Depois do que anteriormente disse…

Depois do que disse aqui; https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2014/09/23/touros-de-morte-em-monsaraz-e-barrancos-sao-a-prova-de-que-o-estado-portugues-nao-acompanha-a-evolucao-da-europa/; depois do que disse aqui; https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2014/09/23/touros-de-morte-em-monsaraz-e-barrancos-sao-a-prova-de-que-o-estado-portugues-nao-acompanha-a-evolucao-da-europa/; depois do que disse aqui; https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2014/09/24/imaginem-se-o-touro-e-cavalo-falassem-e-pudessem-responder-a-uma-simples-pergunta-o-que-queriam/

E depois do que foi dito neste artigo e no qual concordo por inteiro; http://www.esquerda.net/opiniao/regulamentar-tortura-e-legitima-la/33167 resolvi criar umas sondagens neste artigo:

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Sobre a quarta e ultima pergunta; quem estiver de acordo comigo, entre em contacto comigo, desta forma:

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Imaginem se o Touro e Cavalo falassem, e pudessem responder a uma simples pergunta: o que queriam?

Eles se pudessem falar e responder o que queriam, diriam que querem a abolição da Tauromaquia, já. E essa é a minha única condição. A Abolição. Para além da Abolição, já, não há conversa, não há paninhos quentes, não há falinhas mansas…

Quase toda a gente está contra mim. Sei disso, e não me importo minimamente com isso, pois sei que mais cedo ou mais tarde, quem hoje está contra mim, quem hoje não procurou compreender o que digo, preferindo ficar contra mim, vai-me dar razão, é só uma questão de tempo.

Se antes achava possível acabar com a tauromaquia, antes dos restantes países que ainda têm tauromaquia, hoje não acho. Hoje acho que Portugal, vai ser vergonhosamente o ultimo a conseguir a abolição da tauromaquia, quando deveria ser o primeiro!

E agora pergunto: em Portugal defendesse os interesses do touro e do cavalo? – O recentemente aprovado RET, responde a este pergunta!

Faço minhas estas palavras, pois concordo com elas, ponto por ponto:

“Regulamentar a tortura é legitimá-la
Parece inacreditável mas é mesmo verdade: existe um regulamento da tauromaquia, aprovado na AR e publicado em Diário da República, que determina como devem ser torturados os touros nos vários espetáculos feitos a partir do seu sofrimento.

Foi recentemente aprovado, a pedido do lóbi tauromáquico e com forte apoio do CDS-PP, um novo Regulamento do Espetáculo Tauromáquico (RET). Parece inacreditável mas é mesmo verdade: existe um regulamento da tauromaquia, aprovado em Assembleia da República e publicado em Diário da República, que determina como devem ser torturados os touros nos vários espetáculos feitos a partir do seu sofrimento.

Desde que a ex-Ministra da Cultura Gabriela Canavilhas introduziu uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura que a tortura de touros é considerada uma forma de expressão cultural. Mas é uma forma de cultura especial, porque precisa de um regulamento. Não há um regulamento para o teatro, ou para a música ou para o cinema. Alguém imagina o absurdo de um inspetor da Inspeção Geral de Atividades Culturais interromper um concerto porque as notas tocadas não estão de acordo com um regulamento do espetáculo musical?

O RET existe porque os empresários tauromáquicos sabem que o seu negócio depende do seu enquadramento enquanto expressão cultural e património nacional para sobreviver. Sem este enquadramento, a tourada aparece imediatamente como o que é: um espetáculo baseado no sofrimento de um animal. Por isso os representantes da tourada têm lugar reservado no Conselho Nacional de Cultura, por isso tantas autarquias declararam a tourada património imaterial do município e por isso um novo regulamento é publicado em Diário da República.

