Jovem elefante morre eletrocutado na Tailândia

Um jovem elefante macho foi eletrocutado na Tailândia depois de tropeçar num esgoto e bater numa placa de restaurante, anunciou a polícia no passado sábado, 15 de setembro.

Jovem elefante morre eletrocutado na Tailândia

Dois treinadores de elefantes estavam a passear com Plai Nam Choke, de 10 anos, – ou “Lucky” em inglês – por uma cidade localizada na província de Samut Prakhan, ao sul de Banguecoque, oferecendo aos transeuntes a oportunidade de alimentá-lo por dinheiro.

Mas Lucky tropeçou num esgoto a céu aberto e bateu numa placa elétrica do lado de fora de um restaurante, disse o polícia Nopporn Saengsawang.

“Recebi um telefonema às 20h30 de que o elefante estava preso no esgoto”, contou. “Provavelmente morreu eletrocutado”.

Alguns socorristas de um grupo de caridade local tentaram fazer reanimação cardiorrespiratória a Lucky, três horas depois de ter caído.

Os dois treinadores foram acusados ​​de andar ilegalmente com o elefante e de crueldade animal, disse Nopporn.

Lucky era da província de Surin, no nordeste do país, lar de uma famosa feira anual de elefantes que apresenta um desfile com paquidermes.

Os elefantes selvagens podem ainda ser observados nas florestas da Tailândia, mas o seu número diminuiu para cerca de 2.700 depois de um pico de mais de 100.000 em 1850.

Um grande número foi domesticado para fins de entretenimento ou turismo, provocando acusações de crueldade contra os animais.

Normalmente, os treinadores são proibidos de andar com elefantes pelas cidades devido a restrições de espaço, mas muitos correm o risco de sofrerem as consequências.

Uma investigação mostrou que os elefantes capturados na natureza e submetidos a uma vida inteira de cativeiro sofrem de “stress” a longo prazo e tendem a viver menos.

Fonte: SAPO24

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Entre o México e os Estados Unidos, os Búfalos vão sobrevivendo

Um dos habitantes originais do continente americano, o búfalo, sobrevive no norte do México apesar das barreiras artificiais da fronteira com os Estados Unidos, que impedem esta espécie de ter livre trânsito no seu habitat natural.

Entre o México e os Estados Unidos, os Búfalos vão sobrevivendo

A 230 km da fronteira, entre Ciudad Juarez e o deserto de Janos, no estado de Chihuahua, encontra-se a herdade “El Uno”, onde, em 2009, foram introduzidos 23 exemplares da espécie considerada ameaçada pela Secretaria de Meio Ambiente do México.

Nesta herdade, os búfalos, ou bisontes, vivem em semi-cativeiro com o objetivo de manter a linhagem pura da espécie, caracterizada pela sua corcunda, chifres e pelo castanho escuro, explicou Pedro Calderón Rodríguez, o administrador da “El Uno”.

Podendo pesar até uma tonelada e atingir 1,70 m de altura na sua corcunda, a espécie encontra-se ameaçada na América do Norte, entre outros fatores, devido à fronteira que divide os Estados Unidos do México. No passado, esses animais circulavam livremente entre o território dos dois países.

Atualmente, os Estados Unidos têm quatro áreas protegidas com rebanhos de búfalos de linhagem pura, enquanto o México tem o projeto “El Uno”, do Fundo Mexicano para a Conservação da Natureza e a Comissão Nacional de Áreas.

Entre os tons acastanhados do deserto e o céu azul, o rebanho é responsável pela regeneração das pastagens, um dos mais diversos e importantes ecossistemas do planeta, mas que também tem sido um dos mais afetados pela ação humana.

“As pastagens precisam de animais como o bisonte por causa da dinâmica de pisotear e chafurdar, o estrume, a urina, a saliva, ou seja, a mistura que fazem. Os distúrbios que a manada de bisontes faz na terra fertilizam-na”, diz Calderón.

O rebanho mexicano tem 140 animais adultos e 44 crias que nasceram este ano.

Ao nascer, os jovens pesam cerca de 20 quilos. As fêmeas adultas pesam entre 400 e 600 quilos, e os machos, entre 600 e 900, embora existam exemplares que atinjam uma tonelada. Sua esperança média de vida é de 15 a 20 anos.

