SERÁ PORTUGAL UMA REAL REPÚBLICA DAS E DOS BANANAS?

Só num país que anda à deriva, sem lei nem roque, é que um cidadão português tem o descaramento de vir a público apelar ao não cumprimento da Lei.

Por muito menos, já estive detida numa esquadra da PSP, quando defendia um Direito (que me mostrassem a Lei) e um cidadão francês, trovador de rua. A detenção baseou-se no facto de eu ter incitado o tro

vador a não assinar uma nota de culpa, que ele, realmente, não tinha.

Luís Capucha, o incitador ao incumprimento da lei, não merecerá, no mínimo, uma reprimenda?

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Exmos. Srs.

A Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal (A.T.T.P.) emitiu um comunicado público dando o seu (mau) parecer sobre a entrada de menores nas praças de touros, depois do sucedido na novilhada em Vila Franca de Xira, bem como em alguns outros locais, em que inspectores da IGAC e agentes da PSP, no cumprimento rigoroso da Lei, impediram alguns pais com os seus filhos de colo, de entrarem na praça para assistir a essas actividades impróprias para crianças de todas as idades, conforme pode ser constatado no seguinte link:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/pan-apela-a-camara-municipal-para-711714

O comunicado assinado por Luís Capucha, presidente da TTP, é algo completamente bizarro, e demonstrativo da grande malformação mental dos que estão mergulhados nesta actividade que querem, à força, seja da normalidade.

O estranho comunicado pode ser lido, na íntegra, neste link:

http://www.tauronews.com/t-t-p-emite-comunicado-entrada-menores-nas-pracas-toiros-da-polemica-vila-franca/

Infelizmente, é prática absolutamente (a)normal a entrada de crianças de tenra idade nestes locais, sem que haja qualquer tipo de intervenção das autoridades ou mesmo dos vossos serviços. E isto sucede mesmo quando, atempadamente, é dado o alerta para o que se irá ou está a passar nesses locais.

Posto isto, apelo simplesmente, a que a Lei seja cumprida.

Atentamente,

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

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O mundo da tauromaquia, é um mundo hipócrita!

Imagem Forcados 4º

A hipocrisia do mundo da tauromaquia, começa nas ganadarias. Começa nos ganadeiros. Criam os touros. Dizem que os amam, mas retiram-nos do seu habitat natural, para os enviarem para o sofrimento, para a tortura, para a morte. Mas a final que amor pelos touros é esse? – Hipocrisia!

Os toureiros a cavalo, começam por afirmar que amam os seus cavalos. Amam-nos tanto, que os montam, que colocam um freio de castigo serrilhado, na boca dos seus cavalos. Amam-nos tanto que usam botas com esporas. Mas a afinal, que amor é esse pelos seus cavalos? – Hipocrisia!

Os toureiros a cavalo, também afirmam que amam os touros. Amam-nos tanto, que lhes provocam dor, sofrimento e morte, espetando-lhes farpas no lombo. Mas a final que amor pelos touros é esse? – Hipocrisia!

Os toureiros a pé, também afirmam que amam os touros. No entanto também lhes provocam dor, sofrimento e morte, espetando-lhes farpas, e no caso de uma localidade portuguesa, Espanha, França e em países da América latina, também uma espada. Mas a final, que amor pelos touros é esse? – Hipocrisia!

Os forcados também afirmam que amam os touros, mas não os enfrentam quando eles têm as suas faculdades físicas e psicológicas intactas. Isto é; não os enfrentam no seu habitat natural, em campo aberto. Enfrentam-nos, depois de eles terem sido brutalmente torturados física e psicologicamente, antes de entrarem na arena, e depois, na arena pelos toureiros a cavalo e pelos toureiros a pé. Mas a final que amor pelos touros é esse? – Hipocrisia!

Portugal, permanecerá um país mal visto pelos quatro cantos do mundo, enquanto continuar a permitir, que toda esta hipocrisia exista!

Mário Amorim

Gostava de ver…

Touro Majestoso 2º

Gostava de ver, aqueles que se acham muito valentes, a enfrentarem touros, que estejam com as suas faculdades, físicas e psicológicas absolutamente intactas, obviamente como este belo touro da imagem; isto é, com os chifres intactos. E enfrenta-los em pé de igualdade. Enfrenta-los com as suas próprias mãos.

Aqueles que enfrentam os touros nas praças de touros, acham-se muito valentes. Mas são tão valentes, que antes das corridas, os touros têm de ser propositadamente torturados, física e psicologicamente, durante dois dias, para que depois, enfraquecidos e com a sua visão altamente diminuída, eles os possam enfrentar.

