Assessora do Governo chama ‘psicopatas’ a deputados do PS

Grande postura e grande atitude da Débora Rodrigues.

Em boa hora, em 2013, abandonei o Facebook.
Estava farto de gente sem nível, de gente sem um pingo de educação. Estava farto de gente mal educada. Gente que é o reflexo da educação que não têm e não são em casa.
E nos comentários ás palavras verdadeiras da Débora Rodrigues vê-se bem, a natureza psicopata, dos psicopatas tauromáquicos!

Mário Amorim


Débora Rodrigues, militante da JS e adjunta do secretário de Estado do Tesouro, não gostou de ver o PS chumbar o fim das touradas

«Uma vergonha para o país e para o partido os deputados do PS que tomaram a decisão de votar contra ou se abster, ou preocupados com os eleitoralismos regionais ou então aficionados por serem simplesmente retrógrados, masoquistas e psicopatas que gostam de touradas». Débora Rodrigues, 26 anos, representante da JS na Comissão Nacional do PS e adjunta do secretário de Estado do Tesouro, Álvaro Novo – de quem já foi chefe de gabinete em regime de substituição – não gostou de ver o PS a votar contra a abolição das touradas no Parlamento, no passado dia 6 de julho. E decidiu publicar a sua posição no Facebook, na formulação acima reproduzida.

É raro ver um militante da organização juvenil do partido, com funções no Governo, membro da Comissão Nacional do partido chamar, por exemplo, ao presidente do PS, Carlos César, e à secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, por exemplo, «retrógadas, masoquistas e psicopatas que gostam de touradas» ou, em alternativa, preocupados com «eleitoralismos regionais». Sendo raro, aconteceu. Chamada à atenção sobre o nível de insultos com que estava a mimosear os seus camaradas, a assessora do Governo foi inflexível na sua posição, sabe o SOL. O texto que escreveu no Facebook é público – qualquer utilizador da rede social pode lê-lo, independentemente de ser ou não ‘amigo’ da jovem socialista.

À lista de ataques aos deputados do seu partido, a jovem adjunta do Governo acrescentou a alegada «falta de inteligência» dos eleitos do PS. Em resposta a um comentário de um interlocutor que afirmava que os deputados socialistas podiam estar genuinamente a defender as touradas, a dirigente da JS escreveu que, a ser assim,  «o nível de inteligência dos deputados eleitos pelo PS é menor» do que ela «pensava».

Na última sexta-feira, o projeto do PAN para a abolição das touradas foi chumbado no Parlamento. Só oito deputados do PS (em 86) votaram a favor da proibição das touradas: Pedro Delgado Alves, Rosa Albernaz, Ana Passos, Luís Graça, Diogo Leão, Hugo Carvalho, Tiago Barbosa Ribeiro e Carla Sousa. Houve 12 deputados socialistas a optar pela abstenção, entre eles o atual líder da JS, Ivan Gonçalves, e o anterior, João Torres.

Fonte: SOL
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Tourada é tradição, mas também é tortura

Texto espectacular.
Vale a pena ler!


Em conversa com um aficionado, ouvi o argumento “Porque a tourada surgiu como um ritual digno de matar um touro para o comer. Uma luta de igual para igual em que é dada a oportunidade ao touro de ganhar”. Pareceu-me o melhor argumento que já ouvira até então.

Tourada é tradição, mas também é tortura

Se há vinte anos me perguntassem se as touradas ainda seriam um tema de actualidade em 2018, diria que não e que, por esta altura, os touros já andariam em skates voadores sem serem incomodados com bandarilhas no lombo. Não sendo Júlio Verne, enganei-me e as touradas voltam a ser destaque com um projecto para a sua abolição a ser chumbado no Parlamento. Já se estava à espera, quando sabemos que por lá se trata o assunto como uma questão política e não de progresso civilizacional. Dos que votaram contra, a maioria fê-lo a pensar nos votos e não por convicção pessoal, mas talvez concorde que a melhor forma de avançar, para já, não seja proibir a tourada, mas primeiro perceber o porquê de ainda haver gente a apelidar de arte o que não passa de tortura animal em praça pública.

