A TOURADA, A ABJECTA PRÁTICA DE PORTUGAL, ESPANHA, FRANÇA E DE PAÍSES LATINO AMERICANOS

Touro de lide 5º

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Na Tourada, tirando o Touro e o Cavalo, não há nada de bom!
Onde está a empatia, na Tourada? -Não existe!
Onde está a bondade, na Tourada? -Não existe!
Onde está o Amor pelo Touro e pelo Cavalo na Tourada? -Não existe. Aliás, quem a defende também pensa que homem que bate na mulher, ama a mulher. Segundo a óptica deles para com o touro e para com o cavalo, a agressão de um homem à mulher, é sinal de Amor!

A Tourada, apenas serve, para que algumas famílias fiquem ainda mais ricas à custa de subsídios públicos.
No caso de Portugal, 16 Milhões de € anuais, de subsídios públicos, recheiam as contas bancárias dos algozes tauromáquicos. E é para isso, que a CRUELDADE da Tourada serve. Esse é o único motivo da sua existência. Tudo o mais que se possa dizer que contrarie esta verdade, é apenas a tentativa de atirar areia para os olhos das outras pessoas. É mais uma mentira, nas mentiras sucessivas dos Pinóquios tauromáquicos.

É uma vergonha, que em pleno século 21, Portugal continue a permitir que tão abjecta prática, ainda exista. E o mesmo para os restantes sete países!

BASTA DE TAUROMAQUIA!!!

Mário Amorim

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A PERGUNTA

Existe uma pergunta, que quem defende esta prática violenta, foge, como o Diabo foge da cruz. E é uma pergunta muito simples, que eles se recusam e responder. «E se estivessem no lugar do touro?».
Pois é.
Como diz o ditado; pimenta no cu dos outros é refresco.
Batem palmas!
Gritam viva!
Gritam olé!
Mas é o touro que lá está a sentir dor, e a sofrer.
Acham-se no direito de ir ver, e de aplaudir um outro ser ser sensível, a ser cruelmente tratado, para seu prazer sádico.
Quem tem direitos, na tourada, não é quem vai ver, e quem a aplaude. Não é quem a pratica. Quem tem direitos, são o touro e o cavalo. Têm o direito ao seu bem-estar, à sua felicidade, longe das praças de touros, no campo, na natureza.

E para terminar, volto a perguntar; «e se estivessem no lugar do touro?». «Será que gostariam de estar uns minutos no lugar do touro, na arena de uma praça de touros?»

Mário Amorim

GOSTAR DE TAUROMAQUIA SIGNIFICA SER DOENTE

Gostar de tauromaquia significa ser doente.
Para quem gosta de tauromaquia isto é duro dizer, mas é a verdade.
Por exemplo; quem gosta de ver baleias a serem mortas nas ilhas Faroe, é doente.
Então; quem gosta de ver torturar. Quem gosta de ver crueldade para com outros seres sensíveis, e aplaude o que está a ver, é uma pessoa, com problemas psiquiátricos evidentes. É uma pessoa, que não tem empatia e compaixão no coração.
Gostaria de poder sentir compaixão por quem gosta de touradas. Mas não consigo sentir compaixão, por quem não sente compaixão, para com o touro e para com o cavalo.
Não consigo sentir compaixão, por quem não se coloca no lugar do touro.
Só consigo sentir desprezo por quem gosta de ver e aplaudir o sofrimento, a tortura, física e psicológica de dois belos seres sensíveis.
O direito de quem gosta de tourada termina, quando começa o direito que o touro e o cavalo têm, de nascer, viver e morrer, em paz e sossego, no campo, na Natureza!

Mário Amorim

«CONVITE AO RECONHECIMENTO DO SENSO COMUM, DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO, AO RESPEITO PELOS ANIMAIS E À EVOLUÇÃO CIVILIZACIONAL»

Pela abolição da tourada!

Um texto assinado pelo Médico Veterinário, Dr. Vasco Reis.

Um texto que endereço aos políticos, aos deputados da Nação, ao governo português, e aos membros da igreja católica portuguesa.

Se depois de o lerem (esperamos que o leiam) continuarem a apoiar “isto”, devemos concluir que a uns e a outros falta sensibilidade e bom senso, além de sentido crítico e senso comum.

