Destaques Filhote de elefante tenta acordar a mãe morta por envenenamento

O filho usa a tromba para cutucar a mãe e tentar fazê-la levantar, mas o corpo sem vida da elefanta permanece imóvel, o que deixa o filhote confuso e sem acção


Foto: News Lions Media/MEGA

Imagens comoventes mostram um filhote de elefante tentando inutilmente acordar sua mãe morta após encontrar o corpo sem vida da elefanta em uma floresta.

O jovem elefante parece estar cutucando sua mãe com a tromba, numa tentativa desesperada de revivê-la.

O elefante foi um dos sete que se acredita ter morrido pelas acções criminosas de residentes locais, suspeitos de envenenar os animais para impedi-los de invadir suas fazendas.

Quatro dos elefantes mortos foram encontrados em uma floresta perto de Sigiriya, uma fortaleza rochosa do século V e também património protegido pela UNESCO no centro do Sri Lanka em 28 de Setembro.

Mais três cadáveres de elefantes foram descobertos depois desses quatro, informou a polícia. Como os cadáveres não tinham marcas de tiros ou ferimentos, acredita-se que os animais tenham sido envenenados.

O porta-voz da polícia Ruwan Gunasekera disse ao Daily Mail: “Encontramos os restos de sete elefantes do sexo feminino, incluindo um tusker (elefantes com presas de marfim imensas), desde sexta-feira”.

Uma elefanta grávida estava entre os quatro corpos encontrados. As autópsias serão realizadas por funcionários e veterinários da vida selvagem, para determinar se os animais foram envenenados.

Foto: News Lions Media/MEGA

Segundo a polícia, uma série de incidentes envolvendo elefantes selvagens invadindo aldeias e destruindo colheitas na área pode ter causado o assassinato.

Estima-se que cerca de 200 elefantes sejam mortos todos os anos no país. Muitos deles são vítimas da ira de fazendeiros cujas fazendas são invadidas pelos rebanhos famintos de elefantes.

Com os habitats invadidos pela presença humana, elefantes acabam indo parar em aldeias próximas ao seu local comum de circulação, fato que ocasiona conflitos entre humanos e os animais selvagem.

Foto: News Lions Media/MEGA

Especialistas consideram a perda de sete elefantes nesta semana um duro golpe para a população de elefantes do país. Todos os sete animais encontrados mortos teriam entre 10 e 15 anos.

Segundo a World Wildlife Foundation, a população de elefantes no Sri Lanka caiu quase 65% desde a virada do século XIX.

Hoje, o elefante do Sri Lanka está protegido pela lei do Sri Lanka e matar um animal da espécie pode levar à pena de morte.

Fonte: ANDA

Destaques Vaquitas marinhas podem estar extintas em menos de um ano

Foto: National Geographic

A vaquita (Phocoena sinus) também conhecida como toninha-do-golfo, boto-do-pacífico é apenas uma das muitas espécies vítimas de “captura acidental”, pelos métodos destrutivos de caça dos cartéis de drogas mexicanos e traficantes chineses, que se juntam para caçar o peixe raro totoaba por sua bexiga natatória.

O documentário da National Geographic, Sea of Shadows (mar de sombras), estreou em Londres, na Inglaterra, nesta semana e revelou as últimas estatísticas sobre a situação da vaquita.

Os números da espécie tem caído drasticamente na última década e agora restam menos de 15 indivíduos no mundo.

As vaquitas podem desaparecer para sempre nos próximos 12 meses devido a inúmeras milhas de redes de captura ilegais submarinas no mar de Cortez que os caçadores usam para prender totoabas.

Foto: Nation of Change

O peixe totoaba é considerado a “cocaína do mar” porque possui uma bexiga natatória que vale mais do que ouro.

As bexigas natatórias desses peixes têm um preço elevado devido as crenças medicinais chinesas que afirmam que elas têm poderes milagrosos de cura.

Algumas pessoas consideram a bexiga natatória da totoaba uma “droga sexual”, porque acredita-se que ajuda na fertilidade.

Outras alegações infundadas por qualquer evidência atribuem ao órgão benefícios medicinais incluem o poder de curar problemas circulatórios, artrite e doenças da pele.

Bexiga de totoaba foi apreendida pela alfândega de Hong Kong, o item vale mais do que ouro no mercado paralelo | Foto: National Geographic
Bexiga de totoaba foi apreendida pela alfândega de Hong Kong, o item vale mais do que ouro no mercado paralelo

Também é considerado uma iguaria na China e é consumido em sopa.

