«PAN APELA À CÂMARA MUNICIPAL PARA RETIRAR APOIO INSTITUCIONAL A EVENTO TAUROMÁQUICO COM CRIANÇAS»

VERGONHA!

Lisboa, uma capital que se diz europeia, e que pretende viver do Turismo Culto, acolhe e promove um evento (BullFest) que não dignifica a Humanidade, ao esmagar a dignidade das crianças. (IAF)

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«No seguimento do anúncio público sobre o apoio institucional que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a atribuir à primeira edição do festival tauromáquico BullFest, já no próximo fim-de-semana, através do Turismo de Lisboa, entidade presidida pelo Presidente Fernando Medina, o PAN contactou hoje a CML para manifestar a sua enorme surpresa e preocupação em relação a esta decisão do executivo municipal.

Muitos lisboetas têm contactado o PAN por não entenderem o porquê deste apoio institucional à indústria tauromáquica que tem comprovadamente um peso cada vez mais insignificante no panorama dos espectáculos ao vivo em Portugal, sendo já superada pelos eventos de Folclore, segundo o Instituto Nacional de Estatística. De acordo com o parecer da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) sobre a discussão das consequências da exposição e participação das crianças em eventos e actividades tauromáquicas, “Quando as crianças assistem a uma tourada podem interpretá-la como uma forma de violência (e uma violência real, embora limitada à arena) que ocorre numa relação explicável como desigual (uma vez que é perpetrada pelos homens em animais coagidos a estarem presentes) e que tendencialmente serve apenas o prazer de uma das partes. O comportamento lido como agressivo que observam nas touradas recebe um aval social forte, podendo ser visto como apropriado e tolerável (e portanto, repetível ou perpetrável noutras circunstâncias).”

Também o Comité dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU), órgão máximo a nível internacional para esta matéria, recomendou ao Governo Português a proibição de participação de crianças em touradas e a adopção das medidas legais e administrativas necessárias para proteger as crianças envolvidas neste tipo de actividades, tanto como participantes como enquanto espectadoras.

Para além disso este não será um apoio às tradições portuguesas, à ruralidade e à cultura realizando-se o designado BullFest, num shopping repleto de boutiques e de cadeias de fast food.

Num email escrito dirigido ao Presidente da CML, o Deputado André Silva explicou que no programa deste evento se pode ler que “este é um momento perfeito para os mais pequenos terem uma introdução à tauromaquia em família.” Esta frase diz tudo sobre as intenções de doutrinamento dos mais jovens pela indústria tauromáquica.

Na mesma comunicação, o PAN pede uma nova atitude política e apela a um posicionamento que vá ao encontro da vontade e sentimento geral da maioria dos cidadãos portugueses e dos lisboetas. A longa exposição termina com um pedido de André Silva: “Não posso deixar de lhe pedir que ouse ser diferente e que pondere tomar a única atitude consentânea com os mais altos valores éticos e civilizacionais através dos quais a cidade de Lisboa se deve reger, retirando o seu apoio institucional a esta iniciativa baseada na cultura da violência.”

Fonte:

http://pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/1166-pan-apela-cml-retirar-apoio-evento-tauromaquico.html

(AVISO: uma vez que a aplicação do AO/90 é ilegal, não estando oficialmente em vigor em Portugal, e atenta contra a legítima Língua (Oficial) Portuguesa, este texto foi reproduzido para Língua Portuguesa, via corrector automático).

Fonte: Arco de Almedina

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Hiperligação

CRUELDADE

Como não vejo e nem ouço, a RTP e a Antena 1, não sabia que estava a dar um programa sobre tourada. Mas um tio meu chamou-me a atenção disso e sintonizei a antena 1 online. Pude ainda ouvir uma boa parte do programa.

Pude ainda ouvir o deputado do PAN, André Silva, e o deputado do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares.

O Bloco de Esquerda e o PAN, defendem e muito bem a proibição que crianças e jovens, até aos 18 anos, possam estar envolvidos no mundo da tauromaquia, quer a participar, quer a assistir.
E no caso do Bloco e muito bem, defende também o fim da denominação de Matador de touros, em Portugal.

