«A GENÉTICA E A EVOLUÇÃO CONFIRMAM QUE OS TOUROS DE LIDE SENTEM DOR»

UMA VERDADE QUE FAZ DOS AFICIONADOS UNS SÁDICOS

E era preciso confirmação? Não serão os Touros animais como nós? Não terão eles um sistema nervoso central, tal como nós? Não bastariam estes raciocínios?

Não, para o comum dos mortais estes raciocínios não bastam. É preciso fazer desenhos… e explicar-lhes tim-tim por tim-tim que um Touro é um animal senciente… E mesmo assim…

Todavia, ainda que os bovinos não sofressem, torturar um ser vivo não é diversão para nenhum animal terrestre ou sequer extraterrestre.

Torturar um ser vivo é apenas uma prática de mentes deformadas.

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O que hoje proponho para reflexão é um estudo científico de Jaume Camps Rabadá, Médico Veterinário. Académico Honorário da Academia de Ciências Veterinárias da Catalunha (ACVC) e Presidente da Academia Catalã de História da Veterinária.

O título do seu trabalho, publicado em Julho de 2105, na dA web Center é precisamente o seguinte:

«A genética e a evolução confirmam que os Touros de Lide sentem dor»

Trata-se de uma exposição exclusivamente destinada a divulgar resultados reconhecidos pela maioria dos cientistas e agências internacionais sobre este tema.

O objectivo é confirmar que todos os animais sentem dor, de uma forma ou de outra, e o touro de lide, não é nenhuma excepção.

 

GENÉTICA:

O genoma bovino, a que pertencem os touros, tem 29 pares de cromossomas, com dois sexos e 27.000 genes (com a mesma actividade existente nos seres humanos, inclusive no que diz respeito ao número total de cromossomas…). E três mil milhões de pares básicos, número igualmente coincidente com o dos seres humanos.

(Dados publicados pela prestigiada revista “Science” 2009).

Existem apenas três subespécies de acordo com a Taxonomia (ramo da Biologia e da Botânica que cuida de descrever, identificar e CLASSIFICAR os seres vivos, animais e vegetais): o Bos taurus taurus; o Bos taurus indicus (Zebu), e a ancestral origem de todos: o Bos taurus. Não é possível aceitar cientificamente algumas espécies domésticas separadas por serem fruto de cruzamentos. Não existe, portanto, uma “espécie” diferenciada para ser “touro de lide”.

(Dados da “Mammal Species of the World”, parte 2079, da “Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica” do ano de 2003).

Dentro do grupo Sentidos, e Etologia e Ecologia, há também dados curiosos: eles têm o mesmos sentidos que todos os outros mamíferos. Têm o sentido do tacto muito desenvolvido, e de modo independente o aspecto sensorial, o da dor e do calor. De resto, os bovinos são mais sensíveis são mais sensíveis a descargas eléctricas do que nós.

Expressam com mugidos o seu nível de fome, sede, DOR, e chamamentos familiares ou da boiada. São sociáveis para formar manadas, e como em todas elas, há uma escala social, sendo os machos alfa os maiores e com mais cornadura. Apenas a partir de uma selecção prévia e treinamento se conseguem exemplares mais agressivos, embora não esteja comprovado que tenha alguma relação com a DOR.

 

EVOLUÇÃO:

Desde as primeiras células eucarióticas, existentes desde há mais de dois mil milhões de anos (2.000,000.000), eles sentiram DOR, e é também a minha opinião de que a sentiam mesmo antes. «Sem nenhum tipo de DOR a vida não existiria!!!» (frase que eu assumo…) , desde os primeiros seres vivos de há 2.700 milhões de anos. O LUCA (Last Universal Common Ancestor – Último Ancestral Comum Universal). Faz já um pouco mais de 600 milhões de anos com os seres multicelulares, e levou 200 milhões de anos para aparecerem os mamíferos.

SENTIR DOR faz parte de toda a evolução. As primeiras células, mesmo antes de tudo, tiveram de reagir para sobreviver, embora longe de ser o que hoje chamamos DOR, mas sentiam um incómodo (e o desconforto é uma forma de dor).

