CONTEÚDO ANDA Rússia explora baleias doentes em treinamento militar

A Rússia planeja explorar baleias brancas para proteger suas bases navais e até mesmo matar intrusos.

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Uma reportagem da emissora de televisão TV Zvezda, propriedade do Ministério da Defesa da Rússia, mostrou que os mamíferos marinhos também têm sido forçados a “auxiliar mergulhadores de águas profundas”.

O crescente interesse pelo abuso de baleias para atividades militares ocorre quando o presidente Vladimir Putin tenta aumentar a presença do Kremlin no Ártico.

“Trata-se principalmente sobre baleias brancas com sonares altamente sensíveis”, afirmou a reportagem, acrescentando vergonhosamente que o desempenho das baleias nas tarefas militares não era “tão confiável quanto o de focas”.

O plano era que as baleias brancas trabalhassem nas entradas das bases navais. “Mas (elas) se mostraram animais muito delicados – ficaram doentes depois de nadar nessas águas polares frias”, completou a TV Zvezda, em uma declaração inacreditável.

Nesse cenário extremamente grave, focas e golfinhos foram treinados para fins militares durante a Guerra Fria por inimigos dos EUA e da Rússia, revelou a reportagem do Daily Mail.

As focas são consideradas “mais eficazes” em comparação com as baleias, já que a Rússia constrói sua força naval no Ártico, de acordo com o The Siberian Times.

“Mesmo após um intervalo de treinamento de um ano, a foca manterá todos os comandos orais em sua memória”, disse o veículo.

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Um programa financiado pela Academia Russa de Ciências financiou a realização de uma pesquisa em focas de diversas espécies e em golfinhos.

Segundo a Zvezda, os animais foram forçados a localizar minas e erguer objetos de águas profundas na pesquisa feita no Murmansk Sea Biology Research Institute.

Foi reportado que as focas Erignathus são consideradas “combatentes subaquáticos de forças especiais” nas condições do norte da Rússia.

Um contrato aberto mostra que o Ministério da Defesa comprou, em 2016, cinco golfinhos com nariz de garrafa com idades que variam de três a cinco anos.

Os EUA são conhecidos por explorar animais marinhos para procurar pessoas desaparecidas no mar, localizar minas e encontrar e levantar objetos do fundo dos oceanos.

Putin reabriu antigas bases militares soviéticas no Ártico e quer ter o direito de explorar recursos energéticos na região polar.

Fonte: ANDA

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CONTEÚDO ANDA Governo russo discute lei que proíbe criação de animais selvagens

Após anos de luta dos defensores da causa animal, um projeto de lei está sendo discutido na Rússia: a criação de animais selvagens.

A lei está sendo discutida pela Duma de Estado, que é Câmara dos Deputados na Rússia. O objetivo é criar um registro obrigatório dos animais e proibir a criação de leões, ursos e outros animais carnívoros de grande porte como animais domésticos.

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A nova lei busca também garantir os direitos aos animais exóticos e aumentar as penalidades em casos de exploração e maus-tratos.

Na Rússia, está se tornando comum a criação de animais selvagens. Algumas pessoas têm, inclusive, criado contas nas redes sociais dedicadas a ensinar os cuidados para manter animais exóticos em casa. Além disso, comprar filhotes de tigres, leões, linces, macacos e cobras está cada vez mais fácil e menos burocrático em Moscou, capital do país.

Pelo fato das leis russas não proibirem a adoção de animais selvagens, não existe nenhum tipo de fiscalização, tornando quase impossível provar e penalizar casos de maus-tratos.

Em 2011, a Câmara dos Deputados do país aprovou um lei que define o tratamento humano aos animais, mas nenhuma emenda foi feita ao texto. Já em 2015, o governo criou padrões oficiais para manter animais em zonas urbanas, contudo foi descrito apenas como “medidas consultivas”.

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Ativismo pelos direitos animais

Em abril de 2016, uma filhote de leões que vivia em uma residência em Saratov, fugiu de casa e atacou um adolescente que teve que ser hospitalizado. Segundo comunicado do Comitê de Investigação da Rússia, o animal foi devolvido aos tutores.

“Os filhotes de leão podem ser divertidos para brincar no início, mas, ao crescerem, precisam de mais espaço e comer mais”, diz Natália Dronova, especialista da WWF. “Após a puberdade, o comportamento pode mudar e eles se tornam mais agressivos.”

Dronova conta que nos últimos anos, os felinos de grande porte têm se tornado muito populares entre os russos, como animais domésticos. “São criados principalmente em instalações comerciais que se apresentam como viveiros, mas não tem regulação alguma”, analisa.

O projeto de lei que tramita na Câmara tem gerado muita discussão por parte dos mais de 2.800 moscovitas que se reuniram para debater o assunto. Os defensores da causa animal buscam, também a proibição da criação irregular de ursos, corujas, guaxinins e lêmures. Eles defendem ainda que, em casos de animais domésticos permitidos, o tutor deve se comprometer a cooperar com o Departamento de Conservação da Natureza do país para monitorar a saúde do animal.