Mas há outra novidade na aprovação deste regulamento. Na sua elaboração participaram, ao lado de representantes do negócio tauromáquico, representantes da Plataforma Basta de Touradas, um movimento criado no seguimento da reunião conseguida com Passos Coelho aquando da iniciativa governamental “O meu movimento”. Esta plataforma, que diz representar várias entidades de defesa dos animais sem nunca especificar quais, deu o seu aval a um regulamento que apresenta a tauromaquia como “parte integrante do património da cultura popular portuguesa”,1 conseguindo em troca uma alínea no regulamento que determina a obrigatoriedade de matar o touro num prazo máximo de cinco horas após a tourada.2

Como é evidente, a estratégia da plataforma foi polémica entre ativistas anti-touradas, tal como foi polémica a sua participação no programa “Prós e Contras” dedicado à tourada, no qual se definiram como “reformistas” e expressaram a sua vontade de colaborar com o lóbi das touradas para “melhorar o bem-estar dos touros”. Curiosamente, a plataforma parece não compreender que a sua estratégia colaboracionista está em profunda contradição com o abolicionismo que dizem defender.

Quem quiser defender a aprovação do novo regulamento da tauromaquia pela plataforma poderá sempre argumentar que a luta se faz passo a passo e que não podemos ser extremistas e defender o “tudo ou nada”. Claro que sim, mas há que distinguir passos na direção certa e passos na direção errada. Acabar com os subsídios públicos às touradas com uma campanha baseada na defesa dos direitos dos animais, enfrentando o poder dos empresários tauromáquicos, seria um passo na direção certa. Colaborar com os empresários tauromáquicos para aprovar um regulamento que legitima a tauromaquia como património nacional é um passo na direção errada, porque enfraquece a causa anti-tourada e fortalece o lóbi da tauromaquia.

A aprovação de um regulamento que determina, com uma precisão própria de um psicopata, como se pode torturar um touro numa tourada, foi mais um momento negro para a causa anti-touradas. Que os empresários tauromáquicos se congratulem com o novo RET, dizendo que vai de encontro às suas “preocupações e necessidades”, mostra bem o que está em causa.3

1 Decreto-Lei n.º 89/2014, em http://www.legislacao.org/primeira-serie/reses-espetaculo-tauromaquicos-espetaculos-305857

2 Conforme o seu comunicado, em http://basta.pt/publicacao-do-novo-regulamento-tauromaquico/

3 “Novo Regulamento do Espetáculo Tauromáquico satisfaz setor”, em http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/tourada-regulamento-ultimas-noticias-touro-tvi24/1559665-4071.html

Fonte: http://www.esquerda.net/opiniao/regulamentar-tortura-e-legitima-la/33167

A minha ação sempre foi, é, e sempre será: 1º o Touro e o Cavalo; 2º o Touro e o cavalo 3º o Touro e o Cavalo. 1º a Abolição da Tauromaquia em Portugal; 2º a Abolição da Tauromaquia em Portugal; 3º a Abolição da Tauromaquia em Portugal, sem mais conversa. Abolição; abolição; abolição da tauromaquia em Portugal. E para além da abolição, não há conversa. A única exigência; a Abolição da tauromaquia em Portugal. E essa será sempre, a minha única exigência, e o único tema de conversa com os legisladores, pois é isso que o touro e o cavalo querem; a Abolição da tauromaquia, sem falinhas mansas, sem paninhos quentes, sem cedência alguma, para além da exigência da Abolição da tauromaquia!

Mário Amorim

CARTA ABERTA ÀS AUTORIDADES DO MEU PAÍS

O QUE SE PASSA ACTUALMENTE EM PORTUGAL, NO QUE DIZ RESPEITO À SELVAJARIA TAUROMÁQUICA (VULGO TOURADA) É ABSOLUTAMENTE VERGONHOSO!

ÚLTIMA HORA!

A vistoria que a Câmara Municipal de Viana do Castelo, cumprindo o que está no RET, pretendeu fazer à barraca que está a ser montada em Darque para a realização de mais uma sessão de selvajaria tauromáquica prevista para o próximo domingo, não foi realizada.

Motivo: os promotores da barbárie dizem que essa sessão de selvajaria tem VISTORIA até Maio de 2105 (notícia da aficionada RTP)

O quê?????

Como pode isto acontecer?????

Que ILEGALIDADE é esta?

