Para memória futura da tauromaquia em Portugal: quando cerca de 40 deputados socialistas perdem a noção do razoável

Como é sabido, cerca de 40 deputados do Partido Socialista foram “obrigados” (dizem eles) a votar contra a sua vontade, pelo aumento do IVA das Touradas. Mas isto não é normal?

E porque (dizem eles) a tal foram obrigados, fizeram uma declaração de voto, e foi então pior a emenda que o soneto, porquanto, nessa declaração, deixaram bem demonstrada uma tremenda falta daquele bom senso e Saber esperados de gente que se candidata a tão elevado cargo público. Uma vergonha!

Para que fique registado no Livro Negro da Tauromaquia em Portugal, que está a ser escrito, para memória futura, aqui ficam os nomes dos 38 deputados afectos à selvajaria tauromáquica, que votaram contrariados o aumento do IVA, e a vergonhosa declaração de voto que fizeram, na qual misturaram alhos com bugalhos, numa atitude deveras inaceitável, para quem ocupa o cargo de deputados da Nação.

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Que habilitações literárias terão estes deputados, para insistirem na selvajaria tauromáquica como uma “tradição cultural”, ou “cultura do gosto”, completamente insensíveis ao sofrimento atroz dos Touros e dos Cavalos; ou para que usem a ruralidade como expressão da actividade tauromáquica, insultando com esse lixo o verdadeiro mundo rural?

António Gameiro
Ascenso Simões
Carlos Pereira
Clarisse Campos
Cristina Jesus
Cristina Sousa
Eurídice Pereira
Fernando Paulo
Hugo Costa
João Castro
João Gouveia
João Miguel Nicolau
João Paulo Pedrosa
Joaquim Barreto
Jorge Gomes
José Manuel Carpinteira
José Rui Cruz
Lara Martinho
Lúcia Araújo Silva
Luís Moreira Testa
Manuel Afonso
Mara Lagriminha Coelho
Marcos Perestrello
Maria da Luz Rosinha
Norberto Patinho
Nuno Sá
Palmira Maciel
Pedro Cegonho
Pedro Coimbra
Pedro do Carmo
Raul Castro
Ricardo Leão
Ricardo Pinheiro
Santinho Pacheco
Sérgio Sousa Pinto
Sofia Araújo
Telma Guerreiro
Vera Braz

***

Declaração de Voto (*)

(Nota: os excertos a negritoentre parêntesis, são da responsabilidade da autora do Blogue, não são opiniões, mas tão-só factos, mais do que comprovados, e que fazem parte da história negra da tauromaquia em Portugal).

«Portugal é um espaço de tolerância, de respeito pela diferença e de integração da diversidade.

(Verdade: mas apenas quando não está em causa a tortura de seres vivos, para divertimento de sádicos e de psicopatas).


Portugal é feito de um conjunto de tradições, de percursos e de inovações, num quadro de memória e respeito pelas comunidades locais e pela sua cultura popular.

(Verdade: quando essas tradições, percursos, inovações, memórias e respeito pelas comunidades locais e pela sua cultura popular nada têm a ver com costumes bárbaros que não dignificam o Homem).


É, por isso, absolutamente contraditório com estas realidades a imposição de uma ‘cultura do gosto’ e é 
exactamente por isso que os deputados (**) e deputadas do Partido Socialista subscritores desta declaração assumem-se convictamente defensores da cultura portuguesa, em que se inclui a Tauromaquia, e declaram a oposição material à exclusão dos espectáculos tauromáquicos da lista de taxa reduzida do IVA, passando a estar sujeitos à aplicação da taxa normal de 23%, desde logo, quando este agravamento se aplica apenas a esta actividade cultural, tradicional e parte importante das economias locais de vários pontos do território nacional.

