e podemos assegurar que os elefantes tailandeses exportados serão bem cuidados por especialistas em um bom ambiente quando estiverem no exterior.

“Estamos conscientes de que o envio de elefantes tailandeses ou produtos de elefantes para outros países é uma questão muito sensível, por isso vamos garantir que as decisões nesta matéria serão cuidadosamente consideradas, sendo o interesse nacional a principal prioridade”.

Tomada de atitude

Mas Chailert está pedindo às pessoas que tomem medidas e se movimentem contra a decisão, que ela diz que coloca os animais em risco. “Eu estou pedindo a todos aqueles ao redor do mundo que amam os elefantes, que por favor, fiquem ao meu lado, e escrevam para o consulado tailandês em seu país, e para o link abaixo, pedindo ao governo para rever esta decisão, segundo o aconselhamento daqueles que trabalham para a conservação das espécies”, disse ela na mídia social.

“Esta visão míope não é defensável. Peço a todos que ajudem-me a lutar pelos direitos do elefante tailandês. Devemos parar o tráfico. Na Tailândia há cerca de 4 mil elefantes trabalhando em cativeiro, e apenas pouco mais de mil permanecem na natureza. Em 1986, o elefante asiático tornou-se uma espécie em extinção A passagem do tempo não lhes fez nenhum favor”.

“O risco de extinção é crítico. Qualquer decisão tomada em relação ao seu futuro deve ser considerada com total escrutínio público e científico. Devemos estar vigilantes em seu nome, até que permaneçam salvaguardados ou até que não haja mais nenhum”.

Fonte: ANDA