Adaptação de uma definição de tourada do escritor Victor Hugo

Em todas as corridas de touros aparecem três intervenientes:

Que são: o touro, o toureiro e o público.

O grau de brutalidade de cada um destes intervenientes pode calcular-se pelo seguinte:

O touro é obrigado

O toureiro obriga-se

O público vai por um acto espontâneo da sua soberana vontade, e ainda por cima dá dinheiro

Agora observem bem esta graduação:

O touro provocado defende-se

O toureiro fiel ao seu compromisso toureia

O público diverte-se

No touro há força e instinto

No toureiro cobardia e deslealdade

No público não há senão brutalidade

 

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

Tortura, não é Cultura! Tortura não é Cultura! Tortura não é Cultura! Tortura não é Cultura! O que é que o CDS/PP não entende nesta frase?

Há alguma diferença entre a guerra, a violência domestica, por exemplo e a tauromaquia? – Não há. Violência é sempre violência.
Aliás; já está provado que quem é violento contra animais não-humanos, é violento com animais-humanos!

Mário Amorim


É necessário fazer um desenho?

Um desenho, não. Uma imagem?

Aqui está ela:

TORTURA NÃO É CULTURA.png

Isto é TORTURA.

Isto NÃO É Cultura. Nem “espectáculo”. Isto é TORTURA. Vamos repetindo, para ver se encaixam, porque está difícil encaixarem isto. por que será? Terão o cérebro desactivado?

CDS TROGLODITA.png

Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS-PP, no passado , esteve em Santarém, uma localidade ainda com um pé na Idade Média, e disse ser inadmissível a “política de gosto” e a “visão preconceituosa” da ministra da Cultura, Graça Fonseca, para com a tauromaquia, pedindo uma política cultural que respeite os aficionados.

Como disse? Respeitar os aficionados? Umas criaturas que NÃO RESPEITAM a vida de seres sencientes, de seres vivos? De animais como eles? Por alma de quem? Quem não respeita a VIDA, seja de que criatura for, NÃO MERECE o mínimo respeito. E quem pratica e apoia esta barbárie, também, não merece respeito algum.

Ó Dr. Francisco, Dr. Francisco, apesar de ter frequentando o Ensino SUPERIOR (?) não sabe que torturar Touros nada tem a ver com GOSTOS, mas com CULTURA CULTA, com CIVILIZAÇÃO, com ÉTICA, com VALORES HUMANOS?

Não sabe?

A nossa Ministra da Cultura sabe, por isso, ela faz muito bem em não incluir esta prática bárbara, cruel, violenta e boçal, no rol da Cultura. E o IVA para isto devia ser 1.000%, e não 23%.

É por estas e por outras que o CDS/PP está condenado à extinção, aliás, bem como as touradas, e não surpreendeu absolutamente nada que os últimos resultados eleitorais, fossem uma razia. Os próximos serão piores.

Não reconhecer que torturar Touros, para divertir sádicos, nunca foi, não é e jamais será Cultura, é de mentes que ficaram estagnadas no passado. Não evoluíram.

Também não querem uma lotação de 25%, nos antros, para a prática da tortura? Querem ser candidatos a ocupar camas de hospital, infectados com a Covid-19?

Como é possível um “deputado da Nação” afirmar que a tauromaquia faz parte da cultura portuguesa (não faz), tem raízes profundas na sociedade (não tem) e, nos termos da lei (qual lei?) é considerada uma arte performativa (arte quê?) que encerra em si um sistema de valores (que valores?), de crenças (que crenças?), e de tradições (que tradições?) , que resultam da liberdade do povo português (que liberdade, a de torturar?) e da sua caracterização cultural (que caracterização?) ». Isto é de uma ignorância descomunal! É de quem não conhece a Lei. Não sabe o que é Cultura, nem valores, nem tradições, nem arte. Nem coisa nenhuma.

O deputado da Nação também mentiuao dizer que este sector se encontra inactivo desde Outubro, com risco de arrastar para a “pobreza” milhares de famílias e prejudicar financeiramente os concelhos onde se realizam eventos taurinos, porque este sector recebe milhares de Euros “roubados” ao erário público, para manter estes parasitas tauromáquicos. Ninguém morre de fome, porque estão cheios de FARTURA.


E como diz Sandro Figueiredo Pires, no Facebook, «enquanto centenas de milhares de agentes culturais das mais variadas áreas – inclusive das festas e romarias de Verão que por este país todo não se vão realizar –  [esses sim]  estão a passar fome… o CDS/ PP tem como prioridade cultural do país…espetar e maltratar em arenas centenas de animais para gáudio de uns milhares de nababos que vivem e sempre viveram à custa dos impostos que esses verdadeiros agentes culturais pagaram… Batemos palminhas ou mandamos este tipo para um lugar que eu cá sei?!?!?!»

E ainda há mais, para enterrar o CDS/PP e todos os que apoiam a TORTURA de Touros:

Assembleia_26.06.2020_Plenário ISR1 Tauromaquia VIRAL

 

TORTURA NÃO É CULTURA!


PSD e CDS vieram “de fininho” incluir a barbárie da INDÚSTRIA TAUROMÁQUICA num debate sério sobre o Estado da Cultura e sobre os apoios para profissionais das artes e do espectáculo que enaltecem o nosso país. Mas 
Inês de Sousa Real deu-lhes a resposta certa.

 

Muito bem, Inês Sousa Real.

A tauromaquia nada mais é do que a política do mau gosto. Boa! 

 

 

Fonte: Arco de Almedina

Nota: O artigo original tem um vídeo do facebook. O qual não posso colocar aqui. Pois não tenho facebook!

 

«”Testes de Bravura a Campo Aberto”: Acosso e Derrube e Lances de Varas no Cachaço»

Há poucos anos, no programa prós e contras, na RTP, incomodou-me bastante, ter ouvido alguém que se dizia ser contra a tauromaquia, admitir que o touro vive como um rei, durante 4 anos.

Se isto é viver como um rei, vou ali e venho já!

Mário Amorim


Um relato impressionante de cobardia, de crueldade, de violência cometidas contra inocentes, inofensivos e indefesos bovinos, em nome da estupidez em que a tauromaquia está assente.

Envergonho-me dos governantes e deputados da Nação, com assento na Assembleia da República (um lugar que devia ser de HONRA) cúmplices desta prática inominável, asquerosa, repulsiva, desprezível, digna de monstros  mas não de HOMENS.

E enquanto tivermos “gente” , também repulsiva, na Assembleia da República, a apoiar esta prática repugnante,  Portugal será um país terceiro-mundista, medievalesco, cavernícola e desprezível! 

