CANCELADA CORRIDA DE BURRO COM FERRARI PROMOVIDA PELO PSD

Pergunta: E se tudo isto foi forjado pelo PSD para atacar António Costa e ao mesmo tempo colocar em cheque a Câmara Municipal de Lisboa?

Resposta: Se foi esta a intenção, resultou em pleno. Desenterrou-se um episódio de triste memória protagonizado pelo actual primeiro-ministro de Portugal, com o qual o PSD anda de candeias às avessas, e a Câmara Municipal de Lisboa sai disto tudo muito beliscada.

As “desculpas” não convencem ninguém…

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1993: António Costa protagoniza um episódio de triste memória, que o PSD quis desenterrar

Texto de Teresa Botelho

 

«Quando o burro de Costa ganhou

PSD vai “ridicularizar” burro

A corrida entre um burro e um Ferrari que tinha sido anunciada para esta sexta-feira foi cancelada. O PSD alega que a Câmara de Lisboa proibiu a iniciativa com o argumento de que ela comprometeria o bem-estar do animal, mas essa versão é desmentida pela autarquia.

Num comunicado enviado esta quinta-feira ao fim da tarde, o PSD Lisboa diz ter recebido “com estupefacção” uma notificação da câmara “proibindo a realização” da corrida. O partido sublinha que uma iniciativa semelhante tinha já sido realizada pelo actual primeiro-ministro, António Costa, em 1993, tendo na altura decorrido “dentro da normalidade e sem nenhum constrangimento”.

“O objectivo era apenas saber qual a melhor forma de fazer face ao tráfego caótico que os lisboetas enfrentam diariamente na capital, originado pelas obras que decorrem um pouco por toda a cidade. Por isso, estranhamos ainda mais esta proibição”, continua o PSD Lisboa, que diz ainda lamentar “que os cidadãos do município sejam privados de conhecer o desfecho desta corrida”.

Além do comunicado, o partido enviou à comunicação social uma carta à Provedora Municipal dos Animais de Lisboa, carta que apresenta como “a resposta do PSD Lisboa à notificação da Câmara Municipal de Lisboa”. Nessa missiva, assinada por Mauro Xavier, sublinha-se que aquilo que se pretendia fazer era “um simples passeio pelas ruas de Lisboa, desprovido de qualquer carácter violento ou agressivo”.

Dirigindo-se a Inês Corte Real, o líder da concelhia de Lisboa destaca também que o seu partido “não inventou nem inovou em nada”, limitando-se a “recriar uma tradição criada pela pessoa que a nomeou para o seu actual cargo, o Dr. António Costa”. Segundo Mauro Xavier a iniciativa desta sexta-feira iria aliás ser feita com “melhores condições” do que a de 1993: “esta prova, ao contrário do que aconteceu no evento original, iria decorrer com o acompanhamento de um médico veterinário para garantir o bem-estar do burro”.

O dirigente social-democrata garante ainda que os promotores da iniciativa agora cancelada “são muito sensíveis ao argumento do stress causado ao burro”. “Mas podemos garantir-lhe que esse stress não seria maior do que aquele que é causado todos os dias a milhares de Lisboetas”, acrescenta Mauro Xavier.

“Se o PSD Lisboa ‘ridiculariza’ um burro colocando-o a passear no caótico trânsito, a Câmara de Lisboa ridiculariza milhares e milhares de lisboetas obrigados a passar horas no seu automóvel”, continua, concluindo que “o argumento do ridículo é ridicularizado se pensarmos que o burro tinha fortíssimas possibilidades de vencer a corrida”.

A Câmara de Lisboa já veio refutar a versão do PSD, num comunicado em que “desmente categoricamente que tenha tomado qualquer pronúncia ou deliberação sobre a corrida marcada pelo PSD”. “Muito menos” que tenha determinado “a sua proibição”.

Em comunicado, a autarquia presidida por Fernando Medina explica ter tomado conhecimento “da existência de um parecer da Provedora Municipal dos Animais de Lisboa, o qual recomenda ao PSD que não utilize um burro nessa corrida”. “Não só esse parecer não proíbe a iniciativa, como a Provedora Municipal dos Animais de Lisboa é uma estrutura independente dos serviços da câmara”, frisa o município.

