Blog Contra a Tauromaquia, em Portugal e no mundo!

Pelos Touros, pelos Cavalos e pelas Pessoas, pelos Direitos Humanos

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Espécies ameaçadas perdem grande parte do habitat devido a devastação da Amazónia

Cerca de 85% das espécies catalogadas como ameaçadas na Amazónia podem ter perdido parte substancial do seu habitat devido à desflorestação e incêndios nas últimas duas décadas.

Espécies ameaçadas perdem grande parte do habitat devido a devastação da Amazónia

A investigação, publicada pela revista Nature e liderada pela Universidade Estatal da Florida (EUA), estima que por cada 10.000 quilómetros quadrados de floresta queimada, sejam afectadas entre 27 e 37 espécies vegetais e 2 a 3 espécies de animas vertebrados que têm mais de 10% da sua área de distribuição na Amazónia.

A degradação florestal ameaça a resistência desse ecossistema e prevê-se que, até 2050, terá perdido entre 21% e 40% da sua cobertura florestal, o que terá uma grande repercussão na biodiversidade amazónica.

Para entender melhor as consequências, a equipa liderada por Xiao Feng investigou como os incêndios florestais afectaram a área de distribuição geográfica de 11.514 espécies de plantas e 3.079 espécies de animais nas últimas duas décadas.

Desde 2001, entre 103.079 e 189.755 quilómetros quadrados de floresta amazónica (entre 2,2% e 4,1% da superfície total) sofreram incêndios, que afectaram áreas de distribuição entre 77,3% e 85,2% das espécies catalogadas como ameaçadas nesta região, segundo os autores.

O estudo aponta que os períodos de aumento dos incêndios “se correlacionam com o relaxamento das políticas destinadas a conter a desflorestação e as queimadas”.

No Brasil, essas políticas aplicadas em meados da década de 2000 foram ‘relaxadas’ em 2019, o que levou a um aumento da área afectada por incêndios (entre 20% e 28% a mais do que o previsto), o que afectou as áreas de distribuição de entre 12.064 e 12.801 espécies de plantas e vertebrados.

Esses resultados, segundo os autores, demonstram a conexão entre a política e os incêndios florestais e como esses factores podem afectar a biodiversidade.

A Bacia Amazónica desempenha um papel vital na regulação do clima da Terra e abriga 10% de todas as espécies conhecidas.

À medida que os incêndios se aproximam do coração da bacia amazónica, que possui níveis elevados de biodiversidade, espera-se que o impacto das queimadas na biodiversidade aumente, indica a publicação.

Fonte: Sapo24

 

Não fica bem ao Sapo24, postar um artigo escrito com o português do Acordo Ortográfico.
O que ficaria bem ao Sapo24, era escrever um artigo em bom português!
Que vergonha!

Os erros deste artigo, foram todos corrigidos, para o bom português!

Mário Amorim

Espanha. Gijón proíbe touradas porque dois touros mortos em feira se chamavam “Feminista” e “Nigeriano”. Sector acusa autarquia de “totalitarismo ideológico”

Em causa está o facto de dois dos animais toureados na feira taurina de Begoña se chamarem “Feminista” e “Nigeriano”, o que motivou protestos de várias associações e levou a autarca de Gijón a anunciar que não vai renovar a licença de tauromaquia, terminando as corridas de touros na cidade. Sector acusa executivo de aproveitar caso para impor proibição “há muito desejada”.

Espanha. Gijón proíbe touradas porque dois touros mortos em feira se chamavam “Feminista” e

O caso, noticia o El País, foi espoletado após a tradicional feira taurina de Begoña, realizada na cidade de Gijón há 133 anos. Com a edição deste ano a decorrer entre os dias 13 e 15 de agosto, na última corrida do evento o matador Morante de la Puebla esteve encarregue de tourear e matar dois touros. O problema é que estes se chamavam “Feminista” e “Nigeriano”.