Exmas. Autoridades:

Nos últimos dois anos a população de Viana do Castelo tem assistido à passividade das autoridades fiscalizadoras competentes em relação à arena amovível que tem sido montada nesta cidade.

Este ano a organização da selvajaria tauromáquica pretende montar a mesma arena à revelia da legislação vigente. As diversas associações, assim como os cidadãos em geral, vão estar atentos e denunciarão, uma vez mais, junto dessas mesmas autoridades as ilegalidades cometidas e exigirão o apuramento das responsabilidades.

A Lei, uma vez que existe, tem de ser cumprida e não estar sujeita a lobbies que visam interesses particulares, ou seja, os interesses de cerca de duas dezenas de famílias portuguesas (entre milhares) que fazem fortuna a torturar bovinos para diversão.

Houve um tempo em que Portugal foi grande e livre.

Hoje, Portugal pertence a muitos países, e é um país pequeno, que retrocedeu séculos. Um pequeno país, mundialmente quase desconhecido (só será conhecido pelo Ronaldo, pelo Eusébio e pelo Figo, e pela Amália Rodrigues, vá lá…) e o que é conhecido, politicamente falando… é uma autêntica tragédia.

Uma vergonha.

A República quase nada trouxe de novo. Politicamente foi mais do mesmo: a dualidade no poder, arrastando tudo o que foi criticado na monarquia: corrupção, esbanjamento do erário público, pobreza, incultura, tudo o que temos para dar e vender…

Hoje, vivemos numa república das bananas, com uma democracia de faz-de-conta.

O 25 de Abril que, supostamente devia ter libertado Portugal do fascismo e de uma sociedade retrógrada, não cortou o mal pela raiz, e cá ficaram todos os fascistas mais os seus descendentes, que ainda predominam por aí… por isso continuamos com um atraso civilizacional, cultural e moral nbastante acentuado.

Por isso somos um país que, apesar de territorialmente ser pequeno, já foi grande, muito grande, no tempo em que deu novos mundos ao mundo, e hoje é um zezinho ninguém, de uma pobreza moral, social e cultural gigantesca.

Por outro lado, quase nada mudou a nível governamental, desde que iniciei, neste Blog (que foi criado com a intenção de divulgar Literatura – a minha e a de outros escritores), a luta pela Abolição da Tauromaquia em Portugal.

Coloquei aqui à disposição de todos os envolvidos na selvajaria tauromáquica (desde aficionados comuns, a autoridades de todo o género, incluindo a igreja católica) toda a informação científica e não científica disponível sobre este costume bárbaro espanhol.

E a todos (ou quase todos) tenho enviado os textos aqui publicados.

No início, pensei que a tauromaquia ainda existisse em Portugal por falta de informação. Por uma ignorância, digamos, involuntária, o que seria normal.

Contudo, depois de toda a informação, depois de tudo o que aqui e noutros blogues e sites, foi dito, e depois de ter maçado os governantes com toda a informação, o maior culpado da existência desta selvajaria, da violência legislada, ou seja, o Estado Português, nada fez para pôr fim a este cancro social, que não dignifica Portugal, o seu povo e os seus governantes.

E da boa vontade, passei obviamente à indignação elevada ao quadrado (não se confunda com agressividade ou falta de educação, como é o costume dos que não sabem distinguir os conceitos).

É que posso suportar razoavelmente a ignorância quando ela é fruto do desconhecimento.

Mas sinto uma repulsa, uma revolta, um desprezo enorme pelos que, tendo ao seu dispor toda a informação para deixarem de ser ignorantes, optam pela ignorância, tenham o motivo que tiverem.

E esta é a pior das ignorâncias. É a mais imperdoável das ignorâncias.

Daí a minha mais veemente indignação (à qual tenho direito, consignado na Constituição da República Portuguesa).

Por isso, sinto-me no direito cívico de demonstrar essa indignação, utilizando a linguagem mais apropriada a indivíduos que desconhecem o sentido da vida.

E tendo em consideração o miserável nível de desgraça a que este país se deixou arrastar, já pouca coisa surpreende o cidadão comum, no entanto devo salientar que esta situação consegue, ainda, provocar-me surpresa!