Por exemplo: uma pequena alteração no pH do ambiente onde foram geradas, ou a falta da humidade necessária, ou a presença de oxigénio (que era venenoso e agora é vida…).

Foi um exercício gigantesco para superar e conseguir nesses muitos milhões de anos, a existência de vários milhões de espécies animais e vegetais que hoje temos. Isto não teria acontecido sem uma sensação de DOR ou desconforto !!!

Ao longo da evolução foram-se formando tanto a anatomia como a fisiologia, que inclui as acções e reacções ao ambiente externo.

O aparecimento da Genética Molecular foi fundamental para a compreensão da evolução. O ADN é uma molécula longa composta por uma cadeia dupla, com unidades alternadas de açúcar e fosfato. Cada unidade de açúcar é uma das quatro bases de ADN. A cadeia pode dividir-se em duas partes, e cada metade pode sintetizar o complementar. Entre todo este complexo pode determinar-se a mensagem genética da molécula do ADN, dito assim, muito resumidamente. E para iniciar ou finalizar a mensagem, há um trio que indica um início ou um final.

Com o conjunto das mensagens consegue-se um código genético universal. (O que prova a origem comum de todos os organismos vivos…).

Quando existe uma alteração deste código, ou é anulado se não há condições para sobreviver e superar os outros, ou bem que de um modo caótico pode servir para torná-lo mais adaptável ao ambiente ou que se reproduza melhor, o que, ao longo de milhares de anos, leva ao nascimento de uma nova espécie.

A mudança genética que transformasse um ser, na sua base fisiológica, num animal que não chegasse a sentir dor, esta “vantagem” aparente levaria à sua extinção antes de se transformar numa nova espécie.

Os touros de lide são bovinos, e só os utilizam em touradas há apenas um par de centenas de anos, sendo impossível a existência de uma modificação genética, que requer milhões de anos, e assumindo excepcionalmente de que a ausência de DOR fosse imprescindível para a sobrevivência deles (?).

O título da obra de Charles R. Darwin refere a evolução das espécies por selecção NATURAL, e é ainda acrescentado ao títuoo original em Inglês: «On the origin of Species by Means of Nature Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Stuggle for Life» (Sobre a origem das Espécies através da Selecção Natural, ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida).

Onde já no título se indica que só evoluem as espécies que resistem às transformações da vida…

Evolução que não teve, nem poderia ter, a raça de touros de lide.

Portanto, eles sentem DOR, como todas as demais espécies existentes, e também as já desaparecidas.

JCR

Fontes:

http://www.derechoanimal.info/esp/page/4031/la-genetica-y-la-evolucion-confirman-que-los-toros-de-lidia-sienten-dolor

http://www.derechoanimal.info/images/pdf/Jaume-Camps-Rabada.pdf

Fonte: Arco de Almedina

 

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Veterinarios americanos confirman el sufrimiento del toro en la lidia.

La Human Society Veterinary Medical Association, envía una carta al Parlamento de Catalunya, dejando constancia de su convencimiento de que el gran sufrimiento que el toro padece durante la lidia.

La carta original:

La asociación de veterinarios, Humane Society Veterinarian Medical Association (HSVMA), ha entregado una carta al Parlamento de Cataluña en la cual declaran que una corrida de toros es un evento brutal en el que los receptores de dolor del toro son constantemente estimulados

Consternados por el hecho de que afirmaciones que no pueden ser escrutadas por la comunidad científica puedan influenciar una decisión del Parlamento de Cataluña sobre las corridas de toros, el HSVMA, junto con distintas autoridades en el campo de la veterinaria y de la ética animal, instan al Parlament de Cataluña a no tomar en cuenta declaraciones que sugieren que el toro no sufre considerablemente durante la corrida de toros.

El Parlament de Cataluña tiene previsto votar sobre una Iniciativa Legislativa Popular para la abolición de las corridas de toros en esta Comunidad Autónoma el día 28 de Julio. El Dr. Illera, un veterinario de Madrid, ha comparecido delante de la Comisión de Medio Ambiente del Parlamento catalán en defensa del mantenimiento de las corridas de toros, haciendo algunas declaraciones que podrían sugerir que el toro no sufre durante la corrida.

