ACTIVISMO ONG de proteção animal luta pelo fim de um dos maiores rodeios australianos

Além dos maus-tratos e da crueldade com os animais, a RSPCA usou o argumento do calor excruciante que vem atingindo o país, com temperaturas girando em torno dos 40°, mas os organizadores se negaram a ouvir

Foto: Facebook/Carrieton Rodeo

A RSPCA, a mais antiga e maior ONG do Reino Unido, luta para que um dos maiores rodeios noCturnos do sul da Austrália não aconteça, mas os organizadores dizem que vão em frente.

Além dos maus-tratos e da crueldade com os animais a organização líder em bem-estar animal usou o argumento do calor excruciante que vem atingindo o país com temperaturas girando em torno dos 40°, mas a organizadora do evento, Carrieton Rodeo, se negou a cancelar ou reagendar seu evento marcado para a noite de sábado (28).

“Nas condições previstas, é provável que alguns animais sofram e não suportem esse stress por calor, mas será difícil verificar quantos sofreram ou até que ponto”, disse Rebekah Eyers, da RSPCA.

“Para demonstrar que o bem-estar animal é uma prioridade, esperávamos que a Associação Profissional Australiana de Rodeio e os organizadores do evento seguissem o exemplo de outras organizações que usam animais para entretenimento e cancelassem ou reagendassem o evento”.

O presidente da associação, Daniel Williams, disse que o 67º rodeio anual estava “seguindo em frente”, esperando até 3 mil pessoas para comparecer ao evento e injectar dinheiro na cidade atingida pela seca.

Foto: Facebook/Carrieton Rodeo

“Está um dia absolutamente lindo. Temos um pulverizador de água à mão, se necessário, e temos a opção de adiar se o calor for extremo ”, disse Williams à AAP.

“Os cavalos são mantidos em excelentes condições, tratados como a realeza, e até conseguem correr por aí”.

“A RSPCA é um grupo activista com o qual ninguém se preocupa actualmente, seu objectivo declarado é encerrar os rodeios”, disse presidente da associação de rodeios

A temperatura na cidade do extremo norte do sul da Austrália deve atingir 36°C no início da noite que é quando o rodeio começa, antes de esfriar rapidamente, disse o Bureau of Meteorology (Birô de Meteorologia).

Foto: Facebook/Carrieton Rodeo

“Essa temperatura de 36°C é bastante razoável para essa hora do dia, mas esfria muito rapidamente, e à meia-noite uma temperatura de 24°C é esperada”, disse uma porta-voz do departamento.

“Quando o sol se pôr, tudo ficará bem e eles receberão ajuda da brisa do mar”.

Não há temperatura máxima legalmente aplicável para impedir que os animais se apresentem em rodeios em todo o estado, infelizmente os rodeios são eventos legais no país.

Rodeios são alguns dos exemplos mais óbvios de crueldade com animais para entretenimento, derrubados, laçados, vítimas de choques, esses animais são explorados tem seus ossos quebrados e muito morrem nesses eventos bárbaros.

Mesmo que a temperatura caia, a RSPCA ainda tem preocupações sobre o transporte e manuseio de animais para e do evento, risco de stress por calor e demais tipos de stress físico.

Fonte: ANDA

AUSTRÁLIA Especialistas consideram coalas funcionalmente extintos após morte em massa nos incêndios

Com cerca de 80% de seu habitat destruído pelas chamas, que já havia sido atingido por uma prolongada seca e desmatamento, a espécie, já ameaçada, pode ter perdido mais de mil animais desde o início do fogo
Foto: Visual China Group

Incêndios devastadores na Austrália deixaram os coalas “funcionalmente extintos” agora, de acordo com especialistas na espécie. Estima-se que mil coalas morreram devido as chamas que assolaram partes do leste da Austrália por semanas.

Equipes de bombeiros tentam resgatar animais selvagens ferido e imagens comoventes mostrando coalas queimados e ensanguentadas desesperados por água correram o mundo nas últimas semanas.