E o melhor a fazer é afastarem-se da política e da igreja.

Não servem nem para servir o País, nem Deus.

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Origem da imagem: Internet

Texto assinado pelo Dr. Vasco Reis (Médico Veterinário)

«PROPÓSITO

Espero que este seja um contributo, embora modesto, para melhor se compreender, porque são cada vez mais os indivíduos, que anseiam pelo avanço civilizacional, que seria obtido pela abolição da tourada.

A investigação e a informação científica progridem acerca da natureza, da senciência, da consciência dos animais não humanos (DECLARAÇÃO DE CAMBRIDGE DE 7 DE JULHO DE 2012). O respeito, a justiça e a ética em relação a eles impõem-se. A comunicação por escrito e em som e em imagem é frequente e está muito divulgada. O acesso à informação aumenta e está facilitado. Petições, manifestações, cartas abertas, blogues, intervenções na comunicação social, palestras, etc, informam, chamam a atenção, denunciam e exigem a solução deste grave problema, que vitima animais, prejudica valores da sociedade e indigna pessoas conscientes. 

O percurso do touro escolhido para ser toureado é pleno de sofrimento emocional, psicológico, físico, já antes da tourada (transporte em violência e claustrofobia, corte dos cornos e mais), durante a tourada (provocação, engano, esgotamento, espetar de bandarilhas/arpões e a sua retirada violenta e …), após a tourada até ser abatido, fica sofrendo ferimentos dolorosos e infectados e padecendo de mal estar, de acidose sanguínea, de esgotamento, de depressão. 

O cavalo de toureio tem um treino duro para se tornar transportador e protector do cavaleiro, que o incita a enfrentar o touro com a acção de esporas (que o magoam e, frequentemente, o ferem no ventre) e que o comanda com rédeas e ferros na boca (que sempre o magoam e frequentemente o ferem – língua e gengivas), com barbela (magoa a mandíbula) ou se for com hackamore/serrilha, o magoa no chanfro. O cavalo é um animal que, naturalmente, foge veloz do perigo. Na tourada é stressado ao ser obrigado a enfrentá-lo (sucedem síncopes), extenuado e arrisca ferimentos mais ou menos graves e até mortais.

Note-se, que não é fácil acreditar no proclamado amor dos tauromáquicos pelos touros e cavalos, não só porque o vínculo se nota mais na tourada, que mais parece uma manifestação de ódio, um exemplo de castigo brutal. Mas durante toda a vida dos touros, eles são sempre mantidos longe do carinho dos humanos.. Os pastores mostram-se sempre munidos de assustadores e castigadores varapaus com alguns bons metros de comprimento. Assim se cultiva a desconfiança e antipatia do touro pelo homem, essencial para o ataque do touro na praça, a fúria do qual cresce ao ser espetado. Embora isso não suceda nas corridas com VELCRO, elas são detestadas pelos artistas e aficionados, porque os touros sem a dor provocada pelas farpas, ficam mais mansos. Mas pode acontecer que algum artista falhe o velcro e crave a bandarilha no touro. Também já meteram picos debaixo do velcro para magoar e irritar o touro picado indirectamente com a pressão da farpa sobre o velcro. Mas foram multados por fiscais nos Estados Unidos. Em Portugal talvez não se descobrisse porque a fiscalização é fraca….

Se olharmos, em contraste, para imagens disponíveis no YOUTUBE do relacionamento entre o touro FADJEN e o seu amigo, salvador, cuidador CHRISTOPHE THOMAS (Rennes, Bretanha, França), notamos que confiança, amizade, espírito e prática de brincadeira e gosto por carícias são constantes. Os touros são herbívoros de comportamento pacífico, desde que não sejam provocados, invadidos no seu território ou agredidos.

A FAVOR E CONTRA

São dois os grupos em números mais ou menos flutuantes, que se opõem: o dos aficionados e interessados  na tauromaquia e o dos abolicionistas da tourada. À margem destes, existe uma multidão de pessoas pouco interessadas ou pouco sensibilizadas para o assunto. 

Não basta afirmar-se simplesmente a pertença a um grupo ou ao outro. Interessa avançar repetida/educadamente com argumentos claros na defesa das posições próprias e na contestação das adversárias. Se isso não vai fazer abandonar/mudar de posição aos mais obstinados, certamente, vai ser captado por indecisos e vai fazê-los reagir e optar. Vale a pena, como ESTRATÉGIA fundamental, deste modo informar, insistir, repetir e nunca desistir! 