Citando referencias publicadas de la literatura científica, el HSVMA y los expertos en comportamiento animal indican que “la evidencia de que los bovidos son capaces de experimentar el dolor y el sufrimiento es abrumadora”.

El HSVMA advierte que “la afirmación de que la percepción del dolor puede ser amortiguada a través de una selección artificial es una aserción muy seria, que de ser una afirmación falsa llevaría indudablemente a un sufrimiento animal sustancial”. La carta prosigue indicando que “el trabajo del doctor Illera y su equipo que pone en duda el dolor en las corridas todavía no ha aparecido en una publicación internacional respetable” -y que- “El conjunto de este trabajo de investigación no tiene el peso ni la profundidad que puedan servir de base a ningún tipo de decisión parlamentaria sobre las corridas de toros”.

Entre los expertos que firman la carta están los renombrados Dr. Jim Reynolds y Dra. Peggy Larson; el Dr. Reynolds, antiguo presidente de la Association of Bovine Practitioners Animal Welfare Committee, el cual asesora en proyectos de bovinos en el campo internacional; la Dra. Peggy Larson, que fue directiva veterinaria médica en el Departamento de Agricultura de Estados Unidos y que ha participado en inspecciones de bienestar animal, incluyendo el uso de toros en espectáculos.

La carta concluye afirmando que estos expertos creen que “los toros destinados a la lidia, como el resto de bovinos, sienten dolor y sufren en la arena de la plaza”, y que esta “opinión se basa en la ciencia irrefutable de la anatomía, la fisiología y la neurología que gobierna los receptores del dolor en la piel y los músculos de los bovinos”.

El HSVMA, así como el resto de destacados veterinarios y profesionales del trato ético a los animales que firman esta carta son el 4º grupo de veterinarios y expertos que hace una declaración pública en contra de las corridas de toros. La Asociación de Veterinarios Abolicionistas de la Tauromaquia (AVAT) de España, el Colectivo de Veterinarios Opuestos a la Corrida, de Francia, y la Facultad de Ciencias Biológicas de la Universidad de Valencia ya han hecho declaraciones públicas que instan a los gobiernos a que prohíban las corridas de toros por ser estas prácticas inaceptablemente crueles.

Fonte: http://old.kaosenlared.net/noticia/veterinarios-americanos-confirman-sufrimiento-toro-lidia

El sufrimiento del toro en la lidia: Lesiones anatómicas, alteraciones metabólicas y neuroendocrinas

 

Dedico este artigo ao fajuto veterinário:

Está na hora deste falso veterinário aprender com quem sabe. Está na hora deste falso veterinário aprender com quem sabe, com quem é mesmo veterinário, com quem cumpre totalmente o código deontológico veterinário e calar-se para sempre, como se tivesse morrido!!!

***

Gracias señora presidenta, señores diputados, organizaciones y público asistente.
El título de mi comparecencia es:
El sufrimiento del toro en la lidia: Lesiones anatómicas, alteraciones metabólicas y neuroendocrinas (Reducido).
Los argumentos taurinos para defender la fiesta se vieron incrementados en el año 2007 gracias a la aparición de una hipótesis en la que se cuestionaba el sufrimiento del toro durante la lidia. El estudio fue realizado por veterinarios de la facultad de veterinaria de Madrid, y tuvo y tiene amplio eco entre los defensores de la tauromaquia.

Lo que les voy a plantear hoy, en ésta mi comparecencia, son una serie de datos objetivos que aparecen en numerosos trabajos, muchos de ellos llevados a cabo por veterinarios de plazas de toros y publicados en libros y revistas científicas.

Una vez escuchada mi exposición, deberán ser ustedes los que decidan si el toro bravo es un animal adaptado para la lidia, que ha nacido para morir en un ruedo, y lo que es más importante, si dicho espectáculo supone maltrato, dolor y sufrimiento para el animal, y que por tanto sería susceptible de ser prohibido en la Comunidad Autónoma de la que ustedes son diputados, a través de la modificación del artículo 6º de su Ley de Protección Animal.

