Recebi há pouco dos CTT a seguinte resposta à mensagem que lhes tinha enviado

Exmo. Senhor,
Mário Amorim

Gostaríamos, desde já, de agradecer o seu contacto, que mereceu a nossa melhor atenção.

No seguimento do mesmo, informamos que os CTT vendem bilhetes para espectáculos de Tauromaquia como para qualquer outro espectáculo como concertos de música, dança, circo, entradas para museus e KidZania.

No entanto, vamos encaminhar a sua comunicação e colocá-la à consideração da gestão do serviço Bilhética CTT.

Com os nossos melhores cumprimentos,
lojaonline@ctt.pt

***

Seguidamente respondi a esta mensagem da seguinte maneira:

Boa tarde!

Fiquei verdadeiramente atónito com a resposta que os senhores me deram.
Mas onde a tauromaquia é um espectáculo como outro qualquer?
– A tauromaquia, não é um espectáculo como outro qualquer. A tauromaquia, é um espectáculo cruel, é um espectáculo bárbaro.
E já agora, partilho nesta resposta este vídeo, https://vimeo.com/122691081, que peço para que os senhores o vejam até ao fim!
– A tauromaquia, é um espectáculo que de forma vil, tortura física e psicologicamente, dois seres sensíveis, o touro e o cavalo!
E é uma vergonha os CTT, se alinharem com um espectáculo hediondo, como é o caso do espectáculo tauromáquico, vendendo bilhetes. E está na hora dos CTT, deixarem de vender bilhetes para a tauromaquia. É hora dos CTT, deixarem de alinhar com quem tortura dois seres sensíveis, que têm o pleno direito a serem livres, no campo, na Natureza, desde o seu nascimento, à sua morte!

Com os melhores cumprimentos,
Mário Amorim

Anúncios

A cobardia dos forcados

Recebi aqui no meu blog uma mensagem de um defensor da tauromaquia bem conhecido, dizendo que fui muito agressivo com os forcados.

Coloquei essa mensagem como SPAM. Mas ainda assim, deixo aqui uma curta reposta a esse senhor.
Não fui muito agressivo com os forcados. Fui isso sim, realista. Pois a realidade mostra a cobardia dos forcados, ao enfrentarem um ser sensível, carregado de ferros e de bandarilhas no lombo, a sofrer, cheio de sangue. Um ser sensível, que, quando tem de levar com os forcados em cima, está mais morto do que vivo.

E volto a dizer, que os forcados são cobardes, pelas razões que em cima referi, e também por não serem eles os primeiros a enfrentarem os touros, por esperarem que ele esteja cravado de ferros e de bandarilhas, e estar num atroz sofrimento. Por esperarem que ele esteja mais morto do que vivo para o enfrentarem!

Mário Amorim

Ética pela boca de quem não a tem

Na sequencia deste artigo; http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/etica-e-touradas-a-tortura-dos-touros-485866, escrevo o seguinte:

Olha só quem vem falar de ética!? -É preciso ter uma tremenda lata para vir falar de ética, quem deveria cumprir a ética profissional e não a cumpre.

Simplesmente patético, vir falar de ética quem não tem moral para falar de ética!

Quem tem telhados de vidro, não deve atirar pedras para o telhado do vizinho!

Se Portugal não fosse, tal como é, uma República das bananas, este senhor já teria sido há muito expulso da Ordem dos Veterinários e proibido de exercer veterinária.

Mário Amorim

Um defensor da tauromaquia, sobejamente conhecido mandou-me duas mensagens aqui pelo meu blog

Não poderia não responder a este senhor!

***

“Foi com satisfação que tomei conhecimento de que retomou o seu utópico objetivo. Defendendo as suas ideias com imaginação e persistência, embora repetindo exaustivamente os argumentos, proporciona-me oportunidade de escrever, tentando rebate-los. Pormenor positivo que encontro nesta troca de opiniões, é não haver palavrões ou insultos ordinários. O que infelizmente não acontece na maior parte dos sites e blogs dos “contra”, dos anti taurinos. São todas estas razões que me levam a enviar-lhe um texto com uma sugestão que, mesmo não sendo aceite, estou certo que o fará pensar. Cordialmente Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

S U G E S T Ã O E E S P E R A N Ç A

Por ser aficionado à Tauromaquia, sou violentamente insultado, por vezes grosseiramente, por pessoas travestisadas de cândidas e caridosas almas. Através de descaradas, pretensiosas, provocadoras, apalhaçadas e ruidosas manifestações à porta das praças de toiros ou, cobarde e habilidosamente na internet, a coberto do anonimato ou pseudónimo, esses insignes cidadãos, desafiam e insultam os que, pacatamente, usufruindo o seu direito de escolha, apreciam os espetáculos tauromáquicos.

