CONSCIENTIZAÇÃO Primatologista Jane Goodall diz que devemos deixar os animais em paz

“Nosso relacionamento muito próximo com animais silvestres nos mercados ou quando os usamos para entretenimento, desencadeou o terror e a miséria de novos vírus”

“Muitas espécies de animais e plantas foram extintas. E nosso relacionamento muito próximo com animais silvestres nos mercados ou quando os usamos para entretenimento, desencadeou o terror e a miséria de novos vírus. Vírus que existem em animais sem prejudicá-los, mas ganham outras formas para nos infectar com novas doenças como ebola, sars, mers e, agora, o coronavírus.”

Mostremos compaixão pelos animais

E continua: “Temos cérebros incríveis. Somos capazes de amar e ter compaixão uns pelos outros. Também mostremos amor e compaixão pelos animais que estão connosco neste planeta. Vamos todos viver juntos em paz e harmonia.”

A primatologista enfatiza ainda que precisamos entender que todos os animais sentem dor e sofrem da mesma forma que os humanos. Jane Goodall frisa que quando destruímos o habitat de animais silvestres, algo que também está associado ao surgimento de novas doenças que atingem humanos, favorecemos a crise climática. Além disso, considerando inúmeros estudos recentesdocumentários e até mesmo um vídeo produzido pelo Google, não é nenhuma novidade que o desmatamento no mundo hoje tem relação com a agropecuária.

Inclusive um internauta comentou no vídeo no canal do Instituto Jane Goodall que não podemos deixar de estender nossa preocupação a animais como frangos, galinhas, porcos, bovinos, ovinos, caprinos e peixes, entre outros animais reduzidos a produtos.

Vegetariana por respeito aos animais

Em 14 de Janeiro de 2016, Jane Goodall concedeu uma entrevista ao Democracy Now, e disse que assim como não comeria seu cachorro, não seria capaz de comer a carne de outros animais.

“Sou vegetariana porque, você sabe, respeito os animais. Sei que todos eles são indivíduos”, declarou e acrescentou que porcos são animais mais inteligentes do que muitos cães. Jane destacou que vê com estranheza quando alguém diz que não acredita que o mundo está passando por mudanças climáticas em decorrência da displicência humana em relação aos animais e ao meio ambiente.

“Esse vasto impacto está sendo causado pela agropecuária. E a fim de alimentar bilhões e bilhões de bois, vacas, porcos, frangos, galinhas. Mesmo que você não se importe com a crueldade, mesmo que se recuse a admitir que esses indivíduos têm sentimentos, que sentem dor e têm emoções, você tem que admitir que grandes florestas são destruídas para cultivar grãos para alimentá-los. A pecuária está transformando florestas em pasto”, reclamou em entrevista ao Democracy Now.

Para conhecer mais sobre a história de Jane Goodall, clique aqui e/ou aqui.

Fonte: ANDA

CONSCIENTIZAÇÃO Hamilton pede boicote de zoológicos e circos com animais

Lewis Hamilton: “Agora você sabe como os animais se sentem em um zoológico”

Esta semana, o piloto da Fórmula 1 Lewis Hamilton comparou o isolamento social praticado durante a pandemia de coronavírus com a realidade dos animais submetidos a cativeiro em zoológicos e circos.

Sentindo o que os animais sentem 

“Se você está confinado em casa, talvez possa sentir um pouco do que os animais em cativeiro passam todos os dias, ao terem suas vidas interrompidas”, publicou Hamilton nos Stories do Instagram, além de destacar quatro fotos de um panda em cativeiro.


Pedido foi feito aos seus 14,9 milhões de seguidores no Instagram

“Agora você sabe como os animais se sentem em um zoológico.” Ele pediu aos seus 14,9 milhões de seguidores que boicotem zoológicos e circos com animais.

Não vá a nenhum zoológico

“No futuro, por favor não vá a nenhum zoológico ou circo [com animais] porque é isso que o seu dinheiro financia. #nomorezoos #freedom”, pediu.

