RTP: NO ÚLTIMO PRÓS&CONTRAS AQUILO É QUE FOI DAR TIROS NA PRÓPRIA CABEÇA!

Eles andam por aí, desesperados, a debitar despropósitos, e quanto mais abrem a boca, mais se desclassificam.

E se não soubéssemos que a tauromaquia assenta na mais profunda ignorância e estupidez, bastava ouvir este dito de Hélder Milheiro e um veterinário carniceiro, que de médico nada tem, dizer que os Touros não sofrem, para ficarmos com a certeza absoluta dessa estupidez e ignorância.

HELDER MILHEIRO.jpg

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E é isto um veterinário. O Touro ALMEJA ser toureado, então não almeja? Quando perguntamos ao Touro se quer ser toureado ele diz imediatamente que almeja ser toureado, é o maior sonho dele!!!!

É só tiros na cabeça!

Fonte das imagens:

No seguimento da sua política pró-selvajaria tauromáquica, a RTP transmitiu na passada segunda-feira um pró-tourada, uma vez que, dizem os que viram, a Fátima Campos Ferreira deixou que os trogloditas interrompessem as falas dos abolicionistas. Nem sei como os abolicionistas se dão ao trabalho de ir a programas que de antemão sabemos estar a favor das touradas.

E esses programas valem ZERO. Porquê?

Porque a sociedade portuguesa já definiu a sua decisão em relação à tauromaquia: a esmagadora maioria dos Portugueses está contra essa prática troglodita, apenas a prótoiro anda por aí a falar para ela própria. E quanto mais abre a boca mais se enterra na lama. E isso é bom. Deixai-os falar, pois quanto mais falam, mais razão nos dão, porque nós, que já evoluímos, não vamos regredir. Os indecisos, ao ouvir da boca dos trogloditas, tamanhas imbecilidades, se tinham dúvidas, ficam imediatamente esclarecidos: a tauromaquia é uma prática de e para imbecis. Portanto, só resta esse pequeno núcleo de aficionados que, por mais que estrebuchem, não conseguirão travar a gigantesca onda a favor da Abolição das Touradas.

E isto é um facto. Não é uma opinião.

BULLSHIT.jpg Conclusão de Arsénio Pires, que faço também minha.

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2007281439352183&set=a.110640459016300&type=3&theater

Não consegui ver até ao fim este pseudodebate, que de debate nada teve, pelo que por aí se diz, pois todos são unânimes em dizer que os trogloditas interromperam bastamente, em conluio com a nada isenta Fátima Campos Ferreira, os que ao programa foram falar de Cultura e Civilização.

E a RTP lá é de passar a mensagem de Cultura ou de Civilização, quando transmite a barbárie para uma audiência cada vez mais diminuta?

Eu não consegui ver o programa todo, porque ainda tenho na memória o outro Pró(tourada) que foi para o ar em 2014, em que praticamente as mesmas caras, com a mesma moderadora, se comportaram incivilizadamente, não permitindo que os abolicionistas se pronunciassem. Dizem-me que a Fátima Campos Ferreira teve um comportamento deplorável ao permitir que os aficionados interrompessem vergonhosamente os outros intervenientes. Também me dizem que os da prótoiro não disseram nada de jeito, limitaram-se a vomitar anomalias (como a que imagem mostra) e foi, juntamente com os da mesa em que estava, um malcriadão ao interromper continuamente quem estava contra a tauromaquia. Uma vergonha!

E eu acredito que assim seja.

Então, não perdi nada. Seria assistir a mais do mesmo.

E depois do programa o que mudou?

Há uma coisa que mudou: comprova-se largamente que  a RTP saiu deste programa ainda mais desprestigiada, e os prótoiros ainda mais desclassificados.

Se foi positivo? Claro que foi imensamente positivo. Mostrou de que lado está a Cultura e a Civilização. Então esta da “pedagogia”!!!! Foi óptimo para a Causa da Abolição das Touradas em Portugal.

Pois aqui vos deixo a pedagogia das touradas:

PEDAGOGIA!.jpg

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

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AVANTE PELA TRADIÇÃO

Magnifico texto.
Vale muito a pena ser lido e partilhado!