O México preocupa-se apenas com a conservação desta espécie, que em geral não é consumida no país, enquanto os Estados Unidos também comercializam a carne e a pele dos espécimes no seu território.

Fonte: SAPO24

Mais de meia centena em manifestação pacífica contra touradas em Ponte de Lima

Mais de meia centena de pessoas que contestam as touradas manifestaram-se hoje em Ponte de Lima, próximo do local onde decorreu uma corrida de touros integrada no programa das Feiras Novas.

“Conseguimos juntar 57 pessoas. Consideramos que foi um sucesso. Conseguimos o que pretendíamos. Sensibilizar para a necessidade de se acabar com estes espetáculos bárbaros”, afirmou hoje à Lusa, a porta-voz do movimento cívico, Liliana Marques.

“Da nossa parte, a ação foi pacífica. Registaram-se algumas tentativas de provocação, mas a polícia ajudou imenso para que tudo corresse sem violência. A PSP foi fantástica. Conseguiu sempre controlar a situação”, acrescentou.

O protesto decorreu durante cerca de duas horas, junto à Expolima. Os ativistas empunharam pequenos cartazes e envergaram camisolas com as palavras de ordem, como por exemplo: “Vamos mudar a tradição, Ponte Lima sem touradas”.

Contactado pela Lusa, o segundo comandante da PSP, Raul Curva adiantou que “a iniciativa contou com a participação de mais de meia centena de manifestantes”.

O responsável acrescentou que “ocorreram algumas injúrias e foi identificada uma pessoa. Foi um protesto pacífico”.

O protesto começou cerca das 17:30. Os ativistas “começaram a desmobilizar cerca das 19:00”.

A ação foi convocada através das redes sociais, numa página criada para o efeito, intitulada “Ponte de Lima Sem Tauromaquia”.

Na publicação, o movimento cívico refere que Ponte de Lima “tem tradições e costumes que, em pleno século XXI, não fazem sentido algum, como maltratar animais para divertimento do ser humano”, apelando à participação de “todos os que são contra um ato bárbaro, doentio, psicopata e sádico” naquela concentração.

O espetáculo tauromáquico decorreu numa arena amovível instalada no recinto da Expolima, numa organização da Associação Concelhia das Feiras Novas, romaria que termina na segunda-feira.

As corridas de touros regressaram ao programa das Feiras Novas, em 2014, depois de oito anos de interregno.

Fonte: SAPO24

Tão lindo. A mãe natureza é magnifica! China: Este é o primeiro panda fruto da união de mãe em cativeiro e pai selvagem

Um pequeno panda nasceu na passada segunda-feira, dia 31, na China, após a união de uma fêmea em cativeiro com um macho em liberdade — algo inédito, de acordo com a agência oficial de notícias Nova China.

O bebé panda, de cor rosa claro e pouco maior do que uma mão, nasceu na manhã de segunda-feira na província de Sichuan, na China.

É o primeiro panda nascido de um acasalamento entre uma mãe em cativeiro — Cao Cao, de 15 anos — e um pai que vive em liberdade.

De acordo com a agência Nova China, Zhang Zhizhong, do Centro de Conservação e de Investigação da China para o Panda Gigante, o nascimento desta cria resulta do esforço de uma equipa de investigadores, que esperam melhorar a saúde e a diversidade genética dos pandas em cativeiro, acasalando-os com os seus pares que vivem na natureza.

Com apenas 471 pandas em cativeiro em todo o mundo (números até final do ano passado) a espécie corre perigo de consanguinidade, explicou à agência.

Em cativeiro desde os seus dois anos de idade, Cao Cao foi posta em liberdade em março por um período de dois meses, com dispositivos de geolocalização, terá estado com o cio no dia 11 de março e acasalado com um macho selvagem, dias mais tarde, durante um minuto e 30 segundos.

O bebé panda nasceu com 216 gramas, ultrapassando o peso habitual de um recém nascido — 150 gramas —, graças ao bom apetite da mãe durante a gravidez.

Acredita-se que haja pelo menos 2.000 pandas gigantes em liberdade, em três províncias do centro-sul da China.

