A CRUELDADE ESCONDIDA DA TAUROMAQUIA

(Só uma pequena parte)

(Recebido via e-mail)

Quanta imbecilidade! Quanta estupidez! Quanta cobardia! E pensar que tudo isto é permitido por uma lei parva, elaborada por parvos, e mantida por criaturas ainda mais parvas.

A tauromaquia é uma actividade onde impera a extrema crueldade contra animais indefesos.

Os cavalos sofrem física e psicologicamente. Os touros, totalmente desrespeitados, sofrem ainda mais e por um período de tempo mais alargado.

Em termos… muito gerais, e reportando-nos exclusivamente ao período que se inicia algumas horas antes do “espectáculo” em si, estes seres sencientes começam a sofrer e a ficar debilitados durante a fase de preparação para as corridas à portuguesa – seja, por exemplo, durante o transporte ganadaria-praça, em que o stress os faz perder cerca de 10% do seu peso, seja na preparação dos seus cornos.

(Vide sff http://www.youtube.com/watch?v=sKycgcoxedQ) – (Este vídeo foi retirado da circulação, tal era a crueldade visionada).

Na arena, não faltam sinais de medo, confusão, stress, exaustão, dor e muito sofrimento, sinais estes que, por desconhecimento, nem sempre são identificados.

(Vide sff http://mgranti-touradas.blogspot.com/2012/03/corridas-portuguesa-sinais-de.html e http://mgranti-touradas.blogspot.pt/2012/07/embolacao.html) – (Aqui encontram muita informação).

Já fora do alcance da vista do público, os ferros/bandarilhas são arrancados, à força, do dorso das vítimas, o que lhes provoca enormes buracos e feridas e um sofrimento-atroz marcado por ensurdecedores berros de dor. Por fim, na quase totalidade dos casos, resta-lhes aguardar um a três dias, em tremenda agonia, pelo abate em matadouro.

***

E a esmagadora maioria dos deputados da Nação, que possuem neurónios fundidos, apoia esta inacreditável crueldade.

Pergunta-se: e isto é normal?

Fonte: Arco de Almedina

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Quem respeita o touro e o cavalo, não vai ao Campo Pequeno!

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No principal antro da crueldade, em Portugal, o Campo Pequeno, realizam-se concertos; festa do lego; festas das televisões, e outros espectáculos, para além do espectáculo bárbaro e cruel, chamado tourada.

E quem lá vai ver um desses espectáculos, não quer saber que lá acontece barbaridade, crueldade, tortura. Não quer saber que o Campo Pequeno, está impregnado de sangue e de sofrimento de seres sensíveis.

No que me diz respeito, jamais entrei no Campo Pequeno, e jamais lá entrarei.
Aliás; seja do Campo Pequeno, ou não. Não quero, se quer aproximar-me de uma praça de touros, ainda em actividade tauromáquica. Não sou e não serei, jamais, capaz disso.

Por isso; até me arrepia, só em pensar, que existem pessoas que no Campo Pequeno, aplaudem, num qualquer espectáculo de musica, ou com musica. Pois essas pessoas, ao aplaudirem, num desses espectáculos, sem pensar nisso, não estão a aplaudir o espectáculo que estão a ver. Mas sim a crueldade, a tortura, física e psicológica que lá acontece, para com o touro e o cavalo.

BASTA DE CRUELDADE, DE TORTURA, DE SOFRIMENTO, NAS PRAÇAS DE TOUROS PORTUGUESAS!
BASTA DE TOURADAS EM PORTUGAL!

Mário Amorim

 

Watch what really happens after the Running of the Bulls

Este vídeo fala por si.

“It’s cruelty, plain and simple.”

***

O animal-humano é sem duvida o pior animal que existe.
Só o animal-humano se diverte as custas da dor, do sofrimento, da tortura, da crueldade, da morte, de outros animais!

Mário Amorim

A VERDADEIRA ESSÊNCIA DA TAUROMAQUIA

Apenas os sádicos aplaudem o sofrimento ao vivo de um ser vivo, de um animal como eles…

Como eles?

Não, não como eles….

O Touro, este Touro que vemos em agonia, neste vídeo, para divertimento de monstros, é muito mais DIGNO, muito mais RACIONAL, muito mais HUMANO do que todos os tauricidas juntos.

E é a isto que chamam “arte” e “cultura”…

Nem no mais atrasado planeta do Universo, isto será arte ou cultura…

Nem o mais primitivo homem das cavernas era tão cruel e irracional quanto estes trogloditas do terceiro milénio depois de Cristo.

