AMOR Vídeo de pinguins caminhando de mãos dadas em praia africana viraliza

Mas o vídeo chama a atenção para outra questão relacionada aquele casal retratado: o pinguim africano está altamente ameaçado e pode desaparecer do planeta em menos de 10 anos

Norma Landeros-Ramirez estava em lua de mel na Cidade do Cabo, na África do Sul, quando ela e seu marido avistaram um casal de pinguins que caminhavam de “mãos” (ou nadadeiras) dadas na areia da praia. Eles ficaram tão comovidos com aquela cena que resolveram capturá-la em um vídeo que, logo em seguida, foi publicado nas redes sociais.

O casal retratado na gravação era um par de pinguins africanos que emergiram da Baía Falsa na Colônia de Pingüins de Pedregulhos e, de acordo com Landeros-Ramirez, andaram de mãos dadas por pelo menos 30 segundos, depois do qual eles descansaram na praia entre outros pingüins.

Mas o vídeo compartilhado online, que viralizou em pouco tempo, chama a atenção para outra questão relacionada aquele casal retratado: o pinguim africano está altamente ameaçado e pode desaparecer do planeta em menos de 10 anos se nada for feito para reverter esta situação.

A espécie já foi considerada extremamente numerosa, entretanto ela é agora classificada como em perigo de extinção. No início do século XIX, a população de pinguins africanos estava em torno de quatro milhões de animais. Em 2000, esta quantidade diminuiu drasticamente, sobrando menos de 200 mil – ou seja, 5% da população original. Em 2010, o número despencou novamente, para apenas 55 mil animais.

A população de pinguins está declinando a grande velocidade como resultado de vários fatores. Uma das principais ameaças que os pinguins africanos enfrentam hoje é a indústria pesqueira comercial que tira seus alimentos – sardinhas e anchovas, que são as principais presas dos pinguins.

Devido à falta de comida, os pinguins são forçados a procurar alimento mais longe da costa e se contentar com alimentos menos nutritivos. As práticas da indústria pesqueira também podem levar a que os pinguins se tornem capturas acessórias, isto é, serem acidentalmente capturados e afogados em redes de pesca.

Os pinguins africanos não prosperarão na natureza novamente, a menos que os ajudemos ativamente a fazê-lo. Como indivíduos, há muita coisa que podemos fazer para combater a sobrepesca – como limitar nosso consumo de frutos do mar ou cortá-los completamente. O futuro das espécies, no entanto, depende de um forte compromisso com a causa dos governos.

Fonte: ANDA