(Mentira: porque a tauromaquia não é uma questão de “gosto”, mas de Ética, de Civilização e de Cultura Culta, e os deputados, neste caso, NÃO defendem a cultura Portuguesa, porque a tauromaquia não faz  parte da Cultura, nem sequer é portuguesa, como se sabe, a tauromaquia é um costume bárbaro introduzido em Portugal pelos Reis Filipes de Espanha, além disso, a  tortura de touros NÃO é um espeCtáculo, ou uma aCtividade cultural, é tão-só uma prática sanguinária, não é tradição, mas costume bárbaro, e não é parte importante das economias locais, pois os ganadeiros vivem à custa dos impostos dos portugueses. Que vão plantar batatas!).  

Na verdade, o que se apresenta como uma medida fiscal é, antes, uma posição de preconceito relativamente a uma vertente da cultura popular portuguesa, particularmente enraizada em muitas comunidades.

(Mentira: como já foi referido, a tauromaquia NÃO É uma vertente da cultura popular portuguesa, mas tão-só uma prática bárbara, que de cultura só se for da BRONCA, enraizada e circunscrita a umas poucas comunidades atrasadas civilizacionalmente vários séculos). 

Observamos, em nome do compromisso e das regras, a disciplina de voto mas não é possível deixar de declarar que não temos defendido, e não defendemos, a medida legislativa apresentada.

(EVOLUAM)

De facto, o compromisso determina que a disciplina de voto tem garantia em deliberações concretas: o Programa do Governo, o Orçamento do Estado, as moções de censura e de confiança e os compromissos assumidos no programa eleitoral ou constantes de orientação expressa da Comissão Política Nacional.

Por imposição desse compromisso de disciplina de voto, votaremos favoravelmente o artigo 214o que altera a lista I anexa ao Código do IVA, da proposta de lei n.o 69/XXII/2019 que aprova o Orçamento do Estado para 2020, bem como votaremos contra as propostas de alteração ao Orçamento do Estado, nomeadamente a este mesmo artigo 214o, com os números n.o 272C, 980C, 1112C e 1216C, apresentadas por outros partidos.

(EVOLUAM)

Sublinhamos, portanto, que a posição assumida se deve exclusivamente à disciplina de voto.

Estamos na primeira sessão da legislatura e a abordagem do tema da Tauromaquia não acaba aqui.

Reafirmamos também o nosso compromisso com a defesa do Mundo Rural e com as diversas expressões da ruralidade, em linha com o enunciado de uma estratégia nacional de valorização do Interior. É no Mundo Rural e no Interior que uma grande parte da riqueza deste país é gerada, e essa riqueza valoriza os protagonistas desta festa popular, que em muito contribuem para a identidade e as economias locais.
A tauromaquia é, em suma, e também, uma expressão da ruralidade.

(Mentira: a tauromaquia NÃO é a expressão da ruralidade. A expressão da ruralidade jamais passou por uma aCtividade que vive da TORTURA de Touros e Cavalos, e isto também não é uma “festa” e muito menos popular. Será a festa de broncos, mas não de gente evoluída).

Continuaremos a defender o direito à cultura plural e diversificada e o princípio constitucional da igualdade e do direito à cultura para todos.

(Correcto: defendam tudo o que quiserem, desde que essa cultura e esse direito NÃO colida com o bem-estar de seres vivos, que também são animais, ou não saberão os senhores deputados que os Touros e os Cavalos SÃO ANIMAIS? Acham que são ervas daninhas?

Continuaremos a defender a liberdade de escolha e de acesso aos espectáculos em igualdade de circunstâncias.

(Muito bemse defenderem a liberdade de escolha e acesso a espectáculos civilizados, nada contra. É sinal de que EVOLUÍRAM).

Continuaremos a defender, tal como previsto na Lei, que a tauromaquia constitui uma actividade cultural, sendo “parte integrante do património da cultura portuguesa”, devendo merecer o respeito de quem não aprecia.

(Recordando: a tauromaquia NÃO é uma actividade cultural, embora seja tida como tal numa lei parva, mas se a lei é parva,  que culpa terá o mundo civilizado? A selvajaria tauromáquica NÃO é parte integrante do património da cultura portuguesa, nem sequer os torturadores de Touros e Cavalos merecem o menor respeito. Respeito merecem os animais que são torturados, para que uns poucos encham os bolsos e se divirtam à custa do sofrimento alheio. E isto não faz parte de nenhuma cultura civilizada, em parte alguma do Planeta e arredores).

