CONTEÚDO ANDA Wallabies são cruelmente mortos e bebês são encontrados agarrados aos corpos das mães

Até 100 wallabies foram mortos nos terrenos do Mareeba Turf Club, no extremo Norte de Queensland (Austrália), e cuidadores de animais selvagens acreditam que eles foram atingidos com flechas

Em alguns casos, os filhotes ficaram presos nas bolsas das mães mortas após o extermínio em massa. A RSPCA começou a investigar o crime depois de, inicialmente, descobrir mais de 50 wallabies mortos na região.

Beth Stern, vice-presidente da Tablelands Wildlife Rescue, alertou a RSPCA depois de receber uma ligação de um especialista em animais selvagens que estava angustiado por encontrar os animais assassinados. “Isso tem acontecido há algumas semanas. Há cerca de 100 animais que foram mortos”, revelou.

Inicialmente, as autoridades pensaram que os animais tinham sido baleados, mas Stern afirmou que uma autópsia revelou uma realidade mais brutal.

“Descobrimos que não são tiros de armas, o veterinário acreditava que era de uma flecha. Um animal em particular foi atingido nas costas, suas costas estavam quebradas e foi espancado na cabeça. Foi uma cena horrível para as pessoas que se preocupam com animais selvagens”, enfatizou.

Cadáver encontrado na região

De acordo com a ABC, o secretário do clube Mareeba Turf, John Thurlow, confirmou a ocorrência dos assassinatos. Ele disse que uma cerca de canguru foi instalada no local há cerca de um mês.

“Estávamos permitindo que os wallabies se acostumassem com [a cerca] antes de expulsá-los. Alguém fechou esses portões e utilizou nossa nova cerca para levá-los para uma área onde poderiam atirar neles”, disse ele.

O porta-voz da RSPCA Queensland, Michael Beatty, disse que um inspetor local estava investigando os assassinatos. “Havia filhotes deixados em bolsas e alguns dos wallabies morreram nas cercas. Infelizmente, os animais não podem falar, instamos que alguém com informações se apresente”, declarou.

A polícia de Queensland e o Departamento de Proteção Ambiental e do Patrimônio também foram informados sobre os assassinatos.

Fonte: ANDA

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CONTEÚDO ANDA Urso explorado para a caça é liberto depois de viver 16 anos em cativeiro

Um urso explorado desde filhote para caçar cães foi libertado após viver 16 anos trancado em uma jaula na Ucrânia

Tyson era mantido em cativeiro na floresta, perto da cidade de Ivano Frankivsk, no Oeste do país, desde 2001, quando testemunhou o assassinato de sua mãe por caçadores. O urso pardo de 250 quilos sofreu terrivelmente nas mãos de seus guardas e foi muitas vezes arrastado pelas correntes do cárcere e forçado perseguir cães selvagens, dizem os ativistas.

Ninguém sabe ao certo o quanto o animal sofreu porque sua pele grossa cresceu sobre suas cicatrizes. Os seus salvadores, uma equipe do grupo internacional de proteção animal Four Paws, afirmam que há centenas como ele, escondidos pelos caçadores na Ucrânia e na Rússia.

Tyson é um dos afortunados. Um jornalista ucraniano soube sobre seu encarceramento e denunciou o caso. Os caçadores, muitos deles veteranos endurecidos pela guerra, estavam entre aqueles que agiam como seus sequestradores na clareira que servia como um covil, churrasco e um local para matar cães.

A Ucrânia atualmente debate uma lei, que deverá passar em breve no parlamento, com o objetivo de proibir a criação desses animais.

Seus captores finalmente fizeram a coisa certa por ele e concordaram com uma operação de resgate da Four Paws. Porém, na hora do resgate, os caçadores de repente decidiram que queriam mantê-lo. Depois de conversarem com emissários ucranianos da da organização de proteção animal, aparentemente eles mudaram de opinião.

Eles estavam preocupados, entre outras coisas, de serem retratados como cruéis ou de perder o respeito na comunidade local onde seu serviço no combate contra a Rússia os tornou heróis perante os olhos de muitas pessoas. “Podemos cuidar dele, podemos construir nosso próprio santuário aqui”, disse um deles.

As negociações continuaram durante uma hora. Finalmente, um acordo foi feito: o urso poderia ser libertado se os filhos de seus exploradores pudessem viajar gratuitamente para vê-lo e a Four Paws prometeu pensar na possibilidade de abrir outro santuário de ursos no local do seu cativeiro. Tyson recebeu narcóticos e foram necessários oito homens para levá-lo para a liberdade que ele tanto merecia.