O «respeito pela diversidade cultural e pela tradição» foi o principal argumento esgrimido no parlamento para chumbar a proposta de abolição das touradas apresentada pelo PAN. Que se discuta a proibição e as suas envolventes sociais, ainda posso entender. Agora, chamar àquilo «cultura», desculpem, mas há limites para a parvoíce.

Não estou seguro de que proibir as touradas seja a melhor opção para acabar com elas, mas por algum lado tem de se começar. Porque, disso tenho a certeza, quando esse entretenimento perverso for abolido (seja pela lei, seja pela grei) Portugal terá dado mais um importante passo civilizacional. Concretizando, afinal, o que já foi tentado, há quase 200 anos, por Passos Manuel – e, antes dele ainda, pelo Papa Pio V que, no século XVI, emitiu uma bula contra «esses espectáculos sangrentos e vergonhosos dignos de demónios e não dos homens». A luta contra as touradas, como se vê, já vem de longe.

A proposta de lei do PAN tinha fragilidades, mas era um ponto de partida. Que podia, e devia, ser melhorado e acrescentado, mas é para isso mesmo que existe a Assembleia da República. A aprovação da lei traria problemas e não seria consensual? Com certeza. Mas não foi sempre assim que se deram os grandes avanços da história e da civilização?
Resistir à mudança é próprio de todos os sistemas: por mais modernos que julguem ser, são sempre estruturalmente conservadores. E quando essa mudança atinge um potencial eleitorado, os partidos são os primeiros a temê-la e preferem «atirar a areia para debaixo do tapete». Já não em nome de princípios, como aconteceu noutros tempos, mas de meros fins eleitorais de curto prazo e efeito duvidoso.

O invocado «respeito pela tradição» não é um argumento sério: a ser assim, ainda a escravatura seria legal e socialmente aceite, as mulheres continuariam a ser propriedade dos maridos, os «crimes-de-honra» ainda seriam tolerados, uma jornada de trabalho duraria de sol-a-sol, e por aí adiante.

Quanto à «diversidade cultural», só se for em homenagem à ex-ministra Canavilhas, a quem a indústria tauromáquica tanto deve – afinal, foi ela quem incluiu o divertimento taurino na lista dos produtos culturais. Sim, aconteceu, e foi já no século XXI. Admiro pessoas com sentido de humor, mas este parece-me excessivamente negro.

Ora se este enredo de algum modo se compreende quando executado por políticos de direita, já começa a ser mais difícil de entender quando é usado por arguentes de esquerda. Ângela Moreira, a parlamentar escalada pelo PCP para o debate, conseguiu superar-se na justificação, quando explicou, sem se rir, que «o caminho que há a fazer é o do respeito pela diversidade cultural e o da efectiva responsabilização do Estado na promoção de uma relação mais saudável entre os animais e os seres humanos, acompanhada de uma acção pedagógica com o objectivo de sensibilizar os cidadãos, em particular as crianças e os jovens, para a importância do bem-estar animal e a sua efectiva protecção». Só faltaram os violinos.

Para a deputada comunista, ao propor o fim das touradas, «o PAN não admite que haja outras culturas, identidades, tradições, sensibilidades que não as suas, só admite os seus próprios padrões culturais e morais e quer impô-los, se possível pela lei e pela força».

Acontece que foi precisamente uma «visão cultural uniformizada e uniformizadora do mundo» o que o PCP demonstrou, por exemplo, nos debates recentes sobre a canábis ou a eutanásia, alijando-se numa visão conservadora e temerosa que contradiz a própria história, muito honrada, da luta travada por várias gerações de comunistas portugueses em prol de um mundo novo e livre.

Mas acontece também que, seja por convicção ou por oportunismo, nos dias de hoje o Partido Comunista surge com demasiada frequência ao lado dos que, por duvidosos princípios morais ou obscuros interesses materiais, procuram controlar os nossos hábitos, os nossos comportamentos, os nossos vícios e as nossas virtudes – as nossas vidas, em suma.

A legalização da canábis pode levar à tolerância legal do consumo recreativo? E então?

A descriminalização da eutanásia pode levar à prática de crimes? Provavelmente sim. E vice-versa também.