Em França, Huan Huan, uma panda emprestada pela China ao Jardim Zoológico de Beauval, está à espera de gémeos, segundo revela a última ultrassonografia feita antes do parto — previsto para a próxima sexta (ou sábado) — segundo anunciou a direção do Zoo. Este vai ser o primeiro nascimento de pandas gigantes no país.

Fonte: 24.sapo.pt

Moçambique: Caça furtiva matou este ano 295 rinocerontes no Parque do Limpopo

Caçadores furtivos mataram 295 rinocerontes este ano no Parque Transfronteiriço do Limpopo, partilhado entre Moçambique, África do Sul e Zimbabué, indicou hoje a Administração Nacional de Áreas de Conservação (ANAC) moçambicana.

Falando num seminário sobre a criação de uma unidade de combate ao crime contra a fauna, o director de Protecção e Fiscalização da ANAC, Carlos Pereira, afirmou que quatro dos rinocerontes mortos foram abatidos no lado moçambicano do parque.

Ao longo deste ano, 95 caçadores furtivos foram detidos no parque, sete dos quais moçambicanos, disse Carlos Pereira.

Fonte: 24.sapo.pt

Austrália: Encontrados vestígios de medicamentos e inseticidas em sangue de tartarugas

Vestígios de medicamentos e inseticidas foram encontrados no sangue de tartarugas-verdes da Grande Barreira de Coral, na Austrália, indicaram hoje cientistas.

Os investigadores analisaram o sangue de tartarugas que vivem ao largo de Cleveland Bay e Upstart Bay, no estado de Queensland, e nas redondezas do grupo de ilhas Howick.

A equipa de cientistas, inclusive da Universidade de Queensland, descobriu vestígios de produtos químicos usados na indústria, de medicamentos para a gota e a insuficiência cardíaca e de um inseticida.

Algumas destas substâncias podem afetar as tartarugas, em particular o funcionamento do seu fígado.

Património mundial que se estende por 2.300 quilómetros, a Grande Barreira de Coral está ameaçada pela poluição causada por dejetos agrícolas, pela proliferação de estrelas do mar que destroem os corais e pelo aumento da temperatura da água.

Fonte: 24.sapo.pt

Índios brasileiros denunciam no Parlamento Europeu perto de 400 assassínios

O líder índio da etnia Guarani-Kaiowá, da região brasileira do Mato Grosso do Sul, denunciou hoje no Parlamento Europeu (PE) que este povo indígena sofreu “quase 400 assassínios desde 2003”.

“Está a acontecer um genocídio contra os Guarani Kaiowá devido ao negócio com as nossas terras”, afirmou Ladio Verón, durante uma conferência no PE, em representação desta comunidade que engloba cerca de 50.000 pessoas.

“Está a matar-se o nosso povo com balas e com veneno e tudo isto porque querem ocupar as nossas terras para cultivo. Existem grandes indústrias que querem roubar a nossa terra e o governo do Brasil não está a fazer nada para que a lei seja cumprida”, prosseguiu o líder índio.

A conferência em que participou Ladio Verón foi organizada por vários eurodeputados, incluindo Xavier Benito do partido espanhol Podemos (extrema esquerda), formação política que promoveu no ano passado uma proposta de resolução no Parlamento Europeu sobre a proteção dos direitos das populações indígenas no Brasil.

“Existe uma necessidade urgente de atuar para travar este genocídio” e “a União Europeia e o Parlamento Europeu têm de tomar medidas para acabar com a ocupação de terras para a monocultura por parte de multinacionais”, afirmou Xavier Benito.

Em novembro de 2016, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução sobre a situação dos índios Guarani-Kaiowá, apelando então às autoridades brasileiras para que protegessem estes indígenas.

Na resolução, os eurodeputados lembraram que a Constituição brasileira reconhece o direito original dos povos indígenas aos seus territórios ancestrais.

“É dever do Estado regulamentar e proteger esse direito”, salientaram na altura os eurodeputados, apelando às autoridades brasileiras para que garantissem a realização de inquéritos independentes sobre os assassínios e os ataques de que os povos indígenas têm sido vítimas por tentarem defender os seus direitos humanos e territoriais, de modo a que os responsáveis sejam levados a tribunal.

Fonte: 24.sapo.pt