Fonte: Arco de Almedina

O CAVALO PURO-SANGUE LUSITANO TORTURADO POR UM ADESTRADOR

Um Cavalo magnífico que o homem usou e abusou, e continua a usar e abusar. Um Cavalo que nasceu LIVRE e o homem condenou-o a uma vida de constante tortura.

O que aqui vemos sobre o Cavalo Lusitano é uma vergonha para a Humanidade.

Escravizar, deste modo, um ser tão magnífico devia ser crime. E é crime. Um crime consentido.

O Cavalo Lusitano é uma das MARAVILHAS de Portugal.

Mas o que fazem com ele é a VERGONHA de Portugal.

Morrem cerca de 200 cavalos, anualmente, nas arenas. Por vezes, ficam esventrados, e têm de suportar os ferimentos causados pelas esporas, os puxões das rédeas, que lhes afectam a cervical, o freio atravessado sobre a língua, e as feridas que este lhes provoca nos lábios, gengivas, palato. Os pré-molares quebram-se, os ossos nasais deslocam-se, etc. etc., etc..

Os cavalgadores afirmam que os “amam muito”…

O que seria se os odiassem…

Nas corridas de Cavalos acontece o mesmo. Eles sofrem horrores. E muitos morrem por motivos vários.

Bem como quando são utilizados para puxar carroças e charretes.

Quando é que é alterada a Lei nº 69/2014, de 29 de Agosto, que se esqueceu de que os Cavalos também são animais como nós, como os cães, como os gatos.

São seres extremamente sensíveis, para serem tratados deste modo BRUTO.

Só os BRUTOS acham que os Cavalos gostam de arreios… de serem montados, de puxarem carroças, de participarem na vil selvajaria tauromáquica, de serem (ab)usados deste modo ignóbil.

Fonte: Arco de Almedina

EM ALBUFEIRA ANDARAM A TORTURAR BEZERROS PARA O NADA VER…

Até quando vai durar esta demência dos promotores de tal coisa?

Vejam com os vossos próprios olhos como as bancadas estão cheias… de nada…

Isto não é de DOIDOS?

ALBUFEIRA.jpg

Fonte:

Fonte: Arco de Almedina

A VERDADE PERVERSA SOBRE A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, ANTES, DURANTE E DEPOIS DA LIDE

Uma prática de cobardes para divertir sádicos

Está a começar a época em que os psicopatas e os sádicos saem das cavernas imundas e escuras em que vivem uma vida de miséria moral, para poluírem o mundo com a gosma repugnante que lhes sai de todos os poros.

E é preciso que esses cobardes saibam que não passam de uma peste negra que o mundo civilizado rejeita e despreza.

As touradas provocam muito sofrimento a dois pacíficos herbívoros. Não sejam cúmplices dessa tortura desnecessária. Não sejam responsáveis pela tortura. Não participem nem assistam a touradas.

A Tauromaquia é a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espectáculos. Desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura” (UNESCO, 1980)

O texto que se segue é de leitura obrigatória, porque conta a verdade total e absoluta acerca desta prática selvagem

Depois de o ler ninguém mais será o mesmo.

Ninguém mais poderá ficar indiferente.

Ninguém mais terá a coragem de apresentar uma desculpa para a ignorância de não saber o que é este ritual cruel e desumano, que dá pelo nome de “tauromaquia” e é apoiado pelos governos de nove tristes países…

O que apresento é uma descrição horripilante do que sofrem os Touros e os Cavalos antes de serem cobardemente torturados numa arena.

Um relato que desmistifica, por completo, a “arte” e a “cultura” com que rotulam o tauricídio.

O que se lerá pertence ao domínio da mais ignominiosa crueldade.

E crueldade é crueldade, independentemente do país onde ela ocorre.

E ela ocorre também em Portugal.

E a crueldade praticada contra inocentes, inofensivos e indefesos animais não tem lugar numa sociedade moderna em parte alguma do mundo.

***

O Touro dito de “lide” é fabricado por ganadeiros e nasce, vive e desenvolve-se unicamente para ser torturado numa arena.

Durante quatro anos seguimos os passos de um pequeno e frágil bezerro, que se transformou num animal forte, e mostrou a sua valentia numa praça da morte.