Existem restrições de pesca que foram adotadas no mar de Cortez para tentar proteger a vida marinha de métodos destrutivos de caça furtiva.

No entanto, eles são ignorados, apesar de serem aplicados pela marinha mexicana.

O documentário Sea of Shadows alega que alguns oficiais da marinha mexicana estão sendo pagos pela máfia para fechar os olhos à caça aos totoabas e ao comércio com os chineses.

O filme também mostra como uma equipe de especialistas tenta e falha em salvar uma vaquita, colocando-a em um compartimento marinho durante uma missão Vaquita CPR.

Os esforços da Sea Shepherd Conservation Society provam ser um pouco mais bem-sucedidos, pois usam drones para identificar pescadores ilegais e trabalham para remover as letais redes de emalhar subaquáticas.

As observações mais recentes de vaquitas no mar de Cortez foram de apenas seis das pequenas toninhas.

O diretor do comentário, Richard Ladkani, disse a plateia na estreia no Sea of Shadows em Londres: “Precisamos que as pessoas acordem e façam o que puderem para salvar essa espécie”.

“Novas políticas estão sendo colocadas em acção agora e novas leis estão sendo implementadas”.

Foto: Charlotte Edwards

“Siga e apoie, mostre às pessoas que você se importa”.

“Temos uma petição no Change.org também basta apenas pesquisar por vaquita”.

Ele acrescentou: “Todos vocês podem fazer a diferença para o planeta”.

“Esta é uma história simbólica para a vaquita, mas é apenas um símbolo. Isso está acontecendo agora no planeta”.

Ao ser questionado se a marinha mexicana estava fazendo o suficiente para ajudar nos esforços de conservação e derrubar a máfia no mar de Cortez, Ladkani revelou como ele enfrentou um vice-almirante sobre a situação, fora das câmaras.

Ele disse: “Tirei a câmara e ele disse: ‘essas pessoas sabem onde eles moram, essas pessoas sabem os nomes da minha filha, minha esposa, sabem tudo sobre nós’ ”.

“Se nós os ferirmos seriamente, se os derrubarmos para valer, eles virão atrás de nós e nos matarão”.

“Não apenas eu, mas eles matam minha filha e minha esposa, e essa é a razão pela qual não estamos lutando contra eles”, concluiu ele.

Fonte: ANDA

Destaques Zebra faminta é flagrada comendo as próprias fezes em zoo

A ONG Peludos Al Aire En Sintonia Por Los Que No Tienen Voz, gravou o vídeo documentando a cena que se passa no zoológico de de San Juan de Aragon, na Cidade do México

Zebra come as próprias fezes no zoo de San Juan de Aragon, na Cidade do México | Foto: CEN/peludosalairelaguna
Zebra come as próprias fezes no zoo de San Juan de Aragon, na Cidade do México

Imagens chocantes compartilhadas nas redes sociais mostrando uma zebra comendo o que pareciam ser suas próprias fezes, causaram revolta e indignação nas redes sociais

As fotos e o vídeo foram capturados em um zoológico mexicano, suspeita-se que o animal não esteja recebendo o suficiente para comer e por isso estivesse comendo seus excrementos.

Relatos afirmam as cenas perturbadoras foram gravadas no zoológico de San Juan de Aragon, na Cidade do México, que já é acusado de negligencia e maus-tratos e onde muitos dos animais cativos, estavam com problemas de saúde.

Imagens de vídeo flagrando a situação foram divulgadas por uma organização de protecção aos animais mexicana que revelou ainda que os animais do zoológico estão morrendo por falta de comida.

No vídeo, a zebra, chamada Karo, pode ser vista dentro do zoológico, comendo suas próprias fezes do chão.

A ONG escreveu nas mídias sociais: “Esses animais não tem muito tempo, eles estão morrendo de fome. É importante livrar-se desses trabalhadores incompetentes e cuidar dos animais”.

A zebra chamada de Karo com ferimento sem tratamento no pescoço | Foto: CEN/@peludosalairelaguna
A zebra chamada de Karo com ferimento sem tratamento no pescoçoA entidade Peludos Al Aire En Sintonia Por Los Que No Tienen Voz, como são conhecidos, afirmam que muitos dos animais estão em más condições de saúde, dizendo que a zebra no vídeo está sofrendo de uma doença de pele e que um gnu (espécie de antílope) morreu no mesmo zoológico na semana passada.

Os funcionários também se queixaram das mortes de outros 10 animais, segundo a ONG de protecção animal.