O que está em causa, é que crianças e jovens, em Portugal, não se envolvam quer a participar, quer a assistir, nesse espetáculo violento, chamado tauromaquia, pois tal prejudica gravemente o bem-estar das crianças e jovens, como alias a ONU o afirmou.

Mas, voltando ao programa da Antena 1.
O que pude ouvir por parte dos defensores da tauromaquia, foi mais do mesmo. Os argumentos de sempre. As mesmas patranhas. Mas no meio de tantos argumentos repetidos, ouvi um defensor da tauromaquia, afirmar que levou a sua filha de 7 anos a uma corrida de touros, e que ela passou o tempo quase todo a olhar para o chão. E que nessa altura percebeu que ela não gosta de touradas e nunca mais a levou.

E ouvi, uma ex defensora da tauromaquia, dizer que ia ver espetáculos tauromáquicos, até aos 19 anos. E que aos 19 anos, deixou de gostar da violência exercida sobre o touro, e nunca mais foi a uma corrida de touros.

O espetáculo tauromáquico é um espetáculo que tem como finalidade exercer violência, física e psicológica, não só sobre o touro, mas também sobre o cavalo. E está na hora da maioria dos defensores da tauromaquia perceberem isto.

Esperemos então que a maioria dos deputados, na Assembleia da Republica, deem um salto civilizacional a Portugal, e aprovem os projectos lei, do BE e do PAN!

Mário Amorim

GARRAIADA: O DUX VETERANORUM DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA DESCONHECE O SIGNIFICADO DE “VIOLÊNCIA”

Que vergonha!

João Luís Jesus, dux veteranorum do conselho de veteranos da Universidade de Coimbra, consulte um dicionário e aprenda o significado de “violência” e sinta as vibrações da ignorância das suas declarações a tanger ao seu redor…

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(Imagem: Arquivo Global Imagens)

Isto que vemos na imagem pode não fazer sangue, mas é violência, é crueldade, é brutalidade exercida sobre um ser senciente, que se vê bruscamente retirado do seu habitat (o que só por si é já uma violência), depois é rudemente enfiado num transporte (o que é outra violência) e depois de várias horas submetido à escuridão desse transporte, sem água e sem alimentos (o que é outra violência) é finalmente e estupidamente atirado a uma arena (o que é outra violência), onde o esperam uma cambada de bêbados que, sadicamente, o torturam de todas as maneiras (o que é o máximo das violências) e ainda que não lhe espetem farpas e bandarilhas e não o sangrem, estão a violentá-lo brutalmente.

E chamam a isto “divertimento de estudantes do ensino superior”?

Disse o dux: «Acabou-se com a parte violenta da Garraiada».

Como disse, João Luís Jesus?

É dux veteranorum do conselho de veteranos da Universidade de Coimbra, diz-se estudante do Ensino Superior, e fala como um ignorante, desconhecendo o significado da palavra VIOLÊNCIA?

Para sua informação, violência é brutalidade, atrocidade, crueldade, não só física como também psicológica, e tudo isso continua a existir na prática primitiva e parva da “garraiada”, que não é tradição na Queima das Fitas de Coimbra, mas tão-só um costumezinho bárbaro e primitivo, infiltrado numa festa que devia ser de estudantes do ensino SUPERIOR e não passa de uma brincadeira de muito mau gosto de rapaziada de baixo nível moral, cultural e social. E até podem dizer que são filhinhos do papá e da mamã, muito endinheirados, porque isto não muda a vossa condição de apoucados.

Ao dizerem que se retirou os (cobardes) toureiros e forcados e montadores de cavalos e os sanguinários bandarilheiros, das garraiadas de Coimbra significa apenas que poderá eventualmente não haver SANGUE. E apenas isso.

Mas sangue não é sinónimo de violência, dux veteranorum.

Você pode ser brutalmente espancado (que é o que acontece aos garraios) e não ficar a sangrar, e isso não significa que não tenha sido vítima de violência.

