A NOVA ZELÂNDIA RECONHECEU OFICIALMENTE TODOS OS ANIMAIS COMO SERES SENCIENTES

Isto é GRANDIOSO!

Para quando algo assim em Portugal?

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A Nova Zelândia criou um incrível precedente ao considerar legalmente o que os amantes da Natureza já sabiam ser verdade: que os animais não humanos são sensíveis e têm sentimentos do mesmo modo que nós.

Isto marca uma incrível mudança na opinião pública, que anteriormente considerava que apenas alguns animais deveriam ser protegidos por lei.

O Organismo de Bem-Estar Animal informa que processará as pessoas que cometerem crueldades contra animais, e proibirá pesquisas e testes em animais. A caça e captura de animais selvagens serão ilegais.

«Dizer que os animais são sencientes é declarar explicitamente que eles podem experimentar emoções positivas e negativas, incluindo dor e sofrimento», disse a Dra. Virginia Williams, presidente do Comité Consultivo Nacional de Ética Animal (National Animal Ethics Advisory Committee). “Esta explicitação é a grande novidade, e marca mais um passo importante na jornada do bem-estar animal.”

«As expectativas sobre o bem-estar animal foram mudando rapidamente, e práticas que antes eram comuns para animais de estimação e animais de exploração não são mais aceitáveis ou toleradas», disse o Dr. Steve Merchant, presidente da Associação Veterinária Nova Zelândia (New Zealand Veterinary Association). «A legislação vem ao encontro da mudança de atitude da nossa nação no que respeita à condição dos animais na sociedade

Fonte:

http://vbetweenthelines.com/index.php/2016/03/11/new-zealand-officially-recognized-animals-sentient-beings-huge/

Fonte: Arco de Almedina

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Seres sencientes Teste de odor prova que cães têm consciência

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Um novo estudo confirmou o que a maioria dos tutores de cães sabia de qualquer maneira – seus amigos caninos têm uma consciência. Os seres humanos, grandes macacos, um elefante asiático, alguns golfinhos, pegas e algumas formigas todos passaram por um teste de auto-reconhecimento, e agora cães foram adicionados à lista.

Os pesquisadores usaram amostras de urina para criar um teste de odor para provar que os melhores amigos do homem conseguem decifrar entre si e os outros. O teste do espelho é utilizado para avaliar se um indivíduo é capaz de usar sua própria reflexão para perceber e tocar uma marca, geralmente um ponto vermelho, durante um período de distração no rosto, cabeça ou outras partes do corpo. Isso avalia sua capacidade de compreender o conceito de “si mesmo” e “o outro” e capaz de distinguir entre os dois. As informações são do Daily Mail.

A capacidade de diferenciar-se dos outros é muitas vezes considerada a desempenhar um papel no entendimento de que alguém pode estar feliz ou triste, mesmo que o espectador não esteja. “Quando eu me interessei neste aspecto da etologia, eu passei pela literatura científica e descobri que, no entanto, a capacidade de reconhecer a sua própria imagem no espelho é uma habilidade extremamente rara no reino animal”, disse Roberto Cazzolla Gatti da Tomsk State University na Rússia, que é o pesquisador principal do estudo. “Uma grande variedade de espécies foram observadas a falhar no teste, incluindo várias espécies de macacos, os pandas gigantes, leões-marinhos, aves e cães.”

No passado, os cães não tinham interesse em se olhar no espelho, exceto para farejar ou urinar em torno dele. Cães e lobos, assim como os golfinhos, mostram um alto nível de complexidade cognitiva, mas tentativas anteriores para demonstrar o auto-reconhecimento desses animais foram inconclusivos.

“Eu acreditava que cães são muito menos sensíveis a estímulos visuais com respeito ao que, por exemplo, seres humanos e muitos macacos são, é provável que a falha desta e de outras espécies no teste do espelho é devido principalmente à modalidade sensorial escolhida pelo investigador para testar a auto-consciência e não, necessariamente, com a ausência deste último,” Gatti explicou.