Iliá Botchkarev, russo que participou do debate, afirma que “quer proteger os animais dos seres humanos e os seres humanos do animais”.

Fonte: ANDA

 

 

Reintrodução Após décadas extinto, leopardo-persa volta para a natureza no Cáucaso russo

Two-and-a-half-month-old Persian leopard cub Chui, left, and her nine-year-old mother Cezi, seen in their enclosure, in Budapest Zoo, Hungary, Wednesday, Dec. 17, 2008. (AP Photo/MTI, Attila Kovacs)

O leopardo-persa voltou a habitar o Cáucaso russo várias décadas depois de sua completa extinção nessa região montanhosa com a introdução de três exemplares desse felino no Parque Nacional de Sochi.

Victoria, Akhun e Killi, que nasceram em cativeiro no Centro de Criação e Reintrodução do Leopardo do parque, já aproveitam a vida selvagem, embora sejam controlados o tempo todo por satélite através de coleiras eletrônicas. Os tratadores os levaram nesta manhã em caixas de madeira até o novo lar, primeiro de helicóptero e depois em caminhões, ante de os felinos se embrenharem na mata.

O governo russo e os especialistas do WWF iniciaram em 2005 um programa de repovoamento que foi apoiado pessoalmente pelo presidente russo, Vladimir Putin, um conhecido amante dos animais.

“Chegamos a um momento muito importante do programa: a libertação dos primeiros animais, mas isto é só o começo”, disse o diretor do WWF na Rússia, Igor Chestin.

Segundo ele, para estabilizar a população de leopardos no Cáucaso será necessário soltar pelo menos outros 25 animais. No centro, que recebeu primeiro dois leopardos do Irã e depois dois do Turcomenistão, nasceram 14 filhotes, que recebem treinamento especial para sobreviver na floresta. Durante a última década, as autoridades prepararam a região para que o leopardo se sentisse confortável em seu novo habitat ao repovoar a região com mais presas e tomar medidas contra a caça ilegal.

“Proteger e manter esta paisagem é fundamental para o sucesso do programa de reintrodução do leopardo-persa”, acrescentou Chestin.

Por isso, o WWF adverte contra os planos de construir hotéis e pistas de esqui em áreas de reserva ambiental. Segundo os dados do grupo, no mundo há 1.000 exemplares de leopardo-persa, espécie que desapareceu da Rússia, Turquia e Geórgia por conta da caça feita devido ao grande valor comercial de sua pele.

Fonte: ANDA

 

CONTEÚDO ANDA Crueldade: hipopótamos são obrigados a fazer acrobacias em circo russo

Reprodução/Reuters

Imagens dramáticas revelam três hipopótamos forçados a empilhar seus corpos em cima uns dos outros e rugir para famílias que frequentam um circo russo.

Com a sua pele reluzente e seus dentes à mostra, um dos animais mais imponentes do mundo é humilhado e reduzido a nada mais do que um mero entretenimento, relatou o Daily Mail.

Os hipopótamos são anunciados como uma atração em algumas cidades na Rússia e na Europa Oriental, e o circo em Krasnoyarsk, na Sibéria, é conhecido por explorá-los em performances cruéis.

Reprodução/Reuters

Cada hipopótamo pesa cerca de uma tonelada. Em 2014, em um “Show de Hipopótamos”, três mamíferos foram obrigados a desfilar enquanto uma música techno tocava sob luzes brilhantes.

Os treinadores também balançavam bolas infláveis na cabeça dos animais e o mesmo truque de “empilhamento” foi apresentado na ocasião.

No mesmo ano, foi relatado que o circo jogou garrafas contendo hamsters em direção ao público.

Os hipopótamos são conhecidos por serem altamente agressivos, especialmente se eles sentem que suas crianças estão sendo ameaçadas.

Porém, neste estabelecimento, os animais são abusados e tratados como meras propriedades que devem gerar lucro e servir como entretenimento para o público, e obviamente passaram por um treinamento extremamente cruel para serem dominados a esse ponto.

Fonte: ANDA

Estou sem palavras! Rússia Ursos polares são forçados a “cantar e dançar” amordaçados em circo

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Quando pensamos em ursos polares, imagens do grande Círculo Ártico provavelmente vêm à mente – grandes comprimentos de neve, gelo, geleiras, e belos trechos de terra intocada. No entanto, um circo itinerante russo decidiu que uma vida com mordaças e microfones é mais adequada para estas criaturas magníficas … ou pelo menos mais rentável. No circo Ivanovo na Rússia, os ursos polares são forçados a “cantar e dançar” para um público, enquanto suas bocas estão amarradas. As informações são do site One Green Planet.

Durante o show, os ursos polares executam truques e acrobacias para multidões, incluindo rugir em um microfone e dançar sobre as patas traseiras – algo que eles nunca fariam na natureza. E como se ter suas bocas amordaçadas não fosse ruim o suficiente, filhotes de urso polar são espancados pelos treinadores para que eles sejam submissos quando crescerem.

