CONTEÚDO ANDA Elefante desfruta da liberdade após viver acorrentado durante anos para tirar selfies com turistas

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Que diferença um ano faz. Pouco antes do Natal de 2015, Suraj, um elefante asiático de 45 anos, passara quase metade de sua vida em uma sala escura e estéril de 12 pés – uma ironia porque seu nome significa “ensolarado” – preso a uma corrente pesada.

Apesar de sua magreza, de seu rabo quebrado, da orelha perdida – que provavelmente foi arrancada quando ele foi capturado ainda filhote – ele vivia em um templo em Maharashtra, na Índia central e era obrigado a aparecer em intermináveis selfies tiradas por moradores e turistas.

Ele só saía da sala uma vez por ano para participar de uma procissão religiosa até que entrou em desespero e tentou fugir através da multidão, causando um incidente em que uma pessoa morreu. Por isso, foi sentenciado a ficar acorrentado até que morresse de inanição, desidratação e depressão.

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Felizmente, a Wildlife SOS India entrou em cena, ajudada por doações de pessoas que souberam sobre o elefante: 40 mil compartilharam uma reportagem do Daily Mail sobre a difícil situação de 600 elefantes de templo acorrentados e contribuíram para um momento dramático em 21 de dezembro de 2015.

Surpreendentemente, apesar da equipe de resgate de 90 pessoas e uma multidão de 200 que não queriam que o animal visto, como um “troféu”, saísse, Suraj estava dormindo quando seus salvadores chegaram, sem saber que sua miséria estava prestes a terminar.

Em meio ao caos e aos protestos dos funcionários que alegavam “cuidar” dele, mas que são homens que usam o medo para controlar esses animais enormes e sensíveis, Suraj foi calmamente ao veículo que o esperava a caminho de Ascot.

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Agora, um ano depois, Suraj está no Wildlife SOS’s Elephant Conservation and Care Centre em Mathura, Nova Deli. Nomeado um dos animais mais influentes pela revista Time em 2016, ele rivaliza com o residente mais famoso do refúgio, Raju, o elefante filmado em lágrimas quando foi liberto de correntes depois de mais de 50 anos.

Nem tudo foi simples. Anos de má nutrição deixaram o sistema digestivo de Suraj comprometido e ele tinha muitos ferimentos. Seus pés estavam em um estado terrível, com rachaduras profundas em suas unhas, pés inchados e uma perna dianteira torcida, causando um abscesso entre as unhas.

O pior de tudo é que ele apresentava sintomas de trauma psicológico. Em várias ocasiões, deitava-se à noite e depois entrava em pânico, fraco demais para ficar sem a ajuda de um guindaste no local (estruturas de apoio foram agora construídas em seu recinto para ele se deitar). Em tempos mais difíceis, ele recebeu fluidos intravenosos.

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Hoje, ele gosta de uma dieta verde, de frutas e legumes. Seu alimento favorito é amendoim, que recebe como uma recompensa por sua cooperação durante o tratamento.

Depois que descobriu a piscina, tornou-se viciado na sensação de leveza que ela traz. Acima de tudo, porém, Suraj adora seus passeios.

Após tantos anos acorrentado em uma pequena sala, é fantástico vê-lo passear livre, forragear, investigar novos cheiros e sons. Ele tem tentado bravamente deixar o passado cruel de 20 anos para trás, informou o Daily Mail.

Fonte: ANDA

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Quanta monstruosidade. Quanta falta de empatia e de compaixão. O animal-humano é desprezível! Seu nome significa “Sol” Elefante que não tem uma orelha vive acorrentado e confinado no escuro na Índia

Foto: Wildlife SOS

Esse é Suraj, um maltratado elefante que está sendo mantido em um templo remoto da Índia, e mais um dos muitos elefantes cativos que são forçados a viver as suas vidas de um modo triste e sombrio. As informações são do The Dodo.

Seu nome, Suraj, significa “sol” em Hindu. Mas não se sabe quando foi a última vez que Suraj viu o sol. Ele passa os seus dias em um ambiente fechado, trancado em uma cela minúscula. Ele fica acorrentado nos muros pelos pés – eas correntes deixam feridas dolorosas em suas pernas.

Foto: Wildlife SOS

Em algum momento durante a sua deprimente história, ele teve a sua orelha arrancada. “Foi há tanto tempo, que ninguém sequer se lembra de como aconteceu”, disse Suvidha Bhatnagar, relações públicas da organização indiana de resgate Wildlife SOS, ao The Dodo. “Nós suspeitamos que pode ter sido quando ele foi capturado na natureza ainda bebê e separado de sua mãe e manada”.

Foto: Wildlife SOS

A Wildlife SOS não pode revelar a sua localização pois isso pode prejudicar os esforços de resgate, disse Bhavnagar, mas está trabalhando para salvá-lo. “Queremos definitivamente tirá-lo dessa miséria”, acrescentou ela.

Infelizmente, apesar da situação de Suraj ter vindo à tona, estima-se que haja centenas de outros elefantes em cativeiro, sofrendo como ele. A Wildlife SOS cuida atualmente de 20 elefantes que foram resgatados de circunstâncias trágicas como a de Suraj, e eram usados para trabalhos manuais, pedir esmolas e para entretenimento humano.

Foto: Wildlife SOS

Notícias sobre elefantes explorados por toda a vida e confinados em situações críticas têm surgido em grande número atualmente, na mídia internacional. Recentemente, a ANDA publicou a história de duas elefantes idosas que sofrem em confinamento, uma no Japão e outra em Mianmar – Hanako e Mo Mo. Não há perspectiva de que sejam libertadas dos zoológicos onde vivem, para que sejam encaminhadas para santuários.

Não foi divulgada a idade de Suraj, mas pode-se notar que ele não é jovem. E o futuro dele ainda está igualmente incerto. Mas, talvez pela primeira vez na vida, ele tem humanos atuando em seu favor.

“Nós estamos comprometidos em salvar Suraj…e em encher o seu futuro de tanta luz quanto for possível”, disse Bhatnagar.

Para saber mais sobre o trabalho da Wildlife SOS, visite o site.

Nota da Redação: Observa-se que Suraj ainda tem as suas presas, embora quebradas. A maioria esmagadora dos elefantes confinados que temos mostrado em nossas matérias não estão com as suas presas, o que leva a concluir que, além de serem explorados de diversas formas, tiveram as suas presas extraídas para o mercado de marfim.

Fonte: ANDA