CONTEÚDO ANDA Juventude chinesa simboliza esperança para um futuro sem exploração animal

Um caminhão com centenas de cães aprisionados em gaiolas andava pela via expressa Beijing-Harbin, na China, no final do dia 3 de Agosto de 2014

Seu destino era Jilin, um dos principais mercados de carne de cachorro do país.

A China proibiu o comércio de marfim no início deste ano

Um ativista viu o caminhão e começou a blogar a sua localização. Em pouco tempo, cerca de 30 pessoas estavam seguindo o caminhão pela rodovia e a polícia local encontrou o motorista. Comer carne de cachorro não é contra a lei, mas é ilegal transportá-los sem certificações de saúde e esse motorista tinha documentos para apenas 110 dos 400 cães. Voluntários cercaram mais quatro caminhões que transportavam cães e, naquele dia, mais de 2.400 cães foram resgatados. Milhares de pessoas de todo o país se uniram para ajudar a encontrar abrigo para eles. Algumas famílias até recuperaram animais sequestrados.

Em apenas alguns dias, quase todos os cães tinham encontrado um novo lar. O papel da China na condução de negócios exploratórios e, às vezes, ilegais de animais – desde a carne de cachorro até osso de tigre, bile de urso e barbatana de tubarão – é frequentemente noticiado. Porém, é cada vez mais comum ouvir histórias sobre a compaixão por animais, domésticos e selvagens, como este resgate. Não foi a primeira ou a última vez em que cães foram salvos da morte na China, mas este caso foi um dos maiores. Os ativistas e organizações chinesas lutam há anos para acabar com os assassinatos. “É simplesmente maravilhoso, você não ouve sobre isso na Coreia”, diz Peter Li, professor da University of Houston-Downtown e especialista em política da China na Humane Society International.

Um robusto movimento de proteção animal

É fácil enxergar a China como uma vilã quando se trata de proteger os animais. Na realidade, o país também possui um movimento de proteção animal robusto e em rápido crescimento que inclui o bem-estar dos animais e os esforços para combater a caça e o tráfico de espécies selvagens.
Segundo Li, em 1992, havia apenas uma organização de proteção animal registrada que participou da conferência anual da Humane Society e da Animals Asia. Em 2006, o número aumento. Atualmente, ele diz que há pelo menos 200 organizações de direitos animais registradas. Além disso, existem centenas de abrigos e centros de resgates de animais, revela a National Geographic.

Mary Peng é a fundadora de um desses grupos, o International Center for Veterinary Services, a primeira dessas instalações a ter padrões internacionais na China. Ela fundou o hospital após um problema de saúde com seu gato, Boo Boo, em 2002, e descobriu que a China Agricultural University era praticamente o único hospital animal em Pequim e eles não tinham recursos para cuidar do gato. “Foi muito desesperador. Como tutora de um animal doméstico, antes da abertura do ICVS, não tínhamos recursos. Não tivemos opções”, disse.

Ela estima que, atualmente, Pequim possui cerca de 400 hospitais e clínicas de animais. Isso é insuficiente para os 22 milhões de habitantes da área, mas mostra o crescimento do setor.

De acordo com Li e outros especialistas, as mudanças têm sido conduzidas pela geração mais jovem da China em cidades metropolitanas costeiras. “Devido ao aumento do nível de vida, as pessoas já não estão obcecadas com a comida na mesa”, diz. Isso, somado a uma maior exposição na mídia internacional, desperta a atenção para novas questões, como a proteção animal, revela a National Geographic.

Uma nova definição de riqueza é outro impulsionador. Li explica que a geração mais velha é fixada no marfim como um símbolo de status. Em chinês, a palavra “marfim” é xiangya, que significa “dente de elefante”. Muitas pessoas acreditam que o marfim pode ser retirado de um elefante sem machucar os animais. Em 2007, o International Fund for Animal Welfare descobriu que 70% dos entrevistados não sabiam que um elefante era morto para arrancar seu marfim.


Mãe e filha em festival vegano na China

Já os chineses mais jovens provavelmente são mais conscientes desse problema. Outro sinal que mostra uma mudança no país é o fechamento recente do mercado doméstico de marfim, que incentiva a caça de elefante africanos. A repressão à corrupção também ajudou a promover mudanças. As vendas de barbatanas de tubarão, por exemplo, caíram 70% nos últimos anos. A sopa de barbatana de tubarão é considerada uma iguaria luxuosa servida em banquetes para funcionários do governo. Esta prática foi restringida pela campanha de combate à corrupção do presidente Xi Jinping.

