CONTEÚDO ANDA Caça deixa maiores gorilas do mundo à beira da extinção

Foto: Thomas Mukoya

A caça na República Democrática do Congo dizimou 70% das populações de gorilas orientais nas últimas duas décadas deixando o maior primata do mundo à beira extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Quatro entre seis espécies de grandes primatas estão agora classificadas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas como “criticamente em perigo” ou a um passo da extinção devido à caça e à transformação de florestas em terras agrícolas desde a África Ocidental até a Indonésia.

Os gorilas orientais, anteriormente considerados como “em perigo”, juntaram-se aos gorilas ocidentais e a duas espécies de orangotango que já estavam listados como criticamente ameaçados. As outras duas espécies de grandes macacos, chimpanzés e bonobos, são classificados como em perigo, informou a Reuters.

Foto: Chaideer Mahyuddin

“Ver o gorila oriental, um dos animais mais próximos a nós, à beira da extinção é verdadeiramente angustiante”, disse Inger Andersen, diretora-geral da IUCN.

Entre 1996 e 2003, milhões de pessoas morreram em conflitos na República Democrática do Congo e, frequentemente, as milícias e mineiros caçavam os gorilas para se alimentar.

A principal população de gorilas orientais caiu para cerca de 3.800 animais em 2015 frente a 16.900 em 1994, de acordo com o relatório divulgado em um congresso da UICN realizado no Havaí (EUA).

Os chimpanzés foram mais capazes de se adaptar a uma perda de habitats florestais para plantações de palma ou de outras fazendas do que gorilas e orangotangos.

“Os chimpanzés sobrevivem melhor nestas condições, mesmo se houver apenas uma parte remanescente de uma floresta. Eles podem entrar em culturas e pegar frutas de fazendas, ao contrário de gorilas e orangotangos”, declarou à reportagem Elizabeth Williamson, da IUCN.

Fonte: ANDA

Anúncios

CONTEÚDO ANDA Girafas são mortas por caçadores e tem seus rabos expostos como troféus

GIRAFE
O documentarista David Hamlin ainda se recorda da adrenalina que sentiu quando sobrevoava o Parque Nacional Garamba, da República Democrática do Congo, no final de junho e viu três girafas.

“Ver estas girafas do ar foi realmente emocionante”, disse Hamlin, segundo a National Geographic. Garamba é enorme e possui quase 5.180 quilômetros quadrados. Por isso, é raro se deparar com qualquer uma das 40 girafas que vivem ali.

Porém, a alegria de Hamlin ao ver e fotografar as girafas não durou muito tempo. Doze horas depois, os guardas florestais relataram ter ouvido tiros e, mais tarde, foram descobertos três corpos de girafas crivados de balas apodrecendo sob o sol.

Por isso, Hamlin decidiu documentar a repercussão desta tragédia para aumentar a conscientização sobre a caça no parque gerido pela organização sem fins lucrativos Parques Africanos juntamente com o Instituto Congolês para a Conservação da Natureza, uma agência governamental.

Garamba é o segundo parque nacional mais antigo da África e tem sido duramente atingido pela caça nos últimos anos enquanto os conflitos civis aumentam na região.

Os rinocerontes do local foram assassinados, e os elefantes sofreram perdas enormes em sua população. O mesmo ocorreu no caso das girafas Kordofan, uma das nove subespécies de girafas da África.

Atualmente, há menos de duas mil girafas na África Central, de acordo com Julian Fennessy, co-diretor da Fundação de Conservação de Girafas, uma organização sediada na Namíbia.

As girafas de Kordofans que vivem em Garamba são a última população destes animais na República Democrática do Congo. “Se esta população cair pela metade, então a situação será ainda mais terrível. Cada girafa é extremamente valiosa”, disse Fennessy.

Os congoleses normalmente matam as girafas por seus rabos, considerados um símbolo de status em algumas comunidades. Os três corpos de girafas encontrados em Garamba estavam intactos e faltavam as extremidades de seus rabos.

Enquanto isso, os homens do vizinho Sudão do Sul matam girafas por sua carne para alimentar os moradores mais pobres.

De acordo com Leon Lamprecht, diretor de operações do Parques Africanos, os homens “usam o rabo da girafa como um dote ao pai da noiva quando a pedem em casamento”.

Uma das girafas mortas tinha uma coleira para ser rastreada por satélite e estava sendo monitorada pelos guardas florestais de Garamba.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Bebê gorila sequestrada por mílicia é salva e desfruta da liberdade

Reprodução/SantuárioGRACE

Não se sabe como a pequena gorila Lulingu terminou com um grupo armado e perigoso na República Democrática do Congo (RDC), mas é seguro assumir que sua mãe não desistiu dela, provavelmente à custa de sua vida.

A gorila de um ano e meio foi resgatada de uma milícia no sul da Província de Kivu, no leste do Congo, segundo o One Green Planet.

Lulingu recebeu cuidados médicos emergenciais e, em seguida, foi transferida para o Parque Nacional de Virunga, que havia servido como seu lar temporário enquanto testes genéticos tentavam determinar sua subespécie.

Os testes confirmaram que Lulingu era uma gorila-de-grauer e precisava ser levada de helicóptero para Centro Educacional de Reabilitação e Conservação de Gorilas (GRACE) para se recuperar ao lado de outros gorilas.

O GRACE é o único santuário que presta assistência em longo prazo para gorilas-de- Grauer resgatados. Localizado em uma parte remota do norte da província de Kivu, , o local cuida atualmente de 13 gorilas, com idades que variam de três a 15 anos.

A prioridade do GRACE é reintroduzir os órfãos de volta na natureza, caso seja possível. O estabelecimento se compromete a assegurar o bem-estar de cada gorila e dedica-se à prestação de cuidados aos animais também ao longo de suas vida se houver necessidade.

Em seu primeiro dia na floresta do santuário, Lulingu imediatamente subiu em uma árvore e começou a comer frutas myrianthus, uma das favoritas de gorilas.
Ela então subiu no topo da outra árvore e imediatamente fez um ninho. A gerente do santuário Dalmas Kakule, não se surpreendeu: “Às vezes pensamos que estes gorilas precisam de nós, mas eles já sabem ser gorilas. Eles nos ensinam”.

Lulingu está em quarentena no GRACE para garantir que esteja saudável e se adapte bem ao seu novo ambiente.

Quando estiver pronta, ela será apresentada aos outros 13 gorilas órfãos que vivem em um grupo de família substituta no maior recinto florestal de gorilas do mundo.

Nos casos de novos gorilas jovens como Lulingu, normalmente uma das fêmeas adultas do grupo os “adota” e assume a responsabilidade materna, além de ensinar habilidades necessárias para a sobrevivência como, por exemplo, a construção de um ninho.

Lulingu será a gorila mais jovem do santuário, mas terá muitos companheiros, pois há vários animais de sua faixa etária.

Os gorilas-de-grauer só vivem no Leste do Congo e são classificados como ameaçados de extinção pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) devido aos altos níveis de exploração e perda e qualidade de habitat como resultado de conflitos políticos e expansão das atividades humanas.

A população da espécie caiu em quase 80% nos últimos 20 anos. Atualmente, existem apenas cerca de 3.800 gorilas-de-grauer remanescentes na natureza.

Fonte: ANDA