O fim das touradas cria um problema económico e social? Talvez. O fim do império também criou, e bem maior, mas nem por isso deixou de acontecer. Porque era o que tinha de ser feito, é assim a normal evolução da história e da vida. Porque «todo o mundo é composto de mudança / tomando sempre novas qualidades», lembram-se?

Acabado o sonho de mudar o mundo como queria Marx, valeria a pena pensar em mudar a vida como propunha Rimbaud. Ou fazer por isso. Tradicionalmente, é esta a função de um partido revolucionário, ou pelo menos de esquerda.

Mas, definitivamente, a tradição já não é o que era. Nem o PCP.
Viriato Teles
Fonte: RTP

RESPOSTA DO PROVEDOR DO TELESPECTADOR À CARTA ABERTA QUE DIRIGI AO PRESIDENTE DO CA DA RTP

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Na sequência da CARTA ABERTA A GONÇALO REIS, PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA RTP a propósito das lamentáveis declarações públicas que este fez, referentes à intenção de continuar a parceria com o campo pequeno, para transmissão de touradas na estação pública de televisão, recebi do Provedor do Telespectador a seguinte mensagem:

(Nota: os erros ortográficos são da responsabilidade de quem escreveu a mensagem)

RTP – Provedor do Telespectador                                                16:35 (há 1 hora)

para mim

Exmo(a) Senhor(a) Encarrega-me o Senhor Provedor do Telespetador de lhe transmitir a seguinte resposta: Agradeço a sua mensagem. O Presidente do Conselho de Administração da RTP, Gonçalo Reis, exprimiu a sua opinião favorável às touradas, congratulou-se com a sua transmissão televisiva e sublinhou que a parceria Campo Pequeno-RTP “é para continuar”. Mas também referiu com clareza que a decisão de transmitir touradas é da responsabilidade do Diretor de Programas. Este já exprimiu publicamente que, pessoalmente, é contra as touradas. A intervenção do presidente da RTP não é decisiva, mas vem colocar mais pressão sobre o Diretor de Programas da RTP1 para que continue a transmitir touradas. Darei conhecimento da sua queixa a quem de direito e penso tratar esta questão em próximo programa Voz do Cidadão.

m/ cumprimentos,

Jorge Wemans

Provedor do telespetador”

Susana de Faria

Gabinete de Apoio aos Provedores

***

Eu agradeço a gentileza da resposta.

Contudo quero acrescentar o seguinte: este jogo de pingue-pongue, este empurrar a responsabilidade para o DireCtor de Programas, que já disse ser contra a transmissão de touradas, é algo que não fica bem a um administrador.

Se existe na RTP um DireCtor de Programas, em princípio, ao DireCtor de Programas deveria ser dada a liberdade de seleCcionar os programas de acordo com os interesses dos telespeCtadores, e sabemos como é esmagador o número de telespeCtadores que se indignam com a transmissão se selvajaria tauromáquica na estação pública de televisão, até porque torturar seres vivos e transmitir essa tortura em direCto não é do interesse público, nem no mais remoto e atrasado país do mundo, quanto mais num país integrado numa Europa culta.

Ora se o senhor Gonçalo Reis referiu com clareza que a decisão de transmitir touradas é da responsabilidade do DireCtor de Programas, e se o DireCtor de Programas já exprimiu publicamente que, pessoalmente, é contra as touradas, e se a intervenção do presidente da RTP não é decisiva, qual o motivo desta pressão sobre o DireCtor de Programas da RTP 1 para que continue a transmitir touradas, senão o da subserviência ao lobby tauromáquico instalado no poder?

Sabemos que o anterior Provedor do TelespeCtador, Jaime Fernandes, que era assumidamente contra as touradas, já havia recomendado à RTP a não transmissão de touradas (não é para isso que servem os provedores dos telespeCtadores?) devido ao elevado número de queixas contra a transmissão dessa selvajaria numa televisão pública, paga com os impostos dos portugueses que, maioritariamente (mas muito maioritariamente), abominam a selvática prática de torturar bovinos, para divertir sádicos, algo que nada tem a ver com cultura, nem com arte, nem com tradição, nem com coisa nenhuma que pertença à condição e aos valores humanos.

