ÁFRICA DO SUL Nova lei permite morte e consumo de elefantes, girafas e rinocerontes

A África do Sul quer permitir a morte dos animais mais ameaçados do planeta.

A proposta de uma nova legislação sul-africana sugere que espécies ameaçadas como elefantes, rinocerontes e girafas sejam incluídas na lista de animais elegíveis para consumo humano. A nova lei altera a Lei de Segurança da Carne e expande o número de animais que podem ser mortos, consumidos e exportados. A proposta retrógrada choca cientistas e conservacionistas.

Além de girafas, elefantes e rinocerontes, também será permitido o consumo de hipopótamos e antílopes. Segundo a plataforma sem fins lucrativos Dear Africa do Sul, a Lei de Segurança da Carne atualizada também inclui aves, répteis e peixes indefinidos. A África do Sul quer permitir a morte dos animais mais ameaçados do planeta.

Segundo a African Wildlife Foundation, as populações de girafas e hipopótamos, ambas incluídas como animais para consumo na nova legislação, são duas das espécies com maior risco de extinção. A permissão para morte e consumo de animais selvagens na África do Sul pode causa o desaparecimento definitivo de inúmeras espécies e, segundo alertam especialistas, desencadear novas pandemias.

A caça de elefantes continua sendo uma questão ambiental crítica no continente africano. Segundo o Fundo Mundial para Animais (WWF, na sigla em inglês), caçadores matam dezenas de elefantes todos os anos. Especialistas estimam que a legalização do consumo de carne de elefante pode dizimar as populações mais rapidamente do que o dano causado pelo comércio de marfim.

Fonte: ANDA

EM SEGURANÇA Leão que seria morto em caça ao troféu é resgatado por activistas e enviado a santuário

Após sobreviver a uma caçada encomendada e ter sido baleado por duas vezes por um caçador que queria ter o “prazer” de acertar o animal majestoso e registar o acto em fotos, Simba finalmente está seguro e livre

Quando foi resgatado, Simba estava maltratado, desnutrido, drogado e claramente tinha sido vítima de abuso. O leão estava destinado a se tornar o troféu de algum caçador em uma “caça enlatada”: aquela em que o leão é baleado em um espaço propositalmente pequeno e fechado, onde não tem chances de escapar.

O leão maltratado foi salvo da morte certa quando vagava em uma área de caça na beira do deserto de Kalahari, na África do Sul.

Simba foi resgatado pela equipe de investigação disfarçada da ONG Lord Ashcroft, criada pelo político e filantropo Michael Ashcroft, que é formada por ex-agentes das Forças Especiais, e especialistas no resgate de animais selvagens.

O animal havia sido criado por uma das várias fazendas de reprodução de leões em cativeiro, prática cada vez mais comum na África. Essa indústria envolve milhares de leões criados artificialmente que acabam sendo mortos pelo comércio de ossos, principalmente para o mercado do Extremo Oriente, ou como troféus de caça, geralmente para o mercado dos EUA e da Europa.

Um leão macho adulto com uma juba grande pode ser vendido por mais de 40 mil libras (cerca de 200 mil reais).

Semana passada, o leão foi finalmente transferido definitivamente para um local secreto na África do Sul, depois de passar um tempo em alojamentos temporários. Agora ele tem um novo lar, espaçoso e permanente, segundo informações do Daily Mail.

Acredita-se que o leão tenha cerca de 11 anos e agora finalmente viverá em paz e segurança pelo resto de seus dias.

Segundo a ONG, o paradeiro de sua nova casa deve permanecer em segredo porque, mesmo agora, aqueles que participam do desprezível sector de criação de leões podem tentar prejudicá-lo ou matá-lo.

Simba foi descrito como um animal “profundamente traumatizado” imediatamente após seu resgate. No entanto, ele deve agora viver por mais dez anos, possivelmente mais, e, com esperança, o tempo será um grande curador de suas feridas emocionais e físicas.

Foto: Lord Ashcroft

Um de seus novos cuidadores, que pediu para não ser identificado, disse ao Daily Mail: “Ele é um verdadeiro cavalheiro. Mesmo nas poucas semanas em que ele esteve connosco, houve uma enorme diferença em seu comportamento”.