Imagens de TV mostraram o momento em que o chifre esquerdo do touro rasgou de maneira terrível a face de um toureiro chamado Padilla e chegou a deixar o seu globo ocular fora da órbita, num momento macabro do mundo das touradas.

Os espectadores gritaram de horror na cidade espanhola. O porta-voz do hospital disse que Padilla tinha sofrido danos nos olhos, músculos, ossos e pele, quando o touro o jogou ao chão e o feriu.

As imagens mostram também Padilla fugindo do anel, enquanto o touro foi distraído por assistentes na praça de touros. «Eu não posso ver, eu não posso ver nada», gritava o matador enquanto era levado ao hospital.

Cirurgiões utilizaram placas de titânio para reconstruir partes da sua estrutura óssea facial e a cavidade ocular. Um dos assistentes da praça de touros disse que Padilla teve sorte de o chifre não penetrar no seu cérebro.

TOURO.jpg

E é a isto que os tauricidas psicopatas, diagnosticados por especialistas como tal, reduzem o magnífico animal que é um Touro.

E não me venham dizer que isto não acontece em Portugal.

Resumindo o percurso do Cavalo usado para toureio:

«Como animal de fuga que é, procuraria a segurança pondo-se à distância daquilo de que desconfia ou que considera ser perigoso.

No treino e na lide montada, ele é dominado pelo cavaleiro com os ferros na boca, mais ou menos serrilhados, puxados pelas rédeas e actuando sobre as gengivas (freio; bridão – com acção de alavanca, ambos apertados contra as gengivas por uma corrente de metal à volta do maxilar inferior – barbela), coisa muito castigadora.

É incitado pela voz do cavaleiro e por outras acções, chamadas hipocritamente de “ajudas”, como sejam de esporas que são cravadas provocando muita dor e até feridas sangrentas.

Ele é impelindo para a frente para fugir à acção das esporas, devido à dor que elas lhe provocam e a voltar-se pela dor na boca e pelo inclinar do corpo do cavaleiro ou a ser parado por tracção nas rédeas.

Resumindo: o cavalo é obrigado a enfrentar o touro pelo respeito/receio que tem do cavaleiro, que o domina e o castiga, até cravando-lhe esporas no ventre e provocando-lhe dor e desequilíbrio na boca. Isso transtorna-o de tal maneira, que o desconcentra do perigo que o touro para ele representa de ferimento e de morte e quase o faz abstrair disso.

É, portanto, uma aberração, comprovativa da maior hipocrisia, quando cavaleiros tauromáquicos afirmam gostarem muito dos seus cavalos e lhes quererem proporcionar o bem-estar.

Revoltante e vergonhoso é que tal crueldade seja permitida legalmente, feita espectáculo e publicitada.» (Dr. Vasco Reis (Médico Veterinário).

***

O que sofre o Touro dito de “lide

É óbvio que os touros sofrem quer antes, quer durante, quer após as touradas. A deslocação do animal do seu habitat, a sua introdução num caixote minúsculo em que ele se não pode mover e onde fica 24 horas ou mais, o corte dos chifres e as agressões de que é vitima para o enfurecer; ao que se segue a perfuração do seu corpo pelas bandarilhas que são arpões que lhe dilaceram as entranhas e lhe provocam profundas e dolorosas hemorragias; e finalmente, na tourada à portuguesa, o arranque brutal dos ferros; e tudo isto já sem se referir a tortura das varas e do estoque na tourada à espanhola — representam sem quaisquer dúvidas sofrimento intenso e insuportável para um animal tão sensível que não tolera as picadas das moscas e as enxota constantemente com a cauda quando pasta em liberdade.

A SIC exibiu, há tempos, um documentário sobre o que se passa na retaguarda das touradas. Quando chegou à fase final do arranque das farpas o funcionário da praça não permitiu a filmagem por a considerar demasiado impressionante. Mas pudemos ouvir os horrendos uivos de dor que o animal emitia do seu caixote exíguo e que eram de fazer gelar o sangue dos telespectadores.

Na tourada à espanhola com picadores o quadro ainda é mais cruel: o touro é perfurado ainda mais profundamente pela comprida e afiada ponta da “puya” que lhe rasga a pele, os músculos e os vasos sanguíneos, provocando-lhe intencionalmente uma dor intolerável e uma abundante hemorragia, enquanto um cavalo, de olhos vendados, é corneado pelo touro enraivecido e com frequência derrubado e ferido — e tudo isto para gáudio de uma multidão que a cada novo ferro cravado e a cada nova e mais profunda perfuração da vara, vibra com um gozo em que a componente sádica é óbvia.