Isabel A. Ferreira

Garrochas Acosso e Derrube.png

 Por Marinhenses Anti-touradas

Em Portugal, praticam-se atrocidades nas ganadarias que não são do conhecimento geral. Entre estas, contam-se supostos testes de bravura dos bovinos machos.

Uma das modalidades dos supostos testes de bravura dos jovens bovinos que se pratica “a campo aberto” nas ganadarias de Portugal inclui acosso e derrube seguido de lances de varas no cachaço.

O Acosso e Derrube (também chamado de “acosso e derriba” ou, em espanhol, “acoso y derribo”) assenta na perseguição e inflicção de sofrimento a animais. Perseguem-se (acossam-se), espetam-se e fazem-se cair (derrubam-se) bovinos.

Os intervenientes principais, entre os que participam livremente, são pessoas montadas em cavalos. Cada uma destas pessoas está munida de uma vara longa que tem um comprimento de 2,5 a 3,7 m e uma ponta de metal que pica (e fere, obviamente).

Tudo decorre numa parcela de terreno duro, idealmente com 1500 metros de comprimento por 100 metros de largura, que se inicia num curral (designado por curral de saída) ou numa arena, e termina num outro curral (designado por curral de paragem), no qual os bovinos costumam pastar e dormir na(s) véspera(s) da cruel “prova”. Os bovinos referidos são machos com idades compreendidas entre 1 a 2 anos.Os jovens animais começam por ser colocados em grupo no curral de saída (ou arena). Depois, cada um deles é separado do grupo e perseguido individualmente, em direcção ao curral de paragem, por, pelo menos, duas pessoas, auxiliar e garrochista, munidas das referidas varas.

Figura 2

A auxiliar força o bovino a correr ininterruptamente e sempre em frente pelo menos 500 metros, enquanto lhe vai batendo com a vara. Quando este, já a galopar, começa a evidenciar sinais de cansaço, a garrochista dá-lhe mais umas pancadas com a vara, até que faz o seguinte: espeta-lhe violentamente a ponta da vara/garrocha nos quartos traseiros na zona da anca, empurrando-o e levantando-o e derrubando-o. Este procedimento é repetido várias vezes.

Figura 3

É demasiado evidente que o acosso e derrube causa ferimentos e sofrimento neurológico e psicológico a estes seres sencientes. Como facilmente se percebe, origina também a morte a curto prazo de muitos deles. Uns morrem de imediato no local, por quebra do pescoço, por exemplo. Outros sofrem lesões graves, desde perfurações do ânus ou dos rins a fracturas nas pernas ou na coluna vertebral, que, mesmo que não os matem, ditam que sejam mortos. A morte (em breve) é também a consequência de uma nota negativa neste atroz teste.

Figura 4

A nota no teste ser negativa ou positiva, depende de diversos factores. O mais valorizado é a atitude do jovem bovino assim que se levanta, após cada queda, perante um incitamento a correr em direcção ao curral de saída. Assim sendo:

– Se o bovino tiver boa memória e resolver ignorar quem o está a provocar, tomando a decisão de dar meia volta e de se dirigir para o curral onde pastou e dormiu tranquilamente na véspera, na esperança de que aí o deixem em Paz, tem nota negativa;

– Se, pelo contrário, o raciocínio do animal for que se perseguir os indivíduos que o feriram talvez os consiga afastar e ver-se assim livre deles, é provável que tenha nota positiva.

Após uma nota positiva nos testes de acosso e derrube, é frequente que os bovinos tenham de suportar também testes de lances de varas no cachaço. Por vezes, estes testes decorrem logo ali, o que não quer dizer que não venham a ser repetidos também num tentadeiro (re-tenta).

Figura 5

Na imagem acima, percebe-se que o bovino que está a ser picado no cachaço, ainda está a sangrar das feridas que, uns minutos antes, lhe provocaram quando lhe espetaram a garrocha para o derrubarem.

Ao serem repetidamente picados, agora no cachaço, e até também mais atrás, por mais uma vara, que termina usualmente numa pirâmide quadrangular altamente traumática e lhes rasga e perfura a pele, a carne e os músculos, estes animais que estão a ser testados sentem dores fortíssimas. Fazendo por libertar-se da vara, empurram o cavalo montado pelo picador, o que faz com que a vara lhes perfure ainda mais o corpo e os deixe severamente feridos e enfraquecidos. Note-se que há indivíduos que são golpeados mais de uma dúzia vezes, consoante aquela que for a vontade do ganadeiro, de quem os resultados finais deste teste dependem sobremaneira.

Figura 6

Os cavalos do alto dos quais os picadores desferem estes golpes na parte mais dianteira dos bovinos são, regra geral, idosos. Entre diversas coisas que lhes fazem, percebe-se que lhes vendam os olhos e lhes colocam um peitoral – que se sabe que é muito pesado e que lhes dificulta os movimentos. Não é difícil de perceber que os cavalos que são utilizados para este efeito ficam frequentemente com lesões, resultantes das investidas desesperadas dos bovinos, e, muitas vezes, das inevitáveis quedas.

Figura 7

Na sequência de todos estes testes referidos, há vários cenários possíveis. Refiram-se alguns. Há bovinos que sendo (ou não) ainda toureados “a campo aberto” ou no tentadeiro, e passando (ou não) por ainda mais testes no tentadeiro, ficam para sementais. Há outros que sendo (ou não) toureados algures na ganadaria, são mortos, sabe-se lá onde e como. Há também aqueles que passando (ou não) por ainda mais testes em tentadeiro, e sendo (ou não) ainda toureados na ganadaria, mas, neste último caso, sempre sem que lhes sejam cravados ferros, ficam destinados a, um dia, serem levados para uma tourada de praça.

O acosso e derrube tem uma certa visibilidade enquanto desporto equestre regulamentado praticado nalgumas comunidades autónomas de Espanha. Talvez por este motivo exista uma certa tendência para se pensar que já nunca se inclui, desde o século passado, nos testes de “bravura” feitos nas ganadarias. Mas inclui.

As figuras 2, 3 e 4 são imagens de acosso e derrube enquanto teste de bravura. Há registo de acções de formação recentes destinadas a maiorais e futuros maiorais cujos programas foram tornados públicos e dos quais faz parte a descrição das funções dos maiorais das ganadarias do Alentejo (Portugal) e da Estremadura (Espanha), incluindo no âmbito do acosso e derrube enquanto teste de bravura. Há até publicações relacionadas com tais acções de formação com descrições pormenorizadas sobre estes testes que, não restem dúvidas, ainda se fazem em Portugal.