“Quando ele chegou, vivia escondendo-se e rosnando. Agora, pouco a pouco, ele está mais confiante e nos permite estar a 30 pés (cerca de 9 metros) dele”.

“O melhor é que os leões perdoam e se atrevem a confiar novamente e a amar incondicionalmente. É nesse ponto que os humanos tem muito a aprender com os animais”, diz o cuidador.

“A criação de leões, por outro lado, expõe o lado mais sombrio da humanidade: essa actividade cruel é puramente ligada ao ego humano, dinheiro, ambição e ganância”.

Simba agora vive sozinho em um recinto cercado de dois acres e meio onde ele é alimentado e pode circular livremente. Ele tem uma área elevada, um platô, onde pode tomar sol, mas também tem a sombra das árvores para descansar. Alguns doadores anónimos fizeram uma doação substancial para garantir que Simba seja bem cuidado pelo resto de sua vida.

Momento em que o britânico Miles Wakefield atira em Simba com um dardo tranquilizante em um recinto cercado | Foto: Lord Ashcroft
Momento em que o britânico Miles Wakefield atira em Simba com um dardo tranquilizante em um recinto cercado

Apesar dos anos de abuso e da recente provação enfrentada, Simba recebeu um atestado de saúde emitido por um veterinário. Mesmo antes do resgate, Simba já havia sido baleado duas vezes por um morador da região que queria “ter o prazer de acertar o animal” com dardos tranquilizantes.

O britânico, Miles Wakefield, pagou milhares de libras pela “oportunidade”, que a equipe da ONG disfarçada filmou, para poder junto balear o leão junto com seus cúmplices. Os caçadores foram mostrados rindo e fazendo piadas, enquanto Simba cambaleava após ser ferido com os dardos e drogado.

Com a repercussão do caso, Wakefield disse na época que foi enganado e acreditava estar participando de uma “operação legal para realocar um leão no interesse da saúde do animal”, acrescentando que nunca havia participado de uma caçada ao leão e que não tinha “absolutamente nenhum interesse em fazê-lo”.

Quando o leão estava semiconsciente, seus agressores posavam para fotos manipulando-o, mantendo a cabeça do animal erguida, em uma pose que os caçadores chamavam de “o tiro mortal”.

Simba teve sorte de escapar ao destino que seus algozes planeavam para ele – muitos não partilham do mesmo final feliz. Agora ele se tornou um símbolo da campanha em que a ONG e outras instituições de caridade, organizações e indivíduos criaram para lutar contra a criação de leões.

Miles Wakefield com Simba drogado | Foto: Lord Ashcroft
Miles Wakefield com Simba drogado

Simba é um dos 12 mil leões que as estimativas apontam como animais criados em cativeiro mantidos nas mais de 200 fazendas e complexos na África do Sul.

Ele fez parte de uma indústria cruel, abusiva e mal regulamentada. Incrivelmente, agora existem quase quatro vezes mais leões criados em cativeiro no país do que leões selvagens.

A indústria de criação de leões, unicamente baseada em dinheiro, coloca as fortunas que os caçadores pagam para matar esses animais indefesos, nas mãos de um pequeno número de “empresários” que criam leões em cativeiro e organizam as “caçadas enlatadas”.

Isso significa que os benefícios económicos para o estado, a sociedade em geral e a conservação são insignificantes.

Simba em seu novo lar | Foto: Lord Ashcroft
Simba em seu novo lar

Howard Jones, executivo-chefe da Born Free Foundation, organização internacional de defesa de animais selvagens que busca acabar com a criação de leões e a caça enlatada, disse ao Daily Mail: “Esta é uma indústria brutal e desprezível que esconde o que está fazendo”.

O activista pediu ao governo da África do Sul que seja honesto e transparente: “Por que as autoridades do pais estão vinculadas a uma indústria corrupta e cruel?”

As autoridades sul-africanas recusaram um convite para uma reunião com o patrono da ONG, Michael Ashcroft, mas o político e filantropo afirma que esta fazendo lobby junto ao governo britânico para que o Reino Unido acabe com sua cumplicidade com essa indústria bárbara.

Em um recente discurso da rainha, o governo britânico anunciou sua intenção de proibir a importação de troféus de caça de espécies ameaçadas para o Reino Unido. Os Estados Unidos e o Reino Unido são os dois maiores importadores mundiais de troféus de caça.

