A VERGONHA DE SINTRA: AS CHARRETES DE TRACÇÃO ANIMAL

«Quando os cavalos saem da vista do público para o estaleiro (a curva onde eu moro) começam as coças. Os animais sabendo o que vem aí, antes da curva mandam-se desesperadamente contra os muros a tentarem livrarem-se do coche e do cocheiro e as tareias a sério começam, tentar filmar é um convite a levar um tiro. Por falar em tiro, é esse o método de abate utilizado por eles quando substituem um cavalo por um semelhante. Acontece 4 a 5 vezes por ano especialmente no Verão.» (Camilo Vasco Soveral Guarani-Kaiowá)

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As buzinas, o barulho, o chicote, o peso que é obrigado a suportar, o facto de estar preso sem poder fugir. Tudo é fonte de agonia para o Cavalo.

PETIÇÃO

ACABAR COM AS CHARRETES DE TRACÇÃO ANIMAL

Para: 

Assembleia da República; Liga Portuguesa dos Direitos do Animal; Câmara Municipal de Sintra

 

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República

Exmos. Senhores Membros da Liga Portuguesa dos Direitos do Animal Exmos. Senhores da Câmara Municipal de Sintra

Os cidadãos do município de Sintra e todos os demais cidadãos portugueses, em boa consciência, discordam com a forma como os animais têm sido tratados até aos dias de hoje. Estes, não devem ser tratados como objectos, mas sim como seres sencientes que são, merecedores da nossa atenção e cuidado.

Vimos solicitar a Vossas Excelências um pouco da vossa atenção para o sofrimento que, nós humanos, temos infligido aos animais.

As charretes de atracção turística têm sido utilizadas durante todos estes anos como forma de passeio, ignorando assim, que para que exista esta atracção colocamos os cavalos em condições pouco humanas. Eles estão expostos a alterações climatéricas, que geralmente são altamente desfavoráveis à boa saúde dos animais.

Não lhes é dado qualquer descanso durante todo o seu período de trabalho. Este tempo de trabalho que o animal exerce é prolongado por mais horas do que devia, expondo o animal a mais dores e cansaço.

O peso da charrete é sempre igual ou superior ao peso do próprio animal. Forçando assim a sua musculatura a fim de puxar os visitantes da nossa vila. Mas não é apenas o peso da charrete que eles puxam. É também o seu próprio peso, o peso do cocheiro, e o peso dos que estão sentados na viatura.

Estes animais estão também expostos num ambiente que não lhes é natural. Sofrem de stress com o trânsito á sua volta, o grito de crianças, ou o flash de algumas fotografias dos visitantes, o barulho de motores e das buzinas.

O sofrimento que lhes é causado quando o freio é colocado e utilizado na sua boca. Estas feridas são permanentes nas suas bocas, e em muitos casos tornam-se doenças mais graves. Os antolhos que os impedem de observar o ambiente para poderem mover-se em segurança, ao chicote com o qual são açoitados para atenderem aos comandos do cocheiro, tudo é fonte de agonia para o animal. Facilmente podemos reconhecer que são escravos das nossas vontades. Não existe necessidade de expormos animais que são sensíveis a este tormento. São animais dotados de sensibilidade, consciência, e inteligência.

Face ao exposto, vimos pedir a alteração da tracção animal para tracção motora. Desta forma, é possível manter os postos de trabalho, a atracção turística, e ainda fazer uma poupança na manutenção destas viaturas. Sendo que não será necessário as consultas de veterinário, e o motor eléctrico é menos dispendioso do que a alimentação destes animais. Sendo que não polui o ambiente.

Posto isto, vimos pedir a V. Exas. a tomada das seguintes medidas:

– A substituição da tracção animal, por tracção motora.

– Dar um prazo máximo de um ano (doze meses) para dar a oportunidade dos cocheiros poderem fazer as modificações necessárias às suas viaturas de passeio turístico.

– Manter os postos de trabalho, desde que estes cumpram as duas primeiras medidas.

(…)

***

Se é contra a tracção animal, e quer ajudar a acabar com ela, por favor, assine esta petição:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT77670

Fonte: Arco de Almedina

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