PRESERVAÇÃO AMBIENTAL Europa prepara acção contra desmatamento que pode afectar exportação brasileira

O projeto elaborado pela Comissão Europeia tem o objectivo de combater o “desmatamento importado”

O comércio entre Brasil e Europa pode ser prejudicado devido a ações promovidas por parlamentares brasileiros e pelo presidente Jair Bolsonaro que colaboram com o aumento das áreas desmatadas. Isso porque a Europa está preparando uma ação ambiental que visa incentivar o consumo de commodities de cadeias de abastecimento livres de desmatamento.

O projeto elaborado pela Comissão Europeia tem o objectivo de combater o “desmatamento importado”, segundo informações do jornal Valor Econômico.

O desmonte ambiental promovido por Bolsonaro tem desagradado a Europa. Segundo entrevistas concedidas ao jornal por fontes em Bruxelas, sede do bloco europeu, as principais commodities – isso é, produtos que funcionam como matéria-prima, produzidos em escala e que podem ser estocados sem perda de qualidade – exportadas pelo Brasil devem ser enquadradas como produtos que contêm risco de contribuir para o desmatamento de florestas tropicais.

Carne e couro de bois explorados para consumo, soja, milho, café, cacau, óleo de palma e borracha, conforme as fontes, são as commodities brasileiras que podem ser afectadas pela medida.

PL da Grilagem

Além da ação ambiental elaborada pela Comissão Europeia, um grupo de 40 supermercados britânicos publicou uma carta aberta por meio da qual ameaça boicotar produtos brasileiros caso seja aprovado um projeto de lei que, através da grilagem de terras, autoriza o desmatamento da Amazônia.

A Sainsbury’s, Tesco, Morrisons e Marks & Spencer são algumas das empresas que estão pressionando o Congresso para que o projecto seja rejeitado.

De acordo com o documento assinado pelas marcas, o projecto, ao se tornar lei, incentivaria “mais apropriação de terras e desmatamento generalizado”, colocando a Amazónia em risco, prejudicando os objectivos do Acordo de Paris de 2015 sobre as mudanças climáticas e ameaçando as comunidades indígenas.

“Acreditamos que isso também colocaria em risco a capacidade de organizações como a nossa de continuar comprando no Brasil no futuro”, diz a carta, divulgada pela Reuters.

Fonte: ANDA

AQUECIMENTO GLOBAL União Europeia quer acabar com venda de carros até 2030 para alcançar meta do Acordo de Paris

Chegou a fatura para os europeus. Com a proximidade da vigésima quarta Conferência das Partes sobre o Clima (COP), convocada pelas Nações Unidas, que vai acontecer no início de dezembro…

Chegou a fatura para os europeus. Com a proximidade da vigésima quarta Conferência das Partes sobre o Clima (COP), convocada pelas Nações Unidas, que vai acontecer no início de dezembro na Polônia, a União Europeia (mais Suíça e Noruega) começou a ficar verdadeiramente preocupada em tomar atitudes para levar na bagagem e mostrar aos demais países que está agindo pelo clima. O foco de preocupação é a enorme circulação de carros em suas ruas.

Afinal, esta imagem nada tem a ver com as promessas feitas no Acordo de Paris, conseguido a duras penas em 2015 entre todos os países membros da ONU. Lá ficou decidido que todo mundo ia fazer seu papel para que o planeta não chegue ao fim do século aquecido mais 2 graus. No Acordo, a meta estabelecida é 1.5 grau.

No entanto, os carros continuaram a ser vendidos e os europeus continuaram a utilizá-los da mesma forma que antes. Vejam bem: estou falando sobre os europeus porque foi publicado ontem, no jornal “The Guardian”, um estudo feito por cientistas, mostrando que as vendas de carros lá devem ser eliminadas até 2030 se forem levar a sério as propostas do Acordo. Mas aqui no Brasil, como em outros países, tudo também continua como dantes, ou quase.

O relatório europeu foi feito pelo Centro Aeroespacial Alemão a pedido da organização Greenpeace e concluiu que “As emissões de veículos pouco mudaram na última década e a indústria esgotará seu orçamento de carbono dentro de cinco a dez anos, a menos que haja uma mudança radical”. Uma das mudanças radicais sugeridas pela análise é começar a empurrar para o mercado os carros de baixa emissão, chamados híbridos, o mais rápido possível. É claro que quem produz tais veículos deve estar, neste momento, muito feliz com o resultado da análise. Mas é assim que a roda gira no sistema econômico que nos rege: a tal da oportunidade encontrada no risco.

Sob este cenário novo imaginado pelos cientistas que fizeram o estudo, a hipótese é de que daqui a dez anos o último veículo de combustão interna seria vendido, e “carros movidos a diesel e gasolina seriam banidos das estradas em meados da década de 2040”.

