CONTEÚDO ANDA Elefante recebe carinho de cuidadores após a mãe ser morta por caçadores

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Elephant Orphanage Project

Os elefantes são criaturas incríveis. Eles passam a vida com sua manada que é extremamente unida. Os mais velhos, normalmente as matriarcas, ensinam habilidades de sobrevivência para as gerações mais jovens e quando um filhote nasce todos ajudam em sua criação. Se uma elefanta torna-se mãe pela primeira vez, ela recebe um pouco mais de auxílio e é ensinada a cuidar de seu recém-nascido.

Infelizmente, o tempo está se esgotando para estas criaturas majestosas. Na Indonésia, os elefantes enfrentam uma grave perda de habitat  e muitos têm sido roubados da natureza e vendidos para as indústrias madeireira e de turismo. Além disso, a população de elefantes africanos sofre uma perda estimada de 35 mil a 50 mil animais todos os anos devido à caça.

Embora existam organizações como a David Sheldrick Wildlife Trust, que possuem unidades de combate à caça, o habitat dos elefantes é vasto e faz com que seja mais difícil impedir os caçadores de alcançá-los.

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Como muitos animais que perderam suas vidas por causa da caça de marfim são mães, seus filhotes são deixados sozinhos. Sem lugar para ir, bebês como Karako têm sorte quando encontram seres humanos dispostos a dedicar incontáveis horas para ajudá-los a crescer e se tornarem adultos saudáveis e felizes.

O pequeno Karako foi encontrado vagando sozinho e ferido na Zâmbia. Graças a escoteiros treinados em resgate, ele foi transportado com segurança para a Lilayi Elephant Nursery, que faz parte do Elephant Orphanage Project. Quando bebês elefantes se alimentam, eles descansam seus troncos em suas mães. Porém, como é órfão, Karako descansou o tronco em um dos cuidadores.

Após vagar sem sua mãe, a temperatura do corpo de Karako caiu e ele ficou doente. Os cuidadores lhe deram um colchão confortável para dormir, cobertores para mantê-lo aquecido e uma mão gentil para segurar seu tronco e ajudá-lo neste momento difícil.

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Uma cirurgia ajudou a corrigir vários problemas de saúde do bebê (as manchas azuis que aparecem nas imagens são antissépticos usados para tratar suas feridas), mas ele ainda estava deprimido e doente.

Ele também era incapaz de tomar banhos de lama com outros órfãos até que seus ferimentos estivessem curados. Os elefantes são criaturas sociais e, certamente, foi muito doloroso para Karako não poder interagir com companheiros, informou o One Green Planet.

Mas, com a ajuda de seus cuidadores, Karako começou a perceber que não estava sozinho no mundo. Os funcionários decidiram então dar seus próprios banhos no pequeno para que o doce órfão não sofresse por perder os banhos de lama com seus novos amigos.

Karako ainda está se recuperando, mas não irá demorar muito até que ele possa se juntar aos outros. Ele já passou por muitas dificuldades para um jovem elefante, mas não poderia estar em melhores mãos.

Fonte: ANDA

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Conteúdo anda Elefante órfão está dando seus primeiros passos de volta à natureza

Foto: Elephant Orphanage Project

Um elefante órfão de 6 anos está dando seus primeiros passos de volta à natureza. Tafika foi resgatado pelo Projeto Orfanato Elefante (EOP) em Zâmbia quando tinha apenas 9 meses, após ser separado de sua manada em uma área chamada South Luangwa. As informações são do The Dodo.

“Sua manada causou alvoroço em um vilarejo, e no tumulto, Tafika caiu em um buraco e foi deixado para trás enquanto a manada fugia,” explicou Ulrica Hansson, gerente de relações públicas da Game Rangers International, uma organização anti-caça. Infelizmente, os moradores começaram a jogar pedras no elefante bebê até que a EOP interveio. Eles conseguiram amarrar um sling embaixo de seu corpo e o retiraram do buraco.

Eventualmente, Tafika, que significa “ter chegado” na linguagem local Nyanja, foi enviado ao Parque Nacional Kafue, onde a EOP tem um local de soltura onde os elefantes são, pouco a pouco, soltos de volta à natureza. Há 10 órfãos no local, de acordo com Hansson, divididos em 2 grupos: a Manada Órfã e a Manada de Soltura. A Manada Órfã caminha dentro do Parque todos os dias escoltados pelos seus cuidadores e um guarda. De noite, eles retornam para proteção contra predadores, como leões. A Manada de Soltura é mais independente, explica Hansson: “A maior distinção é que eles podem passar a noite fora da área de proteção e então são essencialmente independentes da EOP: eles não recebem comida, abrigo ou segurança – assim voltando a ser animais silvestres,” ela disse. “Portanto é importante que eles sejam grandes o suficiente para se defender contra leões, ou que estejam em um grupo que vai os oferecer a proteção da qual precisam.”

Há uma outra ameaça: a caça. De 2010-2012, 100.000 elefantes foram assassinados na África. Alguns dos que sobreviveram são os órfãos cuidados pela EOP. A Manada de Soltura atual é composta de quatro elefantes: Chodoba, 10; Chamilandu, 9; Batoka, 7; e Kafue, 6. Chodoba é o líder e porque “ele conduziu o caminho, parece mais fácil para os outros elefantes o seguirem.” E essa foi a última façanha de Tafika: alguns dias atrás, por conta própria, ele decidiu deixar os seus amigos da Manada Órfã e começou a andar com os garotos grandes da Manada de Soltura. “Esse é um grande passo para ele na sua jornada para viver uma vida independente na selva,” diz Hansson.