“Qualquer decisão sobre a realização ou não do dito evento é da exclusiva responsabilidade dos seus organizadores”, conclui-se nesse comunicado da câmara.

Em declarações à Lusa, Inês Sousa Real disse que não proibiu a corrida, mas recomendou ao partido “que não utilizasse o animal” na iniciativa uma vez que “poderia pôr em causa o seu bem-estar”. “Não era do meu conhecimento que existisse autorização sanitária para a presença do animal na via pública por parte da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária”, referiu.»

Fonte:

https://www.facebook.com/isabel.a.ferreira.9/posts/1414169798597108

Fonte: Arco de Almedina

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«OS DEPUTADOS DAS VAQUEJADAS»

Mais um magnífico texto de Teresa Botelho que nos fala da estupidez das chamadas vaquejadas, que estão para o Brasil, como as touradas estão para Portugal: um “divertimento” de e para trogloditas que descontam nestes indefesos seres vivos, de um modo brutal e irracional, a falta de virilidade que lhes retorce e mirra as entranhas

Eles bem que queriam ser HOMENS… mas falta-lhes o principal… (se é que me entendem…)

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Texto de Teresa Botelho

«Apetece-me aqui falar de um país que não é o meu, mas cujas retóricas são comuns.

Perdi o meu tempo assistindo a uma comédia humorística   em directo que não me fez sequer sorrir, porque assistir a qualquer discussão acalorada entre os políticos brasileiros, é pior que estar enjoada e não conseguir vomitar.

O tema eram as Vaquejadas, espectáculos degradantes, com bovinos e cavalos, lidados e torturados por gente rude e mal formada que vive nos confins da ignorância.

Contudo, hoje em vez de falar dos bois, prefiro descrever os Deputados, porque esses sim, merecem ser “vaquejados” e depenados dos seus fracos, ou mesmo inexistentes valores mínimos morais e de racionalidade.

O vídeo do debate que pretendeu desautorizar a decisão do Supremo Tribunal que declarou recentemente inconstitucionais estes espectáculos bárbaros, decorria animadamente, com uma coluna lateral para críticas e comentários do povo e como sempre, não resisti à opinião despojada, porque mesmo considerando-me bem educada, dei comigo a escrever por lá umas certas coisas que normalmente só digo em privado, ou entre os amigos mais fiéis e condescendentes a linguagens de palavreado impróprio, por isso, ao cabo de umas 2 horas, decidi sair, até porque o que vi, chegou para me inspirar neste comentário…

A maior parte dos oradores era fazendeiros do Nordeste que não conseguiram desmentir as acusações de que as suas campanhas eleitorais tinham sido financiadas pelos “Coronéis do gado”.

O próprio presidente da mesa, manifestou claramente a sua vocação anti- animalista e geriu o tempo dos discursos, conforme as suas próprias preferências, em relação aos previsíveis conteúdos que iriam ser apresentados.

Quando algum orador não agradava, era vaiado e ofendido com palavrões e gritos, interrompendo o discurso, como aconteceu a uma veterinária que teve a ousadia de mencionar as diversas consequências físicas provocadas aos animais durante estas vaquejadas, como a sujeição dos bois pela cauda que muitas vezes acaba por ser arrancada, as fracturas nas patas e coluna, bem como as hemorragias internas que provocam aos animais, mortes lentas, em dolorosa agonia.

Quando a activista vegan e apresentadora da TV Luísa Mell que fora convidada para fazer parte do debate por um deputado animalista e a quem foram “generosamente” concedidos 5 minutos de prosa, se preparou para falar, a indignação da assistência foi de tal forma ruidosa que as sucessivas interrupções, apenas lhe permitiram expressar com dificuldade os seus altos valores compassivos e a emoção de reconhecer o atraso civilizacional do seu pobre país…  

 

De repente, com agressões à vista, os insultos e a barulheira, obrigaram a interromper a sessão por 2 minutos.