Um destes dias, estive a ouvir a Voz do Cidadão (suponho que no sábado passado, em “repescagem”, porque não vejo, nem verei a RTP, enquanto esta não evoluir), porque me chamaram a atenção para o assunto da não transmissão dos Mundiais de Atletismo de Londres, nos quais estavam a participar atletas portugueses de alto nível, e seria do interesse público transmiti-los, até porque a lei recomenda, por limitações de carácter financeiro.

Bem sei que transmitir os Mundiais de Atletismo de Londres, que interessava a todo o país, não é a mesma coisa que transmitir a selvajaria do campo pequeno, que só interessa a uma minoria, muito minorca, sádica, inculta e encruada. Não é. Mas será que transmitir touradas para essa minoria sádica, “coisa” que até baixa significativamente as audiências da RTP, dá mais lucro do que os Mundiais de Atletismo?

Senhor Provedor do TelespeCtador, fico a aguardar com bastante curiosidade, a abordagem desta questão num próximo programa Voz do Cidadão.

Com os meus cumprimentos,

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

CARTA ABERTA A GONÇALO REIS, PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA RTP

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ESTA É UMA ENORME COVARDIA DO ANIMAL-HUMANO QUE EXIBE A SUA INVIRILIDADE DIANTE DO ANIMAL NÃO-HUMANO EXAURIDO, NO CHÃO… QUEM PODERÁ APLAUDIR TAL IGNOMÍNIA SENÃO SÁDICOS E PSICOPATAS?…

Senhor Gonçalo Reis,

Estando o senhor comprometido com a falta de excelência, não o tratarei por “Excelentíssimo Senhor”, como é da praxe, porque de “excelência” não tem nada.

Tem esta Carta Aberta o objectivo de esmiuçar as suas lamentáveis e obtusas declarações públicas relativas à transmissão de selvajaria tauromáquica, ao vivo e a cores, na passada quinta-feira, dia 12 de Outubro, na RTP 1, estação pública, que vive à custa dos impostos dos portugueses, e que o senhor administra segundo a vontade de um lobby que, ao que parece, serve servilmente.

Disse o senhor:

«Faço questão de ir à corrida de toiros da Casa do Pessoal da RTP no campo pequeno. Antes de estar à frente da RTP não ia a touradas, não sou aficionado e confesso que passo metade do tempo a fazer perguntas básicas para o lado sobre o que se passa na arena.»

O senhor fez questão de ir aos “toiros” porque o senhor não passa de um servo da plebe, e isso ficou bem claro. Antes de estar à frente da RTP, não ia a touradas. Agora, que está à frente da RTP, tem não só de ir às touradas, como de transmiti-las e dizer bem dessa aberração moral e cultural, desse cancro social, porque é pago para isso. Infelizmente, com os impostos de milhares de Portugueses, que não se revêem nesse divertimento medievalesco e bruto.

E disse mais:

«Mas também sei que há que valorizar o património e as tradições; que há que dar espaço à diversidade das preferências dos públicos; que há que promover o país descentralizado e os ambientes não urbanos; que devemos ter presentes as posições sucessivas da ERC e da Assembleia da República no sentido de assegurar graus de liberdade na programação e divulgação das várias manifestações da sociedade; que, como diz o Sérgio Sousa Pinto, os bilhetes das touradas são caros e os cidadãos têm o direito de as ver na TV em aberto.»

Há que valorizar que património? Que tradição? Que diversidade de preferências? Que promoção? Que ERC? Que Assembleia da República? Que assegurar graus de liberdade? Que direito de quais cidadãos? A tortura de bovinos indefesos numa arena, para divertir sádicos e exorcizar a invirilidade e os maus instintos dos envolvidos nestas práticas medievalescas e selváticas, não cabem nisso que considera ser património, tradição, liberdade, direitos. Não sei se já reparou que a Idade Média ficou lá muito para trás, e que o que era, já não é, o mundo evoluiu e apenas oito tristes países entre 193, existentes em todo o mundo, ficaram plantados na Idade das Trevas, e infelizmente Portugal é um deles. E o que sabem a ERC e a Assembleia da República de Ética, Evolução e Civilização?

E disse ainda mais:

«De facto, as minhas preferências pessoais são outras, mas assim como defendo que os amantes de artes plásticas merecem tê-las na RTP, também acho que cabe à RTP ser plural na programação, agindo com tolerância e cobrindo os interesses dos vários públicos.»