Deborah Tabart, presidente da Australian Koala Foundation, disse que os incêndios destruíram 80% do habitat dos coalas, que já foi atingido por uma prolongada seca e desmatamento. Tabart disse ao Daily Mail: “Se combinarmos todas as mortes estimadas de coalas nos incêndios, pode ser que mil deles foram mortos nos últimos dois meses”.

Foto: Reuters

Tabart disse também que os eucaliptos – a principal fonte de comida dos coalas – podem levar “meses para voltar a crescer”, e ela pediu ao primeiro-ministro australiano Scott Morrison que tome medidas em relação ao problema.

No início deste mês, Tabart explicou o que significa uma espécie ser funcionalmente extinta. Ela disse ao news.com.au: “Funcionalmente extinto significa que um coala que vive hoje pode ter um filhote e esse bebê quando crescer pode ou não ter um filhote, se não tiver, ele está funcionalmente extinto”.

“Achamos que não há mais de 16 a 18 mil coalas em NSW (Nova Gales do Sul). Portanto, perder uma população desse tamanho em uma fortaleza protegida é desastroso”, desabafa Tabart.

Foto: Reuters

Com uma população tão pequena, o coala não pode desempenhar um papel significativo no seu ecossistema, o que torna improvável a viabilidade a longo prazo das espécies. Uma vaquinha online arrecadou para os coalas feridos mais doações do que qualquer outra campanha na plataforma GoFundMe daquele país este ano.

Uma página de financiamento colectivo criada pelo Hospital Port Macquarie Koala para fornecer estações automáticas de água potável para os animais tinha o objectivo de alcançar 25 mil dólares.

Foto: Koala Hospital Port Macquarie/Facebook

Porém, em algumas semanas, as doações ultrapassaram 1 milhão de dólares, tornando-se a segunda maior campanha de angariação de fundos do país desde que o GoFundme foi lançado lá em 2016. Mais de 700 vaquinhas online para arrecadar fundos relacionados aos incêndios florestais foram lançadas na plataforma nos últimos 10 dias, elevando o valor total a mais de 1 milhão de libras.

Foto: Reuters

No entanto, a campanha “Ajude os coalas sedentos devastados pelos recentes incêndios” atraiu mais atenção, com doações generosas de pessoas de todo o mundo arrecadando 1.260.180 dólares.

Até agora, as chamas mataram seis pessoas, devastaram centenas de casas e queimaram cerca de 1,5 milhão de hectares (3,7 milhões de acres) de terra desde Outubro.

O hospital de coalas, ao norte de Sydney, resgatou 31 coalas dos incêndios nas últimas semanas e disse que foi “alvo da bondade, bons desejos e apoio da comunidade australiana e internacional”.

Foto: AAP

Fonte:  ANDA

ABUSO E CRUELDADE Explorado ao extremo, cavalo fractura o quadril durante corrida na Austrália

Esgotado pelos esforços extremos e açoites sobre seu corpo, o cavalo terminou a corrida em último lugar e mancando severamente. Segundo relatos, ele mal podia sustentar seu próprio peso

Rostropovich antes do acidente | Foto: Tattersalls

Corridas de cavalo são um dos exemplos mais cruéis e fatais da exploração animal pelos seres humanos. Criados com o único fim de competir, submetidos a técnicas que alteram sua estrutura física em prol de maior velocidade, canelas mais finas e cascos que mal toquem o chão, esses animais muitas vezes morrem ou ficam aleijados para sempre nas competições, organizadas apenas com objetivo de lucrar com as apostas dos frequentadores.

Um desses animais miseráveis é o cavalo que ficou em último lugar na última Copa de Melbourne (corrida de cavalos), na Austrália em 05 de Novembro: Rostropovich, que foi levado às pressas para o veterinário com suspeita de fractura na pélvis, segundo o responsável pelo animal.

A entidade organizadora da corrida, Racing Victoria, confirmou que ele foi examinado pelos veterinários após a corrida de 3200 m e foi considerado “manco”.