Afinal, quem viu um excerto da discussão pelo afastamento da Presidente Dilma, já conhece o ambiente acalorado de Brasília, mas o que mais me entusiasmou, foram os argumentos tirados de letra aos que oiço por cá, das bocas sujas dos defensores da “tradição” tauromáquica…

E não é que as touradas também foram por lá faladas, como pertencendo a países civilizados da Europa?

Só não sei em que escalão de civilidade, colocam eles o Brasil, mas não interessa …

O problema foi o meu desnorte e o “doce” vernáculo que me foi saindo, lá na coluna dos comentários, ao lado do tal vídeo da discórdia…

Mas após umas explicações cheias de “ética e sabedoria”, dadas por uns mercenários, digo, veterinários, bem pagos para a defesa do indefensável, como alguns que conhecemos por cá, eis que subiu à mesa um cowboy de enorme chapéu branco, com abas retorcidas e cuja obesidade mórbida lhe fazia pendurar as flácidas bochechas gordurosas sobre o colarinho branco, encobrindo o nó da gravata de tal forma apertada que lhe deixava a face roxa!

O cowboy, mesmo sem pistola, disparou os seus impropérios a torto e a direito, terminando com aquele argumento tão batido também por cá, sobre a crise laboral que as proibições de torturar bovinos causariam entre os peões mal pagos que lhes engraxam as botas.

Antes disto, tinham havido uns momentos empolgantes, mas que acabaram em paz, após um convite de um animalista a um adepto das “tradições”, para um ajuste de contas lá fora, mas que não deu em nada, porque quando o primeiro gritou “seja homem”, o segundo encolheu-se e só fingiu que o era…

Esgotados de tanta intelectualidade, os fazendeiros, os corruptos e os leiloeiros de animais, após mais de 4 horas de humor negro e de machismo exacerbado, decidiram o seguinte:

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Alguns parlamentares prometeram que vão se empenhar para mudar a Constituição por meio de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para que as vaquejadas e os rodeios sejam definitivamente reconhecidos como “patrimônio cultural do país”.

Onde é que eu já ouvi esta de “patrimônio cultural”, apesar da diferença geográfica e de acentuação?

Aguardemos então que o PEC não chegue a PEC, apesar de neste momento estar já a ser afincadamente preparado por lá, até porque só o nome me lembra outros PECs que não nos sugerem por cá, nada de bom…

Entretanto, hoje mesmo, as manifestações e a luta dos indignados vaqueiros continuavam, transformando os bois em reaccionárias exigências políticas e cujas críticas visam até o vigente Estatuto de Desarmamento que segundo um dos cowboys direitistas, aspirante a presidente e bastante ovacionado, a proibição feita aos “cabras machos” de usarem armas, o que é criar “uma geração de maricas”…

E mais não digo, porque apenas me parece que bovinos e cavalos torturados, são sempre um bom ponto de partida para o atraso, a xenofobia, a escravatura e a porca miséria de países de pantanas…»

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2016/10/vaquejadas.htm

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Fonte: Arco de Almedina

À ERC – ENTIDADE REGULADORA PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL

Depois que a ERC nos enviou uma deliberação que faz corar as pedras da calçada portuguesa, e que pode ser recordada neste link

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/erc-entidade-reguladora-para-a-690498

o repúdio ao que lá se diz tem sido extraordinário.

Aqui transcrevo dois excelentes textos que dizem do estado pobre e podre da nossa Nação

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Texto de Teresa Botelho

A VERBORREIA DO DESRESPEITO!

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Olhando inadvertidamente as páginas do Facebook, eis que a minha alma se iluminou, perante um post partilhado, com as inteligentes e sábias pérolas emanadas desta douta Instituição que infelizmente sustentamos!

PARABÉNS!  Temos doutores e psicólogos proeminentes que arrasam qualquer teoria da ONU e de cientistas de renome internacional.