Palácio de S. Bento, 4 de 
fevereiro de 2020.

Fonte:

https://www.facebook.com/VergonhaNacional/photos/a.1218268481549138/3616803891695573/?type=3&theater&ifg=1

Fonte: Arco de Almedina

A “prótoiro” pede ao Presidente da República Portuguesa que vete o diploma que fixa em 23% o IVA para as touradas

Ó desespero, a quanto obrigas.
Isso; chorem, chorem. Implorem, implorem.
Mas que figura verdadeiramente patética da “Protoiro”
Que figura, tão, mas tão ridícula!
Que triste papel. Mas que triste papel.
Mas é tão bom, vê-los assim.
É da facto um regalo ver estes Psicopatas neste estado!

Faço minhas as palavras da Isabel!

Mário Amorim


Como se o Senhor Presidente da República Portuguesa, o Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, pudesse expor-se ao ridículo de vetar um acto civilizacional, porque recuar num acto evolutivo não é da inteligência.

Só lhe ficaria mal perante o mundo civilizado, para que uma pequena fatia da sociedade portuguesa pudesse continuar a sugar os nossos impostos, para andar por aí a exibir os seus Ferraris e a torturar seres vivos, como uns selváticos!

A tortura de Touros, vulgo tauromaquia, até poderia ter sido considerada “cultura” e “arte” no tempo de uma monarquia inculta, num tempo onde imperava a ignorância.

 

Nos tempos que correm, a tortura de Touros não passa de uma prática selvática, condenável à luz da Ética do século XXI d. C..

O Senhor Presidente da República não pretenderá, com certeza, anular um acto civilizacional, tão relevante para a evolução do nosso País.

Duvido que o Senhor Presidente da República pretenda a continuidade de imagens brutais e sanguinárias como  a que ilustra este pequeno texto apologético da EVOLUÇÃO. 

Isabel A. Ferreira

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Ler notícia aqui:
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/protoiro-pede-a-marcelo-que-vete-diploma-que-dita-23-de-iva-para-touradas

 

IVA das touradas fixado em 23%. Mais uma vitória para a Causa Abolicionista, a somar às outras…

Ou a tauromaquia cai de podre ou por decreto, porque cair, cairá. Em breve estaremos a festejar a abolição deste costume bárbaro, introduzido em Portugal pelos Reis Filipes de Espanha, entre 1580 a 1640: portanto, uma “coisa” antiga, sanguinária, monarquista e troglodita.

Seria da racionalidade não andarmos ainda a discutir o IVA das touradas na Assembleia da República, de um país integrado na União Europeia, em pleno ano de 2020, da era Cristã. Mas, em Portugal, a evolução de certas mentalidades ainda não se processou. Ainda há muito atraso civilizacional e de mentalidade, por aí, mormente no Parlamento português onde tudo se decide.

Contudo, ontem, deu-se mais um passo em frente a caminho da abolição e da evolução: a Assembleia da República aprovou, por maioria, o aumento do IVA das touradas para 23%, com os votos a favor do PS, PAN e BE.

E se isto foi uma vitória (e das boas) para a causa abolicionista, para os tauricidas, foi mais uma derrota, a somar a tantas outras, pois estão a perder terreno em várias frentes.

Prossigamos, então,  a nossa senda até à abolição total.

lobby tauromáquico terá de plantar hortas e pomares, que não dará, com certeza, para os Ferraris, que adquirem e exibem por aí, com os nossos impostos, mas dará, com toda a certeza, para um John Deere Gator HPX, que os ajudará no novo modo de subsistência.