O “treinador” do animal, David Hayes, disse à News Racing que o cavalo está “recebendo tratamento” em uma clínica em Werribee, no sudoeste da cidade.

“Ele não suportava seu próprio peso”, disse Hayes.

Os estábulos da Lindsay Park Racing, que pertencem ao responsável pelo cavalo, twittaram que Rostropovich “está em óptimas mãos no U-Vet Werribee Equine Center”.

Rostropovich | Foto: Getty Images

“O prognóstico para uma recuperação completa é bom”, dizia o post na rede social.

O Racing Victoria disse que o cavalo foi transferido para o Centro Equino da Universidade de Melbourne para uma “avaliação adicional”.

O jockey Dwayne Dunn, que montava o cavalo na hora do acidente, disse aos repórteres após a corrida: “Infelizmente, ele não se saiu muito bem”.

Rostropovich, o último colocado (circulado) na Melbourne Cup de 2019, foi levado às pressas a um veterinário de Werribee após ferir sua pélvis | Foto: Channel 10Rostropovich, o último colocado (circulado) na Melbourne Cup de 2019, foi levado às pressas a um veterinário de Werribee após ferir sua pélvis | Foto: Channel 10

A lesão e o sofrimento do animal foram severamente criticados por activistas dos direitos animais e políticos anti-corrida.

A Coalition for the Protection of Racehorses (Coalizão para a Protecção dos Cavalos de Corrida) postou uma pergunta provocativa no Facebook “Rostropovich será o próximo?”, referindo-se ao número de cavalos mortos em corridas.

“Realmente esperamos que o cavalo irlandês Rostropovich não seja a próxima fatalidade da Copa de Melbourne, mas há relatos de que ele se feriu gravemente”.

Ativistas pelos direitos animais combinaram roupas da moda com manchas de sangue falso para protestar contra a crueldade nas corridas de cavalos | Foto: AAPIMAGE
Activistas pelos direitos animais combinaram roupas da moda com manchas de sangue falso para protestar contra a crueldade nas corridas de cavalos 

A Coalizão apontou que a lesão geralmente termina com a eutanásia dos cavalos de corrida.

O partido Animal Justice NSW twittou: “Estes são os tipos de ferimentos horríveis que os cavalos sofrem ao serem forçados a correr na cruel #MelbourneCup”.

“Esperamos sinceramente que ele possa ser salvo”.

O senador Mehreen Faruqi, do Partido Green (Verde), twittou: “Eu realmente espero que ele esteja bem. Quando os animais e o jogo se misturam, os animais sempre sofrem mais”.

“Isso é tão tragicamente previsível. Ano após ano, vemos o sofrimento desnecessário dos cavalos, mas nada muda”.

Rostropovich terminou em quinto lugar na corrida do ano passado.

A Melbourne Cup deste ano teve um grande número de manifestantes pelos direitos animais, condenando as seis mortes de cavalos de corrida no evento anual desde 2013 | Foto: EPA
A Melbourne Cup deste ano teve um grande número de manifestantes pelos direitos animais, condenando as seis mortes de cavalos de corrida no evento anual desde 2013 

Seis cavalos de corrida morreram nas Copas de Melbourne desde 2013, provocando um aumento do sentimento anti-corrida e o lançamento da hashtag #NupToTheCup sobre o tema este ano.

No ano passado, o cavalo Cliffsofmoher foi sacrificado em frente às multidões em Flemington, depois que quebrou o ombro.

A corrida deste ano, palco do incidente, foi vencida pelo cavalo Vow e Declare.

Tragédias de Cavalos: A história das mortes da Copa de Melbourne

Activistas dos direitos animais apuraram que seis cavalos morreram na Copa de Melbourne desde 2013.

2013: Égua francesa Verema é morta por indução após quebrar um osso da perna e não conseguir terminar a corrida

2014: Admire Ratki desmaia e morre em seus estábulos após a corrida. Enquanto isso, Araldo quebra a perna e é sacrificado.

2015: Cadeaux Vermelho sofre uma fractura óssea. O cavalo foi sacrificado uma quinzena depois.