Além da própria natureza das touradas ter em si muitos opositores, o facto dos touros mortos terem este nome foi visto como uma provocação, o que gerou controvérsia nas redes sociais e levou a reações de associações feministas e de defesa dos animais.

Tal coro de protestos levou a alcaide de Gijón, Ana González, a declarar à comunicação social espanhola que “acabou a feira taurina”. “Foram ultrapassadas várias linhas. Uma cidade que acredita na igualdade entre homens e mulheres, que acredita na integração e em portas abertas a todos não pode permitir que estas coisas aconteçam”, disse a autarca socialista.

Adiantando que as touradas eram um evento que gerava cada vez mais contestação na cidade, González disse que a autarquia não vai renovar o contrato para a feira voltar a decorrer nem vai permitir que a praça de touros de Gijón possa ser alugada. Se isto significa uma perda de 50 mil euros anuais para a cidade, por outro as touradas não podem ser “usadas para promover ideologias contrárias aos direitos humanos”, defendeu.

O sector tauromáquico já reagiu, acusando os responsáveis de desconhecimento quanto às leis agrícolas espanholas. A Unión de Criadores de Toros de Lidia, associação que representa 345 ganadeiros, explicou em comunicado que os nomes dados as touros são os mesmos das mães por imposição legal, para que a sua linhagem genealógica possa ser acompanhada.

Daniel Ruiz, o ganadeiro responsável pelo “Feminista” e o “Nigeriano” disse o mesmo à agência EFE, que “não teria havido esta polémica se se conhecesse um pouco as ideossincrasias de como funciona uma ganadaria” já que “as vacas são as mais importantes e é destas que são herdados os nomes dos touros que são lidados nas praças”.

reação do sector dos touros, todavia, não se ficou pelas explicações, tendo sido feitas acusações à autarquia de Gijón de agir com preceito ideológico. Numa carta aberta, Victorino Martín, presidente da Fundación Toro de Lidia, diz que o episódio “foi uma desculpa peregrina para propiciar um desejo há muito tido: proibir os touros em Gijón”. “Um mínimo de curiosidade intelectual ou a devida assessoria antes de opinar de maneira tão frívola tinham impedido o ridículo de falar sem conhecimento e não teriam ficado tão claras as suas motivações reais e totalitarismo ideológico”, defende Martín.

O responsável chega a comparar esta proibição com a destruição das estátuas de Buda de Bamiyan, no Afeganistão, por parte dos talibãs em 2001, considerando que ambas partem do pressuposto que “estas manifestações de cultura são imorais”. “As expressões culturais não se podem proibir, são bens de toda a humanidade que é preciso proteger”, argumenta, admitindo levar o caso para a justiça.

Também a direção local do Partido Conservador espanhol em Gijón diz estar a verificar se a decisão de González pode ser legalmente contestada, dizendo-se “completamente contra qualquer um que nos queira retirar liberdades” e admitindo que, caso vença as eleições locais dentro de dois anos, organizará “o melhor festival tauromáquico das próximas décadas”.

Fonte: SAPO24

Organização de defesa dos animais faz vigília de protesto frente ao Zoomarine

A Animal Save and Care Portugal promove no domingo uma vigília pacífica de protesto contra o uso de golfinhos para espetáculos, em frente ao Zoomarine, em Albufeira, no Algarve, anunciou a organização de proteção de animais.

Organização de defesa dos animais faz vigília de protesto frente ao Zoomarine

A vigília é uma forma de dar expressão a “todos os animais explorados por esta indústria milionária” dos parques aquáticos com animais” e “voz às vítimas que vivem aprisionadas para a vida, dentro de tanques minúsculos, forçadas a fazer truques para entreter turistas”, como é o caso dos golfinhos, justificou a mesma fonte.