A Internet pode ajudar a compreender a matéria complicada e interessante que segue, ou seja COMO SE FORMA CONHECIMENTO E SE ADQUIREM CONVICÇÕES, etc. Acompanhemos teoricamente:

O cérebro, órgão muito complexo, cujo funcionamento vem sendo estudado por neuro cientistas tem uma enorme capacidade e não suporta o vazio, a inactividade. Desde a mais tenra idade capta e armazena estímulos vindos do exterior ou do próprio corpo através de circuitos nervosos. Estes são constituídos por células nervosas (neurónios), em parte alongadas, que comunicam entre si através de prolongamentos (dendrites). Os pontos onde as dendrites de neurónios contactam são as sinapses. Estímulos nervosos, experiências, mensagens, comunicação de conceitos que se repitam, como que vão “treinando” as sinapses que passam a permitir a passagem destes estímulos mais rapidamente em direcção aos centros nervosos. Devido à repetição, vão sendo armazenados nos locais de registo da memória progressivamente com maior intensidade e como que os “impregnam” mais fortemente. De uma maneira geral, quanto mais jovem for o cérebro atingido, mais forte e perene é a ideia ou a convicção formatada. Por isso, a sabedoria popular e o educador  reconheceram, que “de pequenino se torce o pepino”. 

A PROPÓSITO

Também por isso, os transmissores da coisa tauromáquica tratam de levar as crianças, apesar da proibição legal, às touradas e de os impressionar com o elogio e o aplauso da tourada, aproveitando a falta infantil de espírito crítico.

É de enorme importância contrariar esta “endoutrinação” e INFORMAR E SENSIBILIZAR OS JOVENS, nomeadamente nas escolas,  para a senciência e consciência dos animais e para os seus direitos e o respeito que lhes é devido.

E, quanto mais tarde se tentar substituir a ideia ou a convicção por outro conceito, mais difícil isso se torna.  

Mas a evolução é possível, como o demonstram os casos de ex-aficionados (que foram desde criança influenciados e “formatados” para serem admiradores da tourada) mas que passaram a abolicionistas convictos, como vai acontecendo com imensas pessoas, eu incluído.

ANIMAIS HUMANOS E NÃO – HUMANOS

– Sumaria e simplesmente, pode tentar abordar-se o assunto muito complexo que é o mundo dos animais, do seu organismo, da sua vida e dos seus comportamentos. 

Touros, cavalos, cães, por exemplo, possuem grandes semelhanças na forma como os seus organnismos funcionam. 

Emoções e sentimentos como a) desconfiança, temor, aflição, irritação, fúria, ódio, por um lado e b) confiança, satisfação, amizade, amor, por outro, fazem parte da vivência de seres vivos animais humanos e não humanos  e são comuns às várias espécies.

Sensações como prazer e dor e outras, são-no igualmente.

Tudo isto faz parte da vida e tudo isto é indispensável para que os animais consigam viver e sobreviver, nomeadamente, para que evitem e se afastem do que é estranho, ameaçador, que possa magoar, que possa ferir. 

A percepção de sensações, emoções e sentimentos e a actividade dos animais acontece em corpos vivos formados por aparelhos e sistemas, órgãos, glândulas, que funcionam de maneira desejavelmente harmoniosa, cujo estudo é feito na anatomia e na fisiologia. O sistema nervoso é fundamental para receber, transmitir, trabalhar, interpretar, guardar nos registos da memória e reagir com resposta aos estímulos vindos do exterior ou do próprio corpo. Ele comanda, condiciona e permite o comportamento dos animais/espécies .

Hormonas (“emissárias”) segregadas são essenciais  e algumas são de grande importância na actividade do sistema nervoso, na resposta a estímulos e na qualidade de sensações, sentimentos e emoções.

Neste sentido, há quatro substâncias químicas naturais nos organismos, geralmente definidas como o “quarteto da felicidade”: endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina. A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro Habits of a happy brain (“Hábitos de um cérebro feliz”, em tradução livre), explica que “quando o cérebro emite uma dessas substâncias, o indivíduo sente-se bem”. As endorfinas são consideradas a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural. Descobertas há 40 anos, as endorfinas são uma “breve euforia que mascara a dor física”, classifica Breuning. Elas são segregadas na hipófise, situada na base do cérebro.

