CONTEÚDO ANDA Investigação revela o sofrimento de elefantes explorados pelo turismo

Duas vezes mais elefantes trabalham na indústria de turismo da Tailândia, do que no restante da Ásia, sendo que a grande maioria é mantida em condições severamente inadequadas, revelou uma nova investigação

https://www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/07/ap.jpg

Os maiores mamíferos terrestres do mundo atraem turistas nos dois continentes. Embora os elefantes africanos sejam mais facilmente encontrados em vastas reservas naturais, seus primos asiáticos têm menos sorte.

Uma indústria de multimilionária aumentou nas últimas décadas, alimentada por turistas que fazem passeios nas costas dos animais ou que patrocinam a crueldade de shows de circo.

Durante dois anos, ativistas da World Animal Protection visataram 220 locais que exploram elefantes em toda a Ásia, no que descrevem como a pesquisa mais abrangente até o momento de um setor com crescimento rápido e lucrativo.

Os dados mostraram que o bem-estar dos animais está sempre em segundo lugar porque os exploradores querem lucrar o mais rapidamente possível.

Três quartos dos elefantes mantidos em cativeiro na Ásia vivem condições que foram classificadas como pobres ou inaceitáveis.

https://www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/07/e2.jpg

A Tailândia se destacou como o epicentro global desta terrível indústria. Dos 2.923 elefantes que a organização documentou serem explorados pelo turismo na Ásia, 2.198 estão no país.

A segunda maior indústria é a da Índia, com aproximadamente 617 elefantes, seguida pelo Sri Lanka com 166, Nepal com 147, Laos com 59 e pelo Camboja com 36.

Todos os locais visitados, que os pesquisadores disseram representar 90% da indústria, foram classificados em uma escala de 1 a 10 no que se refere às condições.

Nessa escala, 77% obtiveram nota de um a cinco – o que os pesquisadores classificaram como pobres ou inaceitáveis.

“Quando não realizavam passeios ou performances, os elefantes eram tipicamente acorrentados dia e noite, na maioria das vezes com correntes com menos de três metros de comprimento. Também eram alimentados com dietas precárias, recebiam cuidados veterinários limitados e eram regularmente mantidos em pisos de concreto em lugares estressantes. Os turistas podem impulsionar a mudança”, afirmou o documento.

https://www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/07/e3.jpg

As piores condições de vida dos elefantes estão na Índia, que teve uma pontuação média de 4.4, seguida da Tailândia com 4.6, Nepal com 4.8, Sri Lanka com 4.9 e o Laos com 5. O Camboja teve uma média de 6,5, mas os pesquisadores observaram que havia 36 elefantes na região.

Jan Schmidt-Burbach, especialista do World Animal Protection, com sede na Tailândia, destaca que os turistas possuem o poder de acabar com o cativeiro dos animais, que deveriam viver na natureza.

“Como regra geral, se você pode andar, abraçar ou tirar uma selfie com um animal selvagem é cruel e você simplesmente não deve fazer isso”, ressaltou à AFP.

https://www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/07/e4-e1499441460851.jpg

Os ativistas acrescentaram que o aumento de 30% na população de elefantes abusados pelo turismo na Tailândia desde 2010 baseou-se principalmente em locais com más classificações.

A indústria de entretenimento de elefantes do país deflagrou na década de 1990, após as autoridades proibirem o uso de elefantes na exploração madeireira e a procura por outras formas de lucrar com o abuso dos animais.

A maioria daquela geração de elefantes já desapareceu, mas o número de animais envolvidos no comércio continua aumentando. O país tem mais indivíduos da espécie confinados do que na natureza.

O World Animal Protection está particularmente preocupado com os circos da Tailândia, onde os elefantes são forçados a andar em triciclos, em cordas-bambas e até a jogar basquete.

“O treinamento necessário para que os elefantes façam esses truques é particularmente cruel e estressante”, concluíram os ativistas.

Fonte: ANDA

Anúncios

CONTEÚDO ANDA Documentário expõe espancamento de tigres obrigados a tirar selfies

A vida sombria de alguns tigres envolve o espancamento frequente com varas de metal enquanto visitantes posam com eles para tirar selfies.

https://www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/06/bb2-e1496676774334.jpg

Investigadores infiltrados filmaram secretamente dois parques polêmicos na Tailândia para um novo documentário da BBC que expõe a exploração animal.

https://www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/06/bb-3-e1496676712760.jpg

Usando câmeras escondidas, os dois britânicos flagraram filhotes de tigre em jaulas estreitas no Sriracha Tiger Zoo e animais adultos acorrentados e sendo forçados a rugir para as fotos com turistas no Million Years Stone Park, ambos perto de Bangkok.