Recentemente, Lewis Hamilton viajou até a Austrália para conhecer o trabalho de reabilitação da Wires Wildlife Rescue, que atuou no resgate de animais afetados pelos incêndios que mataram mais de 1,25 bilhão de animais até janeiro deste ano. Ele contribuiu com a entidade doando o equivalente a dois milhões de reais.

Matança de milhões de animais e as guerras

Vale lembrar também que em Fevereiro Lewis Hamilton comparou a matança de milhões de animais para consumo com a guerra. Ele publicou em sua conta no Instagram que vivemos em um mundo onde as pessoas acreditam que a vida de um animal tem menos valor do que a nossa.

Reprodução/Instagram/Lewis Hamilton

“Foi por isso que me tornei vegano, para não apoiar esse comportamento bárbaro e a morte de milhões de animais. Para mim, isso não é diferente do massacre de milhões de pessoas ao longo dos anos durante a guerra. É inaceitável e temos que trabalhar juntos para mudar isso.”

Segundo Hamilton, cada pessoa tem condições de motivar quem está ao seu lado a mudar seus hábitos e, assim por diante, até colocarmos um fim a essa crueldade.

Fonte: ANDA

CHINA Animais selvagens ainda podem ser vistos nos mercados asiáticos

Nem mesmo a pandemia e restrições dos governos a esse tipo de comércio estão conseguindo conter a captura e venda de diversas espécies animais


O pangolim é uma das maiores vítimas dos mercados asiáticos.

Logo no início do surto da covid-19, pesquisadores apontaram o mercado de animais de Wuhan, na China, como marco zero da doença. O local vendia animais domésticos, silvestres e exóticos, vivos e mortos, sendo alguns cozidos ali mesmo, em enormes caldeirões. A SARS e a gripe aviária surgiram em locais semelhantes.

Segundo matéria do portal Mirror, diante de algumas evidências nesse sentido, a China proibiu a venda e o consumo de animais selvagens como uma forma de proteger a saúde pública, mas apesar da restrição, várias espécies continuam a ser comercializadas em condições deploráveis. Os criminosos retiram animais principalmente da África e da América Latina para vender a países como a Birmânia, Indonésia, Laos, Malásia, Tailândia e Vietnã.

Steve Galster, fundador do Freeland, um grupo de combate ao tráfico de Bangkok, falou ao Mirror sobre a possibilidade de novos surtos e a necessidade de tomar medidas permanentes: “Wuhan é um grande alerta, é a vingança da mãe natureza. A maneira de evitar novos surtos é parar o comércio. A China proibiu, mas precisa ser uma medida permanente, uma vez que é o maior importador de animais selvagens do mundo”.

Segundo o activista, na cidade de Mong-La (Birmânia), perto da fronteira com a China, a cidade é conhecida pelo tráfico de mulheres, armas, drogas e animais selvagens. O mercado vende inclusive uma variedade de partes do corpo de espécies ameaçadas, como peles de tigre, patas de urso e escamas de pangolim. Estima-se que foram fechados 20 mil mercados na China, mas os comerciantes parecem estar dando um jeito de continuar suas actividades de forma ilícita.

Fonte: ANDA

ALERTA Desmatamento tem relação directa com pandemias

Animais silvestres, seja por caça, comércio ou perda de habitat, entraram em contacto com os humanos, passando doenças que antes estavam restritas à selva

Artigo publicado pelo Fórum Económico Mundial diz que as pandemias, cada vez mais comuns e devastadoras, se devem à destruição das florestas fazendo escapar vírus e doenças que antes não alcançavam as populações humanas. Segundo pesquisa, 31% dos 12.012 surtos em todo mundo entre os anos de 1980 e 2013 estão ligados directamente a ambientes que foram devastados.