Cortisol é uma hormona corticosteróide da família dos esteróides, produzido pela parte superior da glândula supra-renal directamente envolvido na resposta ao stress. Tem três acções primárias: estimula a digestão de 1) proteínas, 2) gorduras e 3) providencia a utilização da glicose (açucar) pelo fígado. Considerado a hormona do stress, activa respostas do corpo ante situações de emergência para ajudar a resposta física aos problemas, aumentando a pressão arterial e o açúcar no sangue, propiciando energia muscular. Ao mesmo tempo todas as funções de recuperação, renovação e criação de tecidos  são paralisadas e o organismo concentra-se na sua função de obtenção de energia . Uma vez que o stress é pontual, superada a questão, os níveis hormonais e o processo fisiológico volta a normalidade, mas quando este se prolonga, os níveis de cortisol no organismo disparam (Enciclopédia Médica Ferato).

A PROPÓSITO

– A tauromaquia não se livra, obviamente, da fama de ser eivada de crueldade e a tourada de ser um espectáculo de tortura. Na tentativa de se mascararem de menos famigeradas e de branquear a escura realidade, argumenta-se e avança-se com fantasias, falácias, ficções científicas, mentiras.

Nesse sentido, são muito invocadas por aficionados, como bóia de salvação da reputação da tourada, afirmações feitas por um professor da Faculdade de Medicina Veterinária de Madrid como resultado de uma série de investigações (?) feitas a partir de material colhido de touros antes (em vida) e depois da corrida (dos respectivos cadáveres). Pretende o professor 1. que o touro é o animal fora de série seleccionado/criado pelo homem, que na lide reage com secreção de uma quantidade tão grande de endorfinas, que pouca DOR sente pelos terríveis ferimentos causados.

Afirma, também, 2. que a concentração da hormona do stress, o cortisol, é maior durante o transporte (amostra retirada em vida) do touro, do que após a lide (retirada do cadáver). Esquece-se o dito senhor, que 1. o cortisol é alterado pelo processo da morte deixando de estar presente, e 2. a sua produção pode ser esgotada antes de a lide terminar.

Magistralmente contra argumentado e corrigido tudo isto, tem o Dr. José Enrique Zaldivar Laguia, presidente da AVATMA espanhola (ASOCIACIÓN DE VETERINARIOS ABOLICIONISTAS DE LA TAUROMAQUIA Y MALTRATO ANIMAL), certamente, o mais competente, activo e reputado médico veterinário conhecedor de tauromaquia, tourada, touros e cavalos.  

Apesar da grande pressão exercida pela muita aficion e pelos poderosos representantes da indústria tauromáquica espanhola, tais afirmações e investigações do professor Carlos Illera, nunca foram referenciadas em qualquer publicação científica, pois não se aceita a metodologia utilizada e não se aceita a veracidade das afirmações, mesmo por muito que o ganadeiro Joaquim Grade, que estudou medicina veterinária, se esforce por fantasiar alegorias estranhas, que alguma comunicação social, ainda publica. 

O que estes protagonistas aparentam pretender é encobrir a cruel realidade da tourada!

PAÍSES ONDE A TOURADA É LEGAL são: Espanha, Portugal e França (sul), na Europa; México, Colômbia, Venezuela, Equador, Costa Rica e Peru, na América Latina; Filipinas e Estados Unidos e Canadá (por influência de emigrantes). Espanha foi a inspiradora!

Consta que são 44 os concelhos que defendem a tourada, ou seja 1/7  do número total dos concelhos do país.

Portugal tem 308 concelhos, 278 no continente, 11 na Madeira e 19 nos Açores.

Não se pode afirmar que seja uma tradição geral do país, ao contrário do que aficionados pretendem!

Em Portugal existem mais de 70 Praças de Touros fixas, a grande maioria delas pertencem às Santas Casas da Misericórdia, a principal instituição de solidariedade social em Portugal, ou outras IPSS (Instituições Públicas de Solidariedade Social), destinando-se a maior parte das rendas dessas praças a financiar a actividade dessas instituições.  Não têm misericórdia para os animais vitimados nas touradas!