Sejam quais forem os testes efectuados aos jovens bovinos, nada os justifica. Os próprios ganadeiros costumam concordar que “acertar na escolha de um bom toiro semental é quase uma ‘lotaria'” (Manuel Pontes Dias, Ganadeiro) e “nem sequer é possível determinar se um toiro que parece ideal quando está na ganadaria irá manter as mesmas características em praça” (Vasco Brito Paes, Veterinário). Além disso, em Portugal, acossar e derrubar bovinos ou picá-los sem intenção de os derrubar, das formas acima descritas, não é legalmente permitido, seja no contexto referido, seja, por exemplo, por diversão, durante meros convívios no campo. É algo que deve ser investigado e passar a ser fiscalizado.

Ainda se vão conseguindo encontrar alguns vídeos na Internet com imagens muito duras de derrubes de bovinos. Segue-se um vídeo dos menos difíceis de visualizar, onde se assiste a acosso e derrube na Herdade das Esquilas, Portugal.

 

CAMPANHA ACTIVA: PEDIDO AO CANAL DE TELEVISÃO CMTV. NÃO EMISSÃO DE TOURADAS. INVESTIGAÇÃO SOBRE O LADO MAIS OCULTO DA TAUROMAQUIA.
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Fonte: Arco de Almedina

Vitória! Cancelado o evento tauromáquico “Liga dos Toureiros e Forcados” promovido pelo tauricida João Moura Jr. e apoiado pela Fundação LVida

Graças às diversas denúncias efectuadas por quem luta pela abolição desta praga chamada tauromaquia, junto das autoridades competentes, o tauricida João Moura Jr. cancelou um evento cruel e ilegal, onde iam ser torturados Touros, na sua herdade privada, no próximo mês de Julho, cujas receitas reverteriam para a Fundação LVida (como isto é possível?)

De uma vez por todas: a tortura de Touros, seja em que modalidade se apresentar, NÃO É CULTURA, mas tão só uma prática cruel e violenta que deve ser banida da sociedade portuguesa, para que se possa respirar CIVILIZAÇÃO.

Os tauricidas devem evoluir e começar a dedicarem-se às hortas, aos pomares, às searas, nas suas herdades (geridas com os impostos dos portugueses, quais parasitas da sociedade).  É mais civilizado e CULTO ser-se agricultor, do que ser-se torturador de Touros e Cavalos, para divertir sádicos e psicopatas.

CANCELADO.png

Origem da imagem:

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069/3309951799035603/?type=3&theater&ifg=1

Fonte: Arco de Almedina


Ler também

Em Portugal é assim: os Tauro-vampiros se não o fazem em público, fazem-no em privado, e ninguém os impede? O que interessa é torturar seres vivos? …

Apesar de o Governo ainda não ter autorizado abertura da actividade tauromáquica, João Moura Jr. (são sempre os mesmos) decidiu organizar várias sessões de tortura,   na sua herdade, com torturadores de Touros e forcados, com a participação de crianças (onde estão as CPCJ?), desrespeitando, deste modo, as orientações da Direcção-Geral da Saúde.

A situação já foi denunciada às autoridades, mas o cartaz da  desobediência assinala que a Fundação LVida se associou a esta iniciativa.

Por isso, apela-se a que se escreva à Fundação Vidahttps://getmymsg.com/v/tmtac  através deste formulário:
✏️ https://getmymsg.com/v/tmtac

Há que acabar com este uso e abuso de animais sencientes, para satisfazer a sede de sangue dos Tauro-vampiros.

VERGONHA TAUROMÁQUICA.jpg

Fonte da notícia:

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069/3309951799035603/?type=3&theater&ifg=1

Fonte: Arco de Almedina

 

Tauromaquia

Boa!
Adorei o texto do Luís Vicente!
Os psicopatas tauromáquicos portugueses vêem sistematicamente com este suposto estudo.
A “protoiro” não se cala com essa enorme mentira.
Um FALSO veterinário chamado Joaquim Grave, quando vai à televisão, papagueia a mesma mentira.
Já desafiei imensas vezes a “protoiro”, a debater cientificamente connosco, na TV. Mas até hoje, não há resposta. E a razão é simples. Debater cientificamente significa apresentar provas cientificas válidas. Com apresentação de revista cientifica que tenha publicado essas provas.

Os psicopatas tauromáquicos são os Reis da mentira.
E este texto mostra isso muito bem!

Mário Amorim


Um magnífico texto que destrói mitos tauromáquicos e as mentiras que, ao longo de séculos, os aficionados de tauromaquia acreditaram, por simples ignorância, serem verdades.

Um magnífico texto escrito por um Biólogo experiente e sapiente na questão animal. E se depois de lerem este texto, os aficionados optarem por continuar a teimar na sua ignorância, melhor é atiraram-se ao mar, pois não servem para serem seres humanos.

Um texto precioso para desfazer em cacos a tauromaquia.

(O negrito do texto de Luís Vicente é da minha lavra. I.A.F.)

JOÃO ALMEIDA.png

por Luís Vicente

Patrícia Caeiro·Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017

Aqui vai um longo longo longo comentário que por ser longo longo longo tem que ir dividido por pontos, porque o fb não aceita comentários longos longos longos…

1 – Começo a ficar cansado da argumentação balofa, hipócrita, ignorante e desonesta em defesa das touradas. Andava aqui a cuscar o mural da Patrícia e a minha irritação cresceu ao ler este post a respeito dos actos corajosos do Sr. João Almeida, insigne deputado da Nação pelo CDS-PP. Aproveito então (desculpa, Patrícia, o espaço que te ocupo) para responder aos pseudo-argumentos dos aficionados. Advirto que possivelmente utilizarei alguma linguagem um pouco mais hermética, mas trata-se de um assunto sério que quero tratar com rigor e seriedade. De qualquer forma, se houver palavras “mais difíceis”, o seu significado será facilmente encontrado com recurso à internet. Antes, contudo, como sou eu a contra-argumentar, quero deixar claras as minhas limitações. Todos nós somos construções sociais e temos, por isso, limitações culturais (no sentido antropológico) condicionadas pelo ambiente social em que crescemos. Eu sou biólogo e tenho 42 anos de ensino e investigação em comportamento animal, neurobiologia e história e filosofia da ciência na Universidade de Lisboa e em várias outras universidades em países estrangeiros. Isto serve apenas para lhe explicar que o meu pensamento é limitado e constrangido pela minha experiência de vida e, por isso, vale o que vale. Uma das coisas que todo o meu trabalho de investigação me ensinou foi que os seres humanos são animais, nem mais nem menos que todos os outros que povoam e viajam nesta nave especial que é a Terra. São apenas diferentes, porque é a diferença que caracteriza cada uma das espécies. Mas não existe qualquer argumento científico que permita estabelecer uma hierarquia de importância ou de valores que, quantitativamente, diferencie umas espécies de outras. Nem tal faria sentido. O próprio Darwin afirma em “The Descent of Man” que as diferenças entre os humanos e os outros animais são qualitativas e não quantitativas. Esta afirmação de Darwin é conhecida na comunidade científica por “Lei da Continuidade de Darwin”.