Frank Goeritz, um veterano de animais resgatados em todo o mundo, estava equipado com instrumentos de alta tecnologia que possibilitam um rápido check-up médico no local, segundo o Daily Mail.

“Seus dentes estão desgastados como resultado das mordidas nas barras ao longo dos anos. Ele tentou fugir, mas nunca conseguiria. Além disso, ele está um pouco abaixo do peso por causa de sua dieta – ele parece ter vivido com uma dieta de pão e milho, mas seus órgãos internos e sua visão são bons. Ele ainda é, essencialmente, um urso saudável”, disse.

Tyson foi colocado em uma jaula na parte traseira de um pequeno caminhão para ser transportado para seu novo lar: o santuário de ursos Domazhyr, perto da cidade de Lviv, onde ele viverá com outros ursos resgatados para passar seus dias em paz e com dignidade.

Ioana Dungler, responsável geral pela missão de resgate, declarou: “Nós salvamos o Tyson, mas há tantos mais como ele. Temos que mudar as atitudes em relação a animais como ele para que o sofrimento das criaturas inocentes acabe”.

Fonte: ANDA

 

Conteúdo ANDA Alerta: eclipse solar pode confundir animais

Diversas espécies de animais poderão ser afetadas e ter comportamentos estranhos na segunda-feira (21), durante o eclipse solar, mesmo nos lugares em que o fenômeno for parcial. O primeiro registro de confusão em ocasiões similares foi feito em 1932, quando pesquisadores descobriram que as abelhas retornavam para as suas colmeias na Inglaterra.

Em julho de 1991, um eclipse total fez com que aranhas destruíssem suas teias para recomeçá-las com a chegada da luz do Sol, segundo a National Wildlife Federation. Desta vez, o maior risco será para os animais selvagens, que começarão suas rotinas noturnas mais cedo.

Para os animais domésticos, como cães e gatos, o fenômeno deve ser menos prejudicial do que fogos de artifício e tempestades, que perturbam esses animais e podem causar acidentes. As informações são da emissora USA Today.

Enquanto os humanos contemplarão o espetáculo, alguns animais poderão ficar confusos mesmo em lugares com apenas um eclipse parcial.

Os primeiros relatos de comportamento animal estranho durante os eclipses envolvem pássaros. Talvez o mais antigo seja de um eclipse total em 1544 quando “as aves deixaram de cantar”, enquanto outro relatório de um eclipse em 1560 afirmou que “as aves caíram no chão”, de acordo com a Science News.

Na segunda-feira (21), a maioria dos animais selvagens provavelmente iniciará sua rotina noturna quando o eclipse começar, disse Bruce Stein da National Wildlife Federation.

Durante os eclipses anteriores, os elefantes na África foram vistos voltando para suas áreas de dormir, enquanto chimpanzés olhavam para o céu “confusos com o que estava acontecendo”, disse Stein.

Animais domésticos como cães e gatos devem ser menos afetados pelo eclipse do que os de vida selvagem, de acordo com a Rede Mãe Natureza.

“A totalidade só dura alguns minutos no máximo e o eclipse em si é silencioso e não produz ruídos que normalmente assustam animais domésticos como tempestades e fogos de artifício”, disse o editor de ciências da rede Russell McLendon.

Cientistas em todo o país também podem observar e registrar o comportamento animal para organizações como a Academia de Ciências da Califórnia.

“Quanto às flores e plantas, há pouca informação relacionada ao que acontece com elas durante um eclipse total”, disse Douglas Bielenberg, um fisiologista da planta da Universidade de Clemson.

“As pessoas que têm jardins podem olhar as folhas caindo das plantas, ou observá-las ao entrarem em suas posições noturnas”, disse ele. “Esta será uma ótima oportunidade para as pessoas fazerem observações”.

Fonte: ANDA

«CLARO QUE TOURADA É CULTURA E CANIBALISMO PODE SER GASTRONOMIA!»

Um texto irónico de Carlos da Torre, sobre a prática de uma “tradição” que avilta a dignidade humana.