La lidia consta de una serie de tercios en los que el toro es picado, banderilleado, y herido de muerte con el estoque, siendo posteriormente descabellado y apuntillado.

La puya es un arma metálica cortante y punzante que consta de 6 cm de cuerda encolada y 2.5 cm de púa piramidal tan afilada en cada una de sus aristas como la hoja de un bisturí. Va provista de un tope cilíndrico que debería impedir que entrara en el cuerpo del animal más de esos 8.5 cm.

Son muchos los estudios anatomopatológicos que se han desarrollado sobre cadáveres de toros lidiados para determinar las lesiones que provocan.

Los cánones taurinos marcan como lugar “ideal” para la realización de esta suerte, la zona anatómica conocida como morrillo, que se sitúa en el cuello entre la 4ª y 6ª vértebra cervical, lugar donde asienta una gran masa muscular responsable junto a determinados ligamentos de los movimientos de extensión de la cabeza. Como podrán ver y saber a continuación esto casi nunca es así.

En todos, absolutamente todos los estudios consultados al respecto, se reconoce que los puyazos suponen, entre otras cosas, un gran daño neurológico para el toro.

En más del 70% de los toros estudiados, se ha determinado que las puyas son clavadas en zonas muy posteriores a la indicada como “ideal”. Las lesiones descritas afectan a más de 20 músculos, sin contar los intercostales y costales. Todas estas estructuras son necesarias para la movilidad del tercio anterior de animal, los movimientos del cuello, y de la cabeza, y para la función respiratoria. Pero no son sólo los músculos, tendones y ligamentos los que son seccionados, sino también importantes venas, arterias, y nervios

Los resultados indican que la profundidad media de los puyazos es de 20 cm, habiéndose encontrado trayectorias de hasta 30 cm. Se sabe que una sola vara puede abrir hasta 7,4 trayectorias diferentes.

Se reconoce que las puyas provocan fracturas de apófisis espinosas y transversas de vértebras, fracturas de costillas, y de sus cartílagos de prolongación, y que pueden perforar la pleura y el pulmón, dando lugar a neumotorax. Del mismo modo son inevitables las lesiones de la médula espinal, las hemorragias en el canal medular, y la lesión de nervios tan importantes como el plexo braquial (que se ocupa de la inervación de las extremidades anteriores), y de las ramas dorsales de los nervios espinales que se encuentran paralelos a la médula.

Las pérdidas de sangre que sufre un toro en la suerte de varas son algo contradictorias, oscilando entre el 8 y el 18% de su volumen sanguíneo. Un toro de 550 kilos perdería entre 3 y 7 litros de sangre tras los puyazos.

Las banderillas, que se clavan en número de seis, llevan en su extremo un arpón de acero cortante y punzante, que en su parte visible será de una longitud de 4-6 cm. Desgarran muchas de las estructuras anatómicas lesionadas con anterioridad por las puyas, y producen lesiones en unos 10 cm alrededor de donde han sido insertadas, aumentando la pérdida de sangre en el animal.

El estoque, una espada curvada de 80 cm de largo, debería lesionar o secciónar los grandes vasos que asientan en la cavidad torácica, es decir, la vena cava caudal y la arteria aorta posterior.

Lo que sucede con más frecuencia es que el estoque lesiona cordones nerviosos laterales a la médula, lo que provoca la desconexión de todo el aparato motor de la caja torácica, lo que añadido a la gran lesión del pulmón derecho, da lugar a una dramática dificultad respiratoria. La sangre pasa del pulmón a los bronquios, de allí llega a la traquea, y sale al exterior por la boca y la nariz.

En otras ocasiones se atraviesa el diafragma, lo que va a producir una parálisis por lesión del nervio frénico; la lesión del nervio frénico puede determinar compromiso de la función diafragmática con insuficiencia respiratoria.

Se dan casos en que las estocadas son tan traseras que pueden llegar a penetrar en el hígado y la panza.

En otras ocasiones veremos unos pequeños hilos de sangre en la boca y en la nariz. Esto sucede cuando el estoque ha tocado la parte más externa de los pulmones y el toro se traga su propia sangre.

