UNESCOMANIA?

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A candidatura de quase tudo e mais alguma coisa a património da Unesco parece estar na moda neste arquipélago onde o oceano que devia unir as ilhas tem servido mais para as separar.

São mais do que muitas as intenções de candidatura. Algumas merecem ser trabalhadas e levadas a bom porto, enquanto outras nem merecem que se perca muito tempo com elas, pois a serem apresentadas seriam alvo de chacota e ridiculizariam os seus proponentes.

Em Outubro de 2010, a Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo anunciou a candidatura à UNESCO da Festa Brava da Terceira como Património Imaterial da Humanidade.

Esta pretensão foi imediatamente contestada, tendo na altura sido lançado um abaixo-assinado a pedir à Unesco para não aceitar a candidatura em virtude das touradas “para além de não criarem riqueza e de desconceituarem os Açores aos olhos da maioria dos povos do mundo …em nada contribuírem para educar os cidadãos e cidadãs para o respeito aos animais, para além de causarem sofrimento aos mesmos e porem em risco a vida das pessoas”.

Desconhecemos se foram dados outros passos, mas tudo leva a crer que o que se pretendeu foi apenas ocupar espaço nos jornais e preencher tempo de antena na comunicação social.

Outra das candidaturas anunciadas foi a das Festas do Espírito Santo. Com efeito, em 2012, a comunicação social divulgou que estava em preparação, por um grupo de investigadores, a candidatura das Festas do Divino Espírito Santo a Património Imaterial da UNESCO.

Segundo Maria Norberta Amorim, uma das investigadoras envolvidas no processo de candidatura, o objectivo era “divulgar por todo o mundo estas festividades, que se caracterizam pela “irmandade, solidariedade, partilha e integração de novas gentes à comunhão na devoção”.

Desconhecemos o que terá emperrado esta candidatura que era apoiada pela Direcção Regional das Comunidades. O que sabemos, segundo o Diário Insular, é que a mesma havia surgido depois de uma outra do mesmo género ter sido rejeitada pela UNESCO.

Quer sejamos crentes ou não, as festas do Espírito Santo mereciam ser preservadas como manifestação de verdadeira autonomia e participação das comunidades locais e como espaços de solidariedade para com os menos bafejados pela sorte ou marginalizados pelas políticas implementadas por quem tinha a obrigação de governar ao serviço do bem comum.

Mas, para o sucesso da candidatura e para um regresso aos fins originais, as festas do Espirito Santo deviam ser expurgadas de algumas modernices que levam a que grande parte dos orçamentos seja usada em contratações de artistas, muitas vezes vindos de paragens longínquas, “apoio” a desnecessitados e de maus tratos a animais para divertimento de quem gosta de ver os outros, racionais ou não, sofrer desnecessariamente.

Em Abril do presente ano, a Associação de Mordomos das Festas Tradicionais da Ilha Terceira defendeu a classificação, pela UNESCO, da tourada à corda como Património da Humanidade. Tal como a proposta de candidatura da chamada festa brava esta, cremos, não passará disto mesmo, dada a falta de consenso existente sobre o assunto na sociedade açoriana e a quantidade de vídeos de marradas que mostram uma parte, a negra sem a qual os vídeos não se vendiam, do que é a tourada à corda.

Por último, está em fase de consulta pública, até ao próximo dia 15 de Agosto, a candidatura das Fajãs de São Jorge a Reserva da Biosfera, a que damos o nosso total apoio e apelamos à participação na mesma.

Teófilo Braga

(Correio dos Açores, 30703, 12 de Agosto de 2015, p.14)

Fonte: Arco de Almedina

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UNIVERSIDADE DE SEVILHA DE MÃOS DADAS COM A INCULTURA DOS BRONCOS TAUROMÁQUICOS

Uma vergonhosa união, que só fica mal à desprestigiada universidade espanhola

É que nas I Jornadas Internacionais de Tauromaquia (leia-se selvajaria tauromáquica, conforme a moderna terminologia), organizadas pela Fundação de Estudos Taurinos em colaboração com a Universidade de Sevilha, realizadas de 5 a 7 de Novembro, chegou-se a esta desiluminada e inacreditável conclusão: esta selvajaria poderia ser inscrita como Património Cultural e Imaterial da Humanidade

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Eis o que os incultos tauricidas de Sevilha querem elevar a Património Cultural Imaterial da Humanidade! Só um imbecil não se apercebe da insanidade desta pretensão

Tanto quanto sabemos o património cultural imaterial (ou património cultural intangível) abrange as expressões culturais e as tradições que um grupo de indivíduos preserva em respeito à sua ancestralidade, para as gerações futuras. São exemplos de património imaterial: os saberes, os modos de fazer, as formas de expressão, celebrações, as festas e danças populares, lendas, músicas, costumes e outras tradições.

 

Neste rol de significações não consta a selvajaria tauromáquica que segundo a declaração da UNESCO, em 1980, é «a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras, a qual traumatiza as crianças e adultos sensíveis, e agrava o estado dos neuróticos atraídos por esta prática cruel, e desnaturaliza a relação entre o Homem e o animal, afrontando a moral, a educação, a ciência e a cultura.

Como é possível a Universidade de Sevilha estar envolvida com esta turba de «psicopatas, falaciosos, sádicos, perversamente autorizados a praticarem esta infâmia torcionária sobre touros, com impacto pernicioso sobre a sociedade e o país? Com esta escória e vergonha da Humanidade» (como bem o define o médico veterinário, Dr. Vasco Reis)?

E ainda citando este mesmo médico, «miseráveis são os Estados que pactuam com isto».