Antes deste estudo, o que está na mesa de negociações é a proposta de um corte de 30% nas emissões de veículos até 2030 na União Europeia, embora os deputados do Partido Verde estejam pressionando para que este corte seja de 45%. O governo do Reino Unido anunciara que as vendas de todos os novos veículos a gasolina e diesel estariam proibidas até 2040 , enquanto alguns países, incluindo Alemanha, Irlanda, Índia e Holanda, já haviam definido este prazo mais ambicioso proposto pelos cientistas do estudo, para 2030.

A questão é que houve já um decréscimo nas emissões de gases poluentes com a redução do uso dos automóveis de passeio, mas não foi suficiente. Diz o relatório que “medidas severas” seriam necessárias para fazer isso com uma chance de 66% de atingir a meta de 1,5C – incluindo uma queda nas vendas de carros convencionais de cerca de 15 milhões este ano para 5 milhões em 2022.

Vai ser preciso uma mudança radical de hábitos e, sobretudo, será necessário que o tema meio ambiente esteja, de fato, na agenda para fazer políticas públicas que ajudem a implementar esta nova era. De outra forma, o aquecimento global chegaria a 2 graus. E o que isto significa, na prática?

O jornalista Mark Lynas, também um ativista ambiental, fez um minucioso trabalho publicado no livro editado aqui no Brasil pela Zahar, chamado “Seis Graus”. O estudo de Lynas percorre todas as mudanças que podem ocorrer caso a temperatura do planeta suba um, dois, três, quatro, cinco e seis graus. É interessante e assustador, ao mesmo tempo. Até porque o livro foi escrito há dez anos e muito do que ele descreve já está acontecendo, como no caso dos verões extremos e incêndios florestais que se espalham pela Europa a cada ano.

“No estudo feito no Reino Unido, os cientistas usaram o modelo de computador Met Office, do Hadley Centre, para projetar futuras mudanças climáticas com maiores emissões de gases-estufa, concluindo que até os anos 2040 – quando as temperaturas globais, segundo seu modelo, ainda estarão abaixo de dois graus acima dos atuais – mais da metade dos verões serão mais quentes que em 2003 (quando uma onda de calor no continente europeu provocou centenas de mortes e danos irreversíveis a colheitas) . Isso quer dizer que os verões extremos em 2040 serão muito mais quentes que o de 2003, e a taxa de mortalidade, por consequência, também irá subir”, escreve Lynas.

Ele acrescenta, com base em dados que colheu durante sua pesquisa, que os incêndios incontáveis se tornarão uma imagem cada vez mais comum no Sul da Europa e no Mediterrâneo.

“Simulações de mudanças climáticas mostram aquela região ficando cada vez mais e mais seca e quente… no mundo com mais dois graus, o risco de duas a seis semanas de novos incêndios pode ser esperado para todos os países ao longo do litoral do Mediterrâneo, dos quais as piores regiões serão as do interior, a partir da costa, onde as temperaturas são mais elevadas. Na África Setentrional e no Oriente Médio, praticamente o ano inteiro será classificado como risco de incêndios, que serão causados por temperaturas cada vez mais abrasadoras”, escreveu ele.

Houve uma época, felizmente que já vai longe, quando os céticos do clima eram em número maior do que são hoje. Viviam por aí a fazer piadas e provocar reações galhofeiras a cada advertência que os ambientalistas faziam sobre o aquecimento global. Uma dessas investidas pouco humoradas (a meu ver, claro) era de que antes de se pensar em salvar baleias e micos leões dourados era preciso salvar a própria pele humana. Pois os estudos mostram que, se não mudarmos de fato nossos hábitos, se não abrirmos mão de certos confortos conseguidos pós Revolução Industrial, nossa pele correrá mais riscos do que já está correndo hoje.

Enquanto a União Europeia se posiciona mais seriamente ante a possibilidade de abolir cada vez mais os carros das ruas, na China as pessoas estão sendo obrigadas a passar mais frio. É que lá a queima de carvão para o aquecimento doméstico polui tanto o ar que mais de um milhão de pessoas já morreram por causa desta poluição. No ano passado o governo lançou um pacote para mudar isto e, aparentemente, tem dado resultado.

É disso que se trata. Os estudos são feitos, as conclusões são tiradas. Mas as mudanças, de fato, vão depender de políticas públicas e da boa disposição dos cidadãos comuns em ajudar.

Fonte: ANDA

EXTINÇÃO Após matar milhares de abelhas, uso de inseticidas é banido pela União Europeia

Os pesticidas serão banidos das plantações europeias para proteger os animais silvestres e as abelhas que são vitais para a polinização das culturas.