2 – Não há muitos anos não era considerado crime matar um negro porque simplesmente era considerado um ser inferior. É elucidativo constatar que a última exposição de um negro enjaulado num jardim zoológico foi em Bruxelas em 1958. Hoje, a isto, chama-se racismo e é altamente condenado. Só em 20 de Novembro de 1963 a Assembleia Geral das Nações Unidas na sua resolução 1904-XVIII proclama a Declaração sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, na qual se afirma, entre outras coisas “que qualquer doutrina de diferenciação ou superioridade racial é cientificamente falsa, moralmente condenável, socialmente injusta e perigosa, e que não existe qualquer justificação para a discriminação racial, quer na teoria, quer na prática”. Negros, brancos, asiáticos, índios, etc., etc., etc., pertencem todos a uma única espécie: Homo sapiens.

Mas porquê por o limite na espécie? Poderíamos pôr a fasquia nos grandes símios. Assim ficaríamos nós, bonobos, chimpanzés, orangotangos e gorilas no saco dos “superiores”. Seria feio tratar mal os grandes símios e quem o fizesse seria legitimamente acusado de “simiísmo”, o que seria considerado moralmente muito feio.

E por que ficar pelos grandes símios? Poderiam ser todos os Primatas, ou mesmo todos os Mamíferos ou até todos os Vertebrados… e a história não teria fim até que chegaríamos ao especismo, vocábulo introduzido por Richard Ryder em 1975, num livro intitulado “Victims of Science”.

Porquê pensarmos que a nossa espécie é o centro do universo? Simplesmente porque é um constrangimento cultural sem base científica de raiz muito antiga e de reforço judaico-islâmico-cristão. No princípio Deus criou o Homem à sua imagem e semelhança, logo abaixo dos anjos, para dominar a Terra. Podemos substituir “Homem” por “Grandes Símios”, por “Primatas”, por “Mamíferos”, por “Vertebrados”, por “Cordados” (para incluir as lampreias), ou por “animais” (para incluir os polvos). O sentido seria o mesmo!

3 – E vamos aos touros e o que escreverei sobre os touros é válido para, pelo menos, todos os Vertebrados. Começo por alguns dos argumentos deles, aficionados, num texto lapidar intitulado “Tauromaquia: a indústria responsável pela vida feliz dum dos animais mais protegidos em Portugal” da autoria de um conjunto de aficionados do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Ciência Veterinária da Universidade Complutense de Madrid e referido na página da net “O TOURO – Tudo o que precisa saber sobre o Touro Bravo”

(http://www.touradas.pt/tauromaquia/otouro)

Cá vai: “De acordo com os estudos científicos mais recentes sobre o touro bravo, sabemos que este tem reacções hormonais únicas no reino animal. Sabemos, por exemplo, que este tem um hipotálamo (parte do cérebro que sintetiza as neurohormonas encarregues, nomeadamente, da regulação das funções de stress ou de defesa), 20% superior ao de todos os outros bovinos, e que, por isso, tem uma capacidade superior de segregação de beta-endorfinas (hormona e anestesiante natural encarregada de bloquear os receptores da dor) o que faz com que o touro perante a colocação de uma bandarilha redobre as suas investidas em vez de fugir, que é a reacção natural de qualquer animal à dor. O touro é seleccionado tendo em conta a sua combatividade, sendo um animal que tem evoluído, ao longo dos séculos, estando fisiologicamente adaptado para a lide”. O TOURO – Tudo o que precisas saber sobre o Touro Bravo

4 – E agora começo a responder. Tanto quanto sei, nunca nenhuma revista científica credível aceitou publicar o manuscrito dos indivíduos do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Ciência Veterinária da Universidade Complutense de Madrid, manuscrito no qual se baseia o texto do referido site. O texto começa por referir uma hipertelia intracefálica ao nível do infundíbulo do terceiro ventrículo. Pergunte aos autores onde leram tal coisa? Qual a base amostral? Fundamenta-se num nível alfa inferior a 0,05? Esclareçam-me. Mais, eles que demonstrem que as hipertelias estruturais têm consequências metabólicas. Se mo demonstrarem proporei à Academia de Estocolmo que lhes seja atribuído o Prémio Nobel.

Continuando. A beta-endorfina que é um polipéptido de cadeia curta (31 aminoácidos) é produzida não só ao nível hipotalâmico, mas também ao nível hipofisário e noutras zonas. Aliás ela foi descoberta em 1976 ao nível hipofisário e não ao nível hipotalâmico. Os autores da descoberta foram Choh Hao Li e David Chung. O seu a seu dono!

 

Um dos erros formais do texto é a afirmação de que algo no organismo está encarregue de alguma coisa. É um raciocínio teleológico aceite em religião, mas inaceitável no discurso científico. Não está “encarregue”, mas “tem por consequência”, o que é totalmente diferente. A teleologia demonstra uma ignorância avassaladora sobre os processos evolutivos.

Uma das principais inconsistências do manuscrito e que leva ao seu “chumbo” pela comunidade científica, é afirmar que o touro, uma vez lidado (ou seja, já cadáver) apresenta níveis de cortisol (hormona do stress) inferiores aos que apresenta um touro transportado num camião, deduzindo os autores que o touro sofre mais no camião do que durante a tourada. Erro crasso. Falam de touros durante a tourada, mas a maior parte dos touros estavam mortos durante a extracção do sangue. Um estudo que se realiza no cadáver de um animal não nos diz rigorosamente nada sobre o que se passava quando o animal estava vivo.

5 – Outro disparate vem logo na frase seguinte: “o touro perante a colocação de uma bandarilha redobra as suas investidas em vez de fugir, que é a reacção natural de qualquer animal à dor”.

Não, meus caros, em qualquer animal a reacção é a fuga se tiver condições para isso. Se estiver encurralado como o touro na arena, portanto se não tiver condições de fuga, só tem duas alternativas: ou luta ou fica estático. Nesta situação o animal avalia o inimigo. Se considera que tem condições para vencer, luta. Se considera que não tem, inibe a acção e fica estático. O que é que o leva a lutar? É activado um conjunto de feixes nervosos denominado “sistema periventricular” que o leva a lutar. O sistema periventricular é constituído por vias eferentes hipotalâmicas (na parede do terceiro ventrículo) que atingem principalmente os núcleos supra-ópticos posterior e tuberal e confinam com a substância cinzenta periventricular. Uma das consequências da activação do sistema periventricular (atenção, só há estudos em humanos) é a produção do neuropéptido-y que, ao que tudo indica, pode estar associado à resiliência em relação ao stress pós-traumático e à resposta de medo, permitindo aos indivíduos uma melhor resposta sob stress extremo (Julie Steenhuysen, 2009).