Já que os cães falharam o teste do espelho no passado, Gatti tentou fazê-lo a partir de um novo ângulo com o “teste de odor de auto-reconhecimento (STSR)”. O objetivo do teste ainda era o mesmo, determinar a auto-consciência, mas em vez de usar seus olhos, cães usaram seu sentido de cheiro.

O estudo observou quatro cães, todos eram animais em situação de rua que passaram a maior parte de suas vidas em liberdade. As amostras de urina foram recolhidas de cada canino, armazenadas em recipientes e rotuladas para cada um deles. Então Gatti submeteu os animais para o teste de odor de auto-reconhecimento.

Os ensaios foram repetidos quatro vezes por ano, no início de cada estação. Na próxima parte do estudo, Gatti colocou cinco amostras de urina dentro de uma área cercada, de cada um dos cães e uma “amostra em branco”, que foi preenchida com lã de algodão inodoro. Os cães foram então levados para a área cercada onde eles poderiam viajar livremente por cinco minutos, e o tempo gasto por cada cão para farejar cada amostra foi gravado.

Cada cão passou mais tempo cheirando amostras dos outros, ao invés de sua própria. Isso sugere que eles sabem o seu próprio cheiro, que é menos interessante para eles, o que indica que são auto-conscientes. O STSR agora pode ser usado para estudar outros animais, tais como morcegos ou toupeiras que nunca se reconhecem em um espelho.

Esse estudo também mostrou que o tempo gasto cheirando as amostras dependeu da idade do cão. O que indica que a auto-consciência aumenta com a idade, o que é também demonstrada em outras espécies, como chimpanzés e humanos.

Como funciona o teste do espelho?
O teste do espelho é uma medida de auto-conhecimento desenvolvida por Gordon Gallup Jr em 1970. O teste mede a auto-consciência por determinar se um animal pode reconhecer o seu próprio reflexo em um espelho como uma imagem de si mesmo. Isto é conseguido por disfarçadamente marcar o animal com um corante inodoro, e observar se o animal reage de uma maneira consistente com ele estar consciente de que o corante se situa no seu próprio corpo.
Tal comportamento pode incluir se virar e ajustar o corpo, a fim de melhor visualizar a marcação no espelho, ou cutucar a marcação em seu próprio corpo com um dedo enquanto visualiza o espelho. Os animais que passaram no teste do espelho são os chimpanzés comuns, bonobos, orangotangos, golfinhos, elefantes, os seres humanos e, possivelmente, pombos.

Surpreendentemente, os gorilas não passaram no teste, embora pelo menos um gorila específico, Koko, teve sucesso; isso provavelmente acontece porque os gorilas consideram o contato visual um gesto agressivo e normalmente tentam evitar se olhar no rosto. Crianças humanas tendem a falhar este teste até que tenham pelo menos 1,5 a 2 anos de idade.

Fonte: ANDA

Direitos Tribunais discutem reconhecimento de animais como seres sencientes

Chimpanzé que vive em santuário de Quebec, após ter sido explorado em pesquisas. Foto: Tyler Anderson/National Post Chimpanzé que vive em santuário de Quebec, após ter sido explorado em pesquisas.

Em duas salas de diferentes países, advogados e legisladores lidaram nesta semana com uma questão que pode chacoalhar a moldura legal das interações entre pessoas e animais: “os animais não humanos devem ser legalmente reconhecidos como seres sencientes?”. As informações são do National  Post.

Na cidade de Quebec (Canadá), a Assembleia Nacional continuou o debate do projeto de lei 54, que propõe que os animais sejam vistos como “seres sencientes” ao invés de propriedades, aos olhos da província.

Em San Francisco (EUA), ativistas da ONG People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) entraram com uma ação requerendo que um macaco que tirou “selfies” que se tornaram famosas tenha direitos autorais sobre as fotos.

Foto de 2011 fornecida pelo PETA que mostra uma "selfie" tirada por um macaco na ilha indonésia de Sulawesi, com a câmera do fotógrafo David Slater, e agora é material de processo em tribunais. Foto: David Slater/PETA/AP

Foto de 2011 fornecida pelo PETA que mostra uma “selfie” tirada por um macaco na ilha indonésia de Sulawesi, com a câmera do fotógrafo David Slater, e agora é material de processo em tribunais.

