Austrália: Encontrados vestígios de medicamentos e inseticidas em sangue de tartarugas

Vestígios de medicamentos e inseticidas foram encontrados no sangue de tartarugas-verdes da Grande Barreira de Coral, na Austrália, indicaram hoje cientistas.

Os investigadores analisaram o sangue de tartarugas que vivem ao largo de Cleveland Bay e Upstart Bay, no estado de Queensland, e nas redondezas do grupo de ilhas Howick.

A equipa de cientistas, inclusive da Universidade de Queensland, descobriu vestígios de produtos químicos usados na indústria, de medicamentos para a gota e a insuficiência cardíaca e de um inseticida.

Algumas destas substâncias podem afetar as tartarugas, em particular o funcionamento do seu fígado.

Património mundial que se estende por 2.300 quilómetros, a Grande Barreira de Coral está ameaçada pela poluição causada por dejetos agrícolas, pela proliferação de estrelas do mar que destroem os corais e pelo aumento da temperatura da água.

Fonte: 24.sapo.pt

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CONTEÚDO ANDA Tartarugas ameaçadas são comercializadas com a conivência do governo da Costa Rica

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Imagine que você é o personagem da série “Breaking Bad” Walter White, também conhecido como “Heisenberg”, acelerando por uma estrada no Novo México, mal controlando um antigo trailer, com um compartimento traseiro cheio de tesouros escondidos.

De repente seu espelho retrovisor é preenchido com as luzes vermelhas e azuis de policiais determinados que o perseguem com a missão de tirar o seu precioso pacote e trancá-lo em uma cela. Os oficiais cercam seu veículo e aproximam-se da janela apontando armas e gritam: “Saia do veículo!” “Mostre-nos suas mãos!”.

Este é o fim da linha. Você está a poucos momentos de ser enviado para a prisão. Você tem apenas uma palavra em que pode pensar e a diz em voz alta e isso os impede de continuar com suas funções.

Eles guardam as armas e você está livre para sair com sua valiosa carga. Porém, você não é Walter White e não está no Novo México. Esta é a Costa Rica e seu ramo não é a metanfetamina, mas os ovos de tartaruga  que são roubados de ninhos de uma praia da região. Mais importante, você está livre porque usou a palavra mágica: “Ostional!”

Ostional Wildlife Reserve

Há milhares de anos, as pessoas acreditam que comer ovos crus de tartarugas é terapêutico e até mesmo um afrodisíaco. A ciência moderna tem desmentido esses mitos e devido a preocupações com a extinção dos animais e com a saúde, muitos países têm proibido a captura e a venda de ovos de tartaruga.

Aparentemente, a Costa Rica é um dos países que tem algumas das mais rigorosas leis de proteção.

Entre na Ostional Wildlife Reserve. A reserva possui uma área aproximada de 80 quilômetros, na Península de Nicoya, situada ao longo da costa em Guanacaste. A Ostional foi originalmente declarada uma área protegida em 1982 e passou por muitas mudanças desde aquele período, incluindo um alargamento da área para proteger ainda mais a praia.

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A palavra “protegidos” traz à mente áreas onde tanto a terra como os animais são mantidos a salvo de todos os aspectos do perigo humano. Neste caso, esta palavra é muito enganosa.

Uma das contradições mais flagrantes nesta “área protegida” é que esta é a única área legal na Costa Rica, onde o governo concedeu às pessoas o direito de colher ovos de tartaruga. Na verdade, o governo parece encorajar essa atividade, misturando palavras como “sustentável” e “responsável”, sendo que nenhuma é válida quando se trata da destruição de ecossistemas naturais ou de populações animais.

O órgão governamental encarregado de proteger esta área e assegurar o cumprimento das leis é chamado de “MINAET” (Ministério do Meio Ambiente, Energia e Tecnologia). O MINAET falhou miseravelmente em limitar o número de pessoas que ocupam a praia de Ostional e o local tem visto um afluxo de habitantes e pesquisadores de ovos de tartaruga.

Existem poucos bares ou esquinas na Costa Rica onde não é possível encontrar ovos de tartaruga à venda. Independentemente de onde você está, inevitavelmente o vendedor terá placas que declaram estes ovos como “Ostional”. Se você perguntar-lhes, eles irão jurar que os ovos vêm da praia.

Naturalmente, não há nenhuma maneira de olhar para um ovo de tartaruga a olho nu e determinar em que praia do mundo ele estava, mas isso se tornou o passe “para ficar livre da prisão” de cada vendedor atualmente.

Os grupos de conservação de tartarugas em torno da Costa Rica concordam que os ninhos estão em quase todas as praias do país e que o número de ovos vendidos superam em muito os números daqueles que estão em Ostional. O governo parece ter pouca ou nenhuma vontade de aplicar qualquer lei.

A IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) publica anualmente uma “lista vermelha” de todas as espécies que estão em perigo de extinção. Atualmente, seis das sete principais espécies de tartarugas-marinhas estão listadas como ameaçadas ou em perigo crítico.

Portanto, permitir que os moradores peguem ovos de tartaruga é um problema sério, o comércio de milhares de ovos em toda a Costa Rica, sob o rótulo de que “eles são de Ostional” cria um problema ainda mais grave.

A questão principal é que as tartarugas – que habitam o planeta há milhões de anos – estão a caminho do desaparecimento. A Costa Rica precisa proibir imediatamente o comércio dos ovos dos animais e usar seus recursos para prender e acusar as pessoas responsáveis por dizimar as populações de tartarugas da Terra.

Em 2016, a campanha da Operação Jairo II realizada pela Sea Shepherd Conservation Society defendeu populações ameaçadas de tartarugas verdes, de baú, de carapaça, de tartarugas verde-oliva e tartarugas-da-índia na Flórida, Costa Rica e Honduras.