A praça de toiros que mais espectáculos taurinos realizou em 2016 foi Albufeira, no Algarve, com 27 espectáculos, seguida de Lisboa com 14 e Vila Franca de Xira com 11. 

Em ALBUFEIRA, ALGARVE, PORTUGAL vamos actuando com manifestações e com mensagens do teor como segue:

Em Albufeira fazemos apelo à manifestação contra as touradas por causa do maltrato exercido sobre touros e cavalos, animais sencientes, conscientes, inteligentes, que experimentam sensações, emoções e sentimentos semelhantes às dos seres humanos. 

Qualquer pessoa relativamente bem informada, consciente e sensível, sabe que tourada implica enorme sofrimento para touros e cavalos (eu presenciei isso como médico veterinário municipal de serviço em touradas durante três anos na Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores). 

Indigna pessoas conscientes e compassivas, tem impactos sociais negativos e também na reputação de portugueses e de Portugal.

Por isso, a tourada deve ser abolida!Trata-se de se decidir pela ciência e pela ética e de repudiar uma tradição cruel.

A praça de touros de Albufeira é a que organiza o maior número de touradas em Portugal, espectáculos de tortura para atrair turistas usando, sem escrúpulos, de PUBLICIDADE ENGANOSA (mentindo: “que se trata de uma brincadeira com  animais, que não são mortos e que é uma tradição cultural famosa dos portugueses, etc”). São bastantes as empresas ligadas ao turismo que são cúmplices do lobby tauromáquico na atracção de espectadores, na venda de bilhetes e na obtenção de lucros à custa de sofrimento psicológico e físico, de ferimento, de sangue, de exaustão seguidos da morte de animais inocentes. Constitui isto um péssimo cartaz publicitário e uma vergonha para Albufeira, para o Algarve e para Portugal.

Admiramos a solidariedade das pessoas que actuam em manifestações contra a tauromaquia. Oxalá que sejam muitas as que podendo fazê-lo, realmente o façam.

É que o protesto público, manifestação, demonstração ou como se deva designar é muito eficaz para despertar consciências, informar, provocar reflexão e ajudar à evolução.

Serve para demonstrar que muitas pessoas abominam o sofrimento de pessoas e de animais nãohumanos. Ajudam, ainda e assim também, a salvar a honra do “convento português”.

Serve para lembrar a políticos que é preciso actuar e fazer evoluir o país no sentido do respeito pelas pessoas e pelos animais nãohumanos e pela cultura verdadeira.

O voto deverá premiar as atitudes políticas positivas.

Esperamos também a presença de políticos capazes de demonstrar a sua posição.

E, muito salutar para a nossa consciência, é a recompensa de uma missão generosa, cumprida na companhia de grandes seres humanos a favor de seres nãohumanos, que devem ser deixados em paz.

Esses grandes seres humanos abolicionistas têm sido também muitos estrangeiros que residem ou visitam Portugal e que demonstram o seu repúdio pela tortura tauromáquica.

Não temos dúvidas que imensos portugueses são contra a tauromaquia.

Um BRAVO SOLIDÁRIO a quem tem a possibilidade de se manifestar contra a exploração e massacre de animais e o faz. Comprova possuir consciência, compaixão, sentido de ética, convicção, coragem, frontalidade, espírito de missão, disponibilidade. 

Se não conseguir convencer de imediato ignorantes ou empedernidos, aficionados e outros, talvez os faça pensar e demonstra ali a quem passa e aos MEDIA, ao país e ao mundo, que se está contra esta tortura.

Manifestações são ponto de encontro de gente solidária e generosa e fortalecem e elevam o espírito de missão. 

Contribuem e muito para o despertar de consciências e para a evolução de mentalidades.

Vamos a Albufeira protestar contra o espectáculo vergonhoso para Portugal de tortura de touros e de cavalos. 

 Não queremos mais a tortura de animais nesta praça, não queremos mais a tortura de animais em Portugal!

Ponto de encontro: Rotunda da Corcovada.

Tragam cartazes, apitos, megafones.


Observação: Não são toleradas ofensas, pelo que este protesto é uma manifestação contra práticas e não contra pessoas.