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

 

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Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069/2976926542338132/?type=3&theater

O adeus à tauromaquia

«ADEUS – A Academia de toureio do Campo Pequeno foi encerrada “há alguns meses” segundo a imprensa tauromáquica. O mesmo destino tem a “Campo Pequeno TV” que foi uma desilusão em termos de subscrições ainda segundo a própria imprensa tauromáquica.
Duas entidades que já não deviam existir em Portugal, que nunca deviam ter existido e que não fazem falta nenhuma ao país.

Portugal está a mudar e a indústria tauromáquica está rapidamente a ruir para bem do progresso civilizacional dos animais e das crianças vítimas desta violência e barbaridade.»

Fonte:

http://farpasblogue.blogspot.com/2020/02/novos-donos-do-campo-pequeno-acabam-com.html

«Usem a hastag #adeustouradas para marcar este momento histórico de viragem no nosso país.»

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 Fonte:

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069/2976042822426504/?type=3&theater&ifg=1

Fonte: Arco de Almedina

Anedota do ano: sondagem encomendada pela “federação portuguesa de tauromaquia” diz que 67% dos inquiridos não votariam num partido que acabasse com as touradas

FALSO
FALSO
FALSO
Tudo o que os anti-taurinos dizem ou fazem é FALSO. E mais FALSO é, vindo da “Protoiro”!

Mário Amorim


Naturalmente isto é para rir, até porque todos sabemos que os partidos políticos defensores de touradas baixaram consideravelmente no escrutínio dos Portugueses. E se os Portugueses não estivessem tão desencantados com a política pobre praticada em Portugal, e tivessem ido votar, como era do seu dever, as percentagens seriam ainda muito mais baixas.

 

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Fonte do enunciado de André Silva:

https://www.facebook.com/andresilvaPAN/posts/2482568481981082

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Fonte: Arco de Almedina


A manipulação deste FALSO estudo, começa logo, no ser evidente que ouve manipulação nos contactos telefónicos. É desde logo evidente que os contactos só foram feitos para zonas com tauromaquia…

Mário Amorim

Centro de Paralisia Cerebral de Beja alia-se à crueldade de uma tourada para angariar fundos

Este infeliz cartaz onde estão duas vítimas da violência das touradas – o touro e a criança – e que liga o Centro de Paralisia Cerebral de Beja e da Associação Acreditar a esta prática medievalesca é simplesmente abjecto.

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(Retirei deste cartaz os nomes dos trogloditas que participarão nesta vergonha, porque não faço propaganda a torturadores de Touros.)

Como é possível isto acontecer em Portugal, depois de o 25 de Abril de 1974? De que valeu uma Revolução se não se cortou todos os maus laços com o passado?

Não, não recomendo o Centro de Paralisia Cerebral de Beja, nem a Associação Acreditar, enquanto o Centro de Paralisia Cerebral de Beja e a Associação Acreditar não se desligarem desta prática cruel, violenta e sanguinária que é a tortura de Touros, para divertimento de sádicos e psicopatas.

Aceitar dinheiro sujo do sangue e sofrimento de um ser vivo, é indigno de seres humanos, e as crianças não merecem tal ignomínia.

É muito triste ver que em Portugal ainda são permitidas estas práticas sanguinárias, violentas e cruéis para fazer caridadezinha hipócrita, com a angariação de fundos para instituições de solidariedade social.

E mais triste ainda é ver que estas instituições alinham com a crueldade exercida sobre seres vivos tão inofensivos, inocentes e indefesos, como as crianças que acolhem.

Inadmissível. Vergonhoso. Inacreditável. Indigno. Ignominioso. 

Isabel A. Ferreira

Fonte da notícia:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2221445888151880&set=a.1376465945983216&type=3&theater

Fonte: Arco de Almedina

«A caça é uma aberração»

A caça traduz-se na exteriorização do instinto mais primário que existe no animal humano: o instinto de matar por prazer.

Não é necessária a intervenção do animal humano para a conservação das espécies. A própria NATUREZA encarrega-se disso muito sabiamente.