Mas entremos em algumas das vossas inteligentes citações, sobre a transmissão de touradas pelo canal público:

 A “herança cultural portuguesa que o Estado tem a incumbência de promover e proteger”, mesmo que façam parte de “heranças” selvagens e medievais, têm que ser protegidas, ou melhor, os amigalhaços que vivem à custa destas ditas heranças e a quem a moral e a ética não dizem nada, precisam de ser protegidos, bajulados e sustentados, porque é para isso que serve o Zé Povinho, cujo popular gesto tão bem vos assenta, na hora de pagar as taxas que vos engordam e vos dão o poder de opinar em “tais premissas não aptas a modificar o entendimento a este preciso respeito”.   

Mas voltando à verborreia da vossa resposta às críticas dos contribuintes que até têm sido pacíficos, se bem que cada vez estejam menos pacientes, perante a barbaridade confessa de que “estes espectáculos tauromáquicos não são sequer susceptíveis de influir negativamente na formação da personalidade das crianças e adolescentes”, só não desmaio, porque ainda mantenho saúde e lucidez para vos conhecer de ginjeira, bem como aos argumentos ridículos de quem não vê um palmo adiante do nariz, porque ou não vos convém, ou porque a falta de literacia, não vos permitiu sequer ir ao Google investigar o que por lá se escreve sobre o tema.

Cogitei seriamente transcrever aqui alguns desses estudos feitos por cientistas de renome mundial, mas não vale a pena, porque os investigadores tauromáquicos superam todos esses conceitos científicos, ao mesmo tempo que se babam e masturbam psicologicamente, perante o sangue derramado na arena, por um animal que alegadamente lhes terá feito o favor de pedir que lhe esfacelassem bastante o lombo e lhe fizessem jorrar bastante sangue, para colorir a decadente emissão da RTP, animando assim as criancinhas que assistem em suas casas, sentadinhas nos sofás da inocência e perante o laxismo, ignorância e a brutalidade parental

Receber da parte da ERC, uma resposta como esta que li, sinceramente, não quero nem preciso, porque me faria mal aos intestinos e quando me dá a cólica, nem” a compressão(…) da liberdade” me segura, por isso, não queiram saber, ou talvez fosse bom que soubessem…
Teresa Botelho – uma gota de água no Oceano da “escumalha” anti-tauromaquia. 

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2016/10/a-verborreia-do-desrespeito.html

*

Texto de Ana Macedo

MUITO BEM ERC, VOCÊS DIGNIFICAM ESTE ANTRO EM QUE SE TRANSFORMOU PORTUGAL

Exmos. Srs.

Apesar de sobejamente reconhecer a total inutilidade de instituições como a vossa, a quem pagamos as despesas e os ordenados chorudos para que nada façam, ainda fico surpreendida, de vez em quando, ao deparar com respostas que não só demonstram ignorância e incompetência mas, acima de tudo um total desrespeito por aqueles que garantem a vossa sobrevivência…

Como é possível que, em pleno século XXI, ainda seja necessário escrever emails a reclamar do óbvio? Para que serve uma “entidade reguladora” que é a primeira a pactuar com tudo o que está errado?

Como é que alguém se atreve a afirmar que os espectáculos onde se torturam animais são uma tradição? Como se consegue ser tão ignorante ao afirmar que estes espectáculos não afectam as crianças??

Quem é capaz de descer a tão baixo nível afirmando que torturar animais é parte do património cultural?

Pois bem, eu considero-me ofendida e desrespeitada, por razões que passo a explicar:

1) As touradas são tanto património cultural quanto a queima das bruxas (já que se aproxima o Halloween acho que a ERC deveria recomendar a transmissão em directo de uma dessas queimas, não?)

2) Este lixo televisivo é a razão pela qual não olho, jamais, para uma estação televisiva deste país. Se, acidentalmente, o meu filho passa pelo canal 1 da RTP e se depara com este tipo de lixo fica, de facto, em choque… Mas tenho, então, de lhe explicar que vivo num país de idiotas mentais que adoram torturar animais e que são supervisionados por uma espécie de entidade que não serve para nada a não ser receber salários e aplaudir espectáculos do século XVIII (18, porque duvido que saibam) e que, ainda por cima, vem de um outro país que ocupou o nosso…

3) Não satisfeitos com a bestialidade da tourada, decidem introduzir um outro animal na tortura… Uma pobre mula a ser picada por 10 montes de esterco com pernas… Lindo! Clap, Clap, Clap!!! Muito bem, ERC, vocês dignificam este antro em que se transformou Portugal.