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Texto de Carlos da Torre

«”Se tourada é cultura, canibalismo é gastronomia” – ironizou há tempos o maestro António Victorino de Almeida. Não terá razão o maestro. Podemos ver este assunto de outra maneira. Compreender a importância cultural da tourada e reconhecer que não é impossível que o canibalismo possa já ter sido gastronomia em alguns momentos históricos em alguns lugares. O que nos poderá também levar às conclusões de que nem tudo quanto é cultura é recomendável e de que nem toda a gastronomia é aceitável. Porém, temos consciência de que estaremos acompanhados numa escala indiscutível na rejeição do canibalismo e que conviveremos com maiores diferenças de opinião no que respeita às touradas. Torna-se aconselhável, por isso, balizarmos a discussão deste assunto com valores de aceitação tendencialmente universal. Valores civilizacionais. Com todas as contradições que sempre existem nestes contextos.

Cremos que o não infligir maus tratos aos animais se inscreve nessa universalidade do nosso tempo, no quadro da dignidade humana. Isto não significa deixarmos de ser carnívoros, que tendo os seus defensores é uma opção considerada por quase todos como excessiva e que é claramente discutível do ponto de vista da saúde humana. Está longe de significar o abandono absoluto de muitas práticas violentas sobre os animais associadas à nossa sobrevivência. Mas tende a consensualizar o repúdio pelos espectáculos centrados no sofrimento dos animais. Exibição de luta entre animais. Ou, como no caso das touradas, em que os animais são condicionados para se apresentarem em arenas com agressividade suficiente, e não mais, para exibições de coragem gratuita de uns e falsos heroísmos de outros. Do touro espera-se que sofra com espectacularidade. Para bem das artes tauromáquicas. Para bem do espectáculo. Para bem dos negócios associados.

E deve continuar assim, porquê? Porque é tradição? Porque é cultura? Porque é arte? Pode ser tudo isso! Mas manter intocável a prática de tradições que aviltam a dignidade humana tal como a concebemos neste tempo, mesmo se em nome da preservação cultural, só pode ser óbvio para quem esteja inconscientemente preso ao passado ou se mova hipocritamente em função dos interesses dos seus negócios presentes.

Com o evidente exagero, é caso para lembrar que preservamos a memória da guilhotina mantendo esses instrumentos em museus. Não lhes damos uso! Deveria ser de outro modo?

Carlos da Torre»

(Texto de opinião publicado no jornal “A Aurora do Lima” em Agosto de 2013)

Fonte:

https://www.facebook.com/notes/carlos-da-torre/claro-que-tourada-%C3%A9-cultura-e-canibalismo-pode-ser-gastronomia/10201509794425580/

Fonte: Arco de Almedina

 

CONTEÚDO ANDA Crocodilos são assassinados em nome do turismo e da superstição

A vida dos crocodilos do Nilo foram de um extremo para o outro ao longo dos milênios. Venerados em alguns templos egípcios antigos – e até o homônimo de uma cidade inteira, Crocodilopolis – a espécie foi extinta ao longo do  baixo Nilo na década de 1950 conforme as pessoas invadiam seu habitat

A Represa Aswan, finalizada em 1970, criou o lago Nasser, e com isso uma região amigável de 400 quilômetros de extensão em Nubia, no Sul pouco povoado do país. As espécies começaram a se recuperar.

Crocodilo

Agora, devido uma indústria de turismo cada vez menor e a um sistema político instável, o pêndulo voltou-se para o outro lado e cada vez mais pessoas querem lucrar com o comércio dos animais.

Os altos preços pela pele, carne e pelos pênis de crocodilos – usados como afrodisíaco em todo o Leste da África – atraem caçadores profissionais e moradores locais pobres que se envolvem com a extrema crueldade.

Além disso, alguns pescadores têm assassinado crocodilos porque consideram os predadores uma ameaça às suas atividades, dizem as autoridades ambientais.

De acordo com Mahmoud, os traficantes exportam números recordes de crocodilos – talvez até 3.500 ovos e crias e algumas centenas de adultos vivos a cada ano – para o exterior, principalmente pelos portos egípcios e para o Golfo Árabe.

A última pesquisa em grande escala feita pelo governo egípcio sobre os crocodilos do lago, em 2008 e 2009, calculou que a população deveria ser de seis mil a 30 mil indivíduos. Os números históricos são desconhecidos. Mesmo com recursos limitados, autoridades ambientais egípcias observaram o declínio precipitado dos animais em sua área de estudo nas costas de Lake Nasser.