“Com a pandemia do ano passado, todos nós experienciámos um período de confinamento e sabe-se que este facto acabou por ter repercussões no ser humano, psicológica e/ou fisicamente. Estivemos sujeitos, apenas durante breves meses, àquilo a que estes animais passam durante a sua vida inteira”, exemplificou a Animal Save and Care Portugal, num comunicado.

A organização de defesa dos animais sublinhou que animais com os golfinhos, que atuam em parques como o Zoomarine, estão “circunscritos a um pequeno quarto redondo sem porta de saída, quando em liberdade poderiam nadar até 40 milhas por dia” e “sofrem de depressões pelo facto de estarem enfiados dentro de pequenos tanques de cimento, sem estímulos naturais ou liberdade”.

“Há casos de animais em parques aquáticos cuja morte foi considerada suicídio, por causa dos comportamentos que demonstraram. Exploramos animais inteligentes, sociáveis e dóceis para nosso regozijo, mostrando um total desrespeito pela vida selvagem. No mundo, mais de 300 golfinhos e baleias, 40 orcas e 400 pinípedes (focas, leões marinhos e morsas) já morreram em parques aquáticos, e este número de mortes continua a aumentar”, argumentou ainda a Animal and Save Portugal.

A organização considerou ainda que os parques aquáticos são “prisões” e os “animais são obrigados a entreter humanos para serem lucrativos” e negou a ideia de que os parques aquáticos com animais sejam centros de conservação da vida selvagem.

“Uma prova disso é o Relatório da World Animal Protection, divulgado em 2019, que colocou o parque algarvio na lista de 12 zoológicos acusados de exploração de animais selvagens. De acordo com este estudo, usar os golfinhos como pranchas de surf e mantê-los enclausurados em pequenos tanques constitui uma ‘vida desprovida de naturalidade’”, sustentou ainda a mesma fonte.

A repetição de atividades ou o sistema de recompensas usado para treinar os animais também é contestado pela organização, que aponta ainda “o elevado barulho da plateia e a repetição de várias atividades ao longo do dia” como fontes de “elevado nível de stress”.

“Repudiamos veementemente qualquer negócio de entretenimento que explore animais. O Zoomarine não é diferente de um circo de animais e, por isso mesmo, iremos lutar até todos os tanques estarem vazios. Cada vez que alguém compra um bilhete para este parque, está a financiar o sofrimento destes animais. Não é entretenimento: é tortura e exploração”, considerou a associação.

Fonte; SAPO24

Camboja. Leão de estimação apreendido depois de aparecer em vídeos do dono no TikTok

As autoridades cambojanas confiscaram um leão de estimação (deformado e com as garras cirurgicamente removidas) após várias aparições do animal em vídeos da rede social TikTok.

Camboja. Leão de estimação apreendido depois de aparecer em vídeos do dono no TikTok

O animal, de 18 meses e com 70kg de peso, foi importado do estrangeiro pelo proprietário, um cidadão chinês, para ser criado na sua casa, disse o porta-voz do Ministério do Ambiente Neth Pheaktra, citado pelo The Guardian.

“As autoridades cambojanas iniciaram uma investigação sobre este leão desde que o viram no Tik Tok no final de abril. As pessoas não têm quaisquer direito ter um animal selvagem como se fosse de estimação”, ressalvou aquela fonte.

A organização não-governamental Wildlife Allicance, que ajudou na operação de resgate do animal, salientou que a habitação não era “apropriada para um animal selvagem” e tanto os caninos como as garras do leão tinham sido removidos, algo que reduz “drasticamente a qualidade de vida” do felino.

O dono tinha partilhado uma fotografia do leão sentado numa entrada de garagem enquanto um cão brincava nas proximidades.

Fonte: SAPO24

Lembra-se da série “Tiger King”? Justiça dos EUA apreendeu os animais do controverso jardim zoológico

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira que apreendeu dezenas de felinos do antigo jardim zoológico de “Joe Exotic”, protagonista da série “Tiger King”, exibida pela Netflix.