A agressividade e atrevimento é de tal ordem que, para evitar que eles se continuassem a aproximar dos aficionados para os censurar, dirigindo-lhes palavras insultuosas e desafiadoras, proporcionadoras de conflitos (logo aproveitados pelos manhosos “contra” para acusarem de violentos os taurinos) se criou um espaço, vigiado pela Polícia, onde eles são acantonados. A necessidade de tal prevenção, denuncia bem o seu “pacifismo”. Vale-nos saber que é apenas uma minoria, com tendência a desaparecer.

A existência do BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME – CONVERSA AMIGA – ASSOCIAÇÃO CONTRA A FOME – COZINHA COM ALMA – HERÓIS DO MAR e ainda, sei, há mais, são grupos de PESSOAS moralmente bem formadas, que se preocupam com o sofrimento alheio. Infelizmente no entanto, em número insuficiente. É mesmo esta a razão porque, tomando em consideração o entusiasmo, imaginação, perseverança, postas pelos “contras”, pelos antitaurinos, nas suas ruidosas demonstrações anti touradas, e partindo do principio de serem verdadeiros os seus bons sentimentos e sensibilidade, me ocorreu fazer uma sugestão.Dar-lhes a conhecer a existência destas organizações de solidariedade e a necessidade que elas têm de colaboradores.

O conhecimento da escassez de membros com que elas se debatem, talvez os motive a ajudá-las. A porem ao seu dispor a energia, persistência, e bons sentimentos que reivindicam. Não terão a cobertura mediática que as caricatas manifestações, os “meets” diante das praças de toiros têm mas, a serem verdadeiros os bons sentimentos que apregoam, certamente lhes bastará a consciência de terem mostrado a sua empatia e preocupação pelos que delas precisam.

Esperançado em que esta sugestão seja aceite.

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

A I N D A A P R O P Ó S I T O

Por mera coincidência, após escrever este texto, tive que ir à Estação de Santa Apolónia. Eram 19h30. Lá estavam dois carros particulares e uma carrinha. Uma “multidão” a rodeá-los. Eram carenciados à procura de comer, de ajuda, do carinho humano de que estão privados. Já tinha assistido anteriormente a cenas identicas mas, desta vez, tomei mais atenção. Confirmei que continua a haver quem se incomode com aqueles para quem a vida foi ou é madrasta. Ver o interesse e carinho com que o fazem, a satisfação que exteriorizam por poderem ser úteis a que precisa, emocionou-me. E tudo feito discretamente. Mostrando com tal procedimento, a delicadeza e sinceridade dos seus sentimentos. Não os propagandeiam através de gaitas, apitos ou gritaria como fazem os “contra”, os anti taurinos nos seus protestos de oposição aos espetáculos tauromáquicos. Para eles basta-lhes sentirem-se bem por poderem, de algum modo, atenuar o sofrimento de alguém.

Perante esta situação e tendo em conta o exaustivamente publicitado voluntarismo dos “contra”, dos antitaurinos, para boas ações, sugiro que ponham de parte o sempre invocados padecimentos do toiro, e aceitem ir colaborar com as referidas associações, para as quais o sofrimento humano é prioritário. Tenho a certeza que seriam úteis e bem recebidos. Tenho alguma esperança de que esta sugestão seja aceite.”

****

Começarei esta minha resposta, dizendo a este senhor duas coisas muito claras: 1º Não sou Anti-taurino. Sou, isso sim, Anti-Tourada. 2ª Nós, que somos contra a tauromaquia, não somos Anti-taurinos. Somos, isso sim, Anti-tourada. Espero que isto lhe fique muito claro!

Utópicos objectivos? -Sinceramente.
Lembro-lhe que as praças de touros, têm estado um deserto. E nem com bilhetes à borla enchem.
A tauromaquia, nesta altura, está mais morta do que viva. Só ainda se aguenta, devido aos dinheiros públicos que recebe, na União Europeia e do Estado Português. E se no próximo dia 20 a União Europeia deixar de apoiar a tauromaquia, com dinheiros públicos, para a criação de touros e lide, será a estocada final na tauromaquia.

Sobre mim, nas suas restantes palavras, agradeço-lhas.

E fico-me por aqui!

Nota: Não voltarei a responder a mais nenhuma mensagem de um defensor da tauromaquia!

Mário Amorim