2017: Regal Monarch é sacrificado depois de cair na quarta corrida da Copa

2018: Cliffsofmoher é sacrificado em frente às multidões em Flemington depois de quebrar o ombro.

A Austrália tem actualmente 30 mil cavalos sendo treinados para competir em corridas segundo a News Austrália.

Fonte: ANDA

ALERTA Activistas denunciam a morte de centenas de coalas em incêndio nas florestas australianas

Fora de controle, as chamas devastam a região onde vivem populações raras e geneticamente únicas dos marsupiais. As autoridade ainda não sabem quantos animais podem ter perecido na tragédia
Foto: AAP Image

Autoridades responsáveis pela fauna e flora australianas têm motivos para crer que  centenas de coalas tenham sido mortos por um incêndio florestal que está fora de controle na costa leste da Austrália.

Um incêndio que se acredita ter sido desencadeado por um raio no sábado (26), que caiu a cerca de 400 quilómetros ao norte de Sydney, devastou uma área de mais de 2 mil hectares, mesmo com os esforços de diversas equipes de combate às chamas lutando para controlá-lo.

As equipes de resgate de animais selvagens responsáveis pelo norte de New South Wales (Nova Gales do Sul) acreditam que o fogo pode ter devastado a população “raríssima” de coalas que vivem bem na zona de incêndio.

“A importância especial desses coalas é que eles são muito diversos geneticamente “, disse Sue Ashton, presidente do Hospital Port Macquarie Koala (Hospital de Coalas de Port Macquarie). A especialista teme que centenas de coalas na área afectada tenham perecido no fogo.

“É uma tragédia nacional porque essa população de coalas é única”, acrescentou Sue.

A limpeza e desenvolvimento da terra ao longo do tempo acabou causando uma perda de habitat para os coalas que vivem nas árvores, levando a menos conectividade entre as populações, aumento da consanguinidade e redução da diversidade genética do marsupial, relata o Daily Mail.

Foto: AAP Image

Mais de 70 incêndios continuam queimando o estado de Nova Gales do Sul, que vem enfrentando uma seca severa.

As autoridades dizem que as condições estão melhorando e o fogo diminuindo perto de Port Macquarie, onde grandes navios-tanque estão sendo usados para combater o incêndio intenso.

“O fogo continuará a arder durante toda a noite, no entanto, existem recursos significativos na área para proteger as propriedades”, disse o Serviço de Bombeiros Rural de New South Wales em sua última actualização sobre as chamas.

Foto: AAP Image
Foto: AAP Image

Quase 1.200 bombeiros estavam combatendo 85 incêndios em todo o estado na semana passada, quando vastas áreas da mata foram queimadas.

Sue disse que voluntários de ONG de protecção à vida selvagem se juntariam a bombeiros na área na quinta e sexta-feiras para avaliar a escala de perdas e iniciar uma operação de resgate para os coalas sobreviventes.

“O que acontece com um coala em um incêndio é que eles se assustam e sobem no topo das árvores e se enrolam inteiros até virarem uma bolinha de pelos. Se o fogo passar rapidamente e apenas chamuscar seus pelos, eles ficam bem, o pelo voltará a crescer”, disse ela.

Mas se o fogo se intensificar e continuar queimando a árvore “eles morrem”, acrescentou. “Então, não saberemos ao certo até chegarmos lá e começarmos a procurar”.

Fonte: ANDA

DENÚNCIA Investigação secreta revela morte em massa e abuso por trás das corridas de cavalos

A rede de notícias ABC News descobriu que cerca de 300 cavalos de corrida passaram por um único matadouro em apenas 22 dias
Foto: ABC News

A indústria de corridas de cavalos é uma das mais cruéis formas de exploração de animais já registadas. Cavalos são submetidos a métodos de criação dolorosos para que possam ganhar mais velocidade nas pistas onde muitas vezes são vítimas de acidentes fatais ou que deixam sequelas permanentes. Tudo pelo entretenimento e ambição humanas.