A escritora Katie Stacey e seu namorado Luke Massey, um fotógrafo da vida selvagem, fingiram ser turistas e ficaram chocados com o que testemunharam em ambos os parques.

Existem apenas 250 tigres na natureza nesta região, explicou Katie, sendo que cerca de 1.500 é mantida em cativeiro nessas instalações.

O Million Years Stone Park é especialista em “selfies com tigres rugindo”.

O vídeo mostra belos tigres adultos com correntes ao redor de seus pescoços em uma plataforma, pois um número interminável de turistas se revezava para tirar uma foto com eles.

Pouco antes das imagens serem capturadas, um adestrador é visto repetidamente batendo no felino com uma barra de metal em seu pescoço e em seu peito até ele rugir.

Um turista salta de susto quando o tigre move a cabeça para trás e ruge em protesto.

Katie diz que em outros lugares do parque, vários tigres extremamente magros caminham pelos seus recintos de concreto.

Falando sobre as condições dos animais, Jan Schmidt-Burbach, veterinário e especialista na vida selvagem que trabalha para a World Animal Protection explica: “Não há nenhum benefício em manter esses tigres para fins de proteção. Há falta de higiene, de boa alimentação. É totalmente inaceitável”.

O cenário não é melhor no segundo parque visitado pela equipe; o infame Sriracha Tiger Zoo, que explora 350 grandes felinos.

Os tigres adultos foram filmados em pequenos recintos de concreto sem nenhum estímulo. Um par luta. Porém, o foco deles está em seus filhotes, mostra a reportagem do Daily Mail.

https://www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/06/bb3-e1496676882161.jpg

De acordo com o Schmidt-Burbach, o zoológico está envolvido na indústria da “criação em velocidade”, na qual os bebês tigres são removidos à força de suas mães e colocados em jaulas pequenas para que os turistas possam alimentá-los.

Por 200 baht (£ 4,50), os visitantes do parque podem segurar o tigre e lhes dar leite durante alguns instantes enquanto a foto é tirada, antes de o filhote ser passado para o próximo da fila.

“Eles estão sendo manipulados, apenas jogados de colo em colo”, observa Katie.

No que será um encontro cruel, Katie assume sua vez. Assim que sua foto é tirada, o adestrador arranca o filhote do seu colo e diz que ele está cansado.

https://www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/06/bb4-e1496676974991.jpg

“Ele não parece cansado, parece realmente com fome”, diz ela, enquanto o filhote se arrasta para segurar a garrafa.
É um fim desolador para um dia triste.

“Os turistas precisam perceber que sua experiência única na vida de serem retratados com um tigre significa uma vida de crueldade para o tigre”, enfatiza Schmidt-Burbach.

Falando mais amplamente sobre a indústria de turismo animal como um todo, ele observa: se você pode montar sobre o animal, posar com ele ou abraçá-lo, é provável que haja crueldade envolvida.

Fonte: ANDA

Tristeza Macaco que viu família morrer encontra conforto em bichos de pelúcia

https://i0.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/04/m-1.jpg

Resgatado por uma entidade que cuida de animais, um macaquinho, que presenciou a massacre da sua família e foi vendido como animal doméstico, agora encontra conforto em bichinhos de pelúcia.

Segundo informações da organização não governamental Wildlife Friends Foundation in Thailand (WFFT), o pequeno Mongkood foi separado de sua família antes mesmo de completar dois meses de vida.

https://i0.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/04/m-2-1024x680.jpg

Comprado e criado como animal domético, ele foi resgatado em 24 de março, em total estado de trauma. “O pequeno Mongkood ainda está perplexo e confuso com a falta da mãe. Ele ainda chora pelos cuidados e pelo amor dela, assustado e inseguro com o futuro”, informou a ONG em comunicado divulgado na internet.