Neste verão, Sea Shepherd embarcará na Operação Jairo III para tentar lutar pela vida dessas espécies tão abusadas, reportou o One Green Planet.

Fonte: ANDA

Situação preocupante Denúncia aponta matança de tartarugas em Angola

Divulgação

Várias tartarugas têm sido mortas, nos últimos tempos, em praias do município do Nzeto, província angolana do Zaire, fato que preocupa as autoridades, que estão a estudar as causas desses atos, dos quais há muito não havia registro.

A situação foi alertada pelo diretor nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação do Ministério do Ambiente, Joaquim Manuel, citado hoje pela agência noticiosa angolana, Angop.

De acordo com Joaquim Manuel, ainda não há detalhes sobre a situação porque, disse, se está a trabalhar “no levantamento de dados no terreno, para se saber quais as causas reais que estão na matança das tartarugas e (consumo) dos seus ovos”.

“Precisamos saber se as mesmas foram mortas para serem consumidas pelos caçadores ou comercializadas para outros fins”, disse Joaquim Manuel.

A Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto promove o projeto de proteção das tartarugas marinhas, desde 2003, que cobre apenas quatro praias das províncias de Luanda, Zaire, Cuanza Sul e Namibe, o equivalente a 3,4% cento da costa angolana.

O projeto, denominado ‘Kitabanga’, conseguiu proteger, desde o seu arranque há 12 anos, mais de 3.500 ninhos e devolver com segurança 322 mil novas tartarugas.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: ANDA

Defensores de animais são agredidos por caçadores

Foto: Sea ShepherdUm grupo de 11 voluntários que trabalhava para a organização Sea Shepherd Conservation Society, na denominada Operação Jairo, foi agredido por caçadores durante uma patrulha na praia Pacuare, Costa Rica. A missão tinha como objetivo encontrar e proteger tartarugas ameaçadas, seus ovos e ninhos. Dois voluntários ficaram levemente feridos. As informações são do The Costa Rica Star.

Assim que perceberam a presença da equipe do Sea Shepherd, que incluía uma equipe de reportagem além dos voluntários da patrulha, um grupo de caçadores se aproximou e, sem motivo aparente, começou a atacar os voluntários desarmados com galhos e machetes. Relata-se que mais de 10 caçadores estavam envolvidos no ataque. Um dos voluntários, o australiano Brett Bradley (que lidera a Operação Jairo na Costa Rica), se colocou entre os caçadores e seus colegas, suportando a maior parte das agressões, que lhe causaram ferimentos nos braços. Uma canadense que pertencia à equipe de reportagem sofreu ferimento no ombro.

O time multinacional de voluntários incluía também indivíduos da Áustria, Espanha, EUA, França e Costa Rica.

Enquanto os voluntários tentavam deixar a praia, houve troca de tiros entre os caçadores e a equipe de guardas de segurança, contratada pelo Sea Shepherd para proteger os voluntários. A organização teria recebido ameaças depois de um incidente no início de junho.

No dia 4 de junho, voluntários surpreenderam um caçador que roubava ovos de tartaruga-gigante, uma espécie marinha ameaçada. A fêmea tinha acabado de por os ovos na areia da praia Pacuare. Os voluntários cercaram a tartaruga, protegendo-a dos caçadores até que ela terminasse de fazer o ninho e voltasse à segurança do mar. Os ovos foram então colocados numa incubadora monitorada. Pouco tempo depois, Brett Bradley foi informado de que os mesmos caçadores estariam planejando um ataque para intimidar os voluntários do Sea Shepherd. As ameaças foram denunciadas às autoridades costarriquenhas no dia 16 de junho.

Jorge Serendero, porta-voz da organização na América Central, disse que o grupo de voluntários está preparando uma nova denúncia, e que as medidas de segurança serão aprimoradas para que os esforços de proteção de tartarugas possam prosseguir em Pacuare.

David Hance, também da organização, toma os ataques como indício de que as patrulhas organizadas pelo Sea Shepherd nas praias da Costa Rica têm sido efetivas. “Os caçadores criminosos que têm como alvo as tartarugas-marinhas ameaçadas da Costa Rica estão cada vez mas frustrados com a equipe de voluntários do Sea Shepherd, que tem impedido suas atividades ilegais.”

“O líder da equipe Brett Bradley confirmou que todos os voluntários passam bem. Nossa equipe relata que, depois de enfrentar essa violência nas mãos dos caçadores, está mais determinada do que nunca a continuar protegendo as tartarugas”, diz Hance. “Estamos tomando todas as medidas apropriadas para garantir a segurança dos nossos funcionários. Contatamos novamente as autoridades costarriquenhas, além das embaixadas de cada um dos membros de nossa equipe. Também estamos em contato com a polícia local e demandamos que protejam nossos voluntários, tomando ações imediatas contra esses caçadore
s pelo ataque, e fazendo cumprir a lei em relação à pilhagem de ovos de tartarugas.”

Em média, somente um a cada mil filhotes de tartaruga-marinha sobrevive até a idade adulta. O Sea Shepherd se dedica a proteger essa espécie marinha ameaçada antes que seja tarde demais. Atualmente, a Operação Jairo acontece na Costa Rica e em Honduras, onde voluntários protegem as tartarugas-marinhas de pilhagem e caça. Um projeto similar será lançado em julho na Flórida.

Fonte: ANDA

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É sempre assim. Por exemplo cá em Portugal. Foi com cavalos, foi com um carro. Também já foi com agressões corpo a corpo. Quem defende os animais não-humanos incomoda quem não os respeita, quem os maltrata!