Em conversa com um aficionado, ouvi o argumento “Porque a tourada surgiu como um ritual digno de matar um touro para o comer. Uma luta de igual para igual em que é dada a oportunidade ao touro de ganhar a luta, ao contrário do que é feito em matadouros”. Pareceu-me o melhor argumento que já ouvira até então, romântico e que poderia colocar as minhas convicções em xeque. Depois, pensei dois segundos e percebi que o argumento era parvo, como todos os argumentos que defendem a tortura animal em prol do entretenimento humano.

O touro tem chifres e o toureiro tem bandarilhas, aqui concordo que existe um pé de igualdade, já que se o toureiro fosse com uma AK-47 a tourada era mais desigual, acabava depressa e não fazia valer o dinheiro do bilhete. No entanto, o toureiro costuma ir a cavalo o que é logo uma desvantagem para o touro. Depois, que tal experimentar fazer tourada num descampado em vez de numa arena? Num descampado, o touro tinha a opção de ir embora e isso tornaria a luta mais justa. O animal quadrúpede poderia olhar para o marmanjo em lantejoulas e pensar “Não estou para isto, tenho uma consulta às 17h e vou ter de abalar”, virava costas e ia à sua vida. Uma luta nunca pode ser justa quando se coloca um dos seus intervenientes entre a bandarilha e a parede, pois nesse caso, resta-lhe apenas lutar e não a via diplomática.

Mais: e se o touro ganha? Os touros que já mataram toureiros receberam uma carta de alforria e foram gozar a reforma para o Algarve? Não me parece. Esta suposta luta de igual para igual apenas tem um desfecho para o touro e nunca é o da vitória. Por muito que lute e não se deixe apanhar ou espetar, por muito que marre no toureiro, no cavalo e nos forcados, o seu final é sempre o mesmo: o sofrimento para gáudio humano e, sem seguida, a morte.

“E os forcados?”, perguntarão alguns, dizendo que é a única parte que gostam da tourada e que é mais justa. Concordo, é a mais justa, mas os cornos do touro estão serrados e os agro-betos “corajosos” só aparecem no fim quando o touro já está cansado e a babar-se; o peso combinado dos forcados é maior do que o dos maiores dos outros; por último, usam golpes baixos: imaginem o que seria estarem à porrada na rua e um dos vossos adversários agarrar-se ao vosso rabo. Não se faz.

Não perco o sono a pensar nos touros, claro que há coisas muito piores na nossa sociedade, mas abolir as touradas seria um passo importante para um caminho que me parece o certo e que é o de uma sociedade menos cruel e mais civilizada. No entanto, mais do que as touradas serem proibidas, o que eu gostava mesmo é que as pessoas deixassem de as apreciar e percebessem que não passa de tortura. Isso, sim, seria um avanço civilizacional. Há quem defenda o referendo sobre este tema, mas parece-me uma luta mais desigual do que a tourada em si porque muitos dos aficionados não sabem ler.

Fonte: SAPO24

 

«A TOURADA VISTA POR UM MÉDICO VETERINÁRIO COM EXPERIÊNCIA EM ESPECTÁCULOS TAUROMÁQUICOS!»

Obrigada Dr. Vasco Reis.

Haja alguém com lucidez!

O seu texto é precioso. Mas como em madeira velha só entra caruncho, os deputados da Nação disseram não à racionalidade, porque não entendem nada do que lhes dizemos.

VASCO REIS.jpg

«PERCURSO DO TOURO ANTES, DURANTE E DEPOIS DA TOURADA!

O touro vive uns 4 anos na campina habituado à companhia de outros da mesma espécie em espaço largo e com razoáveis condições. Terá já passado por momentos violentos de ferra, de tentas. É escolhido para a lide numa tourada. Com ou sem sedação, apartam-no violentamente, com muito uso do bastão eléctrico, para uma manga e enfiam-no numa caixa apertada onde mal se pode mexer.

A ansiedade provocada pelo aperto cresce em tremenda claustrofobia ao passar da liberdade e tranquilidade da campina para o “caixote” onde fica confinado, violentamente afastado da companhia importante dos outros bovinos a que o ligam laços emotivos. A seguir cresce o pânico do transporte. Depois a espera, com pouco ou nenhum alimento e bebida. Talvez sendo injectado, a ponta dos cornos será cortada, provavelmente, até ao extremo vivo e muito enervado, ficando extrema e dolorosamente sensível ao contacto. Para não sangrar, cauteriza-se a sangue frio. (Há touros que não resistem a esta operação e morrem de acidente cardiovascular provocado pelo sofrimento). Sofre outras acções destinadas a fatigá-lo, debilitá-lo, retirar-lhe capacidade para a lide.