A África do Sul, por outro lado, anunciou recentemente que os leões agora são um dos 33 animais selvagens que serão classificados no futuro como “animais de fazenda”, dessa forma haverá menos restrições legais à sua protecção e bem-estar.

Fonte: ANDA

RETROCESSO África do Sul reclassifica 33 espécies selvagens como animais de fazenda

Especialistas afirmam que a alteração na lei pode tornar mais fácil o tráfico de ossos de leões e outras práticas condenáveis de criação de animais em cativeiro

Fazendas de criação de leões | Foto: FERGUS THOMAS
Fazendas de criação de leões

O jornalista ambiental Don Pinnock diz que a lei pode “facilitar” o comércio de ossos de leão e outras práticas controversas de criação.

Conservacionistas alertam para o fato de que a protecção de animais selvagens pode estar em perigo após a África do Sul ter reclassificado 33 espécies selvagens como animais de fazenda, incluindo leões, guepardos, rinocerontes e zebras.

Em maio, o Parlamento aprovou uma emenda à Lei de Melhoria Animal (AIA), que é responsável pela criação de animais no país – e recategorizou vários animais ameaçados de extinção como animais de criação (pecuária).

A lei actualizada agora permite “a criação, identificação e utilização de animais geneticamente superiores, a fim de melhorar a produção e o desempenho dos animais no interesse da República”.

“Práticas controversas de criação”

De acordo com o jornal Cape Talk, Pinnock disse: “A legislação claramente tem algo a ver com a criação de leões e rinocerontes. Esses criadores tendem a chamar atenção e, por alguma razão, o governo os ouve”.

“Uma vez classificados como animais de criação, os fazendeiros poderão criar e reproduzir animais selvagens como bem entenderem”, alerta o jornalista.

Lizanne Nel, gerente de conservação da SA Hunters, também se opôs à alteração: “Práticas de criação como manipulação genética e cruzamento de animais silvestres estão em conflito directo com a legislação existente de conservação da biodiversidade que protege a fauna indígena e mantém a integridade genética das espécies silvestres para as gerações actuais e futuras”.

Fonte: ANDA

EXPLORAÇÃO E MORTE Leões e tigres são mortos e usados na produção de “vinho de ossos”


Apesar da caça de grandes felinos ser proibida no país, a África do Sul permite a exportação de esqueletos provenientes de cativeiros

Na China, grandes áreas com apenas alguns tigres mascaram uma realidade chocante: antes de serem brutalmente mortos, esses animais são mantidos em pequenas jaulas de metal em condições deploráveis. Nesses locais, eles têm acesso apenas ao mínimo para sobreviver – água e comida.

De acordo com investigação da organização World Animal Protection (WAP), em grandes fazendas na África do Sul, os filhotes de leões e tigres nascem em um sistema de exploração. Reproduzidos em escala, eles são usados em atracções turísticas que permitem que as pessoas passeiem, toquem e tirem fotos com eles.

Quando já não servem mais para entreter turistas, os leões são encaminhados para fazendas de caça, onde são mortos e têm suas peles e cabeças removidas para servirem de troféus.

Seus ossos também são vendidos para produção de supostos medicamentos (como “vinho de osso”), amuletos e acessórios, especialmente no sudeste da Ásia. Apesar da caça de grandes felinos ser proibida no país, a África do Sul permite a exportação de esqueletos provenientes de cativeiros.

Nas fazendas de felinos, é comum o nascimento de filhotes com deformidades – como a ausência de braços ou pernas – por conta do cruzamento entre animais com algum parentesco (pais e irmãos, por exemplo). Alguns filhotes morrem ainda durante a gestação.

Muitas fêmeas de tigres são submetidas a gestações consecutivas, gerando de quatro a cinco mais ninhadas do que teriam na natureza.

Nas fazendas da China, os tigres são mantidos em gaiolas de aproximadamente 21 metros quadrados. Na natureza, esses tigres teriam um território de sete a 100 quilómetros para explorar.

Quando submetidos às péssimas condições de bem-estar oferecidas por esses locais, tigres e leões se comportam de forma anormal – como andar de um lado para o outro por horas e morder seus próprios membros e rabos.