Foto: Daily Mail/Tass-Barcroft Media

Após fotos do ato terem vindo à tona, organizações de direitos animais condenaram o circo e pediram o fim de seu ato cruel. “A maioria das pessoas concorda que a redução de predadores tão inteligentes para nada mais do que bonecos atormentados está errado e estes animais não têm lugar em um circo”, disse Jan Creamer, presidente da Animal Defenders International (ADI). “A ADI insta a Rússia a juntar-se aos 31 países que já implementaram restrições sobre circos com animais selvagens.”

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Os ursos polares já tem problemas suficientes, eles certamente não deveriam ter que ser submetidos à vida em um espetáculo de circo. Infelizmente, a Rússia não é o único lugar onde estes seres magníficos são mantidos confinados para o entretenimento. Zoológicos e circos nos EUA também mantêm ursos polares em ambientes que são completamente artificiais em comparação à seu habitat natural. Todos nós podemos fazer a diferença para os ursos polares e outros animais boicotando empresas que os exploram em cativeiro.

Foto: Daily Mail/Tass-Barcroft Media

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

Fonte: ANDA

Ele tentava fugir Crocodilo explorado por circo morre congelado e tratador alega “falta de inteligência” do animal

Foto: Niroot Sampan

Um crocodilo de seis anos de idade que era explorado por um circo morreu na Rússia enquanto era transferido de uma cidade para outra. As informações são do Travel Aol UK.

O animal estava sendo movido de Vladivostok para Chita, uma jornada de aproximadamente 33 horas pela estrada, quando o veículo que o transportava quebrou.

O crocodilo mordeu o recipiente de isopor onde o colocaram e ficou subsequentemente exposto a temperaturas congelantes, segundo reportagem do Siberian Times.

O tratador Sergey estava viajando com o réptil no momento do incidente.

Conforme ele relatou, a temperatura era de – 7°C fora do caminhão. Dentro dele havia tigres, leões e macacos, e os répteis estavam dentro de um recipiente de isopor que ele colocou nos bancos traseiros do carro.

Ele conta que o crocodilo abriu um orifício no fundo da caixa e, como resultado, eles não foram capazes de ver o que havia acontecido.

Sergey sugeriu que o animal pereceu “por falta de inteligência”.

“Ele foi para fora mas não teve inteligência para voltar (sic). As cobras python estavam com ele na caixa térmica. Elas continuaram quietas e nada lhes aconteceu”, argumentou o tratador.

“O crocodilo tinha um metro e meio de comprimento. Eu repito, nós tomamos todas as precauções necessárias: a cada 200 quilômetros eu estava repondo água quente no recipiente. Ele não teria morrido se não tivesse escapado…foi apenas uma infeliz coincidência. Um réptil é um réptil, eles não têm cérebro”, acrescentou Sergey.

De acordo com a reportagem, nenhum outro animal foi afetado durante o percurso.

Sergey mencionou que baixas temperaturas tem sido um problema significativo, uma vez que os crocodilos geralmente devem ser mantidos em áreas com temperatura em torno de 30° C.

“Eu trabalho em circos há quarenta anos, e vi coisas diferentes acontecerem. Qualquer tratador tem medo de transportar esses animais, pois tudo pode acontecer”.

Segundo o Moscow Times, há 33 circos e 42 “halls de perfomance” na Rússia, sendo que só os circos itinerantes tiveram uma receita de 21 milhões de dólares na temporada de 2014 a 2015.

Nota da Redação: Para falar sobre mais essa tragédia envolvendo animais explorados por circo, é conveniente citarmos J.M.Coetzee, em seu livro A Vida dos Animais, referindo-se a animais confinados: “A questão que realmente o ocupa, como ocupa qualquer outro animal aprisionado, é a seguinte: onde está a minha casa e como chego lá?”. Esse crocodilo apenas estava querendo voltar para a sua casa, como o querem todos os animais presos no inferno de uma jaula de um circo, de um laboratório ou de um matadouro.

 Fonte: ANDA

“Born to be free” Novo documentário denuncia tortura e exploração de baleias e golfinhos na Rússia

Foto: Divulgação

Quando foi lançado, em 2013, o documentário norte-americano Blackfish prestou um importante serviço aos animais, ao divulgar a situação abominável das baleias orca que vivem em cativeiro nos Estados Unidos, exploradas e agredidas, por exemplo, pela indústria do entretenimento. As informações são do Cetacean News Network.

O filme Born To Be Free, lançado recentemente, tem o potencial de fazer o mesmo. Trata-se de um importante trabalho de investigação e denúncia acerca da caça de baleias-brancas e golfinhos na Rússia, onde são frequentemente aprisionados e explorados para fins de entretenimento.

Espera-se que a obra ajude a informar o público sobre as atrocidades cometidas contra esses animais indefesos.

Confira abaixo o trailer do novo documentário.

Fonte: ANDA