«Caçar é provocar susto, sofrimento com ferimento mais ou menos rapidamente mortal, que vitima animais inocentes e nascidos para viver e sobreviver e até por vezes pessoas. Torna insegura a presença na natureza e polui. Incomoda e até indigna muitas pessoas. Existem métodos de controlar populações, equilibrada e responsavelmente, causando menos sofrimento e risco, que deveriam ser estudados, decididos e postos em execução por entidades competentes».

(Dr. Vasco Reis – Médico Veterinário)

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Galgueiros numa caçada. EFE/ Archivo

Ecologistas espanhóis desmascaram cientificamente sete mitos do sector da caça

(E o que serve para Espanha, serve para Portugal, onde tudo se passa do mesmo modo)

Madrid – La Oficina Nacional de la Caza, que aglutina 80% dos caçadores federados em Espanha, tem por lema: «Fazemos parte da natureza», definindo-se a si mesma como conservacionista (que defende a protecção e a conservação dos recursos naturais e do meio ambiente), “comprometida com o meio ambiente”, “defensores da natureza, da vida selvagem e dos habitats”, e entre as suas missões destaca a de “defender a caça como a actividade mais ética e sustentável na gestão dos espaços naturais”.

O mesmo ocorre com outras associações do sector cinegético, como a Aproca, em Castilla La-Mancha: “O objectivo da Aproca é a defesa de uma utilização racional e sustentável do ambiente natural e da floresta, de modo que todas as actividades da Associação sejam desenvolvidas no mais absoluto respeito pelo meio ambiente, pela conservação da natureza, pela preservação e equilíbrio entre a flora e a fauna doméstica e selvagem, e pela protecção de espécies ameaçadas de extinção, bem como as autóctones”, dizem no seu próprio site. (L. Villa (- Luchiva)

Devido a mensagens como estas, em que se vincula a actividade da caça a um labor da natureza, a organização Ecologistas en Acción publicou um extenso relatório em que desmascara cientificamente alguns dos argumentos do sector e os mitos que envolvem as actividades da caça que, de acordo com estatísticas oficiais, matam cerca de 25 milhões de animais por ano, em Espanha.

«Embora seja verdade que a caça em Espanha a cada ano que passa é praticada por um menor número de caçadores, o sector no seu todo foi se fortalecendo como um lobby social e económico   reagindo assim à crescente consciência ambiental de toda a sociedade», assinala o relatório, elaborado pelo biólogo Roberto Oliveros, a partir de uma compilação de estudos e documentos técnicos e científicos.

Os ecologistas resumiram os resultados da sua investigação em sete “verdades sobre o impacto da caça em Espanha” (o mesmo para Portugal):

A caça:

1 – Consiste em matar animais por diversão ou por negócio

A caça sustenta-se basicamente através de duas actividades: uma desportiva ou de competição e outra comercial, baseada no turismo e nas explorações cinegéticas.

Advertem os Ecologistas que embora não existam dados oficiais completos e fiáveis ​​sobre o volume de dinheiro gerado pela Fundação FAES, vinculada ao PP, os lucros em 2007 cifram-se em mais de 2.750 milhões de euros. O presidente da Federação Espanhola de Caça, Andrés Gutiérrez Lara, observou que em 2004, além desse montante, a caça movia outros 6.000 milhões em dinheiro sujo, sem facturas.

Além disso, os ecologistas destacam que o sector é composto por um pequeno número de pessoas (330.000 federados e 848,243 licenças em 2013), geralmente ricos, como grandes latifundiários, banqueiros, empresários, aristocratas, políticos e membros da magistratura e das forças de segurança. «O seu trabalho nos últimos anos destacou-se pelos ataques às normas de   conservação da natureza e protecção animal a nível europeu e estatal, e por uma total ausência de autocrítica das práticas ilícitas», asseguram.