Mas o sofrimento desses animais não termina com a aposentadoria. Recentemente, foi revelado pela mídia australiana que um treinador de cavalos “campeão” no país acusado de crueldade com os animais, falou sobre a realidade sombria por trás do glamour do “desporto”.

Protesto contra corridas em frente ao matadouro de cavalos | Foto: ABC News
Protesto contra corridas em frente ao matadouro de cavalos 

Os cavalos da indústria são criados de forma artificial para ter certas “formas corporais” (como tornozelos mais finos) que lhes permitem adquirir mais velocidade, mas que não são saudáveis para eles. Eles recebem medicamentos para melhorar o desempenho e são forçados a se submeter a procedimentos cruéis, como o “soring” (prática que consiste em causar dor intencional nas pernas e nos cascos de cavalos para que toquem menos o chão e assim melhorem seu desempenho). Então, quando deixam de ser úteis ou lucrativos são enviadas para serem mortos em matadouros.

O site de notícias australiano ABC realizou uma investigação secreta para descobrir a verdade sobre a morte de cavalos que não podiam mais participar das corridas. O que eles descobriram em um matadouro australiano foi considerado pela equipe algo absolutamente devastador, com potencial para abalar totalmente a indústria das corridas de cavalos.

Foto: ABC News

“A visão obtida pela ABC também mostra funcionários de matadouros maltratando animais antes de serem mortos. As câmaras secretas registam cavalos sendo espancados e abusados, recebendo pancadas na cabeça repetidas vezes e mortos de forma cruel e lenta. Outros são chutados e sofrem choques eléctricos enquanto estão confinados na ‘caixa de morte’ (local onde os animais são imobilizados para não poderem se mexer ou fugir durante o golpe fatal). Um trabalhador pode ser visto batendo repetidamente um portão de ferro em um grupo de cavalos, enquanto outro acerta os animais com uma mangueira”, publicou a rede de notícias.

Contrariando directamente as informações dos líderes da indústria de corridas de cavalos que afirmam não enviar cavalos para matadouros, a ABC descobriu que “cerca de 300 cavalos de corrida passaram por um matadouro chamado Maramist em apenas 22 dias”.

Foto: Shutterstock

Em uma reviravolta repugnante que envolve duas indústrias cruéis de corridas de animais, a investigação também confirmou que, enquanto parte da carne dos cavalos mortos em matadouros era vendida para consumo humano, a Luddenham Pet Meat fornece carne de cavalo picada para a indústria de corridas de galgos.

As datas de grandes eventos de corrida de cavalos estão chegando na Austrália, como a Melbourne Cup e o Everest, onde será possível observar o impacto da investigação, e os desenvolvimentos associados a ela, sobre a indústria das corridas e se a repercussão do assunto já está produzindo resultados positivos. De acordo com a ABC, “o ministro da Agricultura ordenou que oficiais de biossegurança investigassem as denúncias de crueldade contra animais no matadouro Meramist”.

Para se manifestar contra os horrores da indústria de corridas de cavalos, assine esta petição exigindo o fim das corridas de cavalos na Austrália!

Foto: ABC News
Fonte: Anda

ESPERANÇA Considerado extinto, tigre-da-Tasmânia volta a ser visto na Austrália

Oficialmente extinta há mais de 80 anos na Tasmânia, os registos da espécie nos relatórios do governo apontam oito avistamentos relatados desde Setembro de 2016

Uma série de registos visuais de tigres-da-Tasmânia, também conhecidos como lobos-da-Tasmânia, foram documentados nos últimos três anos, de acordo com relatórios do governo australiano, apesar do animal ser considerado extinto há muito tempo.

A espécie felina, conhecida como (Thylacinus cynocephalus), teria sido extinta há mais de 80 anos na Tasmânia e há cerca de 2 mil anos no continente australiano.

O tigre-da-Tasmânia foi oficialmente extinto na Austrália quando o último membro conhecido da espécie – chamado Benjamin – morreu no zoológico de Hobart em 1936.