As mortes de dois elefantes, um deles chamado Ely e outro Maggie ambos falecidos em 2016 estão sendo investigadas pelas autoridades da cidade, segundo a mídia local.

Fezes foram vistas espalhadas pelos cativeiros dos animais, especialmente no compartimento da zebra, de acordo com a ONG | Foto: CEN/@peludosalairelaguna
Fezes foram vistas espalhadas pelos cativeiros dos animais, especialmente no compartimento da zebra, de acordo com a ONGA administração do zoológico ainda não comentou o caso, mas a prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, admitiu que a última vez que o governo investiu no zoológico foi durante a primeira metade do governo 2000-2006.

Segundo a prefeita existem especialistas trabalhando no zoológico para evitar que os animais sejam abusados e verificar suas condições de vida.

Sheinbaum disse ainda que está previsto um investimento no zoológico no próximo ano, porém que o governo local anunciou um corte no financiamento para os jardins zoológicos no início deste ano, segundo o Daily Mail.

Relatos dizem que o zoológico de San Juan de Aragon sofreu vários cortes no orçamento este ano seguindo as regras do programa de austeridade do governo local.

Os demais animais que vivem no zoo também passam fome, segundo a ONG | Foto: CEN/@peludosalairelaguna
Os demais animais que vivem no zoo também passam fome, segundo a ONGFonte: ANDA

Destaques Corpos de raposas em decomposição e cães passando fome são encontrados em fazenda de peles

A ONG britânica Open Cages encontrou os animais presos em gaiolas imundas, assustados e famintos, sem qualquer cuidado ou comida.


Foto: Andrew Skowron/Open Cages

Tendo em conta as imagens que ESTE artigo contem, vou apenas posta-lo assim.
Alerto para as imagens muito fortes!

Mário Amorim

Destaques Gato é chutado até a morte por abusador de animais enquanto seus amigos riem e filmam a cena

Foto: City of Kansas City, Missouri

O homem que foi filmado chutando impiedosamente um gatinho em um campo de futebol, que mais tarde foi encontrado morto perto de onde caiu, não foi sequer condenado à prisão. A pena ao abusador se resumiu a uma doação para uma ONG e um período em liberdade condicional.

Johnathan Taylor, de 20 anos, se declarou culpado de crueldade contra animais na quinta-feira em Kansas City nos Estados Unidos, depois de ter negado previamente que estava na Center High School, onde o abuso aconteceu.

Taylor foi condenado a ficar em liberdade condicional (sob vigilância) por dois anos e fazer uma doação de 500 dólares para o Kansas City Pet Project (ONG de protecção animal).

Um juiz também o sentenciou a realizar 80 horas de serviço comunitário em um abrigo de animais.

Testemunhas disseram à polícia que foi Taylor quem foi flagrado no vídeo do Snapchat chutando o minúsculo gato preto enquanto o animal caminhava pela grama.

O vídeo foi divulgado por autoridades municipais em maio de 2018.

No vídeo de 24 segundos, Taylor começa a correr em direcção ao gato antes de chutá-lo pelo ar com seu par de chuteiras Under Armour.

Uma pessoa no fundo pode ser ouvida rindo de forma espalhafatosamente e gritando “GOOOOLLLL, filho da p***”.

O gato não se meche mais depois de cair no chão.

Um mês depois do vídeo, o gato foi encontrado morto no campo de futebol Center High.

Após o ataque, o porta-voz da polícia de Kansas City, John Baccala, disse ao Kansas City Star: “É simplesmente horrível o que houve”.

“Não consigo imaginar ninguém fazendo isso com um animal. É detestável assistir.”

Imagem ilustrativa | Foto: Nicholas Horne

“Fico doente só de olhar para essas imagens. Se alguém trata um animal assim, com certeza tratará um ser humano também”. Ele continuou.

A testemunha que assistiu ao vídeo disse ao WDAF que Taylor e seus amigos estavam jogando futebol quando o gato entrou em campo.

De acordo com a testemunha, Taylor disse: “Cara, tire esse gato daqui, vou chutar o gato”.

Depois, eles continuaram jogando futebol. Taylor foi acusado de abuso de animais em Setembro – o que é apenas uma ofensa de contravenção.

Ele foi condenado a não conviver com animais durante seus dois anos de período probatório (observação condicional).

Fonte: ANDA

Destaques Leões desnutridos e esqueléticos são flagrados em zoo Chinês

O casal de animais foi fotografado por visitantes que postaram as fotos nas redes sociais causando revolta. Ossos à mostra, prostração e maus-tratos causaram uma denúncia e posterior inspecção das autoridades

Foto: Asia Wire

Dois leões mantidos em condições deploráveis, ambos famintos e fragilizados, mal conseguindo se mover, foram flagrados em um zoológico chinês esquecidos em seus cativeiros.