Lembra-se da série

Os funcionários informaram que os atuais gestores do local — Jeffrey e Lauren Lowe — violaram repetidamente as leis que exigem o cuidado adequado dos animais e não cumpriram uma ordem para contratar um veterinário qualificado. A operação poderá servir de inspiração para um novo episódio de Tiger King, um dos programas mais vistos do serviço de TV por streaming.

Numa declaração juramentada apresentada ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Oklahoma, um agente especial do Serviço de Pescas e Vida Selvagem relatou que o parque cria grandes felinos sem os cuidados adequados e sem prestar informações sobre os filhotes, como é exigido perante a lei. “Os animais correm um grande risco de sofrer mais danos e maus-tratos se não forem apreendidos”, adverte a declaração.

Os Lowe, que apareceram na série, assumiram o parque de Joe Exotic, cujo nome verdadeiro é Joseph Maldonado-Passage, em 2016, depois dos problemas financeiros e legais do empresário.

O documentário acompanha a vida de Maldonado-Passage, 58, detido em 2018 e condenado a 22 anos de prisão em 2019 por tentar planear o assassinato da sua rival Carole Baskin, dona de outro parque de grandes felinos e defensora dos direitos dos animais. Baskin criticava há vários anos os métodos de Maldonado-Passage, principalmente a criação excessiva de felinos e os maus-tratos, que levaram à morte de vários animais.

Em junho de 2020, um tribunal ordenou que os Lowe transferissem a Carole a propriedade do parque, com exceção dos animais. Dessa forma, os Lowe levaram os felinos e planearam a abertura do Tiger King Park em 2021. Mas as autoridades descobriram que os abusos continuaram. A Justiça norte-americana ordenou, então, a apreensão dos animais, mas, segundo o depoimento dos agentes responsáveis, isso não se deu sem violência.

Durante a execução de uma primeira ordem, no passado dia 6, “Lauren Lowe ameaçou matar-me”, declarou o agente Kevin Seiler. “Os seus comentários foram especialmente intimidantes, levando em conta que o seu ex-sócio está preso por ter contratado um assassino a soldo.”

A “operação de resgate” foi finalmente realizada, com um total de 45 tigres, seis leões, 11 ligres — cruzamento de tigres com leões — e uma pantera negra apreendidos, segundo comunicado do Departamento de Justiça, que não especificou para onde os animais foram levados.

Fonte: SAPO24

Brasil. Desflorestamento na Amazónia bate recorde em abril

A floresta amazónica no Brasil perdeu 580,55 quilómetros de mata nativa em abril, a maior taxa de desflorestamento registada no quarto mês do ano desde 2016, quando a floresta tropical perdeu 581 quilómetros de vegetação.

Brasil. Desflorestamento na Amazónia bate recorde em abril

De acordo com dados captados pelo Sistema de Deteção de Desflorestamento em Tempo Real da Amazónia Legal (Deter) divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), trata-se de uma área 42% maior do que a que foi destruída em abril de 2020 no país.

Abril é o segundo mês que o Brasil regista um recorde de devastação da maior floresta tropical do mundo. Em março passado, 367,6 quilómetros da amazónia foram devastados no país, uma área 12,6% maior do que a destruída no mesmo mês de 2020.

A metodologia utilizada pelo sistema Deter é baseada em imagens de satélite recolhidas pelo INPE, cujo objetivo é alertar antecipadamente as agências de fiscalização sobre as áreas que estão a ser desflorestadas na Amazónia. No total, foram emitidos 1.566 avisos de desflorestamento neste sistema em abril.

Segundo especialistas, a quantidade de vegetação nativa devastada pode ser maior, já que durante o mês de abril 26% da Amazónia estava coberta por nuvens, o que tornava aquela parte da floresta invisível aos satélites.

“É o maior percentual de nuvens para o mês da série que começou em 2015. Pode haver mais desflorestamento oculto, que será revelado quando o clima abrir”, informou o Observatório do Clima, rede que reúne mais de 50 organizações civis de defesa do meio ambiente no Brasil e no mundo.