E o que é que leva a inibir a acção? Os poucos estudos conhecidos levados a cabo pela equipa de Laborit (1974, 1977) foram realizados em ratos. Em situações em que não pode lutar nem fugir é activado um conjunto de feixes nervosos denominado “sistema inibidor de acção” (área septal média, hipocampus, amígdala lateral e hipotálamo ventromediano).

Tanto quanto sei são desconhecidos os mecanismos neuroquímicos envolvidos, apesar de existirem algumas conjecturas sobre isso.

6 – Bom, e vamos discutir um pouquinho o valor de sobrevivência da inibição dos centros de dor. Antes de mais a dor tem um imenso valor de sobrevivência. Se não houvesse dor o animal não se aperceberia da gravidade dos seus ferimentos e morreria. Assim, ao longo do processo evolutivo, foi seleccionada a capacidade de produção de endorfinas. Esta anestesia endógena é de curta duração e é uma atenuação e não uma eliminação da dor (não existe um único estudo que refira “eliminação”).

Os neuropeptídos que constituem as endorfinas são neuropéptidos de vida curta (short-term). Permitem ao animal, num curto período após o trauma, a serenidade necessária à organização de uma resposta adequada à situação. Dou um exemplo humano. Uma pessoa está a cortar pão e a faca resvala cortando-lhe um dedo. É muito doloroso. Mas, após algumas fracções de segundo, o seu sistema nervoso responde com a produção de endorfinas. A sua dor é significativamente atenuada. Pensa, vai desinfectar a ferida, decide ir ao hospital para a suturar, etc.. Se tivesse uma dor insuportável não teria a serenidade necessária para encontrar uma solução. As endorfinas permitem-lhe essa serenidade por um curto período mas, passado pouco tempo, vai sentir imensa dor. Contudo o problema está resolvido e sobreviveu. Mas as endorfinas são de vida curta. Apenas lhe dão tempo para resolver o problema, e muito pouco tempo.

Quando uma gazela é caçada por uma leoa, o seu sistema neuro-endócrino produz endorfinas. A dor diminui à espera de uma solução para o problema. Diz-se que a gazela sofre pouco. Mas isso será porque a morte é suficientemente rápida, mais rápida que o tempo de vida das endorfinas produzidas.

O período de lide de um touro na arena é demasiado longo. Não há endorfina que persista durante todo o tempo da lide.

7 – E vamos agora ao resto, à lide. As bandarilhas? Em Portugal espetadas ou a cavalo, ou a pé. Para quem não sabe, são varas de madeira com uma ponta de aço de 6 cm que se prendem à área dorsal do touro e que aí se mantêm pelo facto de, na sua ponta, possuírem um arpão de 16 mm. Existem ainda o matador e os forcados. O matador faz uma série de passes com a capa e também espeta bandarilhas no animal. Os forcados desafiam o touro e, em grupo, agarram-no toldando-lhe a visão e tentando imobilizá-lo. Nesta parte poderá não ser causada dor física ao animal, embora lhe seja imposto um enorme esforço físico e psicológico.

As bandarilhas, pela força da gravidade e do movimento do touro, causam danos aos nervos, músculos e vasos sanguíneos. No caso dos danos causados nos vasos sanguíneos, é significativamente reduzida a irrigação sanguínea dos músculos importantes para o movimento. Além do mais, as bandarilhas podem ferir os ramos nervosos dorsais da medula espinal, o que causa claudicação temporária e leva à inibição reflexa do plexo braquial (o centro nervoso que inerva as extremidades anteriores).

Podem ainda causar hemorragias no canal medular e ferir a parte superior das costelas. Portanto, o sistema nervoso do touro sofre danos significativos durante a tourada, tornando uma resposta normal impossível em termos de libertação de ACTH e cortisol.

8 – O “estudo” dos aficionados do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Ciência Veterinária da Universidade Complutense de Madrid “conclui”, entre outras coisas sem qualquer fundamento científico credível, que os touros que só tenham sido transportados ou que estão na arena sem ser toureados, portanto sem danos físicos, produzem mais cortisol do que aqueles que sofreram danos. Portanto é maior o stress de não ser toureado do que o de ser toureado. Fantasticamente ilógico!!!

O que se passa na realidade é que o seu sistema nervoso está intacto, o que é essencial para a resposta hormonal.

9 – José Laguía, membro do Colégio Oficial de Veterinários de Espanha refere que em pessoas envolvidas em acidentes com grandes lesões na coluna vertebral, a resposta hormonal que resultaria na liberação de cortisol é reduzida ou mesmo ausente. Pode haver alguma situação mais stressante para alguém do que pensar que poderá passar o resto da vida numa cadeira de rodas? É que o que se passa na realidade é que o sistema nervoso está de tal modo danificado que se torna impossível a resposta adequada.

A outra parte do estudo dos indivíduos do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Ciência Veterinária da Universidade Complutense de Madrid refere-se à produção de beta-endorfina que, como referi atrás, é produzida em situações de dor. Segundo esses senhores, durante a tourada, o animal, aparentemente, liberta uma enorme quantidade de beta-endorfina. Então os ditos senhores concluem que neste caso a beta-endorfina seria capaz de evitar a dor do touro. Dizem esses senhores que o touro liberta dez vezes a quantidade de beta-endorfina do que um ser humano. Fantástico!

Para o mínimo de credibilidade científica desta afirmação, os ditos seres humanos, para que o estudo comparativo fosse fidedigno, teriam que estar sujeitos rigorosamente às mesmas condições que o touro. É o controlo de variáveis – chama-se método científico.

Portanto o ser humano teria que ser toureado, bandarilhado, pegado, etc.. Tanto quanto sabemos isso não foi feito e, portanto, as conclusões não têm qualquer validade. Ainda por cima, como já referi, os níveis hormonais foram medidos no sangue recolhido em touros mortos, por isso é impossível saber em que altura da tourada a beta-endorfina foi libertada.

10 – Numa crítica ao manuscrito dos senhores da Universidade Complutense de Madrid, o atrás referido José Laguía defende que a resposta hormonal depende da “integridade das estruturas nervosas, pois sabe-se que, quando há um dano neurológico, a beta-endorfina pode ser libertada no local da dor, devido a determinados mecanismos celulares, sem o envolvimento do sistema nervoso. (…) quando a agressão é repetida frequentemente ou tem lugar durante um período prolongado de tempo, e quando os recursos do animal para alcançar o nível de adaptação são inadequados (…) as respostas hormonais à dor, ou seja, a liberação de grandes quantidades de beta-endorfina tais como são encontradas no sangue de touros após uma tourada, são a resposta normal do organismo a grande dor e stress, e têm muito pouco a ver com capacidade para os neutralizar; Na verdade, ao contrário, os níveis de hormona indicam o grau de dor experimentada e não a capacidade do animal para a neutralizar”.