Mongkood, que é da espécie macaca leonina, está recebendo cuidados e em breve será realocado. “Faremos todo o possível para tornar menos estressante a transição dele para a vida em cativeiro”, disse a WFFT, acrescentando um apelo: ” Mantenha os animais selvagens selvagens e não como animais de estimação”.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Centenas de pessoas se mobilizam em todo o mundo para salvar elefanta desnutrida

https://i2.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/bb-6-e1490620007112.jpg

Quando Lek Chailert viu um bebê elefante em perigo, ela sabia que tinha que agir rapidamente. A elefanta de três meses era tão magra e desnutrida que era possível contar suas costelas. Se ela não obtivesse uma nutrição adequada logo, iria morrer.

Chailert, o fundador do Elephant Nature Park, um santuário de elefantes na Tailândia, visitava outro orfanato de elefantes em Myanmar quando encontrou a pequena elefanta faminta.

https://i2.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/b2-2-e1490620096885.jpg

Não se sabe o que aconteceu com a mãe da elefanta ou como ela acabou no orfanato, mas ela recebeu o nome de Eyeyarmay.

Eyeyarmay não é a única de sua espécie no orfanato. O elefante Yuyu, de sete meses, e a elefanta Mary, de quatro meses, também moram lá, de acordo com o post de Chailert no Facebook.

Todos os três órfãos precisarão de cuidados especiais, mas Chailert parece especialmente preocupado com Eyeyarmay.

https://i0.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/b3-3-e1490620139228.jpg

“O bebê precisa de cuidados diretos neste momento e acompanhamento materno. A nutrição de um bebê é muito delicada porque sua vida nesta fase é muito frágil”, escreveu Chailert no Facebook.

De acordo com o The Dodo, em Myanmar, assim como outras partes de Sudeste Asiático, cada elefante é especialmente importante. Os elefantes asiáticos estão atualmente classificados como ameaçados pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (UICN). As ameaças incluem a caça, a destruição do habitat e o conflito com seres humanos.

https://i1.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/b4-e1490620176781.jpg

Salvar a vida de Eyeyarmay não será fácil. Agora ela realmente precisa de leite, mas Chailert explicou que é difícil obter leite de fórmula para elefantes em Myanmar . Além disso, como o orfanato é novo, não há financiamento para importar a fórmula de outro país.

Chailert disse que os cuidadores têm recorrido ao leite de vaca para alimentar o bebê, mas isso pode causar disenteria e outros problemas de saúde.

No entanto, a situação de Eyeyarmay está melhorando. Após o post no Facebook, centenas de pessoas se ofereceram para ajudá-la e com todos os esforços combinados, a vida da pequena elefante pode ser salva.

https://i0.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/b5-3-e1490620265268.jpg

Chailert está pedindo doações de dinheiro para ajudar a obter a fórmula de elefante para o orfanato de Myanmar.
“Uma caixa pode ajudar a salvar a vida dessa elefanta”, escreveu ele.

Para ajudar Eyeyarmay a obter a fórmula de que ela precisa, é possível fazer uma doação para a Save Elephant Foundation. Outra possibilidade é enviar a fórmula diretamente para o acampamento. O endereço do local está no post do Facebook de Chailert.

Fonte: Anda

 

CONTEÚDO ANDA Bebê elefanta é amarrada em árvore por uma semana em treinamento cruel

Reprodução/Facebook, WAR

Montar em um elefante , infelizmente, ainda é uma prática comum procurada por turistas na Ásia. O que se passa nos bastidores dessa exploração é de uma crueldade indescritível.

Um turista na Tailândia recentemente gravou uma elefanta jovem passando pela primeira etapa da “formação esmagadora” – o processo de treinamento brutal que prepara elefantes para serem explorados nas indústrias de entretenimento, e é assim chamado porque é literalmente projetado para destruir os instintos de um elefante jovem, informa o The Dodo.

No vídeo, uma elefanta com poucos meses de idade é vista amarrada a uma árvore por uma corda curta, circulando o tronco e esforçando-se para fugir. O filhote tinha sido ouvido chorando no início daquela semana, quando ela foi tirada de sua mãe, de acordo com Wildlife At Risk International (WAR).

“O bebê ficará amarrado assim durante uma semana”, escreveu o WAR, observando que o animal tinha apenas bananas e água, apesar da necessidade de filhotes de elefante asiático beberem leite entre dois a quatro anos de idade.