4) Não gosto de ser denominada como escumalha…. Não acho correcto. Acredito que na ERC isso seja natural e que se chamem nomes uns aos outros para que o tempo vá passando até picar o ponto para sair…. mas eu não gosto! E acho de péssimo gosto que um suposto comentador televisivo, numa estação pública paga com o meu dinheiro, possa insultar a grande maioria dos portugueses sem que, da parte da entidade reguladora, também paga com o meu dinheiro, haja uma reacção.

A propósito… dizerem que só foram recebidas 200 e tal reclamações demonstra bem a total incompetência de quem aí trabalha. É VOSSA obrigação zelar pelo público. Não tem de ser o público a dar-vos alertas. Tenham vergonha. Façam o vosso trabalho.

Ana Macedo (CC )

Fonte: Arco de Almedina

AÇORES, TERCEIRA E TOUROS À CORDA

Um texto DI…VI…NO…

Uma realidade triste e boçal, do nosso triste e boçal país… muito bem observada…

Vale a pena ler.

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Texto de Teresa Botelho

Eis o maior divertimento, digno da região com o menor grau de escolaridade do país, (último senso do INE) e que é a marca da ignorância e selvajaria a que alguns chamam “cultura e tradição“!

Correr à frente de um animal em stress e num grau de esgotamento que o faz cair e ferir-se, entre os aplausos de uma multidão cujos interesses verdadeiramente culturais se resumem a zero, é sem sombra de dúvidas a vergonha de um pobre país subdesenvolvido, para quem a educação não tem sido prioridade nem interesse.

Se o desejo de mostrar aos turistas, como se diverte um povo, quem vem de fora e por acidente assiste a isto, não se surpreenderá muito pela performance do touro, mas sim pela imagem degradante da plateia obesa, do mulherio desleixado e mal amado, das crianças pequenas penduradas nos muros e cujo abandono escolar é o pão nosso de cada dia, da estúpida alegria dos pés rapados que se exibem em trejeitos imitando coragem, dos ventres oscilantes e avantajados pelo excesso de bebida e da miséria que se repercute na mais baixa esperança de vida desta terra europeia, cujo progresso parou no tempo e no dia a dia à toa dos seus habitantes e onde a taxa de suicídios entre os jovens é das mais altas do país, o que reflecte uma insularidade amorfa e sem horizontes à vista.

Estas “proezas” com touros à corda, são apreciadas nas zonas menos alfabetizadas e esquecidas, também no continente, como por exemplo em Ponte de Lima.

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O divertimento desses seres que na presença de um animal indefeso e desorientado, se transformam em trogloditas, embora fortemente contestado pelos conterrâneos mais informados e evoluídos, não encontra o devido eco junto dos poderes locais, a quem estes festejos convêm e até financiam, para que a maioria dos seus brutalizados munícipes, tenham o seu escape de violência gratuita e não a devida lucidez de os contestem nas eleições.

Com rios de álcool e comerciantes contentes, vão-se encontrando Santos para dar o nome a “tradições“, ressuscitadas das épocas mais remotas do obscurantismo, com padres exímios na manipulação da ignorância dos seus “rebanhos” iletrados, mas sempre alinhados ao poder, no doentio saudosismo da Inquisição, do Estado Novo e da caça às bruxas.

Assim se vê um país, lá do alto da pirâmide da verdadeira cultura e assim se marcha, na falência de princípios, de valores e deveres para que a todos sejam dadas as mesmas oportunidades, a educação e a cultura a que têm direito e a vida que merecem, mas que pacificamente ainda ignoram…

Fonte Blogue Retalhos de Outono

https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2016/10/acores-terceira-e-touros-corda.html?showComment=1476455629495#c1150832912222114532

Fonte: Arco de Almedina

 

«SALTANDO A LEI!»

Há algumas leis em Portugal que não são para cumprir.