Como é possível que um tribunal que arrasta processos durante anos a fio esteja preparado para dar resposta em 48 horas e sempre a favor do alegado infractor?

Como é possível que, num país supostamente democrático, haja excepções à lei (Barrancos) num determinado município, e que seja negada a excepção pela vida a um município que se declarou, com toda a legitimidade, anti-tourada?

Como é possível que, para benefício de um pequeno grupo de interessados na preservação de um costume bárbaro espanhol, se atropele a lei, até em relação às crianças, cujos direitos são claramente violados?

Devo acrescentar que não tenciono parar de contestar este aviltante insulto à Cultura e Civilidade Portuguesas, até que a lei seja cumprida no meu país.

Tencionamos avançar para os Tribunais Europeus, uma vez que as autoridades portuguesas demoram a dar uma resposta racional a algo que é absolutamente cruel, e obviamente degradante para o prestígio de Portugal.

Os tribunais portugueses apenas são céleres a despachar a favor da selvajaria tauromáquica, assente numa lei absolutamente parva, inadequada aos tempos modernos! Uma lei desumana.

Ainda assim, a Câmara Municipal de Viana do Castelo decidiu, e muito bem, cumprir essa Legalidade.

Nenhuma selvajaria tauromáquica, em qualquer das suas bárbaras modalidades, jamais foi realizada dentro da lei, em Portugal.  

Este ano, não permitiremos que a ilegalidade e a legalidade sejam uma e a mesma coisa.
Com a minha mais veemente indignação,

Isabel A. Ferreira

 Fonte:  http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/carta-aberta-as-autoridades-do-meu-pais-463794

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Faço minhas as suas palavras, Isabel. Não falaria melhor do que falou!

Mário Amorim

UMA COISA É TER AUTORIZAÇÃO PARA MONTAR A ARENA DA SELVAJARIA TAUROMÁQUICA, OUTRA COISA É REALIZAR A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA EM VIANA DO CASTELO ILEGALMENTE

ATENÇÃO IGAC! ATENÇÃO ASAE! ATENÇÃO ORDEM DOS VETERINÁRIOS! ATENÇÃO GNR!

ATENÇÃO AUTARCAS VIANENSES!

JOSÉ MARIA COSTA NÃO FOI DERROTADO

SÓ É DERROTADO QUEM NÃO TEM RAZÃO

A MONTAGEM DE UMA ARENA EM DARQUE (VER IMAGEM) NÃO OFERECE AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA A REALIZAÇÃO DA BARBÁRIE

FISCALIZAÇÃO PRECISA-SE NO LOCAL!

Este despacho, com a devida vénia, não se encaixa no Regulamento do “Espectáculo” Tauromáquico (RET)

O que os bárbaros do sul chamam de “autoritarismo” da CM de Viana do Castelo não é mais do que o CUMPRIMENTO DA LEI.

ATENÇÃO AUTORIDADES!

A entidade que despachou a autorização para a instalação de uma arena não deu razão a quem quer que seja, apenas permitiu a um grupo que VIVE à custa da tortura de bovinos, MONTAR UMA ARENA (sabe-se lá porque carga d’água!). Monta-se a arena… e faltará TUDO O RESTO, PREVISTO NO RET…

ATENÇÃO FISCALIZAÇÃO!

É muita pretensão dos bárbaros do sul dizerem que o Dr. José Maria Costa é DESMASCARADO pelo tribunal.

Não, não é. Muito pelo contrário.

Isto só demonstra outra situação que todos nós sabemos qual é, mas não dizemos em público.

AGORA CABE ÀS AUTORIDADES COMPETENTES REPOR A LEGALIDADE,  OU SEJA, FAZER CUMPRIR O TAL REGULAMENTO DO “ESPECTÁCULO” TAUROMÁQUICO E FISCALIZAR O LOCAL DA SELVAJARIA

PORQUE A LIBERDADE NADA TEM A VER COM ILEGALIDADE E COM MANOBRAS “CURIOSAS”…

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/uma-coisa-e-ter-autorizacao-para-montar-463170

Regulamentar a tortura é legitimá-la

Parece inacreditável mas é mesmo verdade: existe um regulamento da tauromaquia, aprovado na AR e publicado em Diário da República, que determina como devem ser torturados os touros nos vários espetáculos feitos a partir do seu sofrimento.

