Quem sofre numa corrida de touros

ng8427507 CORNADA.jpg

Quem sofre numa corrida de touros, é o touro.

Sempre que um toureiro, ou um forcado fica ferido, ferido gravemente ou morre, é duas coisas. Primeiro, é o touro, no seu pleno direito a defender-se da crueldade que é vitima. Depois, é a lei do karma a acontecer. E ela não perdoa. Sempre que prejudicamos outro ser sensível, mais tarde ou mais cedo, retornará a nós. E de tal não escapamos. E é isso que acontece, sempre que um toureiro, ou um forcado fica ferido, ferido gravemente, ou morre.

E a culpa não é do touro.

A culpa é do toureiro, ou do forcado.

O toureiro, e o forcado, nunca são obrigados a estar numa arena de uma praça de touros, a serem cruéis para com o touro.
Mas tal não acontece com o touro.
O touro, não quer lá estar, mas é barbaramente obrigado a lá estar.

E já agora, deixo umas perguntas: quem defende a tauromaquia, se estivesse no lugar do touro a levar com umas bandarilhas no lombo, na arena de uma praça de touros, não se iria defender? Iria ficar quieto?

Pois é!
Pimenta no cu dos outros é refresco!

O touro pode ser cravado de bandarilhas, pode sentir dor, pode sofrer. Mas quem defende a tauromaquia; isso, nem pensar. Que seja o touro!

Por todas estas razões, sempre que um toureiro, ou um forcado fica ferido, ferido gravemente ou morre, não fico com pena nenhuma.

Só me preocupo com o touro, que é barbaramente torturado, física e psicologicamente, numa praça de touros. Sou sempre por ele!

Sobre o toureiro, e sobre o forcado, como diz outro ditado; quem semeia ventos, colhe tempestades!

Mário Amorim

Anúncios

MORTE NA ARENA

Esta imagem é terrível.

Nos olhos do Touro a morte espreita exactamente do mesmo modo que nos olhos do torturador de Touros.

https://i0.wp.com/c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gb507f199/20274744_BSoD4.pngRepare-se bem: a expressão é a mesma. Animal Touro e animal homem morreram na arena, com uma diferença: O Touro, com honra, porque foi barbaramente torturado, até à morte; o tauricida, desonrado, porque morreu aos cornos do Touro, que cobardemente torturou.

Obviamente não aplaudo a morte do Touro.  Também não aplaudo a morte do carrasco. Mas não serei hipócrita ao ponto de dizer que e a morte do torturador de Touros abala os meus sentimentos.

Não abala. Não sinto nada.

É terrível quando a morte de uma criatura que se assemelha a um ser humano, mas não se comporta como humano, não nos diz nada.

Pelo contrário, a expressão dolorida do Touro esmaga-me.

Esta imagem mostra-nos dois seres que já foram vivos e agora estão mortos e jazem no chão, desfeitos pela mesma morte, que os atacou de modo diferente.

Existe uma diferença brutal no modo como ambos foram mortos.

O Touro, indefeso, que não foi para a arena por sua livre e espontânea vontade, depois de barbaramente torturado, antes e durante a lide, foi morto propositadamente para gáudio de sádicos tauricidas.

O torturador de Touros, que foi para a arena por sua livre e espontânea vontade de torturar e matar um Touro, foi morto porque o Touro, muito legitimamente, reuniu as derradeiras forças para se defender do seu carrasco.

O Touro morreu com Honra. O torturador morreu sem ela.

E é isto que os sádicos aplaudem e que governantes, com cérebros microscópicos, apoiam.

Fonte: Arco de Almedina

QUE INSIGNIFICANTE É A EXISTÊNCIA DE UM TOUREIRO!

«Ponho-me a pensar…

… Que insignificante é a existência de um toureiro.

São idólatras, narcisistas, exibicionistas, sádicos, assassinos e carniceiros. Os seres inferiores aplaudem-nos pelos touros que mutilam, sangram e matam. Nos tempos de hoje, os seres superiores lançam-lhes vitupérios e cospem-lhes na cara.

Que insignificância, a de um toureiro!»

Juan Carlos Poó (escritor e fotógrafo mexicano)

POÓ.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=219837058379606&set=gm.1028623890540460&type=3&theater

Fonte: Arco de Almedina