O cálculo é que 65% das doenças que surgiram nas últimas quatro décadas vieram de animais silvestres, seja por caça, comércio ou perda de habitat, que entraram em contacto com as pessoas passando doenças que antes estavam restritas à selva. Os cientistas dizem que foi assim com o ébola, zika, Aids e agora com o coronavírus cuja origem mais aceita é que tenha surgido no mercado de Wuhan, na China, que comercializava animais (vivos ou mortos) como morcegos, cobras, civetas, entre outros animais silvestres.

Segundo dados da ONG Renctas, o tráfico de animais silvestres movimenta cerca de US$ 10 a 20 biliões (entre R$ 52 e R$ 104 bi) em todo o mundo, colocando esse comércio ilegal na posição de terceira maior actividade ilícita do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas. E o Brasil participa com 15% desse valor, aproximadamente US$ 900 milhões (cerca de R$ 4,7 bi).

Os especialistas têm insistido  que variações climáticas, devastação de habitats, expansão de cultivos, estradas e garimpos em meio a florestas funcionam como gatilhos para surtos viróticos. A mudança no padrão de migração das aves pode ter sido responsável pelos casos de gripe aviária na Ásia. Patos selvagens, que são reservatórios do vírus, por exemplo, tiveram que abdicar de lagos naturais dominados pelos humanos e acabaram pousando em granjas passando a doença para aves domesticadas ou criadas para consumo. As informações são do UOL.

Fonte: ANDA

ENTRETENIMENTO HUMANO Elefantes explorados são libertos de cadeiras de ferro usadas para transportar turistas

Foi a primeira vez em 44 anos que os animais não tiveram que carregar em suas costas as pesadas cadeiras de ferro.

Dezenas de elefantes explorados foram libertos na manhã da última quarta-feira, 25, em Chiang Mai, no norte da Tailândia, das pesadas cadeiras de ferro que ficavam amarradas suas costas para transportar turistas. A decisão foi tomada devido à pandemia do coronavírus (Covid-19), que dizimou o turismo local.

Segundo Anchalee Kalampichit, directora do acampamento que explora os animais, esta foi a primeira vez em 44 anos que os elefantes não usaram os assentos durante o dia. Ela ainda afirma que a empresa mudará sua forma de atuar e todos os 78 animais do local não voltarão a utilizar os pesados assentos de ferro.

“Desde que entramos no negócio em 1976, andar nos elefantes sempre foi a actividade favorita dos turistas. Mas como o coronavírus se espalhou, os turistas diminuíram e, eventualmente, o governo ordenou que fechássemos, e removêssemos as cadeiras para libertar os elefantes. Não estamos planeando colocar os apoios nas costas dos elefantes novamente, mesmo que possamos voltar a operar. Queremos mudar o estilo do local”, declarou Anchalee.

O governo da Tailândia impôs o fechamento do acampamento dos elefantes, juntamente com outros 28 tipos de negócios que não são essenciais. Dos 93 acampamentos de elefantes que existem em Chiang Mai, 85 deles haviam sido fechados pelas autoridades devido à falta de turistas.

Fonte: ANDA

ALERTA Cerca de 900 mil pinguins-rei desapareceram do mundo

Uma das principais explicações para o desaparecimento das aves é que elas migraram pela rota marítima e não voltaram para a sua ilha de origem

Pesquisadores estão querendo entender o que causou o desaparecimento de 900 mil pinguins-rei da ilha vulcânica Île Aux Cochons, que fica localizada entre Madagascar e a Antárctica. Os profissionais realizaram uma expedição no local com o intuito de descobrir o que aconteceu. No entanto, nenhuma das hipóteses que haviam sido levantadas foi comprovada.

A expedição foi realizada no final de 2019 e garantiu a descoberta de diversos espaços vazios na ilha, que até então, segundo a revista Science, era a maior agregação da espécie do mundo nos últimos anos e a segunda maior colônia entre todas as 18 espécies de pinguins. Segundo os cientistas, uma das principais explicações para o súbito desaparecimento dos animais é que eles migraram pela rota marítima e não voltaram para a sua ilha de origem. O que leva a crer que foi dessa forma que a colónia foi dispersada, já que os animais não foram localizados em ilhas próximas.