En 57 corridas estudiadas (342 reses) tan sólo el 20% de las estocadas lesionaron la vena cava caudal.

En el año 2003 se publicó un estudio en el que tras el análisis de 434 toros se certifica la presencia de émbolos en el tejido pulmonar y hepático en un alto número de animales, que se atribuyen a la irrupción de la espada en la región intratorácica, órganos intraabdominales, así como en las estructuras vasculares.

La lidia concluye con el descabello y la puntilla.

El descabello se realiza con una espada similar al estoque, pero que lleva un tope de 10 cm. Su misión es lesionar y seccionar la médula espinal entre la 1ª y 2ª vértebra cervical.

La puntilla se le da al toro con un cuchillo de 10 cm de hoja, que una vez introducido en el espacio occipito-atlantoideo secciona el bulbo raquídeo, provocando la parálisis general del animal con disminución de la presión arterial. Los movimientos respiratorios se van paralizando y la sangre circulante, cargada de CO2, produce hipoxia en el encéfalo. Se dice que provoca la muerte instantánea del toro, pero no es cierto, ya que va a dar lugar a la la muerte por asfixia. Algunos animales presentan durante algún tiempo después reflejos que son compatibles con la vida. La puntilla está prohibida en todos los mataderos de la UE por considerarse un método cruel de dar muerte a un animal.

Pero no son sólo éstos los datos que les puedo aportar para demostrar que la lidia es un acto cruel de maltrato animal, con una profunda repercusión en las constantes vitales del toro, lo que demuestra el sufrimiento físico y psíquico a que es sometido.

En estudios realizados para determinar las alteraciones metabólicas que sufren estos animales queda patente su incapacidad para adaptarse a la misma.

32 parámetros sanguíneos han sido estudiados en cientos de toros lidiados y dados muerte en la plaza. Todos estos valores sufrieron importantes modificaciones en un espacio de tiempo relativamente corto, el que dura la lidia, y todas las alteraciones, tanto a la alta como a la baja, pueden ser consideradas como patológicas. Estos animales presentan graves alteraciones hepáticas, renales, del equilibrio ácido básico, del recuento de células sanguíneas, y de sus valores hormonales. En el dossier que se les ha entregado tienen una amplia información al respecto.

Estas analíticas revelan un grave estado de hemoconcentración y deshidratación por la pérdida de fluidos que experimenta el animal.

La presencia de un pH ácido en la sangre en el 93,5% de los toros analizados, demuestra un estado de acidosis metabólica que podemos considerar como grave. Un pH sanguíneo bajo significa que la sangre contiene demasiado ácido, lo que es perjudicial para las células del organismo. El origen de este estado patológico hay que buscarlo en el sobreesfuerzo que supone la lidia, para la que el toro no está preparado.

También ha sido merecedora de estudio la función respiratoria del toro durante la lidia, mediante la medición de gases sanguíneos (gasometría). De estos trabajos podemos deducir un gran sufrimiento.

Las mediciones incluyen la presión parcial de oxígeno (PO2), la presión parcial de dióxido de carbono (PCO2), el pH, el bicarbonato (HCO3-), el dióxido de carbono total (TCO2), el exceso de bases (EB), y la saturación de oxígeno (sO2).

Los valores obtenidos después de la lidia demuestran la incapacidad de los pulmones para eliminar el CO2 que se está produciendo, disminuyendo la presión parcial de oxígeno (PCO2) y aumentando la presión parcial de dióxido de carbono (PO2). Una muestra más de la incapacidad del toro para adaptarse al castigo a que es sometido.

Según el taxidermista de la plaza de toros de Las Ventas, el 60% de las cabezas de toros sobre las que ha trabajado, presentan fisuras o fracturas de cráneo. Un conocido crítico taurino, se refirío a esta circunstancia como el “crimen del estribo del picador”

Un estudio realizado sobre más de 6000 toros revela un gran número de lesiones oculares que sufren estos animales durante la lidia, en el desembarco del camión, o durante la espera previa a su salida a la plaza. En un 23% de ellos, se encontraron úlceras de córnea, desprendimientos de retina, luxaciones y subluxaciones de cristalino, fractura del borde orbitario en el arco superciliar, y hemorragias intraoculares.