Aproximadamente 100 milhões de tubarões são mortos a cada ano, alguns dos quais são espécies ameaçadas ou vulneráveis, principalmente para atender a demanda na China para a sopa de barbatana de tubarão. Arepressão também impactou a sopa de ninhos de pássaros e outras “iguarias” feitas com animais silvestres.

As crianças também estão aprendendo mais nas escolas sobre cuidados com animais, espécies selvagens e proteção. Além disso, o crescente número de animais domésticos nas cidades chinesas também parece ser um grande responsável por esse cenário.

Até recentemente, quase não se sabia sobre cães domésticos no país. Durante a Revolução Cultural, de 1966 a 1976, os animais considerados inadequados não eram bem-vindos, diz Peng.
Depois de 1976, quando a China emergiu da revolução, o número de cães caiu ainda mais. Uma epidemia de raiva entre 1980 e 1990 deixou cerca de 50 mil pessoas mortas, sendo que quase todas foram infectadas pelos animais. Não havia vacinas e os hospitais funcionavam mal. Pequim proibiu a tutela de cães. Foi apenas em 1993, depois que a proibição foi cancelada, que a reputação dos cães começou a mudar.

Fonte: ANDA

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Documentário ‘A Evolução Índigo’

As Crianças Índigo são apenas uma fantasia de alguns indivíduos, ou há provas reais em como elas realmente existem? E talvez o mais importante, saber qual é o propósito destas crianças, o que estão a fazer aqui? Será que és um índigo?

Se estiver a ler este artigo, a resposta é provavelmente sim, mesmo que não acredite.Neste documentário, o que vai ver, é uma coleção de entrevistas com algumas das mais incríveis crianças do planeta actual, juntamente com aqueles que se tornaram mestres nas áreas de medicina, psicologia, educação, filosofia, e até mesmo religião – que se distinguiram nas suas áreas de especialização, providenciando informação para que responda a estas perguntas por si mesmo.

A Evolução Índigo é um documentário sobre a mudança da raça humana e a evolução para além dos 5 sentidos, tendo em conta a esfera do pensamento, emoção e vibração de todas as espécies para além do reino físico. Se todo este conceito de Crianças Índigo é novo para si, ou se já estuda  este fenômeno há algum tempo e se interessa por aprender mais, este documentário entusiasmará a sua mente.

Disfrute!

O termo “Índigo” refere-se à cor Índigo da Aura vista em volta de certos indivíduos que mostram o que alguns poderiam chamar de “capacidades valiosas” ou talvez até a celebre frase “não sei o que é”, sei que apenas brilha quando eles utilizam as suas capacidades. Muitas vezes, são rotulados como sofrendo de uma espécie de deficit (ADD, ADHD, Dislexia…) que vem realmente da sua inconformidade com a autoridade, juntamente com as suas capacidades de pensar criativamente, a confusão mental e o caos que aparece por serem obrigados a viverem numa sociedade que está fora do seu paradigma mental e espiritual. (isto é: O que significa que as pessoas não se abracem umas às outras, onde quer que elas estejam?!).
“A Evolução Índigo ilumina as vidas das crianças referidas como ‘Índigos’. O filme descreve-os como criativos, excêntricos e independentes. Impacientes com o status quo, estas crianças possuem um alto grau de integridade e intuição. Muitos são, muitas vezes, tanto inteligentes como talentosos nas áreas de arte e tecnologia, e diz-se que alguns trazem consigo o dom da cura”.

Como irá ver neste documentário, na maioria das vezes, estas crianças são demasiado espertas para a idade bem como muito sensíveis sob todos os aspectos – fisicamente, emotivamente e espiritualmente, e nem sempre se sentem confortáveis nos seus corpos. Facilmente experimentam uma espécie de sobrecarga sensorial, o que requer a atenção de alguém, que se preocupem consigo, que os escute, para ajudá-los a enraizar e estar presentes nos seus corpos. Enquanto os seus comportamentos são instáveis, a filosofia e a perspectiva de vida é muito consistente – têm um alto nível da consciência social e um desejo de fazer do mundo um lugar melhor.