 Há algumas autoridades em Portugal que não cumprem, nem fazem cumprir as leis.

 E se questionamos os governantes sobre estas matérias, simplesmente não respondem, como se ao povo não se devesse dar satisfações da governação.

 Será que vivemos num país onde a Democracia é uma ilusão?

 É deste “saltando a lei” que fala o magnífico texto de Teresa Botelho, publicado no seu Blogue Retalhos de Outono

Fazemos minhas todas as suas palavras.

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Texto de Teresa Botelho

«Hoje apetece-me falar de falta de vergonha, negligência, compadrio, ou quem sabe se até de corrupção, protegida por propositados silêncios!

A conivência escandalosa das instituições portuguesas no que toca à Natureza e aos animais, não tem mais justificação, tocando descaradamente o evidente!

Claro que falo do Ambiente de um país primitivo que se encolhe nos recantos mais sombrios da incúria e do laxismo, sem argumentos que justifiquem claramente seja o que for…

Mas hoje apetece-me falar de uma Instituição que saltita impunemente sobre certas leis e não responde a quem, com os seus impostos, a sustenta: – A Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC).

Mais uma vez, falo de touros, aquele espectáculo degradante que coloca Portugal ao nível dos países menos evoluídos da Europa e quem sabe se do Mundo!

Foi tarde e a más horas que saiu o RET (Regulamento dos Espectáculos Tauromáquicos) e que proíbe o funcionamento de praças de touros amovíveis desprovidas de curros, ou seja, de espaços onde os animais permanecem antes e depois de serem torturados e onde deverão depois ser abatidos na presença de um veterinário, para que o seu sofrimento não se prolongue até ao matadouro, o que pode demorar, em caso de fim-de-semana.

Considerando que qualquer pessoa evoluída e consciente, não aceita o nome de “espectáculo” a estas actividades sádicas e menos ainda culturais, este novo Regulamento trás algumas regras que antes não eram concebidas, mas que pelo menos, demonstram o que há muito se sabe, mas que o Ministério da Cultura sempre pretendeu ignorar: – O atroz sofrimento dos animais, os cortes a sangue frio para retirar os ferros, etc.!

Nos tempos áureos da tauromaquia, estas praças pré-fabricadas eram instaladas em várias terriolas, para “alegrar” os famintos de sangue nas suas festas tradicionais e geralmente em honra de Santos que nunca foram ouvidos nem achados, mas que aos padres das Paróquias rendiam alguns tostões e até o prazer de ver jorrar o sangue de inocentes, ignorando assim, as sábias palavras papais sobre “maus tratos a animais”.

Hoje, essas armações obsoletas e ultrapassadas, sem a legal e devida acomodação para os animais, continuam a ser armadas em povoações, zonas protegidas e até no meio de prédios, como aconteceu recentemente no Carregado, sob o ignorado protesto de alguns moradores incomodados.

Perante esta notícia, divulgada por um órgão de informação e largamente partilhada nas redes sociais, várias pessoas acharam por bem, avisar o IGAC*, para que a devida inspecção fosse feita e a lei se cumprisse, mas se as respostas chegaram a alguns sob uma ridícula desresponsabilização, atribuindo esses deveres à Direcção-Geral de Veterinária que pelos vistos, não só tem que verificar os animais, como também lhes são agora espantosamente atribuídas funções urbanísticas, num vai e vem de desculpas esfarrapadas e incoerentes, como aliás convém…

Aos contactos e pedidos de esclarecimentos que solicitei ao IGAC, sobre o caso concreto do Carregado, até hoje aguardo resposta, talvez porque não tenham sido ainda informados pelas Finanças que os meus impostos estão em dia, ou quem sabe, se me consideram cidadã de 2ª que não merece explicações, mas o que é certo, é que as leis se fizeram, os touros continuam a servir de gozo a psicopatas em recintos ilegais, protegidos por entidades omissas, cuja omnipotência os engasga pela falta de válidos argumentos e sujeitas a manipulações ilegais e culposas.