Esta turba ridícula teve a petulância de basear as “conferências” e as “comunicações” destas jornadas tauricidas na relação (e atente-se neste absurdo!) da cultura do touro com a História, a Arte e a Literatura na Europa e na América.

Pomposo, não é?

Do que se esqueceram foi de especificar que essa “cultura” é a cultura saloia; a “história” é a história negra; a “arte” é a terrível e venal arte de torturar e matar animais; a “literatura” é a literatura de psicopatas; essa Europa é apenas Espanha, sul de França e Portugal, (três tristes e miseráveis Estados); e essa América é apenas o México, Colômbia, Perú, Venezuela, Equador e Costa Rica (outros seis tristes e miseráveis Estados).

A tauromaquia remonta à Idade do Bronze, época em que os homens eram primitivos e ignorantes mas não tão requintados na crueldade como são os carrascos tauricidas contemporâneos.

Mas a selvajaria tauromáquica nasceu em Espanha, no século XII, em plena Idade das Trevas, e espalhou-a por territórios que ocupou, como foi o caso de Portugal (na época filipina) e nas ex-colónias da América do Sul.

E é um costume bárbaro que causa um imensurável sofrimento aos bovinos, que são animais herbívoros e pacíficos, e insulta a inteligência do mais comum dos mortais.

Os dementes que participaram nestas jornadas trocaram impressões tão grotescas que chegaram a redigir uma declaração de princípios, evocando a origem remota da tauromaquia (leia-se um costume bárbaro perdido no tempo em que reinava a ignorância), recordando que tal “festa” (leia-se ritual macabro) deu lugar a incontáveis celebrações (leia-se práticas sanguinárias), obras de arte e cultura (leia-se manifestações insanas da cultura saloia), salientando uma importância económica (leia-se apenas para o enriquecimento de ganadeiros), turística (leia-se apenas uns tantos broncos incultos) e sócio-cultural (leia-se apenas uma pequena parte de uma sociedade não evoluída que pratica a cultura dos broncos).

Como se isto não bastasse, para dizer da demência destas criaturas, acrescentaram esta coisa delirante: o respeito que os ganadeiros, toureiros e aficionados sentem pelo touro durante a lide…

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Veja-se aqui o respeito que se tem pelo bovino durante a lide

… e durante a sua criação, que decorre em condições óptimas de liberdade e em espaços preservados que constituem reservas ecológicas únicas, uma mentira descarada, facilmente demonstrável, pelo facto de torturarem o bovino desde a nascença, antes, durante e depois da lide, com requintes de malvadez.

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/universidade-de-sevilha-de-maos-dadas-493533

 

E depois disto esperam que a UNESCO valide a candidatura desta selvajaria.

 

Só se a comprarem a peso de ouro, mas para isso é preciso que a UNESCO seja subornável. O que é pouco ou mesmo nada provável.

 

Mas deixem sonhar os loucos. É a única coisa que lhes resta!

 

OS AUTARCAS DA ILHA TERCEIRA E A ASSOCIAÇÃO DE MORDOMOS PRETENDEM CANDIDATAR A TOURADA À CORDA A PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE?

Só gente muito alucinada e sem o mais ínfimo sentido crítico é que tem esta pretensão.

Tourada à corda Património da Humanidade, a que propósito?

Isto é uma anedota? Se é, é daquelas que até fazem rir as pedras.

Senhores autarcas e senhores mordomos, por favor, não sejam ridículos, nem façam passar os Açores por tal VERGONHA…

Vejam o que os autarcas e mordomos terceirenses querem candidatar a Património Mundial… não dizem de quê, mas será Património Mundial da Estupidez?… Se for… talvez tenham oportunidade de ganhar…

Reza a crónica que «o processo já está a ser preparado e baseia-se num novo conceito: o da “taurinidade” sustentado pela tradição, estreita ligação ao culto do Espírito Santo e o contágio na cultura terceirense».

Taurinidade? Ou seja a tortura de um bovino, amarrado a uma corda, sem defesa, baseada num costume bárbaro (que não tem nada a ver com tradição) introduzido no tempo dos Filipes espanhóis, e que os terceirenses, que não evoluíram, começaram a ligar ao culto do Espírito Santo (uma blasfémia que merecia a excomunhão dos padres católicos que com isto alinham) e a contagiar todos os broncos ali nascidos?

É isto a tal taurinidade.

E diz mais a crónica: «Sem certezas quanto à posição da Unesco a recolha histórica prossegue».

Sem certezas quanto à posição da UNESCO?

A UNESCO que afirmou em 1980 que «a Tauromaquia é a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espectáculos. Desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura»?

Querem mais? Podem esperar sentados. Vão passar uma vergonha descomunal, e pior do que isso, desmoralizar o Arquipélago dos Açores.

E os autarcas terceirenses, na sua miséria moral, dizem que «não duvidam da importância económica e turística da “taurinidade».

Pois… importância económica para os ganadeiros e mais alguns bolsos.

Quanto à importância turística… que turistas vão aos Açores assistir a uma manifestação de pura estupidez?

Não os turistas cultos, com toda a certeza.

Por favor, senhores autarcas e mordomos, não sujem o nome dos Açores com a vossa ignorância.

Envergonham os açorianos cultos e todos os portugueses.

 

Vá… é hora de se demitirem.

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Fonte: Telejornal RTP/Açores

Terceira quer as touradas classificadas como Património Mundial (Vídeo)

http://www.rtp.pt/acores/?article=36964&visual=3&layout=10&tm=10

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/os-autarcas-da-ilha-terceira-e-a-446282

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