 

Foi recentemente aprovado, a pedido do lóbi tauromáquico e com forte apoio do CDS-PP, um novo Regulamento do Espetáculo Tauromáquico (RET). Parece inacreditável mas é mesmo verdade: existe um regulamento da tauromaquia, aprovado em Assembleia da República e publicado em Diário da República, que determina como devem ser torturados os touros nos vários espetáculos feitos a partir do seu sofrimento.

Desde que a ex-Ministra da Cultura Gabriela Canavilhas introduziu uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura que a tortura de touros é considerada uma forma de expressão cultural. Mas é uma forma de cultura especial, porque precisa de um regulamento. Não há um regulamento para o teatro, ou para a música ou para o cinema. Alguém imagina o absurdo de um inspetor da Inspeção Geral de Atividades Culturais interromper um concerto porque as notas tocadas não estão de acordo com um regulamento do espetáculo musical?

O RET existe porque os empresários tauromáquicos sabem que o seu negócio depende do seu enquadramento enquanto expressão cultural e património nacional para sobreviver. Sem este enquadramento, a tourada aparece imediatamente como o que é: um espetáculo baseado no sofrimento de um animal. Por isso os representantes da tourada têm lugar reservado no Conselho Nacional de Cultura, por isso tantas autarquias declararam a tourada património imaterial do município e por isso um novo regulamento é publicado em Diário da República.

Mas há outra novidade na aprovação deste regulamento. Na sua elaboração participaram, ao lado de representantes do negócio tauromáquico, representantes da Plataforma Basta de Touradas, um movimento criado no seguimento da reunião conseguida com Passos Coelho aquando da iniciativa governamental “O meu movimento”. Esta plataforma, que diz representar várias entidades de defesa dos animais sem nunca especificar quais, deu o seu aval a um regulamento que apresenta a tauromaquia como “parte integrante do património da cultura popular portuguesa”,1 conseguindo em troca uma alínea no regulamento que determina a obrigatoriedade de matar o touro num prazo máximo de cinco horas após a tourada.2

Como é evidente, a estratégia da plataforma foi polémica entre ativistas anti-touradas, tal como foi polémica a sua participação no programa “Prós e Contras” dedicado à tourada, no qual se definiram como “reformistas” e expressaram a sua vontade de colaborar com o lóbi das touradas para “melhorar o bem-estar dos touros”. Curiosamente, a plataforma parece não compreender que a sua estratégia colaboracionista está em profunda contradição com o abolicionismo que dizem defender.

Quem quiser defender a aprovação do novo regulamento da tauromaquia pela plataforma poderá sempre argumentar que a luta se faz passo a passo e que não podemos ser extremistas e defender o “tudo ou nada”. Claro que sim, mas há que distinguir passos na direção certa e passos na direção errada. Acabar com os subsídios públicos às touradas com uma campanha baseada na defesa dos direitos dos animais, enfrentando o poder dos empresários tauromáquicos, seria um passo na direção certa. Colaborar com os empresários tauromáquicos para aprovar um regulamento que legitima a tauromaquia como património nacional é um passo na direção errada, porque enfraquece a causa anti-tourada e fortalece o lóbi da tauromaquia.

A aprovação de um regulamento que determina, com uma precisão própria de um psicopata, como se pode torturar um touro numa tourada, foi mais um momento negro para a causa anti-touradas. Que os empresários tauromáquicos se congratulem com o novo RET, dizendo que vai de encontro às suas “preocupações e necessidades”, mostra bem o que está em causa.3


1 Decreto-Lei n.º 89/2014, em http://www.legislacao.org/primeira-serie/reses-espetaculo-tauromaquicos-espetaculos-305857

3 “Novo Regulamento do Espetáculo Tauromáquico satisfaz setor”, em http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/tourada-regulamento-ultimas-noticias-touro-tvi24/1559665-4071.html