No entanto, apesar da possível explicação, o mistério aumenta quando se coloca em evidência as características da espécie, já que normalmente os pinguins-rei são fieis ao local de nascimento e de primeira reprodução.

Durante a expedição, os cientistas instalaram na ilha armadilhas e câmaras de visão nocturna para procurar gatos e ratos, conhecidos por se alimentarem de ovos de filhotes de aves marinhas. Os pesquisadores também colectaram amostras de sangue de pinguim e desenterram os ossos de alguns para identificar doenças ou mesmo mudanças na dieta que poderiam sugerir alguma pista, no entanto nada foi identificado.

Sem qualquer evidência de erupção vulcânica ou tsunami, o desaparecimento causado por algum desastre ambiental também foi descartado. O facto é que muitos dados ainda precisam ser processados para que se saiba o que de facto ocorreu com as aves.

Fonte: ANDA

DOENÇA Covid-19: “A natureza está nos enviando uma mensagem”

Segundo a ONU, humanidade está pressionando demais o mundo natural, trazendo consequências prejudiciais

“A natureza está nos enviando uma mensagem com a pandemia de coronavírus e a actual crise climática”, diz a directora-executiva do Programa Ambiental da ONU, Inger Andersen, conforme publicação do Guardian desta quarta-feira (25).

Com isolamento social humano, animais cada vez mais ganham as ruas em busca de comidaEla defende que a humanidade está pressionando demais o mundo natural, trazendo inúmeras consequências prejudiciais. Também alertou que não cuidar do planeta significa não cuidar de nós mesmos.

Civilização ACTUAL está “brincando com fogo”

Os principais cientistas ligados à ONU sustentam que o surto de covid-19 foi um alerta, já que existem muito mais doenças letais na vida selvagem, e que a civilização actual está “brincando com fogo”. A organização também partilha o entendimento de que é o comportamento humano que faz as doenças se espalharem para os seres humanos, não os animais.

Para evitar novos surtos, apontam os especialistas, o aquecimento global e a destruição do mundo natural visando agropecuária, mineração e habitação precisam acabar, já que forçam um perigoso contato entre vida selvagem e humanos.

Consequência da perda de habitat e redução de biodiversidade

Eles também estão pedindo às autoridades que coloquem um fim aos mercados de animais vivos – que eles chamam de uma “tigela de doenças” – assim como o fim do comércio ilegal de animais.

Inger Andersen disse que a prioridade imediata é proteger as pessoas contra o coronavírus e impedir sua propagação, mas que uma resposta a longo prazo deve levar em conta que o vírus surgiu como consequência da perda de habitat dos animais silvestres e da redução da biodiversidade.

“Nunca houve tantas oportunidades para os patógenos passarem de animais selvagens e domesticados para as pessoas”, declarou Andersen ao Guardian, explicando que 75% de todas as doenças infecciosas emergentes vêm da vida selvagem [mas sua disseminação surge a partir da intervenção humana].

Estamos interconectados com a natureza, gostemos ou não

“Nossa degradação contínua de espaços selvagens nos levou para perto de animais e plantas que abrigam doenças que podem saltar para os seres humanos.” Declaração semelhante foi feita pelos cientistas ligados à National Geographic.

Ela também citou outros impactos ambientais em decorrência da acção humana, como os incêndios florestais australianos, recordes de calor quebrados e a pior invasão de gafanhotos no Quênia em 70 anos. “No final do dia, com todos esses eventos, a natureza está nos enviando uma mensagem”, reforçou a directora-executiva de Meio Ambiente da ONU.

“Estamos intimamente inter-conectados com a natureza, gostemos ou não. Se não cuidamos da natureza, não podemos cuidar de nós mesmos. E, à medida que avançamos em direcção a uma população de dez biliões de pessoas neste planeta, precisamos entrar nesse futuro armados com a natureza como nossa aliada mais forte.”

Fonte: ANDA