Ao longo de 2020, cerca de 8.500 quilómetros quadrados foram devastados na Amazónia brasileira, marca que ficou apenas abaixo do recorde histórico de 2019, quando 9.178 quilómetros quadrados de árvores foram cortados na maior floresta tropical do mundo.

Fonte: SAPO24

Número de elefantes na Costa do Marfim cai para metade e coloca espécie à beira da extinção

O número de elefantes na Costa do Marfim diminuiu para metade em menos de 30 anos, sobrando agora apenas cerca de 500 destes animais emblemáticos do país, anunciou hoje o Ministério da Água e das Florestas.

Número de elefantes na Costa do Marfim cai para metade e coloca espécie à beira da extinção

Os elefantes, emblemas da Costa do Marfim, estão à beira da extinção neste país da África Ocidental: o seu número diminuiu para metade em 30 anos, sob os efeitos combinados da desflorestação e da caça furtiva, anunciou hoje o Ministério da Água e das Florestas da Costa do Marfim.

“A nossa vida selvagem está em perigo, 208 espécies estão à beira da extinção; a população de elefantes tem diminuído ao longo dos últimos 30 anos, passámos de 1.100 animais em 1990 para menos de 500 hoje”, disse à AFP o vice-chefe de gabinete no Ministério da Água e Florestas, coronel Marcial Kouame.

“A população de paquidermes era de 100.000 na década de 1960″, quando a Costa do Marfim tinha 16 milhões de hectares de floresta, acrescentou o responsável.

A desflorestação associada ao cultivo do cacau reduziu a cobertura florestal para dois milhões de hectares em meio século, o que representa uma diminuição de quase 90%, e “pôs em perigo os últimos refúgios destes elefantes”, apontou o responsável da Costa do Marfim, o maior produtor de cacau do mundo, com uma quota de mercado de 40%.

A sobrevivência dos elefantes, que dão a alcunha à seleção nacional de futebol, é também ameaçada pela caça furtiva, bem como pelo crescimento da população e pela urbanização rápida.

Fonte: SAPO24

VERGONHA PARA PORTUGAL Portugal é o terceiro país europeu que mais captura tubarão e raia, os “guardiões do oceano”

Portugal é o terceiro país europeu e o 12.º no mundo que mais captura tubarão e raia, cerca de 1,5 milhões de exemplares por ano, sendo que metade das espécies estão ameaçadas, alerta a associação ambientalista ANP/WWF.

Portugal é o terceiro país europeu que mais captura tubarão e raia, os

A informação hoje divulgada pela Associação Natureza Portugal (ANP), em Portugal associada da internacional “World Wide Fund for Nature” (WWF), surge no relatório da primeira avaliação sobre tubarões e raias da organização, com o apoio da Fundação Oceano Azul.

A propósito dos resultados a ANP/WWF apela à criação de um plano de ação nacional para a gestão e conservação de tubarões e raias, que coloque Portugal na liderança europeia da proteção destas espécies, diz em comunicado.

A organização de defesa do ambiente diz que o relatório “Tubarões e Raias: Guardiões do oceano em crise”, é o primeiro estudo abrangente sobre o estado das populações de tubarões e raias em Portugal, sobre a sua pesca, comércio e políticas.

Segundo a análise, “a sobrepesca e uma proteção inadequada estão a ameaçar as 117 espécies de tubarões, raias e quimeras (peixes cartilagíneos) existentes no mar português, apesar destas espécies-chave serem essenciais à saúde e bem-estar do oceano”.

Além de ser dos países que mais captura as espécies Portugal está também nos primeiros lugares das importações e exportações de carne de tubarão e raia (8.º e 6.º lugar mundial, respetivamente), pelo que a ANP/WWF pede aos consumidores para terem um “papel ativo” e evitem comer raia ou tubarão até que a pesca seja comprovadamente sustentável.