2 – Não é compatível com a conservação da biodiversidade

Proveniente apenas da caça directa morrem por ano cerca de 25 milhões de animais em Espanha. A isto deve ser adicionada a perda de biodiversidade pelos efeitos indirectos: caça furtiva e largada de animais, introdução de espécies invasoras ou exóticas, cercas de caça e outras infra-estruturas. Os ecologistas destacam que como resultado da caça, outras espécies emblemáticas e protegidas, como o urso cinzento, o lince ibérico ou o lobo, também são mortos. Além disso, as sanções pelo uso de venenos em áreas de caça têm vindo a aumentar todos os anos. Nem nas áreas naturais mais protegidas, como parques nacionais, foi proibida esta actividade, que goza de uma moratória até 2020, para permanecer activa nestes lugares.

3 – Converte os coutos de caça em explorações intensivas e em campos de tiro

Cada vez mais a caça é exercida sobre animais criados em explorações agrícolas e libertados em coutos para serem caçados logo de seguida, como 1.350.000 exemplares de perdizes vermelhas lançados em áreas de caça intensiva em 2013. A Ecologistas en Acción observa que isto provoca “graves desequilíbrios nos ecossistemas, deslocando e prejudicando populações autóctones e a propagação de espécies exóticas e / ou invasoras como o Carneiro-da-Barbária, o Muflão-asiático (ovelha) ou a codorniz japonesa.”

A província de Guipúzcoa é um dos cenários de caça furtiva de aves em Espanha, algo preocupante se considerarmos que se trata de uma zona importante de trânsito migratório para as aves migratórias.

4 – Não serve para controlar nem a fauna nem as super-populações

Ecologistas en Acción argumenta que é precisamente a prática da caça que muitas vezes provoca a superpopulação de algumas espécies, devido às largadas de animais ou à alimentação   suplementar. Também pelas tentativas de caçar machos, que são os que mais troféus obtêm, gerando uma “descompensação” nas espécies. Além disso, uma recente sentença do Supremo Tribunal considerou que a caça e a pesca “a sua manutenção por tempo indeterminado, não se agravamento longe de servir o propósito de erradicação de espécies exóticas ou invasoras, determinam”.

5 – Limita os direitos da maioria dos cidadãos

As actividades de caça acumulam denúncias pelo corte de caminhos públicos, cursos de água ou vias pecuárias, por permitir que a caça seja preponderante em florestas públicas e áreas protegidas ou à intenção de causar possíveis inconvenientes involuntários às espécies de caça, como a actual lei de caça de   Castilla-La Mancha. O relatório assegura que uma média de 28 pessoas morrem por ano, e não apenas caçadores, pela utilização de armas de fogo na caça.

6 – Não favorece o desenvolvimento rural

80% do território espanhol integra coutos de caça com actividade durante a maior parte do ano. Um estudo de 2014 sobre as montanhas da Andaluzia concluiu que as actividades de auto-consumo ambiental, uso recreativo e conservação da biodiversidade ameaçada são mais rentáveis ​​do que a caça em termos económicos. “A caça não só não favorece o desenvolvimento do meio rural, como limita futuras possibilidades de desenvolvimento dos meios menos desenvolvidos economicamente” assinala o relatório.  

7 – Não só mata, como também maltrata

Estima-se que no final da temporada da caça, por ano, sejam abandonados em Espanha cerca de 50.000 galgosOutros são enforcados ou atirados a poços, como aconteceu a uma centena de cães na localidade toledana de Villatobas, em 2009. Os ecologistas apontam que tão-pouco as espécies cinegéticas escapam à tortura, tais como as raposas caçadas pelos cães de toca, os javalis caçados com lança, ou o tiro aos pombos, ainda borrachos, etc..

Particularmente notável é que “na maioria dos regulamentos cinegéticos se considere os cães e gatos abandonados sujeitos a captura por parte dos caçadores através de disparos ou armadilhas sem que a eles se aplique a lei de protecção animal. Esta medida leva à morte milhares de animais de estimação, com escasso controlo por parte das autoridades” conclui o relatório.

Fonte:

http://www.publico.es/sociedad/ecologistas-desmontan-mitos-caza-espana.html?utm_content=buffer403f3&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

(Tradução: Isabel A. Ferreira)

Fonte: Arco de Almedina