Verifique e veja para si mesmo como se sente!

Fonte: Casa Índigo

ALGO QUE OS FILHOS DOS TAURICIDAS DEVIAM APRENDER NUM CONSERVATÓRIO PARA SEREM HOMENS A SÉRIO

Os filhos dos tauricidas, aprendem dos pais, a arte da Psicopatia, da Sociopatia, da tauromaquia.

Se os pais deles, fossem pessoas minimamente conscientes, dos males mentais que aprender a arte da psicopatia, sociopatia da tauromaquia, provoca aos seus filhos, jamais permitiriam tal monstruosidade par eles.
Mas estes pais, já têm a mente tão danificada, que não lhes permite perceber isto!

O lugar dos filhos dos tauricidas, não são as praças de touros, onde são educados, a se tornarem monstros, criminosos, assassinos, psicopatas, sociopatas. O lugar deles, é o teatro, os conservatórios de musica, o desporto!

Mário Amorim


Em vez de andarem em antros de toureio a aprender a ser monstrinhos… e a atacar com fúria desumana indefesos bezerros

Senhores Governantes, Ministro da Cultura, promovam e apoiem as Escolas de Música, ao invés de subsidiarem “escolas” de toureio, mais antros do que escolas, que transformam as crianças em carrascos, sádicos e cobardes.

As crianças, filhas dos aficionados de selvajaria tauromáquica, merecem melhor sorte do que aquela que o Estado Português lhes proporciona.

Fonte: Arco de Almedina

CONTEÚDO ANDA Wallabies são cruelmente mortos e bebês são encontrados agarrados aos corpos das mães

Até 100 wallabies foram mortos nos terrenos do Mareeba Turf Club, no extremo Norte de Queensland (Austrália), e cuidadores de animais selvagens acreditam que eles foram atingidos com flechas

Em alguns casos, os filhotes ficaram presos nas bolsas das mães mortas após o extermínio em massa. A RSPCA começou a investigar o crime depois de, inicialmente, descobrir mais de 50 wallabies mortos na região.

Beth Stern, vice-presidente da Tablelands Wildlife Rescue, alertou a RSPCA depois de receber uma ligação de um especialista em animais selvagens que estava angustiado por encontrar os animais assassinados. “Isso tem acontecido há algumas semanas. Há cerca de 100 animais que foram mortos”, revelou.

Inicialmente, as autoridades pensaram que os animais tinham sido baleados, mas Stern afirmou que uma autópsia revelou uma realidade mais brutal.

“Descobrimos que não são tiros de armas, o veterinário acreditava que era de uma flecha. Um animal em particular foi atingido nas costas, suas costas estavam quebradas e foi espancado na cabeça. Foi uma cena horrível para as pessoas que se preocupam com animais selvagens”, enfatizou.

Cadáver encontrado na região

De acordo com a ABC, o secretário do clube Mareeba Turf, John Thurlow, confirmou a ocorrência dos assassinatos. Ele disse que uma cerca de canguru foi instalada no local há cerca de um mês.

“Estávamos permitindo que os wallabies se acostumassem com [a cerca] antes de expulsá-los. Alguém fechou esses portões e utilizou nossa nova cerca para levá-los para uma área onde poderiam atirar neles”, disse ele.

O porta-voz da RSPCA Queensland, Michael Beatty, disse que um inspetor local estava investigando os assassinatos. “Havia filhotes deixados em bolsas e alguns dos wallabies morreram nas cercas. Infelizmente, os animais não podem falar, instamos que alguém com informações se apresente”, declarou.

A polícia de Queensland e o Departamento de Proteção Ambiental e do Patrimônio também foram informados sobre os assassinatos.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Urso explorado para a caça é liberto depois de viver 16 anos em cativeiro

Um urso explorado desde filhote para caçar cães foi libertado após viver 16 anos trancado em uma jaula na Ucrânia

Tyson era mantido em cativeiro na floresta, perto da cidade de Ivano Frankivsk, no Oeste do país, desde 2001, quando testemunhou o assassinato de sua mãe por caçadores. O urso pardo de 250 quilos sofreu terrivelmente nas mãos de seus guardas e foi muitas vezes arrastado pelas correntes do cárcere e forçado perseguir cães selvagens, dizem os ativistas.