Clique aqui e leia o relatório completo da WAP.

Fonte: ANDA

TORTURA E CRUELDADE Mais de 100 filhotes de leão esquálidos e doentes são encontrados em fazenda de criação sul-africana

Há artigos que não consigo ler e nem olhar para as imagens.
Este é um desses casos.

Este artigo é revoltante e chocante. E por o ser, não irei posta-lo directamente. Irei apenas colocar o link do ARTIGO.

 

DENÚNCIA Investigação revela mais de 50 leões mortos em dois dias em fazenda de criação na África do Sul

Um dos leões mantidos em caixas de transporte sem poder sequer se levantar ou se mover | Foto: Lord Ashcroft
Um dos leões mantidos em caixas de transporte sem poder sequer se levantar ou se mover

Chapéu: Denúncia

Título: Investigação revela mais de 50 leões mortos em dois dias em fazenda de criação na África do Sul

Olho: Wag-‘n-Bietjie, que se auto-denomina uma “fazenda ecológica” que coloca “a natureza em primeiro lugar”, mantinha pilhas de ossos, pele, vísceras e cadáveres espalhados pelo chão coberto de poças de sangue dos animais assassinados

Um fedor avassalador e um enxame de moscas deram a inspectora Reinet Meyer a certeza de que ela havia encontrado algo verdadeiramente repugnante.

Meyer é inspetora da Society for the Prevention of Cruelty to Animals (Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais, na tradução livre) e foi avisada por uma denúncia que os leões estavam sendo mantidos em pequenas gaiolas na fazenda Wag-en-Bietjie, a 32 quilómetros de Bloemfontein, na província de Free State da África do Sul.

Sabendo que a cruel e vergonhosa indústria de criação de leões de seu país abastece o sujo comércio internacional de ossos de leões e troféus, ela já esperava o pior.
Mas nada poderia preparar a inspectora para a cena grotesca e macabra que encontraria dentro daquela fazenda anónima de aparência comum.

A construção estava sendo usada como matadouro de leões, um supervisor e oito trabalhadores estavam tirando a pele e a carne dos cadáveres frescos de um grupo de leões mortos recentemente quando ela chegou.

Muitos leões mortos jaziam no local, alguns esfolados e outros à espera de serem esfolados (ter a pele arrancada), todos espalhados pelo chão manchado de sangue. Uma pilha de entranhas com vísceras e ossos estava amontoada em outro canto, enquanto partes internas do corpo dos animais descartadas, estavam empilhadas em sacos de plástico pretos transbordantes em um trailer do lado de fora.

Troféus de leões | Foto: Lord Ashcroft

Fotografias tiradas por investigadores mostram uma cena sórdida e sangrenta. Muitas imagens são fortes demais para serem exibidas.

“Foi chocante”, disse Meyer. “Não conseguíamos acreditar no que estava acontecendo. Você podia sentir o cheiro do sangue. Os leões foram baleados no acampamento e todos foram trazidos para aquele quarto. O número de moscas e o cheiro eram terríveis.

“Para mim, um leão é um animal imponente, uma majestade da natureza. Aqui ele é massacrado pelas pessoas em troco de dinheiro, isso é absolutamente repugnante”.

A cerca de duzentos metros do matadouro, dois leões estavam presos em caixas de transporte de aço que eram pequenas demais para que eles se levantassem ou se virassem. Meyer disse que eles foram deixados nas caixas sem comida ou água por três dias.

Ela inicialmente até chegou a pensar que um deles estava morto pois o animal debilitado não estava se movendo. “O leão estava tão deprimido que nem se mexeu”.

“Foi um momento totalmente repugnante descobrir que os leões eram mantidos desta forma indigna”.

“Um leão é um animal selvagem, que nasceu para ser livre, mas ao contrário disso, é mantido em uma pequena gaiola por três dias. É absolutamente deplorável”.

Um total de 54 leões foram mortos na fazenda em apenas dois dias. Eles foram acertados pela primeira vez com dardos

tranquilizantes antes de serem mortos a tiros com um rifle calibre 22. Entende-se que as balas foram disparadas através do ouvido e chegaram directamente no cérebro porque os compradores estrangeiros não pagarão pelos crânios danificados.