As suas preferências ficaram aqui bem vincadas: está-se nas tintas para a qualidade da programação da RTP, e é lamentável que ponha no mesmo saco uma prática selvática assente na mais profunda ignorância, e artes plásticas, que é puro saber. Não tem a mínima noção do que são as artes plásticas. A pluralidade de uma programação jamais passou pela tortura de seres vivos, em directo, em estações televisivas livres. Ao transmitir touradas na RTP, o senhor está apenas a cobrir os interesses de uma minoria constituída por psicopatas e sádicos, incluindo nessa minoria aquelas duas dezenas de famílias que exploram este “negócio carniceiro” que causa repulsa ao mundo civilizado. Ser plural e tolerante não passa por dar cobertura a práticas cruéis e repulsivas, que as sociedades modernas rejeitam.

Com estas declarações, o senhor demonstrou estar tão-só a cobrir os interesses do lobby tauromáquico, que é poderoso porque os fracos obedecem-lhe cegamente, sem o mínimo sentido crítico; o senhor revelou falta de lucidez e não ter personalidade própria, uma vez que ao dizer que a tortura é um “bom espectáculo” ou um “espectáculo familiar”, como declarou numa entrevista, é de alguém que não sabe o significado de bom e de familiar, e é manifestamente servil.

Deixar-lhe-ei aqui DEZ RAZÕES PARA NÃO TRANSMITIR MAIS TOURADAS NA RTP porque nunca é demais fornecer argumentos para chamar a atenção de pessoas como o senhor, que demonstrou não ter a mínima Cultura Crítica.

1 – Porque é desumano usar animais para entretenimento humano, especialmente quando o “espectáculo” é conseguido à custa do sofrimento cruel e desnecessário dos animais. Os Touros são seres vivos pacíficos e dóceis e não merecem o tratamento cruel que o “homem” lhes dá, para se divertir e divertir os sádicos.

2 – Porque a tourada é um costume bárbaro e cruel (não é uma tradição, porque as tradições dignificam o Homem, e a selvajaria tauromáquica coloca o “homem” abaixo da escala animal) o qual (costume) tem como objectivo provocar dor e sofrimento a um animal não-humano, para exorcizar a invirilidade dos animais-humanos que nela intervêm, e com isso encher os bolsos a uns tantos energúmenos.

3 – Porque a tourada é um “jogocobarde e injusto, em que os únicos intervenientes sujeitos ao perigo são os Cavalos e os Touros, e nunca os animais-humanos. A tourada não é desporto nem arte. É um confronto desleal e cobarde entre os sádicos “humanos” armados de bandarilhas e espadas e um animal senciente, indefeso, inocente e inofensivo.

4 – Porque o sofrimento dos animais não se resume à arena. Os jovens Touros e Vacas são repetidamente torturados em treinos. Durante toda a sua vida, estes animais não conhecem mais do que a dor e a agonia lancinantes.

5 – Porque no mundo da tauromaquia nenhum animal é tratado com respeito e dignidade. Os próprios Cavalos sofrem as investidas desesperadas dos Touros. Para os sádicos tauromáquicos, os animais não têm direitos nem sentimentos: significam apenas um sujo lucro.

6 – Porque horas antes da entrada na arena, os Touros são enclausurados num lugar escuro, espicaçados, drogados, espancados, os seus chifres são cortados a sangue-frio, por isso quando os soltam na arena eles correm esbaforidos, parecem “bravos”, mas estão apenas angustiados, assustados, acossados, a tentar, desesperadamente, fugir dali. Mas os Touros não têm qualquer hipótese de fuga e protecção, ficam à merce de psicopatas, por vezes, lá reúnem as derradeiras forças para defenderem o que lhes resta de vida, e ferem e matam os seus carrascos. Legitimamente.

7 – Porque os Touros sofrem lesões gravíssimas provocadas pelos ferros espetados no dorso. Quando são reencaminhados para os curros, os ferros são-lhes arrancados da carne com o auxílio de facas, sem qualquer tipo de anestesia, sem qualquer compaixão, como se não fossem feitos de carne e osso, como os seus carrascos.