Ninguém sabe ao certo o quanto o animal sofreu porque sua pele grossa cresceu sobre suas cicatrizes. Os seus salvadores, uma equipe do grupo internacional de proteção animal Four Paws, afirmam que há centenas como ele, escondidos pelos caçadores na Ucrânia e na Rússia.

Tyson é um dos afortunados. Um jornalista ucraniano soube sobre seu encarceramento e denunciou o caso. Os caçadores, muitos deles veteranos endurecidos pela guerra, estavam entre aqueles que agiam como seus sequestradores na clareira que servia como um covil, churrasco e um local para matar cães.

A Ucrânia atualmente debate uma lei, que deverá passar em breve no parlamento, com o objetivo de proibir a criação desses animais.

Seus captores finalmente fizeram a coisa certa por ele e concordaram com uma operação de resgate da Four Paws. Porém, na hora do resgate, os caçadores de repente decidiram que queriam mantê-lo. Depois de conversarem com emissários ucranianos da da organização de proteção animal, aparentemente eles mudaram de opinião.

Eles estavam preocupados, entre outras coisas, de serem retratados como cruéis ou de perder o respeito na comunidade local onde seu serviço no combate contra a Rússia os tornou heróis perante os olhos de muitas pessoas. “Podemos cuidar dele, podemos construir nosso próprio santuário aqui”, disse um deles.

As negociações continuaram durante uma hora. Finalmente, um acordo foi feito: o urso poderia ser libertado se os filhos de seus exploradores pudessem viajar gratuitamente para vê-lo e a Four Paws prometeu pensar na possibilidade de abrir outro santuário de ursos no local do seu cativeiro. Tyson recebeu narcóticos e foram necessários oito homens para levá-lo para a liberdade que ele tanto merecia.

Frank Goeritz, um veterano de animais resgatados em todo o mundo, estava equipado com instrumentos de alta tecnologia que possibilitam um rápido check-up médico no local, segundo o Daily Mail.

“Seus dentes estão desgastados como resultado das mordidas nas barras ao longo dos anos. Ele tentou fugir, mas nunca conseguiria. Além disso, ele está um pouco abaixo do peso por causa de sua dieta – ele parece ter vivido com uma dieta de pão e milho, mas seus órgãos internos e sua visão são bons. Ele ainda é, essencialmente, um urso saudável”, disse.

Tyson foi colocado em uma jaula na parte traseira de um pequeno caminhão para ser transportado para seu novo lar: o santuário de ursos Domazhyr, perto da cidade de Lviv, onde ele viverá com outros ursos resgatados para passar seus dias em paz e com dignidade.

Ioana Dungler, responsável geral pela missão de resgate, declarou: “Nós salvamos o Tyson, mas há tantos mais como ele. Temos que mudar as atitudes em relação a animais como ele para que o sofrimento das criaturas inocentes acabe”.

Fonte: ANDA

 

Conteúdo ANDA Alerta: eclipse solar pode confundir animais

Diversas espécies de animais poderão ser afetadas e ter comportamentos estranhos na segunda-feira (21), durante o eclipse solar, mesmo nos lugares em que o fenômeno for parcial. O primeiro registro de confusão em ocasiões similares foi feito em 1932, quando pesquisadores descobriram que as abelhas retornavam para as suas colmeias na Inglaterra.

Em julho de 1991, um eclipse total fez com que aranhas destruíssem suas teias para recomeçá-las com a chegada da luz do Sol, segundo a National Wildlife Federation. Desta vez, o maior risco será para os animais selvagens, que começarão suas rotinas noturnas mais cedo.

Para os animais domésticos, como cães e gatos, o fenômeno deve ser menos prejudicial do que fogos de artifício e tempestades, que perturbam esses animais e podem causar acidentes. As informações são da emissora USA Today.

Enquanto os humanos contemplarão o espetáculo, alguns animais poderão ficar confusos mesmo em lugares com apenas um eclipse parcial.

Os primeiros relatos de comportamento animal estranho durante os eclipses envolvem pássaros. Talvez o mais antigo seja de um eclipse total em 1544 quando “as aves deixaram de cantar”, enquanto outro relatório de um eclipse em 1560 afirmou que “as aves caíram no chão”, de acordo com a Science News.