Mais tarde, a condução ao curro escuro da praça de touros. É empurrado a seguir para a arena (beco sem saída) suportando logo o enorme alarido da multidão e da música ruidosa (para se sobrepor aos seus berros), o que ainda mais o assusta, a visão ficando ofuscada pela luz do sol. Depois a provocação, o engano, o cravar das bandarilhas/arpões, que o ferem e magoam terrivelmente, através da pele, e não só, pois frequentemente também aponevroses, alguns músculos, tendões, vértebras, espáduas e, por vezes, até pleura e pulmão são atingidos, quando erroneamente cravado entre costelas. Tudo isto o faz sangrar e sofrer, o enfurece, magoa, deprime e esgota. Cavaleiros ou bandarilheiros massacram-no. Depois, exausto, física e psicologicamente, segue-se a (ou as pegas) pelos forcados, A seguir é retirado com as “chocas”. É amarrado e imobilizado por cordas em volta dos cornos. Brutalmente, tal como foram cravados, os ferros são agora retirados sem anestesia, arrancados ou por corte do couro.

No final de tudo isto, o animal é metido no transporte, esgotado, ferido e febril, em acidose metabólica horrível que o maldispõe e intoxica, até que a morte, habitualmente só alguns dias mais tarde, o liberte de tanto sofrimento. Frequentemente fica, até esse momento, encerrado em veículos de transporte num espaço exíguo, sabe-se lá com ou sem alimento e água e submetido a elevadas temperaturas.

E ninguém, independente, pode controlar isso.

PERCURSO DO CAVALO EXPLORADO NO TOUREIO!

O cavalo sofre esgotamento e terrível tensão psicológica ao ser usado como veículo, sendo dominado, incitado e lançado pelo cavaleiro e obrigado a enfrentar o touro, quando a sua atitude natural seria a de fuga e de pôr-se a uma distância segura.

À força de treino, de esporas que o magoam e ferem, de ferros na boca e da barbela – corrente de metal à volta da mandíbula, que o magoam e o subjugam, o cavalo arrisca morte por síncope/paragem cardíaca, ferimentos mais ou menos graves e, até, a morte na arena por ser atingido pelo touro.

 OPINIÃO!

É difícil, senão impossível, acreditar que toureiros e cavaleiros tauromáquicos amem touros e cavalos, quando os submetem a violência, risco, sofrimento.

O mesmo se aplica aos aficionados, que aceitam isso.

Questiono-me: porque se continua a permitir uma actividade que assenta na violência e no sofrimento público de animais, legalizado e autorizado por lei e até apreciado, aplaudido e glorificado por alguns?

Numa verdadeira democracia não deveria ser permitida nem legalizada a tortura de animais.

PERGUNTA FUNDAMENTAL!

E senhoras e senhores Deputad@s da Assembleia da República de Portugal o que acham e como vão votar? Pela abolição ou pela manutenção desta terrível violência contra seres sencientes (como os humanos) e indefesos e inocentes.

RECOMENDAÇÃO PARA TOMADA DE CONHECIMENTO!

Recomendo aqui uma tomada de conhecimento da científica DECLARAÇÃO DE CAMBRIDGE SOBRE A CONSCIÊNCIA EM ANIMAIS HUMANOS E NÃO-HUMANOS de 7 de Julho de 2012 editada por Philip Low.

E mais dados científicos:

Os animais humanos e não humanos são seres dotados de sistema nervoso, mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é agradável, perigoso e agressivo e doloroso.

Estes seres experimentam sensações, emoções e sentimentos muito semelhantes. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa e de fuga, sem as quais, não poderiam sobreviver. Portanto, medo e dor são condições essenciais de sobrevivência.

Afirmar-se que, nalguma situação não medicada, algum animal possa não sentir medo e dor se for ameaçado ou ferido, é testemunho da maior ignorância, ou intenção de negar uma verdade vital, falácia para tentar ocultar a crueldade da tauromaquia.

A ciência revela que o esquema anatómico, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem e de outros mamíferos são extremamente semelhantes.

As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto, o ferimento. O senso comum apreende isso e a ciência confirma-o.