A expressão “festa brava” não é uma expressão apropriada, pois em primeiro lugar, torturar e matar um animal não é uma “festa”, e em segundo lugar, o Touro quando entra na arena, está tão confuso, tão psicologicamente atormentado e tão fisicamente debilitado que é difícil rotulá-lo de «bravo». Estará, sim, desesperado pelo suplício a que foi sujeito durante vários dias, antes da lide.

Por outro lado, como pode um herbívoro ser “bravo”?

Os aficionados justificam a tourada chamando-lhe “tradição”. Os opositores às corridas de Touros mantém que não importa qual seja a história, elas são um acto puramente cruel que já deveria pertencer ao passado.

O negócio da crueldade

Um dos grupos que mais apoia as corridas é a indústria do turismo. Dizem eles. Os agentes de viagens e os promotores das corridas de Touros descrevem a luta como uma “competição festiva e justa”.

O que eles não revelam é que os Touros não têm a possibilidade de defender-se, e muito menos de sobreviver. E estão sempre em desvantagem.

Muitos ex-toureiros reconhecidos referiram que se neutraliza os Touros, debilitando-os intencionalmente, golpeando-lhes os rins e prendendo-lhes pesos ao pescoço durante várias semanas antes do que eles chamam “luta”.

A Fundação Brigitte Bardot, um grupo francês opositor das corridas de Touros, descreve outros métodos utilizados para debilitar o Touro: «A maioria das vezes, os animais entram na arena cegos, porque são deixados na escuridão durante 48 horas, antes da lide. A seguir os Touros são golpeados na cabeça com sacos de areia, durante muito tempo e violentamente, para privá-los dos seus sentidos».

Uma prática também habitual é raspar os cornos dos Touros, retirando-lhes alguns centímetros. Os cornos dos Touros, tal como os bigodes dos gatos, ajudam os animais a orientarem-se, e qualquer mudança repentina altera a sua coordenação.

Raspar os cornos dos Touros é uma prática ilegal. Por isso, às vezes, depois das corridas, um veterinário examina-os. Contudo, em 1997 a Confederação de Profissionais de Corridas de Touros, incluindo 230 matadores em Espanha, fizeram greve, opondo-se a essas inspecções veterinárias.

Os manifestantes reclamavam que os veterinários não tinham a “experiência suficiente” para examinar os Touros.

No entanto, muitos reconhecem isto como outro dos aspectos da corrupção que se infiltra num negócio que proporciona a cada um dos matadores profissionais mais de um milhão de dólares por ano. Em 1996, Espanha registou um total de 1.400 milhões de dólares na venda de entradas.

Mutilação sistemática

Num espectáculo típico, o Touro entra na arena e é abordado por indivíduos que o esgotam, correndo ao seu redor em círculos e enganando-o para que se fira.

Quando o Touro já está cansado e lhe falta o ar, acercam-se dele os picadores. Estes são indivíduos montados a Cavalo, cujos olhos estão vendados, e os quais cravam lanças no lombo e músculos do pescoço do Touro.

Isto dificulta a capacidade do animal levantar a cabeça.

Os “cavaleiros” volteiam e pressionam as lanças para se assegurarem de que o Touro perde uma grande quantidade de sangue. Logo aparecem os bandarilheiros a pé, que se encarregam de distrair o Touro e se precipitam sobre ele, até que lhe cravam mais lanças. E o sangue sempre a jorrar.

Quando o Touro fica completamente debilitado em consequência da perda de sangue, estes bandarilheiros correm à volta do Touro novamente em círculos até que este fique tonto e a perseguição pára.

Finalmente aparece o matador, e depois de provocar algumas investidas contra o animal já moribundo, desfere-lhe um golpe com a sua espada.

Após a estocada final, e quando o Touro não morre logo, um novo verdugo é chamado à arena para apunhalar até à morte o esgotado, o sofrido e dócil animal.

A adaga deve cortar a medula espinal, porém por vezes, mesmo isto pode falhar, deixando o Touro plenamente consciente, mas paralisado, e se o público está contente com o tauricida, as orelhas e a cauda do Touro são cortadas e exibidas como troféus.

O Touro é depois arrastado para fora da arena, acorrentado pelos cornos.

Alguns minutos mais tarde, outro Touro entra na arena e o ciclo recomeça.

