CONTEÚDO ANDA Tartarugas marinhas correm grave risco de extinção, indica estudo

A informação foi divulgada por um estudo publicado no jornal Global Change Biology, na última sexta-feira (16).

O aumento das temperaturas, causado pelo aquecimento global, faz com que a população de tartarugas marinha cresça desproporcionalmente, com um número muito maior de fêmeas do que de machos, afetando a reprodução das espécies.

https://www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/06/tartaruga-3.jpgOs ovos precisam de uma temperatura entre 25ºC a 35ºC para se desenvolver. Um aumento dessas temperatura pode levar à morte dos embriões

Além disso, o estudo indica que se as temperaturas elevarem muito, os ovos, que necessitam de um ambiente de temperatura entre 25ºC a 35ºC para sobreviver, acabariam morrendo, levando a espécie à extinção em diversas partes do mundo.

A temperatura na qual os embriões se desenvolvem quando ficam incubados, afetam diretamente na formação do sexo dos indivíduos, o que é chamado de Determinação Sexual Dependente da Temperatura (TSD, na sigla em inglês).

A temperatura ideal para que machos e fêmeas fossem desenvolvidos igualmente em número, seria em torno de 29ºC. Quando a temperatura se eleva acima disso, mais fêmeas começam a ser geradas, e se a temperatura diminui, mais machos são gerados. E considera o atual e gradativo aumento das temperaturas no planeta, mais tartarugas marinha fêmeas serão geradas, ocasionando um desequilíbrio.

E embora os machos possam acasalar com mais de uma fêmea, a reprodução será ameaçada se a quantidade de machos for inferior. Além disso, há outro problema: a poluição das águas aumenta, cada vez mais, o número de mortes de ovos e tartarugas.

“Acima de uma temperatura crítica, a taxa de crescimento natural da população cai, por causa do aumento da mortalidade nos ninhos. As temperaturas são altas demais e os embriões em desenvolvimento não conseguem sobreviver”, explica o biólogo Jacques-Olivier Laloë, da Universidade Deakin, na Austrália.

E para que a extinção da espécie seja freada, será necessário um esforço em conjuntos de entidades de várias nações ao redor do mundo. “Se for necessário, medidas de conservação poderiam ser adotadas ao redor do mundo para proteger os ovos. Essas medidas envolvem criar sombras artificiais para os ninhos de tartarugas ou mover os ovos a uma incubadora protegida e com temperaturas controladas.”

Fonte: ANDA

 

 

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África Tartaruga marinha ameaçada de extinção é morta por dois pescadores na Ilha do Cabo

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A Polícia Nacional continua a fazer diligências a fim de identificar e deter dois pescadores que mataram uma tartaruga marinha com mais de 70 quilos no domingo último, na Ilha do Cabo, província de Luanda, na África.

Os suspeitos, possivelmente moradores da Ilha do Cabo, meteram-se em fuga depois de terem sido surpreendidos à noite por agentes da Polícia Nacional do distrito urbano da Ingombota.

O administrador da Ilha do Cabo, Paulo Neto, disse à Angop que a tartaruga marinha estava a desovar na praia do Ponto Final, quando foi capturada e esquartejada por dois pescadores. Paulo Neto informou que é frequente o aparecimento de tartarugas marinhas por esta altura do ano, pelo que pediu aos moradores e frequentadores da Ilha do Cabo “maior sensibilidade” por ser importante a proteção do animal.

O chefe do Departamento de Biodiversidade do Ministério do Ambiente, Alexandre de Sá, disse, por sua vez, também à Angop que a falta de consciência ambiental está na origem desse tipo de crime.

O responsável salientou que a tartaruga morta pertence à espécie “Dermocheli Coriácea” (tartaruga de couro), que está em perigo de extinção em Angola. “O Ministério do Ambiente, em parceria com a Universidade Agostinho Neto, materializa um projeto junto das comunidades costeiras do país para a conservação dessa espécie”, revelou Alexandre de Sá.

O ambientalista Valdemiro Russo afirmou que as tartarugas marinhas devem ser protegidas por legislação nacional e internacional e alertou que a caça ou a pesca acidental pode representar a extinção da espécie.

As tartarugas que chegam à praia são fêmeas, pelo que devem ser protegidas, por serem as responsáveis pela continuação da espécie nas águas nacionais, acrescentou o ambientalista, salientando que entre mil nascidas apenas uma ou duas chegam à idade adulta.

Projecto Kibatanga
O projeto de proteção das tartarugas marinhas, desenvolvido pela Universidade Agostinho Neto, através da sua Faculdade de Ciências, é denominado Kitabanga e está a ser materializado nas províncias de Luanda, Zaire, Cuanza Sul e Namibe. Desde a sua implementação em 2003, o projecto já permitiu a protecção de 3.500 ninhos e a devolução ao mar, com segurança, de 322 mil novas tartarugas. A iniciativa está a cargo de 24 pessoas, algumas das quais pescadores, que ajudam na proteção das mais variadas espécies de tartarugas marinhas em vias de extinção.

Fonte: ANDA