Incidiendo en el estudio al que he hecho referencia al comienzo de mi exposición, y en el que nada se dice de todas las alteraciones orgánicas y anatómicas que he descrito, les haré una serie de puntualizaciones con respecto a las afirmaciones que en él se hacen, y que concluyen minimizando el sufrimiento, el estrés y el dolor que padece el toro durante la lidia, y transformándolo en un animal adaptado para tal fin.

El estrés es la “situación de un individuo o de alguno de sus órganos o aparatos, que, por exigir de ellos un rendimiento superior al normal, los pone en riesgo de enfermar”, es decir, una verdadera amenaza para la homeostasis, que es la tendencia de los organismos para mantener la estabilidad de componentes fisiológicos vitales como el pH, la temperatura corporal, los electrolitos, o la tensión de oxígeno, por lo que mantener en equilibrio sus valores en un rango estrecho es esencial para la supervivencia del individuo.

Como se puede comprobar trás el estudio de las análiticas, el organismo del toro durante la lidia no puede conseguir dicho equilibrio lo que demuestra su inadaptación a la misma.

Se nos dice que el tálamo del toro es más grande que el del resto de los bóvidos (aproximadamente un 20%), y que por ello estos animales son capaces de responder al dolor con más rapidez. Evidentemente no puedo negar esta afirmación, la de su tamaño, pero si les puedo decir que el tálamo no es el encargado de responder ante el dolor. Esta estructura neuronal situada en el centro del cerebro es la que procesa las sensaciones, propaga los impulsos y quizás los integra, pero es la corteza cerebral la que decide la respuesta que se debe producir.

Se afirma también que el toro carece de neuronas memoria, lo que haría que careciera de recuerdos en lo que respecta al dolor. La percepción del dolor requiere un reconocimiento cortical del estímulo como no placentero. Además, el dolor es una experiencia subjetiva sensorial y emocional que requiere la existencia de conciencia.

El aprendizaje, la memoria, y el comportamiento agresivo, dependen en gran medida de unas estructuras cerebrales que reciben el nombre de hipocampo y amígdala, y no del tálamo.

Cualquier mamífero tiene tres memorias: memoria sensorial que opera en un tiempo inferior a un segundo, memoria a corto plazo, que no se prolonga más allá de 15 a 20 segundos, y memoria a largo plazo. Las tres interactuan conjuntamente y se envian información, y tienen una función definida. La primera de ellas está fuera del control de la consciencia, y actua de manera autómatica y espontánea en todos los mamíferos.

En un estudio que lleva por título: “Comportamiento del toro de lidia frente al caballo y la muleta”, se puede leer: “la tienta con muleta en el toro de lidia es inviable dada la capacidad de aprendizaje de estos animales”.

Entiendo que el aprendizaje lleva aparejado el recuerdo, que se le niega al toro de lidia, y creo evidente que el toro de lidia, a lo largo de su vida, ha tenido contacto con sensaciones que le han provocado dolor, y que por tanto debe tener conciencia y memoria sobre él.

En este mismo estudio se nos dice que el toro se adapta perfectamente a la lidia, ya que el cortisol, hormona medidora del estrés determinada en toros muertos en el ruedo, presenta valores menores que el medido después del transporte, y que el de los toros que fueron devueltos a los corrales por no ser aptos para la misma, lo que hace suponer que el viaje y la salida al ruedo les estresan más que la lidia en sí.

En dos tesis doctorales, presentadas en la facultad de veterinaria de Madrid (2002, y 2006), y dirigidas por el mismo veterinario que ha hecho estas afirmaciones, se dice todo lo contrario: “los toros lidiados y dados muerte en el ruedo, presentaban niveles hormonales de cortisol más altos que los tomados como control, que son los devueltos por no ser aptos para la lidia, y se concluía que la lidia suponía un importante estrés para el toro, ante el que intenta adaptarse”.