Fonte: http://www.esquerda.net/opiniao/regulamentar-tortura-e-legitima-la/33167

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E diz um tal de Pedro “E devido a esta cegueira anti-taurina inexplicável…” – Mas quando é que esta gente vai entender de uma vez por todas que os Anti-taurinos são eles e não nós? – Pedro, tente aprender que nós somos Anti-tourada e não Anti-taurinos. Anti-taurinos quer dizer Anti-touro. Por tanto; Pedro, os Anti-touro, os Anti-taurinos são vocês e não nós. Nós somos a favor do touro. Somos pelo bem-estar e pela felicidade do touro, bem ao contrário de vocês que são contra o bem-estar e a felicidade do touro!

Mário Amorim

NOVO REGULAMENTO TAUROMÁQUICO ESTABELECE NORMAS DE BEM-ESTAR ANIMAL? ISTO SÓ PODE SER UMA PIADA DE MAU GOSTO…

A Jus Animalium – Associação de Direito Animal tornou público um texto onde diz esta coisa absurda: «Inédito em Portugal! Novo Regulamento Tauromáquico estabelece normas de bem-estar animal.»

 

São estas as normas do bem-estar animal que vemos na imagem?

Uma tourada será sempre uma tourada com tortura de um ser vivo. Nada poderá mudar essa triste realidade. Nenhum RET torná-la-á menos bárbara. Nunca!

Primeiro: inédito, inédito, em Portugal, seria a Abolição da Tauromaquia, o único caminho que levaria ao bem-estar animal.

Segundo: o novo Regulamento Tauromáquico estabelece, no artigo 51, unicamente o modo cruel com que há-de torturar-se os bovinos.

Terceiro: nenhum organismo, que seja verdadeiramente defensor dos Direitos dos Animais, poderá estar de acordo com um regulamento que não reconhece os Bovinos e os Cavalos como seres sencientes, pertencentes ao Reino Animal, e elabora umas tantas regras para os torturar.

Diz a Jus Animalium:

«O recente DL n.º 89/2014, de 11 de Junho, aprovou o novo Regulamento do Espectáculo Tauromáquico (RET), que entrará em vigor no dia 11 de Agosto de 2014 (60 dias contados desde a data da sua publicação).

Esse diploma procede à revogação expressa do actual RET, aprovado pelo Decreto Regulamentar n.º 62/91, de 29 de Novembro, diploma este que, em quase 23 anos de vigência, não sofreu qualquer alteração, apresentando-se desfasado da necessária composição de interesses e sensibilidades que hoje permeiam a sociedade; sintomático é o facto de praticamente não conter normas de protecção animal e omitir por completo o sofrimento infligido aos animais utilizados nesses espectáculos.»

***Até aqui nada de extraordinário a apontar a não ser o que sublinhei, porque basta existir um regulamento tauromáquico, para que não haja a mínima hipótese de não fazer sofrer os animais. O tal RET, só por si, é já um prenúncio de tortura.

E a Jus continua:

«Da análise que empreendemos ao novo RET, concluímos que, pela primeira vez em Portugal, um regulamento tauromáquico elege a defesa do bem-estar animal como princípio geral de interesse público a salvaguardar.»

***Como é possível, alguém dizer uma barbaridade destas? Um regulamento tauromáquico nunca em tempo algum elege a defesa do bem-estar animal como princípio geral de interesse público a salvaguardar, SE na prática permite a tortura do Touro espetando-lhe bandarilhas (que só os estúpidos acham que não dói), e do Cavalo, que não nasceu para ser vilipendiado num jogo adulterado e cobarde.

E lê-se mais:

«Recorde-se que a observância do princípio geral da protecção do bem-estar animal decorre do artigo 13º do Tratado de Funcionamento da União Europeia (TFUE) a que Portugal está vinculado. Assim, entendemos que o legislador nacional andou bem (e que não devia ter andado de outra forma), ao acolher expressamente esse princípio a que está obrigado.»

*** A única obrigação do legislador é proteger os direitos inalienáveis de todos os animais sem excepção, o que não está consignado neste Regulamento falacioso. Muito pelo contrário.