«Posso entender como as pessoas vêm isto como uma barbárie», disse um reconhecido matador francês de 19 anos, de nome Chamaco, mas, acrescentou «a morte do Touro é como a assinatura de uma pintura», com a diferença que esta “peça” é rapidamente esquartejada para vender a sua carne.

Este tauricida é famoso por deleitar a assistência: «Ele grita ao animal, fazendo-lhe gestos irracionais e apoteóticos, provocando-o, fustigando-o e pedindo que dance com ele», descreve um espectador.

Outras vítimas

Os Touros não são as únicas vítimas na arena. O editor de uma revista norte-americana aficionada admitiu que, aos Cavalos utilizados nas touradas, são-lhes administradas drogas atrás das orelhas, vendam-lhes os olhos para que não fujam do Touro (os quais temem por natureza), e batem-lhes com frequência. Fora as picadas das esporas que os fazem sangrar violentamente.

Estes Cavalos, que por vezes são corneados, geralmente têm as orelhas tapadas com jornais molhados para lhes enfraquecer a capacidade auditiva, e as suas cordas vocais são frequentemente cortadas para que os seus gemidos não perturbem a assistência.

Quem já assistiu a uma tourada ouviu alguma vez um Cavalo relinchar de dor?

Sabem para que servem as bandas de música enquanto a lide decorre? Para abafar os gritos dos Touros.

Os Cavalos são por vezes Cavalos de arado, muito velhos para serem úteis, e acabam por ser abatidos por Touros que chegam a pesar cerca de meia tonelada.

Em determinadas ocasiões os Touros corneiam os Cavalos e as suas feridas são tapadas com palha para que não se vejam nem o sangue nem as vísceras. Outras vezes, morrem, como aconteceu há pouco tempo, com Xelim, o Cavalo do tauricida Rui Fernandes, o qual ficou com os intestinos pendurados, depois de ter levado uma cornada.

A reprodução dos Touros

A criação selectiva permite aos ganadeiros criar um Touro que morrerá de um modo mais satisfatório para o público.

Os Touros são seleccionados para se cruzarem com vacas que quando são atacadas com lanças, respondem investindo sempre da mesma maneira. Eles são criados para voltarem a ser torturados repetidamente.

Outros rituais reprováveis e bárbaros

A corrida de Touros mexicana também inclui a novilhada, ou corrida de novilhos. Os Touros bebés, alguns com apenas algumas semanas de vida, são transportados para a arena, onde espectadores, muitos dos quais crianças, os apunhalam até à morte.

Estes massacres finalizam quando os espectadores cortam as orelhas e a cauda às pequenas crias que geralmente estão totalmente conscientes e encharcadas no seu próprio sangue.

As chamadas “corridas de Touros não sangrentas”, que são legais em muitas cidades nos Estados Unidos da América, admitem a participação de pessoas que provocam e atacam o Touro. Enquanto que molestar e açoitar o animal fazem parte do espectáculo, a matança deve ser realizada fora da arena.

Na Colômbia há um festival anual em que Touros solitários são atormentados por milhares de pessoas que crêem que estão a pôr à prova a sua “valentia” (ajudados por um ambiente festivo e grandes quantidades de álcool).

«Se não morre alguém é algo monótono» lamenta Carlos Pérez, presidente do comité que organizou o dito evento em 1966.

Mas o toureiro colombiano Luis Cuadrado admite «é apenas um Touro contra milhares de imbecis». Cuadrado prefere sentar-se no chão até que o Touro esteja suficientemente perto para cravar-lhe a lança, e foge logo para ficar em segurança.

Estes festivais duram entre 4 e 5 dias, e pelo menos 35 touros são mortos por dia.

A oposição

Em 1567, o Papa Pio V decretou que «as exibições de animais ou Touros que são torturados são contrárias aos deveres cristãos e à piedade», e pediu «que se pusesse um fim àquelas diversões sangrentas, miseráveis e mais apropriadas aos demónios do que aos homens».

Os próprios aficionados das corridas de Touros não podem negar que tal prática é uma barbárie.

O autor mexicano Eduardo del Río, que glorificou a morte dos Touros nos seus livros, descreveu as touradas como «um obstáculo para a humanização do homem».

Lyn Sherwood, editor de uma revista a favor das corridas de Touros declarou orgulhosamente, «não tenho nenhum problema moral de promover algo que considero moralmente injustificável».