“A população caiu pela metade entre [2008 a 2009] e 2012, e depois de [2015 a 2016], foi novamente reduzida”, afirma Amr Hady, pesquisadora da Unidade de Controle de Crocodilo da Agência Egípcia de Assuntos Ambientais.

“O habitat é o mesmo, a poluição é a mesma. É por causa da caça”, frisou Hady em seu escritório em Aswan, onde há uma pequena montanha de corpos de crocodilos – todos encontrados no aeroporto da cidade e no porto de ferry desde 2013.

Se os crocodilos do Nilo desaparecerem de Lake Nasser, o meio ambiente também sofreria. Predadores de peixes mortos, insetos, roedores e outras espécies marinhas, eles possuem um papel fundamental no ecossistema de Lake Nasser.

Além disso, parte da herança do país desapareceria com eles. Os animais eram tão importantes para o Egito que eram frequentemente considerados um símbolo durante a era romana, diz Salima Ikram, professora de egiptologia na American University, no Cairo.

A caça de crocodilos do Nilo no Egito é proibida e a União Internacional para a Conservação da Natureza considera a espécie como menos preocupantes, ao mesmo tempo em que observa que sua população diminui em muitos países.

Em 2010, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES), o organismo que monitora o comércio global de animais silvestres, rebaixou os crocodilos do Nilo do Egito do mais alto nível de proteção. Isso significa que é permitido algum comércio dos animais mediante uma cota determinada.

Abdelhalim Tolba, cuja família está fortemente envolvida no comércio de animais selvagens do Egito, estima que seus parentes capturam pelo menos 500 crocodilos de Nasser anualmente. “Neste momento, a demanda por crocodilo é muito alta”, afirma.

Há muito tempo, os moradores de Aswan, ao Norte de Nasser Lake, praticam a caça de crocodilos em menor escala, mas isso cresceu muito após uma revolta na Praça Tahrir em 2011.

A instabilidade política e o espectro do terrorismo atraíram a indústria do turismo, prejudicando as economias locais que dependem dos dólares estrangeiros. A ocupação hoteleira em Aswan diminuiu mais de 70% entre 2010 e 2015, informa Hussein Mohammed, proprietário do Suheil House. Os proprietários de hotéis e os guias de turismo têm enfrentado dificuldades e muitos recorreram à caça de crocodilos, por exemplo, oferecendo viagens de caça e peles como souvenirs.

Simultaneamente, aldeões da margem oeste do Nilo criam crocodilos para serem atrações turísticas. Em algumas pousadas e hotéis de luxo, a equipe ocasionalmente oferece algumas crias dos animais como presentes aos hóspedes.

No passado, os serviços locais de segurança reprimiam o tráfico de animais selvagens, investigando todas as lojas do centro Aswan. Mas, desde a revolução de 2011, não houve nada disso.

O gabinete do governador, responsável pela administração local, reluta em defender os animais em um cenário de dificuldades e os serviços de segurança estão preocupados com outros tipos de tráfico – drogas e armas, por exemplo – e com a política.

Como há cada vez mais peixes pequenos e menores em Nasser Lake, alguns pescadores culpam os crocodilos e os matam por vingança.

Porém, segundo os biólogos, isso é equivocado. Atualmente, os crocodilos possuem estômagos relativamente pequenos ingerem principalmente espécies que não são visadas por pescadores, como o peixe-gato, diz Sherif Baha El-Din, cofundador da Nature Conservation Egypt, uma organização sem fins lucrativos local.

Alguns pescadores também se envolveram com o tráfico e vendem crocodilos no mercado negro. O problema pode piorar conforme mais pescadores do Norte e lugares como o Qarun Lake, onde a poluição diminuiu a quantidade de peixes, se mudam para o Sul na área de Nasser Lake, acrescenta El-Din.

Assim como ocorre com a polícia de Aswan, as autoridades marítimas parecem fechar os olhos, de acordo com Abdelaziz. “No passado, eles supervisionaram tudo. Agora você pode pegar qualquer coisa – peixe pequeno, todos os peixes no lago, crocodilos e ninguém perceberá”, afirma.

Um grande negócio

Alguns traficantes transportam os crocodilos vivos do Mar Vermelho para a Arábia Saudita para serem vendidos como ornamentos domésticos. De acordo com Mahmoud, os animais são supostamente escondidos nas remessas de embarques de vegetais congelados para fora do porto de Safaga. “Os sauditas sozinhos poderiam levar 10 mil por ano se estivessem disponíveis”, observa Abdelhalim Tolba.