“Em Portugal, os tubarões e raias estão a ser pescados de forma insustentável. Um quarto de todos os desembarques (em peso) da frota portuguesa nos últimos 30 anos, corresponde a espécies que atualmente estão ameaçadas, três quartos das espécies pescadas têm as suas populações em declínio e sete espécies historicamente pescadas estão agora criticamente em perigo, a um passo da extinção”, salienta a associação no comunicado.

Ângela Morgado, diretora executiva da ANP/WWF, afirma, citada no documento, que a forma de pescar em Portugal está a ameaçar os tubarões e as raias, e defende que para evitar um oceano sem tubarões e raias “o Governo português deve tomar a liderança europeia nesta questão, avançando para uma pesca de baixo impacto e seletiva, e tornando-se o primeiro Estado-membro a criar um Plano de Ação Nacional para estas espécies”.

E até que haja esse plano, acrescenta, a redução do consumo é a única proteção possível, motivo que levou a organização a propor um compromisso aos cidadãos de dizerem “não” ao consumo de tubarão e de raia.

A Fundação Oceano Azul, também citada no comunicado, diz: o relatório torna visível “a forma insustentável como gerimos o oceano e colocamos em risco, no mar português, espécies tão importantes para o funcionamento dos sistemas marinhos como os tubarões e as raias”.

A ANP/WWF defende a adoção de medidas que minimizem as principais ameaças, e recomenda que se melhore a qualidade dos dados científicos da pesca, que se proíba a captura, comércio e o consumo de espécies ameaçadas, que se crie regulamentação mais restrita das espécies comercializadas a nível internacional, e se defina zonas santuário que protejam habitats essenciais e sejam refúgios para as espécies.

Aos consumidores, além de se absterem de comer as espécies em causa, a ANP/WWF pede atenção à composição de alguns produtos que existem no mercado, nomeadamente cremes hidratantes ou complexos vitamínicos que contêm esqualeno e óleo de fígado de tubarão. E que assumam o compromisso de dizer #TubarãonoPratoNão ou #TiraAraiaDestaAlhada, no ‘site’ da organização.

Fonte: SAPO24

Salvou uma raposa e ganhou companhia diária ao jantar numa aldeia de Bragança

Um habitante de uma aldeia de Bragança ganhou uma companhia para jantar depois de ter salvado uma raposa que agora o visita todos os dias em casa para comer e regressa à vida selvagem depois do repasto.

Salvou uma raposa e ganhou companhia diária ao jantar numa aldeia de Bragança

Fernando Almeida tem partilhado fotos e vídeos nas redes sociais desta inesperada relação com o animal selvagem que já lhe entra literalmente em casa, lhe come da mão e até partilha o comedouro com outros animais domésticos, como dois gatos.

Fernando vive junto à estrada na aldeia de Oleiros, perto da cidade de Bragança, e contou à Lusa que a história desta relação começou em novembro, quando ia a conduzir e viu uma raposa prostrada na estrada.

Desconfia que “deve ter levado alguma pancada de algum carro, porque não tinha ferimentos visíveis, devia estar maçada”.

Levou o animal para casa e deu-lhe de comer “durante quatro ou cinco dias, até que ficou boa, começou a andar e foi-se embora”.

“De repente, desapareceu para aí uns 15 dias”, contou, e esteve desaparecida até que, uma noite, Fernando Almeida estava a ver um filme na cozinha e levou um susto ao ver um vulto na janela onde costuma pôr comida aos gatos.

Afinal era a raposa que tinha regressado e, “a partir daí, volta todos os dias à hora de jantar e não vai embora” até Fernando lhe dar de comer.

“Parece que conhece o barulho da carrinha, quando chego, aparece ela”, enfatizou, em relação à pontualidade do animal quando Fernando chega a casa depois do dia de trabalho.