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Experimente colocar-se no lugar do garraio. Deixe que o agarrem pelos cabelos (uma vez que não tem rabo) e andem consigo às voltas na arena, ao som dos gritos histéricos de uma assistência sádica e sedenta de parvoíce, e depois diga-me se gostou.

O dux, achando que estava a dizer algo muito cultural, afirmou que no lugar do que chamou “novilhada popular“, será introduzida “uma actividade ligada à tauromaquia“, com prática e tradição em Espanha, em que “profissionais” vão dar um “espectáculo de acrobacias, de forma divertida, em que não há qualquer contacto directo com o animal».

Barbarismos vindos de Espanha?

Não terão os falsos estudantes do “ensino superior” nada mais civilizado para se divertirem a não ser à custa do tormento de um animal, que é atirado a uma arena, e mesmo que ninguém lhe toque, está a sofrer horrores psicologicamente, porque o seu lugar não é numa arena, mas sim num prado, a ruminar as ervas pacificamente?

Não conseguirá o dux veteranorum de Coimbra avaliar a situação anormal a que é atirado um animal não humano retirado do seu habitat natural?

Apregoam que a “garraiada”, começará com um desfile de fitados, e termina com a “vacada”, em que estudantes fazem pegas a garraios, sendo “introduzidas regras” para que não haja “tantos estudantes de volta do animal“, protegendo “ao máximo” o garraio e garantindo “o mínimo de contacto“.

Mas serão assim tão incapazes de fazer a vossa festa apenas animais humanos? Não sabem divertir-se civilizadamente, sem ser a torturar animais não humanos, ainda que digam não lhes toquem?

Não são capazes de pensar? De agir conforme a ética humana (sim porque até os animais não humanbos têm uma ética)? E andam vocês a estudar numa universidade para quê?

Ainda de acordo com o dux, «com estas alterações, cujos pormenores ainda estão “em fase de estudo”, será possível anular “a violência que era contestada”, “salvaguardar a integridade do animal” e manter, ao mesmo tempo, “a tradição tauromáquica na Queima das Fitas».

A violência tão contestada continuará a existir, enquanto o vosso divertimento assentar na tortura (ainda que psicológica) de um animal indefeso, inocente e inofensivo, que não tem voz para dizer NÃO QUERO ESTAR ALI, e que sente esse tormento tanto quanto sentiria o dux veteranorum se um bando de terroristas islâmicos o apanhassem para brincar à torturazinha psicológica.

O sentimento de medo é exactamente o mesmo. É testemunho da maior ignorância ou intenção de ludíbrio, o afirmar-se que algum animal em qualquer situação possa não sentir medo e dor, se for ameaçado ou ferido.

A ciência revela que a anatomia, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem são extremamente semelhantes. O ADN destes três animais é quase coincidente.

As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto e o ferimento.

Estes pseudo-estudantes do ensino “superior” de Coimbra serão tão incapazes de fazer este raciocínio básico?

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Lamentável que os organizadores da Queima das Fitas não tenham tido a lucidez da Queima das Farpas.
Origem da imagem:

https://www.facebook.com/Queima.das.Farpas/photos/a.1585670385007976.1073741828.1568326173409064/1715122238729456/?type=3&theater

Ponham os olhos na evolução da Academia do Porto, que em boa hora aboliu esta prática mesquinha, medíocre, que só diz da inferioridade e da vulgaridade de quem a executa.

Para terminar, farei minhas as palavras que Carlos Loures escreveu a propósito desta falta de lucidez que se chama tauromaquia:

«Não há tolerância que possa ser invocada para desculpar o gosto pelas touradas, aquilo que em bom português se designa por afición. Como, a não ser por uma tara, ou por uma perversão do carácter, pode alguém gostar de ver um animal a ser torturado? Se o aficionado professa a fé católica, está a pecar, se pensa que é boa pessoa, desiluda-se, é um monstro, se se julga culto, um intelectual, por assim dizer, não pense uma coisa dessas, porque é uma besta. Se é nobre e usa um brasão num anel, nesse caso, está certo – a nobreza diz bem com a tourada – em termos de fé, no plano da ética, no da cultura…

Não há nada para compreender. Quem se diverte com a tortura de um animal é um sádico. Quem procura esconder o sadismo sob uma capa de mística, a não ser que seja nobre, é um estúpido

Evolua, dux veteranorum do conselho de veteranos da Universidade de Coimbra, para poder ser digno de liderar uma academia civilizada.