Fontes:

http://www.petalatino.com/cmp/ent-toros.html

http://www.bullfightingfreeeurope.org/index_por.html

http://tourada-portugal.blogspot.pt/p/calendario-tauromaquico.html

Drogas utilizadas para enfraquecer os Touros nas arenas

Anti-inflamatórios.

Apirinas, analgésicos e antipiréticos, cujo objectivo é minorar as dores e o coxear mascarando assim as lesões antes do reconhecimento anterior à lide.

Estimulantes cardio-respiratórios.

Anfetaminas com efeito de estímulo cardíaco, circulatório, respiratório e de reflexos. Em exemplares com pouca força ajudam a uma melhoria.

Estimulantes do Sistema Nervoso.

Nicotina em doses baixas, vitaminas B1 e B2 que têm como finalidade incrementar a energia e os reflexos.

Estimulantes musculares.

Vitamina E.

Hormonas.

Hormonas sexuais e anabolizantes cujo objectivo é produzir efeitos anabolizantes e eliminar o stress para dar ao touro uma maior resistência durante a lide. Os animais tratados com estas hormonas são exemplares que apresentam lentidão de movimentos, falta de agilidade e reflexos de fadiga rápida.

 

***

Os aficionados chamam a isto “tradição”, “cultura”, “identidade”, “luta justa”, “valores”, “respeito pelo touro”, entre outras designações.

 

Espanta-me nunca se terem lembrado de chamar acupunctura a esta suposta inócua, ou até mesmo benéfica, actividade. Para além do visível enorme sofrimento e agonia a que o touro é sujeito durante a catarse que é vivida na praça, já nos curros, longe das câmaras e dos ouvidos, estes instrumentos que perpetuam esta festa bafienta e medieval, são retirados cortando a carne do animal. A frio.

Se dói? Se causa sofrimento? É dilacerante!

Por um mundo mais justo, por um engrandecimento da humanidade, pelo respeito e harmonia entre todos os seres, por um passo civilizacional: Abolição das touradas já!

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TOURO1.jpg

«Retiram-me do campo, onde sou feliz. Onde como erva e onde convivo com a minha família e companheiros. Retiram-me do bem-estar e da felicidade, para depois, num transporte stressante e psicologicamente torturador, me levarem para onde vou ser vítima, da mais vil tortura, tanto física, como psicológica.

Lá chegado, o meu tormento continua e começa a aumentar. Durante dois dias, não como e não bebo. Durante dois dias, estou enfiado num local escuro, onde mal posso mexer-me. E durante esses dois dias, sou torturado, física e psicologicamente. Querem que eu chegue à arena, com as minhas faculdades físicas e psicológicas 80% diminuídas, para facilitar a lide daqueles que dentro da praça irão torturar-me. E por isso o fazem, durante essas horríveis 48 horas.

Cortam-me a ponta dos chifres, para diminuir a minha visão periférica, e dessa forma, facilitar, também, a lide daqueles que dentro da praça irão torturar-me.

Depois entro nos curros, antes de entrar na arena, onde, para terem a certeza de que estou com as minhas faculdades físicas e psicológicas, 80% diminuídas, continuam a tratar-me barbaramente.

Quero ver-me livre de tanta dor; de tanto sofrimento; de tanta tortura. Nessa altura, vejo uma porta a abrir. Na hora, penso que finalmente vão deixar-me em paz. Mas infelizmente não. Não é nada disso. Entro e deparo-me com um local circular. Procuro um canto pelo qual possa fugir, mas não encontro. Nesse momento, chamo os meus companheiros; peço-lhes ajuda, mas nada podem fazer para vir em meu socorro. Vejo gente e mais gente à minha volta e em cima, ao redor desse local. Gente ávida de ver-me a ser barbaramente torturado. Gente ávida de ver o meu sofrimento. Gente ávida de ver pontas de ferros a serem espetadas no meu corpo e o sangue a jorrar e a escorrer.

No fim de tudo o que passei; depois de ter sido barbaramente torturado, o que quero é morrer, para parar de sofrer!

Mas eu, Touro de lide, não posso deixar de fazer uma pergunta: se aqueles que me torturam, física e psicologicamente tanto me querem tourear, porque não o fazem de igual para igual, sem que eu tenha as pontas dos chifres cortadas, sem que eu tenha sido torturado, física e psicologicamente, para que depois de ter perdido 80% das minhas faculdades, físicas e psicológicas, facilite a lide deles, e sem que utilizem ferros para espetarem em mim???»

Assinado:

Touro de lide

Fonte: Arco de Almedina