Aqueles que enfrentam os touros nas praças de touros, acham-se muito valentes, mas têm de esperar que os touros entrem na arena da praça em sofrimento, físico e psicológico, com os chifres embolados, e depois cheios de bandarilhas espetadas no dorso, para que depois, em bando, numa clara demonstração de cobardia, saltarem para a arena, a fim de enfrentar um touro, que está num atroz sofrimento, depois de tudo o que passou até aí, a fim de enfrentar um touro que está mais morto do que vivo.

Gostava de ver todos aqueles que enfrentam o touro, o enfrentassem, estando ele, com as suas faculdades físicas e psicológicas totalmente intactas, com os chifres intactos e o enfrentassem olhos nos olhos, e apenas com as suas próprias mãos, para que o enfrentassem em pé de igualdade!

Mário Amorim

Lamento de um touro

Lamento de um touro

Lamento de um touro

Resolvi falar-vos um pouco da nossa história.

Com apenas um ano de vida, começamos a ser torturados, com o cravar de ferros em brasa no nosso corpo, que mesmo sendo cravados com a ajuda de anestesia, posteriormente, nos provocam umas dores terríveis.

Depois, ainda muito pequenos, a nossa tortura continua, pois aqueles que se dizem nossos amigos, nos torturam e nos matam, com o espetar de bandarilhas e de espadas, em treino.

Aqueles que de nós sobrevivem de toda a tortura de que já foram vítimas; conforme vão crescendo, são torturados pelos campinos, com o espetar de lanças bem bicudas, no corpo.

Depois, aqueles que se dizem nossos amigos, atrevem-se a afirmar de que vivemos como uns reis durante quatro anos. E tal afirmação não corresponde à verdade.

Quando temos apenas quatro anos de vida, somos retirados de junto dos nossos amigos e familiares, para sermos levados para o continuar da nossa tortura, tanto física como psicológica, em praças de touros.

O nosso transporte para a praça de touros, é realizado sobre tortura, física e psicológica. Perdemos dez a quinze por cento do nosso peso.

Lá chegados, somos enfiados num pequeno e escuro cubículo, durante dois dias, sem comer e sem beber. Cravam-nos uma farpa bem pontiaguda, com a qual, posteriormente entraremos com ela espetada no corpo, na arena. Com essa farpa, os nossos tecidos começam a ser rasgados. E desta forma, continua a nossa tortura física e psicológica, para entrarmos, depois, na arena da praça, 80% sem as nossas faculdades, físicas e psicológicas, e dessa forma facilitar a nossa lide.

Cortam-nos, a sangue frio, a ponta dos nossos chifres. Gritamos de dor. Pois cortam um nervo dos nossos chifres. Perdemos a visão periférica.

Seguidamente somos enviados para os curros. Nos curros, somos brutalmente torturados, física e psicologicamente, para propositadamente nos desgastar.

É chegado o momento da nossa entrada na arena. Entramos 80% sem as nossas faculdades físicas e psicológicas.

E ao entrar na arena, a primeira coisa que fazemos, é procurar um local pelo qual possamos fugir. Mas logo percebemos que esse local não existe.

Em sua volta, vemos as bancadas com pessoas, havidas de ver o nosso sofrimento, a nossa tortura e o nosso sangue. Ouvimo-las gritar vivas e olés, enquanto vamos sendo vilmente torturados.

Recebemos farpas e mais farpas, de ferros e de bandarilhas. Não aguantamos mais todo o sofrimento. Estamos mais mortos do que vivos.

Para terminar este lamento, pergunto: será que todos aqueles que se dizem nossos amigos e que barbaramente nos torturam, física e psicologicamente, gostariam de passar por tudo aquilo que passamos???

Assinado: Magnífico, um touro de lide

Petição Pela abolição das touradas e de todos os espectáculos com touros

Petição Pela abolição das touradas e de todos os espectáculos com touros

Considerando que:

a) a ciência reconhece inquestionavelmente a maioria dos animais, incluindo cavalos e touros, como seres sencientes, capazes de sentir dor e prazer, físicos e psicológicos, bem como sentimentos de medo, angústia, stress e ansiedade;

b) as touradas gozam em Portugal de um injustificado regime de excepção legal, pois o ponto 2 do Artigo 3.º da Lei n.º 92/95 de “Protecção aos animais”, que diz que “As touradas são autorizadas nos termos regulamentados”, contradiz frontalmente o ponto 1 do Artigo 1.º da mesma lei, que declara que “São proibidas todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os actos consistentes em, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal”, o que é manifestamente o caso das touradas;

c) a maioria da população portuguesa é contra a tauromaquia, conforme mostra um estudo realizado em 2007 pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE;