Embora os elefantes asiáticos frequentemente passem suas vidas inteiras com suas mães, este pequeno elefante foi arrancado de sua família quando era um bebê.

Reprodução/Facebook,ShareifYouCare

O longo processo treinamento de elefantes para explorá-los também pode incluir manter jovens elefantes enjaulados para que eles não possam se mover, privação de sono, deixar os animais famintos e espancá-los ou outros abusos físicos.

Embora poucas pessoas tenham conhecimento do sofrimento enfrentado pelos elefantes para que eles carreguem turistas ou façam truques não naturais, este processo é, infelizmente, muito comum.

Praticamente todos os elefantes usados pela indústria de entretenimento ou trabalho são “quebrados” antes que os seres humanos interajam com eles (mesmo nos Estados Unidos, elefantes de circo passam por um “treinamento” um pouco menos doloroso, mas igualmente visceral).

“Os turistas podem pensar que atividades como montar em um elefante são inofensivas”, disse Jan Schmidt-Burbach, consultor veterinário do grupo Proteção aos Animais do Mundo à reportagem em maio 2015.

“Mas a verdade brutal é que “quebrar os espíritos” destes animais a tal ponto que os seres humanos interajam com eles envolve uma crueldade excessiva”, completou.

Infelizmente, provavelmente já é muito tarde para este pequeno filhote escapar do ciclo de formação. Porém, o público pode ajudar os milhares de outros elefantes ainda em cativeiro ao evitar todas as atrações que usam esses animais em nome do lucro.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Zoo que obriga tigres a executarem truques continua aberto na Tailândia

tige

Um tigre está em uma pequena plataforma e três círculos de fogo pairam a sua frente. Ele hesita por um segundo e, em seguida, percebe que não tem escolha e salta.

De alguma maneira ele consegue passar por todos os círculos, mas por pouco. Como se isso não fosse suficiente, mais tigres se enfileiram para executar exatamente o mesmo truque, segundo o The Dodo.

Esta é a vida no Zoológico de Tigres de Sriracha, em Pattaya, na Tailândia, onde tigres e outros animais são treinados e obrigados a fazer truques arriscados, enfrentando uma crueldade inimaginável.

Na verdade, seria impossível para os animais selvagens, como tigres e elefantes, “aprenderem” os truques sem espancamento ou abuso físico.

As condições de vida no zoológico são brutais: Um relatório de 2010 do grupo Proteção aos Animais do Mundo (WAP) constatou que 99% dos tigres em cativeiro na Tailândia vivem em “condições inadequadas ou severamente inadequadas.”

“O relatório despertou grandes preocupações com o bem-estar dos animais em todos os locais que exploram tigres como entretenimento,” afirmou Jan Schmidt-Burbach do WAP e conselheiro veterinário que mora em Bangkok.

Adam M. Roberts, CEO da Born Free dos Estados Unidos,concorda: “Eu revisitei o zoológico em 2013, e ele estava deplorável com vários tigres em uma única exibição”.

“Os recintos dos animais são pequenos e possuem piso e barras de concreto. Vários tigres estavam na piscina de água de cimento, o que provoca lutas entre os animais. É absolutamente inaceitável”, acrescentou.

Roberts visitou pela primeira vez o zoo de Sriracha em 2004 e na época descreveu a “debilidade e o medo” dos animais:

“Todos os animais aguardavam sua vez de realizar os truques em um túnel fechado, com treinadores constantemente cutucando-os com uma haste de aço através da malha de ferro. Os animais no show recebiam um tapa na face com a haste com bastante regularidade e a maioria parecia ter fraqueza severa em suas patas traseiras. Foi uma exibição dolorosa de testemunhar”.

Reprodução/Youtube,WinszzChannel

Um vídeo postado no YouTube em 2013 mostra alguns dos tigres cujo gabinete é uma espécie de galeria de tiro. Os animais estão enfraquecidos no concreto enquanto os turistas atiram “armas” em pedaços de metal amarradas acima dos tigres.

Há um tilintar constante. Ocasionalmente um visitante acerta um dos alvos, e um pedaço de comida cai na cova dos tigres.

De acordo com Roberts, há provavelmente entre 400 e 500 tigres em Sriracha, mas pode haver animais adicionais que não estão em exposição e não são utilizados para reprodução e shows.

A WAP estimou anteriormente que mais de 100 filhotes de tigre nascem em Sriracha cada ano.

