COBARDEMENTE ENTRE PORTAS A TORTURA DE BOVINOS BEBÉS CONTINUA…

Os psicopatas não tiram férias da sua psicopatia. São psicopatas a tempo inteiro, obviamente

A temporada da barbárie sofre um interregno, mas eles continuam cobardemente a dar aso à sua doença mental, entre os muros das suas herdades

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E o que fazem é bárbaro.

É crime.

É selvático.

Aproveitam-se da fragilidade dos novilhos que nunca darão bons “touros” e treinam nesses inocentes e indefesos seres, ainda bebés.

Espetam-lhes farpas.

Sangram-nos até à morte, cobardemente.

Sem dó nem piedade, como é da natureza patológica dos carrascos.

Milhares de novilhos e outros animais são sacrificados às mãos desses cruéis verdugos.

Isto é uma demonstração vil da debilidade mental dos que fazem da tortura e da violência e da crueldade o sangue de cada dia, que eles sorvem avidamente como vampiros sequiosos.

Abençoados pela igreja católica.

Apoiados pelos governantes.

Avalizados pela ordem dos médicos veterinários.

Em arenas privadas.

Cobardemente entre portas.

 

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/cobardemente-entre-portas-a-tortura-de-484461

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Lamento de um touro

Lamento de um touro

Resolvi falar-vos um pouco da nossa história.

Com apenas um ano de vida, começamos a ser torturados, com o cravar de ferros em brasa no nosso corpo, que mesmo sendo cravados com a ajuda de anestesia, posteriormente, nos provocam umas dores terríveis.

Depois, ainda muito pequenos, a nossa tortura continua, pois aqueles que se dizem nossos amigos, nos torturam e nos matam, com o espetar de bandarilhas e de espadas, em treino.

Aqueles que de nós sobrevivem de toda a tortura de que já foram vítimas; conforme vão crescendo, são torturados pelos campinos, com o espetar de lanças bem bicudas, no corpo.

Depois, aqueles que se dizem nossos amigos, atrevem-se a afirmar de que vivemos como uns reis durante quatro anos. E tal afirmação não corresponde à verdade.

Quando temos apenas quatro anos de vida, somos retirados de junto dos nossos amigos e familiares, para sermos levados para o continuar da nossa tortura, tanto física como psicológica, em praças de touros.

O nosso transporte para a praça de touros, é realizado sobre tortura, física e psicológica. Perdemos dez a quinze por cento do nosso peso.

Lá chegados, somos enfiados num pequeno e escuro cubículo, durante dois dias, sem comer e sem beber. Cravam-nos uma farpa bem pontiaguda, com a qual, posteriormente entraremos com ela espetada no corpo, na arena. Com essa farpa, os nossos tecidos começam a ser rasgados. E desta forma, continua a nossa tortura física e psicológica, para entrarmos, depois, na arena da praça, 80% sem as nossas faculdades, físicas e psicológicas, e dessa forma facilitar a nossa lide.

Cortam-nos, a sangue frio, a ponta dos nossos chifres. Gritamos de dor. Pois cortam um nervo dos nossos chifres. Perdemos a visão periférica.

Seguidamente somos enviados para os curros. Nos curros, somos brutalmente torturados, física e psicologicamente, para propositadamente nos desgastar.

É chegado o momento da nossa entrada na arena. Entramos 80% sem as nossas faculdades físicas e psicológicas.

E ao entrar na arena, a primeira coisa que fazemos, é procurar um local pelo qual possamos fugir. Mas logo percebemos que esse local não existe.

Em sua volta, vemos as bancadas com pessoas, havidas de ver o nosso sofrimento, a nossa tortura e o nosso sangue. Ouvimo-las gritar vivas e olés, enquanto vamos sendo vilmente torturados.

Recebemos farpas e mais farpas, de ferros e de bandarilhas. Não aguantamos mais todo o sofrimento. Estamos mais mortos do que vivos.

Para terminar este lamento, pergunto: será que todos aqueles que se dizem nossos amigos e que barbaramente nos torturam, física e psicologicamente, gostariam de passar por tudo aquilo que passamos???

Assinado: Magnífico, um touro de lide

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