Tais casos exercem pressão para que os tribunais e a sociedade passem a reconhecer de maneira mais adequada a habilidade dos animais em pensar e sentir dor.

Nesta primavera, a Nova Zelândia reconheceu legalmente os animais não humanos como seres sencientes, enquanto em Nova York, neste mês, advogados argumentaram que os chimpanzés Tommy e Kiko deveriam ser reconhecidos como “pessoas” e assim serem libertados do confinamento. Embora o tribunal  tenha decidido contra eles, os seus advogados disseram que a luta está longe de acabar.

“Chamar animais de seres sencientes é algo que terá implicações legais”, disse Josey Kitson, diretor executivo da ONG World Animal Protection baseada em Toronto. “O projeto de lei de Quebec vai ter que lidar com o fato de que há coisas que você pode fazer com objetos e que você não pode fazer com seres vivos, tais como comprar, vender e matar”.

Mas, segundo a reportagem, é improvável que a legislação proposta, se aprovada, irá tão longe.

Esta lei deverá, afinal, alinhar Quebec com Ontário, Manitoba e British Columbia, que têm algumas das leis mais severas de direitos animais do Canadá. Ainda assim, defensores dizem que a melhor ciência faz as pessoas mais conscientes da senciência animal, e que isso pode fazer a diferença em como a lei é aplicada.

O Código Criminal do Canadá proíbe a crueldade a animais; a maioria das províncias tem o equivalente à lei de prevenção de crueldade a animais de Ontário, que diz que “Nenhuma pessoa pode levar um animal a uma situação de angústia”.

Essa terminologia já implica no reconhecimento de que os animais podem pensar e sentir, afirma Lesli Bisgould, professora adjunta de leis relacionadas a animais da Universidade de Toronto. Mas o que nunca é cumprido é “a pergunta de um milhão de dólares”, acrescenta ela: há uma infinidade de exceções para os produtores de carne e os caçadores – ou seja, “práticas globalmente aceitas”.

A lei de Quebec, diz ela, deverá ser algo semelhante.

“Se eu fosse para o tribunal de Quebec para argumentar sobre isso, o que eu iria dizer é que, “Meritíssimo, não é algo novo reconhecer que os animais são sencientes, as nossas leis têm reconhecido isso há muito tempo”, disse Bisgould.

“O que é novo é as pessoas desta província terem decidido que é hora de se reconhecer isso. Sua senciência vem sendo escondida por trás de diversas formas de exploração industrial por um longo tempo”.

Georgia Mason, bióloga comportamental da Universidade de Guelph, concorda que o movimento de Quebec não é “revolucionário”.

O Conselho Canadense de Cuidado Animal em Ciência diz que os animais devem ser protegidos da dor e da angústia, o que somente faz sentido uma vez que se assume que os animais explorados em laboratórios são sencientes”, escreveu ela em um e-mail ao National Post.

Advogados em tribunal de Nova York discutem se dois chimpanzés têm personalidade jurídica e por isso devem ser libertados da Universidade de Long Island. Foto: Richard Drew/Pool Advogados em tribunal de Nova York discutem se dois chimpanzés têm personalidade jurídica e por isso devem ser libertados da Universidade de Long Island.

O Conselho Nacional de Animais de Fazenda do Canadá também confirmou esse status para o gado – um movimento que se alinha com costumes modernos.

Mas nem todas as criaturas sencientes do Canadá são consideradas de maneira igual, explica Mason, acrescentando que os ratos e camundongos não são protegidos, e os animais da pecuária não são vistos como seres que pensam e sentem da mesma forma que os primatas.

“As leis em torno de cães e gatos frequentemente focam em motivos humanos, e não no que os animais possam estar realmente sentindo”, escreve Mason.