Fonte: Arco de Almedina

QUE PAZ TEM SALVATERRA DE MAGOS PARA OFERECER AOS JOVENS QUANDO O POVO SE DIVERTE, NA RUA, A TORTURAR BOVINOS INDEFESOS E AMARRADOS?

A violência começa precisamente aqui.

Que exemplo de paz será este?

Depois admiram-se que jovens assassinem outros jovens…

É que a crueldade e a violência estão nas ruas de Salvaterra de Magos, e animais, somos todos nós…

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Origem da foto:

https://www.facebook.com/messages/abel.pacheco.125

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/que-paz-tem-salvaterra-de-magos-para-546255

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Concordo totalmente, Isabel. É isso mesmo!

Dois genes podem ser responsáveis por inclinação para a violência

Um estudo divulgado esta terça-feira pelo Instituto Karolinska, de Estocolmo, na Suécia, identifica dois genes que podem estar ligados a “um aumento da inclinação para cometer atos violentos de forma repetida”.

O estudo, que envolveu testes genéticos a 895 reclusos condenadas por diferentes delitos na Finlândia, vem relançar o debate sobre se um indivíduo nasce com propensão para a violência e a criminalidade devido aos genes ou se isso acontece por causa das circunstâncias que o rodearam na infância.

A investigação descobriu uma relação entre a violência e uma variante do gene MAOA, já assinalada em estudos anteriores, mas também com a variante do gene CDH13, ligada anteriormente a alterações do comportamento e a doenças psiquiátricas.

Os especialistas alertam contudo para interpretações abusivas que apontem no sentido de que existem “genes da violência” aos quais é impossível escapar.

Os investigadores europeus e norte-americanos que assinam o estudo, publicado hoje na revista especializada “Molecular Psychiatry”, adiantam ter tido também em conta fatores de contexto – antecedentes de abusos de substâncias (drogas e álcool), personalidade antissocial ou maus tratos na infância – sem que isso tenha alterado os resultados.

“Nas pessoas condenadas por delitos que não incluíam violência, não foi possível observar a mesma presença dos genes MAOA e CDH13, o que indica que estas variantes genéticas estão relacionadas com o comportamento violento”, assinalou, em comunicado, Jari Tiihonen, professor de neurociências no Karolinska.

A investigação ressalva que estes não devem ser os únicos genes envolvidos na explicação do comportamento violento e que os fatores do meio ambiente têm também um papel fundamental na compreensão deste fenómeno.

“Encontramos dois genes que têm um efeito mais importante sobre o comportamento agressivo, há provavelmente dezenas ou centenas de outros genes que têm um efeito menor”, acrescentou.

Os autores adiantam ainda que estes genes são muito correntes e que um em cada cinco indivíduos é portador, sendo que a maioria destes nunca cometerá uma violação, agressão ou homicídio.

Por outro lado, no grupo ultraviolento que participou no estudo foram encontrados alguns indivíduos não portadores destes genes.

O gene MAOA comanda a produção de uma enzima que intervém na eliminação de neurotransmissores como a dopamina.

A diminuição do nível de atividade desta enzima na forma mutante do gene foi já descrita como estando ligada ao risco de delinquência.

O gene CDH13 surge associado a problemas de controlo de impulsividade.

“É importante recordar que os nossos resultados não podem nem devem ser usados para avaliações individuais. Não se pode aplicar este tipo de análise genética com propósitos preventivos, nem jurídicos”, advertiu Tiihonen.

Os resultados do estudo finlandês podem ser similares em outros países desenvolvidos, mas “não nos países pobres, onde os aspetos sociais, como a pobreza, podem ser muito mais importantes”, sublinham os autores.

Fonte: http://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/dois-genes-podem-ser-responsaveis-por-inclinacao-para-a-violencia