11 – Portanto os cérebros, nossos e dos touros, são praticamente iguais (outra coisa seria estranha). Hoje já sabemos alguma coisa sobre o funcionamento do sistema nervoso (ou dos sistemas nervosos). Permitem a nossa sobrevivência e o nosso relacionamento com o meio. E o nosso relacionamento com o meio permite-nos matar a fome e a sede, ter medo, fugir, defendermo-nos, amarmo-nos uns aos outros, por vezes odiarmo-nos, ser felizes ou infelizes, estar tristes, etc., etc., etc..

O sistema nervoso funciona através de mecanismos físicos e químicos a que chamamos normalmente neuro-químicos ou neuro-endócrinos. Os nossos e os dos touros são rigorosamente os mesmos. As substâncias químicas implicadas nos processos são rigorosamente as mesmas, as áreas do cérebro estimuladas por cada sensação são rigorosamente as mesmas, as áreas de interpretação cerebrais são afectadas exactamente da mesma forma. É o que sabemos.

Portanto não se pode afirmar que o touro não sofre como nós sofreríamos exactamente na mesma situação. Seria enfiar a cabeça na areia (informo que nunca foi vista uma avestruz fazê-lo).

Sim, há casos interessantes. Aparentemente os nossos cães são capazes de um amor muito mais profundo do que aquele que nós alguma vez seremos capazes de sentir? A quantidade de oxitocina (hormona do amor, aquela que nós, vertebrados, produzimos quando sentimos amor por alguém) que os nossos cães produzem quando estão connosco é significativamente superior à nossa. Estou certo de que nunca nenhum de nós será capaz de imaginar quanto os nossos cães nos amam. Nunca pelo simples facto de um ser humano não ser capaz de amar tão intensamente como um cão. E tenho que terminar referindo o ilustre deputado do CDS-PP João Almeida: “Não foi a primeira vez que saltei a uma arena. Já tinha saltado também à do Campo Pequeno, há dois ou três anos, numa Festa do Forcado. Também não foi a primeira vez, nem há-de ser a última, que salto em defesa da tauromaquia. Faz todo o sentido fazê-lo. Na Assembleia da República, representamos os portugueses e não podemos esquecer que há muitos portugueses, muitos mesmo, que se revêem da tradição tauromáquica e a apoiam. Somos muitos!”.

Saiba que o especismo é moralmente uma generalização do racismo. É narcisismo, é considerarmo-nos entes superiores, que não somos. Somos apenas diferentes. Racismo seria senhor deputado ser caucasiano e considerar negros, judeus, palestinianos, asiáticos, etc., seres inferiores. Sendo seres inferiores considerava-se, não há muitos anos, que não tinham alma e, portanto, podiam ser mortos em campos de concentração ou noutros processos genocidas.

Por generalização, o especismo consiste em considerar que os outros animais, cães, gatos, porcos, touros, burros, etc. não têm alma e que, portanto, podem ser mortos. Pessoas congratularem-se com a tortura pública de um outro animal é um sentimento baixo, reles, primitivo, repugnante. Nem se trata de matar um ser vivo numa situação de fome para comer, trata-se de torturar e matar por puro prazer.

Se estas pessoas que se comprazem com o sofrimento dos animais tivessem vivido nos séculos XVI, XVII ou XVIII, certamente que se divertiriam com os Autos de Fé no Rossio em que pessoas eram queimadas na fogueira. Talvez tivessem um imenso prazer na matança dos cristãos-novos. Se tivessem vivido na antiga Roma, muito se divertiriam com os cristãos lançados aos leões para gáudio da população.

E era tradição, e as tradições devem ser acarinhadas, protegidas e mantidas. Provavelmente, como o senhor deputado diz, haveria muitos portugueses que se reveriam e apoiariam estas tradições.

E outras. O apedrejamento de mulheres na Nigéria e as mutilações genitais em muitos países de África. Vivam as tradições.

Também devem pensar que Deus colocou o homem no centro do universo à sua imagem e semelhança logo abaixo dos anjos.

Divirtam-se nas vossas touradas, divirtam-se nos autos de fé no Rossio, divirtam-se na praça da revolução em Paris enquanto as cabeças dos guilhotinados rolam para um cesto de serradura, divirtam-se nos circos romanos, divirtam-se nos fornos crematórios de Auschwitz, vão à República Árabe Sahraui Democrática e regalem-se com o massacre do povo saharaui pelo governo de Marrocos. Ainda vos sugiro um espectáculo mais recente, levado à cena em Agosto do ano passado na Faixa de Gaza. Os bombardeamentos sionistas que, só crianças palestinas, mataram 408. E ainda me ia esquecendo, Guernica. Deveriam regozijar-se naquele dia 26 de Abril de 1937 em que os aviões nazis da Legião Condor arrasaram aquela povoação massacrando quase toda a população. Ainda devem haver lugares na plateia. Aproveitem. Divirtam-se com a morte e o sofrimento dos outros, sejam cúmplices!!! Façam o favor de serem felizes com as vossas mãos conspurcadas de sangue alheio! A mim certamente o senhor deputado não me representa no parlamento.

Luis Vicente

Em resposta a: https://protouro.wordpress.com/2016…

Luís Vicente é licenciado em Biologia, doutorado em Evolução e agregado em Comportamento Animal pela Universidade de Lisboa. Professor na Universidade de Lisboa, foi também professor convidado em várias universidades (ISPA, U. Aberta, U. Madeira, U. Açores, U. Nottingham, U. Paris VI, Museu Nacional de História Natural de Paris, U. Montpellier, NATO Advanced Studies Institute, USALMA, U. Nova de Lisboa, U. Badajoz) onde leccionou várias matérias, entre as quais: Comportamento Animal, Cognição Animal, Ecologia, História do Pensamento Biológico, Neurobiologia, Bioética. É actualmente membro do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa onde preside à linha “Ciências da Vida”, é presidente do Instituto de Gestão e Reordenamento do Território e membro da presidência do Conselho Português para a Paz e Cooperação. É activista pelo bem-estar animal e por uma relação sustentável entre as comunidades humanas e a natureza.

***

Obrigada Luís Vicente pelas tuas palavras e pelo facto de lutares incansavelmente contra a injustiça!

Fonte: Arco de Almedina

Lewis Hamilton, famoso piloto de F1, assume publicamente a sua aversão a touradas

«O famoso piloto de F1 afirmou este sábado no Instagram que “Isto é verdadeiramente vergonhoso Espanha” a propósito das touradas e escolas de toureiro, acrescentando: Os miúdos em Espanha são ensinados a torturar e a matar touros – começando aos 14 anos de idade. Estamos a pedir ao ministro da Educação de Espanha para encerrar as escolas de tauromaquia, imediatamente.