Infelizmente, a crueldade não se limita aos tigres. Os elefantes alojados no zoológico também passam por um treinamento bárbaro, a fim de aprender truques absurdamente não naturais – como andar de bicicleta.

Reprodução/Flickr, DeanCroshere

Outros animais são colocados em situações que são inegavelmente perigosas, como um crocodilo que foi ensinado a permitir que uma pessoa descanse a cabeça na sua boca.

Em junho, as autoridades tailandesas resgataram 100 animais do famoso Templo do Tigre na Tailândia devido a denúncias de tráfico de animais.

Depois, os oficiais anunciaram que iriam inspecionar mais de 30 zoológicos, incluindo o de Sriracha. Porém, até agora, não está claro qual ação foi tomada e o zoológico ainda está listado no site oficial de turismo do país.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Elefantes são torturados e obrigados a pintar quadros em acampamento turístico

Reprodução/OneGreenPlanet

Os elefantes são seres magníficos. É encantador observar esses animais e a ideia de assistir a um elefante gentil pintando a imagem de uma flor parece comovente, certo?  O problema é que essa cena deveria se limitar à imaginação.

O chamado Maesa Elephant Camp, na Tailândia, está em operação desde 1976 e é o primeiro a explorar elefantes treinando-os como “artistas”.

Em nenhuma circunstância uma pessoa iria se deparar com um elefante em estado selvagem pintando um quadro, afirma o One Green Planet.

“Elefantes pintores” só existem por meio do confinamento, exploração e abuso. E essa é só mais uma forma cruel de violar os direitos desses animais.

O turismo que explora elefantes é extremamente popular na Tailândia, tanto que a população nativa de elefantes asiáticos praticamente desapareceu de seus habitats.

Reprodução/OneGreenPlanet

O acampamento está localizado fora de Chiang Mai e mantêm 78 elefantes confinados, todos comprados como se fossem objetos pelo fundador do acampamento, Choochart Kalmapijit ao longo dos últimos 30 anos.

A alta inteligência dos elefantes é relacionada frequentemente a sua capacidade de aprender a pintar tão facilmente. No entanto, assim como um elefante em estado selvagem não escolheu fazer performances, com os quadros não é diferente.

Segundo o site do Maesa Elephant Camp, os artistas começaram a subir ao palco em 2000 “quando os filhotes atingiam dois anos e era hora de separá-los de suas mães” e assim começou a exploração de filhotes que eram treinados para aprender certas competências, incluindo a pintura.

Além disso, o site diz que demorou cerca de um mês para ensinar os elefantes a segurar um pincel com seus troncos. Uma vez que esta capacidade foi dominada, eles “estavam prontos para aprender a mergulhar os pincéis para pintura”.

“Um dos nossos prodígios pintou pontos, enquanto os outros três escolheram pintar belas linhas.” E assim, a Galeria Maesa foi iniciada.

O grupo Born Free explica que é um “mito” afirmar que capacidade do elefante para pintar é um resultado de sua inteligência natural.

Pelo contrário, o grupo refuta diretamente a história de Maesa sobre como os elefantes aprenderam a pintar, “elefantes suportam meses de abuso físico para aprender a segurar um pincel, desenhar uma linha reta e pintar flores e folhas em árvores.”

Como os elefantes usados na indústria de trekking, os filhotes de elefantes que são usados para a pintura são abusados e experimentam dor.

Durante esse tempo, os filhotes estão famintos, são algemados e espancados até que seus instintos sejam completamente anulados, para que então se submetam à vontade dos seus captores. Assim, eles aprendem a pintar.

Para treinar o elefante para mover os pincéis com o intuito de criar padrões que reconhecemos como flores, árvores ou até mesmo um elefante, são usados métodos dolorosos para guiar os movimentos do animal.

Além disso, se os elefantes pintam incorretamente, eles são espancados. Quando esta habilidade é dominada, o elefante deverá recriar o mesmo padrão a cada dia, às vezes duas ou até três vezes.

A boa notícia é que o público pode mudar essa realidade cruel ao recusar-se a patrocinar essas atividades. O Maesa não é o único “acampamento de elefantes” da Tailândia, que poderia ser facilmente comparado a um centro de tortura. Existem muitos outros locais que adotam práticas semelhantes e devem ser denunciados e combatidos.

Fonte: ANDA