A raposa come, “está por ali e depois desaparece até ao outro dia”.

A proximidade entre ambos permite até que o animal coma da mão deste homem, que já levou uma mordidela desculpada pela voracidade com que a raposa se atira ao alimento.

Fernando contou à Lusa que passou a comprar carne propositadamente ou recolhe as chamadas aparas dos talhos para a raposa.

“Ela é maluquinha por frango”, diz.

Fernando observa também o comportamento da raposa que come no local onde lhe põe a comida, mas também apanha e “leva na boca quatro ou cinco pedaços, vai não se sabe para onde, e volta para continuar a comer”.

“Não sei se leva para guardar”, questiona-se.

Até pode ser “um raposo”, mas Fernando batizou-a de “Linda” e garante que quando lhe chama pelo nome ela responde.

E da mesma forma que aparece, desaparece para o monte até à próxima hora de jantar, pois, como vincou Fernando, “ela é selvagem, não está presa”.

Fonte: SAPO24

Lábios anti fascistas e anti machistas

Recomendo vivamente a leitura deste fantástico texto de Diogo Faro!


Diogo Faro - SAPO 24

Verme que é verme gosta de rastejar no lodo e cuspir lama para chamar à atenção. É um truque tão patético quanto antigo, que deixa sempre na dúvida quem está fora do charco. Devemos ou não dar atenção? Resulta melhor ignorar e esperar que passe, ou ouvir, rebater e desmontar? Não creio que exista uma só resposta para os diferentes casos. Há barbaridades que são só mesmo para ignorar – por todos, incluindo a comunicação social que não pode pôr-lhe sempre um megafone à frente da boca – mas em muitos casos, é importante não ignorar e responder. Pode ser com factos, pode ser com o desmanchar de narrativas falsas. E também pode ser com solidariedade e amor, numa resposta de elevação democrática. 

Foi o que vimos nestes dias. Queriam luta no lamaçal, mas fez-se antes sol no jardim. Em solidariedade com Marisa Matias, milhares e milhares de pessoas pintaram os lábios de vermelho. E não foi só sobre a Marisa, foi sobre todas as mulheres. E foi sobretudo sobre as mulheres, mas foi também sobre os homens, as crianças, a liberdade e a democracia.

Que bonito foi, que reconfortante está a ser. Mas é também triste que tenha que ter acontecido, que tenhamos que fazer manifestações antifascistas, que tenhamos que estar todos os dias a discutir a importância da democracia por esta não estar assegurada, quando temos – em democracia – tantas outras coisas para resolver.

Pode ficar ainda no ar a dúvida sobre se uma resposta tão contundente e generalizada não terá sido dar-lhe importância a mais. Neste caso não acho, de todo. Quero até acreditar que poderá ter levado muita gente a perceber a importância de votar nestas presidenciais, ao perceber que além da importância a estas imanente, há mais, muito mais, para além disso.

Não nos iludamos, com qualquer candidato ou partido democrático, há ainda um longo caminho a percorrer contra a misoginia, o racismo, a homofobia, o capacitismo, o classismo, ou qualquer outra divisão discriminatória e de desigualdade. Mas é em democracia que o faremos, e não n fascismo, se queremos sequer sonhar com igualdade e liberdade.

A união de lábios vermelhos anti fascistas e anti machistas está a ser muito bonita, mas não adianta de nada se não formos votar em defesa da democracia.

Sugestões mais ou menos culturais que, no caso de não valerem a pena, vos permitem vir insultar-me e cobrar-me uma jola:

– Faz de Conta que Nova Iorque É Uma Cidade: ainda só vi metade, mas estou a gostar bastante.

Fonte: SAPO24


De hoje a oito, votemos na democracia. De hoje a oito, digamos NÃO ao fascimo, ao racismo, à xenofobia, ao machismo, à misoginia, à ditadura. O meu voto é para a Marisa Matias!

Força Marisa!

Mário Amorim