Acredita-se que o casal de animais vítimas de maus-tratos no zoológico de Liaoyang, na província de Liaoning, nordeste da China, foram comprados de um fornecedor de circo.

Os visitantes ficaram preocupados com as condições em que os animais estavam, ambos pareciam desnutridos e seus ossos estavam a mostra, consequência do descaso dos detentores dos animais.

Foto: Asia Wire

As fotos tiradas do cativeiro dos felinos, mostram os leões com aparência doentia, caídos na grama do recinto ao ar livre, enquanto outras imagens mostram o macho apático, extremamente magro com a caixa torácica claramente visível sob a pele.

Um dos animais estava tão magro que sua omoplata estava saltada sobre a parte superior do corpo, enquanto ele permanecia deitado no chão.

As imagens comoventes foram publicadas nas redes sociais e tiveram mais de 25 milhões de visualizações.

Um porta-voz do zoológico negou que eles estivessem maltratando os grandes felinos, acrescentou que o casal havia sido comprado recentemente de uma empresa que fornece animais de circo e entretenimento.

A Companhia de Turismo e Desempenho Sanya Guqianqing, sediada na província de Hainan, no sul da China, enviou os leões em 7 de Setembro após a aprovação da venda.

Foto: Asia Wire

Os felinos chegaram após uma longa jornada em 11 de Setembro, disse o porta-voz do Zoológico de Liaoyang.

Os animais idosos, com cerca de 15 ou 16 anos de idade, foram mantidos em recintos fechados nos últimos seis meses e diagnosticados pelos veterinários do zoológico como altamente desnutridos.

O zoológico disse que estava em processo de iniciar o tratamento de ambos os leões até que recuperassem completamente a saúde.

Respondendo às preocupações do público, o departamento de Liaoyang da Administração Estadual de Florestas e Pastagens disse na terça-feira última (17) que havia enviado funcionários para inspeccionar os leões.

Os veterinários da instituição afirmaram que os animais estavam se movendo e comendo “normalmente”, apesar de sua estruturas óssea aparente e magreza extrema.

Os responsáveis pela inspecção alegaram que os leões não estavam doentes e não foram encontradas evidências de maus-tratos ou abusos.

Foto: Our Planet/Reprodução

Adorados como deuses na cultura egípcia por sua força, poder e ferocidade, os leões são animais inteligente, que vivem em grupos, constroem vínculos familiares, são caçadores natos, ocupam o topo da cadeia alimentar, capazes de alcançar grandes velocidades, são acostumados a correr pelas savanas, de onde são originários e percorrer enormes distâncias.

Condenar um animal dessa magnitude a uma vida de enclausuramento em um cativeiro insalubre e solitário é um ataque fatal à sua dignidade e vontade de viver. Não há palavras para descrever a crueldade em podar a liberdade de um animal, é quase o mesmo que tirar sua vida, só que lentamente não com um tiro, como nas caçadas por troféus.

As imagens são claras, o estados dos animais é explícito e revoltante. Sem energia até para se movimentar, os leões se mantinham deitados, inertes, resignados ao destino de cativeiro a que foram submetidos.

Fonte: ANDA

Destaques Golfinhos encurralados por caçadores se unem antes de serem mortos no Japão

Perseguidos e levados até uma enseada de onde não têm como escapar, os golfinhos se aproximam uns dos outros até se tocarem, como forma de se confortarem perante o destino iminente

Foto: The Dolphin Project

Um vídeo feito pela ONG americana de protecção aos cetáceos, The Dolphin Project, em Taiji, no Japão, mostra um grupo de golfinhos (espécie também conhecida como baleias-piloto ou golfinhos-piloto) muito próximos uns dos outros, reunidos, assustados e encurralados em uma enseada por caçadores japoneses.

As imagens comoventes mostram a família se aglomerando como forma de se proteger pouco antes de ser cruelmente morta.

A filmagem, descrita pela ONG, como uma das cenas mais difíceis de assistir já presenciada por eles, se desenrolou nas águas da enseada. Na quarta-feira última (11) o grupo de golfinhos foi cruelmente perseguido por horas e depois conduzido por barcos de caça até águas rasas. Exausta e traumatizada, a família veio à tona para espiar ao redor e recuperar o fôlego.