Mas pelo menos oito avistamentos foram relatados desde Setembro de 2016, de acordo com documentos do Departamento de Indústrias, Parques, Água e Meio Ambiente da Tasmânia.

O relatório sobre os animais mais recente foi em Agosto, o documento afirmava que uma pessoa pensava ter “visto um tigre-da-Tasmânia em sua terra sete anos atrás”, em Midlands.

Um casal da Austrália Ocidental relatou ter visto um tigre-da-Tasmânia enquanto atravessava a estrada perto do rio Pieman, na região da costa oeste da Tasmânia em Janeiro de 2018.

“O animal tinha uma cauda rígida e firme, grossa na base. Tinha listras nas costas”, dizia o relatório. “Ele era do tamanho de um grande kelpie (raça de cão pastor australiano). O animal estava calmo e não se assustou”.

O casal foi assistiu o animal atravessar a rua por cerca de 15 segundos.

Foto: PB Image

“O animal andou do lado direito da estrada por um bom tempos e depois passou para o outro lado da estrada de cascalho, virou-se e olhou para o veículo algumas vezes e depois voltou na mesma ‘corrida’ em que veio”, dizia o relatório.

Um ciclista disse que viu um animal parecido com um gato com listras nas costas e pêlo marrom escuro cruzando a estrada perto de King William Saddle na estrada Lyell em Fevereiro de 2018.

“O animal era um pouco mais alto nas patas traseiras do que na frente”, dizia o relatório – “Tinha um corpo comprido, do tamanho de um cão labrador, mas mais baixo e mais magro, por isso parecia esticado em certo sentido e tinha uma cauda fina que apontava para trás.

“Não fazia sentido para mim que ele fosse um gato típico, em termos de localização, comportamento e pela forma como andava, era óbvio que não era uma raposa também.”

Um avistamento do animal foi relatado no norte de Waratah em Janeiro de 2017, com um movimento de andar descrito como sendo um “meio trote, meio corrida” pela estrada na frente de um veículo.

“A cauda se destacava como tendo pelo menos um pé ou dois pés de comprimento. Era óbvio que, se fosse um gato, era grande demais”, dizia o relatório.

Não há evidências concretas de nenhum dos avistamentos relatados, segundo o Daily Mail.

Fonte: ANDA

SEM CRUELDADE Indústria de couro da Austrália perde lugar para o couro sintético

A indústria de couro da Austrália sofreu um impacto depois que muitas pessoas começaram a optar pelas alternativas sintéticas. A imitação começou a ser fabricada com materiais sustentáveis, como folhas de abacaxi e cascas de maçã.

Bois pastando em uma fazenda de criação

“Conversando com pessoas que estão na indústria do couro há 40, 50 anos, elas nunca viram a indústria em uma situação tão ruim quanto essa”, declarou Denis King, diretor executivo da Associação Australiana de Pele e Couro, em entrevista à ABC Austrália.

O país exporta peles de animais para outras nações, onde o processo para a fabricação do couro é realizado. Então as peles são enviadas de volta à Austrália e transformadas em bolsas, sapatos e jaquetas.

Muitos optam pelas alternativas sintéticas por razões éticas, se recusando a usar produtos feitos através da exploração dos animais. Mas além da morte dos animais, a indústria de couro também tem impacto negativo no meio ambiente. Além das emissões de gás carbónico, as peles são tratadas com produtos químicos que evitam a podridão, mas prejudicam a natureza.

As sobras das substâncias são despejadas em regiões com pouca regulamentação (como Índia, China e Bangladesh). O cromo, um dos produtos utilizados no tratamento do couro, muitas vezes contamina a água e apresenta um grave risco para a saúde daqueles que a ingerirem.

Os couros veganos mais sustentáveis ascenderam nos últimos anos. “Os consumidores querem opções que sejam melhores para o meio ambiente, melhores para o futuro”, afirmou Jocelyn Thornton, vice-presidente da área de serviços criativos da consultoria de moda Doneger Group.

Fonte: ANDA