E a Jus Animalium continua na sua saga interpretativa:

«Por outro lado, o princípio geral da proibição da violência injustificada contra animais tinha sido já consagrado pelo legislador nacional, designadamente, na Lei n.º 92/95, de 12 de Setembro (Lei de Protecção dos Animais), a qual excepciona “as touradas autorizadas por lei” (cf. artigo 1º, n.ºs 1 e 3, alínea b), reconhecendo, assim, o legislador nacional que estes eventos causam sofrimento aos animais envolvidos, como tal devendo ser minimizado dentro do possível.»

*** Não saberá a Jus Animalium que a tourada, ao ser autorizada por lei, está a autorizar a tortura? Está a legislar a morte e o estropiamento dos torcionários? Como pode minimizar-se a tortura, se a tortura começa logo à nascença dos animais e acaba com a retirada deles do seu habitat para os lançar numa arena para mais tortura? Que legislação falaciosa é esta que dá uma no cravo outra na ferradura, e os Touros e os Cavalos saem das arenas com ferimentos tais que têm de ser abatidos? Basta retirá-los do habitat natural para que o medo, a agonia, o stress e um sofrimento psicológico imenso os maltratem.

E continua a Jus, a entender que o que se segue é algo que minimiza o sofrimento dos Bovinos e dos Cavalos, como se eles fossem para arena pastar erva verdinha e beber água fresca das fontes…

«A salvaguarda do princípio geral da protecção do bem-estar animal é assumidamente anunciada no preâmbulo do novo RET, cujo teor, apesar de não ser vinculativo e não produzir efeitos jurídicos, é indicativo quanto à motivação que presidiu à elaboração do diploma.

O enunciado princípio concretiza-se em diversas normas do novo RET, que visam reduzir o sofrimento dos bovinos envolvidos nesses espectáculos, designadamente:

1) A occisão imediata dos mesmos nos curros das praças fixas, quando não se destinem ao consumo humano; de realçar que o abate em curro é da competência de um médico veterinário ou técnico indicado pela Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), sendo os respectivos custos suportados pelo promotor do espectáculo. Ou seja, os espectáculos que utilizem animais que tenham que ser abatidos nos curros, terão que contar com dois médicos veterinários (o delegado técnico tauromáquico e o responsável pela occisão dos animais).

2)- Quando os animais lidados se destinem ao consumo:

a)- serão imediatamente sacrificados em salas de abate (a instalar nas praças que sejam construídas após a entrada em vigor do RET e naquelas que sofram obras que não sejam de mera conservação ou de manutenção);

*** Note-se o termo utilizado: sacrificados, que significa imolados, massacrados…

b)- caso não exista sala de abate (praças fixas construídas anteriormente) ou se a praça for ambulante, serão encaminhados para matadouro e obrigatoriamente abatidos no período máximo de 5 horas a contar do fim do espectáculo.

3)- O reforço da intervenção do médico veterinário, cujo elenco de competências e funções é alargado e discriminado (o que não se verifica no RET ainda em vigor), aí se incluindo, nomeadamente, a obrigação de lavar e tratar os animais, diretamente ou sob sua orientação e supervisão, antes de seguirem para o matadouro.

4)- A instalação de curros nas praças de touros ambulantes (recorde-se que os animais permanecem actualmente nos camiões de transporte, sujeitos, nomeadamente, a elevadas temperaturas e confinados a área mínima); essa obrigação deverá ser cumprida no prazo de 2 anos a contar da data da entrada em vigor do RET (ou seja, até 11-08-2016).

5)- Proibição da utilização das reses no espectáculo a que se destinam se o meio de transporte não possuir compartimentos individuais e ventilação adequada, sem prejuízo da aplicação da correspondente contra-ordenação.

6)- Maiores exigências nas operações de descarga, encaminhamento e alojamento dos animais nas praças de touros, cujas condições são devidamente especificadas; o diploma sublinha que o objectivo é “evitar sofrimento e ferimentos das reses”.