Após as redes terem sido jogadas, seu destino foi selado, e eles nadavam em um círculo apertado, sempre se tocando. A matriarca do grupo também podia ser vista nadando ao redor dos demais, sempre se esfregando contra os demais membros de sua família. Sem comida ou abrigo, os caçadores deixaram a família sozinha da noite para o dia.

Os golfinhos foram levados pelos barcos de caça para uma enseada (um beco sem saída no mar) perto de Taiji, no Japão, enquanto esperavam seu destino cruel.

No dia seguinte, logo após o nascer do sol, os caçadores chegaram à enseada para começar o dia de trabalho. Os golfinhos ainda estavam nadando juntas, tentando entender o que estava acontecendo. Os barcos começaram a separar a família, a fim de iniciar a selecção dos animais em cativeiro.

Os golfinhos estavam desesperados para fugir dos caçadores, mas também para ficarem juntos. Os observadores da ONG contam que o som da luta dos cetáceos no mar ecoou na direcção deles, que estavam na colina assistindo às tentativas desesperadas dos animais que lutavam pela liberdade e pela vida. Alguns golfinhos desta família foram levados para passar o resto da vida em cativeiro. Eles provavelmente nunca mais conhecerão a liberdade do oceano aberto e agora terão que implorar e ganhar suas refeições, fazendo truques anti-naturais para uma plateia.

Observadores dizem que oito dos animais foram capturados para serem levados para cativeiros, enquanto o restante foi morto.

Foto: The Dolphin Project

Relatos da ONG contam que último grupo de golfinhos ficou esperando na margem da enseada até que um barco veio para levá-los embora. Enquanto os cetáceos estavam presos e esperando, os caçadores começaram a matá-los. Aqueles que tinham sido capturados ficaram ali mesmo presos, assistindo e ouvindo enquanto sua família era morta bem ao lado deles.

“Foi comovente testemunhar isso e saber como essa família estava emocionalmente ligada”, diz o The Dolphin Project em um post no Facebook.

Foto: The Dolphin Project

Os animais cativos que foram levados para as baias marítimas no porto também tiveram que assistir a família morta sendo arrastada por eles no caminho para o porto. Os barcos eram carregados com mais cadáveres antes de seguir em direção ao porto. Outros golfinhos e baleias que estão em cativeiro nas baias do porto ouvem e observam massacres semelhantes todos os dias.

“Eu imagino que eles possam reviver esse trauma e nunca esquecer o que aconteceu com eles”, escreve a ONG.

O processo de morte dos animais foi longo, sangrento e barulhento. Os golfinhos se debatiam muito contra a água enquanto estavam morrendo. A ONG transmitiu ao vivo todo o horror do massacre. A entidade conta que os caçadores mataram essa família em fases, provavelmente por causa de seu tamanho.

Foto: The Dolphin Project

“Eles pareciam matar três a quatro indivíduos de cada vez; portanto, aqueles que esperavam sua vez na morte precisavam nadar em águas ensanguentadas e testemunhar sua família morrendo lentamente. A matriarca foi morta sozinha, ela foi levada para o açougue. Pudemos ver o corpo dela flutuando na superfície enquanto o barco se preparava para levá-la embora”.

Os observadores responsáveis pelas imagens contam que ver seu corpo flutuando na água foi uma das imagens mais comoventes que eles presenciaram. Apenas 24 horas antes, ela estava guiando sua família através do oceano, enquanto o grupo cuidava dos filhotes e uns dos outros.

Foto: The Dolphin Project

“No final, parecia que os membros do grupo que foram mortos por último também para de lutar e resistir. Os sons de suas batidas não eram tão altos quanto os membros da família mortos antes deles e isso nos fez pensar se eles tinham acabado de ceder ao seu destino. Eles haviam visto toda a família e sua líder corajosa e bela morta diante de seus olhos e os membros da família que não foram mortos foram levados à força para nunca mais serem vistos”, dizia o texto da ONG em seu site.

Os eventos que acontecem em Taiji são massacres de crueldade indescritível contra a vida de seres indefesos, inteligentes e capazes de sentir, amar e sofrer.

Foto: The Dolphin Project

As caças realizadas em Taiji são legalizadas no Japão, os golfinhos e baleias são perseguidos e mortos por pescadores que recebem uma permissão (licença) do governo japonês.

Postes de metal, que criam uma parede de som, confundem os animais e os direccionam para a enseada (cove), onde são presas fáceis.

Quase 16 mil golfinhos e baleias são mortos em todo o Japão durante as caçadas, que ocorrem de Setembro a Fevereiro.

Foto: The Dolphin Project

Fonte: ANDA