A tourada não é a causa mais poderosa do sofrimento animal, mas o sofrimento que provoca torna-se mais ostensivo e impressionante, porque é ESPECTÁCULO e acontece antes, durante e depois de um espectáculo anunciado, divulgado, presenciado, retransmitido e é, por isso, mais notado. É vergonhoso que seja legal um espectáculo de tortura, como é o caso! 

REFERÊNCIAS 

Em todo este texto apresento opiniões apoiadas em estudos e experiências pessoais, não apenas profissionais, e ainda a partir de outras fontes de informação na Internet, Wikipédia, que considero fidedignas.  

ADMIRAÇÃO

Tenho grande admiração e amizade por quem luta pelos direitos dos animais. São uma parte boa da humanidade, Mas é tremenda a admiração que tenho por este blogue, que recomendo a toda a gente, que deseja estar a par do que se vai passando e que gosta de uma opinião oportuna, crítica, certeira e sem cerimónias. Obrigado PRÓTOURO. Boa continuidade!

Prótouro | Pelos touros em liberdade – WordPress.com

APOIANDO O ATRASO E EVITANDO A EVOLUÇÃO ESTÃO:

A maioria dos deputados da AR que vota favoravelmente para o lobby tauromáquico questões que lhe digam respeito. Quão lastimável. Quão retrógrado! Quão medíocre!

 A RTP, transmitindo algumas touradas, espectáculos violentos onde animais são submetidos a grande sofrimento emocional e físico e até organizando, pelo menos, 1 tourada anual. Que péssima prestação de serviço público. Que mediocridade de mentalidade.

Indigna e revolta a permissividade, o laxismo, a indiferença com que se deixa acontecer a presença de crianças (em desrespeito da lei) no espectáculo violento e sanguinário da tourada, o que não pode ser considerado educativo, mas antes prejudicial para a formação saudável da personalidade. A explicação que foi dada pelo organismo estatal competente, a GNR de Albufeira foi que se autorize, se estiverem acompanhados. 

Dá para compreender qual é o efeito protector ou acontece aqui uma cumplicidade para a formação de novos aficionados?

Entidades que pouco alcançam ou que não são respeitadas

Instituto de Apoio à Criança (IAC) é uma Instituição Particular de Solidariedade … da infância em Portugal, assim como colabora com instituições congéneres.

Comissão de Protecção de Crianças e Jovens – CPCJ – é (nos termos do disposto na Lei 147/99, de 01 de Setembro) uma Instituição Oficial não Judiciária com Autonomia Funcional.

Esta entidade visa promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr termo a situações susceptíveis de afectar a sua segurança, saúde, formação, educação e/ou desenvolvimento integral.

A Declaração dos Direitos da Criança foi proclamada pela Resolução da Assembleia Geral 1386 (XIV), de 20 de Novembro de 1959.

Tem como base e fundamento os direitos à liberdade, brincar e convívio social das crianças que devem ser respeitadas e preconizadas em dez princípios.

É a Declaração que defende os direitos das crianças, que não devem ser desrespeitados por nós.

APELO FINAL AOS AINDA AFICIONADOS::

Vocês estão do lado errado no respeito pelos nossos companheiros não humanos mas que são, também, sencientes e conscientes. Deixem de os provocar e de lhes causar sofrimento. Há outras maneiras de actividade e de diversão não causadoras de sofrimento. É mais saudável e mais agradável.

Imensas pessoas que foram aficionadas já passaram a abolicionistas. Eu também, há pouco mais de 33 anos e sinto-me melhor. Até me tornei vegano há já 13 anos. Sinto-me bem física e moralmente.

Com certeza que serão bem vindos, se a vossa mudança for sincera. Os aficionados estão a ficar isolados, pois o fim da tourada está para breve. Não vale a pena estrebuchar. Até breve!

Espero ser insultado, gozado, ameaçado e tal. Mas, paciência! E que “tudo vale a pena, se a alma não é pequena”!

Acredito, que as pessoas possam sempre evoluir. Oxalá!

Vasco Reis

Médico veterinário aposentado,

Aljezur 

membro de

AVATMA (ASOCIACIÓN DE VETERINARIOS ABOLICIONISTAS DE LA TAUROMAQUIA Y MALTRATO ANIMAL) de Espanha

COVAC (Collectif des Vétérinaires pour l’Abolition de la Corrida) de França

AVAT – Portugal (Associação de Veterinários Abolicionistas da Tauromaquia).

