Salvar o elefante africano

Slash’s Fight to Save the Elephants

**

Elefante africano ameaçado de extinção a curto prazo devido ao tráfico de marfim

 

“Dentro de cinco anos pode ser demasiado tarde para salvar este magnífico animal”, declarou Dune Ives, investigador da fundação filantrópica Vulcan. A culpa é do tráfico de marfim.

A caça ao marfim é o principal motivo para o perigo de extinção do animal

DANIEL IRUNGU/EPA

O elefante africano pode desaparecer do seu meio a curto prazo, vítima da caça furtiva para obter marfim, se não forem tomadas imediatamente medidas enérgicas, alertaram especialistas reunidos no Botsuana para tentar salvar a espécie.

“Dentro de cinco anos pode ser demasiado tarde para salvar este magnífico animal”, declarou Dune Ives, investigador da fundação filantrópica Vulcan, perante delegados de 20 organizações não-governametnais (ONG) e diversos governantes, no âmbito da apresentação dos resultados do último censo de elefantes.

“Se a tendência não se inverter, esta espécie corre risco de extinção ainda durante o nosso tempo de vida”, acrescentou, no mesmo dia em que o Parque Nacional de Garamba, no nordeste da República Democrática do Congo, anunciou que 30 elefantes foram abatidos em apenas duas semanas.

A contagem de elefantes num continente gigantesco não é uma ciência exata mas, segundo dados apresentados na conferência em Kasane, havia cerca de 470.000 indivíduos em estado selvagem em 2013, contra os 550.000 de 2006.

Com 25.000 a 30.000 animais abatidos anualmente, a mortalidade excede a taxa de natalidade da espécie, dado os elefantes terem apenas uma cria por cada gestação e esta demorar 21 meses.

Se a situação não se inverter, o elefante africano está condenado pela caça furtiva, que visa as suas presas, em marfim, especialmente com destino ao mercado chinês.

O declínio nos exemplares foi particularmente acentuado na África Oriental, designadamente no Quénia e na Tanzânia, com os mapas das “estradas de marfim” desenvolvidos pela Associação TRAFFIC – que rastreia a exportação ilegal de espécies ameaçadas de extinção – a mostrarem claramente que é pelos portos ou aeroportos do Quénia e da Tanzânia que a maior parte do marfim contrabandeado sai de África.

O “ouro branco” faz o seu trânsito pela Malásia, Vietname, Filipinas ou Hong-Kong, antes de chegar ao seu destino final, a China, e, numa parte menor, a Tailândia, países onde o marfim é trabalhado para dar origem a jóias, esculturas e outras obras de arte populares entre os asiáticos ricos.

“No fim de contas, gostemos ou não, a solução e o resultado final do problema estão inteiramente nas mãos da China”, assinalou o ministro do Turismo e da Vida Selvagem do Botsuana, Tshekedi Khama.

Em reação, um representante chinês interveio para pedir que parassem de colocar o seu país no banco dos réus, alegando que a China ajuda financeiramente os países africanos a treinar as suas equipas anti-caça furtiva, tendo aumentado a sua própria legislação para erradicar o tráfico ilegal de marfim.

Kelly Landen, representante da ONG Elefantes Sem Fronteiras, destacou que é fundamental “melhorar a coordenação entre os países e entre os vários organismos e instituições de cada país”, pois, como os elefantes não conhecem fronteiras, “movem-se de um país para outro, de uma área protegida para uma área de risco, e isso pode ser melhorado”.

Esta foi a segunda reunião sobre o assunto, um ano após uma conferência similar em Gaborone, capital do Botsuana.

 

Fonte: http://observador.pt/2015/03/23/elefante-africano-ameacado-extincao-curto-prazo-devido-ao-trafico-marfim/

Anúncios

Slash lança música em defesa de elefantes após testemunhar um deles sendo caçado

Foto: Shutterstock

O icônico guitarrista Slash uniu-se à International Fund for Animal Welfare para uma nova canção que pretende elevar a conscientização sobre o extermínio dos elefantes. As informações são do Ecorazzi.

Quando esteve em turnê na África do Sul com a sua banda Myles Kennedy, Slash testemunhou em primeira mão uma cena de caça que faz parte da rotina que vem decimando a população de elefantes. A banda quis fazer algo para ajudar, e então decidiram escrever a tocante canção, “Beneath the Savage Sun”. A letra traz a história de um elefante que presenciou toda a sua família sendo morta, contada a partir de sua perspectiva.