Depois desta explicação, imaginem o sofrimento horrível que uma pessoa teria se fosse posta no lugar de um touro capturado e conduzido ao “calvário” de uma tourada.

CONCLUSÃO:

Seres humanos (tauromáquicos) não devem provocar a outros seres de sensibilidade semelhante (touros e cavalos), sofrimentos a que os próprios agressores (tauromáquicos) não aceitariam ser submetidos.

Porque é a desgraçada vítima dos chamados humanos, “corrido” e torturado?

Para diversão de aficionados, para o alimentar de egos e vaidades, para negociatas de tauromáquicos e no prosseguimento de uma cruel e obsoleta tradição.

É mais do que justo e chegado o tempo da abolição, o que só peca por tardar!!!

As importantes verbas que são atribuídas no apoio à tauromaquia e as isenções que lhe são oferecidas, seriam com justiça e utilidade, preferencialmente, utilizadas para mitigar imensas necessidades!

A tauromaquia é uma vergonha nacional.

Vasco Reis,

Médico veterinário aposentado

Aljezur»

Fonte: Arco de Almedina

NOJENTO, O PAPEL DAS MISERICÓRDIAS! Tourada Misericórdias unem-se a federação taurina para dinamizar praças de touros

Sinceramente. As misericórdias unem-se aos Psicopatas da “Protoiro”.

Instituições da igreja, fazem este papel. E para o tornarem este ainda mais grave, unem-se a Psicopatas, Criminosos, Assassinos e Mafiosos!

***

Instituições de solidariedade social são proprietárias de cerca de metade dos recintos que existem no país.

Capturar(tourada)

A União das Misericórdias Portuguesas assina este sábado em Estremoz um protocolo com a Federação Portuguesa das Associações Taurinas – Prótoiro. Objectivo: dinamizar as cerca de três dezenas e meia de praças de touros que se encontram nas mãos das misericórdias. Em Portugal existem cerca de 70 recintos do género.

Dizendo-se ciente do melindre que pode suscitar esta iniciativa por parte daqueles que se opõem às actividades tauromáquicas, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, explica que as três dezenas e meia de recintos em causa se situam em regiões onde este tipo de actividades tem forte implantação: o Ribatejo, a Beira Baixa e o Alentejo.

“Antes de o Estado social existir, o povo construiu estas praças para que as misericórdias pudessem exercer a sua missão social e humanitária com as receitas destes espectáculos. Eram a sua principal fonte de rendimento”, explica Manuel Lemos. “Sei que este é um problema delicado, mas temos uma história e não podemos fazer de conta que ela não existe. Esta manifestação cultural faz sentido nalgumas regiões do país”.

Já o presidente da Prótoiro, Paulo Pessoa de Carvalho, explica a importância deste passo: “Ter à mesma mesa o representante da maioria dos proprietários de praças de touros em Portugal, juntamente com todos os restantes stakeholders da tauromaquia portuguesa”, o que permitirá “pensar de modo mais abrangente e profundo o sector da cultura tauromáquica portuguesa, a estratégia de desenvolvimento do mesmo e o seu impacto social”.

A ideia, explica Hélder Milheiro, da mesma organização, é “criar sinergias para desenvolver a actividade tauromáquica e a acção social”, fazendo por exemplo reverter as receitas para lares de idosos, exemplifica.

O protocolo será assinado na arena da praça de touros de Estremoz, imediatamente antes do início da tradicional corrida promovida pela União das Misericórdias Portuguesas.

Entretanto, a plataforma antitaurina Basta anunciou nesta sexta-feira, Dia da Criança, ter conseguido cancelar um espectáculo tauromáquico em Vargem, no concelho de Portalegre, no âmbito do qual estava prevista a actuação de menores. “O evento ilegal foi denunciado à Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens e à Inspecção Geral das Actividades Culturais, por não estar devidamente licenciado e por existir sério risco para os menores”, referem os activistas.

Fonte: Publico

A TOURADA É UMA PRÁTICA TROGLODITA QUE NADA TEM A VER COM DEMOCRACIA

A Guerra.
As violações.
A violência doméstica.
E a tauromaquia.
Só para citar estes quatro exemplos.
São violência.

Não se pode NÃO gostar da violência da Guerra.
Da violência das violações.
Da violência da violência doméstica.
E gostar-se de tauromaquia, pois a tauromaquia, É TÃO VIOLENTA quanto a guerra, a violação, e a violência doméstica.
Por tanto; quem não gosta da guerra, da violação, da violência doméstica, não gosta da violência da tauromaquia!