A União Europeia (UE) aboliu o uso de pesticidas na agricultura devido ao grave perigo que representam para as abelhas. O decreto aprovado pelos países membros do grupo entrará em vigor até o final de 2018. As substâncias só poderão ser usadas ​​em estufas fechadas.

As abelhas e outros insetos são importantes para a produção global de alimentos, pois eles polinizam três quartos de todas as culturas. O declínio no número de polinizadores nos últimos anos tem sido atribuído, em parte, ao uso descontrolado de pesticidas. Antes disso, UE proibiu o uso de neonicotinóides em plantações de flores em 2013.

Mas em fevereiro deste ano, um grande relatório da European Scientific Risk Assessment (EFSA), instituição europeia reguladora de segurança alimentar, concluiu que o alto risco para abelhas silvestres resultava de qualquer uso externo dessas substâncias, pois contaminam o solo e a água. Um estudo recente de amostras de mel revelou contaminação global por neonicotinóides.

As abelhas são importantes para a polinização de culturas.
As abelhas são importantes para a polinização de culturas.

A proibição dos três principais neonicotinóides teve amplo apoio público, com quase 5 milhões de assinaturas em uma petição online do grupo de campanha Avaaz . “Proibir esses pesticidas é um farol de esperança para as abelhas. Finalmente, nossos governos estão ouvindo seus cidadãos, as evidências científicas e os agricultores que sabem que as abelhas não podem viver com esses produtos químicos”, disse Antonia Staats, ativista da Avaaz.

Neonicotinóides são derivados de nicotina e agem no sistema nervoso os insetos. Essas substâncias podem causar diversos danos às abelhas individuais, tais como danificar a memória e reduzir o número de rainhas. Pesquisas revelam que 75% de todos os insetos desapareceram na Alemanha e isso pode representar um alerta para o “apocalipse ecológico”.

O professor Dave Goulson, da Universidade de Sussex, na Inglaterra, afirmou que a decisão da UE é lógica, dado ao peso das evidências, mas que os danos e a falta de habitats também prejudicam as abelhas. “Além disso, se esses inseticidas forem simplesmente substituídos por outros compostos semelhantes, então simplesmente estaremos girando em círculos. O que é necessário é um movimento em direção à agricultura verdadeiramente sustentável”, declarou.

Alguns especialistas estão preocupados que a isenção para estufas signifique que os neonicotinóides possam ser lançados na água em que podem prejudicar gravemente a vida marinha. Jeroen van der Sluijs, da Universidade de Bergen, na Noruega, salienta que os inseticidas também continuarão sendo usados ​​em tratamentos de pulgas para animais domésticos, estábulos e veículos de transporte para animais, o que representa cerca de um terço da utilização dessas substâncias.

Fonte: ANDA

 

Bruxelas proíbe exportação legal de marfim em bruto a partir de 01 de julho

Resultado de imagem para Marfim

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A Comissão Europeia decidiu hoje proibir as exportações de marfim antigo em bruto pela União Europeia (UE), a partir de 01 de julho, para evitar que o comércio legal alimente o tráfico, foi anunciado em Estrasburgo.

Esta decisão ajudará a evitar que o comércio legal de marfim alimente o tráfico internacional de marfim, que tem aumentado ao longo da última década.

Segundo Bruxelas, a exportação legal de artigos antigos de marfim da UE para a Ásia aumentou, desde 2012, tendo atingido um nível em que pode fomentar o aumento global da procura de marfim e servir como cobertura para o comércio ilegal.

Para resolver este problema, a Comissão adotou hoje um documento de orientação recomendando aos Estados-membros que, a partir de 1 de julho de 2017, deixem de emitir documentos de exportação para marfim em bruto.

Na prática, isso implica pôr termo à exportação de marfim em bruto, exceto no caso de espécimes para fins científicos e educativos.

Os Estados-membros devem interpretar as regras de forma estrita, ao analisarem um pedido de autorização de comércio de outros artigos de marfim, assegurando-se da origem legal dos mesmos.

“A luta contra o tráfico internacional de marfim é uma batalha que não nos podemos dar ao luxo de perder. Ao pormos termo à exportação de defesas de marfim e de outros artigos de marfim em bruto estamos a assumir as nossas responsabilidades”, salientou, em comunicado, o comissário europeu para o Ambiente, Karmenu Vella.

Bruxelas decidiu ainda conceder um novo apoio financeiro de 2,25 milhões de euros ao Secretariado da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES).

“Isso é essencial para alcançar progressos na luta contra a caça furtiva e garantir um comércio de espécies selvagens sustentável”, considerou ainda o comissário.