Todos os órfãos já tiveram contato com os elefantes selvagens dentro do Parque. Às vezes durante a caminhada diária da Manada Órfã, mas geralmente acontece com a Manada de Soltura “porque estão andando livremente à noite, que é quando os elefantes selvagens estão se movimentando mais.” Interações com esses elefantes são cruciais para a Manada de Soltura. Eles irão “desenvolver suas habilidades sociais e isso irá encorajar comportamentos naturais assim como ensinar conhecimento local que elefantes normalmente passariam de geração em geração,” explica Hansson.

O Parque Nacional Kafue tem 22.400 km² mas a Manada de Soltura provavelmente não se moverá para muito longe do centro. No entanto, conforme os elefantes crescem, eles irão aumentar o seu território. “Nós entendemos que enquanto os elefantes vão passar mais e mais tempo longe da instalação, é provável que voltem de vez em quando,” diz Hansson. Ela acrescenta que ser selvagem não significa que vão esquecer de onde vieram. “É provável que eles sempre voltem para visitar – para interagir com os órfãos mais novos ou com seus cuidadores que os criaram e ajudaram a se recuperar de um começo de vida traumático.”

 *É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

Fonte: ANDA

Os animais não-humanos, não são para divertimento! Exploração Passeios turísticos em elefantes estão em ascensão na África

https://i1.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2015/10/elephant-rides-MAIN.jpg Passeios em elefantes no Zâmbia.

Pacotes turísticos que oferecem passeios nas costas dos elefantes em cativeiro são cruéis e perigosos para os animais, no entanto, eles estão em ascensão na África.

Uma investigação feita pela World Animal Protection descobriu que 39 sites de turismo de elefantes estão on-line na África do Sul, Zâmbia, Zimbabwe, Botswana. Um a dois locais novos abrem a cada ano. Esses tipos de atrações já existem há algum tempo na Ásia, mas só começaram a aparecer na África do Sul cerca de 25 anos atrás.

Alguns sites oferecem serviço de fotos e muitos obrigam seus elefantes a executarem perfomances. Segundo o relatório, pelo menos 25 locais oferecem passeios de elefante.

A organização entrevistou treinadores no início deste ano e descobriu que eles usam uma variedade de técnicas para domar os elefantes. Normalmente, os animais são contidos com cordas ou correntes e espancados com “bullhooks”, bastões de madeira e chicotes.

As técnicas cruéis são frequentemente infligidas a jovens elefantes recém-retirados de suas mães e podem deixar cicatrizes emocionais equivalentes ao transtorno de estresse pós-traumático em seres humanos. A pesquisa também descobriu que feridas abertas na pele dos elefantes são comuns.

Mesmo com leis internacionais destinadas a proteger elefantes – a maior parte com objetivo de parar a caça que mata cerca de 96 elefantes por dia -, essas práticas ainda são legais.

“Cada país envolvido tem leis nacionais e locais que atualmente permitem essas práticas”, afirmou David Olson, gerente de programas da vida selvagem da WAP em Nairobi, no Quênia. “A África do Sul tem leis contra a crueldade animal que raramente são aplicadas, embora o Conselho Nacional da [Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais] tenha entrado com acusações de crueldade contra dois locais que exploram elefantes.”

Olson estima os passeios (que custam US$ 100) e atividades centradas nos elefantes geram cerca de US$ 20 milhões a cada ano. Essas atrações atraem de 200.000 a 300.000 turistas por ano.

Além dos maus-tratos, a WAP teme que a necessidade de trazer elefantes novos e mais jovens coloque em risco os animais livres na natureza.

“Foi confirmado que 24 elefantes jovens foram vendidos e exportados recentemente pelo governo do Zimbabué ao Chimelong Safari Park, na China”, disse Olson. “Eles vão sofrer uma vida de abuso se apresentando em espetáculos e servindo para passeios.” Um destino semelhante pode ser dado também para os jovens elefantes cujas mães são mortas para o comércio de marfim, já que caçadores têm vendido os órfãos para os sítios turísticos.

“As pessoas não sabem que os elefantes são retirados do meio natural para serem explorados nesses locais”, explicou Olson.

Ver os elefantes executarem truques podem levar as pessoas a acreditar erroneamente que os animais estão fazendo atos comuns ao estado selvagem. Pesquisas antigas descobriram que pessoas que viram chimpanzés aparentemente felizes realizando comerciais não entendiam que a espécie estava em risco.

Segundo o Take Part, a WAP tem trabalhado com a indústria do turismo na Ásia para parar com os passeios em elefante e espera realizar o mesmo na África, fazendo com que as agências assinem um compromisso de um turismo amigável a elefantes. Além disso, a organização incentiva os turistas que visitam a África a evitar esses locais e, se eles ainda assim quiserem ver elefantes, podem se inscrever para expedições éticas nos safaris onde podem ver os magníficos animais no lugar que pertencem: na natureza.

Fonte: ANDA