Mário Amorim


Tauromaquia rima com monarquia, e foi o passatempo dos alienados desse tempo e do tempo da ditadura fascista.

Contudo, tourada não rima com Democracia.

Mas nós viveremos em Democracia?

A esmagadora maioria do povo português não se revê nesta prática medievalesca, e ainda assim, “democraticamente”, a esmagadora maioria dos deputados da Nação não ouve o povo, mas dá ouvidos à minoria troglodita.

TOURADA.png
Um “festival” tauromáquico, realizado em 2018, para uma multidão… de assentos vazios…

Li, num lugar onde se divulga esta prática medievalesca, o seguinte título numa crónica: «Legislação portuguesa encerra debate e protege touradas».

Li, num lugar onde se divulga esta prática medievalesca, o seguinte título numa crónica: «Legislação portuguesa encerra debate e protege touradas».

Isto é algo que jamais leríamos num país civilizado e evoluído. Lemos isto em Portugal, que ainda é um país muito atrasado civilizacionalmente.

E a crónica diz o seguinte:

«Está encerrado o debate. A tauromaquia está protegida pela legislação portuguesa e o Estado tem de garantir o acesso de todos à tourada, enquanto actividade cultural integrante do património português.

 A crónica não vem assinada. Desconheço quem a escreveu, mas por esta aragem, vê-se quem vai na carruagem: alguém que vive mergulhado nos tempos medievais, envolto na mais tenebrosa ignorância e alienação.

Que, embora inacreditavelmente, nos tempos que correm, século XXI D.C., a legislação portuguesa proteja tauromaquia, é verdade. Agora que o Estado tem de garantir o acesso de todos (quem serão esses todos? os que se vêem na imagem acima?) à tourada, é a alucinação de um alienado. O Estado tem de garantir o acesso à educação, à saúde, ao bem-estar, à segurança, enfim, a algo mais premente do que o acesso à selvajaria tauromáquica. E se lhe juntarmos a pretensão de que a tourada é uma actividade cultural, passamos da alucinação para a insanidade, e ao chamar à tortura de um ser vivo património português, então entra-se num estádio de profunda demência.

E a crónica prossegue:

«A ideia levantada pelo jornal Público, de que as touradas podem ser proibidas, em função das recentes alterações ao Código Civil, cai por terra pela força da própria Lei, bastando para isso a leitura do nº 2, do artigo 3º da Lei 92/95: “As touradas são autorizadas nos termos regulamentados“. O Decreto-Lei nº 89/2014, que aprova o Regulamento do Espectáculo Tauromáquico, define que a “tauromaquia é, nas suas diversas manifestações, parte integrante do património da cultura popular portuguesa”.

E alguma vez, uma lei obtusa, como é a lei que autoriza a tortura de seres vivos para divertir sádicos, pode sobrepor-se às leis que protegem a Vida e os Seres Vivos? E alguma vez uma prática cruel e violenta contra seres vivos é “espectáculo”? E alguma vez a bem da verdade, tal selvajaria é património da cultura popular portuguesa? Isto até pode estar nesta lei abjecta que suja o nome dos legisladores portugueses, mas tal não significa que seja algo racional ou digno da humanidade.

E os absurdos continuam:

«Também o Decreto-Lei nº 23/2014, que aprova o regime de funcionamento dos espectáculos de natureza artística, protege a realização de touradas: “Integram o conceito de espectáculos de natureza artística, nomeadamente, as representações ou actuações nas áreas do teatro, da música, da dança, do circo, da tauromaquia e de cruzamento artístico”.

 Repare-se como a tauromaquia, ou melhor, a selvajaria tauromáquica é aqui metida à força, por quem não tem a mínima noção do que é a natureza artística. Comparar o teatro, a música, a dança, o circo (os que não usam animais, porque os outros são tão selvagens como a tauromaquia) todas estas artes elevadas, com a tortura de seres vivos indefesos, é de uma incomensurável ignorância. E enchem a boca com isto, e acham que falam bem e que têm razão. Se soubessem o que esta comparação realmente significa, teriam vergonha de a alardear, porque fazem figura de parvos.