Na segunda-feira (21), a maioria dos animais selvagens provavelmente iniciará sua rotina noturna quando o eclipse começar, disse Bruce Stein da National Wildlife Federation.

Durante os eclipses anteriores, os elefantes na África foram vistos voltando para suas áreas de dormir, enquanto chimpanzés olhavam para o céu “confusos com o que estava acontecendo”, disse Stein.

Animais domésticos como cães e gatos devem ser menos afetados pelo eclipse do que os de vida selvagem, de acordo com a Rede Mãe Natureza.

“A totalidade só dura alguns minutos no máximo e o eclipse em si é silencioso e não produz ruídos que normalmente assustam animais domésticos como tempestades e fogos de artifício”, disse o editor de ciências da rede Russell McLendon.

Cientistas em todo o país também podem observar e registrar o comportamento animal para organizações como a Academia de Ciências da Califórnia.

“Quanto às flores e plantas, há pouca informação relacionada ao que acontece com elas durante um eclipse total”, disse Douglas Bielenberg, um fisiologista da planta da Universidade de Clemson.

“As pessoas que têm jardins podem olhar as folhas caindo das plantas, ou observá-las ao entrarem em suas posições noturnas”, disse ele. “Esta será uma ótima oportunidade para as pessoas fazerem observações”.

Fonte: ANDA

«CLARO QUE TOURADA É CULTURA E CANIBALISMO PODE SER GASTRONOMIA!»

Um texto irónico de Carlos da Torre, sobre a prática de uma “tradição” que avilta a dignidade humana.

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Texto de Carlos da Torre

«”Se tourada é cultura, canibalismo é gastronomia” – ironizou há tempos o maestro António Victorino de Almeida. Não terá razão o maestro. Podemos ver este assunto de outra maneira. Compreender a importância cultural da tourada e reconhecer que não é impossível que o canibalismo possa já ter sido gastronomia em alguns momentos históricos em alguns lugares. O que nos poderá também levar às conclusões de que nem tudo quanto é cultura é recomendável e de que nem toda a gastronomia é aceitável. Porém, temos consciência de que estaremos acompanhados numa escala indiscutível na rejeição do canibalismo e que conviveremos com maiores diferenças de opinião no que respeita às touradas. Torna-se aconselhável, por isso, balizarmos a discussão deste assunto com valores de aceitação tendencialmente universal. Valores civilizacionais. Com todas as contradições que sempre existem nestes contextos.

Cremos que o não infligir maus tratos aos animais se inscreve nessa universalidade do nosso tempo, no quadro da dignidade humana. Isto não significa deixarmos de ser carnívoros, que tendo os seus defensores é uma opção considerada por quase todos como excessiva e que é claramente discutível do ponto de vista da saúde humana. Está longe de significar o abandono absoluto de muitas práticas violentas sobre os animais associadas à nossa sobrevivência. Mas tende a consensualizar o repúdio pelos espectáculos centrados no sofrimento dos animais. Exibição de luta entre animais. Ou, como no caso das touradas, em que os animais são condicionados para se apresentarem em arenas com agressividade suficiente, e não mais, para exibições de coragem gratuita de uns e falsos heroísmos de outros. Do touro espera-se que sofra com espectacularidade. Para bem das artes tauromáquicas. Para bem do espectáculo. Para bem dos negócios associados.

E deve continuar assim, porquê? Porque é tradição? Porque é cultura? Porque é arte? Pode ser tudo isso! Mas manter intocável a prática de tradições que aviltam a dignidade humana tal como a concebemos neste tempo, mesmo se em nome da preservação cultural, só pode ser óbvio para quem esteja inconscientemente preso ao passado ou se mova hipocritamente em função dos interesses dos seus negócios presentes.

Com o evidente exagero, é caso para lembrar que preservamos a memória da guilhotina mantendo esses instrumentos em museus. Não lhes damos uso! Deveria ser de outro modo?

Carlos da Torre»

(Texto de opinião publicado no jornal “A Aurora do Lima” em Agosto de 2013)

Fonte:

https://www.facebook.com/notes/carlos-da-torre/claro-que-tourada-%C3%A9-cultura-e-canibalismo-pode-ser-gastronomia/10201509794425580/

Fonte: Arco de Almedina