A tourada aconteceu no Carregado, sem qualquer inspecção, mas com a infalível bênção do padre da paróquia, à qual nem a Câmara de Alenquer nem qualquer outra entidade se atreveu a opor. Aconteceu este ano e voltará a acontecer em várias terrinhas deste país para os protegidos pelo sistema e implacável para quem se verga sob o peso das sua consciências, porque a Democracia se tortura em praça pública e o povo esmagado pelos atropelos, se manifesta sem ser ouvido!»

* Inspecção-geral das Actividades Culturais partilhou recentemente com a AMA – Agência de Modernização Administrativa, um conjunto de dados que agrega informação dos recintos de espectáculos de natureza artística activos em Portugal Continental, que se encontra publicada em:

http://www.dados.gov.pt/PT/CatalogoDados/Dados.aspxname=RecintosdeEspetaculosdeNaturezaArtistica#sthash.kIUVKOUA.dpbs

(Infelizmente o link em anexo está desactivado)

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2016/09/saltando-lei.html

Fonte: Arco de Almedina

«INTOLERÂNCIA?»

Mais um magnífico texto de Teresa Botelho.

Faço minha cada palavra aqui transcrita.

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Texto de Teresa Botelho

A democracia dá-nos o prazer do eterno orgasmo, sentido através das palavras que não precisamos de esconder!

Fornece-nos também os espelhos que reflectem a razão e a intolerância que nos torna “leões” na defesa das crias mais vulneráveis!

A defesa dos sem voz é minha missão e a de cada vez mais gente por esse mundo fora e o selo da evolução humana, bem como a negação dos erros de um passado cavernícola.

SOU INTOLERANTE PARA COM ASSASSINOS E ABUSADORES!

Serei eternamente extremista, porque a razão não me consegue encobrir a índole justiceira e a capacidade de reagir.

SOU ANTI “FESTA BRAVA”!

Porque de “festa” não tem nada e de bravura muito menos…

E do “dejá vu” de argumentos, resta-me apenas o nojo por quem aplaude a morte e com ela se masturba em fugazes orgasmos de prazer sanguinário, revendo-se depois nos espelhos sujos dos seus mais baixos sentimentos.

SER PELA PAZ E PELA NATUREZA, É SER MAIOR, SEM EMBARCAR EM LUTAS DESIGUAIS, MAS ENFRENTANDO OS SEUS PRÓPRIOS SENTIMENTOS, COMO PILAR INDESTRUTÍVEL DO SEU PROJECTO DE VIDA!

E se quem mata não é assassino, ou doente, então abram-se as prisões, prescinda-se de carcereiros e aposentem-se os psiquiatras!

No entanto, parece que em sociedades normais, ou quase, em que se pretendem diagnosticar doenças e as origens dos “transtornos comportamentais“, conforme diz a Associação Americana de Psiquiatria e cujo conteúdo já transcrevi neste blog, a crueldade para com os animais, é o 1º dos sintomas, iniciado na infância e que evolui com a idade para patologias mais graves e que são sintomas de negligência familiar ou outras frustrações afectivas.

No entanto, mesmo não tendo sido a minha infância um mar de rosas afectivo, aproveitei o que outros não conseguiram nos seus percursos:

COMPREENDER SEM REVOLTA E PREFERIR O AMOR E O RESPEITO AO PRÓXIMO, QUANDO ELE O MERECE…

Teresa Botelho

Fonte: Arco de Almedina

***

Texto realmente fantástico da Teresa Botelho.
Faço também minhas cada palavra deste texto!

**

Mas não vou deixar de dizer que quem está na arena de uma praça, como quem está nas bancadas a aplaudir, é Assassino, é Criminoso, é Psicopata, é Sociopata!

Mário Amorim

A ORIGEM CIENTÍFICA DA “AFICIÓN”

Hoje brindo-vos com este espectacular texto, da autoria da minha amiga Teresa Botelho, publicado no seu Blogue «Retalhos de Outono», onde ela apresenta uma síntese bastante realista do que é o mundinho tauromáquico.

Parabéns, Teresa. Disse tudo o que há a dizer, de um modo que, com toda a certeza, todos entenderão logo à primeira. (I.A.F.)