8 – Porque depois de ser “lidado”, o animal permanece na maioria das vezes, dois a três dias em sofrimento angustiante e atroz, à espera que o matadouro mais próximo reabra para que possa finalmente ser abatido.

9 – Porque a tourada deseduca e insensibiliza o público. A tourada não é cultura, é pura crueldade e maldade e apela aos maus instintos, aos maus-tratos dos animais. Levar crianças a ver tourada seja na televisão ou na arena, contribui para a sua deformação mental, e continuidade desta actividade degradante, cruel e medievalesca.

10 – Porque os Seres verdadeiramente Humanos não alimentam a crueldade e ganância de indivíduos que vivem da tauromaquia e à custa dos nossos impostos, e que ao torturar seres inocentes, inofensivos e indefesos, envergonham Portugal e toda a Humanidade.

Para terminar, senhor Gonçalo Reis, recomendo-lhe que leia estes dois textos, para que tenha a noção daquilo que aqui pus em causa:

 

CULTURA E CIVILIZAÇÃO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/22410.html

A CARTA DO GRANDE CHEFE SEATTLE

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/15806.html

 

E agora despeço-me com fé e esperança no triunfo da lucidez,

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

ENVIAR QUEIXA | Atitude Inqualificável do Presidente do Conselho de Administração da RTP

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***

Presidente do Conselho de Administração da RTP assiste a uma tourada televisionada, tece grandes elogios à tauromaquia e fala numa “parceria para continuar”. Por favor, apresente a sua queixa quanto ao sucedido em  https://goo.gl/uW7NQH.

—– Mensagem sugerida —–

Exmo. Sr. Provedor,

Acabei de saber, via redes sociais, que o Presidente do Conselho de Administração da RTP tomou partido a favor da tauromaquia, durante uma entrevista no decorrer da tourada emitida pelo canal 1 em 12/10/2017. Referindo-se às touradas, não só proferiu afirmações como é um “bom espectáculo” e é “um espectáculo familiar”, como deu a entender que a RTP as vai continuar a emitir, dizendo que “é uma parceria para continuar”.

Considero inadmissível que, perante um tema tão fracturante como a tauromaquia, e num contexto em que o processo mais volumoso de queixas que existe na RTP é o que respeita à emissão de touradas, um membro do conselho de administração tenha a atitude que acabei de descrever.

Manifestada que está a minha indignação, peço a V. Exa. que faça o que for possível para que, enquanto a RTP não deixar de emitir touradas, representantes dessa estação de televisão não aproveitem a emissão das mesmas para se mostrarem e para tentarem beneficiar a indústria tauromáquica. Parece-me que é o mínimo que se deve exigir.

Com os melhores cumprimentos,

Via Marinhenses Anti-touradas

TOURADAS NÃO DÃO MAIS AUDIÊNCIA À RTP

O que consta por aí não passa de uma falácia.

As audiências até podem ter aumentado minimamente, mas o que está por trás deste aumento é o seguinte: muitos aficionados já evitam ir às arenas para que ninguém saiba que são SÁDICOS, PSICOPATAS e PAROLOS, e, deste modo, não ficam expostos à estigmatização.

Porque hoje em dia, só os SÁDICOS, os PSICOPATAS e os PAROLOS vão ver touradas ao vivo, e expõem-se ao ridículo, porque lhes falta juízo crítico.

Sentem “orgulho” de ser broncos, e isso já diz muito do atraso mental desta “gente”.

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O Director de Programas da RTP 1, Daniel Deusdado, disse há dias, em entrevista ao DN, ser sua convicção de que “as touradas representam maus tratos aos animais”. Afirmou ainda que “está fora de questão” aumentar o número de touradas televisionadas e que, “a haver mudanças, será para diminuir o número de transmissões”.

 

Essa diminuição já aconteceu. Agora o próximo passo deveria ser transmissão zero, porque ainda que se diminua as transmissões de três para duas ou uma, seis ou doze Touros serão torturados em direCto para os sádicos, os psicopatas e os parolos que não querem expor-se ao ridículo, nas arenas.

E isto não é serviço público, que deva ser pago com os impostos dos Portugueses. Ponto final.

Apreciamos a posição de Daniel Deusdado, mas não basta.