Acredita-se que alguns dos leões tenham sido transportados em caminhões por cerca de 400 quilómetros até a fazenda, a partir de um “parque de safári” próximo a Johanesburgo.

Absurdamente, os trabalhadores da fazenda Wag-‘n-Bietjie tem permissão do governo para matar leões. O local, de propriedade do criador de leões Andre Steyn, faz parte de uma série de matadouros de leões licenciados na África do Sul que suprem a enorme demanda por ossos de leões do Sudeste Asiático.

O país permite que 800 esqueletos de leões criados em cativeiro sejam exportados a cada ano, mas os activistas acreditam que muitos mais sejam mortos sem registo para alimentar o comércio nojento, mas lucrativo.

Wag-‘n-Bietjie, que se auto-denomina uma “fazenda ecológica” que coloca “a natureza em primeiro lugar”, parece ter recebido as permissões relevantes do Free State (Estado Livre).

Steyn, ex-membro do Conselho da South African Predator Association, uma organização comercial que actua para a indústria de reprodução em cativeiro, deu a Meyer acesso irrestrito à sua propriedade.

Mas junto com seu capataz, Johan van Dyke, ele agora enfrenta acusações relacionadas ao bem-estar animal sobre os dois leões mantidos em pequenas jaulas, e pode enfrentar ainda mais acusações ligadas à maneira como os leões estavam sendo mortos e à condição de fome e inanição em que os animais são mantidos.

O que acontecerá aos 246 leões encontrados na fazenda ainda não está claro. Cerca de 100 foram declaradamente marcados para morrer, mas as permissões da fazenda foram revogadas. Seu destino não será decidido até que o processo judicial de Steyn e Van Dyke seja concluído.

Em uma reviravolta sinistra no comércio de “criação de leões” da África do Sul, alguns operadores importaram tigres, que não têm lugar no continente africano, para se reproduzir com leões e produzir “ligers” (quando o pai é um leão) ou “tigons” ( quando o pai é um tigre).

Leões e tigres sendo mantidos juntos em reserva | Foto: Lord Ashcroft Leões e tigres sendo mantidos juntos em reserva

Um liger de três anos de idade ou tigon pode ser do mesmo tamanho de um leão de nove anos de idade, produzindo assim mais peso ósseo – e maiores lucros – uma vez mortos.

Ligers tem o maior valor financeiro: eles pesam uma média de 71 libras e alcançam quase 12 pés de altura apoaiados em suas patas traseiras.

Especialistas dizem que o processo de criação abusivo frequentemente resulta em defeitos congénitos e morte prematura de filhotes, bem como complicações para as mães, porque elas têm que dar à luz filhotes superdimensionados.

Um relatório de quatro anos atrás estimou que havia 280 tigres na África do Sul em 44 locais. A investigação da ONG, no entanto, sugere que esta é uma subestimava dramática, com cerca de 50 tigres que se acredita estarem em apenas um local.

Em outra instalação de vida selvagem na província de Free State, os investigadores fizeram uma descoberta perturbadora. Em um cativeiro cercado, um grupo de três tigres e cinco leões estavam deitados juntos na sombra. No mesmo recinto, outro leão e um tigre foram encontrados juntos perto da cerca do perímetro.

Um dos investigadores descreveu a experiência como “perturbadora”, acrescentando: “Não é algo que você espera ver. Nós estávamos pensando: “para que eles estão aqui, para onde eles estão indo?”

Os funcionários do parque disseram aos investigadores que os leões e os tigres só eram mantidos juntos até atingirem a idade de reprodução por volta dos dois anos de idade. O parque na semana passada não respondeu quando perguntado se os animais eram reproduzidos entre si.

Em outro parque de vida selvagem perto de Joanesburgo, um dos investigadores encontrou um enorme tigre do sexo feminino grávida, esperando uma ninhada de filhotes.

Sem realizar testes de DNA, os pesquisadores não conseguiram provar cruzamentos em nenhum centro individual, mas os conservacionistas acreditam que a endogamia na África do Sul é “desenfreada”. Enquanto isso, os turistas estão, inadvertidamente, alimentando tanto o comércio de ossos quanto a caça de troféus, pagando para ter filhotes de leão de estimação ou para viverem experiências como “caminhar com leões”.