Los estudios a los que he hecho referencia sobre las análiticas en toros lidiados, y algunos otros, demuestran que el cortisol está por encima de los valores considerados como normales, y que el toro sufre un gran estrés al ser lidiado. Ante la duda que puede se puede plantear al respecto, les diré que:

“Cuando existen lesiones en las vías de transmisión del sistema nervioso, indispensable para que se produzca una respuesta endocrina ante estímulos estresantes mediada por el sistema nervioso, dicha respuesta se puede ver amortiguada o evitada por lesiones neuronales o de la médula espinal”.

Descubrimientos muy recientes indican que las betaendorfinas podrían inhibir las descargas de los precursores hormonales que darían lugar a las descargas de cortisol. Dado que al parecer el toro durante la lidia, descarga estas sustancias en gran cantidad, podría ser ésta otra de las razones por lo que el cortisol medido no sea el esperado.

El agotamiento del toro ante la lidia (tercera fase del Síndrome de Adaptación de Selye), debe ser tenido en cuenta en las determinaciones hormonales por lo que respecta al cortisol, y deberían valorarse los numerosos daños físicos y alteraciones metabólicas que sufre el animal, y que demuestran su inadaptación.

Los análisis sanguíneos en toros lidiados indican altos niveles de potasio y bajos niveles de sodio y de cloruros, compatibles con el posible agotamiento de la glándula suprarrenal encargada de descargar el cortisol, y la aldosterona.

Y para terminar mi comparecencia haré alusión a otra afirmación que se extrae como consecuencia del estudio mencionado. En él se dice que, gracias a la gran descarga de opiáceos endógenos -betaendorfinas, y metencefalinas-, el dolor y el placer se equiparan.

Las endorfinas no tienen poderes mágicos. Todas las endorfinas descubiertas hasta hoy, son descargadas cuando hay estrés y dolor, y no se me escapa que tienen propiedades analgésicas, pero en ninguna publicación científica podrán leer que neutralizan el dolor hasta equipararlo al placer. Si así fuera: ¿que sentido tendrían los estudios sobre el dolor y cómo neutralizarlo?

El estudio de los opiáceos endógenos, y de sus receptores es todavía hoy un gran misterio para la ciencia médica, y sabiendo que se descargan en ingentes cantidades ante situaciones de estrés, de dolor, de sufrimiento, de sobreesfuerzo, de hemorragias, de desequilibrio orgánico, de insuficiencia cardiorespiratoria, y de alteraciones de la tensión arterial, como las que se producen durante la lidia, y que les he explicado, es lógico que el toro, durante la agonía a la que es sometido, no tenga más remedio que producirlas. Los estudios que demuestran lo que afirmo son numerosos, y en el dossier que se les ha entregado tienen algunos ejemplos. En muchos de ellos, se afirma que a mayor indice de endorfinas, mayor es el dolor que se siente y el estrés que se padece (Bacigalupo), e incluso en algunos estudios de medicina humana, y veterinaria, sirven para cuantificarlos. Se ha llegado a afirmar que las endorfinas descargadas en estados de estrés no tiene poder analgésico (Harbach 2007), y varios autores aseguran que las encefalinas representan el sistema modulatorio de mayor relevancia en el intento de adaptación de un organismo al estrés crónico.

Si el toro de lidia tiene esta sobrenatural adaptación para soportar el dolor, el maltrato y el sufrimiento, creo que ésta hipótesis es merecedora de un importante espacio en una publicación de caracter científico, cosa que hasta ahora no ha sucedido.

“El bienestar animal a de abordarse bajo bases científicas verdaderas. La percepción errónea de los animales como seres que no sienten y que por tanto son incapaces de sufrir, hace que se desarrollen actitudes negativas hacia ellos, que se reflejan en conductas de neglicencia, crueldad o trato irrespetuoso”.

Observen como sale el toro a la plaza, y como termina su vida, y si todavía alguien puede pensar que este animal ha sido capaz de sentir placer en algún momento de la lidia, pongo mi título de licenciado en veterinaria a disposición de los órganos colegiados que regulan mi profesión.

Terminaré citando a Sófloques que decía: “una mentira nunca vive hasta hacerse vieja”.

Muchas gracias señora presidenta y señoras, y señores diputados.

José Enrique Zaldívar Laguía.

Veterinario.