Cada vez mais este tipo de “diversão” está a ser rejeitado e repudiado pela sociedade que, lentamente (é certo), vai evoluindo e deixando as práticas medievalescas que já não combinam com os festivais de música de Verão, a que milhares de jovens aderem.

Às arenas vão sempre os mesmos e poucos, em excursões pagas pelas autarquias, com dinheiros do povo.

Às que as RTP 1 transmite vão os marialvas, os betinhos e as betinhas e os da casa do pessoal da RTP e respectivas famílias.

Nem as moscas querem lá por os pés.

Ainda bem que assim é.

As touradas só ainda existem, porque o PS, o PSD. o CDS/PP e o PCP, partidos que fomentam políticas de direita e cujos deputados estão ao serviço do poderoso lobby tauromáquico, que enche os bolsos à custa dos impostos que o povo paga com sacrifício, e, portanto, podem “pagar para ter”.

Não fosse esse servilismo rastejante, as medievalescas touradas, que nasceram para entreter uma realeza decadente, na vizinha Espanha, e que os reis Filipes espanhóis implantaram em Portugal com todos os seus defeitos, já não existiriam há muito.

Mas em Portugal há esta mentalidade pobre de copiar o que de mau se faz no estrangeiro, apenas porque é estrangeiro. E os políticos portugueses e administradores disto e mais daquilo, que, vá-se lá saber porquê, adoram ser servis e vergam-se com muita facilidade ao poderio torpe estrangeiro, infantilmente dizem que sim a tudo, como aqueles bonecos que abanam a cabeça sempre para a frente.

Só não dizem que sim aos apelos da Razão, da Lucidez, da Evolução, da Civilização, e isto porque adoram viver no passado, a rastejar na lama.

Há que dizer BASTA a esta vergonhosa situação, que não dignifica a Nação Portuguesa e os Portugueses, que sentem orgulho em ser Portugueses.

Está mais do que na hora de o governo português, liderado por um Partido Socialista de direita, rejeitar esta política a cheirar à monarquia decadente de outrora.

Está mais do que na hora de evoluir, e de caminhar com a espinha dorsal bem erecta à maneira do Homo Sapiens Sapiens.

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

 

Apoio ao Director de Programas da RTP 1

Director de Programas da RTP 1, Daniel Deusdado, expressa publicamente a sua convicção de que “as touradas representam maus tratos aos animais”. Afirma ainda que “está fora de questão” aumentar o número de touradas televisionadas e que, “a haver mudanças, será para diminuir o número de transmissões”.

Quem quiser deixar um “gosto” ou uma palavra de agradecimento numa publicação do próprio no Facebook, pode fazê-lo em https://www.facebook.com/danieldeusdado/posts/1543990895662613

É óbvio que queremos zero transmissões de touradas, mas encaramos como muito positiva esta atitude do Director de Programas da RTP 1.


Daniel Deusdado

Touradas: estas foram as questoes do DN na quinta-feira. Nao houve mudanca nem declarações fora destas a qualquer jornal.

DN:
Tendo por base o exemplo da transmissão da Corrida TV Norte pela RTP1 no passado dia 17, a partir da Póvoa do Varzim, que obteve uma audiência média acima dos 400 mil telespectadores, fazendo subir a audiência média da RTP1 para os 13.1%, mais 1,7% em relação ao dia anterior (11.4%) e 1,6% em relação à sexta-feira anterior (11.5%), segundo dados GFK/CAEM, gostaríamos de saber o seguinte:

1. Qual é a posição da RTP sobre estes dados que parecem atestar o sucesso de audiências das touradas?
R:
O resultado de audiências não é relevante para a decisão de ter ou não touradas em antena.

2. Admite a RTP apostar/investir em mais transmissões de corridas de touros anuais perante estes resultados de audiências?
R:
Isso está fora de questão.

3. A RTP encara as corridas de toiros como um espetáculo com cariz cultural e com tradição?
R:
Não há um consenso no Parlamento ou na sociedade portuguesa sobre as touradas. Esta Direção de Programas diminuiu significativamente o número de touradas por ano — atualmente são apenas três. A haver mudanças, será para reduzir o número de transmissões, dada a minha convicção (subjectiva, obviamente) de que as touradas representam maus tratos aos animais e ser o Diretor de Programas o responsável pela transmissão.

Via Marinhenses Anti-touradas