Outros traficantes enviam carne de crocodilo para o exterior, especialmente para o Sudeste Asiático e a África subsaariana. As peles de crocodilo são lucrativas. Depois de esfolar um animal, os caçadores o mergulham na água salgada, então o deixam secar no escuro, antes de vendê-lo para comerciantes de couro, geralmente em Cartum, a capital sudanesa, conforme mostra a reportagem da National Geographic.

Assad Ibrahim,  ex-caçador que agora trabalha como alfaiate à beira do rio de Aswan, já vendeu grandes peles de crocodilo por cerca de US$ 400, sendo que a maioria foi enviada para a China. Quando as peles são transformadas em acessórios de vestuário, uma carteira é vendida por até US$ 2.500.

Há também a demanda pela genitália dos crocodilos. De acordo com Ibrahim, alguns egípcios – e pessoas na África Oriental – consomem o pênis do animal (os maiores são comercializados por mais de US$ 100) misturados com mel e gengibre, pois acreditam que isso irá melhorar suas vidas sexuais.

Destino incerto

O destino dos crocodilos do Nilo do Egito dependerá da ação das autoridades do Cairo. A Unidade de Controle de Crocodilo está gravemente subfinanciada e há apenas dois pesquisadores na equipe.

A pequena equipe não possui acesso à vigilância aérea, o que é necessário para avaliar apropriadamente a costa de Lake Nasser. “É um grande problema, muitas vezes você sente que está trabalhando sozinho”, comenta Hady.

A coordenação entre uma dúzia de ministérios e agências responsáveis pela gestão do lago e da vida selvagem é muito deficiente, segundo um funcionário, que preferiu manter o anonimato por medo de criticar publicamente o governo.

Ele diz que a aplicação das leis de proteção da vida selvagem é tão ruim que alguns dos envolvidos na indústria do tráfico realmente parecem acreditar que agem legalmente – principalmente devido à mudança na designação da espécie pela CITES.

Com a escassez de empregos nas áreas rurais, há pouco incentivo para que os caçadores e traficantes façam outras escolhas. Ainda assim, como os crocodilos do Nilo do Egito se recuperaram antes, existe a esperança de que isso possa acontecer novamente.

Fonte: ANDA

 

 

Mensagem de Christophe Thomas

Muito amavelmente o Christophe Thomas enviou-me uma mensagem, aqui pelo meu blog, a qual agradeço.

“Olá, esta é uma maneira muito informativa de sensibilização para a situação dos touros na praça de touros durante as touradas.

Este é filme visível até 15 de Fevereiro no site da Nikon Festival.

Obrigado a compartilhar e apoio para acabar com esta prática no mundo.

http://www.sauvons-un-taureau-de-corrida.com/p.html

cordialmente

Christophe Thomas e Fadjen”

Muito obrigado Christophe!

Animais deixam de ser coisas perante a lei

Animais deixam de ser coisas perante a lei

Os animais vão deixar de ser considerados coisas à luz da lei. O Parlamento aprovou esta tarde um texto da Comissão de Assuntos Constitucionais que passa a atribuir aos animais um estatuto de “seres vivos dotados de sensibilidade” e “objecto de protecção jurídica em virtude da sua natureza”. Os bichos não passam a ter personalidade jurídica, mas passam agora a ter uma figura jurídica específica, deixando de ser considerados coisas à luz do direito civil.

Após a votação, que contou com votos favoráveis de todas as bancadas, o deputado do PAN, André Silva, aplaudiu de pé a aprovação deste novo estatuto, e abraçou-se a Pedro Delgado Alves, da bancada do PS. Vários deputados de outras bancadas também aplaudiram de pé esta alteração.

O texto de alteração da Comissão de Assuntos Constitucionais resulta de quatro projectos de lei apresentados pelo PAN, PS, PSD e Bloco de Esquerda.

Por outro lado, as iniciativas apresentadas pelo Bloco de Esquerda, PAN e PS para alterar a lei que regula os maus-tratos aos animais, e reforçar as punições, foram todas chumbadas, sempre com votos contra do PSD, CDS e PCP. A falta de acordo entre as bancadas parlamentares para corrigir a legislação que pune os maus-tratos a animais já se tinha manifestado no debate da especialidade e resultou no chumbo dos projectos que pretendiam reforçar as penas.

Fonte: Jornal de Negocios