A reserva de Ukutula, a cerca de 80 quilómetros a noroeste de Pretoria, cobra aos visitantes £ 46 por uma “caminhada de enriquecimento” de uma hora com os leões. Os visitantes devem assinar um acordo de que as fotografias tiradas são para uso privado.

O porta-voz Willi Jacobs disse: “Ukutula conduz essas caminhadas para enriquecer as vidas de animais que, de outra forma, ficariam confinados em seus recintos. A receita gerada nos permite apoiar projectos de pesquisa que contribuem significativamente para a conservação”.

A Grã-Bretanha, no entanto, continua a oferecer permissões aos caçadores para importar peles e cabeças de leão, desde que o troféu tenha sido obtido de uma operação de caça “sustentável”.

Em Dezembro passado, uma investigação revelou como o número de partes de corpos de leões enviados para a Grã-Bretanha disparou.

E hoje revelações mostram como essa brecha pode ser explorada por caçadores determinados a desrespeitar a proibição dos EUA também.

Um dos investigadores da ONG disfarçados gravou Adrian Sailor, um representante do Reino Unido dos Settlers Safaris na África do Sul, explicando como uma pele de leão poderia ser contrabandeada para os EUA via Grã-Bretanha, escondendo-a em uma pele de veado.

Sailor admitiu que a questão era “tão quente, na imprensa e em todo o resto”, acrescentando: “Eles querem que tudo seja feito correctamente”.

Mas para contornar a lei dos EUA, Sailor sugeriu legalmente importar a pele através do Reino Unido, atirando um cervo vermelho na Escócia, então “você enfia a pele de leão dentro do cervo sangrento, você só precisa enrolar tudo, e depois apenas exporta a mercadoria como um simples veado vermelho”.

“É um pouco desonesto, mas você sabe. Está tudo dobrado, o cadáver está duro, você não pode abri-lo. Tudo é salgado e duro como pedra. Quero dizer, um leão é uma coisa grande, para entrar ali, mas a única coisa que você não consegue enfiar ali é um crânio.

Quando confrontado pelo The Mail, Sailor não negou seu discurso, mas salientou que “nenhum crime foi cometido” e que “tudo é feito legalmente”.

Ele disse que não negocia com ninguém nos EUA, acrescentando: “Como um leão caberia dentro de uma pele de veado? Grande diferença de tamanho”.

Fonte: ANDA


Nota: Este artigo da ANDA contem imensos erros de palmatória e tive de os corrigir, para o poder postar aqui no meu blog.
Não entendo como é que um site com esta importância, posta artigos, cheios de erros.
Artigo, após artigo da ANDA que aqui posto, é sempre o mesmo. Estão sempre carregados de erros. E é lógico que com tais erros, não os posto aqui no blog, por respeito ao português correcto!

Mário Amorim

Contrabandistas são presos com 167 chifres de rinoceronte na África do Sul

Um contrabando de 167 chifres de rinoceronte foi descoberto na África do Sul e duas pessoas foram presas, anunciou a polícia este domingo.

Contrabandistas são presos com 167 chifres de rinoceronte na África do Sul

Esta foi uma das maiores apreensões já realizadas no país. A mercadoria estaria destinada ao Sudeste Asiático.

Os contrabandistas “foram presos ontem na zona da represa de Hartbeespoort (…) Uma operação de inteligência levou à prisão. Eles foram encontrados em posse de 167 chifres de rinoceronte”, informou o porta-voz da polícia Hangwani Mulauzi.

A procura de chifres de rinoceronte é impulsionada principalmente por consumidores da China e do Vietname, onde são usados na medicina tradicional.

O chifre é formado quase exclusivamente por queratina, a mesma proteína que produz o cabelo humano e as unhas. O seu valor pode alcançar os 60 mil dólares por quilo nos mercados do Sudeste Asiático. Estes valores alimentam as lucrativas redes internacionais que dizimaram populações de rinocerontes nas últimas décadas.

Na África do Sul, onde se encontra 80% da população mundial de rinocerontes, 769 animais foram mortos em 2018. Na última década, mais de 7.100 animais tiveram o mesmo fim.

Fonte: SAPO24

África do Sul: Caçador ilegal de rinocerontes foi morto por elefante e devorado por leões

Um caçador ilegal que perseguia um rinoceronte no parque nacional sul-africano de Kruger morreu ao ser pisado por um elefante e depois devorado por leões, informou esta segunda-feira o Departamento de Parques (SanPark).