Fonte: DN

Os pró-touradas bem que negam. Mas é de tal forma evidente que as negas dos pró-touradas para além de falsas, são ridículas

Praça de Touros - Portugal hahahahaha

A decisão tomada esta semana no Parlamento Europeu, de por fim aos subsídios para a tauromaquia, vai significar uma enorme estocada na tauromaquia, em Portugal, em Espanha e França, rumo, finalmente à sua abolição.

E o quê que assistimos esta semana, depois da decisão, no Parlamento Europeu?
-Assistimos os pró-touradas, desesperadamente a negar esses subsídios. Só que eles não têm como negar um facto, que é insofismável. E ao negar um facto que é insofismável, mostram o quão ridículos são.

É cada vez mais sabido, que quer em Portugal, quer em Espanha, a tauromaquia, não gera receitas suficientes de bilheteira, para os pró-touradas poderem afirmar que a tauromaquia se subsidia a só própria. Então, eles, não têm outra chance, que não utilizarem os subsídios que anualmente recebem da União Europeia, na tauromaquia, na criação de touros, quando todos os milhões que recebem, não são destinados à criação de touros. Ou seja; eles desviam todos os milhões de euros que recebem anualmente da União Europeia, para outros fins que não os destinados. E fazem-no, porque de outra forma, a tauromaquia morrerá. 

A notícia desta semana, foi uma notícia, que esperávamos há muitos anos.
Finalmente essa notícia chegou.

Mas vamos continuar a lutar, em Portugal, em Espanha, em França, no mundo, pela abolição total da tauromaquia.

Esta decisão do Parlamento Europeu, vai dar uma enorme ajuda, rumo à abolição da tauromaquia. Mas ainda restará um caminho a ser percorrido, rumo à abolição total da tauromaquia, e vamos percorre-lo, até enterrarmos de vez, esta prática, seja onde for.

Quanto os pró-touradas. Vamos continuar a assistir a um cada vez mais crescente desespero deles. E com isso, vamo-nos rir cada vez mais. E é tão bom rir, não é???

Mário Amorim

NÃO ESQUECER QUE A UNIÃO EUROPEIA É CÚMPLICE DO CRUEL E DEPRAVADO MALTRATO ANIMAL A QUE SÃO SUBMETIDOS OS BEZERROS E OS TOUROS EM ESPANHA, FRANÇA E PORTUGAL

QUE O PARLAMENTO EUROPEU PROÍBA A CRUEL E SANGUINÁRIA SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

Toda a política da União Europeia no que respeita ao bem-estar animal cai por terra quando permite que se cometam semelhantes atrocidades em países europeus.

E isto é possível porque ao elaborar o Tratado da União, o lobby tauromáquico (uma minoria inculta) pressionou a Europa para que se introduzisse uma excepção à política de protecção animal, excluindo Touros e Bezerros, ao mencionar “o respeito pelas tradições e costumes dos Estados…”

Quanta hipocrisia! Quanta ignorância optativa!

Javier Elorza (com o título nobiliárquico de marquês de Nerva), representante de Espanha na União Europeia de então, em entrevista publicada no La Vanguardia, a 2 de Junho de 1999, diz a seguinte parvoíce:

«Queriam proibir os touros. E eu sou taurino até ao tutano. Desse modo (custou-me um par de festins) maquinei um estratagema com um grande jurista comunitário, no qual onde se dizia “zelará pelo bem-estar dos animais” acrescentámos “respeitando as tradições culturais”, e assim acautelámos os touros».

(Aqui fica provado toda a estupidez desta manigância, uma vez que a tortura de seres vivos nunca foi, em parte alguma e tempo algum, uma “tradição cultural”, e a União Europeia mostrou toda a sua ignorância no que respeita a esata matéria, ao ceder ao tacanho estratagema do marquês).

Concretamente, o artigo 13 do Tratado de Funcionamento da União Europeia, ficou redigido do seguinte modo: «ao formular e aplicar as políticas da União em matéria de agricultura, pesca, transporte, mercado interior, investigação e desenvolvimento tecnológico e do espaço europeu, a União e os Estados membros terão plenamente em conta as exigências no que respeita ao bem-estar dos animais como seres sensíveis, respeitando ao mesmo tempo as disposições legais ou administrativas e aos costumes dos Estados membros relativas, em particular a ritos religiosos, tradições culturais e património regional»

(Isto é descaradamente uma política vergonhosa do género «all animals are equal, but some animals are more equal than others», ou seja, todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que outros – in «Animal Farm», de George Orwell, facto que deveria envergonhar os deputados europeus, se eles tivessem um pingo de sensibilidade e bom senso).

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A política de bem-estar animal da União Europeia, pode ser consultada neste link:

http://ec.europa.eu/food/animal/welfare/index_es.htm