“Um elefante é morto a cada 15 minutos por seu marfim, e o resultado é que a população de elefantes declinou em 95% nos últimos cem anos”, disse Slash em um comunicado. “Ao ver que esses magníficos animais estão a caminho da extinção, possivelmente dentro da próxima década, nós escrevemos ‘Beneath The Savage Sun’ e fizemos uma parceria com a IFAW. Pedimos que as pessoas também engajem-se ao trabalho da IFAW e tomem atitudes para ajudar a proteger os elefantes”.

Slash junta-se a uma longa lista de celebridades, incluindo o embaixador da IFAW, Joely Fisher, que têm falado contra a caça sem sentido desses animais.

“Para salvar os elefantes desse massacre insensato, precisamos que todos se levantem e demandem proteção mais forte, e necessitamos realizar ações nas terras da África e Ásia”, afirmou Azzedine Downes, CEO da IFAW, em um comunicado à imprensa. “Nós somos gratos a Slash, a Myles Kennedy e aos The Conspirators por recorrerem aos seus fãs para compartilhar esta importante mensagem”.

Essa não é a primeira vez que o ex-guitarrista do Guns N’ Roses age em prol da causa animal. Na verdade, o roqueiro já tem um histórico de atuação como ativista, incluindo o engajamento na campanha em defesa dos texugos no Reino Unido, a participação em um show em benefício dos golfinhos, o apoio a uma organização que defende tubarões, além de ter ajudado a lançar a Bob Irwin Wildlife Conservation Foundation, em 2012.

“Desde que era um pequeno garoto, tenho sido um grande entusiasta dos animais”, conta ele à IFAW em uma mensagem de vídeo que promove a sua nova canção. “Então, qualquer animal que esteja sendo ameaçado sempre tem sido uma grande preocupação para mim”.

Fonte: ANDA

***

Agora; vejam a diferença

James Hetfield, vocalista dos Metallica

**

Vocalista do Metallica caça animais por “hobby”

Com agenda de três shows a serem apresentados no Brasil nos próximos dias, o grupo de heavy metal Metallica tem decepcionado muitos de seus fãs, que vêm tomando conhecimento de que seu vocalista, James Hetfield, caça animais por “esporte”.

Fonte: CarneNuncaMais.wordpress.com

A banda americana, há quase 30 anos no cenário musical do rock, conquistou várias gerações de fãs ao longo de sua carreira. Entretanto, para o vocalista, isso não parece ter grande significado no nível de influência negativa que seu ato possa exercer sobre o público.

Seu histórico de assassinatos é antigo. Em 2001, o vocalista fez uma expedição de duas semanas para caçar ursos na Sibéria. Durante esse período, em que se dedicou integralmente à atrocidade, sequer foi capaz de retornar para passar o aniversário junto de seu filho. O DVD Some Kind of Monster exibe cenas do que o artista categoriza como “hobby”.

E não para por aí. Por onde quer que passe, Hetfield sempre procura meios de dar seus tiros, executando, de modo totalmente injustificável, seres indefesos que têm a infelicidade de cruzar seu caminho. A foto a seguir foi tirada durante uma caçada na Patagônia, Argentina.

Fonte: CarneNuncaMais.wordpress.com

O maior contrassenso de todos é que o guitarrista da banda, Kirk Hammett, se diz vegetariano e a lista de camarim exigida apresenta itens de alimentação vegana. É, no mínimo, contraditório, para não dizer incompreensível, um caçador e um vegetariano fazerem parte da mesma banda de rock.

Enquanto a barbárie praticada por Hetfield não for censurada e punida legalmente, o mínimo que se pode fazer é boicotar os shows da banda. É o meio de manifestar que seus fãs, apesar de curtirem o som da banda, não concordam, não apoiam as atitudes de seu vocalista e, sobretudo, têm consciência de que pagando para assistir a um show ou comprando um CD ou DVD, estarão patrocinando a atitude cruel de Hetfield. Passou da hora de demonstrarmos o descontentamento com o que nos é imposto.

Fonte: ANDA

***

Se já gostava do Slash, como grande musico que é, passarei, a gostar dele, não apenas como musico, mas também, como ser humano. Esta postura dele, mostra, ser um grande ser humano, para além de grande musico.

Quanto ao James Hetfield e a Metallica, fui fã, durante mais de cerca de 30 anos de Metallica, desde o inicio da minha adolescência. Mas, quando tive conhecimento de que o James Hetfield caça ursos, por hobby, nesse dia não hesitei um minuto; tudo aquilo que tinha de Metallica, foi tudo para o lixo. E a partir desse dia, não mais poderia continuar fã, de uma banda que tem como vocalista, não um ser humano, mas um MONSTRO!

Mário Amorim