E então o cronista conclui:

«Só isto seria suficiente para impedir que formadores de Justiça incitassem os seus formandos à ‘desobediência legislativa’ com base em interpretações pessoais. A intenção do legislador, que promoveu as alterações ao Código Civil, não visa nem abre caminho à proibição da actividade tauromáquica pois isso seria inconstitucional.»

Como se engana o cronista. Entre uma lei baseada na crueldade e ignorância, e outra lei baseada em valores humanos e de protecção à vida animal, o legislador, se tiver um pingo de racionalidade, optará pela segunda. Por outro lado, os legisladores, ardilosos, como são, deixam sempre uma nesguinha, para que possam levar a água suja para o moinho dos trogloditas.

 Mas um bom interpretador de leis, competente e inteligente, saberá como dar a volta ao texto, e privilegiar a Vida, a Evolução, a Civilização, e não a crueldade e a violência medievalescas.

E o cronista, ignorantemente, vai à CRP, apelar para artigos, que nada têm a ver com apoio à crueldade, à violência e à brutalidade contra seres vivos indefesos, para divertir sádicos:

«A Constituição da República Portuguesa é clara. Refere o nº 2 do artigo 43º da CRP: “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”. O nº 1 do artigo 73: “Todos têm direito à educação e à cultura”. E os nºs 1 e 2 do artigo 78: “Todos têm direito à fruição e criação cultural, bem como o dever de preservar, defender e valorizar o património cultural” e “Incube ao Estado (…) Promover a salvaguarda e a valorização do património cultural, tornando-o elemento vivificador da identidade cultural comum”.»

Senhor cronista, realmente a CRP é muito clara, e nestes artigos que citou nada abona a favor da selvajaria tauromáquica.

Para que a selvajaria tauromáquica estivesse abrangida nestes artigos seria necessário que a crueldade e a violência intrínsecas à prática tauromáquica fossem do domínio da Educação e da Cultura; fossem património cultural e fizessem parte da identidade cultural comum. Mas não fazem.

Acontece que os aficionados de touradas até podem achar que a tauromaquia é isso tudo. Estão no seu direito. Mas o senso comum diz o contrário. E o senso comum tem mais força do que a vontade de uma minoria alienada.

E o cronista termina deste modo hilariante:

«Significa isto, preto no branco, que, por Lei e nos termos da Constituição da República Portuguesa, as touradas devem ser protegidas e o Estado deve garantir o acesso de todos os cidadãos – se estes assim o quiserem – às touradas

Pois engana-se redondamente. Significa isto, preto no branco, que jamais a crueldade, a violência e a tortura de seres vivos farão jurisprudência num tribunal, se para as rebater existir uma outra legislação, mais condizente com a dignidade e valores humanos e com a defesa da Vida.

A selvajaria tauromáquica está condenada à extinção.

Isabel A. Ferreira

Fonte da crónica:

http://www.touradas.pt/noticia/legislacao-portuguesa-encerra-debate-e-protege-touradas

Fonte: Arco de Almedina

 

«TOURADA: ACTIVIDADE SANGUINÁRIA E MONSTRUOSA DE TORTURA DE

Estou plenamente de acordo!

Quem defende e aplaude, quem promove, quem realiza e quem pratica, uma prática abjecta como a tauromaquia, é uma pessoa com problemas psiquiátricos graves. É um/uma Psicopata!

Mário Amorim


Uma definição perfeita para uma actividade imperfeita.

Se em Portugal não vigorasse um poder autocrata, que serve o lobby tauromáquico, esta actividade sanguinária e monstruosa já estaria extinta há muito…

DEFINIÇÃO DE TOURADA.png

Fonte: Arco de Almedina

O QUE É A TOURADA???!!!

A tourada, é a mais execrável prática psicopata, para entreter outros psicopatas, de um país à beira mar plantado, chamado Portugal.

A tourada, é uma prática bárbara.
É uma prática assassina.
É uma prática monstra, que suja o nome de Portugal, pelo mundo fora.

Só um sádico, pode gostar de assistir a um ser sensível, ser brutalmente atacado. E desse modo, esse sádico, mostra que no seu coração, não existe compaixão, e nem empatia. Mostra, que não passa de um reles ser humano.

A tourada, é uma prática que não tem algum sentido existir, em Portugal, ou em qualquer outro país, que quer ser civilizado!

Por isto, grito, alto e em bom som; ABOLIÇÃO!

Mário Amorim