Em Vila Franca de Xira também persiste uma ‘escola’ de toureiro, sem leis nem regras, ensinando crianças pequenas a espetar bandarilhas em bezerros. É da Câmara Municipal de VFX, que a financia com os nossos impostos e taxas – 60.000,00 euros por ano!
»

(VilaFranquenses Anti-tauromaquia)

 

É verdadeiramente vergonhoso em Espanha, assim como em Portugal.

A Península Ibérica ainda com um pé nas cavernas.

 

Hamilton.jpg

Fonte:

https://www.facebook.com/VFXAnti.tauromaquia/photos/a.1050063075024035/3332553320108321/?type=3&theater&ifg=1

Fonte: Arco de Almedina

Atente-se no horror da “tenta”: o lado oculto da tauromaquia

Para estes torturadores havia de existir inferno. Isto é o que tenho a dizer sobre a tauromaquia e a barbárie que ela representa. Ouvi dizer que a tortura tauromáquica poderá regressar brevemente. Será verdade? Os Touros aguardam nos campos dos trogloditas. Vi-os este fim-de-semana. Pobres Touros.

Portugal ainda tem muito que evoluir. Quando pensamos que as coisas estão a correr bem, há sempre um modo de as pôr a correr mal, com a conivência dos partidos políticos trogloditas, com assento no Parlamento, a saber: PS, PCP, PSD, CDS/PP, Chega, Iniciativa Liberal. Este é o lado podre de um Portugal  mirradinho. (Isabel A. Ferreira)

***

Respondendo agora, 3 horas depois, ao que está abaixo do tracejado:

Imagem: cavalo idoso que tem os olhos vendados e os ouvidos tapados e que, após sofrer várias investidas durante uma tenta, caiu. Estão a tentar levantá-lo para poderem continuar a tenta.

Tenta: Algo que é feito como tratando-se de testes de bravura https://mgranti-touradas.blogspot.com/2012/06/tenta.html

Pedido: Há um lado oculto da tauromaquia que pouca gente conhece. É preciso informar e sensibilizar. As televisões podem ter um papel importante nesta matéria. Por favor, caso ainda não o tenham feito, enviem uma mensagem para a CMTV. Instruções em https://www.facebook.com/notes/marinhenses-anti-touradas/crise-na-arena-acção-de-envio-de-mensagens-para-a-cmtv/3262393393794201/

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Ora diz-nos lá: o que é isto e o que sabes sobre isto?

Nota: Cada vez é mais difícil encontrar fotos como esta na Internet. Não porque isto já não acontece, mas porque há um lado oculto da tauromaquia que está a deixar de ser exibido (por censura por parte das organizações defensoras da tauromaquia).

(Marinhenses Anti-touradas)

Cavalo torturado.jpg
Fonte: https://www.facebook.com/antitouradas/photos/a.215152191851685/3290179467682260/?type=3&theater

Fonte: Arco de Almedina

«Touradas em tempos de pandemia»

Fantástico texto.
Concordo com ele por inteiro!

Mário Amorim


«O desespero destes tristes auto-denominados “artistas“, marginalizados pela maioria dos que fazem das artes, da criatividade e do talento o seu ganha-pão, é tal que decidiram expor-se da forma mais ridícula e ultrapassada que só as suas mentes limitadas conseguiram (…)»

Um texto de Teresa Botelho no Blogue Retalhos de Outono.

Toureiros acorrentados, fazem pose em frente ao campo pequeno…

Imagem: Farpas Blogue

 

Por Teresa Botelho

«Vivemos tempos difíceis e inesperados!

A confiança que adquirimos ao longo dos tempos e a catadupa de novas descobertas científicas, tornou-nos afinal tão ignorantes que não nos deixou sequer imaginar que a Natureza nos iria penalizar com um vírus misterioso e incontrolável que nos limitaria as liberdades mais básicas, despertando em cada um de nós o medo e varrendo o mundo de cima a baixo! 

A destruição e o desrespeito tocou o insustentável e este Planeta, outrora azul, tornou-se cinzento, após todos os avisos que nos enviou, mas que sempre recusámos ver.

Destruímos espécies animais, florestas, ecossistemas, derrubámos e ocupámos tudo o que encontrámos pela frente, poluímos os oceanos e envenenámos o ar, transformando a nossa espécie, numa feroz predadora, empenhada em aniquilar-se a si própria através de selecções raciais, étnicas e especistas.

Mas será que um simples vírus invisível nos irá ensinar alguma coisa?

Acreditar em boas intenções, não é coisa que se encontre ao virar da esquina e até o Pai Natal, se calhar já comeu as renas, e prefere agora cruzar os céus de avião…

 É evidente que o que agora interessa, é domesticar este vírus, sem pensar em qualquer outro, mais feroz que possa aí aparecer, retomando a vidinha de antes, porque a economia assim o dita e as tradições também… 

Portugal que é afinal o país que aqui nos interessa analisar, fechou-se,  tentando agora reabrir com máscaras e desinfectante, mas será que andar de máscara, consegue ocultar o íntimo de quem a usa, ou a desinfecção compulsiva é suficiente para limpar a baixeza dos sentimentos de quem sempre fez da tortura o seu espectáculo e desporto favorito?   

É sem sombra de espanto que se continua a verificar a ausência de qualquer aprendizagem, a continuação dos argumentos batidos e a pouca noção do ridículo que caracterizam uma certa fasquia menor do nosso povo!

Este vírus que afinal, fez questão de só infectar animais humanos, conseguiu a proeza de salvar as centenas de touros que durante alguns meses iriam divertir, à custa das suas vidas e do seu sangue, muitas sanguessugas ávidas dessa aberração a que chamam “arte”!

O desespero destes tristes auto denominados “artistas”, marginalizados pela maioria dos que fazem das artes, da criatividade e do talento o seu ganha pão, é tal que decidiram expor-se da forma mais ridícula e ultrapassada que só as suas mentes limitadas conseguiram, mas perante esta comédia de protagonistas de meia tigela, talvez este fosse o  tempo dos nossos governantes pensarem que urge dignificar a verdadeira cultura, tão premente nos dias que passam para os portugueses, cada vez mais afastados dela, entre populismos baratos, futilidades, pobreza e profundas lacunas de literacia. 

 “A educação não transforma o mundo.  

 Educação muda as pessoas.  