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Texto de TERESA BOTELHO

Embora a Igreja Católica não tenha achado graça nenhuma à teoria da Evolução das Espécies de Charles Darwin que matava de vez o Adão, a Eva, a maçã e a diabólica cobra, a verdade é que teve que calar a boca e fazer vista grossa às evidências científicas!

E as evidências mostram que o cérebro e a inteligência nele contida, não é apenas atributo da posição bípede do Homo Sapiens africano que depois migrou para a Europa e Ásia, mas também dos Primatas que o antecederam.

Ora como hoje decidi enveredar pela Antropologia, fui escavar em certas regiões deste país, onde encontrei surpresas extraordinárias e as explicações exactas para as minhas questões, mas para não ferir susceptibilidades e porque os achados arqueológicos nem sempre foram todos homogéneos, não me alongarei em grandes pormenores geográficos.

Em certas regiões do nosso país, encontrei crânios diferentes dos já descobertos em escavações europeias e que possivelmente terão também ligação com outros que se virão a encontrar em Espanha e em certas regiões de França. São espécies novas de hominídeos, cujo tamanho do cérebro não evoluiu tanto como o vulgar Homo europeu.

A essa importante descoberta de um Neandertal – b), decidi chamar Homo Sanguinarium e por coincidência, conheci mesmo alguns dos seus descendentes que embora já conseguindo algumas verbalizações do tipo grunhido e cobrir as partes íntimas com roupas, apresentam uma caixa craniana de resumido volume e são apelidados de “Grunhos“.

Muitos deles têm ventres avantajados e exalam um estranho odor a queijo ressequido e alho!

Irritam-se facilmente, chegando mesmo a vias de facto, sobretudo em casa, onde se sentem mais fortes, mas fora dela, só se alteram acompanhados pelos da sua espécie.

No Verão, ficam sequiosos e por vezes cambaleantes, sobretudo quando vão em magote interagir com bovinos atados com cordas, nas ruas das suas aldeias.

Os mais urbanos, levam a família toda a uns recintos redondos, onde outros da mesma espécie, espetam ferros em touros vivos.

Entre os “espetadores” de ferros, há uns que vestem colans e casacos brilhantes com lantejoulas e fazem grandes bailados em frente dos animais, antes de os ferirem.

Os touros têm as hastes cortadas nas pontas, mas às vezes rompem os colans aos dançarinos e mostram que a fruta que está por baixo, não é grande coisa e lá se perdem na areia os enchumaços de algodão super absorvente que maravilhavam as fêmeas dos Homos “embolados” da assistência…

Há também uns outros, mais espertos que espetam os ferros no bicho de cima de outro bicho. Chamam-lhes cavaleiros, mas esses não correm tantos riscos, porque a montada apara quase sempre os piores golpes.

São mais abastados que os demais, porque vão arrebanhando dinheiros públicos e só ali vão para os justificar e exibir a sua fraca figura.

Depois vêm os dos barretes abraçar o touro, talvez com vontade de lhe pedirem desculpa, mas sem sorte, porque o bicho já está nas últimas e nem os vê, apesar de algumas vezes voarem mesmo sem terem nascido com asas.

Mas é no final que entram os mais corajosos e que se chamam “Limpa Bonicos” que com as suas enormes pás, reúnem toda a merda reminiscente no solo e que será depois distribuída aos espectadores em saquinhos coloridos como recordação.

Todos eles, no entanto, revelam caixas cranianas ínfimas, comparadas com as dos touros e cavalos que sacrificam.

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Esta espécie de Homo Sanguinarium, apesar de se encontrar em extinção, reúne ainda bastantes da sua espécie, conseguindo mesmo alguns deles, chegar a cargos no governo.

Há ainda outros que como não sabiam fazer mais nada, tornaram-se religiosos e até bispos, o que não é de espantar porque esses costumam ter vários vícios, além de gostarem de ver sangue…

E por aqui me fico, embora muito mais houvesse para dizer, mas que guardarei para o Nobel da Ciência!

Fonte do texto:  Blogue «Retalhos de Outono»

http://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2016/08/aficion_80.html

Fonte: Arco de Almedina