“Reconhecer a senciência, como Quebec planeja fazer, leva a assumir que as habilidades de sentir prazer e dor são generalizadas, mesmo naqueles grupos de animais que ainda não foram muito protegidos até então. Isso deve ser bem vindo”.

“Os canadenses têm cada vez mais recorrido a tribunais de pequenas causas para pedir indenizações para animais que foram feridos ou morreram por cuidados indevidos de um veterinário, por exemplo”, conta Martin Smith, que dirige um grupo de direitos animais em Ottawa.

Fonte: ANDA

/人◕ ‿‿ ◕人\ DIreitos Animais passam a ser reconhecidos como seres sencientes na Austrália

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O governo australiano reconheceu formalmente os animais não-humanos como seres sencientes, de acordo com uma emenda da lei de bem-estar animal aprovada em 15 de setembro.

Segundo a nova lei, é necessário “reconhecer os animais como sencientes” e os tutores devem “tratar adequadamente esses animais”.

“Dizer que os animais são sencientes é afirmar explicitamente que eles podem experimentar tanto emoções positivas e negativas, incluindo dor e angústia”, disse o presidente do Comitê Consultivo de Ética animal Nacional, Dr. Virginia Williams, de acordo com animalequality.net.

“A explicitação marca mais um passo na jornada do bem-estar animal.”

A legislação incluiu uma proibição da exploração de animais para testes de produtos cosméticos.

Além disso, o novo material foi adicionado à seção da lei referente a outros ensaios em animais para fins de investigação.

Agora, o Governo exige que sejam feitas verificações para saber se houve «avaliação da adequação do uso de alternativas não-sencientes ou não-vivas aos projetos” e “substituição de animais como sujeitos de não-senciente ou não vivos por alternativas adequadas”.

“As expectativas sobre bem-estar animal têm mudado rapidamente. O projeto de lei transforma a legislação em consonância com a mudança de atitude da nossa nação sobre o papel dos animais na sociedade”, afirmou o Presidente da Associação Veterinária da Nova Zelândia, Steve Merchant.

Fonte: ANDA

Nova Zelândia reconhece os animais como seres sencientes

Foto: Divulgação

A Nova Zelândia acaba de dar um enorme passo em direção ao bem-estar animal, reconhecendo-os legalmente como seres sencientes.

A nova lei estabelece oficialmente que os animais, assim como os seres humanos, são criaturas capazes de perceber e sentir coisas.

“Dizer que os animais são sensíveis, significa afirmar explicitamente que podem viver emoções sejam positivas que negativas, como dor e angústia”, disse Virginia Williams, do Animal Ethics Advisory. “Este importantíssimo reconhecimento marca um outro passo na luta pelo bem-estar animal”.

A lei, explica Animal Equality , proíbe a utilização de animais para testar produtos cosméticos e também fornece um sistema de classificação de punições mais ou menos grave, dando aos inspetores que monitoram o bem-estar animal, a oportunidade de apresentar relatórios de conformidade ou não com a lei.

“Que os animais têm emoções semelhantes às nossas, vemos todos os dias. Eles vivem a ansiedade da separação e demonstram sofrimento. E esse é um sentimento quase humano. A mesma coisa acontece quando vemos animais mal tratados. Eles sofrem muito…o que pode ser visto em seus olhos. É realmente muito triste”, acrescentou a diretora do Nelson SPCA – o ente de proteção animal neozelandesa.

A lei é uma ferramenta que proporciona uma maior clareza, transparência e uma melhor aplicabilidade das leis para o bem-estar animal. E é apenas um dos últimos atos em favor dos animais naquele país que, em 2012 se juntou à Austrália contra a caça às baleias.

“A percepção do bem-estar animal está mudando rapidamente e muitas práticas antes consideradas normais, fossem para os animais de estimação fossem para os de criação para abate, já não são mais aceitáveis ou toleradas.

A lei está em consonância com a mudança de atitude da nossa nação sobre o estado dos animais na sociedade”, disse o presidente da Associação de Veterinários da Nova Zelândia, Dr. Steve Merchant.

Fonte: GreenMe

Fonte: ANDA