 Pessoas mudam o mundo” 

Paulo Freire (inesquecível amigo dos serões de Bissau)»

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.com/2020/06/touradas-em-tempos-de-pandemia.html?showComment=1591882254375#c4454274217042182839

Fonte: Arco de Almedina

 

«Não haverá apoios extraordinários à tauromaquia» garante António Costa, primeiro-ministro de Portugal

Em resposta à questão de André Silva, deputado do PAN – Pessoas – Ambiente – Animais, o primeiro-ministro António Costa, deixou claro que o Governo não tenciona dar nenhum apoio extraordinário à tauromaquia, apesar das tentativas infrutíferas desta indústria e das reuniões secretas com o Presidente da República! 🙌

Todos nós, que pugnamos por uma sociedade mais humana, mais culta, mais civilizada, onde a violência e a crueldade contra animais não-humanos não tenham lugar, ficaremos atentos, esperando que o nosso primeiro-ministro mantenha a palavra. E, já agora, não basta não dar apoios extraordinários (até porque os ordinários continuam a ser dados) é preciso abolir, definitivamente, esta prática onde a brutalidade impera, para que não se continue a violentar os bovinos, privadamente, como a seguir se contará.

(Ver, mais abaixo, o vídeo onde André Silva questiona António Costa).

TENTA.png

Tentas ilegais privadas

Pedimos desculpa pela imagem, mas há ainda quem pense que os touros têm uma vida de luxo no campo, o que não é verdade. Esta imagem foi captada numa “tenta” realizada na Herdade Monte Cadema no passado dia 30 de Maio de 2020, onde vários animais foram sujeitos às agressões de bandarilhas e da vara dos picadores. Todos os anos, à porta fechada, os criadores de touros de lide fazem este tipo de práticas na ilegalidade e longe dos olhares do público. A isto juntam-se os treinos dos cavaleiros [montadores de cavalos] tauromáquicos, bandarilheiros e forcados.

É mentira que estes animais sejam muito bem tratados no campo como nos tentam fazer crer.

Uma vergonha para Portugal e para o mundo(Plataforma BASTA)

(fonte: Farpas blogue)

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069/3251608991536551/?type=3&theater

Para complementar a informação, sugere-se a consulta deste link, onde o médico-veterinário, Dr. Vasco Reis, conta os horrores desta prática bárbara:

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/a-tourada-vista-por-um-medico-814909

Esta é “fresquinha”:

Tenta ilegal.jpg

Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3266240090076828&set=p.3266240090076828&type=3&theater

 

Fonte: Arco de Almedina

 

Miguel Sousa Tavares arrasado nas redes sociais devido às suas declarações na TVI, sobre o regresso das touradas

Sinceramente!
Ouvir este sujeito é uma violência para quem não é como ele!
Recordo-me dos textos carregados de insultos que ele escreveu há uns anos atrás no facebook, para quem não pensa como ele. É um típico tauricida, este sujeito!

Mário Amorim


Na passada segunda-feira, na TVI (Jornal das 8, do qual é editor) Miguel Sousa Tavares considerou uma «incoerência total» o retomar de todas as actividades culturais, à excepção da tortura de Touros (vulgo tauromaquia), logo no dia em que, cerca de uma centena de torturadores de touros (não lhes chamem artistas porque insultam e espezinham os verdadeiros artistas) se manifestaram em frente ao campo pequeno, contra a não abertura às bárbaras práticas tauromáquicas, de que aquele recinto é a catedral, em Lisboa, antes do início do primeiro de dois espectáculos do projecto Deixem o Pimba em Paz, de Bruno Nogueira e Manuela Azevedo.

Cultura Tortura.png

E o Miguelito, que também é caçador, saiu-se com esta: «Eu não entendo como é que hoje e amanhã vai haver um concerto para duas mil e tal pessoas e não pode haver uma tourada. É um espectáculo igual. Como é que, mantendo as distâncias, pode haver um concerto e não pode haver um espectáculo que é uma tourada que se passa na arena? Não consigo perceber» acrescentando que «só há uma justificação: a perseguição às touradas continua». 

Pois continua, Miguelito, primeiro porque as touradas não são um espectáculo, mas tão-só uma prática bárbara e medieval. A ser um “espectáculo” será simplesmente um “espectáculo macabro”, que não faz parte da civilização humana. Segundo, porque enquanto esta nódoa negra manchar o bom nome de Portugal, no mundo, haverá vozes que se levantarão contra as touradas, que são coisa de um passado que já passou há muito.

Por causa destas suas declarações, Miguel Sousa Tavares foi arrasado nas redes sociais, pois as suas pobres e tristes palavras, desadequadas na boca de um intelectualnão foram bem aceites por quem as ouviu. E o resultado foi este:

Mas o Miguel Sousa Tavares ainda está na TV porquê…?; Ontem Miguel Sousa Tavares voltou com a lengalenga das touradas serem cultura. Isto a propósito do espectáculo no Campo Pequeno do Bruno Nogueira. Tudo o que proporcionar, sofrimento e sangue não engrandece um país, simplesmente amesquinha os mais fracos. Que besta quadrada!; Eu não suporto o Miguel Sousa Tavares, o homem acabou de dizer que não percebe o porquê de abrirem o campo pequeno para concertos e para touradas não; O Miguel Sousa Tavares calado era poeta. Ele diz que é contraditório serem permitidos concertos e não serem permitidas touradas. Eu também acho contraditório existir uma lei que condena os maus-tratos a animais e ainda existirem touradas; Miguel Sousa Tavares, por favor não comparares um concerto a uma tourada, porque não são coisas comparáveis. Entendo a lógica da distância social e tal, mas não touradas não é cultura; Nós no meio de uma reabertura por causa da pandemia e o que Miguel Sousa Tavares tem a dizer em primeiro lugar é que há uma perseguição às touradas.

Também Nuno Markl se juntou às vozes do protesto, e no seu Instagram arrasou o Miguelito, que é muito boa pessoa, mas tem um monumental defeito, tal como todas as boas pessoas têm os seus defeitos, mas não tão monumentais. E o maior defeito dele é achar que torturar seres vivos é arte cultura e um “espectáculo” IGUAL ao do Bruno Nogueira, sim, porque o Bruno Nogueira fartou-se de espetar bandarilhas em Touros e o sangue escorreu pelo chão do campo pequeno.

Nuno Markl achou que, mantendo as distâncias era óptimo, logo a começar pela distância entre o toureiro e o touro… Pediu «calma» a Miguel Sousa Tavares, e acrescentou que «de certeza [ou não] que o sangue já volta a correr. Mas, depois destes meses, não é egoísta querer que uma tradição [tradição, não, costume bárbaro] que é só para alguns se sobreponha a uma arte que é para todos?».

Enfim, enquanto, em Portugal, não se entender que as touradas não fazem parte do rol dos espectáculos civilizados; e os toureiros, forcados e afins não são artistas, mas tão-só torturadores/carrascos de Touros, as vozes dos que pugnam por uma sociedade mais humana, mais culta e mais civilizada far-se-ão ouvir por aí…

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina