EXTINÇÃO Após matar milhares de abelhas, uso de inseticidas é banido pela União Europeia

Os pesticidas serão banidos das plantações europeias para proteger os animais silvestres e as abelhas que são vitais para a polinização das culturas.

A União Europeia (UE) aboliu o uso de pesticidas na agricultura devido ao grave perigo que representam para as abelhas. O decreto aprovado pelos países membros do grupo entrará em vigor até o final de 2018. As substâncias só poderão ser usadas ​​em estufas fechadas.

As abelhas e outros insetos são importantes para a produção global de alimentos, pois eles polinizam três quartos de todas as culturas. O declínio no número de polinizadores nos últimos anos tem sido atribuído, em parte, ao uso descontrolado de pesticidas. Antes disso, UE proibiu o uso de neonicotinóides em plantações de flores em 2013.

Mas em fevereiro deste ano, um grande relatório da European Scientific Risk Assessment (EFSA), instituição europeia reguladora de segurança alimentar, concluiu que o alto risco para abelhas silvestres resultava de qualquer uso externo dessas substâncias, pois contaminam o solo e a água. Um estudo recente de amostras de mel revelou contaminação global por neonicotinóides.

As abelhas são importantes para a polinização de culturas.
As abelhas são importantes para a polinização de culturas.

A proibição dos três principais neonicotinóides teve amplo apoio público, com quase 5 milhões de assinaturas em uma petição online do grupo de campanha Avaaz . “Proibir esses pesticidas é um farol de esperança para as abelhas. Finalmente, nossos governos estão ouvindo seus cidadãos, as evidências científicas e os agricultores que sabem que as abelhas não podem viver com esses produtos químicos”, disse Antonia Staats, ativista da Avaaz.

Neonicotinóides são derivados de nicotina e agem no sistema nervoso os insetos. Essas substâncias podem causar diversos danos às abelhas individuais, tais como danificar a memória e reduzir o número de rainhas. Pesquisas revelam que 75% de todos os insetos desapareceram na Alemanha e isso pode representar um alerta para o “apocalipse ecológico”.

O professor Dave Goulson, da Universidade de Sussex, na Inglaterra, afirmou que a decisão da UE é lógica, dado ao peso das evidências, mas que os danos e a falta de habitats também prejudicam as abelhas. “Além disso, se esses inseticidas forem simplesmente substituídos por outros compostos semelhantes, então simplesmente estaremos girando em círculos. O que é necessário é um movimento em direção à agricultura verdadeiramente sustentável”, declarou.

Alguns especialistas estão preocupados que a isenção para estufas signifique que os neonicotinóides possam ser lançados na água em que podem prejudicar gravemente a vida marinha. Jeroen van der Sluijs, da Universidade de Bergen, na Noruega, salienta que os inseticidas também continuarão sendo usados ​​em tratamentos de pulgas para animais domésticos, estábulos e veículos de transporte para animais, o que representa cerca de um terço da utilização dessas substâncias.

Fonte: ANDA

 

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Bruxelas proíbe exportação legal de marfim em bruto a partir de 01 de julho

Resultado de imagem para Marfim

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A Comissão Europeia decidiu hoje proibir as exportações de marfim antigo em bruto pela União Europeia (UE), a partir de 01 de julho, para evitar que o comércio legal alimente o tráfico, foi anunciado em Estrasburgo.

Esta decisão ajudará a evitar que o comércio legal de marfim alimente o tráfico internacional de marfim, que tem aumentado ao longo da última década.

Segundo Bruxelas, a exportação legal de artigos antigos de marfim da UE para a Ásia aumentou, desde 2012, tendo atingido um nível em que pode fomentar o aumento global da procura de marfim e servir como cobertura para o comércio ilegal.

Para resolver este problema, a Comissão adotou hoje um documento de orientação recomendando aos Estados-membros que, a partir de 1 de julho de 2017, deixem de emitir documentos de exportação para marfim em bruto.

Na prática, isso implica pôr termo à exportação de marfim em bruto, exceto no caso de espécimes para fins científicos e educativos.

Os Estados-membros devem interpretar as regras de forma estrita, ao analisarem um pedido de autorização de comércio de outros artigos de marfim, assegurando-se da origem legal dos mesmos.

“A luta contra o tráfico internacional de marfim é uma batalha que não nos podemos dar ao luxo de perder. Ao pormos termo à exportação de defesas de marfim e de outros artigos de marfim em bruto estamos a assumir as nossas responsabilidades”, salientou, em comunicado, o comissário europeu para o Ambiente, Karmenu Vella.

Bruxelas decidiu ainda conceder um novo apoio financeiro de 2,25 milhões de euros ao Secretariado da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES).

“Isso é essencial para alcançar progressos na luta contra a caça furtiva e garantir um comércio de espécies selvagens sustentável”, considerou ainda o comissário.