7)- A idade dos bovinos foi aumentada de mais de 3, para mais de 4 anos, no toureio a cavalo realizado nas praças de touros de 1ª categoria.

*** Até agora o que se leu foi legislação acerca da morte dos animais, que têm o direito à vida, e não a ser torturados e mortos cobardemente para divertirem uns poucos (cada vez mais poucos) paspalhos. E toda a gente lúcida sabe que o toureio a cavalo, é o modo mais cruel de tourear. Isto a Jus não diz.

8)- Os cartazes publicitários desses espectáculos têm que, entre outros elementos, conter a indicação de que podem “ferir a susceptibilidade dos espectadores”.

*** Quanta hipocrisia! Quem vai ver a tortura de bovinos não tem sensibilidade para ser ferida. E hoje em dia, apenas os que ainda não nasceram, não sabem o que é uma tourada. Até uma criança sabe que «uma tourada é uma coisa para fazer sangue a um boi», como já ouvi.

E agora vem as competências que nunca foram nem nunca vão ser postas em prática. E as coimas, que também nunca se cobraram ao longo de todos estes anos, e as prevaricações são mais do que muitas. Isto é só para constar, nem a actual lei de Defesa dos Animais é cumprida, nem nunca será enquanto não houver HOMENS E MULHERES a governar a sério.

9)- A atribuição à DGAV da competência para garantir o cumprimento de todas as normas em matéria de bem-estar animal, em articulação com a IGAC (Inspecção Geral das Actividades Culturais).

10)- É introduzido um novo e mais severo regime contra-ordenacional (…)

De realçar que a IGAC tem a competência para instruir e decidir os processos de contra-ordenação e está obrigada a comunicar a decisão final dos mesmos à entidade que elaborou o auto de notícia ou a participação (para além da própria IGAC, são entidades fiscalizadoras as entidades policiais e a DGAV; segundo entendemos, os médicos veterinários municipais, no âmbito das suas competências gerais, também podem, e devem, participar às autoridades competentes infracções de que tenham conhecimento).

*** A IGAC tem a competência, mas nada faz. Nada tem feito. Os policiais têm competência mas nada fazem também, bem como a DGAV, que devia demitir-se em bloco.

(…)

Embora o novo RET configure um avanço inegável na perspectiva da redução do sofrimento dos bovinos envolvidos e da assunção da responsabilidade do Estado pela salvaguarda do bem-estar animal (aquele que é possível, considerando a natureza do evento em causa), não podemos deixar de referir dois aspectos que nos parecem altamente censuráveis:

*** Como é que um organismo que diz defender os animais pode dizer que houve avanço inegável na tortura? Porque afinal a tortura é tortura e continua lá.

(…)

«Em suma, aplaudimos as novidades introduzidas pelo novo RET em matéria de bem-estar dos bovinos envolvidos, mas entendemos que mais pode, e deve, o legislador regular no sentido de minimizar o sofrimento de todos os animais utilizados nesses eventos.»

*** O quê? Aplaudem as novidades e entendem que se deve legislar ainda mais para minimizar a tortura? Quando deviam pugnar pela abolição total de tamanha barbárie, desadequada aos tempos modernos, e que desprestigia a Humanidade!

Que Associação de Direito Animal é esta?

Fiquei completamente abismada. Minimizar o sofrimento de todos os animais utilizados nesses eventos? Mas que raça de interpretação é esta?

Isto é um absurdo, é uma traição aos animais, é uma contradição. Como pode haver melhoria de bem-estar se existe o artigo 51?

Isto não é evolução. É tapar o sol com uma peneira. São manobras de diversão dos governantes, para ludibriar os pacóvios.

Estou bastante decepcionada com esta associação.

Devia bater-se pela abolição total, pois todos nós sabemos que nada disto vai cumprir-se na prática, como já não cumpriam o outro famigerado RET. Os regulamentos tauromáquicos não são para cumprir, neste País onde se fazem leis para beneficiar apenas os prevaricadores e os poderosos.

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O novo RET está acessível em:

http://dre.pt/pdf1sdip/2014/06/11100/0308003096.pdf

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/novo-regulamento-tauromaquico-440040