Fonte: Arco de Almedina

 

«TOURADA NÃO MOVE PESSOAS NOBRES»

Porque já estou farta de tanta estupidez e tanta ignorância, pensei seriamente em abandonar esta Causa.

Porém, numa viagem que fiz por estes dias, passei por um prado à beira da estrada, onde vários magníficos bovinos pastavam tranquilamente, como é da natureza deles. Observei-os, por uns momentos, tão indefesos, à mercê de indivíduos que ainda não evoluíram.

Então, ao imaginar que alguns deles estão destinados a ser barbaramente torturados numa arena, para que um bando de sádicos se divirtam, fui invadida por um sentimento profundo e estranho, que me fez recuar. Não, não posso abandoná-los a um destino tão bárbaro. Infelizmente, eles ainda precisam da minha voz, para gritar por eles, porque os BRUTOS andam por aí, apoiados por governantes que também ainda não evoluíram…

TOURO.jpgFonte da imagem:

A tourada é uma hipocrisia nacional

(…) A crueldade tem muitas vertentes económicas e a gente não aceita a crueldade. (…) A minha ideia de civilização e a minha ideia da evolução dos costumes não passa nem pela violência entre marido e mulher e violência caseira que também é tradicional, não passa pelos comportamentos em relação às crianças e as violências que também eram tradicionais, não passa por muitas outras coisas que também são tradicionais e também não passa por achar bem um espectáculo em que um animal é sujeito para gáudio colectivo a espetarem-lhe facas e a torturá-lo.”

– Pacheco Pereira, Quadratura de Círculo, SIC Notícias

***

Tourada não é liberdade de “gosto”

Tourada não é coragem, é cobardia.

Tourada não é grandiosidade, é ser-se muito diminuto.

Tourada não é dia festa. É dia de luto.

Tourada não é cultura. É um atentado à civilização.

Tourada não é dignificar. É humilhar e maltratar inocentes.

Tourada não move pessoas nobres. Move psicopatas.

Tourada não é arte. Não se pinta com sangue.

Tourada não é tradição. Já passou à história.

Tourada não é progresso. É um retrocesso da humanidade.

Tourada não é liberdade de gosto. O touro não escolheu a sua.

Tourada não é mais nada do que uma ironia da sociedade, uma hipocrisia, uma prática obsoleta e violenta que é romantizada até por “poetas” deste país que vivem nos armazéns das suas próprias mentes mesquinhas que comparam livros a manchas de sangue como se a tinta deles fosse a mesma.

Cláudia Sousa

Fonte: Arco de Almedina

TOCA A ASSINAR EM MASSA, E A PARTILHAR ESTA PETIÇÃO! CULTURA SIM / TOURADA NÃO

Para: Ex.mo Senhor Primeiro Ministro, Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República, Ex.mo Senhor Ministro da Cultura, Ex.mo Senhor Secretário de Estado da Cultura

Ex.mo Senhor Primeiro Ministro do XXI GOVERNO CONSTITUCIONAL, Dr. António Costa
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da Républica, Dr. Eduardo Ferro Rodrigues
Ex.mo Senhor Ministro da Cultura, Dr. Luís Castro Mendes
Ex.mo Senhor Secretário de Estado da Cultura, Dr. Miguel Honrado

Somos um conjunto de artistas, profissionais do sector cultural de diferentes áreas e gerações, a que se junta a comunidade artística e cultural alargada, públicos e outros cidadãos que se associam a este movimento e plataforma de indignação face ao recente despacho da IGAC – Inspecção Geral das Actividades Culturais para a realização de um “espectáculo” de lide de Touros de Morte a ter lugar no próximo dia 8 de Setembro de 2018 promovido pela Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Monsaraz no âmbito das Festas de Nosso Senhor dos Passos.

Os abaixo-assinados vêm expressar o seu total repúdio pela validação institucional por parte da tutela da Cultura através da referida autorização excepcional para a lide de Touro de Morte em Monsaraz, emitida pela IGAC e pela continua veiculação, perpetuação e promoção pública de uma ideia e valor de Cultura que implica actos de tortura, violência e morte de animais presentes em concreto nas actividades tauromáquicas.