d) as touradas ofendem a fé e o sentimento maioritariamente cristãos e católicos do povo português, pois a Bíblia apresenta os animais como criaturas de Deus (Génesis, 1, 24) e o Catecismo Católico declara ser “contrário à dignidade humana fazer com que os animais sofram ou morram desnecessariamente”, doutrina recentemente recordada pelos Papas João Paulo II e Bento XVI;

e) o artigo 9.º da Constituição da República Portuguesa consagra como tarefa fundamental do Estado “promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo”, o que se contradiz pela permissão das touradas, que ofendem o sentimento maioritário da população e contribuem para a degradação moral de quem obtém prazer estético e psicológico com o sofrimento dos animais;

f) as touradas são uma das expressões de uma cultura da insensibilidade e da violência que degrada quem a pratica e promove, o que ofende o Artigo 1.º dos “Princípios fundamentais” da Constituição da República Portuguesa, que proclama Portugal como “uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana”;

g) vários estudos e especialistas concordam que a prática e a aceitação da violência contra os animais predispõe para a prática e a aceitação da violência contra os homens;

h) o progressivo abandono de tradições retrógradas, contrárias a um sentido humanista de cultura como aquilo que contribui para nos tornar melhores seres humanos, é o que caracteriza a evolução mental e civilizacional das sociedades e melhor corresponde à sensibilidade contemporânea;

i) a existência de touradas no século XXI constitui um embaraço para Portugal perante a comunidade internacional, configurando a imagem de um país com pessoas e práticas bárbaras;

j) a abolição das touradas é compatível com a manutenção da sua coreografia, sem a utilização de animais, num espectáculo em que se preserve a estética tradicional e que possa converter-se na atracção turística que as touradas não são e nunca foram, pela repulsa que geram nos cidadãos estrangeiros (a evolução dos costumes ditou o mesmo em muitas culturas, convertendo antigas práticas marciais, com mortes e derramamento de sangue, em artes lúdicas, como no caso do kendo japonês e da capoeira afro-brasileira, entre muitos outros exemplos);

l) a abolição das touradas vem na linha humanista da abolição da pena de morte, em que Portugal foi pioneiro, e promoverá a imagem de Portugal em todo o mundo, sendo um contributo decisivo para o país mais ético que todos desejamos, esse “país mais livre, mais justo e mais fraterno” consagrado no “Preâmbulo” da Constituição da República Portuguesa;

Vimos por este meio solicitar que se aprove legislação no sentido de abolir completamente as touradas e todos os espectáculos com touros, sob qualquer forma, em todo o território nacional, convertendo-se as actuais praças de touros em museus e casas de cultura onde se preserve informação sobre uma prática ultrapassada e onde se promovam actividades humanitárias e de introdução dos jovens e do público em geral a um maior conhecimento e sensibilidade para com a natureza e os seres vivos, criando postos de trabalho onde se podem inserir muitas das pessoas agora dedicadas às actividades tauromáquicas.

ASSINAR Petição


Ou pelo link: http://www.peticaopublica.com/pview.aspx?pi=010BASTA

***

Esta petição é o caminho para a abolição da tauromaquia em Portugal, pois está de acordo com o que tenho dito, aqui no meu blog… Por isso, não deixem de a assinar e de a partilhar e partilhar e partilhar, para que venha a ter muito mais força!

Quanto a eles, que se deixem de medo. Que metam a cobardia que têm na gaveta, e que aceitem debater a tauromaquia ÉTICA E CIENTIFICAMENTE. Que se deixem de se esconder a traz de um qualquer veterinário, que é ao mesmo tempo ganadeiro. Que se deixem de se esconder a traz de um qualquer veterinário que não cumpre o código deontológico que um dia jurou cumprir.

Que eles se deixem de medo. Que eles se deixem de cobardia e que não enviem para a Assembleia de Republica documentação com a lenga lenga do costume; escritor tal disse isto; poeta tal disse isto. e muito mais disto. Que eles se deixem de medo. Que eles se deixem de cobardia e que enviem para a Assembleia da Republica documentação cientifica, cientifica e eticamente provada.

Que eles aceitem um debate cientifico e ético, na Televisão, em directo, sobre a tauromaquia!

Mário Amorim

Into The Sun

Vocês, meninos Maravilhosos, Touros e Cavalos, estão a caminhar a passos largos, rumo ao Sol, rumo ao Sol da liberdade, desde que nascem até que morram, livres e em paz, na Natureza, no Campo.
Em breve, não mais serão retirados de onde nasceram, das vossas famílias e dos vossos amigos e irmãos Touros e Cavalos, para serem vítimas, de uma vil e bárbara tortura, física e psicológica, nas praças de touros.
Dedico-vos este outro vídeo Maravilhoso, desta vez feminina que me encanta cada vez mais, e que é ímpar no mundo, na actualidade.

Espero que ouçam e sintam este tema Maravilhoso, nos vossos corações: