CONTEÚDO ANDA Bebê elefante se recusa a abandonar mãe atingida por bala

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A equipe de David Sheldrick Wildlife Trust realizou recentemente uma fantástica missão de resgate – desta vez na floresta Kirisia no norte do Quênia. Depois de uma viagem de Nairóbi, os ativistas encontraram o animal cuja vida estavam prestes a salvar: uma elefanta gravemente ferida ao lado de seu bebê.

A perna da mãe foi completamente destruída por uma bala que tornou seus movimentos quase impossíveis.

O comportamento de seu pequeno bebê foi verdadeiramente incrível, ele vigiava cuidadosamente a mãe, como se tentasse protegê-la e se manteve próximo a ela o tempo todo. Tanto a mãe quanto o bebê foram anestesiados para que os ativistas pudessem examinar mais atentamente a lesão e ajudá-los.

Tragicamente, não foi possível salvar a mãe e ela teve sua morte induzida. O bebê foi conduzido para a pista de pouso e – com a ajuda dos moradores – carregado no avião para ser transportado para o berçário no centro de resgate.

Agora, ele vive no berçário juntamente com seus muitos novos amigos e o cuidado inestimável da equipe do local. Após o trauma de perder sua mãe, todos no resgate estão fazendo o que podem para dar ao pequeno o máximo de amor e apoio possível, segundo o One Green Planet.

Fonte: ANDA

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Conteúdo ANDA Pessoas salvam filhote de girafa de rio cheio de crocodilos

Foto: Baba Sue/Wild Heart Wildlife Foundation

Há pessoas que ajudam a quem precisa independente das circunstâncias – até mesmo colocando as suas próprias vidas em perigo.

E foram algumas dessas pessoas que se tornaram heróis quando arriscaram a vida para salvar um filhote de girafa que estava preso no rio Uaso Nyiro, infestado de crocodilos, no Quênia. As informações são do One Green Planet.

O pobre filhote estava preso há mais de quatro horas em meio às águas. Quando os homens da tribo Samburu avistaram o animal, eles não ficaram parados assistindo à criatura sucumbir ao rio – ou pior – aos crocodilos. Eles tiveram a audaciosa e corajosa ação de entrar na água e salvá-lo.

Foto: Baba Sue/Wild Heart Wildlife Foundation

Os homens caminharam rio adentro, expondo-se ao perigo no meio da correnteza e dos famintos crocodilos.

Eles alcançaram a aflita girafa e usaram um cabo para levantá-la da água.

Foto: Baba Sue/Wild Heart Wildlife Foundation

Felizmente, os homens e a girafa saíram da água sem lesões. Esse bebê agora tem uma nova chance de vida graças a esses maravilhosos salvadores.

Este resgate é mais um exemplo do que nós humanos somos capazes quando o dever nos chama. Até mesmo na situação mais perigosa, esses corajosos indivíduos mostraram uma imensa bondade e ajudaram um animal em apuros. Histórias como essa nos inspiram e mostram que é possível sermos heróis para os animais.

Fonte: ANDA

Duas morreram até então Leões são envenenados por fazendeiros no Quênia

Foto: Shutterstock

Três fazendeiros foram indiciados após oito leões terem sido encontrados envenenados na reserva nacional Maasai Mara no Quênia. As informações são do Ecorazzi.

Os leões, que sofreram intoxicação depois de terem comido a carcaça de uma vaca misturada com veneno, eram do bando (“pride”) de Marsh, que foi apresentado no programa “Big Cat Diary” da BBC. Após o incidente, eles foram encaminhados para tratamento, mas dois outros leões que não pertenciam ao bando não resistiram, incluindo Bibi, uma leoa de 17 anos de idade.

Acredita-se que os animais tenham sido envenenados por vingança pela morte de três vacas que eram exploradas pelos fazendeiros do local. A reserva tem sido invadida por uma crescente população de pastores e aldeões que brigam pelas terras para criação de animais para consumo humano. Eles colocam milhares bovinos na reserva todas as noites para pastarem, tornando-os presas para predadores, como leões. Quando bovinos são mortos, os fazendeiros fazem a “retaliação” com veneno.

O especialista em safari Brian Jackman, cujo livro “The Marsh Lions” inspirou a série da BBC, ficou devastado com a notícia.

“Estou absolutamente desolado”, disse ele ao The Telegraph. “Elas eram leoas tão bonitas e maduras. Bibi era uma das grandes matriarcas dos Marsh. Elas eram tão conhecidas que se podia reconhecê-las como fazemos com o cão ou gato da nossa família. Você passa a conhecer toda vida delas”.

Jackman, que vem observando o bando desde 1982, acrescentou: “Essas mortes não são apenas uma tragédia que se soma às mortes dos leões de toda a África, como também representam uma experiência de luto real”.

No entanto, o serviço de vida selvagem do Quênia sugere que Bibi pode estar viva, enquanto não confirmou se todos os oito leões que estavam em tratamento se recuperaram na desintoxicação.

Segundo a reportagem, com apenas 2.000 leões remanescentes na natureza do Quênia, o incidente do envenenamento poderia ter resultado em uma tragédia muito maior se não houvesse a rápida intervenção do serviço de vida selvagem.

Os três homens acusados de envenenar os animais irão enfrentar uma pena máxima de 200.000 dólares ou a prisão perpétua.

Fonte: ANDA

Quênia Rinoceronte cego que foi resgatado órfão vive em santuário há oito anos

Foto: David Sheldrick Wildlife Trust

No dia 22 de setembro, foi comemorado o Dia Mundial do Rinoceronte, apesar da espécie há algum tempo não ter muitas alegrias a celebrar. Estima-se que tenham restado apenas 5.000 rinocerontes negros no mundo, um número ínfimo para um animal pré histórico que habitou o planeta em abundância por milhões de anos. Com a caça aos seus chifres ameaçando a espécie, para muitos rinocerontes o mundo deve parecer um lugar bastante assustador – ainda mais quando o indivíduo não pode enxergar, como Maxwell. As informações são do The Dodo.

Com 9 anos de idade atualmente, Maxwell é um morador permanente do Orfanato de Elefantes do Parque Nacional de Nairobi (Quênia), pois sua deficiência visual o deixa em severa desvantagem: ele não pode dimensionar seus oponentes, ou seja, é incapaz de se defender.

Resgatando Maxwell

Max logo após o seu resgate, em 2007. Foto: David Sheldrick Wildlife Trust Maxwell logo após o seu resgate, em 2007.

A história de Maxwell começou em um dia de fevereiro do ano de 2007, quando cuidadores de elefantes ouviram o som de seu choro na floresta do Parque de Nairóbi. Filhotes de rinocerontes emitem uma mistura incomum de rangidos quando estão em situação de angústia – um som que não se poderia esperar de um paquiderme dessa natureza, mas esses ruídos agudos servem para alertar as suas mães de que eles precisam de ajuda. Correndo sozinho, e aparentemente cego, ele foi monitorado pelo resto daquele dia, e após não haver sinal de sua mãe, os cuidadores entraram em cena para resgatá-lo e evitar que ele fosse atacado por predadores durante a noite.

Apesar de estar com menos de um ano de idade na ocasião, e pesar entre 40 e 60 quilos, levar o animal para o santuário não foi uma tarefa fácil, tendo sido necessária a ajuda de dez cuidadores para inicialmente contê-lo e levá-lo ao seu novo lar, carregando-o em uma lona.

Maxwell é alimentado com vegetais frescos no santuário. Foto: David Sheldrick Wildlife Trust Maxwell, já adulto, sendo alimentado com vegetais frescos no santuário.

Na natureza, filhotes de rinocerontes são completamente dependentes de suas mães para sobreviver até os três anos de idade, o que significa que cuidar de Maxwell envolveu um cuidado intensivo “24/7″. Durante os primeiros dois anos, os cuidadores fizeram o papel de “mães” e tentaram atender às suas necessidades físicas e psicológicas, provendo assistência o tempo todo, assim como tranquilidade e contato físico.

Esse time de cuidadores deixava as suas roupas no estábulo à noite para proporcionar um aroma familiar e confortante para que Maxwell não se sentisse sozinho, e amamentaram-no com mamadeira durante horas comum leite fortificado, para que ele pudesse crescer forte e saudável.

A deficiência visual de Maxwell

Foto: David Sheldrick Wildlife Trust Após a primeira cirurgia.

Avaliações iniciais dos olhos de Maxwell indicaram que ele tinha catarata, e após o seu resgate, esperava-se que parte da sua visão fosse restabelecida. Infelizmente, depois de uma série de cirurgias, tornou-se evidente que Max estava permanentemente cego com catarata bilateral, e múltiplas complicações que pareciam vir de um problema congênito e degenerativo.

Como a habilidade de visão é crucial para assegurar aos rinocerontes a auto defesa contra seus oponentes em batalhas físicas por território, Maxwell não foi capaz de voltar à natureza, e ficou sob cuidado permanente no berçário do Parque Nacional.

Foto: David Sheldrick Wildlife Trust

Hoje, ele é um rinoceronte adulto, pesando 1.500 quilos, e seu gabinete foi ampliado diversas vezes para que ele tivesse espaço adequado para se mover.

Mas, segundo a reportagem, apesar de seu tamanho, ele é extremamente sensível e afetuoso; desde pequeno, Maxwell adora receber carinhos na cabeça e na barriga. Nos dias quentes, ele toma banhos de lama, para proteger a sua pele de insetos e queimaduras solares.

Embora Maxwell não tenha podido retornar à natureza, os cuidadores trataram de integrá-lo a quaisquer outros animais órfãos que eles resgatam e cuidam antes de liberá-los. Solio, uma fêmea de rinoceronte negro que foi resgatada com apenas seis meses de idade em 2010, foi cuidada e fez a transição, e agora vive solta no Parque. Mas, para alegria de Maxwell, ela volta frequentemente para visitar o seu velho amigo, e os dois costumam ser vistos confabulando através do portão.

Foto: David Sheldrick Wildlife Trust

Apesar de nunca se ter sabido o que de fato aconteceu com a mãe de Maxwell, as taxas atuais de caça aos chifres desses animais significam que, infelizmente, muitos outros rinocerontes estão crescendo – ou morrendo – sem as suas mães ao lado. No ano passado, só na África do Sul, 1.215 rinocerontes foram mortos e, na semana passada, veterinários da ONG David Sheldrick Wildlife Trust (DSWT) trataram de um jovem órfão chamado Bahati, cuja mãe foi morta a tiros por caçadores. Tendo sobrevivido sem ela durante um ano, ele acabou morrendo por ferimentos causados por uma armadilha.

Foto: David Sheldrick Wildlife Trust

Fonte: ANDA

Animais não-humanos, irracionais??? Consciência animal Elefantes feridos vão até santuário em busca de ajuda humana

Os elefantes feridos por caçadores de marfim caminharam por muito tempo até pedir ajuda aos humanos do santuário David Sheldrick Wildlife Trust Os elefantes feridos por caçadores de marfim caminharam por muito tempo até pedir ajuda aos humanos do santuário

Em agosto deste ano, um elefante selvagem juntamente com dois de seus amigos foram atacados por caçadores de marfim. Feridos com flechas envenenadas, eles viajaram pelas savanas africanas até o local em que sabiam que poderiam encontrar ajuda: o santuário David Sheldrick Wildlife Trust (DSWT), situado no Quênia.

Apesar do elefante selvagem nunca ter tido contato com o centro de preservação da vida selvagem, seus amigos conheciam bem o local. Ele acabou se juntando a dois órfãos que haviam sido criados no Centro de Reintegração Ithumba, do DSWT, e os liderava no ambiente selvagem. Portanto, é muito provável que ele sabia que os humanos do David Sheldrick Wildlife Trust significavam ajuda.

“Nós estamos certos de que eles sabiam que se retornassem para as gaiolas, eles poderiam ter a ajuda e o tratamento de que necessitavam. Sabemos disso porque acontece com búfalos feridos no norte. Eles sempre vêm até Ithumba quando precisam, entendendo que aqui eles pode ser ajudados”, diz o santuário DWST em nota publicada em seu site.

Apesar de ser surpreendente ver elefantes procurando por ajuda de humanos – ainda mais após serem feridos por eles –, é sabido que esses animais têm uma grande capacidade de raciocínio espacial e de criação de mapas mentais que os ajudam a navegar por territórios.

Considerando a inteligência e a sociabilidade, é possível que os órfãos que foram criados pelo David Sheldrick Wildlife Trust tenham passado a informação de que esse é um local confiável e seguro ao companheiro selvagem.

Felizmente, os animais foram ao lugar certo e, após algumas horas, os veterinários do DWST sedaram os três elefantes e trataram os ferimentos causados pelas flechas, limpando a área envenenada e passando antibióticos. De acordo com o santuário, eles estão bem após as cirurgias e , curiosamente, parecem gratos pela ajuda concedida.

Fonte: ANDA