Reivindicamos a promoção institucional de uma noção de CULTURA sem lugar para as práticas de tortura e violência sobre animais, mais concretamente para a abolição da realização de Touradas como forma de expressão cultural. Não queremos uma Cultura institucional de apoio e promoção de práticas de tortura e morte animal como forma de “espectáculo” e como definição de Cultura de um país civilizado e democrático. Não queremos uma política de acção cultural veeiculada a partir da espectacularização de tortura e morte injustificada de animais.

A preservação das Tradições e da Cultura não pode na Sociedade Contemporânea perpetuar práticas de violência e não respeito pela vida animal.

Exigimos a abolição das Touradas em Portugal e a extinção da validação e envolvimento directo da Tutela da Cultura através da IGAC – Inspecção Geral das Actividades Culturais para a realização de actividades tauromáquicas em Portugal.

A Política de Acção Cultural de domínio público não pode estar associada a valores de promoção de violência e morte sobre animais sob pena de representar um retrocesso civilizacional e cultural.
Questionamos sobre qual o lugar da actividade tauromáquica e das práticas de espectacularização de tortura animal no Programa e Missão da Cultura do XXI Governo Constitucional.

Consideramos que é urgente e necessário promover uma discussão aberta em torno desta questão e do envolvimento e associação directa por parte da Tutela da Cultura nas actividades tauromáquicas promovendo institucionalmente práticas de tortura e violência sobre animais sob a capa de “Actividade Cultural”. Retrocede agora o estado e por conseguinte o Ministério da Cultura através do despacho emitido pelo Senhor Inspector Geral da IGAC, Luís Silveira Botelho, autorizando a título excepcional uma prática atroz e arcaica que colide claramente com a Convenção Europeia para a Protecção dos Animais (1987), com a Lei 8/2017 de 3 de Março que estabelece o estatuto jurídico dos animais e do seu objecto de protecção jurídica.

Acreditamos que é possível corrigir e salvaguardar a não repetição desta decisão, lançando também a possibilidade para uma transformação assente nos valores próprios de uma Cultura Civilizada e Democrática construída em diálogo com a tutela da Cultura em sintonia com o lema do Ano Europeu do Património Cultural da UE – «Partilhando Património – Partilhando Valores», neste caso preservando os valores éticos da Cultura.

Contestamos a decisão recente do Inspector Geral da IGAC – Inspecção-Geral das Actividades Culturais, autorizando a realização de um “espectáculo” para lide com Touro de Morte a ter lugar no próximo dia 8 de Setembro de 2018 promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Monsaraz no âmbito das Festas de Nosso Senhor dos Passos na Praça de Armas do Castelo de Monsaraz.
Requerendo neste contexto uma explicação e uma tomada de posição pública por parte da Tutela da Cultura e dos seus representantes oficiais sobre esta decisão, conduzindo à sua irrefutável anulação.

Não queremos mais actos de violência, tortura e morte de animais transformados em espectáculo sob validação institucional da tutela da Cultura do Governo de Portugal.
Reiteramos – Morte, violência e tortura infligida sobre animais não é CULTURA.

Defendemos uma noção de CULTURA e ARTE sem violência e assente no princípio ético do respeito por TODOS – humanos e animais.

CULTURA SIM / TOURADA NÃO

ASSINAR Petição

CULTURA???

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E se a tourada fosse cultura?
– Se a tourada fosse cultura, seria o regresso das práticas da antiga Roma, que eram práticas consideradas culturais!
– Se a tourada fosse cultura, seria a regresso dos tempos em que se espancava escravos em publico. Que se cortava cabeças, mãos, braços e pernas em publico. Que se queimava pessoas em publico. Todas estas práticas eram consideradas culturais!
– Se a tourada fosse cultura, as guerras seriam cultura.
– Os grupos terroristas, como por ex o ISIS, seriam grupos culturais. Então; todo o terror que eles espalharam, e espalham um pouco pelo mundo, seria cultural.
Estes são apenas 4 exemplos, que são crus, eu sei. Mas é esta a realidade.

Então; não se pode apelidar nenhuma prática que prejudique, que cause dor e sofrimento, a outro ser sensível, de cultura.

Mas quando uma prática espalha, apenas e só o amor; a amizade; a alegria; o respeito pela vida de todos os seres secientes; a bondade; a empatia; a compaixão e o altruísmo. Essa sim, é uma prática cultural!

Mário Amorim