África do Sul: Caçador ilegal de rinocerontes foi morto por elefante e devorado por leões

O caso foi revelado pelos supostos cúmplices da vítima, que informaram o sucedido à família do caçador que foi esmagado por um elefante na madrugada do dia dois de abril, informou o porta-voz do SanPark, Isaac Phaahla.

A família alertou a direcção do parque nacional, que enviou guardas para procurar o corpo do caçador, cujos restos mortais só foram encontrados na passada quinta-feira, dia quatro de Abril.

“O que foi encontrado no local sugere que um bando de leões devorou os restos mortais do caçador deixando apenas um crânio humano e um par de calças”, disse Isaac Phaahla antes de indicar que um grupo de especialistas estão a tentar confirmar a informação.


As calças encontradas no local pelas autoridades nacionais.

“Entrar ilegalmente e a pé no parque nacional Kruger não é prudente”, recordou o director do local, Glenn Phillips. “É muito perigoso e este incidente é uma nova prova disso”, completou.

Os quatro cúmplices da vítima, com idades entre os 26 e os 35 anos, foram detidos e devem comparecer esta semana numa audiência com um juiz.

A cada ano milhares de rinocerontes são mortos em África para que lhes sejam retirados os chifres, muito apreciados na medicina tradicional em países como China e Vietname.

No continente africano restam quase cinco mil exemplares do rinoceronte negro, quase 1900 deles na África do Sul. O país também tem 20 mil rinocerontes brancos, 80% da população mundial.

Fonte: SAPO24

Tráfico selvagem Alfândega africana apreende US $ 1,7 milhão em chifre de rinoceronte com destino a Dubai

Só em 2017, o país perdeu 1.028 rinocerontes para a caça furtiva.

Autoridades da alfândega da África do Sul disseram na quinta-feira (10) que apreenderam 36 chifres de rinoceronte no valor de US $ 1,7 milhão, com destino a Dubai, no aeroporto internacional de Johanesburgo.


Cerca de um quarto da população mundial de rinocerontes foi morta na África do Sul nos últimos oito anos, devido à demanda por seu chifre

Cães farejadores detectaram algo suspeito no dia anterior em oito caixas embrulhadas em bolha rotuladas como contendo “itens decorativos” em um depósito de armazenagem para carga de saída.

Em uma inspeção mais profunda, a polícia encontrou chifres pesando 116 quilos, embalados individualmente.

A África do Sul está lutando contra um flagelo da caça ilegal de rinocerontes, em alto risco de extinção, alimentada pela demanda insaciável por chifre na Ásia, onde acredita-se que cura o câncer e aumenta a virilidade – alegações para as quais não há provas científicas.

O chifre de rinoceronte é composto principalmente de queratina, a mesma substância que compõe as unhas humanas, e normalmente é vendida em pó.

A demanda colocou a África no epicentro de uma crise global de caça e tráfico.

Nos últimos oito anos, cerca de um quarto da população mundial de rinocerontes foi morta na África do Sul, onde vivem 80% dos animais restantes.


Rinoceronte africano.

O país perdeu 1.028 rinocerontes para a caça furtiva em 2017.

O tráfico de animais na Ásia

A exploração de rinocerontes e tigres continua sendo ilegal na China e proíbe a exploração, comércio, transporte e exibição desses animais. Esta lei existe há vinte e cinco anos.

Em outubro do ano passado, ela foi revogada abrindo uma exceção que permitia o uso de partes de rinocerontes e tigres para fins medicinais. A decisão causou revolta a grupos de ativistas, como a fundação WWF e a Humane Society International.

De acordo com Huang Caiyi, porta-voz do Departamento Nacional de Gestão Ambiental, a repressão ao comércio ilegal de rinocerontes e tigres, assim como suas partes, ocorre em todo o país.