Fonte: DN

Os pró-touradas bem que negam. Mas é de tal forma evidente que as negas dos pró-touradas para além de falsas, são ridículas

Praça de Touros - Portugal hahahahaha

A decisão tomada esta semana no Parlamento Europeu, de por fim aos subsídios para a tauromaquia, vai significar uma enorme estocada na tauromaquia, em Portugal, em Espanha e França, rumo, finalmente à sua abolição.

E o quê que assistimos esta semana, depois da decisão, no Parlamento Europeu?
-Assistimos os pró-touradas, desesperadamente a negar esses subsídios. Só que eles não têm como negar um facto, que é insofismável. E ao negar um facto que é insofismável, mostram o quão ridículos são.

É cada vez mais sabido, que quer em Portugal, quer em Espanha, a tauromaquia, não gera receitas suficientes de bilheteira, para os pró-touradas poderem afirmar que a tauromaquia se subsidia a só própria. Então, eles, não têm outra chance, que não utilizarem os subsídios que anualmente recebem da União Europeia, na tauromaquia, na criação de touros, quando todos os milhões que recebem, não são destinados à criação de touros. Ou seja; eles desviam todos os milhões de euros que recebem anualmente da União Europeia, para outros fins que não os destinados. E fazem-no, porque de outra forma, a tauromaquia morrerá. 

A notícia desta semana, foi uma notícia, que esperávamos há muitos anos.
Finalmente essa notícia chegou.

Mas vamos continuar a lutar, em Portugal, em Espanha, em França, no mundo, pela abolição total da tauromaquia.

Esta decisão do Parlamento Europeu, vai dar uma enorme ajuda, rumo à abolição da tauromaquia. Mas ainda restará um caminho a ser percorrido, rumo à abolição total da tauromaquia, e vamos percorre-lo, até enterrarmos de vez, esta prática, seja onde for.

Quanto os pró-touradas. Vamos continuar a assistir a um cada vez mais crescente desespero deles. E com isso, vamo-nos rir cada vez mais. E é tão bom rir, não é???

Mário Amorim

NÃO ESQUECER QUE A UNIÃO EUROPEIA É CÚMPLICE DO CRUEL E DEPRAVADO MALTRATO ANIMAL A QUE SÃO SUBMETIDOS OS BEZERROS E OS TOUROS EM ESPANHA, FRANÇA E PORTUGAL

QUE O PARLAMENTO EUROPEU PROÍBA A CRUEL E SANGUINÁRIA SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

Toda a política da União Europeia no que respeita ao bem-estar animal cai por terra quando permite que se cometam semelhantes atrocidades em países europeus.

E isto é possível porque ao elaborar o Tratado da União, o lobby tauromáquico (uma minoria inculta) pressionou a Europa para que se introduzisse uma excepção à política de protecção animal, excluindo Touros e Bezerros, ao mencionar “o respeito pelas tradições e costumes dos Estados…”

Quanta hipocrisia! Quanta ignorância optativa!

Javier Elorza (com o título nobiliárquico de marquês de Nerva), representante de Espanha na União Europeia de então, em entrevista publicada no La Vanguardia, a 2 de Junho de 1999, diz a seguinte parvoíce:

«Queriam proibir os touros. E eu sou taurino até ao tutano. Desse modo (custou-me um par de festins) maquinei um estratagema com um grande jurista comunitário, no qual onde se dizia “zelará pelo bem-estar dos animais” acrescentámos “respeitando as tradições culturais”, e assim acautelámos os touros».

(Aqui fica provado toda a estupidez desta manigância, uma vez que a tortura de seres vivos nunca foi, em parte alguma e tempo algum, uma “tradição cultural”, e a União Europeia mostrou toda a sua ignorância no que respeita a esata matéria, ao ceder ao tacanho estratagema do marquês).

Concretamente, o artigo 13 do Tratado de Funcionamento da União Europeia, ficou redigido do seguinte modo: «ao formular e aplicar as políticas da União em matéria de agricultura, pesca, transporte, mercado interior, investigação e desenvolvimento tecnológico e do espaço europeu, a União e os Estados membros terão plenamente em conta as exigências no que respeita ao bem-estar dos animais como seres sensíveis, respeitando ao mesmo tempo as disposições legais ou administrativas e aos costumes dos Estados membros relativas, em particular a ritos religiosos, tradições culturais e património regional»

(Isto é descaradamente uma política vergonhosa do género «all animals are equal, but some animals are more equal than others», ou seja, todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que outros – in «Animal Farm», de George Orwell, facto que deveria envergonhar os deputados europeus, se eles tivessem um pingo de sensibilidade e bom senso).

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A política de bem-estar animal da União Europeia, pode ser consultada neste link:

http://ec.europa.eu/food/animal/welfare/index_es.htm