Fonte: ANDA

CRUEL E DESONESTO Falsos orfanatos na África do Sul são grandes responsáveis pela ameaça de extinção de leões

Turistas ao redor do mundo estão sendo advertidos contra falsos orfanatos de filhotes de leão. Ativistas e grupos em defesa dos animais dizem que, na realidade, eles são uma fachada…

Turistas ao redor do mundo estão sendo advertidos contra falsos orfanatos de filhotes de leão. Ativistas e grupos em defesa dos animais dizem que, na realidade, eles são uma fachada para o comércio lucrativo de exploração de animais para entretenimento. De acordo com eles, Parques na África do Sul, onde os turistas podem fazer selfies com grandes felinos, acariciar ou andar com eles não são nada além de centros de reprodução que lucram com a caça ou com o comércio de ossos da Ásia. Especialistas têm uma opinião ainda mais catastrófica. Longe de ajudar as espécies ameaçadas, estes estabelecimentos onde os leões são mantidos em jaulas estão acelerando o declínio da espécie.

No ano passado, cerca de 48 mil turistas britânicos visitaram a região, e muitos se enganaram pensando que estavam ajudando leões jovens órfãos que seriam soltos na natureza quando, na verdade, a maioria dos leões da África do Sul são criados em cativeiro para serem usados ​​em sessões de fotos com turistas antes de serem vendidos a caçadores ou abatidos para que seus esqueletos possam ser transformados em medicamentos falsificados vendidos no sudeste da Ásia.

Investigadores que trabalham em fazendas de criação de leões dizem que os filhotes não são órfãos, mas são levados de suas mães com apenas algumas horas ou dias para serem usados ​​como adereços fotográficos, rendendo muito dinheiro para os proprietários do local. As mães são capturadas e forçadas a uma “procriação contínua”, por meio de inseminações contínuas. Os animais enjaulados são freqüentemente privados de comida, higiene ou da capacidade de se comportar como deveriam, em liberdade na natureza. É isso o que dizem ativistas da organização Humane Society International (HSI). Esses filhotes nunca são soltos na natureza e, tão horrível é a situação em que se encontram, que não poderiam sobreviver em liberdade.

Mas turistas e voluntários desavisados ​​muitas vezes pagam milhares de dólares para ajudar a levantá-los manualmente, achando que estão ajudando a conservação, sem saber que estão apoiando a indústria cruel e levando ainda mais os leões à extinção. “Uma vez que os filhotes não são mais bonitinhos e fofinhos, eles são usados ​​para experiências de caminhada de leões. Uma vez que eles são muito perigosos para isso, alguns são vendidos para caçadas enlatadas, nas quais são baleados por caçadores de troféus em áreas cercadas das quais eles não podem escapar ”, disse uma porta-voz da instituição de caridade em entrevista ao jornal The Independent. “Outros são mortos para o comércio de ossos, seja para exibição ou para uso em falsos tônicos medicinais na Ásia”.

É impossível diferenciar entre partes do corpo de animais selvagens e animais em cativeiro, para que a exportação legal de ossos de leões em cativeiro criados em fazendas permita a exportação ilegal de ossos de leões selvagens para continuar, e permite que o mercado prospere. Uma estrela do filme de sucesso The No 1 Ladies ‘Detective Agency está apoiando a campanha da HSI pedindo aos visitantes que evitem as atrações dos leões, com a marca “snuggle scams”. A atriz Pearl Thusi condenou a exploração “cruel e triste” dos leões, listados como vulneráveis ​​pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Thusi, que interpretou Patricia Kopong nos filmes baseados em Botswana, disse: “Agora que conheço a verdade por trás da indústria de reprodução de leões em cativeiro e a exploração destes leões desde o nascimento até a morte, estou horrorizado que é assim que tratamos os filmes. Rei da floresta. “Devemos promover a África como um destino turístico autêntico, selvagem e recompensador e não apoiar esta indústria.” A África do Sul tem menos de 3.000 leões na natureza – mas até 8.000 em cativeiro em 260 fazendas de criação.

No ano passado, 16 milhões de turistas visitaram a África do Sul, de acordo com o site Statista.com, e os números devem crescer, alimentando potencialmente o aumento da popularidade das fazendas de leões e a caça a latas “enlatadas”. No mês passado, a África do Sul disse que quase dobraria sua cota de exportação de ossos de leão de 800 para 1.500 esqueletos. A HSI também diz que o comércio de ossos de leões em cativeiro também põe em perigo os tigres, porque as partes do esqueleto não podem ser distinguidas.

Fonte: ANDA